A ESTATUETA

A estatueta que é entregue aos melhores do cinema tem 35 centímetros de altura, é composto de 92,5% de estanho, 7,5% de cobre e folheado a ouro de 14 quilates e platina pesando 3,850 quilos.  O custo de fabricação de cada um é de 150 dólares.

 

A imagem é a de um guerreiro sobre um pedestal no formato de um rolo de filme, com uma espada de cruzado atravessada verticalmente no peito. Seu valor real é de cerca 200 dólares, mas seu valor simbólico é incomensurável, pelo prestígio profissional e popular que concede ao premiado e pelo faturamento que pode dar a um filme.

 

Apenas durante a Segunda Guerra Mundial foi confeccionada em gesso pintado com tinta dourada, devido ao esforço de guerra americano na época, que procurava racionar todos os tipos de metal. Após o conflito, os agraciados com estes Oscars tiveram seus prêmios trocados pela estatueta original.

 

Diz a lenda que o troféu foi esboçado pelo diretor de arte da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Cedric Gibbons, na toalha da boate Brown Derby, de Los Angeles, e ganhou forma nas mãos do escultor George Stanley.

 

Três histórias cercam a escolha do nome Oscar, que batizou o prêmio quatro anos após ter sido instituído. Uma delas conta que a secretária da Academia, Margareth Herrick teria achado a imagem parecida com a de seu tio Oscar, ela se referia a Oscar Pierce, um fazendeiro do Texas. Outra atribui o apelido a Bette Davis, que, brincando, afirmou que a estatueta era “a cara” de seu ex-marido Harmon Oscar Nelson. O colunista de cinema Sidney Skolsky também reivindicou a autoria do nome.

 

Os vencedores assumem o compromisso de nunca vendê-los, a não ser para a própria Academia e pelo preço simbólico de 10 dólares. Mesmo assim, num leilão de 1993, o Oscar que Vivien Leigh ganhou em 1940 por …E o Vento Levou foi arrematado por 562 mil dólares.