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notasprod_1.gif (2071 bytes) Branca de Neve e os Sete Anões

Não é preciso nenhum espelho mágico para se saber que o primeiro e "mais belo" clássico de animação Disney em longa-metragem foi a obra-prima de 1937, Branca de Neve e os Sete Anões. Do "Era uma vez..." inicial até o "viveram felizes para sempre" final, esta adorada fábula Disney, que vem encantando platéias de todo o mundo há mais de seis décadas, inaugurou um novo padrão de excelência nas produções do estúdio e continua até hoje servindo de parâmetro para os longas-metragens de animação Disney. O filme foi exibido pela última vez nos cinemas por ocasião de seu jubileu de 50 anos (em 1987), batendo, na época, novos recordes de bilheterias nos EUA e no mundo.

Com seus temas clássicos, desempenhos emocionantes, sua riqueza de situações divertidas, uma trilha memorável e um desenho de uma qualidade incomparável, Branca de Neve e os Sete Anões é reconhecidamente o filme mais popular e mais visto já produzido em Hollywood. Rico em detalhes e imaginação, o filme é pioneiro entre as produções do gênero em Hollywood e provou aos muitos céticos da época que um longa-metragem de animação era um gênero de cinema viável e emocionante. Em 1989, a Biblioteca do Congresso dos EUA contribuiu para inscrever Branca de Neve definitivamente nos anais da história do cinema, incluindo-o no rol dos 25 primeiros filmes a serem honrados e preservados pelo Arquivo Nacional de Cinema.

O legado deste marco do cinema remonta a 1937. As platéias da era da Grande Depressão estabeleceram um profundo elo emocional com Branca de Neve e ficaram fascinadas pelas travessuras dos seus sete amiguinhos carismáticos. Pela primeira vez, personagens animados bidimensionais pareciam reais, vivos e dotados de personalidade. O público ficou horrorizado com a rainha/bruxa e enlevado com o final de conto de fadas do filme. Os espectadores deixavam as salas de cinema cantando e assobiando as contagiantes canções "Whistle While You Work", "Heigh-Ho" e "Some Day My Prince Will Come". Sessenta e quatro anos depois, a magia da fábula de Walt Disney e seus talentosos animadores mantém sua força e impacto, cativando tanto as crianças quanto os adultos.

A fábula clássica dos irmãos Grimm forneceu o ponto de partida para a imaginação fértil de Disney e sua equipe. Uma versão na forma de filme mudo, estrelada por Marguerite Clark, e uma popular montagem teatral do conto de fadas, também serviram para inspirar ainda mais o produtor do longa animado e o convenceram de que esta fábula seria perfeita para o primeiro longa-metragem de animação da história. Sete personalidades completamente diferentes foram criadas para os anões e uma talentosa adolescente chamada Adriana Caselotti foi escalada para dar voz à bela princesinha e para interpretar seus números musicais. As demais vozes ouvidas no filme foram dubladas pelo já falecido Harry Stockwell (pai dos atores Dean e Guy Stockwell), no papel do príncipe, Lucille LaVerne (Orphans of the Storm, A Tale of Two Cities), como a rainha/bruxa, Moroni Olsen, como o Espelho Mágico da rainha, Pinto Colvig (o dublador da voz original do "Pateta"), como Soneca e Zangado, Otis Harlan como Feliz, Scotty Mattraw como Dengoso e Roy Atwell como Mestre. O comediante veterano Billy Gilbert, dono dos espirros mais famosos de Hollywood, atendeu a uma convocação de elenco publicada na revista Variety para dublar a "voz" de Atchim e foi contratado no ato.

A história da gênese de Branca de Neve é uma das mais fascinantes dos anais do cinema. Toda Hollywood esperava que o filme fosse um total desastre, sobretudo porque ninguém jamais havia produzido um desenho em forma de longa-metragem antes, e porque os custos da produção, cuja estimativa inicial era de aproximadamente US$150.000 dólares, atingiram a soma astronômica para a época de US$ 1,5 milhão de dólares. Ao longo dos seus três anos de produção (1934-1937), Walt Disney e seu irmão, Roy, empataram tudo que possuíam como garantia de crédito. Na época, Hollywood taxou a produção de "a extravagância de Disney".

Os contos de fadas, todavia, realmente podem se tornar realidade e o desenho Branca de Neve e os Sete Anões viveu feliz para sempre. Apenas três meses após seu lançamento, estima-se que mais de 20 milhões de pessoas já haviam assistido ao filme, que permaneceu como o maior campeão das bilheterias da história até E O Vento Levou... (Gone With the Wind). A crítica foi efusiva em seus elogios e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood ficou tão impressionada com o filme que, numa iniciativa sem precedentes, decidiu premiá-lo com um Oscar especial - uma estatueta do tamanho normal e sete pequenas, entregues a Walt Disney pela radiante menina-prodígio Shirley Temple, na cerimônia de 1938.

Nas mais de seis décadas decorridas desde o lançamento original de Branca de Neve, o longa animado rendeu muitos outros frutos para o The Walt Disney Studios. O estúdio construído com Branca de Neve continua a explorar novas tecnologias e técnicas narrativas na arte da animação. O sucesso inicial daquele primeiro longa-metragem animado deu a Walt Disney e seus colaboradores a liberdade de inovar e estabelecer as bases para os 30 longas de animação produzidos pelo estúdio desde então. O sucesso recente de outros longas de animação Disney - como A Pequena Sereia (The Little Mermaid), A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, o primeiro desenho animado de longa-metragem a ser indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme) e Aladdin (o maior sucesso da história dos estúdios Disney e o filme de maior faturamento da indústria no ano de 1992) - levou ao renascimento do gênero da animação e representa um perpétuo tributo ao filme que deu início a tudo isso - Branca de Neve e os Sete Anões.

SOBRE A PRODUÇÃO:

Walt Disney chegou a Hollywood em 1923, tornando-se um pioneiro na arte dos filmes de animação, com Alice Comedies, Oswald the Lucky Rabbit, o Camundongo Mickey e os curtas da série Silly Symphonies.

Durante um longo tempo, ele vinha cogitando a produção de um desenho em longa-metragem. No início dos anos 30, ele e Mary Pickford haviam discutido a produção de Alice no País das Maravilhas (Alice In Wonderland), tendo a atriz no papel-título e o restante do elenco a ser desenhado pelos artistas de Walt. Um projeto semelhante com Will Rogers numa versão de Rip Van Winkle também acabou arquivado.

A idéia de produzir um longa-metragem também surgiu em virtude das novas injunções econômicas. A introdução dos programas duplos nos cinemas ao longo da década de 30, com as exibição de dois longas-metragens consecutivos, estava tirando os curtas animados Disney das telas, vítimas do tempo excessivo das longas sessões de exibição dupla.

"Uma noite", relembra Ken Anderson, o veterano diretor de arte dos estúdios Disney, "voltamos ao trabalho no estúdio após o jantar, e Walt conduziu uns 40 de nós até um pequeno estúdio de filmagem. Todos nos sentamos em cadeiras de diretor, as luzes se apagaram e Walt passou as quatro horas seguintes nos contando a história de "Branca de Neve e os Sete Anões". Ele não ia simplesmente narrando a história, ele a encenava, interpretando cada um de seus personagens, e, ao concluí-la, ele nos contou que este seria nosso primeiro longa-metragem. Ele planejava fazer algo que nenhum outro estúdio jamais havia tentado, mas sua confiança no sucesso do projeto Branca de Neve foi uma inspiração para todos nós."

Outro animador veterano, Ollie Johnston, também esteve presente naquela noite fatídica e eletrizante. "Foi preciso muita coragem para fazer o que Walt fez", conta Johnston. "A história é baseada na premissa de que a rainha irá executar a mocinha. Trata-se de um desenho matando outro desenho. Walt nos convenceu a todos de que isso poderia ser feito de um forma totalmente convincente, e nós acreditamos nele."

A produção de Branca de Neve e os Sete Anões teve início em 1934 e foi concluída em 1937. Mais de 750 artistas dos estúdios Disney trabalharam ao longo desses quatro anos, incluindo 32 animadores, 102 assistentes, 107 in-betweeners (artistas que preenchem trechos da animação entre o desenho das cenas principais criadas pelos animadores-chefes), 20 artistas de layout, 25 artistas de cenários, 65 animadores de efeitos especiais (responsáveis pelo desenho da fumaça, da água e das nuvens, entre outros efeitos) e 158 profissionais incumbidos da colorização dos personagens animados nas chapas de acetato transparente que seriam filmadas pela "câmera multiplanos" criada por Disney.

Um programa informal de treinamento para os artistas foi instituído na casa do animador Art Babbitt, transferindo-se posteriormente para a sede do estúdio, quando se tornou incrivelmente popular. Don Graham, um renomado professor do Chouinard Art Institute, participou do treinamento dos animadores. Ele ensinou-os a criar desenhos com um traço simples e definido, capazes de transmitirem idéias e comunicar emoções. Suas aulas de análise do movimento, com modelos vivos, demonstraram ser de grande valia e, como resultado, Branca de Neve conseguiu superar a rigidez dos movimentos artificiais que havia prejudicado a protagonista feminina humana de The Goddess of Spring.

Durante o curso da produção, modelos vivos foram fotografados pelos animadores e tornaram-se objeto de estudo para a criação de movimentos mais realistas. Marjorie Belcher (que mais tarde se tornaria Marge Champion, do famoso casal de bailarinos, Marge e Gower Champion) interpretava as cenas da Branca de Neve, com Louis Hightower fazendo-se passar pelo príncipe. O artista de layout, Ken O'Connor, foi incumbido da árdua tarefa de reproduzir as cenas live-action diretamente da moviola. Suas reproduções foram usadas pelos artistas como uma espécie de guia da animação. As proporções das personagens e as marcações dos movimentos foram ligeiramente alteradas para evitar o visual forçado e pouco realista que uma cópia direta teria produzido.

O filme é composto de mais de 250.000 desenhos, com uma trilha musical gravada por uma orquestra de 80 músicos. Estima-se que mais de dois milhões de desenhos e esboços tenham sido produzidos durante a realização do filme.

A câmera de planos múltiplos, inventada e fabricada pelos técnicos do The Walt Disney Studios, só atingiu a desejada perfeição com Branca de Neve e os Sete Anões. A câmera foi planejada para dar profundidade e uma perspectiva tridimensional a certas cenas animadas, através de uma técnica na qual as personagens inseridas num determinado cenário colorido eram filmadas em diversos níveis diferentes, em planos múltiplos de vidro. Cada plano podia receber uma iluminação individualizada para a obtenção de diferentes efeitos, eles podiam ser movidos individualmente ou em conjunto, mais próximos ou mais afastados da objetiva da câmera, em velocidades distindas. Esta técnica foi empregada pela primeira vez num curta-metragem animado do próprio estúdio, The Old Mill (1937), e tanto a tecnologia quanto o curta foram premiados, individualmente, com Oscars da Academia.

Foram necessários meses de pesquisa e a combinação de 1.500 cores e matizes de tinta para que os químicos do estúdio chegassem às tonalidades finais que seriam usadas para colorir os personagens e os cenários do filme em Technicolor®. Todos os pigmentos utilizados na produção foram triturados e misturados segundo fórmulas especiais, dentro do laboratório de pintura dos estúdios Disney.

Por fim, mas não menos importante, as mulheres do departamento de colorização criaram um método próprio para dar às faces de Branca de Neve uma aparência mais natural. Segundo o papa da animação, Frank Thomas, as artistas estavam insatisfeitas com as bochechas ultra vermelhas de Branca de Neve e com o contorno rígido do seu cabelo. Elas solucionaram o problema aplicando rouge e outros recursos de maquiagem de verdade, diretamente nas chapas de acetato do filme. Walt admitiu que o efeito era ótimo, mas ficou apreensivo quanto à aplicação da maquiagem em cada um dos desenhos. Uma das artistas respondeu: "Sr. Disney, o que acha que nós temos feito a nossa vida toda?"

Um dos maiores desafios de Branca de Neve era encontrar uma personalidade definida para cada um dos sete anões. Os irmãos Grimm haviam lhe conferido pouca definição na sua fábula original, e eles só ganharam nomes, pela primeira vez, numa antiga montagem teatral, onde foram batizados de Flick, Glick, Blick, Snick, Plick, Whick e Queen.

Pinto Colvig, um ator muito versátil do estúdio que havia criado a voz do Pateta alguns anos antes, sugeriu que, uma vez que os anões eram muito diferentes entre si, cada um deveria ter um nome que indicasse a característica principal de sua personalidade. A idéia gerou uma longa lista de possibilidades, como Gabby, Jumpy, Sniffy, Puffy, Lazy, Stubby, Nifty e Wheezy. Todas elas foram discutidas e a maioria destacada por várias razões, algumas bastante óbvias. Deafy (ie, Surdinho), por exemplo, foi eliminado porque Walt não queria transformar deficiências físicas em objeto de sátira e escárnio.

Finalmente, o nome Mestre (Doc, no original) foi escolhido para o líder do grupo porque passava a idéia de uma pessoa amigável numa posição de autoridade; Atchim (no original, Sneeze) foi inspirado no ator Billy Gilbert, que havia se tornado célebre por seu espirro hilário em vários filmes precedentes; Feliz (Happy, no original) era um contraponto perfeito para Zangado (Grumpy); Soneca (Sleepy) e Dengoso (Bashful) eram nomes que davam margem a inúmeras possibilidades de idéias simpáticas e engraçadas.

Dunga (Dopey) foi um problema. Originalmente, ele fora concebido como uma espécie de trapalhão chapliniano, mas paulatinamente o personagem foi se transformando num anãozinho ingênuo e simplório. Restava ainda a dificuldade de se encontrar uma voz adequada para ele. As várias possibilidades testadas acabaram todas soando semelhantes demais à voz de Mestre. Por fim, alguém sugeriu que talvez fosse melhor que Dunga simplesmente não falasse. Esta era a resposta, e assim nasceu o simpático Dunga - talvez o mais querido do septeto. Dentro do contexto da história, não há nenhuma indicação de que Dunga não possa ou não saiba falar - ele simplesmente nunca se deu ao trabalho de tentar.

Desenhar os anões era uma coisa, mas animá-los era outra bastante diferente. O animador Frank Thomas, um dos nove integrantes do grupo de trabalho de Walt conhecido como "Nine Old Men", relembra a tarefa desafiadora do seguinte modo: "De início, todos nós andávamos pelos corredores, balançando a cabeça e resmungando 'são sete'. Era a primeira vez que precisávamos criar sete personagens diferentes, todos de uma vez. Se tínhamos de desenhar algo simples, como fazer os anões darem um passo para trás, precisávamos desenhar o movimento de cada um de um modo diferente. Ora, quantas formas existem de se dar um passo para trás? Nós desenhávamos os quatro primeiros, de uma forma extraordinária, até que chegávamos ao Atchim e nossas idéias já haviam se esgotado. Foi realmente um problema."

E ele acrescenta: "Precisávamos conhecer bem suas personalidades para entender suas atitudes. Por exemplo, Atchim era um cidadão respeitável e extremamente responsável, que levava tudo muito a sério. Estávamos conscientes da importância de dotarmos cada um deles com uma personalidade única."

A TRILHA:

Os músicos do estúdio, Frank Churchill, Paul J. Smith e Leigh Harline, compuseram juntos as oito canções incluídas na trilha de Branca de Neve e os Sete Anões. As canções, muitas delas atualmente tidas como clássicos, são: "I'm Wishing (cantada pela Branca de Neve no poço dos desejos do palácio); "One Song" (cantada pelo príncipe); "With a Smile and a Song" (cantada pela Branca de Neve para os animais e pássaros do bosque); "Whistle While You Work" (cantada pela Branca de Neve enquanto ela põe em ordem a casa dos anões); "Heigh-Ho" (cantada pelos anões a caminho do trabalho na mina de diamantes); "Bunddle-Uddle-Um-Dum (A Canção do Banho)" (cantada pelos anões enquanto eles se lavam antes do jantar - por insistência da Branca de Neve); "The Dwarfs' Yodel Song" (cantada e dançada pela Branca de Neve e pelos anões dentro de casa); e "Some Day My Prince Will Come" (cantada pela Branca de Neve ao final de um dia longo e exaustivo).
As canções ganharam versões em francês, alemão, italiano, espanhol, português e em oito outras línguas, tornando-se muito populares em todo o mundo.

WALT DISNEY RELEMBRA BRANCA DE NEVE:

"Vocês deveriam ter ouvido o clamor das advertências que acompanharam o início da produção do primeiro longa-metragem de animação", relembrou Walt Disney, anos depois. "Muitos profetizavam que ninguém iria assistir a tal coisa. Entretanto, só havia um modo de produzirmos um grande sucesso: mergulhando de cabeça e investindo até nosso último centavo na sua produção. Não iríamos abrir mão dos recursos financeiros, do talento e do tempo... e tudo isso justo numa época em que todo o país sofria os efeitos do auge da depressão."

"À proporção que os custos da produção atingiam cifras cada vez mais altas, eu também comecei a ter receios e dúvidas se jamais conseguiríamos recuperar todo o dinheiro que havíamos investido. Justamente neste momento crítico, um grande artista chamado W.G. Van Schmus, diretor-geral do Radio City Music Hall de Nova York, visitou o estúdio e assistiu a alguns trechos de cenas do filme já finalizadas. Ele imediatamente comprometeu-se a exibir o filmes, meses antes da obra final estar concluída. Isso foi uma incrível injeção de ânimo na nossa moral."

"Foi então que veio o choque. Meu irmão Roy veio me dizer que nós teríamos de conseguir empréstimos no valor de US$250.000 dólares para que o filme fosse concluído. Eu tive de levar comigo aqueles mesmos trechos finalizados para exibir aos banqueiros como garantia do empréstimo e tinha a certeza, em se tratando de banqueiros, de que eles não iriam reagir àquelas cenas da mesma maneira que o sr. Van Schmus. Eu estava muito apreensivo."

"No dia marcado, sentei-me ao lado de Joe Rosenberg, do Bank of America, para assistir às cenas prontas do filme e tentar obter dele um crédito de um quarto de US$1 milhão de dólares, baseado na pura confiança."

"Quando as luzes se acenderam, ele não esboçou a mínima reação ao que acabara de ver. Ele simplesmente saiu da cabine de projeção, virou-se para mim e disse: 'Walt, esse filme vai faturar uma fortuna.' Bem, e como todos sabem, nós obtivemos o empréstimo, o filme teve, de fato, um ótimo faturamento, e se não fosse isso, hoje não existiria o estúdio Disney." A "extravagância de Disney" logo passaria a ser conhecida como a obra-prima de Disney.


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