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À Espera de Um Milagre |
SOBRE A HISTÓRIA...
O premiado diretor FRANK DARABONT volta à cadeira de direção pela primeira vez
depois de cinco anos para trazer À Espera de Um Milagre, sua segunda adaptação de uma
obra de King para o cinema. No elenco estão ainda DAVID MORSE como Brutus
"Brutal" Howell, assistente de Edgecomb na prisão; BONNIE HUNT como Jan, a
devotada mulher de Edgecomb; o ator indicado ao Oscar James Cromwell como o simpático
supervisor da prisão, Hal Moores; o ator premiado com um Emmy e com um Tony MICHAEL JETER
como Eduard "Del" Delacroix, o preso cujo ratinho de estimação distrai os
guardas e os detentos; o ator indicado ao Oscar GRAHAM GREENE como Arlen Bitterbuck, o
criminoso e arrependido índio; DOUG HUTCHISON como Percy Wetmore, o sádico subordinado
de Edgecomb; SAM ROCKEWELL como William Wharton, cuja diversão em matar deu-lhe o apelido
de "Wild Bill"; e BARRY PEPPER como Dean Stanton, outro guarda que trabalha no
Corredor da Morte e cuja vida é afetada por seu relacionamento como detento misterioso. O
elenco conta ainda com JEFFREY DeMUNN com o guarda do Corredor da Morte Harry Terwilliger,
PATRICIA CLARKSON como Melinda, a mulher do supervisor que sofre de uma doença terminal,
e HARRY DEAN STANTON como Toot Toot, um velho e ainda vigoroso elemento da prisão. O ator
indicado ao Oscar GARY SINISE junta-se à produção para uma breve aparição como Burt
Hammersmith, o defensor público de Coffey. WILLIAM SADLER (de Um Sonho de Liberdade)
colabora novamente com Darabont no papel de Klaus Detterick. E o veterano DABBS GREER é
Paul Edgecomb mais velho, enquanto que a personagem de Elaine é retratada pela veterana
EVE BRENT.
À Espera de Um Milagre é todo contado em flashbacks por Paul Edgecomb à sua amiga
Elaine Connelly. Edgecomb agora vive num asilo para idosos, seis décadas depois de ter
trabalhado como o guarda chefe do Corredor da Morte na Penitenciária de Cold Mountain.
Lá, a tarefa de Edgecomb durante a era da Depressão do Sul era cuidar de quatro
assassinos que aguardavam sua caminhada final pelo Green Mile, uma comprida passadeira
verde que leva os presos de suas celas até a cadeira elétrica.
Durante anos, Edgecomb anda por essa passadeira acompanhando uma grande variedade de
presos. Mas nunca antes ele conhecera alguém como John Coffey, um negro enorme condenado
por ter matado brutalmente duas gêmeas de nove anos. Coffey certamente tem tamanho e
força para matar qualquer um. Sua conduta, porém, opõe-se à sua aparência. Além de
sua natureza simples e ingênua e um medo mortal do escuro, o preso parece possuir um dom
sobrenatural. Edgecomb começa a questionar se Coffey foi realmente o culpado do
assassinato das duas meninas.
Com o desenrolar da história, Paul Edgecomb aprende que, às vezes, os milagres acontecem
nos lugares menos esperados.
SOBRE O ELENCO E OS PERSONAGENS
Darabont e Tom Hanks encontraram-se em 1994 no almoço dos indicados ao Oscar. O
ator estava lá devido a sua indicação com Forrest Gump - O Contador de Histórias e o
diretor representando o indicado rival, Um Sonho de Liberdade.
"Não acreditei quando vi o filme de Frank pela primeira vez. Ele teve a capacidade
de me transportar com sua sensibilidade. E para ser o primeiro filme de alguém, era uma
realização milagrosa", garante Hanks.
E ele acrescenta: "Com Stephen King, achamos que vamos ver um tipo bem particular de
história de terror, e não é bem o que acontece nesse filme. É mais como um mistério
do que qualquer outra coisa, muito parecido com os melhores aspectos de Um Sonho de
Liberdade".
Para King, encontrar Tom Hanks, que interpreta o narrador de sua história, pode ter sido
como ouvir sua própria voz dentro de sua cabeça. Parece que o autor tinha Hanks em mente
quando escreveu sua saga de prisão. Diz o escritor: "Paul Edgecomb é um narrador de
Stephen King, se é que já existiu um. Tom se encaixa perfeitamente. No instante em que
Frank mencionou seu nome para mim, pensei: 'Não pode ser, é bom demais para ser
verdade'".
E Darabont acrescenta: "Às vezes, quando se está escrevendo, um certo ator vem à
mente para um determinado papel. Minhas escolhas partem daí. Mas é sorte se conseguir
pelo menos um ator que imaginou".
Com relação ao seu personagem, Tom Hanks conta: "O trabalho de Paul é manter as
coisas calmas no Corredor da Morte até chegar o momento em que ele pega um ser humano e,
da maneira mais oficial possível, o acompanha desta para 'melhor'. Mas Paul não pode
negar o fato de que John Coffey não é um prisioneiro padrão do Corredor da Morte. E
isso abala a confiança que tem em sua própria capacidade de continuar com seu
trabalho".
David Morse, que estrelou anteriormente a adaptação da novela de King para a televisão
The Langoliers, não ouvira falar sobre o roteiro de Darabont antes de ser convidado para
fazer o "Brutal" Howell, assistente de Edgecomb no Corredor. "Soube que era
um roteiro de Stephen King e, nesse caso, nunca sabemos o que esperar. Eu estava chorando
quando terminei de ler".
O ator Michael Clarke Duncan fala de seu primeiro papel principal no cinema: "John
Coffey é um dos maiores homens que alguém já viu. Ele tem 2,13 metros de altura e pesa
150 quilos - aparentemente um assassino de sangue frio com duas meninas mortas em seus
braços. Mas John Coffey também é um indivíduo muito especial que compreende Paul, que
vê o carinho que há em Paul e na maioria dos outros guardas. E isso é uma situação
bastante irônica".
Para Duncan, fazer o papel central foi a realização de um sonho. "Costumo fazer o
cara durão, do tipo guarda-costas. Nunca peguei um papel como este. Comecei a ler o
romance e não consegui largá-lo. Fiquei muito emocionado enquanto lia. Quando terminei,
disse: 'Esse sou eu. Não ligo para o que tenho que fazer, mas tenho que fazer esse
papel'", recorda o ator.
Em contraste com um elenco coadjuvante conhecido, Darabont
escolheu um desconhecido para contracenar com Tom Hanks. "Este será o filme que
tornará Michael Clarke Duncan conhecido do público. Sempre achei que devíamos mostrar
um rosto novo para esse personagem e foi delicioso encontrá-lo", diz o diretor.
E Duncan declara: "Foi maravilhoso, simplesmente maravilhoso. Em Armageddon trabalhei
todos os dias com Bruce Willis, Billy Bob Thornton, Ben Affleck e Steve Buscemi. Neste
filme, trabalhei com Tom Hanks, David Morse e todos aquele pessoal. Estava cercado de
talento e aprendi com eles. Eles não sabiam o que esperar de mim quando cheguei. Eu era o
novato".
Para o importante papel do Supervisor Moores, o diretor Darabont queria o ator indicado ao
Oscar James Cromwell, e desde o início. O ator atesta: "É muito raro você ler um
roteiro e chorar. Li e fiquei profundamente comovido, e toda vez que lia de novo me
emocionava novamente. Quando ouvi Frank dizer que me queria para o papel, foi algo
mágico".
Cromwell continua: "A condição de Moores é realmente interessante. Ele está
cercado pela morte, é tocado por ela, e isso se torna apenas um processo. Meu personagem
é dessensibilizado para ela, mas não é insensível a ela. Assim, quando a morte
visita-o de repente (através da doença de sua mulher), a história torna-se emocionante
e implacável. E isso emocionou-me muito".
Michael Jeter, que faz o papel de Eduard "Del" Delacroix, observa: "Del é
um homem que foi condenado a morrer eletrocutado. Como King diz, o homem que cometeu
aquele crime já se foi. Ele agora é apenas um homem solitário que criou uma ligação
profunda, provavelmente a primeira ligação real de sua vida, com seu ratinho".
Para preparar-se para o seu papel em À Espera de Um Milagre, Jeter teve que imitar o que
uma pessoa enfrentando uma morte insípida faria. Ele buscou inspiração em um dos
maiores atores deste século.
O ator pergunta: "Como você desiste de sua ligação com a vida? Principalmente num
ambiente que não é muito agradável, quando você sabe que o final será muito doloroso.
A melhor frase que já ouvi em toda a minha vida de um ator, quando perguntei como ele se
prepara para um papel, foi a de Sir Ralph Richardson. Ele disse: 'Planto meus pés
firmemente no chão e sonho'".
A história de King também incluía um índio. Arlen Bitterbuck é o primeiro dos quatro
detentos a "caminhar pelo Corredor".
Graham Greene conta: "Apesar de haver pouca menção sobre Arlen no livro, ele
representa a morte iminente". Já o guarda Percy Wetmore, um dos dois personagens
maus da história de King, foi personificado pelo ator Doug Hutchison, mais conhecido por
dois papéis distintos - como Pete Willard, na adaptação para o cinema de Tempo de
Matar, de John Grisham, e Eugene Tooms, o vilão de vários episódios da série de TV
Arquivo X.
Hutchison fala de seu papel, que o autor descreveu no livro como "o tipo de cara que
gostaria de ir ao zoológico, não para observar os animais em suas jaulas, mas para jogar
pedras neles": "Percy é o guarda que todos adorarão odiar. Agora ele anda pelo
Corredor observando um tipo diferente de animal enjaulado. Como o meu tio é o governador,
tenho uma influência política, e posso fazer tudo o que quiser".
Na pele do assassino sociopata Wild Bill está o ator premiado Sam Rockwell. Como muitos
de seus colegas do elenco, ele não estava familiarizado com o material original de King.
"Com King, tudo é mitológico, muito profundo. E sou meio como Huck Finn e o diabo
misturados, como Peter Pan e Satã. Há realmente um elemento brincalhão no Billy, mas
ele é mau e sádico. Ele simplesmente odeia as pessoas. Só quer matar todo mundo. Todos
o chamam de 'Wild Bill' e ele não gosta muito disso. Ele quer ser chamado de 'Billy the
Kid'", revela o ator.
"Há também mulheres neste filme", observa o diretor Darabont, apontando para
Bonnie Hunt, que faz a devotada esposa de Hanks, e Patricia Clarkson, como a mulher do
supervisor que está à beira da morte.
Atriz e comediante, Bonnie Hunt atesta: "É uma história maravilhosa com personagens
maravilhosos. É um trabalho de época maravilhoso. E King consegue deixar-nos apavorados.
Para se conseguir apavorar as pessoas, é preciso ser capaz de tocá-las com algo que
tenha realmente um forte apelo emocional".
Para Patricia Clarkson, o filme marcou um reencontro com o produtor David Valdes, que
escalou-a em seu segundo trabalho no cinema, A Piscina Mortal. A atriz fala sobre o papel
de Melinda Moores: "É um papel meio esquisito porque não chegamos a conhecê-la
bem. Ela é uma personagem emocionante e, em certo ponto, importante. Mas é uma
personagem linda, e Frank conseguiu capturar isso em apenas duas cenas, o que é muito
raro".
O ator Barry Pepper, por sua vez, conta: "Fiquei muito honrado por terem me convidado
para esse trabalho. E adorei a oportunidade de trabalhar com Tom Hanks novamente (depois
de O Resgate do Soldado Ryan)". O diretor Darabont comenta: "Quando pensei em
escalar Barry, pedi a opinião de Steven Spielberg e ele disse 'sim'. Também perguntei a
Tom, que também disse 'sim'. Quem era eu para argumentar?". E Pepper acrescenta:
"Dean não é um participante ansioso no Corredor. Provavelmente, ele é o mais
sensível dos personagens. Acho que meu papel acrescenta muita sensibilidade à
história".
Darabont concorda: "Barry tem uma doçura nata e fez um Dean perfeito, provavelmente
o mais sensível dos guardas", diz o diretor.
O ator veterano Jeffrey DeMunn havia terminado uma mini-série de King chamada Storm of
the Century antes de reencontrar-se com o diretor Darabont para seu quarto projeto juntos
(ele fez o advogado que ajuda o banqueiro de Tim Robbins no começo de Um Sonho de
Liberdade). Aqui, ele continua sua associação com Darabont interpretando Harry
Terwilliger, um dos quatro guardas do corredor da morte que criam um relacionamento
incomum com o preso Coffey.
DeMunn relata: "Este projeto e Um Sonho de Liberdade parecem exceções no trabalho
de King. Acho que Stephen tem um carinho especial por eles. Pode ser estranho dizer isso
sobre King, com todos os demônios e cães ferozes e todo o resto. Porém, com relação
à sua visão sobre a humanidade e com a luta que todos nós enfrentamos para
sobrevivermos, existe uma certa doçura nestas obras".
SOBRE A PRODUÇÃO
O diretor Frank Darabont sentiu-se atraído por À Espera de Um Milagre depois de
ler apenas a primeira das seis partes do romance de Stephen King. O autor compôs a
história de uma maneira que nunca havia trabalhado antes, lançando-a em formato de
capítulos durante um período de seis meses, entre abril e setembro de 1996.
O formato deixou os leitores curiosos, e os seis capítulos encabeçaram as listas de
best-seller durante aquele ano. Quando o sexto e último capítulo (com o sub-título
Coffey on the Mile) chegou às livrarias, em 9 de setembro, King obteve um raro triunfo -
todas as seis partes de The Green Mile apareceram simultaneamente na lista nacional de
best-sellers da prestigiada Publisher's Weekly.
Ao analisar o sucesso do romance, King admite que foi uma história muito difícil para
ele escrever. Dois anos antes de ele realmente começar a escrever o romance, em 1995, ele
havia rascunhado uma história envolvendo a cadeira elétrica e um preso negro chamado
Luke Coffey, um mágico cujo poderes secretos poderiam ser usados para fazê-lo
desaparecer antes de caminhar pelo Corredor da Morte.
King alterou a idéia de um personagem mágico e a história tornou-se À Espera de Um
Milagre. "Eu só esperava que não ficasse sem inspiração antes de terminar a
história. De várias formas, lidar com John Coffey foi algo bem difícil. Ali estava um
homem no corredor da morte que podia ser inocente e que era capaz de ajudar seus
companheiros de prisão. E essa era a idéia básica da história", conta o escritor.
Quando King começou a escrever, preferiu lançar seu novo romance em forma de capítulos.
Inspirado por uma grande figura literária, Charles Dickens, que publicou boa parte de seu
trabalho dessa maneira, King relata: "Sempre adorei histórias contadas em
episódios. Vi pela primeira vez esse formato no Saturday Evening Post. Quando The Green
Mile foi publicado, ninguém havia tentado fazer um romance em capítulos nos Estados
Unidos desde a década de 20. Quando o primeiro episódio, The Two Dead Girls, ia começar
a ser vendido, pensei: 'Cometi o maior erro da minha vida'. Ninguém tinha a menor idéia
que ele chegaria ao nível que chegou, muito menos eu". Mas ao publicar seu trabalho
em episódios, King levou vantagem sobre seu público, como explica: "Numa história
publicada em partes, você não pode folhear lá na frente e ver o que acontece. Esse é
um apelo que somente o escritor de histórias de suspense pode apreciar por
completo".
Antes da publicação dos livros, em 1996, Darabont já sabia que King havia se dedicado a
esse novo trabalho. O diretor lembra: "Nós conversamos por telefone e Stephen
mencionou que tinha uma idéia para uma nova história, e fez uma descrição de 30
segundos. Pareceu-me fantástica. Disse-lhe para escrever e dar-me o primeiro rascunho, e
foi o que ele fez. Eu ouvi a gênese dessa história do próprio Steve antes de ele se
sentar e começar a escrever. Mas tive que esperar e ler cada um dos seis livros
mensalmente, como todo mundo". E Darabont continua: "Li a primeira parte, entrei
num avião e fui para o Colorado, onde King estava fazendo a mini-série O Iluminado. Fui
dirigindo pela montanha como Jack Torrance em O Iluminado para encontrar Stephen e
dizer-lhe: 'Sim, quero muito fazer essa história'".
É claro que Darabont é um velho admirador da obra do escritor. "Sou um grande fã
de todo o trabalho de King, desde O Iluminado, quando eu estava na escola. A partir de
então, li tudo o que ele fez. Stephen tem um certo jeito de contar uma história que
consegue me afetar profundamente. Como Um Grito de Liberdade, este filme é mais real,
está um pouco menos nos domínios do fantástico e um pouco mais nos do coração
humano", descreve o diretor.
"Conheci Frank quando ele ainda fazia filmes universitários. Ele queria fazer um
filme de uma história minha chamada The Woman in the Room e eu lhe dei permissão. E
Frank fez um filme glorioso. Depois, veio até mim para adaptar Rita Hayworth & The
Shawshank Redemption. Ele fez o roteiro sem saber ao certo o que obteria, enviou-me e eu
li. Foi um trabalho incrível", diz Stephen King. Cinco anos depois dessa estréia
triunfante no cinema, Darabont escolheu para seu próximo projeto na tela outra história
de King passada por de trás das grades. "O fato de ser outro filme de prisão, de
Stephen King, foi uma grande sorte. Eu descobri que simplesmente adorava isso. Sim, outro
filme de prisão de Stephen King, o nicho mais obscuro da história do cinema",
define o diretor. E King acrescenta: "Frank brinca e diz que a sua 'especialidade' é
a mais 'específica' do mundo - ele só faz filmes de prisão de Stephen King, que
acontecem no passado".
Darabond conta: "Quando Stephen falou do relacionamento entre John Coffey e o chefe
dos guardas do Corredor da Morte, meu interesse ficou atiçado. Como em Um Grito de
Liberdade, é uma história com uma mensagem positiva, sendo que esta tem um tom bem mais
complexo. Há também uma certa melancolia maravilhosa permeando toda a história. Busco
coisas que nos dêem esperança, e é exatamente isso o que acho atraente nessas
histórias. Quero algo em que meu coração possa acreditar".
Para King, Um Grito de Liberdade foi uma história mais brilhante do que esta, como ele
explica: "Este trabalho tem mais semelhanças com umas histórias esquisitas que
escrevi. Em À Espera de Um Milagre, contudo, há a sensação de que o espírito humano
está vivo, mesmo sob as circunstâncias mais difíceis. Às vezes, quanto mais difícil a
vida se torna, mais o espírito humano tem uma chance de brilhar".
E foi de volta ao contexto de prisão que Darabont entrou ao retornar à cadeira do
diretor depois de cinco anos.
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