Argélia Após a independência da França, em 1962, nacionaliza o cinema e produz filmes que enfocam o colonialismo e as guerras de libertação. Mohammed Lakhdar-Amina, com Crônica dos anos de brasa (1974), tem sua obra prestigiada pela crítica mundial. Argentina José Agustín Ferreyra (As ruas de Buenos Aires) é, na década de 30, o criador da escola nacional de cinema da Argentina. Seus seguidores principais são Fernando Birri (Os inundados) e Leopoldo Torre-Nilsson (Pele de verão). A denúncia social de A hora dos fornos, realizado em 1968, leva Fernando Solanas ao exílio, de que só volta na década de 90, para se engajar na vida política de seu país; em 1985, roda em Paris e Buenos Aires Tangos, exílio de Gardel. Na nova geração, marcados pela repressão militar nas décadas de 70 e 80, destacam-se Hector Olivera (Não haverá mais dores nem esquecimento), Luís Puenzo (A história oficial), Maria Luísa Bemberg (Miss Mary) e Eliseu Subiela (O lado escuro do coração). Austrália O cinema americano na década de 80 atrai talentos como os de Peter Weir (O ano em que vivemos em perigo), Bruce Beresford (A força do carinho), George Miller (Mad Max) e Gillian Armstrong (Os últimos dias em que ficamos juntos). O mesmo pode acontecer com a nova safra de cineastas desse país: Jane Campion (Um anjo em minha mesa, O piano), Jocelyn Moorhouse (A prova) e Baz Luhrmann, cujo Vem dançar comigo foi enorme sucesso de bilheteria em 1993. Canadá Uma fórmula original de cinema de animação é desenvolvida por Norman McLaren e seus discípulos, subvencionados pelo National Film Board of Canada. Dentre os diretores convencionais, durante muito tempo apenas Gilles Carle, que dirige A verdadeira natureza de Bernardette, em 1971, e Denys Arcand (O declínio do império americano, de 1986, e Amor e restos humanos, da década de 90) conseguem ser conhecidos fora do país. Patricia Rozema (O segredo do quarto branco) e Jean-Claude Lauzon (Noite no zôo) são novos cineastas com prestígio internacional. Cuba A escola de documentário criada por Santiago Álvarez (Now) tem influência continental, moldando, por exemplo, o estilo do colombiano Carlos Álvarez (O que é democracia), do boliviano Jorge Sanjinés (A coragem do povo), do chileno Patricio Guzmán (A batalha do Chile) ou do uruguaio Adolfo Aritarian (Um lugar no mundo). Na produção ficcional destacam-se as obras de Humberto Solas (Um homem de êxito, de 1976) e Tomás Gutiérrez Alea (A última ceia, de 1976, Morango e chocolate, de 1993). Espanha Produz grandes nomes: Carlos Saura (Cría cuervos, de 1976, Carmem, de 1983), Victor Érice (O espírito da colméia, de 1973) e Pedro Almodóvar (Mulheres à beira de um ataque de nervos, de 1988, Ata-me, da década de 90) e Mario Camús (Os santos inocentes, de 1984). A década de 90 traz produções de cineastas competentes como Bigas Luna (As idades de Lulu, Ovos de ouro), Vicente Aranda (Os amantes) e Fernando Trueba (Belle époque). Grécia Constantin Costa-Gavras tem destaque com Z (1968), Estado de sítio (1973) e Desaparecido (1982). A premiação de Paisagem na neblina, no Festival de Cannes de 1991, chama a atenção para o talento de Theo Angelópoulos, confirmado, em 1993, por O passo suspenso da cegonha. Holanda Pátria, nos anos 50/60, de uma ilustre escola de documentaristas (Joris Ivens, Bert Haanstra), o país volta ao circuito internacional, na década de 70, com Paul Verhoeven (Louca paixão). Depois que ele vai para os EUA, o prestígio do cinema holandês no exterior fica a cargo do neo-realismo de Alex Van Warmerdam (Os do Norte) e do surrealismo de Joe Stelling (O ilusionista, de 1984). Hungria Destacam-se Miklós Jancsó (Salmo vermelho, de 1973), Marta Meszaros (Diário íntimo, de 1985) e István Szábo (Mephisto, de 1981). Índia A tradição de contar histórias e de culto às imagens faz da Índia o país que mais produz filmes de todo o mundo. Anualmente faz mais de 800 títulos o dobro do mercado americano. Durante muito tempo, apenas Satyajit Ray (Aparajito, de 1951) tinha obtido reconhecimento. Na década de 90, surge o cinema de análise social de Mira Nahir (Salaam Bombay!). Iugoslávia Dusan Makavejev (WR, os mistérios do organismo, de 1971) e Emir Kusturica (Quando papai saiu em viagem de negócios, de 1985). México Emilio Fernández (Maria Candelária) é o maior nome do apogeu da indústria cinematográfica mexicana, nos anos 30/40. Entre as décadas de 50 e 70, destacam-se Paul Leduc (México insurgente), Jaime Hermosillo (A paixão segundo Berenice), Alejandro Jodorowsky (A montanha sagrada), Luís Alcoriza (O importante é viver) e Luis Buñuel, que também filma no país (Os esquecidos, O anjo exterminador). A geração de 80/90 é representada por Alfonso Arau (Como água para chocolate). Nova Zelândia Num país geralmente à margem da grande produção cinematográfica, os insólitos O intruso e Navigator lançam o talento original de Vincent Ward. Polônia Merecem destaque as obras de Aleksander Ford (Os cavaleiros teutônicos, de 1960), Jerzy Kawalerowicz (Madre Joana dos Anjos, de 1961), Krzysztof Zanussi (Espiral, de 1978) e Andrzej Wajda (Danton, o processo da revolução, de 1982). Na década de 90 destacam-se Krzysztof Kieslowski (Não amarás, A liberdade é azul) e Agnieszka Holland (Os filhos da guerra). Portugal Já no final da carreira, Manuel de Oliveira (Amor de perdição) é descoberto e valorizado pela crítica francesa na década de 70. Na nova geração, destaca-se João Botelho (Tempos difíceis, estes tempos). |