MELHORES FILMES FICÇÃO



No inicio, já havia foguete – mas ele era descaradamente de papelão. Foi assim, sem qualquer constrangimento em relação à pobreza de recursos disponíveis, que o francês George Méliès encantou as ingênuas platéias do inicio do século com o seu Viagem à Lua (1902).

Principal ilusionista surgido nos primórdios do cinema, Méliès lançava, com seu curta sobre uma insólita jornada estelar, um gênero que, hoje, não pode mais se dar ao luxo de dizer que os fins (as idéias) justificam os meios – ou, no exemplo pioneiro de Méliès, a falta deles.

A ficção cientifica no cinema cresceu de mãos dadas com o desenvolvimento do aparato tecnológico que tornou possível, através de efeitos cada vez mais sofisticados, materializar universos antes exclusivos da literatura.

Viagem à Lua também foi precursor de uma batalha que acompanha toda a história do gênero, aquela protagonizada por fãs que acusam os filmes baseados em livros de simplificar e até mesmo banalizar conceitos e especulações propostos originalmente por seus autores.

Méliès, afinal, Inspirou-se em obras de Julio Verne e de H.G.Wells para criar sua descompromissada fantasia. Inúmeros cineastas que mais tarde se aventurariam pelo mesmo território também foram buscar socorro na prolífica literatura do gênero, comprando uma briga com leitores/telespectadores que até hoje rende frutos.

Quem duvidava, no entanto, das enormes possibilidades da ficção científica no cinema teve a chance de conferir em Metropolis (1926), de Fritz Lang, que o casamento tinha muito a oferecer. Pouco mais de 20 anos depois da inocente aventura galáctica de Méliès Lang deu o tom para toda uma corrente de filmes dedicados a especular de maneira pessimista sobre o futuro da humanidade.

Eram distopias que, em oposição às utopias, preferiam alertar para os riscos de eleger a ciência como o Deus de uma nova era, no lugar de simplesmente celebrar os avanços proporcionados por ela. Algumas das obras-primas do gênero exploram esse ponto de vista, como 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick, baseado em romance de Arthur C. Clarke.

O inglês Ridley Scott concluiu mestrado e doutorado nesse sub-gênero, com Allien, o Oitavo Passageiro (1978) e Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982). Ambos fizeram escola devido, entre outros motivos, à cenografia “suja” que contrastam com o visual “clean” futurista consagrado pela ficção cientifica no cinema. Allen teve duas continuações com a mesma protagonista Ripley (Sigourney Weaver).

Já Brade Runner, inspirado em conto de Philip K. Dick, tornou-se um dos principais cult movies dos anos 80 e ganhou recentemente novo lançamento, agora na versão original do diretor. Visões perturbadoras do futuro também Invadiram o universo do desenho animado com Akira (1988), produção japonesa baseada em quadrinhos sobre uma gang de adolescentes na apocalíptica cidade de Tóquio do terceiro milênio.

Outro capitulo na história da ficção cientifica no cinema foi escrito pelos inúmeros filmes que lidaram com a possibilidade de seres de outros planetas visitarem a Terra. Aqui, variam as intenções atribuídas pelos cineastas aos extraterrestres. Um dos mais pacifistas é Steven Spielberg, que celebrou o encontro com alienígenas em dois grandes êxitos de bilheteria: Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e E.T. – O Extraterrestre (1982).

No extremo oposto, filmes como Vampiros de Almas (1956), de Don Siegel, e o Predador (1987), de John McTiernan, mostram como poderia ser perigosa a presença extraterrestre em nosso planeta. Missão Allen (1988), de Graham Baker, fez esse sub-gênero caminhar um passo adiante, ao imaginar a Terra habitada ao mesmo tempo por homens e por alienígenas.

Viagens no tempo e no espaço ocupam, contudo, a posição de vedetes da ficção cientifica no cinema. A série Jornada nas Estrelas, criada na TV por Gene Roddenberry, encontrou espaço também na tela grande para sua incursão rumo à “fronteira final”. E O Exterminador do Futuro 1: O Julgamento Final (1991) provou que a tecnologia transformou o gênero em vitrine de seus avanços: há efeitos especiais até em comédias como A Morte lhe Cai Bem (1992), mas é na ficção cientifica que eles sentem-se em casa.



 

Barbarella
Barbarella (1968)

Batalha do Planeta dos Macacos
Battle for the Planet of the Apes (1973)

Blade Runner, O Caçador de Andróides
Blade Runner (1982)

Conquista do Planeta dos Macacos
Conquest of the Planet of the Apes (1978)

Contatos Imediatos do Terceiro Graú

Close Encounters of the Third Kind (1977)

De Volta ao Planeta dos Macacos
Beneath the Planet of  the Apes (1969)

 

2001 – Uma Odisséia no Espaço
2001, A Space 0dissey (1968)

    

E.T. O Extraterrestre
E. T.-The Extraterrestrial (1982)

Exterminador do Futuro 2, O – O Julgamento Final
Terminador 2: The Judgement Day (1984)


Fuga do Planeta dos Macacos
Escape from the Planet of the Apes (1971)

Guerra Nas Estrelas
Star Wars (1977)

Metropolis
Metropolis (1926)


Planeta dos Macacos, O
The Planet of The Apes (1968)

Vampiro de Almas
lnvasion of The Body Snatchers (1956)

Vingador do Futuro, O
Total Recall
1990


Esses filmes foram escolhidos pelo Webcine, com certeza estão faltando muitos outras grandes Ficções Científicas, você pode contribuir indicando a sua.