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Desconstruindo Harry |
Título
Original: Deconstructing Harry
Gênero:
Comédia
Origem/Ano:
EUA/1997
Duração:
95 min
Direção:
Woody Allen
Elenco:
Sinopse:
Harry Block é o nome do personagem do novo Woody Allen, Desconstruindo Harry. Por que
Block? Porque o sujeito é um escritor e está vivendo aquele inferno astral dos artistas
chamado de bloqueio criativo. Acha que a fonte secou, o que é intolerável. Tanto assim
que - dizem - antes de meter um rifle de caça na boca e puxar o gatilho com o dedão do
pé, Hemingway teria murmurado: "Não funciona mais." Ignora-se se estava se
referindo ao intelecto ou ao instinto. Ou a ambos. Enfim, encontrava-se, como Block,
bloqueado.
Em todo caso, Harry (vivido pelo próprio Woody Allen) não se pode queixar de bloqueio da
libido, mas talvez do seu excesso. É um priápico, casado com a psicanalista Joan
(Kirstie Alley), que sofre com as aventuras do marido. Uma delas é a esplendorosa Fay
(Elizabeth Shue), aliás cliente de Joan, fato que propicia uma das mais hilariantes cenas
de ciúmes jamais vistas numa tela de cinema.
Enfim, Harry não consegue criar, por isso se recorda da sua vida. Quer dizer, cai na
mesmice de todos os mortais, que é a de só ter a experiência própria para trabalhar,
já que a imaginação falha. Às suas recordações junta o elenco de personagens que
criou ao longo da vida. E, no fim, consegue aquela conciliação improvável entre desejo
e limitação, entre imaginário e realidade. Conciliação idealizada, fornecida pela
mais poderosa fonte de inspiração do filme, Oito e Meio, a obra-prima de Federico
Fellini.
Como à certa altura da história Harry vai receber uma distinção acadêmica (da
faculdade que o expulsou), a coisa toda acaba por virar um road movie. Harry não quer ir
sozinho, por isso coloca no carro uma prostituta, um amigo cardíaco, e o filho, que ele
apanhou na porta da escola, à revelia da ex-mulher hostil. No caminho, uma parada,
dolorosa, mas também hilária, para visitar a irmã, judia ortodoxa. A viagem emocional,
o road movie existencial que inclui recordações da infância, remete a outra das
principais fontes de inspiração de Allen: o sueco Ingmar Bergman.
Distribuição em
Vídeo: Buena Vista
Álbum de Fotos



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