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Corrente do Bem |
Em A Corrente do Bem, o professor Eugene não
espera que sua turma da 7ª série seja diferente da turma do ano passado. Kevin Spacey
explica o enredo do filme: "Eugene faz o mesmo discurso para sua turma todos os anos
desejando, mas não esperando, que um de seus alunos realmente o leve a sério. Um homem
cujas cicatrizes físicas denotam cicatrizes emocionais muito mais profundas. Simonet é
um professor apaixonado pelo que faz". O ator continua: "Ele transfere sua
esperança aos seus alunos porque não tem esperança para si mesmo.
Emocionalmente, ele
está totalmente fechado".
A diretora Mimi Leder, que foi muito elogiada internacionalmente pelos filmes épicos de
ação Impacto Profundo e O Pacificador, dá mais detalhes: "Há 12 anos que Eugene
passa sempre o mesmo trabalho no começo de todos os anos escolares. Os alunos têm que
pensar num jeito de mudar nosso mundo e pôr isso em ação. Ele espera, mas não imagina,
que isso possa acontecer um dia, que seus alunos realmente levem isso a sério". Mas
Trevor Mckinney resolve levar esse trabalho a sério. Mimi Leder observa: "Trevor
leva o trabalho a sério porque a sua vida está muito conturbada. Seu pai se foi e ele
tem que crescer de uma hora para outra. Ele precisa de alguma esperança em sua vida. E
ele a recebe de Eugene.
O pequeno Trevor, de 11 anos, vive num bairro de classe operária de Las Vegas com sua
mãe, Arlene. "A mãe de Trevor trabalha muito e tem alguns problemas que a limitam
dar atenção ao filho, por isso ele acaba cuidando de si mesmo, na maioria das
vezes", explica o jovem Haley Joel Osment, que dá seqüência à sua atuação muito
elogiada em O Sexto Sentido. O ator continua: "Ele a ama e quer que ela supere seus
problemas, mas Trevor sabe que ela não pode fazer isso sozinha. Se ela pudesse, já teria
feito".
Helen Hunt, que ganhou um Oscar de Melhor Atriz por seu trabalho em Melhor É Impossível,
faz a mãe de Trevor, Arlene. "Arlene quer ser uma boa mãe para Trevor. Seu amor por
ele é o que a ajuda a enfrentar as noites trabalhando como garçonete numa boate de strip
tease e, durante os dias, num cassino. Por ele, Arlene está tentando deixar para trás os
maus hábitos que a acompanharam durante toda a sua vida. Mas esses hábitos não estão
querendo largá-la tão facilmente", descreve a atriz.
Trevor encontra inspiração num lugar muito incomum sua aula de Estudos Sociais.
Haley Joel Osment conta: "Trevor nunca teve um professor como o Sr.
Simonet, que não
fica apenas de pé na frente da turma e diz, muito bem, turma, abram seus livros na
página 1; vamos responder as perguntas de revisão que estão no final. O Sr.
Simonet realmente fala com seu coração para a sua turma. Ele explica realmente o que
quer dizer Estudos Sociais é sobre você e o mundo". Eugene conta à turma de
Trevor que é possível uma pessoa mudar o mundo. Osment acrescenta: "Eugene tem um
jeito especial de jogar alguma coisa para Trevor. O professor tem uma chave
para destrancar o que Trevor tem dentro de si. Ele inspira Trevor na corrente do
bem. E isso é algo em que Trevor realmente pode acreditar, algo que ele acha que
tornará sua vida melhor".
Osment explica a idéia de Trevor da "corrente do bem": "Fazer por alguém
uma coisa que ela não pode fazer por si mesma. Você tem que fazer isso três vezes e as
pessoas que você ajudou também têm que fazer três vezes, e aí a coisa vai crescendo.
De três para nove, e para 27, e assim por diante".
A diretora Mimi Leder sente que Eugene também vê uma qualidade em Trevor que o ajuda a
olhar mais profundamente para dentro de si. Ela diz: "Eugene se vê em
Trevor. O
professor vê como ele era e o que poderia ter sido quando menino. Eugene é um homem
cujas defesas estão totalmente cerradas, mas esse garoto simplesmente as derruba. Trevor
não vê suas cicatrizes. Ele apenas o vê como pessoa".
O produtor Steve Reuther observa que um dos primeiros alvos de Trevor são sua mãe, seu
professor e, através deles, ele mesmo. Reuther revela: "Trevor está procurando um
pai e um lar estável. Uma das três coisas que ele faz para começar a corrente do
bem é tentar unir sua mãe e Eugene. Assim, ele tenta forçar um
relacionamento".
Porém, enquanto Arlene começa a ver a força do plano do seu filho, ela procura Eugene
para ajudá-la a compreender Trevor. "Ela fica perplexa com seu filho. Ele virou um
jovem introspectivo e pensativo e ela está sempre tão ocupada. Há um lado dele que ela
simplesmente não conhece, mas que quer conhecer, e ela quer que Eugene a ajude a
compreendê-lo", conta a atriz Helen Hunt. E Kevin Spacey observa: "Com o
desenvolver da história, Eugene começa a se permitir a ser mais aberto por causa de
Trevor, e também por causa de seus sentimentos pela mãe dele, Arlene. Ele começa a se
abrir e a se permitir ser amado".
O produtor Peter Abrams conta a origem do relacionamento entre os três
protagonistas: "Eugene e Arlene são duas pessoas cautelosas com relação uma a
outra, mas que acabam sendo unidas por esse garotinho. O trabalho de Estudos Sociais de
Trevor é o que inicialmente reúne os dois e eles começam tentando conversar sobre esse
garoto que nenhum deles compreende bem. O menino quer que eles tentem se entender. Ele
está esperando o efeito da corrente do bem ao tentar curar o Sr. Simonet e
sua mãe".
Mimi Leder e os atores trabalharam juntos para ancorar esses personagens despertados nas
duras realidades de suas vidas. A diretora define: "Este filme é uma história de
amor mais do que qualquer outra coisa. É uma história de amor forte porque você pode
ver a verdadeira dinâmica que une essas duas pessoas. Eles são todos
deslocados, de certa forma, pessoas que mal conseguem se manter firmes, mas
que acabam ficando juntas de uma forma que fortifica a todos".
Enquanto Trevor vai em frente com o seu plano, as conseqüências começam a ser sentidas
por outros pessoas que fazem parte de sua vida. Trevor dá a um jovem sem-teto
(interpretado por Jim Caviezel) um lugar para dormir e para tomar um banho. Isso emociona
uma mulher sem-teto mais velha, Grace, vivida na tela pela atriz Angie
Dickenson. Ele
acaba até atingindo um jovem repórter (papel desempenhado por Jay Mohr), que tenta
perseguir aquilo que ele acredita ser a história do século.
Sem que Trevor saiba, a concepção da "corrente do bem" foi iniciada em Las
Vegas e está se espalhando pelos Estados Unidos.
Haley Joel Osment ficou atraído pela oportunidade de trabalhar com Spacey e
Hunt, como
conta: "Adoro vê-los fazendo as cenas. Aprendi muito só de olhar para eles".
Como o relacionamento entre Eugene, Arlene e Trevor era a chave para fazer o filme
funcionar, a diretora Mimi Leder inspirou-se na relação de Osment com os dois astros
vencedores do Oscar. "Ele é realmente um ator incrível e muito honesto, com um
conhecimento e maturidade bem maior que sua idade. Ele deu dignidade e honestidade
tremendas ao personagem de Trevor. Ele pensa e sente cada palavra que fala", garante
a diretora.
O astro do rock e ator Jon Bon Jovi (que recentemente fez U-571 A Batalha do
Atlântico) adorou a oportunidade de se juntar ao elenco de A Corrente do Bem como
Ricky,
o pai não muito presente de Trevor. Ele afirma: "Eu ia lutar pelo papel só para
estar na companhia de Kevin, Helen e Haley, sem falar de Angie Dickinson e todo o resto.
Participar deste filme, com esse calibre de atores, foi uma experiência incrível para
mim". E seu colega Jay Mohr acrescenta: "O roteiro era ótimo. Fiz o teste para
o papel do garoto sem-teto que Trevor tira das ruas. No entanto, alguns dias depois, Mimi
ligou e perguntou se eu estava interessado em outro papel. Fiquei igualmente ansioso
porque o papel que me deram tinha mais falas. Mas, honestamente, não havia nenhum papel
ruim neste filme".
A lendária atriz de vários clássicos do cinema e da famosa série Police
Woman, Angie
Dickinson adorou a oportunidade de fazer a mendiga bêbada Grace. "Levei muito tempo
para finalmente fazer uma personagem nada glamourosa. Fiz vários testes para papéis que
eram um pouco angelicais, mas não os consegui. Shirley MacLaine, Faye Dunaway ou Jane
Fonda os ganhavam. Mas agora estou mais velha e posso fazer qualquer coisa. É
engraçado", diz a atriz.
Da mesma forma que Dickinson queria um papel rico, ela também se viu hesitante no
início, como confessa: "Fiquei apreensiva com o papel porque ele pedia que eu me
apresentasse de uma forma horrível. Contei ao meu amigo Gregory Peck sobre isso e ele
ficou envergonhado de eu achar que poderia não querer fazê-lo. Ele realmente me ajudou a
sentir que seria muito bom apenas parecer tão feia e verdadeira ao personagem o quanto
possível. Peck estava certo. Este papel é um grande pulo para eu poder fazer todos os
bons papéis dramáticos que minha imagem glamourosa impedia". Mimi Leder acrescenta:
"Eu a fiz ler o roteiro duas vezes. Sei que ela acha que é porque eu queria ver como
ela parecia, mas foi porque era um papel diferente de tudo que ela já havia feito. Ou de
qualquer coisa que eu já a vi fazer". E na opinião da diretora, Dickinson se
soltou. "Ela mergulhou profundamente. Ela é real e honesta, simplesmente
fantástica. Todo mundo neste set está apaixonado por Angie Dickinson", diz
Leder.
Quando chegou a hora de definir a locação do filme, a diretora
decidiu levar o filme para Las Vegas, como lembra: "Las Vegas foi perfeita em vários
sentidos. O roteiro pedia um deserto com todos esses personagens, principalmente a de
Helen Hunt, que está no limite. Las Vegas oferecia todos os contrastes que poderíamos
imaginar entre a dura realidade do mundo dos nossos personagens e o oásis de fantasia de
uma vida perfeita".
Leder tirou todas as vantagens das paisagens de Las Vegas, freqüentemente criando tomadas
que acentuavam os contrastes. Quando a equipe de desenho criou uma área de sem-teto nos
arredores da cidade, perto de Mandalay Bay Road, onde Trevor conhece Jerry, Leder fez
tomadas de forma que o Luxor, em forma de pirâmide, e a parte sul de Las Vegas Strip
subissem imponentes no fundo da área coberta de lixo. Da mesma forma, o modesto
apartamento de Eugene e a área da casa de Arlene também mostram a brilhante Las Vegas ao
fundo, tremulando como uma miragem no deserto.
A Centennial High School foi escolhida para se passar pela escola de Eugene e Trevor
devido à sua localização fora da cidade, cerca de 50 quilômetros a Noroeste de Las
Vegas, perto de Red Rock. Para Leder e o desenhista de produção Les Dilley, que
trabalhou com a diretora em O Pacificador e Impacto Profundo, o relativo afastamento da
locação era uma metáfora perfeita para os personagens isolados do filme e os complexos
relacionamentos emocionais. Les Dilley descreve a paisagem: "Um estéril jardim de
rochas perto do nada. Calçadas incompletas e estradas que levam a lugar nenhum.
Sentimos a sensação de estarmos dependurados, lutando para não cair".
A escola estava funcionando durante as duas semanas de filmagens. Mais de 125 alunos e uma
dezena de professores e funcionários da administração trabalharam como figurantes no
filme, com o elenco e a equipe cronometrando suas cenas nos corredores e estacionamento
entre os intervalos. Centenas de alunos ficavam observando Spacey, Hunt e Osment em cena
antes de saírem correndo para suas salas de aula.
Várias locações no centro de Las Vegas também foram utilizadas, incluindo o Royal
Motel, no Las Vegas Boulevard, o All American Sports Park, os Oasis
Apartments, a Stratosphere, no Strip, bem como o Golden Gate Hotel e Casino e o Union Plaza Hotel e
Casino. O elenco e a equipe também filmaram nas ruas ao longo do Glitter
Gulch, incluindo
o Fremont Experience. O show de luzes a laser à noite aparece ao fundo durante as
filmagens de uma cena no restaurante Center Stage, do Union Plaza Hotel, onde Eugene e
Arlene têm seu primeiro encontro.
Oliver Stapleton, o diretor de fotografia, conta: "É difícil encontrar um lugar à
altura de Las Vegas devido aos seus visuais muito interessantes. Ela supera tudo em termos
de cor, confusão e luz. Nós a contrastamos com uma tonalidade de cores cinza-azulado
para o apartamento de Eugene, que é claro, mas melancólico, e mostra que ele tem pouca
aspiração para iluminar sua vida ou para viver num ambiente que seja confortável. Aí
está um homem que foi afastado por tantas pessoas por sua aparência. Ele evita qualquer
coisa ofuscante numa tentativa de manter seu lugar comum".
E esse "lugar comum" de Eugene estava em total contraste com o momento em que se
encontrava o ator Kevin Spacey durante a produção. Na semana em que começou a
fotografia principal em Las Vegas, em fevereiro de 2000, Spacey e seu colega de 11 anos,
Haley Joel Osment, se viram sob o foco dos holofotes por terem sido indicados para o Oscar
por seus trabalhos anteriores. Spacey, que anteriormente ganhou um Oscar de Melhor Ator
Coadjuvante com Os Suspeitos, foi indicado a Melhor Ator por Beleza Americana, enquanto a
interpretação de Osment em O Sexto Sentido rendeu ao jovem artista uma indicação ao
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Spacey ganhou seu segundo Oscar e o filme também levou
o cobiçado prêmio de Melhor Filme.
Osment, que comemorou seu 12º aniversário no seu último dia de filmagens de A Corrente
do Bem, avalia: "O Oscar foi muito divertido, mas desde que começamos a filmar,
naquela mesma semana, eu fiquei mais concentrado neste filme. Isso foi bom porque tive
alguma coisa a mais para pensar".
No término das filmagens em Las
Vegas, a produção foi para Los
Angeles. Primeiro foram feitas as cenas na sala de aula de Eugene, no Centennial High
School, que tiveram que ser duplicadas no estúdio The Lot (que já foi Warner
Hollywood).
Enquanto várias cenas eram filmadas numa sala de aula na escola, outras pediam a
possibilidade de movimentar paredes e trazer equipamentos que seriam impossíveis em
locação.
Da mesma forma, Dilley também reproduziu o exterior da casa de
Arlene em estúdio, mudando a frente de uma casa na esquina da Rua Lailani com a Sunrise
Avenue, no subúrbio de Las Vegas. Para a casa da personagem, Dilley e sua equipe
simplesmente construíram uma fachada e a filmaram em Las Vegas. Em seguida, ela foi
desmanchada, pedaço a pedaço, levada para Los Angeles e reconstruída no The
Lot. Dessa
vez, entretanto, havia um interior completo, incluindo uma sala totalmente mobiliada, sala
de jantar, cozinha, banheiro e dois quartos.
Os realizadores também filmaram em várias outras locações, incluindo Griffith
Park, o
Campo de Golf Wilson-Harding, o Parque Lunark, em Sylmar, o Centro Médico Glendale
Adventists, a antiga prisão Lincoln Heights e a boate Stock Exchange. A abertura do
filme, que inclui uma situação de seqüestro durante uma noite escura e chuvosa, foi
rodada em Fremmont Place, no Parque Hancock. Essa seqüência mobilizou durante várias
noites o elenco e a equipe, que também incluiu uma cena de ação que pedia um acidente
entre dois carros debaixo de um aguaceiro forte, criado por máquinas de chuva artificial.
Os realizadores também filmaram em áreas industriais no centro de Los Angeles, bem como
ao longo da estrada de ferro MTA, onde um espetacular mural foi pintado e ainda é mantido
por um grupo organizado de artistas. A cena noturna, onde a repórter Chris Chandler
encontra Grace, é iluminada por uma lareira e enquadrada por um vagão abandonado. Da
mesma forma, uma cena importante envolvendo Arlene e Grace foi rodada num acampamento de
sem-teto, onde a única luz vinha das fogueiras do acampamento. Em ambos os momentos, Mimi
Leder usou a fogueira não apenas para sublinhar a intimidade das cenas, como também para
iluminar o impacto dos encontros.
Leder, primeira diretora de fotografia aceita para estudar no programa de cinema do
American Film Institute, é conhecida como uma das primeiras e mais técnicas diretoras de
Hollywood. Da mesma forma que fez em seus filmes de ação O Pacificador e Impacto
Profundo, Leder empregou uma ampla variedade de lentes, suportes, equipamentos de câmera
e movimentos de câmera para contar a história. Apesar de A Corrente do Bem estar numa
escala mais intimista, ela se aproveitou de seu conhecimento de câmera e do know-how em
iluminação para criar cenas interessantes e envolventes. Por exemplo, Chandler persegue
o advogado Thorsen (interpretado por Gary Werntz, marido de Leder na vida real)
homem que entrou na "corrente do bem" por sua causa numa enorme escadaria
antes de explicar-lhe o conceito da "corrente". A cena foi rodada no histórico
e famoso Ray Bradbury Building. Para esta cena, Leder precisou de uma tomada na qual a
câmera os persegue verticalmente e horizontalmente pela longa escadaria. Isso foi feito
suspendendo a câmera numa plataforma, que desce junto com os personagens desde o início
da tomada até o fim da escada.
A produtora executiva Mary McLaglen elogia: "Mimi é uma cineasta completa. Ela é
perita em tomadas e não apenas conhece câmera e iluminação, mas também é maravilhosa
com o roteirista e os atores. Ela é aberta para idéias, está sempre calma e é
generosa. É simplesmente incrível trabalhar com ela".
O produtor Peter Abrams, cuja companhia, a Tapestry Films, "comprou" o
manuscrito não publicado de Catherine Ryan Hyde (que deu origem ao roteiro) poucos dias
depois de o ter lido, concorda que Leder é uma cineasta talentosa, sempre à procura do
próximo desafio. Abrams atesta: "Não dá para falar todas as maravilhas que Mimi
é. Ela está sempre tentando melhorar, se testando, como fazem os grandes
diretores. Ela
é uma grande líder, que também está aberta para sugestões, o que torna todo o
processo mais criativo, emocionante e interessante".
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