Tema
Musical: Todo admirador do filme curte a música tema, que Sam, interpretado pelo
ator Dooley Wilson, toca para o romântico casal em Paris e, depois, é forçado a repetir
para os saudosos amantes. Poucos sabem, no entanto, quem é o autor da triste canção. O
compositor Herman Hupfield a fez, em 1931, para o musical da Broadway Everybody's Welcome.
Max Steiner, responsável pela trilha sonora, queria substitui-la por outra de sua
autoria.
Um dos momentos mais emocionantes do filme acontece depois que lisa reconhece Sam no
Rick's Bar e pede para ele tocar a música que ouviram juntos em Paris:
- Play it, Sam.
AS TIME GOES BY
Letra e Música de Herman Hupfield
You must remember this,
A kiss is still a kiss,
A sigh is just a sigh;
The fundamental things
[apply
As time goes by.
And when two lovers woo,
They still say, "I love you ",
0n that you can rely;
No manter what lhe future
[brings
As time goes by.
Moonlight and love songs,
[never out of date,
Hearts full of passion,
jealousy and hate;
Woman needs man, and
man must have his mate,
That no one can deny.
lt's still lhe same old story
A fight for lave and glory,
A case of do or die
The world will always
[welcome lovers
As time goes by.
Frases Marcantes: A frase mais
famosa do filme talvez seja a que nunca existiu. Em vez de dizer "Play it again,
Sam" ( "Toque outra vez, Sam"), Rick apenas insiste para seu pianista
repetir a música que ele havia tocado antes para llsa, dizendo o seguinte: "Se ela
agüentou, eu também posso agüentar. Toque, Sam".
Sempre irônico, Rick tem um diálogo antológico com uma garota em seu bar, logo no
início do filme. Ela pergunta o que ele havia feito na noite anterior e Rick,
indiferente, responde: "Faz muito tempo para que eu me lembre". Insistente, ela
pergunta o que ele vai fazer naquela noite e ouve como resposta: "Não costumo fazer
planos a longo prazo".
Quando llsa lhe apresenta Victor no bar e diz que o conheceu em Paris, Rick fala quase
hipnotizado por sua beleza: "Eu me lembro de todos os detalhes. Os alemães vestiam
cinza e você, azul". Depois que lisa e Victor deixam o bar, Rick mergulha na bebida.
Em seus delírios alcoólicos, ele diz: "Tantos bares, em tantas cidades em todo o
mundo, e ela tinha que entrar logo no meu".
Em flashback, Rick recorda depois os felizes momentos que viveu com ela em Paris. Enquanto
os alemães invadem a cidade, lisa comenta:"isso foi o barulho de um canhão ou meu
coração que deu um salto?". Na última noite que eles passam juntos, ela diz:
"Beíje-me. Beije-me como se essa fosse a última vez".
Na noite seguinte, lisa volta ao bar só para implorar que Rick entregue os vistos de
saída para salvar seu marido. Como ele se nega a fazê-lo, ela lhe aponta uma arma e Rick
diz: "Vá em frente, garota, você estará me fazendo um favor". Em seguida, ela
o abraça e eles combinam de fugir juntos.
Mas, quando chega ao aeroporto, Rick muda os planos e manda ela ir embora com Victor,
Nesse momento, lisa pergunta: "E nós, Rick?". E ele responde do alto de sua
integridade: "Nós sempre teremos Paris".
Outra frase antológica é a que encerra o filme, Depois de matar o major alemão que
tentou impedir a decolagem do avião com lisa e Victor, Rick abraça o capitão Renault e
afirma: "isso é o começo de uma grande amizade".
Alguns Custos do Filme: Após
pagar 20 mil dólares pela história transformada no filme Casablanca, a Warner Bros ainda
economizou com elenco. Michèle Morgan, uma das atrizes cogitadas para o papel de llsa,
não foi escolhida porque pediu cachê alto demais: 55 mil dólares.
O produtor David O. Selznick emprestou Ingrid
Bergman, que se preparava para interpretar Maria em Por Quem os Sinos Dobram/For Whom the
Bell Tolls (1943). Ela aceitou o cachê de 25 mil dólares. Mesmo com custo baixo, o filme
se tornou clássico e ganhou três Oscars: Filme, Diretor e Roteiro.
Problemas Fora de Cena: Antes de
viver nas telas o romântico Rick, o ator Humphrey Bogart ficou famoso por seus papéis de
durão. Ele nunca havia contracenado com estrelas de cinema, muito menos em cenas de amor.
Por conta desse personagem, ele viveu a pior crise em seu casamento com a atriz Mayo
Methot, terceiro de sua agitada vida amorosa. As cenas repletas de beijos e troca de
olhares de Casablanca atiçaram ainda mais o ciúme já doentio de Mayo. O pior é que a
mulher por quem Bogart se apaixonava no filme não era nenhuma das meninas inofensivas da
Warner, mas uma insinuante sueca, novata em Hollywood, chamada Ingrid Bergman. Apesar da
fama das nórdicas, ela era direita e casada com um dentista. Bogart também não
costumava ter casos com atrizes. Mesmo assim, Mayo era implacável: telefonava para o
estúdio para perturbá-lo.