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notasprod_1.gif (2071 bytes) Abril Despedaçado

webc4078.jpg (43986 bytes)Abril Despedaçado é livremente inspirado no livro homônimo do escritor albanês Ismail Kadaré. A adaptação para o cinema foi realizada por Walter Salles, Sérgio Machado e Karim Aïnouz, e as filmagens aconteceram entre agosto e setembro de 2000 nas cidades de Bom Sossego, Caetité e Rio de Contas, interior da Bahia.

O filme é uma co-produção Brasil - França - Suíça. Abril Despedaçado reúne mais umas vez o produtor Arthur Cohn, colaborador de Vittorio De Sica em seus últimos cinco filmes e único produtor independente vencedor de seis Oscar e o cineasta brasileiro Walter Salles. A parceria anterior de Salles e Cohn, Central do Brasil, recebeu mais de 50 prêmios nacionais e internacionais e foi visto por mais de sete milhões de espectadores no mundo, sendo que 1 milhão e 600 mil no Brasil.

Como em Terra Estrangeira e Central do Brasil, Abril Despedaçado reúne em seu elenco atores profissionais e não-profissionais. Na preparação dos atores, Walter Salles contou com a colaboração do diretor assistente Sérgio Machado e do ator Luiz Carlos Vasconcelos. A direção de fotografia é de Walter Carvalho e a música de Antônio Pinto, com a colaboração de Ed Côrtes e Beto Villares, e a participação especial de Siba, do conjunto pernambucano Mestre Ambrósio.

O processo de adaptação

Li Abril Despedaçado, o romance de Ismail Kadaré, há três anos, durante o lançamento de Central do Brasil. Fiquei profundamente impactado com a força bruta e simbólica daquela história que remetia, de alguma forma, a um relato das origens.

Fiquei atraído pela qualidade mitológica do confronto ancestral narrado por Kadaré - este embate trágico entre um herói obrigado a cometer um crime que não quer e o destino que o impele à frente. Atraído por um mundo que antecede ao tempo, que antecede a palavra, que é feito de não ditos, de olhares. Um "huis-clos" a céu aberto, ao mesmo tempo intimista e épico.

Tinha outros projetos na época, todos maiores em escala do que Abril Despedaçado. Mas não conseguia esquecer do drama daquele jovem cuja vida se partia em dois. Quando percebi, já havia começado a adaptação do livro. E abandonado os outros projetos aparentemente mais fáceis e acessíveis.

Antes de tomar a opção definitiva de realizar Abril Despedaçado, um longo processo de pesquisa foi necessário. Esse processo nos levou a entender as características das guerras entre famílias no Brasil. Esses conflitos, geralmente conduzidos por latifundiários, acabaram definindo as fronteiras de alguns territórios do sertão nordestino, como é o caso do Sertão dos Inhamuns, no Estado do Ceará, palco da guerra entre as famílias Montes e Feitosa na primeira metade do século passado.

Levei os resultados dessa pesquisa para Ismail Kadaré. Homem de inteligência aguda, Kadaré nos libertou da obrigação de seguir todos os passos dos personagens do livro. Era uma condição essencial para avançar, devido às diferenças culturais entre o Brasil e os fatos que Kadaré narra na Albânia - o Kanum, código que regulamenta os crimes de sangue naquele país, não tem equivalente no Brasil.

Por sugestão de Kadaré, mergulhamos num segundo processo de pesquisa, que nos levou à tragédia grega e, mais especificamente, às peças de Ésquilo. O derramamento de sangue e as lutas fratricidas pelo poder são alguns dos temas que alimentaram o nascimento da tragédia grega. Aprendi que, até o século 7 D.C., os crimes de sangue cometidos na Grécia não eram julgados pelo Estado. Seu desenlace era determinado pelas famílias em conflito, que estabeleciam seus próprios códigos para a reparação do sangue derramado. Curiosamente, é na ausência do Estado que as lutas pela terra entre famílias também acabaram se desenvolvendo no Brasil. Voltava-se portanto ao Brasil, através do teatro grego. Ficava também claro o caráter universal do relato de Kadaré.

Esta evidência me fez optar por um filme que tivesse uma qualidade fabular, que não precisasse estar fincado num espaço geográfico totalmente realista. Sim, esta história poderia se passar no início do século passado no sertão brasileiro, mas também em outras épocas e em outras latitudes. O romance de Kadaré trata do confronto secular entre os homens, da angústia frente à morte - e do desejo de ultrapassar este ciclo inelutável.

A este núcleo central da história, procurei adicionar elementos que me são próprios. Como em Terra Estrangeira e Central do Brasil, optei por um narrador que, no meio daquele caos, ainda tinha conseguido preservar alguma lucidez e inocência (Pacu); como no documentário Socorro Nobre, preferi um desenlace que desse, de alguma forma, uma segunda chance a alguns personagens; finalmente, interessei-me em investigar a relação entre os irmãos da família Breves - Tonho e Pacu.

A luz natural e o trabalho com atores e não atores

Todos os estudos que fizemos acabaram também determinando a textura do filme, das opções gramaticais até os objetos de cena que utilizamos, como a bolandeira que dita o ciclo inexorável do qual a família Breves não consegue escapar.

O livro de Kadaré me marcou, como já disse, ao mesmo tempo pelo drama intimista, familiar, e pela dimensão épica do relato. De forma semelhante, procurei arquitetar Abril Despedaçado na oposição entre estados diferentes. Entre a imobilidade e o movimento; entre o arcaísmo (o mundo da família Breves) e a modernidade (o que está além-fronteira); entre a ordem impingida pelo pai e a desordem anunciada por Pacu, o filho mais novo; entre o tempo visto como repetição circular da bolandeira e o tempo suspenso da relação amorosa entre Tonho e Clara.

Junto com os companheiros de outras aventuras fílmicas, como o diretor de fotografia Walter Carvalho e o assistente de direção Sérgio Machado, optamos em filmar em locação, usando sempre que possível a luz natural contrastada do nordeste brasileiro. Como em Central do Brasil e Terra Estrangeira, também optamos por misturar atores experientes, como José Dumont, a não atores. O processo de casting conduzido por Sérgio Machado consumiu um ano de trabalho. Mais de 1500 pessoas foram entrevistadas. Apenas nove atores profissionais participam do filme. Todos os outros fazem sua estréia em Abril Despedaçado. O menino Ravi Ramos Lacerda (Pacu) vem do teatro de rua, Flavia Marco Antonio (Clara), do circo.

Durante quase dois meses, atores e não atores se prepararam para os seus papéis nas próprias locações do filme. Viveram muitas vezes sem luz elétrica, aprenderam a lidar com animais, a operar a bolandeira, a cortar cana e fazer rapadura.

Para fazer Abril Despedaçado, cada membro da equipe principal do filme rodou mais de 20.000 km em estradas precárias. A cada dia, era necessário mais de 200 km de carro para ir da pequena cidade onde se dormía até a locação. A temperatura média era superior a 40º. Por tudo isso, Abril Despedaçado foi um filme difícil de ser realizado. Mas sair fora daquele universo, ao término das filmagens, foi ainda mais difícil.

A seguir, alguns elementos referentes à pesquisa sobre crimes de sangue no Brasil. E, também, algumas observações sobre a cobrança de sangue, a camisa ensangüentada e outros elementos simbólicos que aparecem no livro de Ismail Kadaré - e na tragédia grega.

A cobrança de sangue no Brasil

Escrito na década de 40, o livro Lutas de Família no Brasil, de Luiz Aguiar Costa Pinto, nos permite entender como os conflitos que aconteceram no nosso país se aproximam - ou se distanciam - daqueles vividos na Albânia de Kadaré. Baseado na análise dos confrontos entre as famílias Pires e os Camargos, em São Paulo, e entre os Feitosas e os Montes, no Ceará, o livro prova que a vingança, no Brasil, se dá na ausência do estado regulador.

É algo que surge de forma natural, espontânea, e que só deixa de existir quando surge um poder mais forte e regulador. Essas pesquisas foram determinantes no desenho dos personagens do pai e da mãe da família Breves, vividos por José Dumont e Rita Assemany. Determinantes, também, na definição da classe social a que pertencem. Os Breves são latifundiários ligados à monocultura da cana de açúcar, que entraram em decadência depois do fim da escravidão, no final do século 19. Os seus rivais, os Ferreiras são latifundiários em expansão - criadores de gado.

Abaixo, alguns códigos estabelecidos por estas famílias na tentativa de regular as cobranças do sangue, num trabalho de condensação realizado por Sérgio Machado a partir do livro Lutas de Família no Brasil.

"A vingança é um dever irrestrito e indiscutível, de cuja obrigatoriedade não se pode fugir, sob pena de banição. Neste caso, a desgraça não é só individual, mas da família inteira".

"Lutar pela família é lutar pela própria sobrevivência. Fugir disto seria infringir a regra, ir de encontro ao costume, ameaçar a própria existência e o equilíbrio social".

"A hipertrofia do poder familiar e a fraqueza do poder público determinam o problema das vinganças privadas no Brasil".

"O dever de vingança cabe naturalmente ao parente mais próximo da vítima".

"Se o mais próximo dos parentes não cumprir o dever, o ressentimento do defunto se voltará contra ele".

Sobre o papel da mãe

"É de decisiva importância o papel das mulheres nessa conjuntura. É sempre raro que a vingança se desencadeie sobre uma mulher, e esta, também, só raramente leva a efeito uma represália em nome da solidariedade ativa da família."

"Em manter e estimular o ódio, (...), mantendo aceso o espírito da vindita, é ao que se reserva a função das mulheres nas lutas de família."

"Se no momento em que a violência deve desencadear-se não existirem adultos para exercer a represália, às mulheres e aos anciãos vai caber a tarefa de excitar os mais jovens a exercê-la um dia, alimentando o seu espírito de vindita."

"As mulheres usam de todos os recursos para estimular a luta e transformar a família de comunidade em comunhão. Se a vingança é de sangue, expõe as vestes ensangüentadas do defunto; vivem de luto permanente, não vão à rua, lamentam noite e dia o morto, lembrando e exagerando suas boas qualidades, excitando saudades, remorsos e desejos de vindita".

A camisa ensangüentada e a comunicação com os mortos

As camisas ensangüentadas expostas pelas famílias em conflito no Brasil e no romance de Ismail Kadaré encontram eco em outros momentos da história. Elas aparecem como véu em Orestia, e foram utilizadas pelos habitantes de Creta como elementos fundamentais para a comunicação com aqueles que foram assassinados. Tinham, portanto, papel determinante na cobrança do sangue.

Os mortos que não repousam eram para os gregos parte de uma zona intermediária entre o mundo dos homens e o mundo dos deuses.

Como lembra Kadaré, os gregos acreditavam que uma "recuperação de sangue" não poderia ser realizada sem o consentimento do morto. Os gregos achavam, ainda, que um cadáver amputado de suas mãos e pernas era incapaz de enviar sinais para o mundo dos vivos. É por isso que, em Orestia, Clitemnestra corta os membros do seu marido, prenunciando o horror perpetrado séculos mais tarde por Lady Macbeth na peça de Shakespeare.

Finalmente, Ésquilo sustenta que, no caso de vendetas entre famílias, o direito não está nunca dos dois lados. Migra de um lado para o outro, ao sabor das mortes perpetradas.

Migra, por decorrência, de homem a homem, de família a família, de facção a facção, de país a país, num ciclo infindável.

As rezadeiras, os cantos fúnebres e a origem da tragédia

Em todos os lugares em que filmamos Abril Despedaçado, encontramos rezadeiras que nos faziam ouvir cantos ancestrais - cantos para encomendar os mortos, cantos para celebrar aqueles que partiram. Vozes semelhantes, gravados por Beto Villares em Minas Gerais, fazem hoje parte da trilha sonora do filme, criada por Antonio Pinto (compositor da música de Central do Brasil).

A integração das cenas com rezadeiras no filme não foi aleatória - mais uma vez por influência de Ismail Kadaré. Nietzsche defendia a tese de que a tragédia grega tem origem nas festas dionisíacas. Já Kadaré afirma que a tragédia é o prolongamento de uma outra forma de ritual, o dos cantos fúnebres pronunciados por rezadeiras profissionais nos enterros.

Em seus livros Eschyle ou le Grand Perdant e Dialogue avec Alain Bosquet, Kadaré nos lembra que a fossa do morto e o espaço que a cerca são ao mesmo tempo a matéria-prima e a primeira cena do teatro trágico. O personagem principal, o morto, está entre dois estados distintos - a vida e a morte. Como não é mais capaz de falar de si, outros o fazem por ele. Esta incumbência cabe às primeiras atrizes profissionais que, segundo Kadaré, são justamente as rezadeiras. "Os seus lamentos pertencem ao território da realidade interpretada, como o coro antigo o faria mais tarde no teatro grego. Ainda em grego, a palavra "ator" se traduz por "hypokrites". É um adjetivo que cabe como luva às profissionais que choram um morto que não lhes pertence.

Essas reflexões dizem respeito a um ritual fúnebre ordinário. Mas, quando o morto é vítima de uma vendeta e o assassino é obrigado a participar do enterro e do almoço fúnebre de sua vítima, como acontece em Abril Despedaçado, estamos no campo da tragédia expressa na sua totalidade."

Walter Salles - O exílio, a errância e a busca da identidade são os temas centrais das obras de ficção e dos documentários dirigidos por Walter Salles.

webc4079.jpg (19333 bytes)Central do Brasil ganhou 55 prêmios internacionais, inclusive o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 1998, o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro da National Board of Review, e o de Melhor Filme Estrangeiro da BAFTA (British Academy of Film, Television and Arts).

Terra Estrangeira, co-dirigido por Daniela Thomas em 1995, ganhou oito prêmios internacionais (entre eles, o Grande Prêmio do Público nas Rencontres Internationales de Cinéma de Paris, no Festival de Bergamo e no Festival de Belfort; o de Melhor Filme do Ano, segundo o público e a crítica, da Associação dos Críticos - SESI) e foi selecionado por mais de 40 festivais.

Seus documentários, como Socorro Nobre e Krajcberg, o Poeta dos Vestígios, ganharam prêmios em vários festivais, incluindo o Fipa d'Or, e o de Melhor Documentário de Pesquisa e o Prêmio do Público no Festival dei Popoli, na Itália.

Salles também produziu este ano os primeiros longa-metragens de jovens realizadores brasileiros, como Karim Aïnouz (Madame Satã), Kátia Lund e Fernando Mereilles (Cidade de Deus), e Sérgio Machado (Onde a Terra Acaba).

Arthur Cohn (Produtor) - é o único produtor independente vencedor de seis Oscar, o mais recente deles conquistado ano passado, pelo documentário One Day in September, reconstituição do atentado palestino às Olimpíadas de Munique de 1972. Cohn produziu os cinco últimos filmes de Vittorio de Sica, diretor que ele considera como seu professor e mentor, dentre eles O Jardim dos Finzi-Contini, que venceu o Urso de Ouro em Berlim e o Oscar de melhor filme estrangeiro de 1970. Os outros títulos no currículo do produtor que ganharam um Oscar são Preto e Branco em Cores, de Jean-Jacques Annaud (1976); American Dream, de Barbara Kopple (1990); Dangerous Moves, de Richard Dembo (1984); e Sky Above, Mud Below, de Pierre Dominique Gaisseau (1960). Em Abril Despedaçado, Arthur Cohn retoma a parceria com o cineasta brasileiro Walter Salles, iniciada em Central do Brasil.

ELENCO

José Dumont (Pai) - Nascido na Paraíba em 1950, José Dumont começou a atuar no teatro ainda no início dos anos 70. Depois de participar de filmes como Lúcio Flávio - o Passageiro da Agonia, de Hector Babenco, e Gaijin, de Tizuka Yamasaki, consolidou sua trajetória como um dos mais importantes atores do cinema brasileiro. Em 1979, viveu um migrante nordestino em O Homem que Virou Suco, de João Batista de Andrade, trabalho que lhe garantiu o prêmio de melhor ator nos festivais de Gramado e Brasília. No Festival de Havana de 1985, foi escolhido o melhor ator por três filmes: O Baiano Fantasma, de Denoy de Oliveira, Avaeté, de Zelito Viana, e Tigipió, de Pedro Jorge de Castro. Outros papéis marcantes no cinema incluem A Hora da Estrela, de Suzana Amaral, Brincando nos Campos do Senhor, de Hector Babenco, e Kenoma, de Eliane Caffé.

Rodrigo Santoro (Tonho) - Abril Despedaçado é o segundo longa-metragem de Rodrigo Santoro. Por Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzki, sua estréia no cinema (vencedor do Prêmio da Juventude do Festival de Locarno 2001), Rodrigo foi escolhido o melhor ator nos festivais brasileiros de Recife e Brasília (2000). Sua interpretação como um jovem estudante, internado num manicômio pelo próprio pai, foi aplaudida pela crítica brasileira, que o aponta como um dos talentos promissores do país. Antes do cinema, Rodrigo trabalhou na televisão e no teatro.

Rita Assemany (Mãe) - começou a fazer teatro ainda adolescente, em 1980. Logo se tornou uma das atrizes mais respeitadas da Bahia, participando das montagens de Toda Nudez Será Castigada, O Balcão, Decamerão, Cabaré Brasil, entre outros espetáculos. Em 1992, estrelou o monólogo Oficina Condensada, que se tornou um grande sucesso de público e ficou mais de um ano em cartaz. Em 1997, foi dirigida pelo alemão Hans Ulrich Becker numa montagem de Medéia. No cinema, Rita fez uma participação em Central do Brasil, de Walter Salles, e é a única atriz presente nos três episódios do longa-metragem Três Histórias da Bahia. Pelo curta-metragem Pixaim, ela ganhou os prêmios de melhor atriz nos festivais de Curitiba e Brasília.

Luiz Carlos Vasconcelos (Salustiano) - Paraibano de Umbuzeiro, Luiz Carlos Vasconcelos se transforma no palhaço Xuxu há 23 anos, personagem que é fruto de sua paixão pelo circo e uma das razões que motivaram Walter Salles a convidá-lo para viver o brincante Salustiano em Abril Despedaçado. Seu talento como diretor de teatro na Paraíba tornou-se nacionalmente conhecido no começo da década de 90, quando sua montagem de Vau da Sarapalha, adaptação de um conto de Guimarães Rosa, percorreu o Brasil e conquistou crítica e público. Luiz Carlos estreou como ator de cinema interpretando o cangaceiro Lampião em Baile Perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas (1997). Em 1999, fez um dos papéis principais em Meia-Noite / O Primeiro Dia, de Daniela Thomas e Walter Salles, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator da Associação de Críticos de Arte de São Paulo. Outro papel de destaque no cinema veio em Eu Tu Eles, de Andrucha Waddington, selecionado para a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes 2000.

Ravi Ramos Lacerda (Pacu) - Abril Despedaçado é o primeiro longa-metragem de Ravi Ramos Lacerda, que foi escolhido entre as centenas de crianças que fizeram teste para o filme, Ravi começou a se apresentar como ator em festivais de teatro popular em João Pessoa, na Paraíba, onde nasceu. Fez sucesso com um pequeno espetáculo em que interpretava um menino mendigo, imitador de Charles Chaplin. No cinema, Ravi também participou do curta-metragem A Árvore da Miséria, vencedor de vários prêmios em festivais brasileiros.

Flavia Marco Antonio (Clara) - nasceu em São Paulo, em 1978, mas escolheu viver em Salvador, na Bahia, onde mora desde os 18 anos. Apaixonada pelo circo, Flavia se matriculou na Escola Picolino de Artes de Circo de Salvador em 1996, e até hoje faz parte da companhia da escola. No começo de 2001, participou de uma turnê de 40 dias por seis cidades da França com um espetáculo da Escola Picolino. Flavia também faz parte do grupo Palhaços Para Sempre, dedicado à pesquisa da arte dos clowns. No mesmo ano em que fez os testes para Abril Despedaçado, ela começou a estudar na Faculdade de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Já participou de vários espetáculos em Salvador, entre eles Noites de improviso, que cumpriu temporada de sucesso no Teatro Castro Alves.


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