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A Cobra Fumou


Depois do bem-sucedido lançamento do documentário "Senta a Pua!", de Erik de Castro, a BSB Cinema apresenta sua mais nova produção: o longa-metragem "A COBRA FUMOU". Dirigido pelo cineasta carioca Vinícius Reis, este documentário é o segundo de uma trilogia, iniciada com "Senta a Pua!", que relata a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Com narração da atriz Bete Mendes, mesclada com comentários do diretor, "A COBRA FUMOU" é um "diário" de seus próprios dias de filmagem, onde apresenta ao público emocionantes depoimentos de pracinhas da Força Expedicionária Brasileira - (FEB), relembrando importantes fatos históricos como a conquista da cidade de Montese e a tomada de Monte Castelo, na Itália. Em 1h34min, a equipe percorre o Rio de Janeiro, Brasília e Bologna (Itália), colhendo imagens inéditas dos ex-combatentes.

As primeiras apresentações de "A COBRA FUMOU - The Old Soldier's Ballad" aconteceram em Berlim, durante a European Film Market. O filme foi exibido nos dias 8 e 11 de fevereiro no Cinemaxx Studio 12, tendo o Grupo Novo de Cinema e TV como seu representante internacional.

A TRILOGIA

Quando estava realizando o documentário "Senta a Pua!" (entre os anos de 1997 e 1999), o cineasta Erik de Castro percebeu que o assunto Brasil na Segunda Guerra merecia mais que um filme. Além dos aviadores, se fazia necessária a realização de pelo menos mais dois longas: um que registrasse a participação dos homens que fizeram parte da Força Expedicionária Brasileira (Exército) na Guerra, e outro sobre as participações das Marinhas de Guerra e Mercante no conflito (essa última como vítima dos vários afundamentos de navios na nossa costa). Definido isso, o conceito básico do projeto da trilogia passou a ser: proporcionar uma oportunidade a jovens diretores de darem, cada um, sua visão particular sobre o assunto a ser abordado em cada filme, assim como Erik havia feito com "Senta a Pua!" - com toda liberdade autoral que isso pressupõe.

"Senta a Pua!" é como o diretor Erik de Castro observa o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, e "A Cobra Fumou" é como o diretor Vinícius Reis observa a Força Expedicionária Brasileira - que, é bom que se note, representavam, de acordo com o diretor e produtor Erik de Castro: "...duas realidades totalmente diferentes, apesar de serem duas Unidades brasileiras que lutaram pela libertação da mesma região: o norte da Itália. Primeiro que nem lutaram juntas, como muitos confundem, no sentido de estarem vinculadas uma a outra. O Grupo de Caça era subordinado operacionalmente ao XXII Comando Aerotático do Mediterrâneo enquanto que a FEB ao 5º Exército Americano (fizeram poucas missões juntos, a se destacar as Tomadas de Monte Castelo e da cidade de Montese).

O Grupo de Caça era uma Unidade de elite composta por 466 homens (desses 49 pilotos), todos voluntários, altamente treinados durante 8 meses pelos melhores instrutores de Guerra Aérea das Forças Aliadas. Resultado: foram considerados a melhor Unidade de Combate Aéreo daquele Teatro de Operações. Já a FEB era uma outra realidade: 25.000 homens, a maioria convocados e não voluntários; não tão bem treinados; não tão bem equipados; um retrato do Brasil, com todos os contrastes que se tem no nosso país; um mosaico, que, apesar de tudo, também acabou vencedor."

O que os dois filmes da trilogia até agora realizados ("Senta a Pua!" e "A Cobra Fumou") têm em comum, ao retratar esses dois assuntos semelhantes, mas distintos, é a premissa: ambos partem de uma visão antes de tudo humana sobre as diferentes realidades vividas por cada um desses dois grupos de combatentes que nos representaram há mais de cinqüenta anos naquela que foi considerada a 'última guerra justa' - a Segunda Guerra Mundial.

A PRODUÇÃO

O filme "A COBRA FUMOU" foi realizado pela BSB Cinema (de Brasília), associado às produtoras cariocas Limite Produções e a Raccord Produções. A associação deu-se a partir de uma feliz coincidência. O diretor Vinícius Reis procurava um produtor para um antigo projeto seu sobre a FEB, quando conheceu o cineasta Erik de Castro, que, por sua vez, buscava um novo diretor para o segundo filme da trilogia recém criada pela BSB Cinema. O encontro aconteceu graças à iniciativa de Clélia Bessa, da Raccord Produções, em 1999. Os dois criadores iniciaram parceria, que logo se demonstrou repleta de afinidades. Com uma produtiva união de idéias, Erik e Vinícius já pensam em novos projetos, que estão sendo trabalhadas pela BSB Cinema, através do também produtor Christian de Castro, à frente da captação de recursos.

A história é um bom exemplo para o cinema nacional, uma pequena demonstração de que co-produções podem e devem ser ótimas soluções para a realização de novos filmes.

A NARRAÇÃO

Conhecida no Brasil inteiro não só pelo talento apresentado no teatro e nas telenovelas, como também pelo seu forte e declarado posicionamento político, a atriz Bete Mendes foi apresentada a Erik de Castro após uma sessão fechada para convidados do documentário "Senta a pua!". Na ocasião, uma emocionada Bete fez questão de procurar o diretor para elogiar o seu trabalho: "É um filme que conta uma parte de nossa história que nunca foi valorizada".

Quando Vinícius Reis afirmou querer uma voz feminina para narrar os principais momentos históricos vividos pelos personagens presentes em "A Cobra Fumou", imediatamente Erik pensou em convidar a atriz para desempenhar a função. Com o aval de Vinícius, a atriz não titubeou em aceitar o convite.

Primeiro filme que participa desde o inesquecível "Eles não usam black-tie", para Bete, a visão humana e sensível presente na direção de Vinícius Reis é o ponto alto de "A Cobra Fumou": "Os depoimentos dos pracinhas são emocionantes. Através de seus relatos vê-se um filme humanitário que conta a nossa história de uma maneira extremamente bonita, que soma informação com emoção", declara.

VINÍCIUS REIS - O jovem diretor carioca começou em 1989, com o curta-metragem de ficção, "Uma rosa é uma rosa". Formado pela Universidade Federal Fluminense, "A COBRA FUMOU" é o primeiro longa-metragem de Vinícius, cuja filmografia também inclui: "A morta" (documentário / 1992); "Desperdício" (1993); "Gentileza" (documentário / 1994); "Testemunho: Nós do Morro" (documentário co-dirigido com Rosane Svartman / 1995).

A BSB CINEMA - A BSB Cinema é uma produtora sediada em Brasília, comandada pelos irmãos Erik de Castro e Christian de Castro. Graças ao bem-sucedido lançamento do seu primeiro longa-metragem "Senta a Pua!", de Erik de Castro, a BSB Cinema conquistou a posição de uma das maiores produtoras de cinema fora do eixo Rio-SP. Além do lançamento do filme "A COBRA FUMOU", a BSB está na pré-produção do novo filme de Erik, "DF", o primeiro filme de ficção do cineasta brasiliense, cujo roteiro - em parceria com o curitibano Érico Beduschi - foi selecionado para o V Laboratório de Roteiros Sundance / Riofilme 2001.

Fundador da BSB, Erik estudou cinema na Los Angeles City College, e dirigiu o média-metragem "Razão para crer", agraciado com o prêmio "Excelência Criativa" no 30º Festival de Filme e Vídeodos Estados Unidos/Chicago.

Em 1999, realizou o seu primeiro longa, o documentário "Senta a Pua!" vencedor dos seguintes prêmios: Melhor Filme de 2001 pelo site GloboNews.com (voto popular); Melhor Filme e Melhor Montagem no XII Festival de Cinema de Natal; Melhor Filme pelo Júri Popular e Júri Oficial, no I Festival de Cinema e Vídeo da Amazônia; Melhor documentário no 53º Festival de Cinema de Salerno /Itália; Troféu Brasília 40 anos, pela Assembléia Legislativa do DF; Menção por Excelência Criativa, no 33º Festival de Cinema e Vídeo dos Estados Unidos / Chicago.


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