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Moça Com Brinco de Pérola


Introdução

MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA foi adaptado pela roteirista Olivia Hetreed, do romance best-seller de Tracy Chevalier. O filme é estrelado por Colin Firth, como Vermeer, Scarlett Johansson como Griet e Tom Wilkinson como Van Rujven e marca a estréia do diretor Peter Webber num longa-metragem. Andy Paterson (Hilary and Jackie, Restoration) e Anand Tucker (diretor de Hilary and Jackie) são produtores de Archer Street e Inside Track. Jimmy de Brabant é co-produtor da Luxembourg's Delux Productions.

MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA revela o mistério por trás de uma das mais enigmáticas pinturas do mestre holandês Johannes Vermeer. Griet (Johansson), com apenas dezessete anos, é obrigada a trabalhar como empregada doméstica, depois de uma tragédia familiar. Uma grande intimidade nasce entre o mestre e a serviçal, dando origem a rompimentos e inveja dentro da casa, que ameaçam arruinar a todos.

Colin Firth participou de mais de quarenta filmes, incluindo O Diário de Bridget Jones, Shakespare Apaixonado, O Paciente Inglês, Valmont and Pride e Prejudice. Em breve poderá ser visto ao lado de Hugh Grant, Emma Thompson e Liam Neeson em Simplesmente Amor, comédia romântica de Richard Curtis. Ele recentemente participou da produção do suspense psicológico Trauma, ao lado de Mena Suyari e está na produção da aguardada seqüência de O Diário de Bridget Jones.

Scarlett Johansson é uma das novas atrizes mais empolgantes da América. Escolhida aos 12 anos por Robert Redford para o elenco de o Encantador de Cavalos, entrou para o estrelato em Mundo Cão e O Homem Que Não Estava Lá. Ela aparece ao lado de Bill Murray em Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola. O forte elenco coadjuvante inclui Tom Wilkinson (Entre Quatro Paredes), indicado ao Oscar, Judy Parfitt (do seriado de televisão Plantão Médico), Cillian Murphy, (Extermínio) e Alakina Mann (Os Outros).

Peter Webber recentemente dirigiu dois dramas aclamados para a televisão, Men Only e Stretford Wives. Os produtores Andy Paterson e Anand Tucker vêm colaborando com Webber por muitos anos.

A prestigiada equipe técnica inclui Eduardo Serra (Asas do Desejo), indicado ao Oscar, o designer de produção Ben van Os (Orlando) e a cabelereira e maquiadora Jenny Shircore (Elizabeth), ganhadora do Oscar.

MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA, aclamado romance de Tracy Chevalier, vendeu mais de dois milhões de cópias desde 1999, quando foi publicado pela primeira vez.

Do Papel Para as Telas

O produtor Andy Paterson e sua esposa, a roteirista Olívia Hetreed, leram MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA em forma de manuscrito alguns meses antes de sua publicação inicial. "Foi um raro deleite. Li inteiro, de uma só vez, quase sem respirar" diz Hetreed. "Eu me apaixonei por Griet, sua certeza silenciosa, sua determinação em ser livre num mundo em que seria quase impossível, para uma menina com um passado como o dela", diz Paterson. "O cenário doméstico é enganoso. Eu assisti ao filme como a uma história de suspense, desde o começo. E adorei o fato de Tracy ter aproveitado alguns fatos sobre Vermeer para criar a história perfeita sobre a menina que inspirou a pintura."

Paterson e seu sócio na produção, Anand Tucker (diretor de Hilary and Jackie, indicado ao Oscar) andaram tentando persuadir a autora Tracy Chevalier a vender-lhes os direitos do filme. Mesmo não sendo possível prever o imenso sucesso que estaria por vir, já havia outros produtores interessados. "Eles fizeram um ótimo trabalho em dupla, convenceram-me de que fariam juz ao verdadeiro espírito do livro."

"Tracy tinha receio de que o filme se tornasse um melodrama hollywoodiano", continua Paterson, "mas nós conseguimos convencê-la de que queríamos realmente captar a história que ela havia escrito. E especificamente que Griet e Vermeer não acabariam num êxtase carnal - sabíamos que o poder erótico da história concentrava-se no fato de que não poderia haver a consumação final do ato."

Hetreed trabalhou junto aos produtores do filme. "O livro era tão visual, tão cinemático, uma história sobre pinturas, aparências e realidade, mas ainda assim a voz do romance está na cabeça de Griet", diz Hetreed. "Eu não queria usar recursos de narração, parecia muito moderno, muito autoconsciente, então o desafio passou a ser encontrar uma maneira diferente de trazer essa voz interior para a tela."

Hetreed e Tracy Chevalier se deram bem desde o começo. "Tornamo-nos companheiros eletrônicos," diz Hetreed. "Para mim Tracy é a autora ideal, compartilhando as pesquisas, e sempre teve uma atitude positiva em relação à transformação do trabalho que havia dedicado em seu livro, e além de tudo, ainda foi capaz de me deixar livre para criar em cima disso."

Para Chevalier, "Olivia entendia tudo tão bem e era capaz de desenvolver temas além daquilo que eu havia explicado. Ela fez coisas que eu mesmo gostaria de ter feito no romance." O relacionamento tornou-se tão forte que durante a pós-produção os dois viajaram juntos para o Festival de Televisão de Banff, para apresentar uma aula de adaptação. Os dois escritores sentiam-se como se fossem capazes de entrar na cabeça um do outro.

A Inspiração

A pintura MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA está pendurada no Museu dos Mauritshuis, na Holanda. Acredita-se que foi pintada em 1665/6, mas a verdadeira identidade desse fato é desconhecida. Tracy Chevalier tem uma cópia em poster pendurada em seu quarto, desde que ela tinha dezenove anos. "Eu estava deitada na cama uma certa manhã, quando de repente pensei: "O que será que Vermeer fez a ela para que ela parecesse assim, feliz e triste ao mesmo tempo?" Depois de três dias eu tinha toda a história escrita. Aconteceu sem esforço. Eu podia ver tudo em seu rosto. Vermeer havia feito todo o meu trabalho por mim."

Paterson conta: "A história que Tracy criou encaixa-se perfeitamente aos poucos fatos conhecidos a respeito do mundo de Vermeer: sua família, sua agruras financeiras, sua dependência de um patrocinador, sua fascinação pelo lado obscuro. Um adorável exemplo de como ela utilizou suas pesquisas, é a seqüência em que Griet move a cadeira."

Radiografias revelam que havia de fato uma cadeira no quadro "Woman With A Water Jug" (Mulher com um cântaro de Água), mas Vermeer não o incluiu em sua pintura. Tracy usou essa idéia para fazer com que o personagem de Griet construísse um relacionamento com Vermeer. Por isso, o romance é uma fantasia, mas parece tão autêntico.

Tive conversas com grandes expertos das artes, que agora falam de Griet como se ela de fato tivesse existido - esse é o maior tributo ao trabalho de Tracy. Quando abordamos os Mauritshuis, proprietários da pintura, eles apoiaram inteiramente o projeto e evidentemente estavam radiantes pelo fato de que, com a personificação de Scarlett, nós havíamos encontrado uma atriz para dar vida à garota da pintura."

O Diretor

Os produtores pediram a Peter Webber para dirigir o filme. Paterson explica que "embora essa seja a estréia de Peter como diretor de longa, nós já havíamos trabalhado com ele durante vários anos, primeiro como editor (ele editou o primeiro drama de Anand Tucker, Saint-Ex) e depois como diretor de documentário - cobrindo uma vasta gama de assuntos, desde manequins de teste até Wagner." Seus primeiros dramas incluíram Men Only, para a TV, sobre um time de futebol decadente, envolvido com libertinagens e violência sexual.

"Já estava escrito que Peter sempre iria fazer filmes" diz Paterson. "Seu conhecimento sobre cinema é invejável e em pouco tempo atores como Colin, Scarlett e Tom Wilkinson queriam trabalhar com ele. Peter, Olívia e eu começamos lá atrás, como assistentes de edição, e hoje, temos verdadeira fascinação pela natureza do trabalho de contadores de histórias através dos filmes."

Para Webber, que havia estudado história da arte e já era fascinado por Vermeer, a história já possuía os elementos essenciais para um bom drama: dinheiro, sexo e poder. Ele conta: "Vermeer viveu num ambiente barulhento e caótico. Estava sob pesada pressão financeira para pintar mais e mais depressa, para poder sustentar sua família. Ainda assim suas pinturas transmitem tamanha tranqüilidade."

Fiquei empolgado pela maneira como a história de Tracy reflete o trabalho dele, de como a intimidade, as entrelinhas, de certa maneira tornam-se épicas. O apuro de Griet é de partir o coração. A obsessão romântica reprimida que surge entre Griet e Vermeer o inspira a pintá-la - mas a perfeição da pintura pode levá-la à ruína.

Ela sabe que ele será implacável, e entende que seu relacionamento tem de ser sacrificado caso ele tenha que escolher entre ela e um grande trabalho. Essa compreensão é o que o levou até ela, logo de início. O legado do tempo que ela passou ao lado dele, transformou-se em um dos maiores quadros já pintados em toda a história da arte."

Griet - Scarlett Johansson - Fazer a escolha de alguém para o papel de Griet, uma jovem de dezessete anos vinda de um lar destruído, na Holanda do século XVII seria um grande desafio. Paterson conta: "estava claro que esse seria um papel extraordinário para uma jovem garota e nós tínhamos um interesse imenso em conseguir alguém à altura. A primeira vez que encontramos Scarlett, foi em Nova Iorque, quando ela estava a caminho de um jogo de basquete. Na segunda vez, ela já seria Griet."

"Scarlett já tem mais tempo de trabalho que eu," diz Webber, "e mesmo sendo mais jovem em idade, ela tem uma alma antiga. Tem uma força em seu caráter e um semblante que não se vê hoje em dia - ela é hipnotizante, como uma estrela de cinema silenciosa."

Scarlett Johansson logo de início achou o roteiro envolvente e muito bem escrito. Ela explica: "É tão raro quando encontramos algo tão bom que lemos tudo de uma só vez. Esse roteiro é brilhante, destaca-se sozinho. Toda atriz sonha em viver um papel como a Griet - um personagem com tanta emoção, que você tem que usar expressões faciais, e não palavras, para convencer aos outros do que quer dizer".

Johansson aproveitou a oportunidade para ver o quadro verdadeiro MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA, no Museu Mauritshuis, enquanto filmava em Delft. "Ela é estranha e intrigante. Eu tinha a sensação de que ela estava prestes a fazer algo que nos diria mais sobre a sua vida", conta ela. Interpretar Griet era ser capaz de superar-se em todos os sentidos. "Viver a vida de uma serviçal já era bastante duro, e Griet ainda tinha que lidar com novas e difíceis emoções. Primeiro, a vemos em sua própria casa, que ela não quer deixar, mas é obrigada a fazê-lo, e portanto perde suas referências."

Ela não tem mais privacidade - Catharina, a esposa de Vermeer é cruel e impiedosa; a outra empregada é rancorosa e amarga; Maria Thins está sempre de olho nela; e Vermeer, limita-se a ficar recluso em seu estúdio, recusando-se a qualquer tipo de relacionamento com o restante dos moradores da casa.

Ao mesmo tempo seu relacionamento com seu lar está mudando e ela está dividida entre duas vidas." Mas Vermeer pode sentir uma ligação com Griet. Ele se dá conta de que ela vê as coisas físicas da mesma forma que ele, e aos poucos a deixa envolver-se em seu trabalho.

"O relacionamento dos dois torna-se suave, através do envolvimento de ambos na pintura" explica Johansson. "Nessa mesma época ela está se envolvendo com Pieter, o filho do açougueiro do Mercado. Ele é um comerciante, vai à igreja todo domingo e tem uma vida simples a oferecer, que é bastante familiar a ela. Ele a corteja, e ela poderia facilmente aceitar seus galanteios, se não tivesse conhecido Vermeer. Com o pintor ela experimenta um tipo de paixão que está além de sua compreensão, e faz tudo que viveu até então parecer tolice."

Johansson espera que MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA faça com que os expectadores deixem os cinemas com algum tipo de sentimento de esperança, embora reconhecendo que muitos sentimentos românticos não dão em nada. Ela diz que "o sentimento puro de uma garota que está apaixonada e não consegue expressar-se é universal, porque muitas vezes você não tem aquilo que ama."

Vermeer - Colin Firth - Colin Firth não havia lido o livro quando Paterson e Webber o procuraram para que ele interpretasse o papel do artista Johannes Vermeer, mas logo leu o roteiro e imediatamente aceitou o papel. Ele conta: "foi como um sopro de ar puro. É um personagem que se leva a sério, o que não é uma posição comum na maioria dos filmes atuais. Ele encarou o papel como um desafio de interpretação. As coisas grandiosas não acontecem superficialmente, a atuação é mínima, mas é um drama de foco refinado, há que se fazer um grande esforço para que os personagens se tornem interessantes." conta ele. "Isto está em linha com o trabalho de Vermeer."

Firth ficou intrigado pelo homem em si. "Não há muita coisa que se saiba a respeito dele. Ele pintava o que os críticos modernos hoje chamariam de clichês - imagens que refletem as convenções daquele tempo. Mas há uma certa doçura moral contida naquelas pinturas, que denotam humanidade em termos semelhantes, tanto nas amas-de-leite quanto nas amantes. Das 35 pinturas conhecidas hoje, aproximadamente 20 foram feitas no mesmo canto, da mesma sala. Ele viveu numa casa cheia de vida, onze de seus filhos sobreviveram, mas ele pintava com serenidade em seu estúdio, na sobreloja. No século XVII os artistas de Delft eram artesões que levavam seus deveres civis muito a sério - eles faziam seu próprio aprendizado e tinham um sindicato para proteger seus interesses econômicos. Muito antes dos cultuados artistas rebeldes assumirem a cena, era perfeitamente possível ser um bom cidadão e marido e também um grande artista."

No filme, o estúdio de Vermeer é um ambiente calmo e tranqüilo, dentro de um lar barulhento. Firth conta: "Ele se conforma em estar cercado de pessoas que não compreendem o que ele faz, mas mantém seu mundo separadamente. Quando de fato permite que alguém entre em seu espaço, fica intrigado ao ver que Griet tem uma percepção para as cores e composição das formas e isso gera um misterioso elo entre os dois, independente da imensa barreira de classes e idade. Ele às vezes fica satisfeito com o que ela faz, às vezes rejeita. Tenta manter distância de qualquer intimidade, mas isso é muito complicado para ele. Ele não se permite focar em nada além do que esteja relacionado à pintura, nem nos sentimentos, mas a cada vez que se encontram torna-se mais difícil mas não consegue manter o mesmo objetivo. Então o relacionamento passa a ser tortuoso para ambos."

Firth encontra Peter Webber ansioso em explorar os efeitos de diferentes nuances das cenas. "Onde um roteiro é afetado por um certo tom, a mudança de ênfase pode também modificar a direção da cena." O ator aponta paralelos entre a filmagem e o trabalho de Vermeer. "Se você olhar as radiografias de suas pinturas, vai perceber que ele tinha uma idéia ao começar e de repente joga aquilo fora. Isso também pode acontecer no set de filmagem. Trabalhar com uma equipe é um esforço coletivo. Todos chegam de manhã e o desafio é dar vida às palavras que estão escritas, mas você tem que estar preparado para mudar as idéias que você trouxe com você naquela manhã, de forma a manter a energia fluindo. Se você estiver sintonizado, você sente esse momento. É palpável."

Firth enfatiza que o filme não é uma lição de arte. "É uma exploração de quão poderoso pode ser um relacionamento - como a intimidade entre um artista e uma modelo. Uma pintura pode ser desvendada e tem o poder de destruir uma família."

Pieter - Cillian Murphy - O ator irlandês Cillian Murphy assume o papel de Pieter, o filho do açougueiro, que corteja Griet. "Ele tem uma alma simples," explica Murphy, "e passa a maior parte do filme tentando atrair a atenção de Griet. Ele representa a vida que ela teria gostado de ter, até encontrar Vermeer. Uma aliança entre Pieter e Griet seria considerada comum, ao passo que um casal como Vermeer e Griet seria algo extraordinário."

Essas pessoas estão encurraladas no estilo de vida que escolheram para si. Murphy foi atraído pela idéia de representar a derrota no mundo de Vermeer, para mostrar ao público o mundo ao qual Griet reage contra. Em termos de pesquisa, ele passou um bom tempo nos matadouros, aprendendo a manusear carne de maneira convincente, inclusive carregando porcos mortos.

"Na época, a pintura era uma arte e cuidar de carnes era um comércio. Embora haja uma distinção de classes, essencialmente porque o pintor ganha mais dinheiro que o açougueiro, ambas são profissões encaradas com paixão e crença. Pieter acredita no que faz, e o faz bem, por isso está feliz consigo próprio, por isso imagina que Griet possa contentar-se com isso" conta ele.

MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA é o primeiro filme épico de Cillian Murphy e ele expressa grande admiração por Peter Webber em sua abordagem no gênero. "Ele consegue enxergar o cerne da época, e lida maravilhosamente com as emoções e contradições dos personagens. Eu havia ficado preocupado em talvez esbarrar em pequenos detalhes históricos, mas o compromisso da produção em fazer as coisas de maneira correta foi uma ajuda imensa no sentido de absorver o sentimento da época, então pudemos nos concentrar no papel. O roteiro é tão complexo que a cada página fica mais difícil imaginar o que acontece a ela."

Recriando o mundo de Vermeer - Design e Cinematografia

"A cena é uma sala familiar, quase sempre a mesma, a porta geralmente não é visível, mas está sempre fechada, para manter longe os movimentos da casa, a janela fica aberta para que entre a luz. Aqui um mundo doméstico é refinado pela pureza. Lawrence Gowing: "Vermeer."

"A aparência da época é, obviamente, muito bem documentada nas extraordinárias pinturas da Época Dourada da Holanda do Século XVII," diz o designer de produção Ben van Os. "Concebemos a casa de Vermeer para obtermos aquela sensação de molduras dentro de outras molduras, que é tão comum em pinturas. Uma passagem que leva ao lado do canal, e para dentro do jardim, e os quartos do térreo que são ligados por portas, possibilitando a vista de toda a casa, dando a noção do espaço e a falta de privacidade. Griet deve se sentir observada todo o tempo."

"Peter (Webber) e eu também sentimos que muitas das pinturas nos davam uma visão idealizadora. Tomamos a decisão de inserir uma realidade rural, particularmente nas cenas externas, preenchendo as ruas com animais e lama."

Os interiores foram divididos em três mundos distintos. A casa da família de Griet, ambientada num lugar mais pobre; a família Vermeer vive em meio a um caos católico, com muitas pinturas pelas paredes (Vermeer também era um negociante de arte e comercializava trabalhos de outros artistas) e as vivas cores da arte sacra; e o mundo de van Ruijven, seu rico patrocinador que é cheio de curiosidades provenientes dos mais diversos lugares do mundo. Eis ali a moradia do verdadeiro poder.

"Eu queria que a casa de Vermeer fosse caótica" conta Webber. "A casa seria cheia de crianças e barulho. Tinha vista para um canal que que daria a impressão de ser mal-cheiroso. A praça principal com as tabernas e os mercados está somente a meia quadra de distância. Ainda assim Vermeer criava pinturas que transmitiam tranqüilidade e perfeição. Então determinamos que o estúdio, aquele ambiente quase sagrado, iria representar um espaço mágico, de onde sairiam as grandes criações. No mundo privativo de Vermeer - um mundo em que ele aos poucos concedeu a entrada de Griet, pois ela mostrou entender o quão especial ele era. Ben construiu cenários magníficos, mas ele é também um excelente figurinista, fazendo o mundo acreditável, habitável e inteiramente convincente."

O cinematógrafo Eduardo Serra usou tipos de filmes diferentes para mundos diferentes, capturando as cores ricas e obscuras da casa de Vermeer, e guardando algo especial para o estúdio do pintor. "As filmagens foram organizadas de maneira que deixamos para rodar as cenas do estúdio por último", lembra Paterson "Um dia eu estava assistindo à filmagem de outro cômodo da casa de Vermeer e lembrei Eduardo sobre as discussões que tivéramos mais cedo, sobre deixarmos as tomadas mais bonitas para o estúdio e ele consentiu com a cabeça, mostrando que não se esquecera."

"Quando eu vi o que ele havia feito no estúdio, foi de perder o fôlego. Ele realmente fez um trabalho magnífico. O trabalho de Eduardo é simplesmente extraordinário", diz Webber. Ele decidiu como queria que cada cena se encaixasse como se estive emoldurada, escolheu o tipo de iluminação, e alcançou o resultado exato que pretendia, instantaneamente.

Serra acrescenta: "Fiquei feliz por podermos utilizar a tela em formato widescreen. Isso possibilita uma composição de imagem mais ampla - molduras dentro de molduras - assim como takes que unem a luz à sombra. Vermeer reproduzia a luz do norte, que entrava pela sua janela, com exatidão obsessiva. Para evocar a luz de suas pinturas não fiz nada de incomum, somente montei um grande skylight do lado de fora das janelas e tentei utilizar a luz natural da melhor forma possível - eu faria o mesmo num filme contemporâneo."

Os figurinos de Dien van Straalen foram o elemento final para a criação de um mundo autêntico.

"Na maior parte do tempo as pessoas mal percebem os figurinos", diz Webber. "Os grandes figurinistas fazem roupas dentro das quais os atores sentem-se confortáveis, e isso os ajuda a criar a sensação de que eles realmente estão habitando outro mundo. As roupas de Catharina são extravagantes e exibicionistas, porque são como ela, mas até mesmo ela, tem de vestir o mesmo vestido em várias ocasiões para refletir as dificuldades financeiras da família. O triunfo de Dien foi criar trajes que inconscientemente ajudaram a contar a história."

Conclusão

Os cineastas jamais subestimaram os desafios de trazer às telas um adorado e aclamado romance. "Ler o livro foi um prazer particular. Filmar é uma mídia diferente, mas torcemos para que milhões de fãs do romance possam tirar algo mais divertido do filme, algo que possa refletir suas imaginações. Queríamos fazer o filme porque é maravilhoso, misterioso, uma história romântica, originada no século XVII, mas acessível a todos hoje em dia. A história de Tracy gritava para ser trazida à vida - e nós não poderíamos sonhar com uma equipe de pessoas mais criativa, talentosa e apaixonada tanto diante, quanto por trás das câmeras para nos ajudar a realizar essa façanha."

JOHANNES VERMEER (Pintor) 1632-1675

Os poucos fatos sabidos a respeito de Johannes Vermeer foram originados através de documentos - certidões de nascimento e casamento, notas de venda e cartas de débito, e o testamento de seu protetor e patrocinador.

Os pucos fatos conhecidos a respeitod e Johanes Vermeer vêm de documentos legais - certidões de casamento e nascimento; contratos de venda e cartas de débito.

Nascido em Delft em 1632, ele era filho de hospedeiros e passou toda sua vida em sua cidade de 25.000 habitantes. Em 1653 converteu-se ao catolicismo e casou-se com Catharina Bolnes, uma católica de família burguesa. Eles tiveram onze crianças, e moraram na casa de Maria Thins, mãe de Catharina. Vermeer juntou-se à Associação de St. Luke como um pintor mestre após completar seu aprendizado e tornou-se um pintor profissional. Ele também era comerciante, vendendo pinturas de outros artistas de Delft. Seu estúdio era no primeiro andar da casa da sogra e acredita-se que a maior parte de sua obra foi feita ali.

A morte de Vermeer em 1675, aos 43 anos, foi provavelmente devido a um derrame, ou ataque do coração, em conseqüência de stress. Sua família estava decaindo mais e mais em dívidas e a guerra entre a Holanda e a França causava o colapso do mercado de artes, levando os generosos patrocinadores burgueses a também perderem suas fortunas. Além disso, as rendas dos aluguéis de Maria Thins findaram.

Somente 35 pinturas atribuídas a Vermeer ainda existem.

SOBRE O ELENCO

COLIN FIRTH (Vermeer) - Um clássico ator britânico de teatro, Colin Firth é veterano em inúmeros papéis de televisão e cinema. Em 2001 ele encantou as platéias americanas ao lado de Renée Zellwegger na comédia britânica O Diário de Bridget Jones. No filme ele retratava Mark Darcy, o homem que era rival de Hugh Grant pelo afeto de Bridget. Sua fama veio quando ele interpretou Mr. Darcy, na adaptação da Rede BBC de Pride and Prejudice, pelo qual recebeu a indicação a um BAFTA como melhor ator e conquistou uma legião de fãs femininas. Também pode ser visto em Simplesmente Amor, escrito e dirigido por Richard Curtis (About a Boy e Um lugar chamado Notting Hill). Collin participa do filme com um elenco sensacional, incluindo Hugh Grant, Emma Thompson, Liam Neeson e Laura Linney, além do brasileiro Rodrigo Santoro.

Firth foi visto recentemente em Tudo que Uma Garota Quer, da Warner Brothers, ao lado de Kelly Preston e Amanda Bynes. Em junho, ele terminou as filmagens de Trauma, também da Warner, ao lado de Mena Suvari.

Em 2002 Firth pode ser visto ao lado de Rupert Everett e Reese Witherspoon, em The Importance of Being Earnest, filme da Miramax. Em 1998 Firth estrelou em Shakespare Apaixonado, quando interpretou Lord Wessex, o diabólico marido da personagem de Gwyneth Paltrow. Em 1997, estrelou em A Thousand Acres, com Michelle Pfeiffer e Jessica Lange, e em 1996 em O Paciente Inglês, ao lado de Kristen Scott Thomass e Ralph Fiennes. Seus outros créditos em filmes incluem Hope Springs, Fofocas de Hollywood, Tempo de Inocência, The Secret Laughter of Women, Fever Pitch, Circle of Friends, Playmaker, e o papel principal em Valmont.

Em 1989 recebeu o prêmio Royal Television Society Award como melhor ator e também uma indicação a um BAFTA por seu trabalho na produção Tumbledown, para a televisão. Foi indicado a um Emmy em 2001 como melhor ator coadjuvante pelo filme do HBO Conspiracy, aclamado pela crítica. Seus outros créditos em televisão incluem Windmills on the Clyde, Making Donovan Quick, Donovan Quick, The Widowing of Mrs. Holroyd, Deep Blue Sea, Hostages, e a mini-série Nostromo. Sua estréia nos palcos de Londres foi numa produção do West End, chamada Another Country, interpretando Benett. Depois foi escolhido para fazer interpretar o personagem de Judd, numa adaptação para o cinema, ao lado de Rupert Everett.

SCARLETT JOHANSSON (Griet) - Scarlett Johansson alcançou o reconhecimento mundial por sua performance como Grace Maclean, uma adolescente traumatizada por um acidente a cavalo, no filme O Encantador de Cavalos, de Robert Redford.

Johansson está atualmente em quatro filmes. Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola (ganhador do prêmio de melhor atriz no Venice Film Festival), co-estrelando com Bill Murray, The Perfect Score, dirigido por Brian Robbins e Moça com Brinco de Pérola. Ela acaba de completar as filmagens de A Love Song for Bobby Long de Shainee Gabel's, estrelando ao lado de John Travolta.

Scarlett recentemente estrelou no filme An American Rhapsody, autobiografia de Eva Gardo, no aclamado pela crítica Ghost World, de Terry Zwigoff, (um papel que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante do Toronto Film Critics Circle) ao lado de Thora Birch; O Homem que não Estava Lá de Joel e Ethan Coen, ao lado de Billy Bob Thornton e Francês McDormand e Malditas Aranhas para Roland Emmerich and Dean Devlin.

Nativa de Nova Iorque, fez sua estréia aos oito anos numa produção chamada Sophistry, no New York's Paywright's Horizons. Seu papel de ascensão foi no aclamado Manny and Lo, como Manny, que rendeu-lhe uma indicação para o Independent Spirit Award, como melhor atriz feminina.

Seus créditos adicionais incluem a comédia North, de Rob Reiner, o papel de filha de Sean Connery em Justa Causa e suas participações em Lado a Lado com o Amor e Esqueceram de Mim 3.

TOM WILKINSON (Van Ruijven) - Renomado ator britânico de teatro e cinema, Tom Wilkinson fez sua primeira aparição ao público americano no papel de stripper masculino em Ou Tudo ou Nada, pelo qual recebeu a indicação a um BAFTA. Ele já havia sido visto como Mr. Dashwood, no filme de Ang Lee Razão e Sensibilidade, ganhador do Oscar.

Os papéis seguintes incluem o protagonista no filme romântico The Governess, ao lado de Minnie Driver, um papel cômico no premiado Shakespare Apaixonado (pelo qual recebeu também uma indicação ao BAFTA) e o papel no qual retratou um amargurado pai e marido em Entre Quatro Paredes, de Todd Field, ao lado de Sissy Spacek, pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar, uma indicação ao prêmio SAG e outra ao Independent Spirit Film Award, como melhor ator.

Depois estrelou em Nornal, para a HBO, ao lado de Jessica Lange, pelo qual recebeu inúmeros elogios da crítica e uma indicação ao Emmy.

Tom Wilkinson será visto nas telas de cinema em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, escrito por Charlie Kaufmann, co-estrelado por Jim Carrey e Kate Winslet, If Only, comédia romântica de Gil Junger, com Jennifer Love Hewitt, White on White, dirigido por Roger Spottiswoode, ao lado de Willem Dafoe e Alan Cumming, Compleat Female Stage Beauty, dirigido por Richard Eyre, co-estrelado por Billy Crudup e Claire Danes e A Way Through The Woods, com Emily Watson e Rupert Everett, estréia de Julian Fellowes na direção. Ele irá participar do próximo filme de Mike Barker The Good Woman, com Scarlett Johansson e Helen Hunt, que começa a ser rodado em novembro, na Itália.

CILLIAN MURPHY (Pieter) - O ator irlandês Cillian Murphy é o astro do grande sucesso de bilheteria Extermínio, dirigido por Danny Boyle, de Sem Limites. Cillian fez sua primeira performance de sucesso em Disco Pigs, tanto na versão teatral, que trouxe inúmeros prêmios à peça, quanto na versão cinematográfica, ambas dirigidas por Kirsten Sheridan.

Seus maiores créditos em televisão incluem On the Edge, de John Carney, The Trench, de William Boyd, e mais recentemente o papel protagonista na série de TV The Way We Live Now. Cillian foi visto no Edinburgh Festival esse ano, no papel de Konstantine, no filme The Seagull, de Peter Stein. Seus curtas incluem The Watchman, o qual ele co-escreveu com Paloma Beaza e foi indicado ao Turner Classic Movie Short Award.

Sua próxima aparição nas telas será em Intermission, de John Crowley, que deve ser lançado em novembro, e depois em Cold Mountain, de Anthony Minghella, seguido de Red Light Runners, com Harvey Keitel e Michael Madsen. Ele fará o papel principal como Christy em Playboy of the Western World, de Garry Hynes, no Gaiety Theatre em Dublin de fevereiro a abril do ano que vem.

PETER WEBBER (Diretor) - Um cinéfilo confesso, Peter Webber fez seu primeiro curta, The Zebra Man, imediatamente ao sair da escola, depois trabalhou como editor de filmes, iniciando sua associação com os produtores Andy Paterson e Anand Tucker, na estréia de Tucker em Saint-Ex, com Miranda Richardson e Bruno Ganz.

Como premiado diretor de documentários, os assuntos abordados variaram de Wagner a manequins de simulações de acidentes de carro, passando por uma série de criaturas do fundo do oceano e The Curse of the Phantom Limb.

Voltando a falar de filmes, ele dirigiu Simon Russell Beale como Schubert, e explorou a contra-cultura nos protestos de rua em Underground, antes de criar muita controvérsia com a minissérie para a TV, Men Only, abordando o declínio de respeitáveis membros de um time de futebol, durante sua decadência, ingressando no mundo do crime. Seu longa seguinte foi The Stretford Wives, feito para a BBC, no qual estrelou Fay Ripley, contando a história de mulheres que se vingam de homens.

Para confirmar sua versatilidade e gosto eclético, o próximo filme de Webber vai levá-lo à Holanda de Vermeer, no mundo de batedores de carteiras, ao lado do coração contemporâneo de Londres.

ANDY PATERSON (Produtor) - As produções de Andy Paterson incluem Hilary and Jackie, indicado ao Oscar, estrelando Emily Watson e Rachel Griffiths, e o ganhador do Oscar Restoration, estrelando Robert Downey Jr., Hugh Grant e Meg Ryan. Com Restoration e MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA, ele é provavelmente o único produtor na história a ter feito dois longas metragens ambientados em 1665, uma particularidade que ele não poderia prever quando começava sua faculdade de física em Oxford, no começo dos anos 80.

Os tempos em Oxford coincidiram com o encontro com o diretor Michael Hoffman, (com quem ele faria cinco filmes), com a roteirista Olívia Hetreed (que se tornaria sua esposa) e com Hugh Grant. Juntos, fizeram o primeiro longa metragem, Privileged, com orçamento de 40.000 dólares, que foi lançado no cinema no Reino Unido e nos Estados Unidos, dando início também a várias carreiras.

Em 1990 ele e Nick Kent produziram o documentário vencedor do BAFTA Naked Hollywood e formaram a Oxford Television Company, que iria se tornar a maior força britânica na TV. Após Hilary and Jakie, Paterson, com o diretor Anand Tucker e o roteirista Frank Cottrell Boyce, decidiram se concentrar somente em filmes e deram início a uma nova produtora, Archer Street Ltd.

Contribuindo também com a produtora britânica PACT por três anos, Paterson foi co-produtor de dois filmes com o diretor Agust Gudmundsson, da Islândia. Fizeram Danssin e The Seagull's Laughter, que foi o candidato ao Oscar como melhor filme estrangeiro em 2002.

ANAND TUCKER (Produtor) - Anand estudou cinema em Harrow antes de assegurar seu lugar como estagiário na BBC em 1990. Fez vários programas para o departamento de artes e música da BBC antes de deixar a emissora e juntar-se à Oxford Films and Television Company, de Andy Paterson, em 1992.

Lá ele fez uma série de documentários de altíssimo nível, incluindo The Vampire's Life, da romancista Anne Rice, pelo qual foi premiado com um BAFTA em 1996 e também com o Huw Wheldon Award, como melhor programa.

Sua estréia em longas deu-se com Saint-Ex, baseado na vida do pequeno príncipe, do autor e pioneiro aviador Antoine de St. Exupéry. No filme, estrelaram Bruno Ganz e Miranda Richardson. Logo depois disso ele fez o premiadíssimo Hilary and Jackie, pelo qual Emily Watson e Rachel Griffiths receberam indicações ao Oscar. Tucker foi indicado a um BAFTA como melhor diretor e ganhou o British Independent Film Award na mesma categoria.

OLIVIA HETREED (Roteirista) - Depois de formar-se em inglês na Oxford University e fazer parte da equipe que compôs o primeiro filme de Hugh Grant, Privileged, Olívia trabalhou como editora, nos maiores dramas da televisão, incluindo Forget About Me, de Michael Winterbottom.

Em seguida, escreveu roteiros para diversos dramas prestigiados na televisão, incluindo adaptações de The Canterville Ghost, What Katy Did e The Treasure Seekers, de E. Nesbitt.

Depois de terminar Moça com Brinco de Pérola, ela escreveu a primeira série contemporânea para a rede BBC, baseada em The Canterbury Tales. A série será o enfoque principal da grade de programação de outono, em 2003.

Ela está atualmente fazendo a adaptação do romance de John Burnham Reservation Road, para os produtores Andy Paterson e Anand Tucker.

TRACY CHEVALIER (Autora) - Tracy Chevalier nasceu em Washington DC e mudou-se para a Inglaterra em 1984. Estudou escrita criativa na University of East Anglia, onde teve aulas com Malcolm Bradbury e Rose Tremain. Seu primeiro romance, The Virgin Blue, foi publicado em 1997.

Ela escreveu MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA durante sua gravidez e entregou o texto duas semanas antes do nascimento de seu filho, em outubro de 1998. Falling Angels, uma história pungente, sobre duas famílias que foram unidas de modo relutante e foi ambientada nos arredores do cemitério Highgate, em Londres, foi publicado em 2001 com grande clamor da crítica.

Seu último romance, baseado no tema artístico The Lady and the Unicorn, foi publicado no Reino Unido em setembro de 2003 e nos Estados Unidos em janeiro de 2004.

EDUARDO SERRA (Diretor de Fotografia) - Pelo seu trabalho para Iain Softley, em Asas do Desejo, Eduardo Serra recebeu uma indicação ao Oscar como melhor cinegrafista e uma indicação da British Society of Cinematographers, pelo prêmio da BCS, em 1998.

Numa carreira internacional que já dura mais de vinte anos, seus créditos incluem muitos filmes para diretores como Patrice Leconte - incluindo The Hairdresser's Husband, pelo qual foi indicado ao César Award, e para Claude Chabrol, incluindo seu último filme, The Flower of Evil. Outros filmes premiados incluem Map of the Human Heart, de Vincent Ward, pelo qual foi indicado ao Australian Film Institute Award, Jude, de Michael Winterbottom, pelo qual recebeu um Silver Frog, no Camerimage Awards, e Unbreakable, de M. Night Shyamalan. Eduardo acaba de reeber o prêmio de melhor cinegrafista por MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA na edição do San Sebastian International Film Festival desse ano.

BEN VAN OS (Designer de Produção) - Um colaborador de Peter Greenaway de longa data, mais notoriamente em The Cook, the Thief, his Wife and her Lover e The Baby of Macon, Ben van Os recentemente trabalhou em Max, um filme de Menno Meyjes sobre Hitler, abordando seu esforço em ser reconhecido como artista em Munique, após a guerra, estrelando John Cusack e Noah Taylor.

Seus outros créditos incluem It's All About Love, de Thomas Vinterberg e Orlando, de Sally Potter, pelo qual foi indicado a um Oscar e recebeu o Dutch Golden Calf por seu trabalho como designer de produção.

KATE EVANS (Editora) - Kate trabalhou com o diretor Peter Webber em sua controversa série no canal 4, Men Only, como também em Stretford Wives, para a BBC. Créditos anteriores incluem Persuasion, de Roger Michell, My Night With Reg e Titanic Town, e a aclamada série da BBC The Buddha Of Suburbia, baseada nos roteiros de Hanif Kureishi.

JENNY SHIRCORE (Maquiadora e Cabelereira) - Seus créditos incluem Coisas Belas e Sujas, de Stephen Frears, Um Lance de Sorte, de Neil Jordan, Um Lugar Chamado Notting Hill, de Roger Michell, e Elizabeth, de Shekkar Kapur, pelo qual ela recebeu um Oscar.

DIEN VAN STRAALEN (Figurinista) - Dien colaborou com o designer Ben van Os em diversos filmes, incluindo Orlando, de Sally Potter, The Cook, The Thief, His Wife and Her Love e The Bay of Macon. Ela também trabalhou em Propero's Book, e The Pillow Book, de Greenaway. Antes de MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA ela participou de Max, estrelando John Cusack e Noah Taylor.

ALEXANDRE DESPLAT (Compositor) - Alexandre Desplat participou de mais de 50 filmes e outros vários projetos para a televisão e teatro, durante os últimos quinze anos. Nascido em Paris, Desplat começou a tocar piano aos 6 anos, trompete aos 8 e flauta aos 10. Estudou com Claude Ballif no Conservatório de Paris e orquestração com Jack Hayes, em Los Angeles.

Foi indicado a dois prêmios da academia francesa por seus trabalhos em Self Made Hero, de Jacques Audiard, e Read My Lips, estrelando Vincent Cassel. Outros créditos incluem The Luzhin Defence, estrelando Emily Watson e John Turturro, The Advocate, da Miramax, estrelando Colin Firth e Ian Holm, da autora/diretora Leslie Megahey, Innocent Lies, estrelando Stephen Dorff e Gabrielle Anwar, do diretor Patrick Dewolf e The Revenger's Comedies, estrelando Kristin Scott Thomas, Helena Bonham-Carter e Sam Neil, dirigido por Malcolm Mowbray.

Ele também escreveu as músicas dos filmes que compuseram a série sobre o atentando de 11 de setembro, onde 11 diretores de todo o mundo participaram. Os diretores desses filmes incluem Sean Penn, Alejandro González Iñárritu, Ken Loach, Danis Tanovic e Shohei Imamura.

Desplat foi maestro da London Symphony Orchestra, da Royal Philharmonic Orchestra, da Czech Phiharmonic e da Munich Symphony Orchestra, entre outras. Ele escreveu músicas para Kate Beckinsale, Charlotte Gainsbourg, Michael Gambom, Catherine Ringer e Nadia Fares.

JIMMY DE BRABANT (Co-Produtor) - Jimmy de Brabant é o presidente de Luxembourg's Delux Productions. Suas produções incluem The Pillow Book, de Peter Greenaway e Tulse Luper Suitcases, selecionado na competição oficial em Cannes, 2003. Além disso, trabalhou de Octane, de Marcus Adams, e de Shadow of the Vampire, indicado ao Oscar, que teve a participação de Willem Dafoe e John Malkovitch, e ainda de Um Lobisomen Americano em Paris.


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