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notasprod_1.gif (2071 bytes) Alguém Como Você

webc2524.jpg (24417 bytes)A produtora Lynda Obst leu um manuscrito do romance de estréia de Laura Zigman, Animal Husbandry, e se apaixonou imediatamente por ele, como lembra: "Adorei a sensibilidade da história. Ela é totalmente singular e sei que isso é difícil de achar porque já fiz muitas comédias românticas". A história da tentativa de uma jovem em encontrar uma razão pelo fora que levou usando o modelo do comportamento animal atraiu Obst. "Estou sempre teorizando sobre o comportamento humano e, principalmente, o masculino. E, como Jane, uso descrições científicas e sócio-biológicas para me ajudarem com o inexplicável", continua ela.

Determinada em transformar Animal Husbandry num filme, Lynda Obst sentiu que a personagem central do romance, Jane Goodale (levemente baseada nas próprias experiências como jornalista de Laura Zigman), era uma pessoa com quem grande parte do público facilmente se identificaria. "Descreveria Jane como uma mulher inteligente, vulnerável e moderna que deseja tudo o que pode ter, mas de uma forma bem simples. Ela quer poder ser amada pelo que é, ter um emprego e realizar seus sonhos", conta a produtora. O seu entusiasmo com o livro logo foi compartilhado por muitos à medida que o romance tornava-se muito popular.

Obst contratou a roteirista Elizabeth Chandler para adaptar o livro de Zigman. "Elizabeth Chandler pode escrever qualquer coisa. Tivemos uma reunião e ela me fez rir. Dei-lhe o romance e ela o adorou", lembra a produtora. Elizabeth Chandler observa: "Nas primeiras 30 páginas já pude sentir que queria fazê-lo. Achei a história hilariante e fazia tempo que não escrevia uma comédia romântica. Ela trata de assuntos que todos nós conhecemos e com os quais somos neuróticos, e os aborda de uma forma que nunca vi antes".

Depois de enviar o roteiro a alguns dos principais atores de comédia de Hollywood, Lynda Obst soube que Ashley Judd estava muito interessada pelo principal. Apesar de ter sido muito elogiada por seus papéis em dramas e thrillers, a atriz não era conhecida por seu trabalho em comédias românticas. "Fiquei surpresa porque nunca pensei em Ashley como uma jornalista de Nova York. Mas ela entrou no meu escritório igual a uma Ph.D. em antropologia, sentou-se e realmente me impressionou. Ela estava surpreendentemente intelectual, incrivelmente verbal e totalmente nova-iorquina", descreve a produtora.

Lynda Obst continua: "Já que Ashley estava querendo mergulhar de coração e alma neste filme, senti que este trabalho ajudaria a definir um novo espaço para ela. Ashley tem aquela qualidade singular necessária para uma grande atriz de cinema. Ela é a sua namorada, ela poderia ser você, você torce por ela e realmente gosta dela".

Judd compartilhou do entusiasmo da produtora pelo projeto e abraçou os desafios do papel de Jane Goodale. "Fiquei atraída pelo roteiro porque tinha muito a ver com o fato de ser um território novo para mim. Era diferente de tudo que eu havia feito. Alguém Como Você tinha muitas possibilidades de comédia - e muitas delas eram às minhas custas - e, como na minha família o humor também era às minhas custas, achei que não seria tão difícil", diz a atriz.

Com Ashley Judd no projeto, Obst abordou o ator e diretor Tony Goldwyn, com quem colaborara em outro projeto. Sua elogiada estréia de direção, A Walk on the Moon, convenceu a produtora de que ele era a pessoa certa para o trabalho. Ela explica: "A história me fez chorar e compreendi, vendo o filme, como ele entendia bem as mulheres". Goldwyn acrescenta: "Lynda me perguntou se eu estava interessado e me disse que Ashley participaria do projeto. Achei que era um papel brilhante para Ashley Judd e também achei que seria uma combinação perfeita".

Tendo contracenado com Judd no thriller Beijos que Matam, Goldwyn já sabia que ela tinha um excelente senso de humor. Ele atesta: "Ashley é muito esperta e inteligente". O papel também pedia força. "Alguém como Você é sobre uma garota que sofre uma decepção amorosa e fica obcecada em saber por que os homens largam as mulheres. Para que a personagem e o filme funcionassem, precisávamos de uma atriz com muito equilíbrio e Ashley certamente preenchia essa exigência e muito mais", garante Obst. Mas o envolvimento de Goldwyn era fundamental na evolução do roteiro. "Fazia muitos anos que não havia um homem ligado a este roteiro. De repente, apareceu testosterona e a lente de um homem olhando para ele", brinca a produtora. Goldwyn, como Obst, acrescentou inúmeras idéias ao roteiro.

"Tanto Ray quanto Eddie eram homens realmente repreensíveis no romance. Achei que seria mais interessante que não os mostrássemos como protótipos, mas que cada um deles tem um ponto de vista", argumenta Tony Goldwyn. Assim, ele assumiu a função de tornar Ray mais realista. O personagem, que era um produtor executivo do programa onde Jane trabalha e que põe a história em funcionamento ao se apaixonar por ela e, depois, partindo seu coração, foi fundamental ao filme. Goldwyn dá mais detalhes: "É muito importante para mim que o público reconheça a relação entre eles como aquela em que eles realmente investiram e que também se apaixonem por Ray da mesma forma que Jane o faz. Ray tem um relacionamento com outra mulher com o qual está desencantado e, quando conhece Jane, fica 'de quatro' por ela, se envolve totalmente, mas depois percebe que não pode ir adiante e acaba partindo seu coração".

Para se certificar de que Ray continuasse sendo simpático ao público, mesmo quando parte o coração de Jane por nenhuma razão aparente, os realizadores escalaram o ator cômico, muito popular, que foi indicado ao Oscar, Greg Kinnear. Tony Goldwyn explica: "Greg tem um charme tremendo e é realmente um excelente comediante. Ele torna Ray totalmente humano e inteligente ao ponto de não conseguirmos criticar o cara".

Quando Ray dá o fora em Jane, ela fica perdida e tenta achar uma explicação para o que aconteceu. "Quando Jane fica desiludida, ela se volta para sua mente para proteger seu coração", diz Lynda Obst. Jane surge com uma teoria que afirma que a paquera masculina é instintiva. Tony Goldwyn acrescenta: "Ela menciona um artigo na The New York Times sobre comportamento dos machos bovinos que diz que quando um touro acasala um certa vaca ele não volta para aquela mesma vaca uma segunda vez. Então, Jane diz, 'espere aí, é igualzinho aos homens'". Kinnear ri: "Podemos torná-las atraentes, podemos vesti-las, colocar um pouco de perfume nelas, mas o touro sempre vai reconhecer a velha vaca. Ray está procurando uma nova vaca".

Uma pessoa que parece exemplificar a recém descoberta teoria de Jane é seu colega de trabalho no programa de TV Diane Roberts Live, Eddie Alden. "Eddie é um perfeito mulherengo e não tem nenhum sentimentalismo com relação ao romance. Ele e Jane estão sempre discutindo. Apesar de serem, em certo nível, grandes amigos, são como irmãos que nunca se dão bem", compara o diretor Tony Goldwyn. Para o papel de Eddie, os realizadores escalaram Hugh Jackman, cujo primeiro filme americano, X-Men - O Filme, pelo qual foi muito elogiado no papel de Wolverine, ainda não havia sido lançado à época das filmagens.

Obst e Goldwyn ficaram impressionados com Jackman, que também tinha sido muito elogiado pela crítica por seu trabalho no teatro musical em sua terra natal, a Austrália, e em Londres, quando o conheceram num projeto anterior. "Ele chegou no meu escritório e cantou 'Oklahoma' e me apaixonei por ele. E toda a vez que vemos um cara tão bom assim queremos vê-lo numa comédia romântica", conta a produtora. Goldwyn acrescenta: "Hugh tem esse tremendo apelo sensual e carisma de um ator de cinema. Mas o que eu achei mais interessante nele como Eddie é o contraste. Enquanto Eddie é um cara frio, Hugh tem o coração do tamanho da Austrália. Se tivéssemos um tipo diferente de ator, Eddie se tornaria facilmente odiado".

Hugh Jackman descreve Eddie como um solteiro convicto que trabalha muito e brinca muito. Na verdade, sua propensão a casos de apenas uma noite ilustra sua própria teoria sobre o amor. "Ele vê a busca pelo amor verdadeiro e pelas almas gêmeas como um sonho. Jane o chama de 'O touro clássico'. Depois que ele faz amor com uma garota, fica entediado e só quer passar para outra. Ele não quer compromisso nenhum", descreve o ator.

Quando Jane é forçada a morar com Eddie porque seus planos com Ray foram alterados, as diferenças de Eddie vêm à tona. Jackman faz o paralelo: "Eles são uma espécie de Hepburn e Tracy da era moderna. São política e filosoficamente diferentes. Eles irritam um ao outro e discutem, mas no fim do dia sentem-se felizes um com o outro porque foram honestos".

Contudo, Obst e Goldwyn viram uma química forte entre Ashley Judd e cada um dos dois atores principais. O diretor atesta: "Greg e Ashley se combinam e têm o mesmo senso de humor; eles saíam improvisando essas coisas hilariantes. E quando Ashley e Hugh entravam numa sala juntos era a mesma coisa, apesar de ser de uma natureza diferente".

Combinação de Madame Curie e Charles Darwin

Outra pessoa entre os amigos de Jane que é radicalmente honesta com ela, mas que oferece um conselho bem diferente sobre os homens, é sua melhor amiga, Liz, editora de uma revista masculina. Quando a própria vida amorosa de Liz dá errado, ela encoraja Jane a compartilhar com o mundo suas teorias recém-descobertas oferecendo-lhe uma coluna na revista.

A atriz vencedora do Oscar Marisa Tomei sempre esteve no alto da lista de Tony Goldwyn para fazer o papel de Liz. O diretor argumenta: "Marisa é, realmente, uma atriz fantástica, e também é uma ótima comediante. Eu sabia que ela daria muita profundidade ao papel. Também por estar em busca de um cara e sempre dar conselhos à Jane sobre os homens, era muito importante para nós escalar alguém que fosse bastante sensual e esperta".

Marisa Tomei ficou atraída pelo papel de Liz e pela oportunidade de trabalhar com Goldwyn, depois de ter adorado seu filme A Walk on the Moon. "Estava muito interessada em fazer qualquer coisa que ele sugerisse'.

Certa noite, depois do trabalho, Liz e Jane inventam um pseudônimo para a nova escritora da coluna que Jane insiste em escrever anonimamente. Marisa Tomei conta: "Escolhemos o nome de Dra. Marie Charles, uma combinação de Madame Curie e Charles Darwin, e a inventamos como uma psiquiatra idosa que estudou no Instituto de Narcisismo Patológico de Viena. A coluna de Jane torna-se uma sensação, para surpresa das duas. É comentada no programa de TV Oprah e no rádio e acaba indo ao ar. É um assunto do qual todos estão falando".

Com o crescer do interesse pela colunista sexual que não existe, Jane fica na terrível posição de não poder apresentar a Dra. Marie Charles, a convidada que sua chefe, Diane Roberts, quer em seu programa a qualquer custo. Ashley Judd explica: "Minha chefe, que é algo entre Charlie Rose e Diane Sawyer, quer a Dra. Marie Charles no programa e vive perguntando 'onde ela está?' e dizendo 'vamos achá-la!'. E eu estou ali do lado sabendo que sou eu".

Para o papel da glamourosa apresentadora Diane Roberts, que inspira seu staff a "encontrar a 'incontrável'", os realizadores escalaram a atriz muito elogiada Ellen Barkin. Lynda Obst pergunta: "E quem mais? Ela é sexy, inteligente, engraçada e está no auge. Não poderia ser mais ninguém". A roteirista Elizabeth Chandler complementa: "Diane Roberts é uma feminista no sentido de que deu muito duro para chegar onde está. Ela não quer perder isso em nível nenhum". Diane tem suas próprias filosofias sobre o amor e as compartilha com a desiludida Jane. "Se você mostrar as suas emoções, não vai funcionar como um homem no local de trabalho. O que Diane sente é uma grande necessidade de chegar a algum lugar", emenda a roteirista.

O diretor Tony Goldwyn tenta resumir o sentido da trama: "Este filme está muito relacionado ao fato de como pessoas diferentes desenvolvem suas próprias políticas sobre assuntos do coração. E tentam controlar o que não pode ser controlado, a darem sentido ao que não tem sentido".

No final, porém, Jane encontra coragem para sair de trás da Dra. Marie Charles. "Acho que o filme é sobre a coragem de dar outro balanço ao taco de golfe, que pode ser escrevendo outro artigo, ou tentando outro namorado, ou outro emprego. De sair dali e fazer de novo o que certa vez partiu o seu coração", elabora Lynda Obst.

Entre as locações, Greenwich Village, Little Italy, Tribeca e o Soho

Durante uma época em que muitos cineastas optavam por filmar no Canadá, a produtora Lynda Obst e o diretor Tony Goldwyn insistiram em rodar Alguém como Você na "Big Apple". Goldwyn justifica: "Achei que Nova York deveria ser um personagem neste filme. Há um tipo de pressão nas vidas das pessoas em Nova York tanto para obterem sucesso como para acharem o amor, e as apostas ali tendem a ser bem mais altas". Obst acrescenta: "Queríamos um visual real que não se parecesse com o de um filme para TV. Tínhamos que vender a idéia de que poderíamos rodar o filme como se fosse um filme independente e, assim, usarmos locações práticas".

Na verdade, Alguém como Você foi quase que exclusivamente rodado da 14th Street para baixo: em Greenwich Village, Little Italy, Tribeca e no Soho. O desenhista de produção Dan Leigh, que desenhou A Walk in the Moon, de Tony Goldwyn, e muitos outros filmes baseados em Nova York, encontrou locações raramente vistas no cinema, como explica: "Queríamos mostrar Nova York com seus marcos, como o Empire State Building e o World Trade Center, mas a partir de novos ângulos".

Por exemplo, o apartamento de Jane, um pequeno estúdio sem nenhuma vista, estava localizado numa parte raramente filmada de Chinatown. Enquanto o interior foi construído na área de ensaio do Ohio Theater, no Soho, o exterior foi filmado a leste da área que os turistas freqüentam em Chinatown, na Catherine Street. Quando Jane e Ray se apaixonam e decidem morar juntos, eles encontram um belo apartamento com um enorme terraço no Greenwich Village.

O desenhista de produção Dan Leigh observa: "Quando ela conhece Ray, além de encontrar aquele que parece ser o seu 'Homem Perfeito', também encontra o melhor apartamento de Nova York. Quando Ray não se mostra mais interessado por ela, além de perder o cara, ela também perde esse apartamento incrível". É uma verdadeira história nova-iorquina.

No momento em que Ray termina com ela, Jane não tem para onde ir e, relutantemente, se muda para a casa de seu colega de trabalho, Eddie. Dan Leigh conta: "Ela vai parar num loft horrível com o 'Homem Mais Errado' com quem poderia dividir seu dia a dia". O apartamento do Eddie foi filmado num loft de verdade na rua do bar Hogs & Heifers, uma famosa instituição de cowgirls e cowboys que gostam de beber em Nova York, onde Eddie passa grande parte do seu tempo livre. A produção também filmou dentro do bar, onde Hugh Jackman fez alguma de suas pesquisas sobre a vida de um solteiro nova-iorquino. "É claro que tive que ir ao Hogs & Heifers. Não sou um homem solteiro, mas fiquei aqui em Nova York algumas noites sozinho para pesquisar e disse para a minha mulher: 'Faz cinco anos que estamos casados e, pela primeira vez, estou fora de alcance', e ela respondeu: 'Pode voltar para casa no próximo avião'", conta o ator.

webc2522.jpg (21037 bytes)A produção também filmou em restaurantes conhecidos do centro da cidade, como Old Homestead Steakhouse, Anglers and Writers e o Café Habana. Na verdade, Tony Goldwyn conseguiu que grande parte do longo tempo de ensaios acontecesse nas locações reais onde o filme seria rodado - algo que ele mesmo teria gostado como ator. "Tony disse que pensou em si mesmo: 'Como seria uma filmagem perfeita para mim como ator?' E simplesmente fez isso, e valeu a pena para nós", diz Marisa Tomei.

Outra pesquisa incluiu visitas a programas de TV, como Ricki Lake, Queen Latifah e, principalmente The View, para criar o fictício Diane Roberts Show, onde o trabalho e a vida amorosa de Jane se entrelaçam. Os realizadores criaram o programa de televisão num teatro no Tribeca Performing Arts Center.

Como Greg Kinnear já havia apresentado dois programas de TV - Talk Soup e Later with Greg Kinnear -, ele não precisou de muito ensaio para seu papel como produtor executivo de programa. No entanto, viu o programa a partir de uma nova perspectiva no papel de Ray. Ele brinca: "Durante anos, fui paparicado como apresentador: 'Deseja alguma coisa, Sr. Kinnear?' Agora meu personagem tem que paparicar a personagem de Diane Roberts o dia todo durante semanas sem fim. 'Deseja alguma coisa, Diane? Quer um cafezinho?' Foi humilhante".

Para criar os escritórios da M Magazine da qual a Liz de Marisa Tomei é editora, o desenhista de produção Dan Leigh e sua equipe analisaram a sede da Brant Publications, que inclui os escritórios das revistas Interview, Art in America e Antiques. A pesquisa de Tomei sobre edição de revistas consistiu principalmente de conversar com a produtora Lynda Obst, que havia iniciado sua carreira como jornalista, principalmente como editora na The New York Times Magazine.

Para incrementar o visual realista do filme, Tony Goldwyn chamou o famoso diretor de fotografia Anthony B. Richmond, com quem colaborara em A Walk on the Moon. "Eu não queria um tipo de comédia romântica de Nova York que lembrassem contos de fada. Tony faz as pessoas parecerem reais e muito, muito bonitas. E ele é muito rápido e um grande parceiro de criação", elogia Goldwyn. O diretor também gostou da sua parceria criativa com Lynda Obst. Ele conclui: "Eu realmente não entendia o que um produtor fazia até começar a trabalhar com Lynda. Ela foi muito protetora comigo e com o projeto e estava sempre me desafiando a fazer as coisas de uma forma cada vez melhor".

SOBRE OS REALIZADORES

O aclamado ator TONY GOLDWYN (diretor) fez sua estréia de direção há dois anos com A Walk on the Moon (ainda inédito no Brasil), estrelado por Diane Lane, Viggo Mortensen, Live Schreiber e Anna Paquin. O filme, produzido por Goldwyn junto com a Punch Productions, de Dustin Hoffman, e a Village Roadshow Pictures, foi apresentado no Festival de Cinema de Sundance de 1999 e recebeu muitos elogios da crítica.

Sua nova paixão pela direção não alterou sua carreira como ator. Recentemente, contracenou com Arnold Schwarzenegger em O Sexto Dia e foi o marido de Gwyneth Paltrow em Bounce. Goldwyn terminou a produção de American Rhapsody na Hungria, junto com Natassja Kinski, e fez Son of the Lark para a PBS com Allison Elliot. Em 1999, emprestou sua voz ao personagem título do filme de animação Tarzan, sucesso de bilheteria e de crítica.

Seus projetos de direção incluem Then She Found Me, estrelando Helen Hunt, Georgia Rule, para a Fox 2000 e Lynda Obst Productions, e escrito pelo roteirista indicado ao Oscar Mark Andrus (de Melhor É Impossível), e Dinner for Two at the El Cortez, trabalhando novamente com a Punch Productions de Dustin Hoffman.

Sua estréia como ator no cinema foi com Gaby - Uma História Verdadeira, dirigido por Luis Mandoki, com Liv Ullman e Norma Aleandro. Em seguida, chamou a atenção por sua interpretação no sucesso de bilheteria de 1990 Ghost - Do Outro Lado da Vida, contracenando com Patrick Swayze, Demi Moore e Whoopi Goldberg. Ele fez outro vilão memorável em O Dossiê Pelicano, de Alan J. Pakula, estrelado por Julia Roberts e Denzel Washington e baseado no romance best-seller de John Grisham. Também apareceu com Morgan Freeman e Ashley Judd no thriller Beijos que Matam, baseado no best-seller de James Patterson e co-estrelado por Sarah Jessica Parker, Timothy Hutton, e ainda no muito elogiado filme de Ron Rifkin The Substance of Fire, baseado na peça premiada de Jon Robin Baitz.

Seus outros créditos incluem a comédia de ação Kuffs, onde contracenou com Christian Slater, The Doomsday Gun, da HBO, com Kevin Spacey e Frank Lagella, e Love Matters, da Showtime, com Gina Gershon e Griffin Dunne. Goldwyn também fez dois filmes independentes: Trouble on the Corner, onde contracena com Devi Mazar e Joe Morton, e O Pacto, com David Paymer e Arliss Howard.

LYNDA OBST (produtora) desenvolveu Flashdance e Os 7 Suspeitos enquanto ocupava o cargo de chairman da Casablanca/Polygram, bem como Contato, adaptação do romance homônimo de Carl Sagan. Em 1982, ela foi para a David Geffen Company, onde trabalhou no desenvolvimento e na produção de uma grande quantidade de filmes.

Depois de treinar com Peter Guber e David Geffen, Obst estava pronta para produzir filmes sozinha e, em 1985, tornou-se sócia de Debra Hill na Hill/Obst Productions, na Paramount Pictures. Entre seus filmes destacam-se a estréia de direção de Chris Columbus, Uma Noite de Aventuras, bem como Uma Noite com o Rei do Rock, que o mesmo Columbus escreveu e dirigiu.

Em 1989, ela abriu sua própria produtora e mudou-se para a Columbia Pictures, onde produziu O Pescador de Ilusões (com Debra Hill) e a estréia de direção de Nora Ephron, Esta É Minha Vida, e foi a produtora executiva do segundo filme de Nora, Sintonia de Amor. Como parte de um contrato de cinco anos com a Twentieth Century Fox, Obst produziu recentemente Nova York Sitiada, estrelando Denzel Washington e Annette Bening, Quando o Amor Acontece, estrelando Sandra Bullock e Harry Connick, Jr., e Um Dia Especial, com Michelle Pfeiffer e George Clooney. Além de seus projetos na Fox, ela foi a produtora executiva do filme de sucesso Contato, estrelado por Jodie Foster para a Warner Bros. em 1997. Em 1999, ela foi indicada ao Emmy por sua produção executiva em The Sixties, uma minissérie de duas partes para a NBC.

ELIZABETH CHANDLER (roteirista) escreveu o roteiro de Vôo Rasante, telefilme da HBO estrelado por Laura Dern, Robert Loggia, Vincent Spano e Michael Rooker. Ele também co-escreveu o filme muito elogiado de Alfonso Cuaron A Princesinha. Chandler ainda escreveu roteiros para o diretor Taylor Hackford e para o produtor Mark Gordon, entre outros.

ANTHONY B. RICHMOND, ASC/BSC (diretor de fotografia) está intimamente associado ao trabalho do diretor Nicolas Roeg, com quem colaborou em Bad Timing, O Homem Que Caiu na Terra e Um Inverno de Sangue em Veneza, filme com o qual ganhou um BAFTA de Melhor Direção de Fotografia.

Seus filmes recentes incluem Homens de Honra, estrelando Robert DeNiro e Cuba Gooding, Jr., A Walk on the Moon, de Tony Goldwyn, e Agnes Browne, de Anjelica Huston. Seus outros créditos incluem Bravos Guerreiros, Brincando com a Morte, Marcas do Silêncio, Se Brincar o Bicho Morde, O Mistério de Candyman, Unidos pelo Sangue, O Magnata Grego e A Águia Pouso. Recentemente, filmou Sister Mary Explains It All para o diretor Marshall Brickman, da Showtime, estrelando Diane Keaton.

DAN LEIGH (desenhista de produção) saiu do teatro para o cinema com o filme de Jerry Schatzberg Armação Perigosa, estrelando Christopher Reeve e Morgan Freeman. Ele trabalhou em Fresh, com Sean Nelson e Samuel L. Jackson, A Price Above Rubies, Inimigos pelo Destino, de Abel Ferrara, na comédia 2 Malas-Sem-Alça e em Amor à Segunda Vista, de Joan Micklin Silver, estrelado por Amy Irving e Peter Riegert, e A Walk on the Moon, de Tony Goldwyn.

Fora de Nova York, Leigh desenhou Fugindo da Máfia, estrelando Jon Cryer, Loverboy - Garoto de Programa, de Joan Micklin Silver, Minha Mulher Vai Casar, para Lee Grant, A Casa Maluca, estrelando Kirstie Alley e John Larroquette, e Sedução, de Abel Ferrara.

ANN ROTH (figurinista), há muito tempo considerada uma das profissionais mais reconhecidas da indústria em sua área, recebeu um Oscar por seu trabalho em O Paciente Inglês. Ela também foi indicada ao mesmo prêmio com O Talentoso Ripley e Um Lugar no Coração e ganhou o prêmio British Academy com Day of the Locust.

Sua extensa lista de créditos inclui Morando com o Perigo, Negócios de Família, A Insustentável Leveza do Ser, A Manhã Seguinte, O Fio da Navalha, O Mundo Segundo Garp, Vestida para Matar, Uma Secretária de Futuro, Hair, Amargo Regresso, A Garota do Adeus, Klute - O Passado Condena e Perdidos na Noite.

MICHELLE MAITLIN (figurinista) trabalha nessa área há mais de dez anos. Seu currículo inclui várias produções no cinema, na televisão e no teatro. Ela é assistente da figurinista Ann Roth há sete anos em filmes como Encontrando Forrester, What Planet Are You From?, Destinos Cruzados, O Talentoso Ripley, Perdidos em Nova York, Nova York Sitiada, Será que Ele É?, O Paciente Inglês, A Gaiola das Loucas, Sabrina e Lobo.

ROLFE KENT (música) escreveu, recentemente, a trilha de A Enfermeira Betty e as comédias Town & Country, estrelando Warren Beatty, Diane Keaton e Goldie Hawn, e Legally Blonde, com Reese Witherspoon, bem como o thriller Mexico City. Ele trabalhou com o diretor Alexander Payne em dois filmes: o muito elogiado A Eleição e Ruth em Questão, a primeira trilha de Kent. Seus outros créditos incluem The Theory of Flight, The House of Yes, Slums of Beverly Hills, Oxygen, Mercy e Don't Go Breaking My Heart.


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