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arquivof_1.gif (1790 bytes) Justiça

Título Original: Justiça

Gênero: Documentário

Origem/Ano: BRA-HOL/2004

Duração: 100 min

Direção: Maria Augusta Ramos

Elenco:

Carlos Eduardo...
Elma Lusitano...
Suzana...
Maria Ignez Kato...
Alan Wagner...
Geraldo L. M. Prado...
Fátima M. Clemente...

transp.gif (45 bytes)Carlos Eduardo
transp.gif (45 bytes)Elma Lusitano
transp.gif (45 bytes)Suzana
transp.gif (45 bytes)Maria Ignez Kato
transp.gif (45 bytes)Alan Wagner
transp.gif (45 bytes)Geraldo L. M. Prado
transp.gif (45 bytes)Fátima M. Clemente

Sinopse: Justiça, documentário de Maria Augusta Ramos, pousa a câmera onde muitos brasileiros jamais puseram os pés - um Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro, acompanhando o cotidiano de alguns personagens. Há os que trabalham ali diariamente (defensores públicos, juízes, promotores) e os que estão de passagem (réus).

A câmera é utilizada como um instrumento que enxerga o teatro social, as estruturas de poder - ou seja, aquilo que, em geral, nos é invisível. O desenho da sala, os corredores do fórum, a disposição das pessoas, o discurso, os códigos, as posturas - todos os detalhes visuais e sonoros ganham relevância. O espaço, as pessoas e sua organização são registrados de maneira sóbria. A câmera está sempre posicionada em relação à cena mas não se move dramaticamente, não busca a falsa comoção. Sinal de respeito, de não-exploração. No filme, não há entrevistas ou depoimentos, a câmera registra o que se passa diante dela. Maria Augusta Ramos observa um universo institucional extremamente fechado e que raras vezes é tratado pelo cinema ficcional brasileiro. Seu filme é tão mais importante em função de nossas limitações em termos de representação dos sistemas judiciais. Em geral, nosso olhar é formado pela visão do cinema americano, os "filmes de tribunal". Justiça, sob esse aspecto, é um choque de realidade.

A cineasta vai acompanhar um pouco mais de perto uma defensora pública, um juiz/professor de direito e um réu. Primeiro, a câmera os flagra no "teatro" da justiça; depois, fora dele, na carceragem da Polinter e na intimidade de suas famílias.

Com suas opções claras, que não são escondidas por sua opção pela sobriedade e pela simplicidade, Maria Augusta Ramos deixa evidente que, como os documentários, a justiça está muito longe de ser isenta. Como e para quem a justiça funciona no Brasil é a questão que se apresenta em seu filme, sem respostas definitivas ou julgamentos preconcebidos.

Distribuição: Mais Filmes

Site Oficial: http://www.justicaofilme.com

Álbum de Fotos






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