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notasprod_1.gif (2071 bytes) Uma Lição de Amor

"Uma Lição de Amor" é um filme sensível e comovente sobre o amor, as relações entre pais e filhos e os laços familiares. "Sou fascinado pelo que faz surgir uma família, pela forma como as pessoas formam uma família não convencional. Acredito que todos os pais se sentem confusos em algum momento. É algo comum a todos aqueles que são pais, não importando se têm ou não alguma deficiência. Pais com algum tipo de deficiência constituem uma ótima metáfora para o fato de que todos nós lutamos para sobreviver num mundo repleto de desafios e de que precisamos de uma espécie de sistema de apoio", declara a diretora e roteirista Jessie Nelson.

Criar uma criança nunca é uma tarefa fácil mas, como todo mundo, Sam Dawson se adaptou. Ele e sua filha Lucy conseguiram vencer as dificuldades, embora nem sempre da maneira convencional, e sempre com a ajuda de um grupo de amigos próximos de Sam. A vida de Lucy nunca foi o que se poderia chamar de "normal", contudo, sempre foi preenchida com alegria e muito amor.

"Lucy e seu pai têm vários programas para a semana, como vídeo às quintas-feiras e karaokê às sextas. Eles se divertem bastante juntos", comenta Dakota Fanning, a menina de sete anos que interpreta Lucy Diamond.

Quando Lucy completa sete anos, porém, o serviço social interfere. Sam tem problemas mentais e caberá à Justiça avaliar sua capacidade de criar Lucy. "Até então Sam funcionou bem como pai, mas ao entrar para a escola, ela é obrigada a lidar com o preconceito das pessoas em relação a ele, bem como com o desafio cada vez maior que se torna sua própria relação com o pai", esclarece uma das roteiristas, Kristine Johnson.

Lucy passa a agir em desacordo com seu real amadurecimento emocional e intelectual, a fim de não ultrapassar seu pai. "Ela faz isso porque ama o pai. E não quer ficar mais velha. Ela quer continuar como ele é", explica Dakota Fanning.

Depois que Lucy é retirada de casa pelas autoridades e levada para viver com uma mãe adotiva, Sam traça um plano. "Eu e meu amigos procuramos nas Páginas Amarelas. Partimos do pressuposto de que, se um escritório de advocacia tem três ou quatro nomes em sua denominação, é porque deve ser bom. A escolha de um escritório que atuasse nesse tipo de causa exigiu alguma deliberação entre os membros do grupo. Escolhemos o escritório de Rita Harrison e eu, então, vou até ela e lhe pergunto se quer assumir a causa", conta Sean Penn.

A atriz indicada ao Oscar Michelle Pfeiffer interpreta o papel de Rita Harrison, uma determinada advogada que, de início, hesita em assumir o caso. É Sean Penn que comenta: "Sam vê Rita como uma heroína que pode recuperar sua filha. É uma grande advogada e fala rápido. Para ele isso parece importante".

Rita acaba por aceitar o desafio para provar aos seus colegas de trabalho que trabalhará num caso de justiça gratuita. Michelle Pfeiffer explica: "Rita começa pelos motivos errados, mas acho que uma vez que se entra em contato com os bondosos corações dessas pessoas e com suas vidas, é impossível não se comover e não se envolver. E é isso que acontece com ela".

Ao longo do trabalho com Sam, Rita investiga seu papel como pai de Lucy e conclui que mesmo alguém como ela, tida como normal pelos padrões sociais, pode se assustar com os desafios impostos pela paternidade. "Ela ficou presa nas próprias armadilhas. Possui tantas máquinas, tantas anotações e uma incontrolável obsessão em ser perfeita. Ela se fechou para o seu coração, é uma dessas pessoas que não pára nunca, pois, se o fizer, vai acabar sentindo alguma coisa", descreve Michelle Pfeiffer.

"Rita precisa ser dura e centrada, mas no fundo é frágil e vulnerável. O filme é sobre sua trajetória e o profundo e duradouro impacto que o contato com Sam tem em sua vida", afirma o produtor Richard Solomon.

Sam é ajudado por sua vizinha Annie, uma pianista agorafóbica, interpretada pela atriz vencedora do Oscar Dianne Wiest, que o auxiliou durante a infância de Lucy. "Todos têm suas próprias armadilhas e prisões. Annie representa isso, pois vive em sua própria prisão de ansiedade e pavor, que acaba por ser pior que a prisão de Sam", declara o produtor Marshall Herskovitz.

O dedicado grupo de amigos de Sam é composto por Ifty, Robert, Brad e Joe, que o apóiam em seus momentos de dificuldade. Eles não apenas cumprem a programação que Sam tem com a filha, como as noites de vídeo e karaokê, como também lhe dão apoio emocional e até mesmo financeiro, à medida que ele cria Lucy.

Doug Hutchison atua no papel do melhor amigo de Sam, Ifty, um homem com uma séria desordem de atenção. "Sua personalidade é uma mistura de mania com uma certa tranqüilidade no meio do caos", diz Hutchison.

Stanley DeSantis faz o papel de Robert, o indivíduo superprotetor e paranóico do grupo de amigos de Sam. "Acho que Robert se considera o pai dos integrantes do grupo. É do tipo que grita, 'Não corra com uma tesoura', 'Não cruze os olhos senão eles não voltarão mais ao normal'. Robert acha que é seu dever repassar todos as recomendações com que somos criados para seus amigos. Preocupa-se com tudo de forma exagerada, mas o fundamental é que realmente se importa com Sam", comenta o ator.

O elenco ainda inclui dois atores com deficiências - Joseph Rosemberg e Brad Allan Silverman (no qual foi inspirado um especial de TV do canal ABC, "The Kid who wouldn`t Quit"), que interpreta um dos amigos de Sam. "Gosto da história e acho que Sam é um grande pai. Tem um coração amoroso que lhe permite comunicar-se com sua filha Lucy. Sei que Sam tem problemas mentais, mas não o vejo dessa forma. Vejo-o como um ser humano normal", declara Silverman.

De outro lado tem-se Turner, o astuto promotor que está do lado oposto de Rita no tribunal. "Esta é uma bela história que toca fundo no coração. Embora a maioria das pessoas tenda a ver Turner como vilão, ele está apenas fazendo seu trabalho e tomando decisões baseando-se em anos de experiência", afirma Richard Schiff (da série de TV "The West Wing"), que atua como Turner.

Laura Dern encarna Randy, a conflituada mãe adotiva de Lucy, que estabelece um forte vínculo com ela. "Randy representa uma excelente opção para a criança, mas Lucy tem uma ligação tão forte com Sam que parte o coração imaginá-la com qualquer outra pessoa", diz Dern. E a atriz prossegue: "Para ela é uma situação bastante complexa; ela precisa descobrir o que é melhor para a menina. A questão consiste em se saber o que é ser um bom pai, quem pode julgar de onde vem o amor e o que é melhor para uma criança. Não há de fato respostas definitivas".

Também no elenco está Loretta Devine, como Margaret, a assistente social que retira Lucy de sua casa. "Margaret está sobrecarregada de trabalho e sob pressão. Ela provavelmente já presenciou casos de maus tratos e, agora, sempre recomenda o que espera ser a melhor alternativa para a criança. É claro que, uma vez tomada a decisão, não a questiona. Ela não quer conhecer Sam mais de perto, porém acredita estar fazendo a coisa certa", comenta Loretta Devine.

À medida que se aproxima o momento da verdade, Sam e Rita criam um vínculo incomum. Michelle Pfeiffer explica: "É preciso observar que enquanto Rita parece ser a pessoa mais sã no filme, ela é, na verdade, a mais insana e está prestes a desmoronar. Sam tem esse senso de sinceridade e verdade que mexe com ela. Outras pessoas ficam intimidadas e têm medo dela, mas não Sam. Ela fechou seu coração, porém Sam a pega de surpresa e encontra uma brecha".

"A meu ver, a deficiência de Sam em nenhum momento diminui sua individualidade ou sua humanidade", afirma Sean Penn.

Não teria sido possível filmar "Uma Lição de Amor" não fosse a filial de Los Angeles da L.A. Goal, uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1969, que atende adultos com dificuldades de desenvolvimento. A diretora e roteirista Jessie Nelson e a roteirista Kristine Johnson fizeram inúmeras visitas à instituição durante a preparação do roteiro, concentrando-se nos portadores de deficiências mentais que tinham filhos. Jessie Nelson recorda-se de que: "Eles não julgavam ninguém", e a roteirista Kristine Johson acrescenta: "Sei que muitas das pessoas que conhecemos já sofreram muito, mas se abriram conosco e eram seres humanos extremamente íntegros".

O projeto foi produzido pela Bedford Falls Company, que já produziu filmes ganhadores do Oscar, tais como "Shakespeare Apaixonado" e "Traffic". Foi seu presidente, Richard Solomon, que apresentou o projeto aos seus co-fundadores Edward Zwick e Marshall Herskovitz. "Trata-se de uma história sobre a formação de uma família bastante incomum, tema que sempre nos interessa", observa Zwick. E Herskovitz acrescenta: "O roteiro era incrivelmente verossímil e enfrentava a realidade de um homem como Sam e o que significa para ele tentar criar um filho. Não fugia das questões difíceis".

A trajetória até que se encontrasse o ator ideal para retratar Sam começou e se encerrou em Milão, na Itália, onde Jessie Nelson passava férias com sua família na mesma época em que Sean Penn, que lera o roteiro, trabalhava em outro filme. "Sam ainda não tinha se comprometido formalmente, estávamos nos rondando e, enquanto me contava uma idéia que tivera sobre uma determinada cena do filme, começou a andar como Sam. Pensei, 'Meu Deus, isto é bom demais para ser verdade'. Naquele momento pude visualizar todo o filme muito claramente", lembra Nelson.

"O roteiro me emocionou, me comoveu enquanto pai", declara Penn. Uma vez que Penn aceitou retratar Sam, Jessie Nelson sentiu que estava diante de um ator que seria capaz de dar vida a esse personagem peculiar de maneira absolutamente original e autêntica. "Sabia o quão fundo Sean pode ir e como pesquisa meticulosamente a verdade dos personagens que interpreta", elogia a diretora. E continua: "Na minha opinião, é o ator mais brilhante de sua geração. A partir do momento que passou a fazer parte do elenco, ele elevou o projeto como um todo".

O envolvimento de Penn com o projeto o levou, juntamente com os realizadores, de volta à L.A. Goal. "Ao chegar lá, Sean entrou e desapareceu, imergindo naquela experiência. Deixou seu ego para trás. Estava lá para descobrir e aprender", recorda-se a roteirista Kristine Johnson.

"Queria ir até lá observar e conviver com pessoas que enfrentam as mesmas dificuldades que Sam encontra na história", diz Penn. E o ator prossegue: "Tenho um parente com síndrome de Down, mas nunca tinha passado algum tempo com um homem da minha idade com retardamento mental. Era cada mais mais reconfortante visitar a L.A. Goal, pois fomos nos dando conta de que não existem grandes diferenças entre nós no que diz respeito às coisas que realmente importam na vida".

Segundo Joe Rosenberg, integrante do elenco e membro da instituição há bastante tempo: "Sean veio para a L.A. Goal e acho que se encaixou perfeitamente. Ele fez com que nos sentíssemos à vontade e todos gostaram dele, porque é uma boa pessoa, o que me deixou feliz em ser seu amigo no filme".

Rita Harrison, a poderosa e tensa advogada que se torna parceira de Sam em sua luta para reaver a filha, era o próximo personagem crucial a ser escalado.

Jessie Nelson já havia trabalhado com Michelle Pfeiffer, pois foi co-roteirista de "The Story of Us", e tinha a aclamada atriz em mente desde o início. "Adoro escolher uma pessoa em relação a quem o público cria certas expectativas e depois lançá-la numa direção completamente diversa", diz a diretora. E continua: "Mas não sabia se ela se lançaria comigo. É uma atriz dramática extraordinária, de muita profundidade e sensibilidade, e que também tem ótimo timing para comédia. É uma combinação bem rara".

Assim como Penn, com quem fez aulas de interpretação vinte anos atrás, Pfeiffer se emocionou com a história. "Histórias sobre a família e sobre o que caracteriza um pai realmente me tocam. Porém, fiquei um pouco nervosa por causa da personagem. Rita é tão auto-centrada e ocupada que ela leva dez minutos para se dar conta de que Sam tem algum tipo de problema mental", comenta a atriz.

Michelle é o máximo: bonita, vulnerável e sempre corajosa em suas atuações. É certamente uma escolha fácil e óbvia para um papel desse tipo, e uma atriz maravilhosa para contracenar com Sean", elogia o produtor Marshall Herskovitz.

Em seguida, os realizadores tiveram de encarar o desafio de escalar uma jovem atriz que tivesse a maturidade emocional e intelectual além de sua idade, porém que mantivesse a inocência e a vulnerabilidade de uma criança. Encontraram Lucy Diamond numa menina ainda desconhecida, Dakota Fanning.

"Dakota possui a força e a sabedoria que se percebe em seus olhos. Ocorre que ela tem um parente com características semelhantes às de Sam e acredito que o fato de ter crescido convivendo com ele permitiu que trouxesse empatia e dimensão à personagem", observa a diretora Jessie Nelson.

Nelson acrescenta que Dakota também a surpreendeu como atriz: "Ela volta e meia vinha até a mim e dizia 'eu poderia ter ido mais longe; acho que eu poderia lhe dar mais'. Ter noção da dimensão de seu talento aos sete anos de idade é simplesmente espantoso, e nós tivemos sorte de tê-la no filme".

Os realizadores escalaram Dianne Wiest para interpretar Annie, a acolhedora e solícita vizinha de Sam. "Dianne é uma atriz extremamente talentosa e foi nossa primeira escolha para o papel. Nós realmente fomos atrás dela", conta Richard Solomon. "Dianne gostou tanto do material que não se importava de ficar viajando de uma cidade para outra, uma vez que grava o seriado de TV Lei e Ordem", conta Edward Zwick. E acrescenta: "Ela trouxe algo mais para a personagem, superou nossas expectativas".

Para atuar no papel do promotor público Turner, os realizadores escalaram Richard Schiff, uma das estrelas da famosa série de TV "The West Wing". É Zwick que diz: "Já trabalhamos muito com Richard e agora, com o sucesso de 'The West Wing', o mundo está a par de seu talento".

Laura Dern, que estrelou projetos controvertidos sobre paternidade, assumiu o papel de Randy, a mãe adotiva de Lucy. "Laura agrega tanta simpatia e humanidade ao papel que não há nada na personagem que possa ser entendido como malícia ou maldade", diz Solomon.

Para retratar o círculo de amigos de Sam, os realizadores encontraram . Doug Hutchison, mais conhecido por suas atuações em "Arquivo X" e "À Espera de um Milagre", levou tão a sério o papel de Ifty que o assumiu ao longo de toda a produção. "O personagem Ifty é o melhor amigo de Sam e havia a esperança de que alguém surgiria e conseguiria captar essa harmonia, tornando-se único, tal qual o personagem Sam", diz Nelson. E ela continua: "Sean e eu estávamos presentes quando Doug fez a leitura para o papel. Doug incorporou o personagem durante todo o teste e ambos nos perguntamos, 'Será que ele tem realmente o distúrbio?' Nos olhamos e naquele momento soubemos que ele seria Ifty".

Embora tenha feito o teste para interpretar um outro papel, Stanley DeSantis impressionou Jessie Nelson como a perfeita encarnação do personagem Robert. A diretora elogia: "Stanley captou a paranóia e a ansiedade de Robert de forma maravilhosa, fazendo-o ao mesmo tempo um amigo atencioso para Sam".

As últimas peças do quebra-cabeça da escalação para o filme foram os personagens Brad e Joe, os membros remanescentes do grupo de Sam. Ao escrever o roteiro, Jessie Nelson e Kristine Johnson basearam tais papéis nas características de Brad Allan Silverman e Joseph Rosenberg, dois antigos membros da instituição L.A. Goal. Então, pareceu natural a elas escalarem os próprios para os papéis.

"Sempre desejei ter deficientes trabalhando como atores no filme, mas precisava das pessoas certas para os papéis. Brad e Joe são atores tão maravilhosos que nem parecia que tinham deficiências; tínhamos atores que, por acaso, eram deficientes", explica Jessie Nelson.

Desde o ano de 1990, a L.A. Goal adota um pioneiro programa de terapia através da arte que propicia a pessoas com dificuldades de desenvolvimento um ambiente para expressarem sentimentos que não são capazes de demonstrar de forma convencional. Tanto Brad Silverman como Joseph Rosenberg participavam do programa de interpretação, tendo Rosenberg participado de produções como "Cats", "O Mágico de Oz" e "Peter Pan" em Los Angeles.

A diretora observa: "Sabia que o filme seria enriquecido com a presença deles, porque todo o filme se desenvolveu a partir de suas vivências. Ficou bem claro que eles simplesmente tinham que fazer parte dele".

Os realizadores concordaram que não só tinham reunido um elenco de sonho, como também que todos partilhavam a mesma paixão pelo projeto. "Para todos tratava-se de fazer um grande trabalho e fomos abençoados em ter estas pessoas no filme", afirma o produtor Richard Solomon.

Anteriormente ao início da produção, Jessie Nelson sabia que o melhor modo de ensaiar os atores eram debater o roteiro e "assegurar que os atores estariam confortáveis com o ritmo do filme e uns com os outros", como ela diz. E Nelson acrescenta: "Não queríamos ensaiar demais para que mantivéssemos um certo frescor, espontaneidade e realismo no filme".

A fotografia principal teve início no Los Angeles County Museum of Art, com alguma dose de drama e ansiedade no primeiro dia de filmagem. "Não tinha visto como Sean faria efetivamente o personagem até o primeiro dia de filmagem. Acho que funcionou em diversos níveis para nós dois porque não tivemos de passar horas intermináveis discutindo acerca de nossos personagens. Foi uma questão de ir até lá e descobrir um ao outro", recorda-se Michelle Pfeiffer.

Jessie Nelson diz que trabalhar com Sean Penn é comparável a: "ter Michael Jordan na quadra. O trabalho de todos é elevado quando Sean entra no set. Ele é como um soro da verdade que tem efeitos que repercutem em todos os departamentos, e você deseja que cada parte do figurino, dos objetos de cena e ângulos de câmera captem a verdade do que ele faz. Mesmo quando Sean não está sendo focalizado ele dá muito aos outros atores quando estes são filmados em close".

As presenças de Brad Silverman e de Joe Rosenberg tiveram, igualmente, um profundo efeito em toda a produção. Segundo Sean Penn: "Eles têm uma incrível capacidade de amar, que é do que trata o filme. Dá para sentir sua ternura e honestidade quando se passa algum tempo com eles, que têm uma doçura inerente que transparece quando atuam".

A diretora Jessie Nelson se recorda: "No dia em que Sean finalmente se posicionou, Brad chorava pois não conseguia entender por que razão alguém raptaria Lucy e questionaria a capacidade de Sam de ser um bom pai. Ele sentiu isso profundamente, mas também estava tendo uma experiência como ator, indo tão fundo na cena que ela parecia real para ele. Havia sempre uma tênue linha que separava suas vivências pessoais e o desabrochar de sua técnica como atores. Foi interessante acompanhar essa evolução".

A produção prosseguiu durante os 48 dias de filmagem em locações na cidade de Los Angeles, que incluíram o Los Angeles County Museum of Art, o Echo Park, a Pershing Square e o Grand Central Market, assim como lojas e cafeterias da rede Starbucks. No filme, Sam trabalha numa cafeteria Starbucks há sete anos e os realizadores contaram com a colaboração da rede Starbucks Corporation para assegurar uma experiência autêntica naquele ambiente de trabalho.

Jessie Nelson trabalhou de perto com o diretor de fotografia Elliot Davis (de "Irresistível Paixão") para dar uma sensação de intimidade ao trabalho de câmera. "Queria que o filme tivesse um visual que captasse momentos vividos, como se estivéssemos assistindo a um diário das vidas daquelas pessoas, momentos que normalmente não poderíamos ver", declara a diretora.

"Elliot é uma pessoa inspiradora para se trabalhar. Quando os atores estavam chorando numa cena, ele saía de trás da câmera e ficava igualmente triste, como se também participasse da cena", comenta Jessie Nelson.

Davis filmou predominantemente com câmeras de mão. "Queríamos uma visão bastante subjetiva que permitisse ao público adentrar o universo de Sam. Desse conceito surgiu o estilo de filmar com câmeras de mão, o que permitia que o tempo fosse alongado ou encurtado a fim de que transmitíssemos o impacto emocional necessário", descreve o diretor de fotografia Elliot Davis.

E ele prossegue: "A iluminação era sempre expressiva e interpretativa, não era um elemento passivo. Sam tinha um ponto de vista fluido e aquilo que despertava ou não seu interesse era determinante para o movimento de câmera e a iluminação. Zooms manuais nos ajudaram a enfatizar o impacto emocional de dentro dele, e o grau de movimento era baseado nas emoções que ele expressava".

O aclamado editor Richard Chew (de "Guerra nas Estrelas" e "The Conversation") posteriormente desenvolveu o visual singular do filme. "Foi uma longa trajetória em busca de um estilo subjetivo que encaixasse a história e os movimentos de câmera. Como é uma história com uma enorme carga emocional, Jessie, Elliot e eu trabalhamos no sentido de dar crueza ao filme, usando uma câmera solta, juntamente com uma certa improvisação no set", descreve Richard Chew.

O editor gostou do desafio que o material representava: "Me foi permitido quebrar as regras tradicionais sobre continuidade, um estilo que mantém um objetivo específico - a realidade. Jessie me encorajou a explorar um meio de manter uma realidade - psicológica e emocional - subjetiva".

O designer de produção Aaron Osborne trabalhou em conjunto com Jessie Nelson e Elliot Davis para criar mundos distintos a serem ocupados por cada personagem. Criamos o visual dos sets de filmagem tentando desenvolver um mundo que refletisse os pontos de vista de cada um segundo suas disfunções, e as diferenças entre eles. Uma poderosa advogada vive num ambiente muito diverso daquele que habita um portador de retardo mental", observa Osborne.

A figurinista Susie DeSanto passou algum tempo na L.A. Goal para preparar o guarda-roupa de Sam, entrevistando os membros da instituição com o intuito de facilitar as escolhas que teria de fazer. "Queria saber onde compram suas roupas e que tipo de roupas gostam de usar. Também perguntei a eles como vestiriam uma garotinha", conta Susie.

E ela prossegue: "A partir daí trabalhei com Sean até que encontrássemos um visual que ele achasse adequado. Decidimos que seria bem simples. Cáquis, verdes suaves e cores pálidas".

Quanto ao visual de Rita, a diretora Jessie Nelson comenta: "Ela não poderia ser muito amigável. Queríamos mostrar que ela não tinha dedicado muito tempo à formação de um lar em que seu filho estivesse integrado. A equipe de produção criou cenários e locações que captavam o poder, o dinheiro e a elegância da personagem, e que eram ao mesmo tempo frios, vazios e bastante minimalistas".

Susie DeSanto queria que o estilo e as cores usadas por Rita retratassem seu estilo de vida moderno e atarefado. E observa: "Ela não tem tempo para fazer compras, no entanto tem muito estilo e dinheiro. Eu a mantive quase exclusivamente em preto e branco. Felizmente, me relaciono bem com Armani e se encaixou perfeitamente na história que a personagem seria o tipo de pessoa que vai direto à loja de Armani para comprar suas roupas. Quando as coisas se suavizam, mais para o final do filme, acrescentamos alguns tons de lavanda e azuis pálidos, assim como tecidos mais leves".

"Suzy fez um trabalho incrível colaborando com Elliot Davis e Aaron Osborne no guarda-roupa deste filme. Estava permanentemente procurando meios de expressar as características dos personagens", elogia Jessie Nelson.

Ao término da fotografia principal, o elenco e a equipe técnica sentiram que tinham um caminho percorrido juntos. "Este filme foi uma das melhores experiências que já tive com um diretor. Jessie disponibilizou tanto afeto ao elenco e à equipe técnica que todos se sentiram parte de um grupo, procurando fazer algo verdadeiramente especial", reflete Sean Penn.

"Foi uma viagem alucinante", acrescenta o produtor Richard Solomon. E continua: "Sean e Michelle e todos os demais atores foram extraordinários, e ver Brad e Joe conseguirem realizar este trabalho foi uma das experiências mais raras de minha vida. O que Jessie conseguiu com este filme foi realmente notável".

Para a diretora, o processo de realização de "Uma Lição de Amor " foi um esforço de cooperação que tocou a todos os envolvidos num nível pessoal. Ela conclui: "Sinto de verdade que esta foi uma daquelas raras oportunidades em que a combinação daquilo que cada um trouxe para este trabalho elevou de tal forma o filme que ele acabou por se tornar algo que superou minhas melhores expectativas".

SOBRE A TRILHA SONORA

Os Beatles desempenham papel fundamental em "Uma Lição de Amor", a começar pelo fato de Sam ter batizado sua filha de Lucy, numa alusão à música "Lucy in the sky with diamonds", e ainda através de sua obsessão em relação a tudo o que diga respeito aos Beatles: datas, lugares, eventos, fatos e trívia.

A permanência e a atemporalidade da música dos Beatles despertou a atenção da diretora e roteirista Jessie Nelson e da também roteirista Kristine Johnson quando estas faziam pesquisa para escrever o roteiro. Jessie Nelson relata: "Ao visitarmos diversas organizações, assistimos a algumas de suas aulas de música e canto, e em todas elas nos diziam que as músicas de que mais gostavam eram as dos Beatles. Muitas das pessoas que conhecemos não apenas adoravam e idolatravam os Beatles, mas os viam como guias de como agir na vida. Se alguém estava se separando de seu colega de quarto, eles logo relacionavam o fato de alguma forma ao rompimento dos Beatles. Era um meio de acesso ao universo dessas pessoas."

Os Beatles tornaram-se um tema recorrente ao longo do filme. Jessie Nelson colocava músicas dos Beatles para tocar no set de filmagens durante a produção, a fim de que os atores entrassem no clima. Tais canções soavam naturais na trilha, mas os realizadores ainda pediram autorização à Sony Music para criar uma trilha sonora com versões dos clássicos da banda criadas por artistas contemporâneos.

Os realizadores conseguiram que Jon Sidel , executivo da V2 Records West Coast A&R, assistisse o filme e este, então, decidiu envolver a executiva Kate Hyman e o presidente do selo, Andy Gershon, no projeto. Todos os envolvidos abraçaram a oportunidade de criar para o filme o que talvez seja a mais ambiciosa compilação de versões dos clássicos dos Beatles jamais reunida. "À vista de tudo o que vem acontecendo no mundo, 'Uma Lição de Amor' é o tipo de filme no qual você quer acreditar", declara Andy Gershon.

A diretora e o produtor Richard Solomon trabalharam em conjunto com a V2 Records para fazer uma lista dos artistas que queriam que participassem da trilha, e acabaram por ter uma série de artistas de destaque interessados.

Um dos primeiros a se comprometer foi o integrante do Pearl Jam, Eddie Vedder, amigo de Sean Penn. Vedder escolheu a canção "You`ve got to hide your love away", favorita desde a sua infância. O grupo The Wallflowers gravou "I`m looking through you" no estúdio de Jackson Browne.

Há, ainda, a participação de Aimée Mann e Michael Penn em "Two of us", Ben Harper em "Strawberry fields forever" e Sarah McLachlan em "Blackbird". Participaram, igualmente, Sheryl Crow, The Black Crowes, Ben Folds, Rufus Wainright e outros.

A trilha sonora de "Uma Lição de Amor" foi produzida por Kate Hyman e Jon Sidel, da V2 Records, e pela diretora Jessie Nelson.

Andy Gershon, presidente da V2Records, declara: "Espero que ao ouvir a trilha as pessoas captem a inspiração que os artistas buscaram no filme e seu amor pelas músicas. O que torna esta compilação especial é o modo como os cantores transformaram clássicos dos Beatles em trabalhos pessoais".

Parte da renda obtida com a venda do CD com a trilha de "Uma Lição de Amor" será doada à L.A. Goal, instituição sem fins lucrativos fundada em 1969, que atende adultos com deficiências em seu desenvolvimento e que foi a pedra de toque para o elenco e a equipe técnica ao longo de toda a produção.

Lista das músicas incluídas na trilha sonora de "Uma Lição de Amor" e seus intérpretes:

* Blackbird Sarah McLachlan
* Two of us Aimée Mann/Michael Penn
* I`m looking through you Wallflowers
* Across the universe Rufus Wainright
* Strawberry fields forever Ben Harper
* Mother nature`s son Sheryl Crow
* Golden Slumbers Ben Harper
* You`ve got to hide your love away Eddie Vedder
* Don`t let me down Stereophonics
* I`m only sleeping The Vines
* Help Howie Day
* Lucy in the sky with diamonds The Black Crowes
* Julia Chocolate Genius
* Nowhere man Paul Westerberg
* We can work out Heather Nova
* Let it be Nick Cave

SOBRE O ELENCO

Sean Penn (Sam Dawson) - Sempre arrancando elogios da crítica, de seus colegas de profissão e do público com suas atuações intensas e inteligentes, o premiado ator e realizador Sean Penn tornou-se um dos mais respeitados e procurados artistas de sua geração. Com "Uma Lição de Amor" ele nos brinda com sua atuação mais desafiadora e fora do comum até hoje, na pele do personagem Sam Dawson, um homem com idade mental de sete anos, porém com o coração de um lutador.

Sean Penn estreou no cinema em 1981, no filme "Toque de Recolher", de Harold Becker, e em seguida conquistou o público como o surfista Jeff Spicoli no clássico adolescente de Amy Heckerling "Picardias Estudantis".

O ator recebeu um Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante por sua performance como um advogado, contracenando com Al Pacino, em "O Pagamento Final", de Brian de Palma. Outras atuações bastante elogiadas foram o personagem americano-irlandês de "Um Tiro de Misericórdia", um garoto do interior que é levado a uma vida de crime por seu pai em "Caminhos Violentos", um jovem que se apaixona quando está para ir lutar na Segunda Guerra Mundial, no romance "Adeus à Inocência", e um traficante de drogas em "A Traição do Falcão".

No ano de 1996, Penn foi aclamado pela crítica e recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator por sua atuação no papel de um homicida condenado à morte em "Os Últimos Passos de um Homem". Mais recentemente, pudemos admirar seu trabalho nos filmes "Além da Linha Vermelha", de Terrence Malick, "Poucas e Boas", de Woody Allen, que lhe rendeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, na versão para o cinema da peça "Hurly Burly", de David Rabe, que deu a Penn o prêmio de Melhor Ator do Festival de Veneza, em "Loucos de Amor", de Nick Cassavete, pelo qual foi agraciado com o prêmio de Melhor Ator do Festival de Cinema de Cannes, além de "Reviravolta", de Oliver Stone, e "Vidas em Jogo", de David Fincher. Recentemente, o ator estrelou "Up at the Villa", "Before Night Falls" e "Weight of Water".

Provando ter talento também por trás das câmeras, Penn escreveu os roteiros e dirigiu os filmes "Unidos pelo Sangue", com David Morse, Viggo Mortensen, Patricia Arquette e Charles Bronson, "The Crossing Guard", estrelado por Jack Nicholson, Anjelica Huston, David Morse e Robin Wright Penn.

Sean Penn também possui créditos no teatro, tendo estreado na Broadway com "Heartland". Seu último trabalho no palco foi "The Late Henry Moss", de Sam Shepard, na cidade de São Francisco, nos EUA.

Michelle Pfeiffer (Rita Harrison) - Por três vezes indicada ao Oscar, Michelle Pfeiffer tem uma atuação surpreendente como Rita Harrison, uma ambiciosa advogada que é 100% voltada para o sucesso, até conhecer Sam Dawson.

A atriz recebeu sua primeira indicação ao Oscar por seu trabalho em "Ligações Perigosas", que lhe rendeu um prêmio BAFTA. Em seguida, foi indicada ao Oscar e ao BAFTA, e ganhou um Globo de Ouro ao contracenar com Jeff Bridges e Beau Bridges em "Susie e os Baker Boys". Novamente recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro por sua performance em "As Barreiras do Amor". Igualmente, foi indicada ao Globo de Ouro pelas atuações em "De Caso com a Máfia", "A Casa da Rússia", "Frankie & Johnny" e "A Época da Inocência", de Martin Scorsese.

Michelle Pfeiffer fez sua estréia no cinema com "Hollywood Knights" e atraiu a atenção internacional ao contracenar com Al Pacino em "Scarface". A seguir, protagonizou, juntamente com Cher e Susan Sarandon, "As Bruxas de Eastwick", contracenando com Jack Nicholson.

Através de sua companhia produtora, a Via Rosa, desenvolveu seus próprios projetos, como o romance da ganhadora do prêmio Pulitzer, Jane Smiley, "Terras Perdidas". Também produziu e estrelou a história dramática de uma mãe que tenta recuperar seu relacionamento com o filho que havia perdido em "Nas Profundezas do Mar Sem Fim". Suas variadas atuações incluem os filmes "O Feitiço de Áquila", "Conspiração Tequila", "Batman - O Retorno", "Lobo", "Mentes Perigosas", "Íntimo e Pessoal", "Para Gillian no seu Aniversário", "Um Dia Especial", "Sonho de Uma Noite de Verão", "A História de Nós Dois" e, recentemente, "Revelação", com Harrison Ford.

Seu próximo trabalho será a versão para as telas do romance best-seller White Oleander.

Dakota Fanning (Lucy Diamond Dawson) - A menina de sete anos estréia como a filha de Sean Penn, que é obrigada a ir viver com uma mãe adotiva ao completar sete anos. Dakota Fanning iniciou sua carreira aos cinco anos de idade, ao ser escolhida dentre milhares de crianças para participar de um comercial. Em seguida, atuou no famoso seriado de TV "E.R." e participou de muitos outros, como "Ally McBeal", "C.S.I.", "Spin City" e "O Desafio".

Dakota participou do filme "Tomcats", com Jerry O' Connel, Shannon Elizabeth e Jake Busey e, logo após concluir as filmagens de "Uma Lição de Amor", iniciou as do thriller "24 Hours", em que contracena com Charlize Theron e Courtney Love. Também será vista no próximo filme de Reese Witherspoon, "Sweet Home Alabama".

Dianne Wiest (Annie) - Dianne Wiest interpreta a personagem Annie, a sofisticada vizinha de Sam e sua conselheira em tempo integral, que poderia vir a ser sua melhor advogada - se fosse capaz de sair de casa.

É mais conhecida por suas inesquecíveis participações nos filmes de Woody Allen "A Rosa Púrpura do Cairo", "Setembro", "A Era do Rádio", "Hannah e Suas Irmãs", que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e "Tiros na Broadway", pelo qual recebeu outro Oscar na mesma categoria. Foi indicada ao Oscar, ainda, por seu trabalho em "Parenthood - O Tiro que Não Saiu pela Culatra".

Atualmente, Wiest pode ser vista na televisão como a promotora Nora Lewin, na série de TV ganhadora do Emmy "Lei e Ordem". Seus extensos créditos incluem os filmes: "Footloose - Ritmo Louco, "Os Garotos Perdidos", "Edward Mãos de Tesoura", "Mentes que Brilham", "O Pancada", "Cookie", "The Birdcage - A Gaiola das Loucas", "O Encantador de Cavalos", "Da Magia à Sedução", "Cops and Robbersons" e "Portofino". Estrelou também o filme "Drunks", de Peter Cohn, exibido no Festival de Cinema de Sundance de 1996, no qual foi agraciada com o Piper-Heidsieck Tribute for Independent Vision.

A atriz, que iniciou sua carreira excursionando com a companhia teatral American Shakespeare Company, ganhou os prêmios Obie, Clarence Derwent e Theatre World Award de Melhor Atriz por sua atuação em "The Art of Dining". Na televisão, trabalhou na série canadense "Road to Avonlea", ganhando um Emmy em 1997.

Doug Hutchison (Ifty) - Doug Hutchison, que passou por uma profunda transformação para viver Ifty, o melhor amigo de Sam, pôde ser visto recentemente em "À Espera de Um Milagre", contracenando com Tom Hanks, e em "Bait". Entre seus créditos estão "Tempo de Matar", "Batman & Robin", "Obsessão" e "A Guerra do Chocolate". Hutchison poderá ser visto no thriller "Salton Sea", com Val Kilmer. E acaba de concluir as filmagens de "No Good Deeds", em que contracena com Samuel L. Jackson e Milla Jovovich.

O ator é conhecido por seus trabalhos nos seriados de TV "Arquivo X" e "Millennium". Também fez participações regulares em "Party of Five" e outros seriados.

No teatro, possui vastos créditos, tendo recebido dois prêmios Dramalogue.

Stanley DeSantis (Robert) - No filme ele é Robert, um dos amigos de Sam, um homem que leva a paranóia ao extremo do ridículo. Este versátil ator atuou em inúmeros filmes, dentre eles: "Ed Wood", "Politicamente Incorreto", "Feito Cães e Gatos", "The Birdcage - A Gaiola das Loucas", "E Agora, Meu Amor?", "A Hora do Rush", "Estranha Obsessão" e, mais recentemente, "The Man Who Wasn't There". Será visto em breve em "Human Nature" e "Prime Gig".

Brad Allan Silverman (Brad) - Brad Allan Silverman foi a fonte de inspiração para o especial de televisão do canal ABC "The Kid Who Wouldn't Quit". A estrondosa repercussão do especial o levou a fazer participações em "Quantum Leap" e "Life Goes On". Também participou de produções da instituição L.A. Goal.

Natural da Califórnia, Silverman gosta de praticar esportes e é um artista bastante atuante da produtora Inside Out Productions, da instituição L.A.Goal.

Joseph Rosenberg (Joe) - Joseph Rosenberg participou de produções da L.A. Goal. Adora esportes e é membro dos times de basquete e de boliche do Los Angeles Special Olympics. Já teve seus trabalhos artísticos expostos na L.A. Goal.

Joseph nasceu no Uruguai e cresceu em Los Angeles. É membro da L.A. Goal há mais de vinte anos e foi seu presidente no ano de 2000.

Richard Schiff (Turner) - O ator interpreta o promotor que atua do lado contrário ao da personagem de Michelle Pfeiffer no pleito de Sam na Justiça. É mais conhecido pelo papel de Toby Ziegler na premiada série de TV "The West Wing", pelo qual recebeu um Emmy de Melhor Ator Coadjuvante.

Um veterano, já tendo atuado em mais de 40 filmes, pode ser visto em "Malcom X", "Hoffa - Um Homem, Uma Lenda", "City Hall - Conspiração no Alto Escalão", "Seven - Os Sete Crimes Capitais", "Michael - Anjo e Sedutor", "O Mundo Perdido: Jurassic Park", "Impacto Profundo", "Doutor Dolitle", "Volta por Cima", "Forças do Destino", "Paraíso" e, recentemente, "Um Tira à Beira da Neurose", "Whatever It Takes", "Para Sempre Lulu" e "Bilhete Premiado".

Na televisão, fez participações especiais nos seriados de sucesso "Ally McBeal", "O Desafio", "ER", "Murder One", "Nova York Contra o Crime", "LA Law", "Murphy Brown" e "Chicago Hope".

Iniciou sua carreira no teatro, dirigindo peças do circuito off-Broadway. Recebeu um prêmio Dramalogue de Melhor Ator, bem como uma indicação ao prêmio Ovation.

Laura Dern (Randy) - Laura Dern faz o papel de Randy, uma mãe zelosa que decide lutar com o personagem de Sean Penn pela custódia da filha deste. Foi indicada ao Oscar por sua atuação em "As Noites de Rose" e ganhou um Globo de Ouro ao estrelar "Vôo Rasante".

No ano passado, foi vista em "Jurassic Park III" e em "Dr. T e as Mulheres", de Robert Altman, com Richard Gere. Será vista em breve nos filmes "Novocaine", com Steve Martin, e "Focus", baseado num romance de Arthur Miller.

A atriz já recebeu inúmeros prêmios, incluindo o de Melhor Atriz do Festival de Cinema de Montreal, em 1996, por seu trabalho na comédia "Ruth em Questão". Em 2000, foi agraciada com o prêmio Piper-Heidseick for Independent Vision no Festival de Cinema de Sundance.

Laura Dern estreou no cinema aos sete anos, em "Alice Doesn't Live Here Anymore", de Martin Scorsese. Aos onze, atuou ao lado de Jodie Foster em "Foxes". Ganhou o prêmio Los Angeles Film Critics New Generation por seu trabalho em "Smooth Talk". Estrelou "Veludo Azul" e "Coração Selvagem", que ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1990.

Entre seus créditos estão "Escola da Desordem", "O Início do Fim", "Marcas do Destino", "Marcas do Silêncio", "Primeiro Verão de Amor" e "Torturados".

Fez sua estréia na direção com o curta-metragem "The Gift". Na TV, recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por "The Baby Dance", do canal Showtime, assim como duas indicações ao Emmy, uma por seu papel no controvertido "Puppy Episode", da série cômica intitulada "Ellen", e outra pela atuação na série de filmes noir do canal Showtime "Fallen Angel".

Loretta Devine (Margaret) - A atriz, que em "Uma Lição de Amor" é a assistente social Margaret, pPossui uma impressionante lista de créditos no cinema, que inclui "Down in the Delta", "Homens Perigosos", "Stanley & Iris", com Robert De Niro, e "Espiões sem Rosto", em que contracena com Sidney Poitier.

Loretta Devine recebeu dois prêmios NAACP por seus trabalhos como atriz coadjuvante em "Falando de Amor", de Forrest Withtaker, e em "Um Anjo em Minha Vida", de Penny Marshall, com Denzel Washington e Whitney Houston. Seus filmes mais recentes são "Páginas de Amor", "Urban Legends: Final Cut", "What Women Want" e "Kingdom Come".

Atualmente, interpreta a professora Marla Hendricks na famosa série de TV "Boston Public". Recentemente, fez a voz da personagem Muriel, no desenho animado de Eddie Murphy "The PJ's".

A atriz estrelou diversos filmes e minisséries para a televisão, além de ter participado de montagens teatrais em Nova Iorque.

SOBRE OS REALIZADORES

Jessie Nelson (Diretora/Produtora/Roteirista) - Jessie Nelson tocou os corações do público de cinema com seu filme de estréia "Corina, Uma Babá Perfeita", estrelado por Whoopi Goldberg, Ray Liotta e Tina Majorino. A seguir, foi co-roteirista do bem-sucedido "Lado a Lado", com Julia Roberts e Susan Sarandon. Mais recentemente, foi co-roteirista e produtora de "A História de Nós Dois", dirigido por Rob Reiner e estrelado por Bruce Willis e Michelle Pfeiffer.

Iniciou sua carreira como atriz de teatro, em Nova Iorque. Estrelou "A Tempestade", juntamente com Raul Julia, no Central Park. Em seguida, atuou em diversos filmes e seriados. Escreveu seu primeiro roteiro (sobre suas experiências como garçonete), comprado pelo Disney Studios. Surpreendida pela falta de controle que os roteiristas têm sobre sua obra, decidiu aprender a dirigir seus próprios filmes.

Seu primeiro trabalho como diretora foi o documentário "My First Time", que abriu as portas para que fosse aceita no prestigiado programa Chanticleer, onde dirigiu o premiado "To The Moon Alice", para o canal Showtime.

Edward Zwick (Produtor) - Edward Zwick recebeu um Oscar por ter sido um dos produtores do ganhador do Oscar de Melhor Filme, "Shakespeare Apaixonado", dirigido por John Madden. Foi também o produtor de "Traffic".

Começou a dirigir e a atuar ainda na escola. Enquanto estudava Literatura na Universidade de Harvard, escrevia para o teatro. Após se formar, ganhou uma bolsa de estudos para estudar fora, com algumas das mais inovadoras companhias teatrais do mundo. Vivendo na Europa, complementava o valor da bolsa de estudos escrevendo artigos para revistas, vindo depois a trabalhar para Woody Allen em Paris, no filme "A Última Noite de Boris Grushenko ".

Zwick recebeu uma bolsa de estudos do American Film Institute, onde dirigiu o curta-metragem "Timothy and the Angel", que conquistou o primeiro lugar numa competição de estudantes do Festival de Cinema de Chicago, em 1976, chamando a atenção dos produtores da série de televisão "Family". Foi, então, convidado a escrever o roteiro de um dos episódios, vindo depois a tornar-se editor dos roteiros do seriado. Passou também a dirigir os episódios e foi o produtor da última temporada da série.

Posteriormente, dirigiu filmes para a televisão. Recebeu dois Emmy pelo filme "Special Bulletin", do qual foi diretor, produtor e co-roteirista. O filme marcou o início de sua parceria com Marshall Herskovitz, com quem criou a série ganhadora do Emmy "Thirtysomething". Mais tarde, passariam a trabalhar juntos em seriados de TV, como "Once and Again", que faz muito sucesso atualmente.

Sua carreira no cinema teve início com "Sobre Ontem à Noite...". A seguir, dirigiu o ganhador do Oscar "Tempo de Glória", "Mary & Darly", e o bem-sucedido "Lendas da Paixão", que rendeu um Oscar ao diretor de fotografia John Toll. Edward Zwick voltou a trabalhar com Denzel Washington em dois grandes filmes, "Coragem sob Fogo" e "Nova York Sitiada".

Zwick já foi agraciado com três Emmy, o prêmio Humanitas, o prêmio Writers Guild of America, dois prêmios Peabody, um prêmio Directors Guild of America e o prêmio Franklin J. Schaffner Alumni do American Film Institute.

Marshall Herskovitz (Produtor) - Em 1985, Marshall Herskovitz criou a Bedford Falls Company, juntamente com Eward Zwick, que imediatamente se destacou, ganhando um Emmy pela série "Thirtysomething". Por seu trabalho na série, recebeu dois Emmy, dois prêmios do Directors Guild, um prêmio do Writers Guild, um prêmio Humanitas, dois Globos de Ouro, o prêmio People's Choice e um Peabody, entre outros. Recentemente, Herskovitz e Zwick produziram o ganhador do Oscar "Traffic", um drama comovente acerca do problema das drogas na sociedade americana.

Seu interesse pelo trabalho de realizador surgiu quando escreveu o roteiro de "Beowulf" como seu trabalho de fim de curso. Depois de formado, escreveu o roteiro, produziu e dirigiu um curta-metragem intitulado "Footsteps", que lhe permitiu ser aceito no American Film Institute em 1975, onde ganhou um MFA em 1978. Depois disso, passou alguns anos escrevendo roteiros e dirigindo seriados de TV, até voltar a trabalhar com Edward Zwick, com quem fez o premiado filme para televisão "Special Bulletin".

A Bedford Falls produz a bem-sucedida série de TV "Once and Again".

Herskovitz estreou como diretor com "Dias Amargos", estrelado por Danny DeVito e, a seguir, produziu "Lendas da Paixão", com Brad Pitt e Anthony Hopkins, e produziu e dirigiu o épico histórico "Operação Delta Force 4 ? Engano Fatal".

Richard Solomon (Produtor) - Presidente da Bedford Falls Company, foi o produtor executivo de "Traffic". Com Solomon na presidência, A Bedford Falls produziu as bem-sucedidas séries de TV "Relativity" e "Once and Again", assim como os filmes "Shakespeare Apaixonado" e "Nova York Sitiada".

Antes de fazer parte da Bedford Falls Company, Solomon presidiu a Donner-Shuler Productions, onde foi co-produtor de "Radio Flyer", "Free Willy", "Assassinos" e "Teoria da Conspiração", além de ter supervisionado o desenvolvimento de projetos como "Dave ? Presidente por Um Dia" e "Maverick".

David Scott Rubin (Produtor executivo) - David Scott Rubin co-produziu o filme de estréia como diretor do roteirista Daniel Waters, "Happy Campers". Também foi o produtor do filme de Jason Freeland, "Requiem", uma adaptação da obra de James Ellroy Brown, do destaque do Festival de Toronto de 1997, "Touch Me", e de "Cleopatra's Second Husband", que estreou no Los Angeles Independent Film Festival, em 1998.

Kristine Johnson (Co-roteirista) - Kristine Johnson e Jessie Nelson demoraram anos para conseguir levar "Uma Lição de Amor" para as telas. Anteriormente, Kristine foi co-roteirista de "Crimes Imaginários", estrelado por Harvey Keitel, Kelly Lynch e Fairuza Balk. Trabalhou com o produtor Larry Brezner, quando esteve envolvida no desenvolvimento de filmes como "Bom Dia, Vietnã" e "O Cadillac Azul", e foi co-produtora de "Jogue a Mamãe do Trem". Atualmente, trabalha no roteiro de um filme de Allison Anders.

Elliot Davis (Diretor de fotografia) - Elliot Davis traz sua sensibilidade visual singular para "Uma Lição de Amor", com um estilo visceral que transporta o público para o universo imprevisível de Sam. Colheu elogios com seu trabalho anterior, "Irresistível Paixão", de Steven Soderbergh, com quem trabalhou em outros filmes: "O Inventor de Ilusões", "Gray's Anatomy" e "Obsessão", pelo qual recebeu um prêmio Independent Spirit.

Trabalhou com o diretor Alan Rudolph em diversos filmes, como "Equinox", "Armadilhas do Amor", "Pensamentos Mortais" e "À Beira da Loucura".

Dentre seus créditos pode-se citar: "Forças do Destino", com Ben Affleck e Sandra Bullock, "Todos a Bordo", "Uma Herança da Pesada", "Coisas para Fazer em Denver Quando Você Está Morto", "Paixão Assassina", Um Casal Quase Perfeito", "Encontros Estranhos" e "Gritos de Revolta".

Seus trabalhos mais recentes são "Sobrou pra Você", de John Schlesinger, "Um Grito por Justiça", e "White Oleander", com Michelle Pfeiffer, Renee Zellweger e Robin Wright Penn.

Aaron Osborne (Designer de Produção) - Aaron Osborne já havia trabalhado em diversos filmes independentes, como "Luckytown Blues", "Trippin' ? Sonhando Acordado", "Kids e os Profissionais", "Vizinhança do Barulho", "O Grande Golpe", com Dennis Hopper, e "Spent".

Osborne também tem vasta experiência no teatro, conduzindo o grupo Los Angeles Theater Carnivale, com a qual ganhou o prêmio Best of LA por três anos consecutivos.

Susie DeSanto (Figurinista) - Susie DeSanto já trabalhou em inúmeros filmes estrelados por Michelle Pfeiffer, entre eles "Revelação", "Um Dia Especial", "Nas profundezas do Mar Sem Fim", e no recém-concluído "White Oleander". E cuidou dos figurinos de "Miss Simpatia", com Sandra Bullock e Michael Caine.

Estão entre seus créditos, ainda, "Quando o Amor Acontece", "Quatro Mulheres e Um Destino", "Tentação Fatal", "Uma Mulher Perigosa" e "Caso Kennedy ? Uma Conspiração".

Richard Chew (Editor) - Richard Chew ganhou um Oscar por ter sido co-editor de "Guerra nas Estrelas", em 1977. Foi, ainda, indicado ao Oscar e agraciado com um prêmio British Academy por "Um Estranho no Ninho". Já havia recebido um prêmio British Academy, juntamente com Walter Murch, por "A Conversação", de Francis Ford Coppola.

Seus créditos incluem também "Quando o Amor Acontece", "The Wonders ? O Sonho Não Acabou", "Falando de Amor", "Vida de Solteiro", "Mulher Até o Fim", "Marcas de Um Passado", "Academia de Gênios", "Negócio Arriscado", "Um Cara Muito Baratinado" e "Com a Corda no Pescoço".

Recentemente, trabalhou em "Bater ou Correr", pelo qual recebeu uma indicação ao prêmio A.C.E. Chew iniciou sua carreira com documentários e, em 1967, trabalhou como cameraman e editor de "The Redwoods", filme que ganhou o Oscar de Melhor Documentário em Curta-Metragem.

John Powell (Compositor) - John Powell compôs as trilhas sonoras de inúmeros filmes de sucesso desde que se mudou para os Estados Unidos, há cerca de quatro anos. Ele acentuou o tom de filme noir da direção de John Woo em "A Outra Face" e foi co-autor de quatro criativas trilhas para os filmes "FormiguinhaZ", "The Road to Eldorado", "A Fuga das Galinhas" e "Shrek". O compositor também está por trás das trilhas experimentais de "Forças do Destino" e "Endurance ? O Mais Duro Rally do Planeta". Entre seus créditos mais recentes estão "Evolution" e "Rat Race".

Powell estudou no Trinity College of Music, em Londres, onde ganhou os prêmios Boosey e Hawkes Music College.

Seu trabalho no cinema teve início na Air-Edel Music, também em Londres, em 1989, onde trabalhou com os compositores Hans Zimmer e Patrick Doyle, auxiliando Doyle com a trilha de "No Limite da Inocência" e fazendo a programação da música eletrônica para Zimmer no filme "White Fang".

No ano de 1994, Powell deixou a Air-Edel para criar, juntamente com Gavin Greenaway, a Independently Thinking Music (ITM), em Londres. Juntos, criaram trilhas para mais de uma centena de filmes de campanhas publicitárias na Europa.

Mudando-se para os Estados Unidos em 1997, imediatamente compôs as trilhas de dois projetos da Dreamworks para a televisão. Fez, ainda, os arranjos para as músicas que Stephen Schwartz compôs para o filme de animação "O Príncipe do Egito".

Seus créditos incluem, ainda, "With Friends Like These", "Just Visiting" e os ainda inéditos "Eye See You" e "Pluto Nash".


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