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| 1896 |
 |
Chega ao Rio de Janeiro
o Omniographo instalado a Rua do Ouvidor - Rio de Janeiro, onde também é inaugurado o
Salão Paris, a primeira sala de cinema regular do país, por Paschoal Segretto e José
Roberto da Cunha Salles em 08 de julho. |
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1897 |
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Projetores denominados
Animatographo, Cineographo, Vidamographo, Biographo, Vistascopio e Cinematographo são
usados no Rio e em São Paulo. |
 |
Em novembro, Cunha
Salles registra o primeiro filme nacional na seção de Privilégios Industriais do
Ministério da Agricultura, no Rio de Janeiro. |
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1898 |
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Afonso Segreto, em 19 de
junho, a bordo do paquete francês Brésil realiza a primeira filmagem
brasileira "Fortaleza e
Navios de Guerra na Baía da Guanabara". Surge o cinema brasileiro. .Entusiasmado com
as imagens da Baía da Guanabara, Segreto registra em 29 de junho, o cortejo que conduzia
ao cemitério os despojos do presidente Floriano Peixoto. |
|
1907 |
|
É inaugurada a
usina do Ribeirão Lages, regularizando o fornecimento de energia para o Rio de Janeiro.
em menos de um ano são abertas dezoito novas salas de cinema no Rio de Janeiro. |
|
1908 |
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Apogeu do período de
intensa produção cinematográfica conhecido como "Bela Época". |
|
Surge o primeiro filme
de ficção do Brasil. De acordo com Paulo Emílio Salles Gomes, há dúvidas sobre o
título do filme. A tradição aponta "Os Estranguladores", de Antônio
Leal...". A comédia "Nhô Anastácio Chegou de Viagem", de Julio Ferrez,
que foi exibida em junho de 1908, concorrendo ao mesmo título. |
1911
1912 |
 |
Fundada a Companhia
Cinematográfica Brasileira, dirigida por Francisco Serrador, é a associação de
empresários ligados à recente, mas já poderosa, indústria cinematográfica
norte-americana. |
 |
Crise. A produção
nacional de cerca de cem filmes por ano, reduz-se drasticamente. Veteranos como Antônio
Leal e Alberto Botelho dedicam-se apenas a poucos documentários. |
| 1913 |
 |
São produzidos apenas
três filmes de enredo - "O Caso dos Caixotes", "O Crime de Paula
Matos" e o "Crime dos Banhados". |
|
1915 |
 |
Cineastas passam a se
interessar mais pela literatura brasileira. "Retirada da Laguna" e
"Inocência" (Visconde Taunay), "O Caçador de Esmeraldas" (Olavo
Bilac), "O Garimpeiro" (Bernardo Guimarães), "A Moreninha" (Joaquim
Manuel de Macedo), "Iracema" (José de Alencar), e o "Mulato"
(Aluísio Azevedo) estão entre as obras adaptadas nessa época. |
| 1922 |
 |
O presidente Epitácio
Pessoa cria comissão para realizar filme que marcasse o Centenário da Independência. A
fita não sai do papel. |
|
1923 |
 |
O cinema sai do eixo
Rio-São Paulo. Filma-se em Campinas, Belo Horizonte e Rio Grande do Sul. |
 |
Fundação da Aurora Filme
e início do ciclo regional de Pernambuco. |
| 1924 |
 |
Primeiros regulamentos
federais para a qualidade e a segurança das salas de cinema no Brasil, resultado do
crescimento do circuito exibidor e do surgimento de salas destinada à elite, como o cine
República, em São Paulo. |
| 1925 |
 |
Na
cidade mineira de Cataguases, o fotógrafo italiano Pedro Comello realiza
experimentos com Humberto Mauro e, juntos, produzem "Os Três Irmãos"
(1925) |
| 1926 |
 |
Vittorio Capellaro filma
versão de "O Guarani", de José de Alencar.
Pedro Comello e Humberto Mauro produzem "Na Primavera da Vida" |
| 1927 |
 |
Com o fim da parceria
entre Humberto Mauro e Pedro Comello, Mauro realiza "Tesouro Perdido". Ele faria
ainda mais dois filmes em Cataguases (MG) - "Brasa Dormida" (1928), marco do
cinema regional do período e "Sangue Mineiro" (1929). |
|
1929 |
 |
Adhemar Gonzaga roda
"Barro Humano". |
| 1930 |
 |
Adhemar Gonzaga cria a
Cinédia, primeiro grande estúdio cinematográfico brasileiro. "Lábios Sem
Beijos", de Humberto Mauro, é o primeiro filme. |
| 1931 |
 |
Mário Peixoto, aos 18
anos, filma "Limite", seu único filme, principal experiência inspirada nas
vanguardas européias. |
| 1933 |
 |
No Rio de Janeiro,
Humberto Mauro dirige "Ganga Bruta", clássico idolatrado por Glauber Rocha e
Carmem Miranda estréia em "A Voz do Carnaval". |
| 1934 |
 |
1934 - Carmem Santos monta a produtora
Brasil-Vita Filme, no Rio de Janeiro. Humberto Mauro, seu principal
cineasta, passa a trabalhar para o Instituto Nacional do Cinema
Educativo (Ince) em 1937. |
| 1937 |
 |
"O Descobrimento do
Brasil", de Humberto Mauro. |
| 1941 |
 |
Surge, no Rio de Janeiro,
a Atlântida, companhia criada por Moacir Fenelon, Alinor Azevedo e José Carlos Burle e
que se consolidaria com as chanchadas de Grande Otelo e Oscarito. A produtora estreou com
"Moleque Tião", de José Carlos Burle. |
| 1942 |
 |
A Cinédia aluga seus
estúdios para RKO, que roda no Brasil o inacabado "It's All True", de Orson
Welles. |
|
1946 |
 |
Getúlio Vargas assina
decreto obrigando a exibição de pelo menos três filmes brasileiros por ano, e
estabelece as bases para a ação da censura que seria usada pelos governos militares:
arte e cultura passam a ser assuntos de segurança pública. |
 |
O cantor Vicente Celestino estrela "O
Ébrio", de Gilda de Abreu, que se mantém durante algumas décadas como o
maior sucesso de público do cinema brasileiro. Segundo estimativa
conservadora, foi visto por 4 milhões de espectadores, ou 10% da
população do país naquela época. |
| 1950 |
 |
Um grupo de empresários liderado pelo
italiano Franco Zampari funda a Companhia Cinematográfica Vera Cruz em
São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, para fazer filmes nos moldes
hollywoodianos. O cineasta pernambucano Alberto Cavalcanti é convidado
para dirigir o estúdio. Outros técnicos são trazidos do exterior para
participar das grandes produções da época, o primeiro longa-metragem produzido é
"Caiçara", de Adolfo Celi. |
| 1951 |
 |
Surge em São Paulo a
Companhia Cinematográfica Maristela. |
|
1952 |
 |
Adolfo Celi filma
"Tico Tico no Fubá" e José Carlos Burle lança "Carnaval
Atlântida". |
 |
Mazzaropi estréia com seu
estilo interiorano em "Sai da Frente". |
 |
"Destino em
Apuros", de Ernesto Remani, é o primeiro longa-metragem colorido do país. |
| 1953 |
 |
Lima Barreto lança
"O Cangaceiro", prêmio de Melhor Aventura no Festival de Cannes e o maior
sucesso da Vera Cruz. |
| 1954 |
 |
Luciano Salce dirige
"Floradas da Serra", o último filme de Cacilda Becker. Carlos Manga realiza
duas chanchadas (o gênero aproximou o cinema brasileiro do grande público) com Oscarito:
"Matou ou Correr" e "Nem Sansão Nem Dalila". Watson Macedo faz
"O Petrõleo é Nosso". |
| 1955 |
 |
Nelson Pereira dos Santos
inaugura o Cinema Novo com Rio, "40 Graus". |
| 1957 |
 |
Nelson Pereira dos Santos
filma "Rio, Zona Norte". |
| 1958 |
 |
Roberto Santos realiza
"O Grande Momento". |
|
1959 |
 |
"Orfeu do
Carnaval" (ou "Orfeu Negro"), de Marcel Camus, ganha a Palma de Ouro em
Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Baseado no musical Orfeu da Conceição, de
Vinícius de Morais e Tom Jobim, o filme teve produção francesa e foi rodado no Brasil.
Carlos Manga dirige "O Homem da Sputinik". PauloCézar Saraceni filma
"Arraial do Cabo". |
 |
Mário Carneiro funda o
cinema novo. |
 |
Os diretores brasileiros ffilmam com
estilo próximo ao do neo-realismo italiano. Tanto a temática quanto os
personagens passam a expressar uma identidade brasileira, precursora do
cinema novo |
| 1960 |
 |
Trigueirinho Neto faz
"Bahia de Todos os Santos". |
| 1961 |
 |
O Cinema Novo ganha
fôlego com Roberto Pires ("A Grande Feira") e Glauber Rocha filma
"Barravento". |
| 1962 |
 |
Galã da Atlântida, Anselmo Duarte ganha a
Palma de Ouro em Cannes por "O Pagador de Promessas" e é o primeiro brasilero
indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Norma Bengell faz o primeiro nu frontal do
cinema brasileiro em "Os Cafajestes" de Ruy Guerra. Roberto Farias dirige
"Assalto ao Trem Pagador". |
| 1963 |
 |
Nelson Pereira dos Santos
realiza "Vidas Secas", adaptação da obra de Graciliano Ramos,
é o marco inicial do cinema novo, movimento que tem como proposta o
filme de autor, feito a baixo custo, preocupado com a realidade social e
enraizado na cultura brasileira. É a versão brasileira de estéticas
nascidas após a II Guerra Mundial, entre elas o neo-realismo italiano e
a nouvelle vague francesa. |
 |
A principal estrela da Vera Cruz, o
comediante Amacio Mazzaropi, funda uma produtora. Sua primeira fita é
Casinha Pequenina. Criador de tipos caipiras ao estilo do Jeca Tatu,
Mazzaropi é um fenômeno de público. |
|
1964 |
 |
As câmeras portáteis, surgidas na época, permitem filmar com mais
facilidade, destacam-se as produções de
"Deus e o Diabo na Terra do Sol" de Glauber Rocha, "Noite
Vazia" de Walter Hugo Khouri. "Os Fuzis", de Ruy Guerra, recebe o Urso de Prata do Festival de Berlim. |
 |
José Mojica Marins roda À Meia-Noite
Levarei Sua Alma. Nesta fita, o cineasta cria o coveiro Zé do Caixão,
personagem bizarro com unhas longas, fraque e cartola interpretado por
ele próprio. Sua extensa obra tem quase 150 títulos, entre os quais Esta
Noite Encarnarei no Teu Cadáver e O Despertar da Besta |
 |
Golpe de estado interrompe
os documentários "Cabra Marcado Para Morrer", de Eduardo Coutinho,
"Maioria Absoluta"de Leon Hirszman e "Integração Racial" de Paulo
Cézar Saraceni. |
|
1965 |
 |
Luiz Sérgio Person
disseca São Paulo em "São Paulo S/A". |
 |
Começa a Semana de Cinema
Brasileiro, precursora do Festival de Brasília. |
 |
"Na Onda do
Iê-Iê-Iê" lança Renato Aragão no cinema. |
|
1967 |
 |
Surge o Festival de Cinema
de Brasília. |
 |
Luiz Sérgio Person
realiza "O Caso dos Irmãos Naves". Glauber Rocha lança "Terra em
Transe". |
 |
Com "Esta Noite
Encarnarei no Teu Cadáver", José Mojica Marins - o Zé do Caixão - populariza o
cinema de terror brasileiro. |
 |
Ozualdo Candeias filma A Margem, obra
considerada inspiradora do cinema marginal. |
|
1968 |
 |
O cineasta Rogério Sganzerla dirige "O
Bandido da Luz Vermelha", fita ligada à estética chamada de marginal ou
underground. São filmes experimentais que retratam a situação social do
país de maneira debochada. Outras produções importantes do período: "O
Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" (Melhor Direção em Cannes) e
"Fome de Amor" (Nelson Pereira dos Santos). |
 |
A 13 de dezembro, a
ditadura militar lança o Ato Institucional nº 13, responsável pela censura de diversos
filmes produzidos desde então. |
 |
Início do cinema marginal
com os primeiroslongas de Bressane e Sganzerla. |
|
1969 |
 |
Joaquim Pedro de Andrade
adapta "Macunaíma", de Mário de Andrade. Julio Bressane filma "Matou a
Família e Foi ao Cinema" e "O Anjo Mau". Cacá Diegues lança "Os
Herdeiros". |
 |
O Governo Militar funda a Embrafilme, que a princípio tem a função de
distribuir filmes brasileiros e, logo depois, passa também a financiar
produções nacionais. |
|
1970 |
 |
Reserva de mercado de 112
dias por ano. |
| 1973 |
 |
Hugo Carvana escreve,
dirige e atua em "Vai Trabalhar, Vagabundo". O filme conquista o Festival de
Taormina, na Itália, e inaugura a neochanchada brasieleira. Arnaldo Jabor lança
"Toda Nudez Será Castigada", adaptação de Nelson Rodrigues, que arrebata o
Urso de Prata no Festival de Berlim. |
 |
Surge o Festival de Cinema
de Gramado. |
| 1975 |
 |
O argentino naturalizado
brasileiro Hector Babenco estréia com o documentário "O Fabuloso Fittipaldi" e
roda "O Rei da Noite". |
| 1976 |
 |
É criado o Conselho Nacional de Cinema (Concine)
para normatizar e fiscalizar o mercado, em mais uma tentativa de
industrialização da produção. |
 |
Ruy Guerra recebe o Urso
de Prata do Festival de Berlim por "A Queda". Babenco lança "Lúcio
Flávio, o Passageiro da Agonia". Carlos Diegues dirige Zezé Mota em "Xica da
Silva". |
 |
Com "Os Trapalhões no Planeta dos
Macacos", tem início a carreira de sucesso dos filmes de Os Trapalhões,
quarteto fundado no ano anterior. Seu líder, Renato Aragão, o Didi. |
 |
Em Novembro é lançado o filme “Dona Flor e
Seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto, a produção brasileira de maior
bilheteria em todos os tempos, com 12 milhões de espectadores. |
| 1978 |
 |
Com "Os Trapalhões
na Guerra dos Planetas", o grupo emplaca o segundo filme na lista dos maiores
públicos do cinema brasileiro. |
|
1980 |
 |
Com o fim da censura, a política e a realidade nacional voltam a ser
temas de filmes, Hector Babenco lança
"Pixote - A Lei do Mais Fraco". Carlos Diegues faz nevar no Brasil no roadmovie
"Bye, Bye Brasil". Tizuka Yamasaki estréia em "Gaijin - Os Caminhos da
Liberdade". Glauber Rocha lança "Idade da Terra" seu último filme. Ao
mesmo tempo a pornochanchada traz o público de volta aos cinemas em filmes como "A
Noite das Taras", de David Cardoso, que atrai boas bilheterias. |
 |
Produção recorde de 103
longa-metragens. |
| 1981 |
 |
"Eles Não Usam
Black-Tie", de Leon Hirszman, conquista o Prêmio Especial do Júri no Festival de
Veneza. |
| 1983 |
 |
Walter Lima Jr. lança
"Inocência", adaptação do clássico de Visconde de Taunay, a partir de
roteiro do cineasta Lima Barreto, de O Cangaceiro. |
| 1984 |
 |
Murilo Salles estréia em
longa-metragem com "Nunca Fomos tão Felizes", vencedor do Leopardo de Bronze no
Festival de Locarno, na Suíça. Eduardo Coutinho retoma "Cabra Marcado para
Morrer", filme barrado pela ditadura no início das filmagens em 1964. |
 |
Depois de rodar a comédia erótica “As
Taras de Todos Nós”, produção da Boca do Lixo, em São Paulo, Guilherme
de Almeida Prado assina a direção de “A Dama do Cine Shangai”. |
| 1985 |
 |
A cineasta Suzana Amaral dirige seu primeiro longa, "A Hora da Estrela",
baseado no conto homônimo de Clarice Lispector, a protagonista Marcélia Cartaxo
conquista o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim pela atuação. |
| 1986 |
 |
Fernanda Torres divide o
Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes com Barbara Sukowa (Rosa Luxemburgo) por
"Eu Sei que Vou te Amar", de Arnaldo Jabor. Ana Beatriz Nogueira ganha o Urso de
Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim por "Vera", de Sérgio Toledo.
William Hurt recebe o Oscar de Melhor Ator por "O Beijo da Mulher Aranha", de
Hector Babenco. O filme, que contou com Sônia Braga no papel-título, foi rodado no
Brasil. |
|
1989 |
 |
Fernando Collor de Melo
vence a eleição presidencial. No primenro dia de seu governo em 1990, extingue a
Embrafilme. A produção nacional de filmes praticamente acaba. |
|
1991 |
 |
Hector Babenco roda na
Amazônia "Brincando nos Campos do Senhor", com elenco americano e brasileiro. |
|
1993 |
 |
“Alma Corsária”, de Carlos Reichenbach, é
um dos filmes que sinalizam a recuperação do cinema brasileiro. A
retomada ocorre com o surgimento de projetos de incentivo à produção
cinematográfica e uma nova lei de audiovisual. |
| 1994 |
 |
Sérgio Rezende filma
"Lamarca", com Paulo Betti como protagonista. |
 |
Aprovada a Lei do
Audiovisual, sistema de financiamento baseado na renúncia fiscal. |
 |
Numa parceria inédita entre televisão e
cinema, Cacá Diegues roda “Veja Esta Canção”, com produção da TV
Cultura, de São Paulo. |
| 1995 |
 |
Carla Camurati lança
"Carlota Joaquina - Princesa do Brasil". A imprensa liga o filme à retomada do
cinema brasileiro. |
| 1996 |
 |
Rosemberg Cariry realiza “Corisco e Dada”,
seu trabalho de estréia em longa-metragem. Murilo Salles faz “Quando
Nascem os Anjos”. |
 |
"O Quatrilho",
de Fábio Barreto, é indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. |
| 1997 |
 |
Lírio Ferreira e Paulo Caldas voltam à
temática do cangaço em “Baile Perfumado”. Walter Lima Jr. realiza “A
Ostra e o Vento”. Entre as principais estréias em longas-metragens estão
“Os Matadores”, de Beto Brant, e “Um Céu de Estrelas”, de Tata Amaral. |
 |
"O Que é Isso
Comanheiro?", de Bruno Barreto, é indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Hector Babenco concorre à Palma de Ouro de Cannes com "Coração Iluminado". |
|
1998 |
 |
“Central do Brasil”, de Walter Salles Jr.
recebe os prêmios de melhor filme e melhor atriz - Fernanda Montenegro -
do Festival de Berlim e mais de 40 prêmios em outros festivais a
produção concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A estrela da
fita, Fernanda Montenegro é indicada para melhor atriz. Entre as
adaptações literárias, tem destaque “Orfeu”, peça de Vinicius de Moraes
filmada por Cacá Diegues. Os documentários “Fé”, de Ricardo Dias, e
“Santo Forte”, de Eduardo Coutinho, prêmio de melhor filme no Festival
de Brasília, registram manifestações religiosas brasileiras. “Nós Que
Aqui Estamos por Vós Esperamos”, de Marcelo Masagão, faz um balanço
incomum do século XX, misturando personalidades com personagens
anônimos. O veterano cineasta paulista Carlos Reichenbach lança “Dois
Córregos”, seu trabalho mais lírico. |
|
2000 |
 |
O cinema brasileiro retorna depois de 11
anos à mostra competitiva do Festival de Cannes com o longa Estorvo, de
Ruy Guerra, baseado no romance de Chico Buarque, e o curta Três Minutos,
de Ana Luíza Azevedo. Eu, Tu, Eles, de Andrucha Waddington, é bem
recebido pela crítica internacional na mostra paralela Un Certain Regard.
Mesmo exibido de modo restrito no país, com apenas quatro cópias,
Cronicamente Inviável, de Sérgio Bianchi, causa polêmica pelo retrato
que faz do Brasil. Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme, de Cao Hamburger, é uma
adaptação bem-sucedida do programa infantil da TV Cultura. Reunidos no
3º Congresso Brasileiro de Cinema, o primeiro realizado desde 1953,
profissionais de diversas áreas assinam a Carta de Porto Alegre,
documento que resume as dificuldades da produção nacional e propõe
soluções ao governo e à iniciativa privada. |
|
2001 |
 |
2001 – Com o filme “Bicho de Sete
Cabeças”, da estreante Laís Bodanzky, o ator Rodrigo Santoro arrebata os
principais prêmios de melhor ator dos festivais de cinema do país. A
comissão nomeada pelo governo para escolher a produção brasileira que
tentará a indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro indica “Abril
Despedaçado”, de Walter Salles Jr. Por meio de medida provisória, o
presidente Fernando Henrique Cardoso cria a Agência Nacional do Cinema (Ancine),
órgão de fomento, regulação e fiscalização da indústria cinematográfica
e videofonográfica, dotado de autonomia administrativa e financeira e
vinculado diretamente à Presidência da República. A autonomia da agência
é possibilitada pelos recursos obtidos com a Contribuição para o
Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), em
duas modalidades de recolhimento: por título e percentual de bilheteria. |
|
2002 |
 |
O cineasta Gustavo Dahl é empossado como
diretor-presidente da Ancine. A agência esvazia as atribuições do
Ministério da Cultura na área do audiovisual ao assumir, entre outras
atividades, o registro e conseqüente taxação de todos os filmes e vídeos
produzidos ou lançados no Brasil, bem como a manutenção do acervo que
registra a história do cinema no país. Estima-se que os recursos da
Ancine alcancem 80 milhões de reais, superior à média movimentada pelas
leis Rouanet e do Audiovisual (cerca de 65 milhões de reais). “Abril
Despedaçado” é indicado para o Globo de Ouro, vencido por “Terra de
Ninguém”, do bósnio Denis Tanovic, mas não é selecionado entre os cinco
candidatos ao Oscar de filme estrangeiro. “Cidade de Deus”, de Fernando
Meirelles, baseado em romance de Paulo Lins, participa fora de concurso
da seleção oficial do Festival de Cannes, impressiona a crítica
internacional e dá início a uma bem-sucedida carreira, com público
superior a 3 milhões de espectadores no Brasil e direitos de
distribuição vendidos para 62 países. O outro grande filme de ficção
lançado no ano é “O Invasor”, de Beto Brant, prêmio de melhor filme
latino-americano no Sundance Festival. O destaque do ano, no entanto,
vem dos documentários, com “Edifício Máster”, de Eduardo Coutinho;
“Ônibus 174”, de José Padilha; “Janela da Alma”, de João Jardim e Walter
Carvalho; e “Rocha Que Voa”, de Eryk Rocha. Outro documentário, “Surf
Adventures”, de Arthur Fontes, rompe barreira histórica para o gênero e
tem 500 mil espectadores. |
|
2003 |
 |
O ano é de grande sucesso para o cinema
nacional, que registra aumento brutal de público – cerca de 220% – em
comparação com 2002. Parte desse sucesso deve-se à estréia de “Casseta e
Planeta – A Taça do Mundo É Nossa” e duas adaptações de programas da TV
Globo: “Os Normais – O Filme” e “Lisbela e O Prisioneiro”, de Guel
Arraes. “Carandiru”, de Hector Babenco, é uma das principais estréias de
2003 e ganha reconhecimento tanto de público quanto da crítica. O filme
participa da seleção oficial do Festival de Cannes, ganha o prêmio de
melhor filme no Festival de Havana e é o escolhido para representar o
Brasil na indicação ao Oscar de filme estrangeiro de 2004. “Cidade de
Deus”, de Fernando Meirelles, é reconhecido internacionalmente e ganha o
prêmio de melhor filme estrangeiro de 2003, concedido pela Associação de
Críticos de Nova York. Outras produções de destaque são: “Amarelo
Manga”, de Cláudio Assis; O Homem que Copiava, de Jorge Furtado; Deus É
Brasileiro, de Cacá Diegues; e “De Passagem”, de Ricardo Elias, vencedor
do Festival de Gramado. Glauber o Filme, “Labirinto do Brasil”, de
Sílvio Tendler, recebe os prêmios da crítica e do júri popular no
Festival de Brasília. No mesmo festival, “Filme de Amor”, de Júlio
Bressane, é o vencedor do troféu Candango de melhor filme. A edição de
2003 é considerada histórica, por selecionar obras experimentais e
autorais. |
 |
O anúncio de novos
critérios para o patrocínio de projetos culturais, adotados pelas
empresas estatais Eletrobrás e Furnas Centrais Elétricas, causam
protestos de parte da classe cinematográfica, liderados pelo cineasta
Cacá Diegues. Os novos critérios incluíam medidas de contrapartida
social, vistas como dirigismo por esses artistas. O fato leva o
Ministério da Cultura a concentrar as discussões sobre o patrocínio
cultural de empresas estatais, o que antes era atribuição do Ministério
das Comunicações. |
|
2004 |
 |
“Diários de Motocicleta”, de Walter
Salles, investe na biografia de juventude de Che Guevara e torna-se a
grande aposta brasileira para prêmios internacionais. Os dois grandes
campeões de público, ultrapassando a barreira dos 3 milhões de
espectadores, são “Cazuza – O Tempo Não Pára”, de Sandra Werneck e
Walter Carvalho, e “Olga”, de Jayme Monjardim. Outras produções
significativas são: “Narradores de Javé”, de Eliane Caffé; “Benjamim”,
de Monique Gardenberg; “De Passagem”, de Ricardo Elias; “O Outro Lado da
Rua”, de Marcos Bernstein; “Filme de Amor”, de Júlio Bressane; “Querido
Estranho”, de Ricardo Pinto e Silva; “Redentor”, de Claudio Torres;
“Contra Todos”, de Roberto Moreira. Entre os documentários, destacam-se
“Motoboys – Vida Louca”, de Caíto Ortiz, e duas produções que enfocam
aspectos da trajetória do presidente Lula: “Peões”, de Eduardo Coutinho,
trata de personagens desconhecidos que participaram das greves no ABC
paulista, na época em que Lula era sindicalista; “Entreatos”, de João
Moreira Salles, retrata os bastidores da campanha para a Presidência em
2002. |
 |
O governo brasileiro dá início às
discussões para a criação da Agência Nacional de Cinema e Audiovisual (Ancinav),
órgão do Ministério da Cultura que regulamentaria a produção
cinematográfica e televisiva brasileira. Esse projeto de lei é duramente
criticado pelas distribuidoras, que temem uma política protecionista, e
os que suspeitam de controle ideológico. |

Os
dez melhores filmes nacional de todos os tempos
01 . Deus
e o Diabo na Terra do Sol - 1964 - Direção: Glauber Rocha - Elenco: Geraldo Del
Rey / Othon Bastos / Yoná Magalhães
02 . Vidas Secas
- 1963 - Direção: Nelson Pereira dos Santos - Elenco: Átila Iório / Maria Ribeiro /
Jofre Soares
03. Terra em
Transe - 1967 - Direção: Glauber Rocha - Elenco: Jardel Filho / Paulo Autran /
José Lewgoy
04 . Limite
- 1930 - Direção:Mário Peixoto - Elenco: Olga Breno / Raul Schnoor / Taciana Rei
05 . O Bandido da
Luz Vermelha - 1968 - Direção: Rogério Sganzerla - Elenco: Paulo Villaça /
Helena Ignez
06. Ganga Bruta
- 1933 - Direção: Humberto Mauro - Elenco: Durval Bellini / Déa Selva / Lu
Marival Décio Murilo
07 . Macunaíma
- 1969 - Direção: Joaquim Pedro de Andrade - Elenco: Grande Otelo / Paulo José / Dina
Sfat
08 . Pixote - A
Lei do Mais Fraco - 1980 - Direção: Hector Babenco - Elenco: Fernado Ramos da
Silva / Marília Pêra / Jadel Filho
09 . São Paulo
S.A. - 1965 - Direção: Luiz Sérgio Person - Elenco: Walmor Chagas / Eva Wilma
/ Otelo Zeloni / Ana Esmeralda
10 . O Pagador de
Promessas - 1962 - Direção: Anselmo Duarte - Elenco: Leonardo Vilar / Glória
Menezes /Dionisio Azevedo / Norma Bengell |

Os dez filmes nacionais de maior público
|
1º |
. "Dona Flor e Seus Dois Maridos"
- Bruno Barreto |
1976 |
(*) 10.735.305 |
|
2º |
.
“O Ébrio” - Gilda de Abreu |
1946 |
(*) 8.000.000 |
|
3º |
.
“Casinha Pequenina” - Glauco Mirko
Laurelli |
1963 |
(*) 8.000.000 |
|
4º |
.
“Jeca Tatu” - Milton Amaral |
1960 |
(*) 8.000.000 |
|
5º |
.
“A Dama do Lotação” - Neville de Almeida |
1978 |
6.508.182 |
|
6º |
.
“O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão” -
J.B.Tanko |
1977 |
5.726.775 |
|
7º |
.
“Lúcio Flavio, o Passageiro da Agonia” -
Hector Babenco |
1977 |
5.401.325 |
|
8º |
.
“Os Saltimbancos Trapalhões” - J.B.Tanko |
1981 |
5.218.574 |
|
9º |
.
“Os Trapalhões na Guerra dos Planetas” -
Adriano Stuart |
1982 |
5.089.869 |
|
10º |
.
”Os Trapalhões na Serra Pelada” - J.B.
Tanko |
1982 |
5.051.963 |
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(*) Dados estimados por produtores ou
realizadores -
Fonte: Revista de CINEMA |
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