banfil1.gif (18740 bytes)

notasprod_1.gif (2071 bytes)

Apocalipse Now /
Apocalipse Now Redux


webcl818.jpg (18121 bytes)Declaração do Diretor

Quando comecei a trabalhar em Apocalypse Now minha intenção era criar um épico grandioso e espetacular de ação e aventura que fosse rico em questões sobre o tema e a filosofia da mitologia da guerra.

Mas na primavera de 1979, estávamos apavorados que o filme estivesse longo demais, estranho demais e não tivesse um desfecho clássico, com uma grande batalha no final. Estávamos ameaçados por um desastre financeiro. Eu havia hipotecado tudo que tinha para cobrir pessoalmente os $16 milhões excedentes. E a imprensa perguntava: "Apocalypse Quando?" Então, fizemos o filme que achamos que funcionaria com o grande público da época, concentrando na viagem pelo rio e transformando-o no gênero "guerra" o máximo possível.

Mais de 20 anos depois, assisti o filme na televisão e o que me impressionou foi que o filme original - que havia sido considerado muito pretensioso, estranho e aventureiro quando foi lançado - parecia agora relativamente dócil, como se o público tivesse superado. Isso e algumas ligações que recebi nos últimos anos de pessoas que viram o original de 4 horas, me encorajaram a voltar e tentar uma nova versão.

Durante seis meses, começando em março de 2000, editamos e remixamos uma nova versão do filme desde o começo. Ao invés de reinserir partes cortadas do filme original nós reeditamos o filme a partir de filmagens originais sem montagem - as filmagens diárias.

Desta vez estávamos trabalhando sem ansiedade e conseguimos pensar mais sobre os temas, especialmente sobre assuntos relacionados a moralidade na guerra. Sinto que qualquer artista que faz um filme sobre guerra tem necessidade de fazer um filme antiguerra e todos os filmes de guerra normalmente são assim. Meu filme é mais antimentira, fala sobre a cultura da mentira dos verdadeiros acontecimentos em uma guerra. As pessoas são brutalizadas, torturadas, mutiladas e assassinadas e tudo é apresentado como moral e isso me deixa horrorizado e perpetua a possibilidade da guerra. Uma frase do roteiro original de John Milius sugere isso: "Eles ensinam a esses rapazes a atirar nas pessoas mas não os deixam escrever "f.." nos seus aviões". Usando as palavras de Joseph Conrad "Eu odeio o fedor da mentira".

Essa nova versão, completa e definitiva, estende esta idéia a todos os jovens, rapazes e moças, que são enviados para um mundo que funciona com uma imoralidade estabelecida mas que devem agir com moralidade. O resultado é um filme com 49 minutos a mais de filmagens inéditas; mais atento aos temas abordados, mais sexy, mais engraçado, mais bizarro, mais romântico e politicamente intrigante. O novo material foi incluído por todo o filme e destacam-se a adição da seqüência da plantação francesa, a seqüência ampliada das garotas da Playboy, novas filmagens do barco-patrulha no início da jornada através do rio e uma nova cena de Marlon Brando - que talvez não pudesse ser mostrada vinte anos atrás pois inclui evidências de como mentiram para o público americano.

Por fim, meu objetivo em Apocalypse Now Redux foi conseguir um filme mais rico, completo e estruturado que, como o original, faça o público sentir como foi a guerra do Vietnã: a urgência, a insanidade, o divertimento, o horror, a sensibilidade e o dilema moral da guerra americana mais surreal e obscura.

Francis Ford Coppola - Maio 2001

Notas de Produção

Saigon, droga. Continuo em Saigon

Em maio de 1979, mais de três tumultuosos anos após começar a produção, Francis Ford Coppola apresentou uma versão inicial de seu inovador filme Apocalypse Now no Festival de Cinema de Cannes. O filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes e recebeu oito indicações da Academia, incluindo a de Melhor Filme, causando perplexidade aos cépticos ao se transformar num enorme sucesso mundial e um dos filmes mais importantes do final do século passado.

Em maio de 2001, novamente no Festival de Cinema de Cannes, Coppola apresentou uma versão totalmente nova - inteiramente remontada a partir das filmagens diárias - que inclui 49 minutos nunca vistos antes. O filme foi ovacionado pelo público e aclamado pela crítica. A nova versão, Apocalypse Now Redux, foi lançada nos EUA em agosto de 2001, 22 anos depois do lançamento do filme original.

"Esta versão nova e definitiva do filme é mais sexy, mais engraçada, mais bizarra, mais romântica e mais intrigante politicamente", comenta Coppola. "A nova versão não diz nada diferente da antiga versão. Ela só diz melhor e com mais complexidade - os temas surgem mais claramente".

webcl820.jpg (21064 bytes)Ele acrescenta: "Originalmente terminamos o filme num clima de intensa especulação por parte da imprensa - 'que o filme nunca seria feito' e 'que era uma bagunça,' etc. Eu sempre achei que o filme poderia fazer mais com relação a seus temas, que inclui a moralidade em tempos de guerra. Eu também acreditava que existiam outras seqüências que davam ao filme mais diversidade e complexidade e que observava o tema por outros ângulos. Eu queria ampliar o princípio básico, que era jovens colocados em posições contraditórias, garotos e garotas. Vinte anos atrás, eu estava sob pressão para fazer o filme de modo que fosse considerado um filme de guerra "normal". Agora tenho a oportunidade de ampliar essa perspectiva".

Há duas pessoas em você . . . uma que mata e uma que ama.

A História

Apocalypse Now Redux, com Marlon Brando, Robert Duvall, Martin Sheen, Laurence Fishburne, Dennis Hopper e Harrison Ford é uma narrativa baseada no clássico romance de Joseph Conrad "Heart of Darkness", passada na Guerra do Vietnã.

A história relata a jornada do capitão Willard (Sheen), um oficial da inteligência do exército americano, enviado numa perigosa missão até o Camboja para destruir "totalmente" um coronel americano desertor chamado Kurtz (Brando), que está fora de controle e louco. Kurtz, figura musculosa e enigmática, semelhante a Buda, controla uma tribo de montanheses numa selva remota repleta de crânios e corpos em decomposição.

Durante a jornada pelo rio Willard conhece o coronel Kilgore (Duvall), que lidera seu esquadrão de helicópteros ao som de Wagner e comanda um campeonato de surfe mesmo com os inimigos atirando sem parar.

Willard segue seu destino num barco-patrulha da Marinha com quatro tripulantes que servem como o microcosmo da força de guerra americana: o chefe do barco (Albert Hall), afro-americano, um ex-taxista que tenta manter-se vivo e jovem usando drogas; Chef (Frederic Forrest), um cozinheiro de New Orleans que entrou para a marinha porque achava que a comida era melhor que no exército; Clean, um adolescente negro do Bronx (interpretado por Laurence Fishburne, de 14 anos); e Lance, um surfista da Califórnia convocado para guerra (Sam Bottoms). Conforme o barco segue em direção ao Camboja, tudo parece estar sob o domínio da ilusão, da loucura. . . . e das sombras obscuras do coração humano.

Coppola procurou "criar uma experiência que fizesse o público sentir o que era o Vietnã: a urgência, a loucura, a diversão, o horror, a sensibilidade e o dilema moral da guerra americana mais surreal e obscura".
Capitão, entenda que esta missão não existe, nem existirá nunca.

As Novas Cenas

As novas cenas de Apocalypse Now Redux incluem:

1. A muito discutida seqüência da plantação francesa, que mostra o encontro no rio, o funeral de Clean, a discussão no jantar e a cena de sedução entre Willard e Roxanne, uma jovem viúva francesa (interpretada por Aurore Clement). No jantar, o patriarca da família francesa, Hubert deMarais (interpretado pele falecido Christian Marquand), pergunta retoricamente: "Por que permanecemos aqui? Porque faz nossa família ficar unida. Lutamos para manter o que é nosso. Vocês americanos lutam por nada".

Esta seqüência, afirma Coppola, "captura um anseio exótico, uma busca por antigos ideais e por uma forma de vida que profetiza e essencialmente prediz a insensatez da experiência americana no Vietnã. Esses personagens são como fantasmas de Bunuel: pessoas presas em pensamentos de anos atrás. Eu sempre gostei desta cena porque aqui, os homens do barco realmente deixam a civilização para trás e voltam no tempo".

Aurore Clement acrescenta: "Eu acho que a plantação realmente acrescenta alguma coisa porque antes há aquelas cenas de homens, batalhas, morte e guerra e então vem esta cena sobre doçura, vida, sensualidade e amor. É uma rara cena erótica em um filme de guerra - e é uma cena bonita. Fala sobre os dois lados da humanidade: um que ama e um que mata".

"A personagem Aurore dá a Willard uma sensação de vida e de conforto antes de enfrentar a extrema loucura de Kurtz", comenta Coppola.

Ao filmar esta seqüência, Coppola se recorda de ter pedido aos atores para improvisarem os diálogos, sugerindo que usassem argumentos políticos verdadeiros que tenham ouvido de suas próprias famílias. O resultado foi um jantar com conversas e discussões muito verdadeiras.

O montador Walter Murch, colaborador de longa data de Coppola, comenta: "Em 1979, nós tentamos colocar a seqüência da plantação logo após o massacre dos nativos (eliminando o enterro de Clean). Na nova versão, deixamos Clean morrer, permitimos uma pausa logo que o barco passa por um B-52 afundado, entra na neblina e aparece a plantação". Murch afirma que entrar e sair da seqüência da neblina o fez se sentir "confortável com a volta ao passado, com pessoas que dominaram aquela região nos últimos 150 anos".

O desenhista de produção Dean Tavoularis lembra da busca por um local perfeito para a seqüência: "Eu queria criar algo meio fantasmagórico, um lugar que mal se possa acreditar que exista, porque eles estão bem distantes de tudo quando encontram a plantação francesa", explica ele. "Nós construímos a estrutura perto do rio, com uma varanda, e eu encontrei um rico colecionador que nos emprestou vários móveis coloniais. Dá uma sensação de elegância perdida".

2. Uma seqüência ampliada das garotas da Playboy. As inesquecíveis garotas da Playboy, que vão embora de helicóptero no filme original, fazem uma segunda aparição em Apocalypse Now Redux, em uma cena que Coppola sempre quis incluir. Nesta seqüência, o helicóptero das garotas fica sem combustível e pousa numa área remota na base de Medevac, perto do rio. Quando Willard e a tripulação as encontram, uma troca incomum acontece. Quando Willard sai do barco, o chefe pergunta:: "Capitão, vai dar nosso combustível para a Playmate do Mês?" "Não, para a Playmate do Ano", responde Willard.

Coppola relembra: "Isso nunca fez parte do filme porque filmamos durante uma tempestade e tivemos que parar e a cena nunca foi terminada. Mas, na nova versão, Walter achou um modo de inserir a seqüência".

Continua ele: "Ao modo delas, as garotas são personagens correspondentes aos dos rapazes no barco, exceto que estão sendo exploradas sexualmente. Mas é a mesma coisa, você sabe o quanto eles estão sendo usados - usados por uma sociedade que se diz moralizada mas não é".

O ator Sam Bottoms que interpreta Lance, o surfista da Califórnia, acrescenta: "Uma das coisas bonitas para mim na nova versão é a inclusão do espírito feminino - as coelhinhas e a inocência. Acho absolutamente necessário".

3. Uma nova cena com Marlon Brando que dá uma visão mais profunda da mente de Kurtz. Aqui, enquanto mantém Willard cativo numa barra de metal, ele fala sobre a insanidade da guerra. Lê um artigo de uma analista da inteligência americana que retornou recentemente ao Vietnã e descreveu a situação para o presidente Nixon. Kurtz diz: "Ele disse ao presidente na última semana que: "As coisas estão muito melhores e cheiram muito melhor por lá.'" E então ele pergunta a Willard: "Como cheira para você, soldado?"

A eliminação desta cena foi um dos últimos cortes feitos pelos cineastas em 1979, por razões de tempo. Inserir essa cena filosófica, diz Murch, "faz a última cena muito mais efetiva".

Coppola acrescenta: "Nós sempre quisemos manter Kurtz o mais misterioso possível e a atuação extraordinária de Brando mostra este homem em pequenas porções. Nós sempre quisemos colocar um pouco mais de Brando e acho que esta cena contribuiu para o tema da mentira e estabelece uma razão para seu comportamento ou para sua loucura, se preferir chamar assim".

4. Novas cenas do barco-patrulha perto do início da jornada pelo rio: "Agora há mais camaradagem", diz Coppola. "Willard brinca com a tripulação. Eles se divertem com a conspiração do roubo da prancha de surfe de Kilgore. Todos começam bastante normais e essa ingenuidade ajuda a ressaltar a tragédia que enfrentam durante a viagem". Bottoms comenta: "Agora há um melhor entendimento dos personagens e de suas próprias loucuras".

Coppola fala das novas cenas: "Estou muito satisfeito com a nova versão de Apocalypse Now e com o seu grande potencial. Meu modo de confirmar isso é que quando montamos as seqüências adicionais pegamos o negativo original e todo o material foi literalmente adicionado a ele de forma que agora, tecnicamente falando, só existe uma versão Apocalypse Now".

Eu via um caracol rastejando no fio de uma navalha
É o meu sonho. O meu pesadelo.

Por que estas cenas foram cortadas da versão original do filme?

Na primavera de 1979, recorda Coppola: "Nós estávamos apavorados que o filme estivesse muito longo. Era um filme estranho e estávamos muito preocupados que talvez tivéssemos nos afastado demais dos filmes de guerra clássico. Estava longo e estranho e, no final, não havia uma batalha clássica. Então, nós fizemos o filme que achamos que funcionaria com o público da época". Isso significava dar mais atenção à narrativa, com menos acontecimentos enquanto eles sobem o rio".

"Estávamos sob grande pressão - ameaçados por um desastre financeiro", diz Coppola. "Ia perder minha casa por causa do filme. Foi assustador. Havia muita especulação sobre a viabilidade do filme por parte da imprensa então ficamos na defensiva quando fizemos a montagem e queríamos provar o contrário. Estávamos decididos a fazer um filme que funcionasse para o público daquela época e transformá-lo num gênero".

Relembra Coppola: "O engraçado disso tudo era que nós tínhamos tanta certeza que íamos ficar arruinados com Apocalypse Now que eu pensei: 'Bem, em seguida vou fazer um filme bem comercial para nos salvar - O Fundo do Coração (One From the Heart). E, é claro, Apocalypse acabou tendo uma ótima bilheteria e O Fundo do Coração (One From the Heart) foi um desastre. A cura foi pior que a doença".

É o fim, meu amigo, é o fim.

O Final

"É o mesmo final", diz Coppola, "mas agora que o corpo do filme é mais abrangente e mais livre, o fim parece mais apropriado e mais satisfatório do que antes".

Quando Apocalypse Now foi lançado em 1979, todas as cópias eram em 70mm - sem título e créditos finais (o público recebia um programa impresso). "Mas quando o filme estava prestes a ser lançado em 35mm, a idéia de distribuir programas não era mais viável", comenta Coppola. "Talvez eu tenha errado ao decidir que já que tínhamos que colocar os créditos no final, porque não rodá-los junto com as explosões"- a destruição do acampamento de Kurtz. ("Construímos uma estrutura bastante grande nas Filipinas que não era para ser permanente e éramos obrigados por lei a removê-la. Então decidimos explodir tudo e filmar").

"Mas essas cópias pareciam reforçar a idéia de que existiam duas opções para o final - uma mais voltada à guerra que a outra. Essa não era a minha intenção então, assim que percebi que tínhamos causado esse mal-entendido, peguei todas as cópias dessa versão e reeditei-as com os créditos finais sobre uma tela negra. Eu queria que o filme terminasse de uma forma mais pacífica, Willard joga suas armas e toda a tribo também joga".

"A nova versão não tenta tanto seguir uma idéia preestabelecida de como um filme de guerra deve ser", comenta Coppola. "E, por ter mais liberdade, aborda o tema de uma forma mais convincente e o final, que é tão estranho e filosófico, parece mais motivado e apropriado do que antes".

Adoro o cheiro de Napalm de manhã... tem cheiro de vitória

Origem da Nova Versão

"Alguns anos atrás, eu estava em um hotel em Londres e vi que Apocalypse Now ia passar na televisão", conta Coppola. "E eu sempre gostei da abertura então comecei a assistir e acabei vendo todo o filme. O que me impressionou foi que o filme - que havia sido chamado de pretensioso, estranho e aventureiro quando foi lançado - parecia agora algo que o público havia superado. Isso me encorajou a voltar e fazer uma nova versão. Eu pensei, agora que o filme já está aí e se tornou um clássico, podíamos montá-lo dando mais atenção aos temas que aborda". Sua primeira ligação foi para Murch. Juntos, começaram em maio de 2000 a montar a nova versão do filme desde o início.

"Ao invés de usar as cenas cortadas do filme original nós reeditamos a partir de uma versão sem montagem, das filmagens diárias", conta Coppola. Todo o processo - incluindo a montagem e a remixagem de som - levou seis meses (de março a agosto de 2000).

Murch conta: "Um lado de mim estava entusiasmado de voltar à selva. Tinha passado dois anos extenuantes e desafiantes da minha vida por causa deste filme e eu sabia que íamos encontrar um original com mais de 5 horas e mais de 1 milhão de metros em filmagens diárias - só o filme e a pista de som pesavam sete toneladas. Mas, depois de 10 dias no processo, tudo parecia perfeitamente natural". Desta vez, Murch fez a montagem digitalmente, criando o que ele chama de "uma maravilhosa justaposição do uso da mais nova tecnologia em um filme feito na era do surgimento do vídeo moderno".

"Só depois que montamos as cenas para a nova versão é que vimos a montagem original para assegurar que não tínhamos perdido nada", Murch afirma. "O filme agora tem uma maior continuidade nos níveis técnico e emocional - e em termos de desenvolvimento dos personagens. É mais o que Francis escreveu e pretendeu e não pôde fazer há 22 anos. Ironicamente, ao adicionar cenas, conseguimos fazer o filme parecer menor".

Acabar. Destruição total.

Reação À Nova Versão

Para muitos do elenco e da equipe de Apocalypse Now assistir a versão Redux foi uma revelação e atingiu o potencial que eles viram originalmente na história épica do filme. Muitos viram a sessão oficial em Cannes onde o filme foi aplaudido de pé. Sam Bottoms comenta: "Eu fiquei atordoado com a nova versão porque senti que Francis conseguiu fazer uma brilhante obra cinematográfica ainda melhor. Parece que amadureceu com o tempo. A América talvez não estivesse pronta para Apocalypse Now em 1979. Mas ainda fala de coisas da nossa sociedade e de nossos corações que temos que reconhecer e lidar.

Aurore Clement, que aparece na nova versão afirma que ver a nova versão do filme foi "como um sonho". Ela continua: "Foi muito emocionante, especialmente quando, ao final da exibição, as luzes foram acesas e muitas pessoas estavam chorando. Você sentia a reação das pessoas à força da história". Para Clement, a emoção foi maior porque suas cenas haviam sido cortadas 22 anos atrás e agora eram parte importante do filme. "Eu nunca tinha visto essas cenas, nem mesmo quando fiz as regravações de áudio para esta versão", diz ela. "Esta foi a primeira vez que vi o que havia feito há tanto tempo atrás e foi uma sensação extraordinária".

O desenhista de produção Dean Tavoularis também ficou surpreso com as lágrimas da platéia. "Você não pensa neste filme como uma obra lacrimejante mas eu percebi que o que emocionava as pessoas tão profundamente é que esta versão dá uma sensação mais profunda de perda de oportunidade, do paraíso que foi destruído por obscuros impulsos humanos. É muito comovente".

O cinegrafista Vittorio Storaro notou que não foi só o filme que mudou, o público também mudou e há pessoas que vão assistir de novo e outras pela primeira vez.. "Depois de 22 anos, o público amadureceu", afirma ele. "Acho que estamos prontos para voltar ao barco com Francis, e completar a experiência de Apocalypse Now de uma forma diferente".

Uma das coisas mais impressionantes para o público contemporâneo é a ausência de efeitos especiais. "Há um realismo que não pode ser duplicado com efeitos digitais e computadores", nota Dean Tavoularis. "Você consegue uma textura especial quando tudo é real. Todos os helicópteros eram reais, não eram miniaturas ou desenhos. Todos estavam lá voando e isso transmite uma força real".

Nunca saia do barco. Não havia dúvida.
A não ser quando quer ir até o fim

Nova Música

Há dois temas musicais novos na trilha sonora do filme - ambos nas cenas na plantação francesa: uma é do funeral de Clean e a outra é um tema de amor da cena entre Willard e Roxanne.

Coppola relembra: "A história do tema de amor é realmente muito linda. Quando percebemos que tínhamos toda essa seqüência pensamos numa forma de usar a antiga música mas havia uma cena de amor que precisava de um novo tema e todo um tratamento. Originalmente, trabalhei com meu pai, mas agora ele se foi. Então, pensei que talvez pudesse através da música, encontrar alguma peça clássica que ele tivesse escrito e encontrar esse tema. Conforme procurávamos encontrei o rascunho de uma música, parcialmente rasgado, com o nome 'Tema de Amor.' Achamos que ele já havia escrito o tema e nós não sabíamos. Realmente ele havia escrito e nós a ouvimos e colocamos no filme. Era de fato um lindo tema de amor que funcionava perfeitamente. Foi como trabalhar com ele no além".

Coppola também se recorda de sua concepção original para a trilha sonora forte e dissonante: "Minha idéia, de alguma forma inspirada no compositor japonês Tomito, foi de orquestrar a música com sons reais de guerra e do ambiente. O baixo seria os helicópteros e as cordas seriam o vento e os aviões. Tudo teria uma base de Jimi Hendrix. Mickey Hart, o percussionista de The Grateful Dead, criou o ritmo, com uma sala cheia com todos os instrumentos de percussão conhecidos".

Não se fala com o coronel, ouve-se o que ele tem a dizer.

O Som

Murch é famoso e muito elogiado por sua maestria com efeitos sonoros e mixagem. Isto se deve em parte aos esforços inovadores que ele e sua equipe fizeram para criar o Dolby 5.1 de Apocalypse Now- um formato que veio a se tornar padrão na indústria 20 anos depois e deu a Murch um Oscar. O filme continua a ser elogiado por sua alta textura de sons da guerra moderna. "Nós remasterizamos em formato SRD e foi uma maravilhosa poesia voltar ao sistema em formato 5.1. digital com o filme que primeiro usou o sistema", diz Murch.

"Era um filme definido por seu som e felizmente os elementos originais de som estavam disponíveis e em bom estado", fala o produtor de Redux, Kim Aubry. "Nós chamamos uma meia dúzia de atores para regravar falas para as novas cenas que nunca haviam sido preparadas para a versão final. Entre eles estavam: Robert Duvall, Martin Sheen, Sam Bottoms, Albert Hall e Frederic Forrest. Mas o fato mais surpreendente foi ver Aurore Clement regravar o áudio de um filme do qual havia sido inteiramente cortada 22 anos antes". (Clement interpreta Roxanne, a jovem viúva da seqüência da plantação francesa.).

Era um daqueles caras com uma áurea misteriosa.
Sabia que nada sério lhe aconteceria.

Cópias Com Processo de Transferência de Cores

Pelo menos as 20 principais cidades americanas terão cópias de Apocalypse Now Redux feitas com o processo de transferência de cores da Technicolor (conhecido também como processo Technicolor de três camadas). O cinegrafista Vittorio Storaro comenta: "Escolhemos fazer cópias com este processo porque queríamos dar um visual igual ou melhor que as cópias em 70mm usadas no lançamento em 1979".

Aubry acrescenta: "Ao fazer isso, revivemos o processo que a Technicolor usou de 1939 até o início dos anos 70 - especialmente em Branca de Neve (Snow White) e O Poderoso Chefão 2 (Godfather 2 )- e trouxemos de volta o R&D".

O processo é mais parecido com a impressão de uma revista ou litografia e envolve a separação de cores: cores primárias - amarelo, azul e magenta - ficam numa área separada do filme. Cada uma das matrizes é então decalcada no filme, criando a transferência de cores. Aubry comenta: "Comparando as cores da cópia positiva, que hoje se tornou uma norma, o processo de transferência de cores dá uma cor mais saturada, mais rica e possibilita um maior controle das cores durante o processo tornado as cópias mais estáveis e duráveis".

Storaro comenta: "Nós tivemos muito trabalho fazendo este filme então foi uma alegria saber que muitas cenas voltariam ao filme. Quando fui supervisionar as cores na nova versão eu quase gritei, estava muito lindo. O processo de transferência de cores nos permitiu recuperar um número maior de cores, bem como a luz e a escuridão do negativo original comparado a qualquer outro processo".

Ele continua: "Restaurar este filme foi uma das maiores experiências visuais da minha vida. As cores são vitais ao significado do filme porque falam sobre o lado escuro da humanidade e a escuridão tem que ser representada na visualização do filme Com o processo de transferência da Technicolor, pude trazer a emoção das cores de volta ao filme. Resumindo, eu acho que o visual de Apocalypse Now Redux mostrará à nova geração de cineastas como se faz um filme com um visual bonito".

Todo mundo consegue o que quer. Eu queria uma missão.
E, por azar, eles me deram uma.

O Roteiro Original

Francis Ford Coppola ouviu falar da idéia que viria a se tornar o roteiro de Apocalypse Now através de John Milius e George Lucas, no final dos anos 60, quando Coppola estava trabalhando na Warner Bros. como roteirista. "John estava contando história inacreditáveis sobre muitos de seus amigos surfistas que voltaram do Vietnã e sobre a aventura que passaram", relembra Coppola. "Ele queria escrever um roteiro sobre isso e chamava-o alternadamente de "O Soldado Psicodélico" e "Apocalypse Now". Enquanto isso, Carroll Ballard planejava produzir Heart of Darkness e eu estava escrevendo A Conversação (The Conversation). Havia muitas trocas de idéias acontecendo, para dizer o mínimo".

Mais tarde, quando Coppola abriu sua nova companhia de produção, a American Zoetrope, em São Francisco, ele pagou a John Milius para escrever Apocalypse Now, um roteiro que acabou pertencendo a Zoetrope. "Liguei para George Lucas e contei que agora já tinha o roteiro e perguntei se ele gostaria de dirigi-lo. George disse que estava trabalhando num projeto de ficção científica e que só estaria disponível em um ano. Em seguida, chamei John Milius e perguntei se ele queria dirigir o filme mas John também estava comprometido com outro projeto", diz Coppola. "Então eu decidi dirigi-lo como um grande filme de guerra e ação e assim a American Zoetrope poderia ganhar muito dinheiro que seria usado em nossos pequenos filmes pessoais".

Conforme Coppola fazia o filme ele percebia que cada vez mais se referia a Heart of Darkness, de Conrad. "Ao invés de levar o roteiro, eu tinha um pequeno livro verde de bolso cheio de anotações e marcas. Naturalmente eu comecei a usá-lo mais que o roteiro e, pouco a pouco, o filme foi se tornando mais surreal e reminescente do romance de Conrad", conta ele.

webcl819.jpg (14439 bytes)Coppola acrescenta: "Muitas das cenas mais memoráveis vêm literalmente do roteiro original de John Milius: o barco e seus personagens; o extraordinário ataque de helicópteros com a música de Wagner nos alto-falantes; o tigre; as coelhinhas da Playboy; a ponte Do Lung. Meu trabalho no roteiro destacou o paralelo de Conrad e aumentou muitas cenas, incluindo a plantação francesa e a maior parte das últimas cenas do filme. Dennis Hopper foi originalmente contratado para interpretar Colby, o oficial enviado para assassinar Kurtz que acaba se tornando um de seus seguidores. Mas, quando vi Dennis no primeiro dia, o vesti como um montanhense, coloquei um monte de câmeras em volta de seu pescoço e o louco repórter fotográfico, baseado em boatos de Sean Flynn, havia nascido. Eu havia tirado das páginas de Conrad o personagem russo que estava lá com Kurtz".

Muitas pessoas contribuíram para o roteiro final e Coppola dá enorme crédito a "John Milius, que é o autor original, Michael Herr, que escreveu a narração, e todos os atores que com o trabalho de improvisação deram base para muitas cenas que escrevi tarde da noite".

O horror, o horror.

A Produção Original

Se Apocalypse Now é um épico turbulento, alucinante e terrificante, sua realização em 1979 também foi. Coppola iniciou o filme como um diretor ganhador do Oscar com O Poderoso Chefão (The Godfather), com todos os poderes. Antes de terminar, ele se referia ao projeto como "A Idiodisséia". Relembra ele: "Como o capitão Willard, eu estava subindo o rio numa selva remota, buscando respostas e esperando por um tipo de catarse. Fizemos Apocalypse do modo como os americanos fizeram a Guerra do Vietnã: Nós éramos muitos, tínhamos muito dinheiro e equipamentos e, pouco a pouco, fomos enlouquecendo".

* As filmagens (em locações nas Filipinas) foram planejadas para durar 4 meses mas continuaram durante 15 meses. No total, Coppola filmou 2 milhões de metros de filme (ou 370 horas) em mais de 238 dias de filmagem. Comparando com um filme comum, as filmagens durariam 55 dias. Ele freqüentemente reescrevia cenas durante a noite em cartões 3 x 5. Os atores recebiam os cartões no dia seguinte onde se lia "cenas desconhecidas".

* Coppola precisou substituir um dos protagonistas (Harvey Keitel) com três semanas de filmagens.

* O substituto de Keitel (Martin Sheen) sofreu mais tarde um infarto quase fatal (um padre até mesmo veio dar-lhe a Extrema Unção). Para continuar as filmagens, Coppola trouxe o irmão de Sheen para as Filipinas e ele foi seu dublê enquanto Sheen recuperava-se.

* Quando Marlon Brando chegou, era uma presença física muito maior do que todos esperavam e ameaçava repetidamente desistir. Nenhum dos uniformes dos boinas verdes que haviam sido preparados para ele serviram. "Foi quando eu decidi fotografá-lo do tórax para cima, o que lhe deu um visual de gigante, um personagem de Paul Bunyon", conta Coppola.

* O pior tufão em 40 anos atingiu as Filipinas com três meses de filmagem, quando filmavam a cena em Medevec e a produção precisou parar por seis semanas devido ao que o co-produtor Gray Frederickson recorda-se ter sido, "uma chuva tão intensa que você não conseguia ver sua mão na frente do seu rosto". Quase todos os cenários pintados por Dean Tavoularis foram destruídos e tiveram que ser refeitos.

* O orçamento ultrapassou $16 milhões e chegou a $32 milhões (Coppola hipotecou tudo que tinha para cobrir os $16 milhões excedentes).

* Um membro da equipe publicou uma revista durante a produção chamada Rumor Control.

* A pós-produção, que na maioria dos filmes leva 6 meses no máximo, levou mais de dois anos.

* Jornalistas publicavam freqüentemente artigos sobre o filme e perguntavam: "Apocalypse Quando?"

No final, surgiu um filme que resiste na memória moderna como um clássico inigualável. O filme foi recentemente escolhido como um dos 100 filmes da história americana no painel do American Film Institute.

"Uma das coisas que tenho certeza", disse Martin Sheen em 1979, "é que este será um dos filmes mais falados da história do cinema". Com Apocalypse Now Redux as conversas sobre o filme ganham um novo ponto de vista.

Duração: 3 horas, 16 minutos.
Agradecimentos especiais a Peter Cowie, cujo livro "The Apocalypse Now Book" deu uma base definitiva e significante de informações para estas notas.

SOBRE O ELENCO

Marlon Brando (Kurtz) - Você é um aprendiz enviado por merceeiros para cobrar uma conta.

Kurtz de Marlon Brando, um militar renegado que comanda um acampamento brutal e primitivo na selva do Camboja, permanece como uma das atuações mais enigmáticas e comentadas do cinema. Apocalypse Now Redux dá ao público uma visão ainda mais profunda da filosofia belicosa de Kurtz e de sua loucura.

Um ícone de Hollywood desde o início dos anos 50, Brando tornou-se uma das figuras mais influentes do cinema, pavimentando o caminho do estilo naturalista e emocional de James Dean, Paul Newman, Robert DeNiro e vários outros astros do cinema moderno. Primeiro, deixou sua marca na Broadway com a notável retratação de Stanley Kowalski em A Streetcar Named Desire. Em seguida, estreou no cinema em Espíritos Indômitos (The Men) e reprisou seu personagem na adaptação para o cinema Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire), de Elia Kazan, pela qual foi indicado ao prêmio de Melhor Ator da Academia. Estrelou Viva Zapata, Julius Caesar (Julius Caesar), The Wild One e Sindicato de Ladrões (On The Waterfront), pelo qual ganhou um Oscar. Logo após, fez o musical Guys and Dolls, o audacioso The Teahouse of the August Moon, The Fugitive Kind e Sayonara (Sayonara: The Young Lions), de Tennessee Williams, quando foi mais uma vez indicado ao Oscar.

Em 1961, Brando estreou como diretor no faroeste A Face Oculta (One Eyed Jacks). Seus créditos nos anos 60 incluem: Mutiny on the Bounty, Bedtime Story, A Countess From Hong Kong, O Pecado de Todos Nós (Reflections in a Golden Eye) e Burn! Em 1972, fez seu primeiro trabalho com Francis Ford Coppola interpretando Don Corleone em O Poderoso Chefão (The Godfather), que não só se tornou um dos mais importantes papéis do cinema bem como deu a Brando seu segundo Oscar. Recebeu outra indicação ao Oscar com seu trabalho subsequente em O Último Tango em Paris (Last Tango In Paris).

Desde Apocalypse Now, Brando inclui entre seus trabalhos: Superman - O Filme (Superman), A Fórmula (The Formula) e A Dry White Season, pelo qual foi outra vez indicado ao Oscar. Deu um aspecto cômico a Don Corleone em Um Novato na Máfia (The Freshman) e interpretou Torquemada em Cristóvão Colombo - A Aventura do Descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery). Foi aclamado por seu trabalho em Don Juan DeMarco (Don Juan DeMarco) e estrelou no papel de Dr. Moreau, no remake de 1996, A Ilha do Dr. Moreau (The Island of Dr. Moreau). Entre seus outros créditos estão: Loucos Por Dinheiro (Free Money), O Bravo (The Brave) e, o ainda inédito, The Score, dirigido por Frank Oz e estrelado por Robert DeNiro e Ed Norton.

Martin Sheen (Willard) - Acusar um homem de homicídio nesse lugar era o mesmo que botar areia no deserto.

O personagem do capitão Willard, o assassino enviado rio acima para "destruir totalmente" o coronel Kurtz, continua sendo a atuação mais conhecida e memorável de Martin Sheen. Novas facetas de Willard, como um lado mais brincalhão e travesso e outro mais sensual, aparecem em Apocalypse Now Redux.

Sheen é mais conhecido atualmente por seu papel como Bartlett, o presidente dos EUA, na série popular de tevê vencedora do Emmy, The West Wing, pela qual Sheen recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao Emmy de Melhor Ator.

Alguns de seus créditos cinematográficos incluem os aclamados filmes de Terence Malick: Terra de Ninguém (Badlands), Spawn - O Soldado do Inferno (Spawn), A Hora da Zona Morta (The Dead Zone), Francis Ford Coppola - O Apocalipse de um Cineasta (Hearts of Darkness: A Filmmaker's Apocalypse), Exorcizando o Passado (Da) e Anjos Assassinos (Gettysburg). Também foi visto no cinema ao lado de seus filhos - com Charlie Sheen em Wall Street - Poder e Cobiça (Wall Street) e Cadence - Compasso da Vida (Cadence), quando também estreou como diretor; e com Emilio Estevez em Lembranças da Vida (The War at Home), dirigido por seu filho. Em seguida será visto em O, uma adaptação de Othello para os dias de hoje, passada numa quadra de basquete.

Na televisão, ganhou um Emmy com sua atuação em Murphy Brown e recebeu indicações por seu trabalho em Taxi!, da Hallmark Hall of Fame e no telefilme The Execution of Private Slovik. Foi indicado ao Globo de Ouro com as minisséries Kennedy e Blind Ambition.

Sheen iniciou sua carreira como protagonista da produção da Broadway, The Subject Was Roses e foi indicado ao Globo de Ouro por seu desempenho na adaptação para o cinema da peça.

Robert Duvall (Coronel Kilgore) - Os vietcongues não surfam.

Em algumas seqüências eletrizantes, Robert Duvall criou o inesquecível personagem do coronel Kilgore, que pratica surfe no Vietnã enquanto comanda ataques de helicópteros ao som de Wagner e fica inebriado com o cheiro de Napalm. A frase de Kilgore "Adoro o cheiro de Napalm" permanece como uma das mais conhecidas do cinema moderno.

Duvall ganhou o prêmio da Academia de Melhor Ator com A Força do Carinho (Tender Mercies), em 1983; um Globo de Ouro com sua interpretação de Josef Stalin em Stalin (Stalin), da HBO; um Obie como o herói da remontagem de 1965, em A View from the Bridge e indicações ao Oscar por seus desempenhos nos filmes de Coppola: O Poderoso Chefão (The Godfather), O Grande Santini - O Dom da Fúria (The Great Santini) e, mais recentemente, O Apóstolo (The Apostle), o qual também escreveu e dirigiu e A Qualquer Preço (A Civil Action). Recentemente estrelou a produção A Shot at Glory, de Michael Corrente.

Entre seus filmes recentes estão: 60 Segundos (Gone in 60 Seconds), O Sexto Dia (The Sixth Day), Impacto Profundo (Deep Impact), Fenômeno (Phenomenon), Na Corda Bamba (Sling Blade), The Gingerbread Man, O Poder do Amor (Something to Talk About) e Segredo em Família (A Family Thing). Duvall será visto em seguida em John Q,,com Denzel Washington e no filme Assassination Tango, baseado num roteiro escrito por ele, que produzirá, dirigirá e estrelará.

Estreou no cinema em 1963 no papel de Boo Radley no clássico O Sol É Para Todos (To Kill a Mockingbird.) Atuou em mais de 60 filmes incluindo: Bravura Indômita (True Grit), M.A.S.H (M*A*S*H), A Trilogia de O Poderoso Chefão (The Godfather Trilogy), Rede de Intrigas (Network), The Seven-Per-Cent Solution, A Águia Pousou (The Eagle Has Landed), True Confessions, Um Homem Fora de Série (The Natural), As Cores da Violência (Colors), Dias de Trovão (Days of Thunder), As Noites de Rose (Rambling Rose), Um Dia de Fúria (Falling Down), Recordações (Wrestling Ernest Hemingway), Geronimo - Uma Lenda Americana (Geronimo) e O Jornal (The Paper).

Estrelou duas minisséries populares: Os Pistoleiros do Oeste (Lonesome Dove) e Ike. Dirigiu We're Not the Jet Set, um documentário sobre uma família de Nebraska, no qual também foi co-produtor, e Angelo, My Love, a história da misteriosa comunidade cigana de Nova York que escreveu, dirigiu e produziu.

Frederic Forrest (Chef) - Ele era tenso demais para estar no Vietnã.

Provavelmente, tenso demais para New Orleans.

No papel do cozinheiro especialista em molhos, Chef (Frederic Forrest) evoca intensa empatia com sua postura relaxada e divertida que se altera para sempre depois da jornada pelo rio.

Forrest estreou no cinema contracenando com Richard Widmark em When The Legends Die e imediatamente foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator Revelação por seu desempenho como o índio, campeão de rodeio, Tom Black Bull. Em seguida, interpretou o assassino em A Conversação (The Conversation), de Coppola. Atuou em A Morte do Chefão (The Don is Dead), com Anthony Quinn, The Dion Brothers, Permissão Para Matar (Permission to Kill) e Missouri Breaks, com Marlon Brando e Jack Nicholson. Depois de 16 meses filmando Apocalypse Now, nas Filipinas, Forrest interpretou Lee Harvey Oswald no telefilme Ruby and Oswald.

Em seguida ganhou o prêmio do National Film Critic, de Melhor Ator Coadjuvante e indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro com seu desempenho, junto com Bette Midler, em The Rose. Estrelou em Hammett - Mistério em Chinatown (Hammett), de Wim Wenders, e trabalhou de novo com Coppola em seus dois filmes seguintes: O Fundo do Coração (One From the Heart) e Tucker - Um Homem e Seu Sonho (Tucker: A Man and His Dream). Entre seus outros créditos cinematográficos estão: Um Dia de Fúria (Falling Down), com Michael Douglas; Saigon: Year of the Cat, de Stephen Frears; A Chave do Enigma (The Two Jakes), com Jack Nicholson; Sedução (Cat Chaser), de Abel Ferrara; The Habituation of Dragons, de Michael Lindsay-Hogg; Who Will Love My Children; Huckleberry Finn, The Parade, Where Are The Children, Stacking, Lassie (Lassie), Por Uma Noite Apenas (One Night Stand), The Stone Boy, com Robert Duvall; The Music Box, com Jessica Lange e Calamity Jane, no qual interpretou Wild Bill Hickok.

Na televisão, estrelou a minissérie italiana Quo Vadis (Quo Vadis), dirigida por Franco Rossi; Cidadão Cohn (Citizen Cohn), da HBO, as minisséries: Beryl Markham: Shadows of the Sun, dirigida por Tony Richardson e a vencedora do Emmy, Os Pistoleiros do Oeste (Lonesome Dove), no papel de Blue Duck. Também estrelou o aclamado filme Attica: A Solução Final (Against the Wall), de John Frankenheimer, na HBO.

Mais recentemente, co-estrelou o vencedor do Emmy, Prisioneiros do Inferno (Andersonville), de Frankenheimer, para a TNT. Também atuou nos longas-metragens: O Bravo (The Brave), com Johnny Depp; Alone, de Michael Lindsay-Hogg; O Fim da Violência (The End of Violence), de Wim Wenders; Deixa Rolar (Whatever); Terror no Atlântico (Crash Dive) e Reasonable Force.

Laurence Fishburne (Clean) - Acho que a luz e a vastidão do Vietnã o deixavam louco.

Laurence Fishburne só tinha 15 anos quando estrelou como Clean, um jovem negro e falante com um pé no túmulo.

Fishburne foi em frente e tornou-se um protagonista da sua geração. Foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por seu desempenho no papel de Ike Turner no filme Tina (What's Love Got to Do With It). Ganhou um Tony, um Drama Desk, um Outer Critic's Circle e o Theater World Award por seu trabalho na Broadway na peça Two Trains Running, de August Wilson e um Emmy com o episódio de estréia da série de televisão Tribeca.

Entre seus trabalhos recentes no cinema estão o sucesso de bilheteria Matrix (The Matrix) e sua estréia como diretor Uma Vez na Vida (Once in the Life), o qual também estrelou. Entre suas atuações de maior destaque no cinema estão: Lances Inocentes (Searching For Bobby Fischer), no qual interpreta um malandro de rua que ajuda seu jovem protegido. Outros créditos incluem: O Enigma do Horizonte (Event Horizon), Homens Perigosos (Hoodlum), que também produziu, A Caçada (Fled), o papel-título em Othello (Othello), Cadence - Compasso da Vida (Cadence), de Martin Sheen, Má Companhia (Bad Company) e Duro Aprendizado (Higher Learning), de John Singleton. Fishburne recebeu ótimas críticas com seu desempenho como "Furious Styles" em Os Donos da Rua (Boyz in the Hood), de Singleton. Também apareceu em Julgamento Final (Class Action), O Rei de Nova York (King of New York), Inferno Vermelho (Red Heat), A Hora do Pesadelo 3 (Nightmare on Elm Street 3) e Cotton Club (Cotton Club) e O Selvagem da Motocicleta (Rumblefish), de Coppola.

Entre seus trabalhos na televisão inclui a atuação indicada ao Emmy em Cobaias (Miss Evers' Boys) e o filme Tuskegee Airmen, da HBO, pelo qual ganhou o prêmio NAACP Image, de Melhor Ator em Minissérie. Também atuou em Decoration Day, para a Hallmark Hall of Fame, For Us The Living para a PBS, Tambores de Guerra (Rumor of War), para a CBS, e inúmeros outros papéis protagonistas ou como ator convidado.

Fishburne iniciou sua carreira aos 10 anos de idade na novela One Life To Live. Estreou no cinema em Cornbread, Earl and Me, aos 12 anos de idade. Aos 14, foi escalado para um show do Negro Ensemble Theater e foi aceito na High School of the Performing Arts.

Dennis Hopper (Repórter Fotográfico) - Sabe que 'se' faz parte da palavra "ser"?

O lunático e desequilibrado repórter fotográfico, ajudante de Kurtz, tornou-se um personagem ícone da geração perdida dos anos 60.

Nos anos 60, o próprio Hopper esteve associado com a produção de filmes alternativos e nos anos 80 reinventou-se com sua célebre atuação no filme Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch. Iniciou sua carreira nos anos 50, atuando em dois filmes com James Dean: Juventude Transviada (Rebel Without a Cause) e Assim Caminha a Humanidade (Giant). Nos anos 60, fez papéis protagonistas em filmes como Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke) e Sem Destino (Easy Rider). Depois de Apocalypse Now, trabalhou novamente com Coppola em O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish). Entre seus outros créditos nos anos 80, estão: Juventude Assassina (River's Edge), Momentos Decisivos (Hoosiers), O Mistério da Viúva Negra (Black Widow), The Pickup Artist e As Cores da Violência (Colors). Foi muito elogiado por seu desempenho na adaptação para a televisão do romance Paris Trout (Paris Trout), em 1991.

Entre seus créditos mais recentes estão Velocidade Máxima (Speed), Amor À Queima Roupa (True Romance), Waterworld - Segredo das Águas (Waterworld), Basquiat - Traços De Uma Vida (Basquiat), Os Irmãos Id & Ota (Meet the Deedles), Jesus' Son e Ed TV (Ed TV).

Em seguida será visto em Knockaround Guys, no suspense Unspeakable, em LAPD Conspiracy e em Firecracker.

Sam Bottoms (Lance B. Johnson) - Olhando para ele era difícil acreditar que tivesse disparado uma arma na vida.

Como Lance, o surfista da Califórnia que gosta de se bronzear no Vietnã, Sam Bottoms é uma reflexão do impacto entre a relaxada cultura americana e a intensa violência da guerra no Vietnã.

Bottoms estreou no cinema no clássico aclamado A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show), de Peter Bogdanovich e logo após chamou atenção em The Class of 44. Trabalhou com Clint Eastwood em Josey Wales - O Fora da Lei (The Outlaw Josey Wales) e na comédia Bronco Billy (Bronco Billy). Trabalhou com Coppola em Jardins de Pedra (Gardens of Stone) e Francis Ford Coppola - O Apocalipse de um Cineasta (Hearts of Darkness: A Filmmaker's Apocalypse).

Entre seus créditos estão: Inferno Branco (Sugar Hill), Confiança Traída (The Trust), Ao Norte Para o Perigo (North of Chang Mai), Boneca Assassina (Dolly Dearest), O Lago Encantado (The Witching of Ben Wagner), Island Sons, Hunger's Blood, Up From the Depths, Savages e Hannah - A Esposa Comprada (Zandy's Bride). Entre seus próximos filmes estão: The Unsaid, com Andy Garcia; Looking Through Lillian e Shadow Fury, com Pat Morita.

Albert Hall (Chefe) - Ordenaram-me que não saiba para onde estou levando este barco então, eu não sei. Mas basta olhar para você para saber que vai esquentar.

Albert Hall é o experiente comandante que vê seu barco seguindo irrevogavelmente em direção ao caos e sua jovem e alienada tripulação ser levada para um território desconhecido.

Hall foi visto mais recentemente no filme Desejo Você (Beloved), de Jonathan Demme. Entre seus créditos estão: Malcolm X (Malcolm X) e Todos A Bordo (Get On The Bus), de Spike Lee; O Trambique do Século (The Great White Hype), de Reginald Hudlin; O Diabo Veste Azul (Devil in a Blue Dress), de Carl Franklin; Coragem Sob Fogo (Courage Under Fire), de Ed Zwick; Sonho de Campeão (Rookie of the Year), de Daniel Stern; The Music Box e Atraiçoados (Betrayed), de Costa-Gavras; Vidas Em Conflito (Trouble in Mind), de Alan Rudolph e Leadbelly, de Gordon Parks.

Na televisão, foi visto em papéis recorrentes nas populares séries Ally McBeal e como o juiz Seynore Walsh em The Practice. Estrelou o piloto e fez um papel recorrente em Brimstone. Recentemente estrelou no telefilme Swing Vote. Entre seus outros filmes na tevê estão: The Tiger Woods - Vida de Campeão (Tiger Woods Story); Star, de Danielle Steel; The Jackie Robinson Story; The Boys e Uncle Tom's Cabin, no Showtime Entre as minisséries que participou estão The Long Hot Summer e Sophisticated Gents.

Hall tem também uma notável carreira no teatro, tendo atuado na Broadway em Black Picture Show, We Interrupt This Program, Ain't Supposed to be a Natural Death e Are You Now, Or Have You Ever Been? Seus créditos off-Broadway incluem: Streamers, Basic Training of Pavel Hummel, Wedding Band, Miss Julie, As You Like It e Ricardo III (Richard III).

Harrison Ford (Coronel Lucas) - Esta missão não existe nem nunca existirá.

Harrison Ford faz uma participação como o coronel Lucas (uma homenagem a George Lucas), o jovem oficial de óculos que informa Willard sobre a missão de "destruir totalmente" o enlouquecido coronel Kurtz.

Ford estrelou algumas das maiores bilheterias de todos os tempos - incluindo a trilogia de Guerra nas Estrelas (Star Wars) e a franquia Indiana Jones - transformando-se num dos atores mais bem-sucedidos da história do cinema. Em fevereiro de 2000, Ford recebeu o prestigioso prêmio Lifetime Achievement do American Film Institute. Anteriormente, havia sido indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro por sua atuação no aclamado drama A Testemunha (Witness), de Peter Weir e também indicações ao Globo de Ouro por seu desempenho em Sabrina (Sabrina), O Fugitivo (The Fugitive) e Mosquito Coast (The Mosquito Coast).

Nascido em Chicago, mudou-se para Los Angeles em busca da carreira de ator depois de cursar o Ripon College, em Wisconsin. Ganhava a vida como carpinteiro enquanto trabalhava como ator. Em 1973, conseguiu o papel que o revelou, o sucesso American Graffiti - Loucuras de Verão (American Graffitti), de George Lucas. No ano seguinte, atuou em A Conversação (The Conversation), de Francis Ford Coppola e, em seguida, na produção de televisão, The Court Marshall of Lt. William Calley, de Stanley Kramer.

Em 1977, estrelou como Han Solo em Guerra nas Estrelas (Star Wars), de George Lucas, que foi um recorde de bilheteria e posicionou Ford como um grande astros do cinema. Reprisou seu papel nas seqüências de sucesso O Império Contra Ataca (The Empire Strikes Back) e O Retorno de Jedi (Return of the Jedi). Mais tarde, fez o personagem Indiana Jones nos filmes, sucessos de bilheteria, Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark), Indiana Jones e o Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of Doom) e Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade), de Steven Spielberg.

Seus outros trabalhos no cinema abrangem uma ampla gama de personagens em filmes como: Destinos Cruzados (Random Hearts), Seis Dias, Sete Noites (Six Days Seven Nights), Força Aérea Um (Air Force One), Perigo Real e Imediato (Clear and Present Danger), Jogos Patrióticos (Patriot Games), Uma Segunda Chance (Regarding Henry), Acima de Qualquer Suspeita (Presumed Innocent), Busca Frenética (Frantic), Uma Secretária de Futuro (Working Girl), Blade Runner - Caçador de Andróides (Blade Runner), Amor em Chamas (Hannover Street), Frisco Kid (The Frisco Kid), O Comando 10 de Navarone (Force 10 from Navarone) e Heróis Sem Causa (Heroes). Mais recentemente estrelou com Michele Pfeiffer Revelação (What Lies Beneath), de Robert Zemeckis.

SOBRE OS CINEASTAS

Francis Ford Coppola (Diretor/Produtor) - O diretor, escritor e produtor Francis Ford Coppola é um dos mais respeitados talentos da indústria do entretenimento e cinco vezes ganhador do Oscar. Com Apocalypse Now, Coppola apresentou uma visão definitiva da loucura e do dilema moral da guerra do nosso tempo. Com Apocalypse Now Redux, reformulou esta visão de um modo que não foi possível na época do lançamento do filme original.

Coppola ganhou seu primeiro Oscar aos 31 anos de idade com o roteiro de Patton - Rebelde ou Herói? (Patton), que escreveu junto com Edmund H. North. Ganhou sua primeira Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes com A Conversação (The Conversation), que foi escrito e dirigido por ele. Dirigiu 20 filmes, incluindo a épica trilogia de O Poderoso Chefão (The Godfather) e, mais recentemente, Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker's Dracula) e O Homem Que Fazia Chover (The Rainmaker), de John Grisham.

Durante sua carreira, Coppola sempre buscou as melhores ferramentas para a realização de filmes e é considerado um pioneiro do cinema eletrônico. Muitas das técnicas que desenvolveu no início de sua carreira são agora padrões da indústria.. Sua companhia produtora localizada em São Francisco, a American Zoetrope, desenvolve e produz filmes para o cinema e para televisão.

Kim Aubry (Produtor) - Kim Aubry é vice-presidente de engenharia e tecnologia da American Zoetrope de Francis Coppola em São Francisco, uma função que o tornou um parceiro ideal para trazer nova tecnologia para Apocalypse Now Redux.

Em 1999, Aubry abriu o Zoetrope DVD Lab, que lançou DVDs aclamados pela crítica de filmes como Apocalypse Now bem como clássicos de Coppola A Conversação (The Conversation) e Tucker - Um Homem e Seu Sonho (Tucker: The Man and His Dream), entre outros. Atualmente está produzindo uma caixa com a trilogia de O Poderoso Chefão (The Godfather) a ser lançada em 2001.

Aubry supervisiona a pós-produção de todos os filmes da Zoetrope e informa Coppola sobre novas tecnologias disponíveis para o cinema. Foi responsável pelos esquemas de pós-produção de O Homem Que Fazia Chover (The Rainmaker), Jack (Jack), O Poderoso Chefão 3 (The Godfather Part III), Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker's Dracula), Wind - A Força dos Ventos (Wind), de Carol Ballard e do clássico infantil O Jardim Secreto (The Secret Garden), dirigido por Agnieska Holland.

Aubry está há muito tempo comprometido com o desenvolvimento de métodos eletrônicos e digitais na pós-produção. Desenhou e supervisionou a construção de inúmeras ferramentas inovadoras para o cinema e televisão. Anteriormente, trabalhou com mixagem de som, foi produtor de programas de rádio, jornalista e deu palestras em todo o mundo. Ex-técnico de som, foi diretor técnico do Califórnia Public Radio no início dos anos 80.

É casado com a montadora Diane Asnes e tem um casal de filhos, Robin e Wren. Os Aubrys moram em São Francisco.

Fred Roos (Co-Produtor) - Fred Roos trabalhou com alguns dos mais talentosos cineastas e atores de Hollywood nas últimas três décadas. Sua longa associação com Francis Ford Coppola inclui a produção do filme vencedor do prêmio da Academia de Melhor Filme O Poderoso Chefão 2 (The Godfather, Part II) e dos indicados ao Oscar Apocalypse Now e A Conversação (The Conversation). Foi co-produtor do filme indicado ao prêmio da Academia de Melhor Filme O Poderoso Chefão 3 (The Godfather, Part III).

Outros filmes produzidos por Roos com Coppola são: O Fundo do Coração (One From The Heart), Rebeldes Sem Causa (The Outsiders), O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish), Cotton Club (The Cotton Club), Jardins de Pedra (Gardens of Stone) e Tucker - Um Homem e Seu Sonho (Tucker:The Man and His Dream).

Antes de começar a produzir filmes, Ross fez uma legendária carreira como diretor de elenco em filmes como: O Poderoso Chefão (The Godfather), American Graffiti - Loucuras de Verão (American Graffitti), Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces), The King of Marvin Gardens, Fat City e Petulia. Também foi consultor de elenco de Guerra nas Estrelas (Star Wars).

Entre seus outros créditos de produção estão O Corcel Negro (The Black Stallion), de Carroll Ballard; Hammett - Mistério em Chinatown (Hammett), de Wim Wender; Barfly - Condenados Pelo Vício (Barfly), de Barbet Schroeder e As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides), de Sofia Coppola. Ganhou o prêmio Cable Ace de Melhor Documentário Longa-Metragem com Francis Ford Coppola - O Apocalipse de um Cineasta (Hearts of Darkness:A Filmmaker's Apocalypse).

Gray Frederickson (Co-Produtor) - Gray Frederickson ganhou um Oscar como co-produtor de O Poderoso Chefão 2 (The Godfather Part II) e foi indicado ao prêmio da Academia como co-produtor de Apocalypse Now.

Seus filmes mais recentes são: Minhas Cinco Esposas (My Five Wives), estrelado por Rodney Dangerfield e Andrew Dice Clay e South of Heaven, West of Hell, estrelado por Dwight Yoakum, Vince Vaughn, Billy Bob Thornton e Bridget Fonda. Frederickson também foi produtor executivo de Prisioneiro do Passado (Heaven's Prisoners), estrelado por Alec Baldwin.

Formado pela Universidade de Oklahoma, Frederickson cursou a Universidade de Lausanne antes de mudar-se para Roma onde associou-se a Sancro Films. Lá, assumiu a função de gerente de produção e produtor de filmes como: O Bom, O Mau e o Feio (The Good, The Bad, and The Ugly), estrelado por Clint Eastwood, e Candy, estrelado por Marlon Brando. Mudou-se para Hollywood onde foi produtor associado de Little Fauss e Big Halsy and Making It, bem como produtor executivo de Hit, dirigido por Sidney Furie.

Frederickson iniciou sua associação de 20 anos com Francis Ford Coppola como produtor associado do filme vencedor do Oscar, O Poderoso Chefão (The Godfather). Em seguida, produziu O Fundo do Coração (One From The Heart) e Rebeldes Sem Causa (The Outsiders), de Coppola, já como associado da companhia produtora Zoetrope, de Coppola. Foi co-produtor do filme indicado ao Oscar, O Poderoso Chefão 3 (The Godfather Part III). Também foi produtor executivo de UHF, estrelado por Weird Al Yankovich e de Um Time Bom de Bola (Ladybugs), com Rodney Dangerfield.

Frederickson foi vice-presidente da divisão de produção de filmes na Lorimar. Escreveu a história original do filme Quatro Mulheres e Um Destino (Bad Girls), da Twentieth Century Fox, estrelado por Andie MacDowell, Drew Barrymore, e Madeline Stowe. Na televisão, produziu o piloto de Thunder Guys, da ABC; The Return of Mike Hammer, de Mickey Spillane e a série Houston Knights, da Columbia. Também desenvolveu e foi produtor executivo de As Aventuras de Um Pobre Milionário (Staying Afloat), estrelado por Larry Hagman para a Tri-Star/NBC.

Tom Sternberg (Co-Produtor) - Tom Sternberg associou-se à American Zoetrope de Francis Ford Coppola em 1976. Na Zoetrope produziu os filmes indicados ao Oscar, Apocalypse Now, O Corcel Negro (The Black Stallion) e O Regresso do Corcel Negro (The Black Stallion Returns). Também durante muitos anos gerenciou a distribuição de filmes pertencentes a American Zoetrope, incluindo os dirigidos por Coppola, Apocalypse Now, A Conversação (The Conversation), Rebeldes Sem Causa (The Outsiders) e O Fundo do Coração (One From the Heart).

Em Apocalypse Now Redux, coordenou as estratégias de marketing e de lançamento nos Estados Unidos e no exterior.

Entre seus créditos como produtor estão: Dim Sum e Eat a Bowl of Tea, de Wayne Wang; A Estrada Perdida (Lost Highway), de David Lynch e, mais recentemente, O Talentoso Mr. Ripley (The Talented Mr. Ripley), de Anthony Minghella.

Sternberg sempre teve interesse e esteve envolvido com filmes de língua estrangeira. Como representante da American para alguns dos mais proeminentes produtores estrangeiros, vendeu os direitos de distribuição na América do Norte para muitos filmes importantes como: O Carteiro e o Poeta (Il Postino), Cinema Paradiso (Cinema Paradiso), Mediterrâneo (Mediterraneo), Os Filhos da Guerra (Europa Europa), Indochina (Indochine), Jean de Florette, Manon des Sources, To Live, The Story of Qiu Ju e muitos filmes de Francois Truffaut e Eric Rohmer.

Nascido em Nova York, Sternberg formou-se na Princeton University. Depois de formado trabalhou para as empresas Sol Hurok, NBC News, e Children's Television Workshop. Mora em Los Angeles com sua mulher, Violetta e a filha Alessandra.

Dean Tavoularis (Desenhista de Produção) - O intrincado desenho de produção que Dean Tavoularis fez para Apocalypse Now, incluindo o perturbador e chocante acampamento de Kurtz, ganha um novo visual em Apocalypse Now Redux, com sua recriação da plantação colonial francesa.

Tavoularis colaborou inúmeras vezes com Francis Ford Coppola e foi desenhista de seus filmes mais importantes, entre eles A Trilogia de O Poderoso Chefão (The Godfather Trilogy), A Conversação (The Conversation), Rebeldes Sem Causa (The Outsiders), Jardins de Pedra (Gardens of Stone) e Tucker - Um Homem e Seu Sonho (Tucker: A Man and His Dream). Seu trabalho foi reconhecido com o Oscar de Melhor Direção de Arte em O Poderoso Chefão 2 (The Godfather Part II), além de ter recebido mais quatro indicações.

Tavoularis iniciou sua carreira como diretor de arte de Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde). Também trabalhou com Arthur Penn em O Pequeno Grande Homem (Little Big Man), com Roman Polanski em O Último Portal (The Ninth Gate), com Philip Kaufman em Sol Nascente (Rising Sun), com Warren Beatty em Politicamente Incorreto (Bulworth) e, com Roman Coppola em CQ.

Walter Murch (Montador) - Tendo trazido uma mistura inovadora de sons e visuais ao original Apocalypse Now, Walter Murch teve a rara oportunidade de revisitar seu trabalho e usar a tecnologia digital de montagem em Apocalypse Now Redux. Murch ganhou o Oscar de Melhor Som em 1979, com Apocalypse Now e foi indicado ao prêmio de Melhor Montagem pelas Academias americana e britânica.

Murch foi honrado pela Academias americana e britânica por seu trabalho de montagem e sonoplastia. Em 1997, ganhou dois Oscar com a montagem e a sonoplastia de O Paciente Inglês (The English Patient) bem como o prêmio da Academia Britânica de Melhor Montagem. Ganhou também dois prêmios da Academia Britânica com a montagem e mixagem do filme A Conversação (The Conversation), de Coppola, foi indicado pelas duas academias com a montagem de Julia (Julia) e, em 1991, recebeu duas indicações ao Oscar pela montagem de Ghost - Do Outro Lado da Vida (Ghost) e O Poderoso Chefão 3 (The Godfather Part III).

Seus outros créditos incluem: A Insustentável Leveza de Ser (The Unbearable Lightness of Being), O Enigma das Cartas (House of Cards), O Sangue de Romeu (Romeo is Bleeding), O Primeiro Cavaleiro (First Knight) e a remontagem e restauração do filme A Marca da Maldade (Touch of Evil), de Orson Welles, em 1998. Trabalhou recentemente em O Talentoso Mr. Ripley (The Talented Mr. Ripley), de Anthony Minghella. Fez também a remixagem de Caminhos Mal Traçados (The Rainpeople), O Poderoso Chefão (The Godfather) e O Poderoso Chefão 2 (The Godfather Part II), de Coppola; THX-1138 e American Graffiti - Loucuras de Verão (American Graffitti), de George Lucas; e Crumb, de Terry Zwigoff, bem como de todos os filmes que montou. Atualmente está montando K-19 para a diretora Kathryn Bigelow.

Murch também colaborou em diversos roteiros incluindo THX-1138 e The Black Stallion. Dirigiu e co-escreveu o longa-metragem O Mundo Fantástico de Oz (Return to Oz), em 1985.

Vittorio Storaro (Cinegrafista) - Vittorio Storaro ganhou o prêmio da Academia com seu deslumbrante e visceral trabalho de câmera de Apocalypse Now e suas imagens ficaram ainda mais marcante graças ao processo transferência de cores de Apocalypse Now Redux.

Storaro foi premiado com dois Oscar, com o épico Reds (Reds), de Warren Beatty e com O Último Imperador (The Last Emperor), de Bernardo Bertolucci. Filho de um projecionista, foi um dos mais novos estudantes admitidos na National Italian Film School e, aos 21 anos, já era assistente de câmera. Desenvolveu um estreito relacionamento com Bernardo Bertolucci colaborando com ele em The Spider's Stratagem, The Conformist, O Último Tango Em Paris (Last Tango in Paris), 1900, Luna (Luna), O Céu Que Nos Protege (The Sheltering Sky) e Little Buddha.

Entre seus outros filmes estão: O Fundo do Coração (One From the Heart) e Tucker - Um Homem e Seu Sonho (Tucker: The Man and His Dream), de Coppola; Dick Tracy (Dick Tracy), O Feitiço de Áquila (Ladyhawke), Ishtar (Ishtar) e Politicamente Incorreto (Bulworth). Seu trabalho foi visto mais recentemente na minissérie Duna (Dune), baseada no livro campeão de vendas de Frank Herbert.

Storaro sempre esteve interessado no que ele chama de "escrever com luz" e em usar a expressão valiosa das cores - uma dedicação a pintura que se destaca em seu trabalho. É o fundador da Academia de Artes e Ciências de L'Aguila, na Itália, onde ministra o curso "Escrevendo com Luzes". De 1988 a 1990, foi presidente da Italian Society of Cinematographers. Atualmente está trabalhando numa coletânea de livros sobre suas teorias na cinematografia.


voltar.gif


transp.gif (45 bytes)