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Monstros S.A.


webc1452.jpg (26627 bytes)Os animadores vencedores do Oscar® com Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) abrem uma porta para um mundo assustadoramente divertido de monstros e tumultos, gerando muitos sustos e gargalhadas em seu novo filme, Monstros S.A. Esta genial e criativa aventura em animação digital é a mais nova produção da Disney/Pixar - após Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida de Inseto (A Bug's Life) e Toy Story 2 - e o segundo longa-metragem de cinco filmes a serem produzidos em parceria pelos dois estúdios. Apresentando dubladores inspirados como John Goodman, Billy Crystal, James Coburn, Jennifer Tilly, Steve Buscemi, Mary Gibbs, John Ratzenberger, Bob Peterson, Frank Oz e Bonnie Hunt, Monstros S.A. é uma apresentação da Walt Disney Pictures de um filme da Pixar Animation Studios.

Monstros S.A. foi dirigido pelo animador e roteirista veterano da Pixar, Pete Docter, um dos integrantes da equipe de roteiristas indicada ao Oscar® com Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) e supervisor de animação do revolucionário filme de animação digital de 1995. Contribuindo com sua experiência e criatividade, o produtor executivo do filme foi John Lasseter, vice-presidente executivo de criação da Pixar, diretor dos filmes Toy Story 2 e Vida de Inseto (A Bug's Life), vencedor de um Oscar® técnico especial com Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), e também do Oscar® de 1989 de Melhor Curta-Metragem com seu curta animado, Tin Toy. O compositor e letrista vencedor do Grammy, Randy Newman, volta a trabalhar em parceria com a equipe da Pixar, emprestando seu talento e sua versatilidade musical impressionantes à trilha instrumental do filme, bem como à canção dos créditos finais.

A Pixar, que comemora 15 anos de fundação em 2001, dá seu salto mais ousado com a produção de Monstros S.A. O filme representa o uso mais avançado e sofisticado da tecnologia de animação digital por parte do estúdio até hoje, tendo exigido 2,5 milhões de rendermarks (uma medida de capacidade dos computadores), em comparação ao total de quase 1,1 milhão usados em Toy Story 2. Entre suas inúmeras realizações técnicas impressionantes, destaca-se a aparência revolucionária de pêlos e cabelos, que agora possuem o sombreamento, a densidade, a iluminação e o movimento consistentes com seu visual real. O melhor exemplo disso é o manto de pêlos azul-esverdeado com manchas roxas que cobre o corpo de Sulley e que inclui quase 3 milhões de pêlos individuais, além do cabelo e das marias-chiquinhas da menina Bu. Outro programa de simulação permitiu que a camiseta usada por Bu se movesse de um modo independente de seu corpo. Estas realizações representam um enorme avanço da Pixar em relação à sua experimentação anterior com a animação digital de roupas, em Geri's Game, o curta-metragem animado vencedor do Oscar® de 1998, que foi exibido nos cinemas colado às cópias de Vida de Inseto (A Bug's Life).

Segundo Lasseter, "Pete e sua equipe fizeram um trabalho extraordinário com os personagens e o relacionamento existente entre eles no filme. Trata-se não só de um filme hilário, mas também emocionante e que dá aos personagens uma vida que extrapola em muito os limites da tela. Para fazermos um filme que entretenha de verdade o público e que seja realmente inesquecível, precisamos contar uma história com intrigas, emoções e humor, que contenha personagens que se sustentem independentemente da história, e precisamos colocá-los num mundo que seja absolutamente convincente. O público adora ver coisas que nunca viu antes, mas que se relacione de alguma maneira com algo familiar. Monstros S.A. apresenta este mundo alternativo com base numa cidade industrial urbana, como tantas que conhecemos, mas que é apresentada de um modo que os espectadores nunca imaginaram antes."

Docter relembra, "Toy Story foi muito divertido e tocou um grande número de pessoas, porque elas estabeleceram algum tipo de ligação com a história. Comecei então a pensar em outras coisas que faziam parte da minha realidade diária quando era garoto. Uma delas é que, para mim, os monstros realmente existiam e que viviam dentro do armário, sobretudo à noite. Minhas roupas se transformavam em monstros - com tentáculos, garras e olhos. Começamos a pensar que deve haver uma razão pela qual os monstros assustam as crianças e passamos a brincar com este conceito."

Acerca da quarta colaboração da Disney com a Pixar, Thomas Schumacher, presidente da Walt Disney Feature Animation, observa, "Monstros S.A. é mais uma realização genial da Pixar Animation Studios e da arte da animação digital. Disney orgulha-se da sua parceria com este grupo de cineastas prodigiosos. O filme em si é uma obra de entretenimento brilhante com personagens memoráveis em situações hilárias. Pete Docter inclui agora o crédito de diretor de longa-metragem ao seu vasto currículo, com um filme que reflete sua personalidade sensível e seu senso de humor inteligente. O público vai se deixar conquistar pelo humor e a criatividade sem limites do filme e se lembrar dele por um longo tempo."

Passado em Monstrópolis, uma próspera cidade industrial onde residem monstros de todos os tamanhos e formas, o filme segue as hilárias peripécias de James P. Sullivan (conhecido como "Sulley") e seu companheiro de trabalho e melhor amigo, com quem divide um apartamento, Mike Wazowski. Ambos trabalham na Monstros S.A., a maior fábrica de processamento de gritos do mundo dos monstros, onde Sulley é o Assustador de Crianças No. 1 e Mike é seu assistente ranzinza. A principal fonte de energia do mundo dos montros provém da coleta dos gritos das crianças humanas. Na Monstros S.A., uma elite de assustadores é responsável pela coleta deste precioso recurso natural. Para complicar as coisas, os monstros acreditam que as crianças são tóxicas e, por isso, qualquer contato com elas é expressamente proibido. Quando uma menininha (chamada Bu) segue por acaso Sulley de volta ao mundo dos monstros, ele descobre que sua carreira está ameaçada e sua vida transforma-se num completo caos. Com a ajuda de Mike, ele planeja corrigir seu erro, mas o trio acaba envolvido numa série de situações cada vez mais complicadas e numa conspiração que vai muito além de tudo que eles jamais poderiam imaginar.

O diretor Pete Docter guiou o desenvolvimento da história de Monstros S.A. ao longo dos últimos quatro anos e supervisionou a equipe de criação do filme. Ele contou com a assistência dos co-diretores Lee Unkrich, co-diretor de Toy Story 2 e supervisor de montagem de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) e Vida de Inseto (A Bug's Life), e David Silverman, integrante da equipe de criação de Os Simpsons (The Simpsons). O filme foi produzido por Darla Anderson, veterana há nove anos na Pixar. Anderson produziu Vida de Inseto (A Bug's Life), um dos campeões de bilheteria dos cinemas no ano de 1998, antes de voltar sua atenção para a produção de Monstros S.A.

O produtor executivo é outro colaborador de longa-data de John Lasseter, Andrew Stanton, indicado ao Oscar® com os roteiros de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida de Inseto (A Bug's Life, co-dirigido por ele) e Toy Story 2. Stanton também é co-autor do roteiro de Monstros S.A., juntamente com Dan Gerson. O argumento original do filme foi escrito por Pete Docter, Jill Culton, Jeff Pidgeon e Ralph Eggleston. Bob Peterson foi o chefe de história.

Anderson comenta: "As idéias sugeridas pelo vice-presidente executivo da Pixar, John Lasseter, forneciam inspiração à nossa equipe sempre que precisávamos - ele é um líder fantástico, com total confiança em Pete e sua equipe, mas ao mesmo tempo sempre disposto a nos guiar na direção criativa correta. Foi absolutamente maravilhoso trabalhar com Pete. Um profissional com seu jeito sociável e sua sensibilidade criativa é o sonho de todo produtor."

E acrescenta Docter: "A energia de Darla, sua determinação e humor foram essenciais à conclusão e ao sucesso deste projeto. Adoro trabalhar com ela porque ela tem garra e intuição. Ela sabe exatamente como fazer as coisas e, na maioria dos casos, acerta na mosca."

Uma peça-chave do sucesso e da diversão de Monstros S.A. é seu elenco de monstros e uma alegre intrusa humana, chamada Bu. O versátil ator John Goodman, astro de A Nova Onda do Imperador (The Emperor's New Groove), E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (O Brother, Where Art Thou?), Arizona Nunca Mais (Raising Arizona), tem um desempenho espantoso como dublador de Sulley, um monstro peludo de 2,5m e 370kg que faz um contato imediato com Bu. Ele talvez seja a última coisa que uma criança humana gostaria de encontrar dentro do seu armário, mas sob sua aparência intimidante, Sulley parece mais um urso de pelúcia gigante, por conta de sua gentileza e sua personalidade afetuosa. Por trás de todo bom Assustador, há um bom Assistente de Assustador, e ninguém sabe instruir, inspirar e incentivar melhor seu parceiro para que ele quebre o recorde dos sustos do que seu colega Mike Wazowski, um monstro na forma de uma bolinha verde-limão com um olho só. Com uma dublagem hilária do polivalente e talentoso Billy Crystal, cujo currículo inclui uma longa lista de créditos como ator, comediante, diretor e apresentador das cerimônias de entrega do Oscar®, Mike nem sempre vê as coisas da mesma maneira que Sulley, mas demonstra ser um amigo preocupado e leal quando a situação se complica. O trio se completa com a surpreendente Bu, uma menininha corajosa que descobre que a vida por detrás da porta do seu armário é emocionante e nem um pouco assustadora. Atualmente com cinco anos, Mary Gibbs - filha do artista de storyboards da Pixar, Rob Gibbs, e de sua mulher, Sue - faz sua estréia como atriz no papel desta garota inocente e encantadora que, para sua felicidade, não tem a menor consciência do rastro de caos que deixa atrás de si e dos perigos que está correndo.

Os companheiros de Mike e Sulley na Monstros S.A. incluem um monstro apavorante na forma de um lagarto, Randall Boggs, que está disposto a qualquer coisa para manchar a reputação de Sulley e se tornar o novo Assustador No. 1 da fábrica. O talentoso Steve Buscemi (Ghost World, Fargo - Uma Comédia de Erros /Fargo, Cães de Aluguel /Reservoir Dogs) transforma esse esquivo e escorregadio lagarto com oito braços num personagem sarcástico e zombeteiro. A atriz indicada ao Oscar®, Jennifer Tilly (Tiros na Broadway/Bullets Over Broadway, O Mentiroso/Liar Liar), encanta o público com seu desempenho hilário no papel de Celia, a espirituosa recepcionista cujo cabelo é um emaranhado de serpentes e que só tem olhos para seu "Zoiudim", Mike Wazowski. O paternal presidente da Monstros S.A., o monstro na forma de um caranguejo, Henry J. Waternoose, é dublado pelo ator premiado com o Oscar®, James Coburn (Temporada de Caça/Affliction, Our Man Flint, Fugindo do Inferno /The Great Escape). Embora ele tenha uma predileção toda especial por Sulley, o maior astro de seu quadro de Assustadores, situações desesperadoras exigem medidas desesperadas, e ele está preparado para fazer tudo o que for necessário para salvar a companhia que está nas mãos de sua família há várias gerações.

Outra funcionária da Monstros S.A. é Roz, sua dedicada e dispéptica Gerente Administrativa que é obcecada por detalhes burocráticos e louca por uma papelada. O chefe de história do filme, Bob Peterson, é quem dubla os diálogos da personagem. John Ratzenberger (Cheers), dublador de carteirinha da Pixar, que já deu voz ao cofrinho em forma de porco, o Porquinho, dos dois longas Toy Story e interpretou o dono do circo de pulgas, P.T. Flea, de Vida de Inseto (A Bug's Life), está de volta no papel do deliciosamente abominável e solitário Abominável Homem das Neves do Himalaia. Desesperado para arranjar companhia, Yeti descobra-se em gentilezas ao receber no mundo dos humanos a visita inesperada de Mike e Sulley. Outro ex-porquinho, o diretor e manipulador de bonecos dos Muppets, Frank Oz, faz uma participação especial no papel de Fungo, o estressado assistente de sustos de Randall. A comediante Bonnie Hunt (dubladora da aranha Rosie, de Vida de Inseto/A Bug's Life) também faz uma participação especial no filme no papel da Sra. Flint.

REALIZAÇÕES ARTÍSTICAS E TÉCNICAS

Uma equipe de especialistas em tecnologia contribuiu para manter a Pixar na dianteira da tecnologia da animação digital. Em Monstros S.A., o vencedor de dois Oscars®, Tom Porter, foi diretor técnico supervisor e responsável pela supervisão de todos os aspectos da produção relativos à modelagem, sombreamento, iluminação e renderização. Sob a iniciativa de Porter, uma nova divisão chamada Shots Department (i.e., Departamento de Tomadas) foi estabelecida e supervisionada por Galyn Susman. Este departamento distribuiu as 1500 tomadas, deixando-as a cargo de supervisores de seqüência e de diretores técnicos individuais, que seguiram cada uma delas ao longo de todas as fases do processo de produção.

Eben Ostby foi o supervisor encarregado do departamento de modelagem. Nesta área, esculturas de argila dos rostos dos principais personagens foram criadas e digitalizadas, enquanto outros 50 monstros dos tipos mais variados foram criados diretamente dentro do computador através de um kit de partes virtuais. Graças ao seu aprendizado nos dois longas Toy Story e em Vida de Inseto (A Bug's Life), os escultores usaram um programa proprietário chamado "Geppetto" para acrescentar um número bem maior de controles aos personagens, o que deu aos animadores possibilidades de movimentos ainda mais sutis. Em termos de complexidade, Ostby calcula que Sulley, Mike e Bu foram consideravelmente mais complexos que Buzz e Woody e tiveram um número de 30 a 40% maior de controles até que o próprio Al (o realista dono da loja de brinquedos, Al's Toy Barn) de Toy Story 2.

O estilo visual do filme contou com a contribuição do trabalho dos desenhistas de produção Harley Jessup e Bob Pauley. A fase inicial do desenho do filme incluiu visitas de pesquisa a cidades industriais e às linhas de montagem de fábricas nas proximidades do estúdio. Seguindo as orientações de Docter, eles deram início à criação do visual e de toda a lógica de Monstrópolis. Isso signifcava a criação de todas as engrenagens e áreas internas da fábrica Monstros S.A., do "Andar do Susto" à sua "Caixa-forte de Portas" (que inclui 5,7 milhões de portas de armários com identificações individuais, distribuídas ao longo de centenas de quilômetros de correias transportadoras). A fábrica em si tem um estilo reminiscente da década de 60 e foi intencionalmente criada com um visual ligeiramente antiquado. No total, 22 sets diferentes foram desenhados para o filme, do quarto de Bu ao moderno sushi bar, Harryhausen's, e à caverna coberta de neve onde vive o Abominável Homem das Neves.

Os diretores de arte Tia Kratter e Dominique Louis contribuíram com seus talentos para a criação da palheta de cores do filme, sua iluminação e parâmetros de sombreamento. Kratter, uma artista de cenários com formação acadêmica, trabalhou com uma equipe de coloristas digitais na determinação de todas as cores e texturas. Suas amplas pesquisas incluíram estudos dos pêlos de lhamas, iaques, bodes e cabras, bem como visitas a depósitos de ferro-velho, onde metais soldados serviram de referência para as cenas no interior da fábrica. Ela também contribuiu na finalização da colorização dos personagens. Louis ficou encarregado da ambientação e da iluminação do filme, criando uma série de desenhos em pastel de estudo de cada ambiente. Seus estudos demonstraram seu incrível talento para cores, com imagens cheias e detalhes e um foco preciso. Seus desenhos em pastel foram então entregues ao departamento de iluminação, que usou-os como um guia na finalização das cenas do filme.

Os diretores de arte trabalharam em parceria com o supervisor-chefe de iluminação Jean-Claude Kalache e com o supervisor de sombreamento Rick Sayre para que todos chegassem à ambientação e ao visual indicados pela equipe de criação. Sayre e a equipe de sombreamento criaram milhares de shaders (controles de texturas) que deram aos monstros do filme seu visual rico, complexo, estilizado e texturizado.

Outro membro fundamental da equipe de produção foi o supervisor de layout, Ewan Johnson, que contribuiu para a produção revolucionária da Pixar fazendo versões alternativas de todas as cenas. Sophie Vincelette supervisionou o Departamento de Cenografia, uma inovação que cuida da uniformização criativa de todos os vários objetos e adereços digitais. Kori Rae foi o produtor associado do filme. E Jim Stewart foi seu montador.
Com relação à animação, os artistas da Pixar, Glenn McQueen e Rich Quade, reprisaram seus papéis como supervisores. McQueen foi mais recentemente supervisor de animação de Toy Story 2. Quade foi supervisor de animação tanto de Vida de Inseto (A Bug's Life) quanto do Toy Story original. Doug Sweetland e Scott Clark foram diretores de animação do filme. Uma equipe de mais de 35 animadores trabalhou no filme, incluindo os animadores dos protagonistas, Andrew Gordon (Mike Wazowski), John Kahrs (Sulley) e Dave DeVan (Bu). Os personagens variavam em complexidade, incluindo Randall, um réptil com 8 braços, e Mike Wazowski, um monstro com um olho só, cuja animação representou um dos maiores desafios para os animadores.

O aclamado compositor e letrista Randy Newman, compositor das trilhas dos três longas anteriores da Disney/Pixar, mais uma vez contribui com seu impressionante talento musical. Na trilha de Monstros S.A., Newman incorporou influências do jazz da década de 40 para tornar o filme ainda mais divertido e evocativo. A trilha apresenta uma coleção de instrumentos ecléticos, como uma gaita, um bandolim e um acordeão. Ele também compôs a canção dos créditos finais, intitulada "If I Didn't Have You", um delicioso dueto entre Sulley (Goodman) e Mike (Crystal).

Outro colaborador de longa data da Pixar, o vencedor de inúmeros Oscars® e engenheiro-chefe de som do estúdio Skywalker Sound, Gary Rydstrom, fez um trabalho de pura magia na criação dos sons incidentais de Monstrópolis, criando uma mixagem magistral para a banda sonora do filme.

Monstros S.A. teve o privilégio de ser o primeiro filme a ser animado nas novas instalações da Pixar Animation Studios, um moderníssimo estúdio com mais de 20.000m2, em Emeryville, Califórnia. O novo estúdio foi inaugurado em novembro de 2000 e emprega quase 600 dos melhores animadores e técnicos da indústria. O lançamento de Monstros S.A. coincide com o jubileu de 15 anos de fundação da Pixar. Steve Jobs comprou a empresa da Lucasfilm em 1986 e transformou-a numa empresa independente.

MONSTROS NO ARMÁRIO: A HISTÓRIA

Desde a primeira vez que foram para cama, crianças do mundo todo sabem que, quando os pais as põem para dormir e apagam as luzes, há monstros escondidos no armário, prontos para sair. Mas o que elas não sabem é que, para esses monstros que assustam criancinhas, não se trata de nada pessoal. Eles estão apenas fazendo seu trabalho.

Monstrópolis é uma cidade que abriga uma população de monstros de todas as formas e tamanhos. Sua principal fonte geradora de energia são os gritos das crianças humanas que são processados na maior fábrica de processamento de gritos da cidade, a Monstros S.A. Acionando o vasto acervo de "portas de armários" da fábrica, uma equipe de elite de monstros entra no mundo dos humanos todas as noites para assustar as crianças e coletar seus gritos. O que torna o trabalho dos monstros um pouco mais difícil é o fato de acreditarem que as crianças sejam tóxicas e que qualquer contato direto com elas poderia ser catastrófico. O presidente da companhia, Henry J. Waternoose, enfrenta no momento uma crise energética, uma vez que as crianças de hoje já não se assustam tão facilmente quanto antigamente.

O maior astro da Monstros S.A. é James P. Sullivan, ou Sulley, um monstro de 2,5m com pêlo azul-esverdeado com manchas roxas e um par de chifres. Seu assistente de sustos é um monstrinho verde-limão de um olho só chamado Mike Wazowski, que além de seu melhor amigo, divide um apartamento com ele. A vida é ótima para esta "dupla do barulho". Sulley é o Assustador No. 1 da fábrica sem ninguém para ameaçar sua liderança - exceto por seu sorrateiro e invejoso adversário Randall Boggs, o Assustador No. 2 da fábrica. Enquanto isso, Mike faz progressos no seu jogo de sedução à garota dos seus "sustos", Celia, a recepcionista da Monstros S.A.

Numa certa noite, Sulley volta ao "Andar do Susto" após o expediente e descobre que uma porta de armário não foi devolvida à "caixa-forte de portas". Ele abre a porta para averiguar e, sem querer, permite que a uma menininha humana entre no mundo dos monstros. Acreditando que a criança seja tóxica, Sulley tenta superar seu próprio medo e contornar o equívoco, mas a situação só piora a cada nova tentativa. Ele e Mike levam a menina - a quem Sulley passa a chamar de Bu - para a casa deles até que tudo volte ao normal na cidade em pânico diante da descoberta da invasão de uma criança humana para que tenham tempo de bolar algum plano. No dia seguinte, eles disfarçam Bu de monstro e levam-na de volta à fábrica, na esperança de achar a porta do armário da menina e devolvê-la sã e salva à sua casa.

Mike e Sulley põem em risco sua própria segurança e a segurança de toda sua espécie na tentativa de levar Bu de volta ao mundo dos humanos antes que sua presença na fábrica seja descoberta. Eles ignoram, entretanto, que acabaram por se envolver numa conspiração vil para fomentar a produção de energia da fábrica e que, involuntariamente, eles se interpuseram no caminho do "progresso".

UMA HISTÓRIA QUE É UM ESPANTO: ORIGENS DO PROJETO

Após concluir o trabalho de supervisão da animação do revolucionário longa-metragem produzido através da animação digital em 1995, Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Pete Docter começou a explorar várias idéias para um filme a ser dirigido por ele. Uma das idéias que mais o intrigou foi uma história sobre monstros e as confusões que eles aprontam durante a noite.

Explica Docter: "Para mim, o mais intrigante acerca deste tema é a idéia de que, na infância, todos temos medos inexplicáveis e inconscientes e, por isso, criamos monstros como uma forma de tornar nossos temores tangíveis. Começamos a pensar: 'Se os monstros representam nossos medos, do que será que os monstros teriam medo?' A resposta óbvia: de crianças. Nossos próprios medos têm medo de nós!"

O argumento inicial de Docter para o filme passou por inúmeras transformações ao longo do seu processo de desenvolvimento, mas a idéia de monstros vivendo em um mundo próprio permaneceu inalterada como um conceito muito bem aproveitável. Nas suas versões iniciais, a história se concentrava em um homem que 32 anos que via monstros que ninguém mais era capaz de ver. Ela abordava medos infantis que jamais haviam sido resolvidos e que voltavam sempre como uma causa de ansiedade na vida adulta. À medida que a história evoluiu e foi incorporando inúmeras reviravoltas, o protagonista adulto foi substituído por crianças de várias idades (entre 8 e 12anos) e gêneros. Ao final, a equipe de história decidiu que uma menininha inocente seria a melhor coadjuvante para um monstro peludo de 2,5m.

O personagem Sulley também passou por transformações radicais ao longo do projeto. Ele começou como um zelador, passando a um fracassado azarado e sem coordenação, até chegar à sua forma final de super astro do quadro de Assustadores da fábrica. Numa certa fase do seu desenvolvimento, ele chegou a usar óculos e ter vários tentáculos.

"Em geral, todas as pessoas vêem monstros como bestas furiosas que babam e são extremamente apavorantes", comenta Docter. "Mas no nosso filme, eles são seres normais como quaisquer outros. Eles batem o ponto no início e no final do expediente de trabalho, discutem "abobrinhas" e questões sindicais e se preocupam em ter uma arcada dentária correta. Assustar criancinhas é apenas seu trabalho."

"Um dos nossos maiores desafios era encontrar uma boa razão pela qual os monstros assustam as crianças. Durante algum tempo, exploramos a idéia de que tudo era uma espécie de show da Broadway e que os monstros se divertiam entre si assustando as crianças. Depois disso veio toda a questão industrial, que era perfeita como um cenário para ótimas cenas de humor."

Trabalhando a partir do argumento original de Docter, Andrew Stanton, que havia escrito os três longas anteriores da Pixar e que foi produtor executivo deste filme, começou a escrever um roteiro que englobasse o espírito e o humor do seu conceito original. Uma vez estabelecida uma base apropriada para o filme, após Stanton ter escritos vários roteiros preliminares, ele voltou sua atenção para seu próximo projeto (Finding Nemo, com lançamento previsto para 2003). Dan Gerson passou então a redigir as versões subseqüentes do roteiro de Monstros S.A., nas quais deu definição à trama, aos personagens e aos diálogos. Ao mesmo tempo, o supervisor de história Bob Peterson e sua equipe ajudavam a dar uma referência visual ao roteiro, criando desenhos, piadas e várias idéias criativas. O co-diretor David Silverman juntou-se ao projeto, em 1998, para contribuir com seus conhecimentos na fase de desenvolvimento da história e para dar forma aos relacionamentos entre os seus protagonistas. Outro colaborador-chave foi o co-diretor Lee Unkrich, cuja experiência na indústria de filmes live-action demonstrou ser valiosa.

Segundo Stanton, "A primeira e a última coisa que John [Lasseter] nos pergunta com relação à história é 'isso me importa? isso me importa? isso me importa?' Para ele, devemos sempre pensar com o coração em primeiro lugar e só depois com a cabeça. E Bu é vital para todo o filme. Este é um dos pontos fortes de Pete. Ele tem um instinto nato para lidar com a inocência das crianças e sempre exerceu uma grande atração natural sobre elas. Nossos filhos o vêem e querem logo brincar com ele."

"Nós nos divertimos muito criando toda a logística por detrás do mundo dos monstros", acrescenta ele. "Buscamos inspiração em nossas próprias experiências na Pixar e também referências no mundo real dos seres humanos, para então parodiá-las. Nosso desafio aqui era criar todo um mundo unicamente a partir da nossa imaginação. Enquanto em Toy Story e Vida de Inseto, criamos baseados na realidade ou ligados à ela, o mundo dos monstros não nos impunha nenhuma restrição e podíamos levar nossa criatividade até onde quiséssemos."

David Silverman lembra de ter ficado fascinado com este conceito desde que ele foi sugerido pela primeira vez. "O tema do filme me deixou simplesmente perplexo e os primeiros storyboards eram hilários, ricos em possibilidades", comenta ele. "Parecia uma idéia perfeita para o estilo de humor da Pixar. No meu trabalho em Os Simpsons, meu forte sempre foi a encenação e os desempenhos. Este filme me deu a chance de me envolver ainda mais fundo no roteiro e na busca de soluções criativas."

O roteirista Dan Gerson entrou para a equipe da Pixar em 1999 e trabalhou diariamente lado a lado com os cineastas do filme por quase dois anos. Relembra ele: "Eu me sentava com Pete e David para discutirmos uma cena e ouvia deles aquilo que buscavam. Eu dava algumas sugestões e me retirava para redigir a seqüência. Nós voltávamos a nos reunir para revisar meu trabalho e a cena era então repassada a um desenhista de história. É aqui que o trabalho em equipe realmente funcionava. O desenhista não era obrigado a ater-se unicamente ao meu trabalho e podia tomar algumas liberdades. Às vezes, eu sugeria alguma idéia para fazer a piada funcionar melhor, em termos visuais. Quando a cena era então passada ao departamento de animação, os animadores aprimoravam ainda mais o material.

"Esta foi minha primeira experiência de trabalho num longa-metragem e tudo não podia ter saído melhor", acrescenta Gerson. "Eles não só me receberam de braços abertos no seu grupo, mas também estavam sempre receptivos às minhas idéias. Foi uma benção ter Pete como meu primeiro diretor. Ele cria um clima de total colaboração e não era raro eu falar com ele 3 ou 4 noites por semana só para discutirmos detalhes acerca do filme."

Como supervisor de história, Bob Peterson chefiou uma equipe de desenhistas de história que podia incluir entre oito e 20 artistas nas mais variadas fases da produção. "Todas as histórias nas quais trabalhei foram uma grande batalha", comenta ele. "É sempre uma luta, embora divertida. Pode-se dizer que recebemos uma pedra de mármore bruto, que é lapidada até que a própria história nos diga para onde deseja ir, após termos trabalhado nela por algum tempo. Chega um dia em que tudo começa a se encaixar nos seus lugares. Neste filme, uma das nossas maiores lutas foi com o relacionamento entre Mike e Sulley, quem Sulley era, e o caminho que ele percorre até se tornar quem é no final do filme. Em geral, há sempre uma cena que deflagra a direção que toda a narrativa toma. Alguma coisa se acende na nossa mente e seu brilho começa a se propagar em todas as direções."

"É um grande prazer trabalhar com Pete", acrescenta Peterson. "Ele procura sempre o que há de mais divertido nas cenas e é um animador de muito talento. David tem muita imaginação para cenas de humor e vastos conhecimentos sobre os grandes comediantes do rádio, entre outras coisas. Seu humor contagiava toda a equipe e, além de tudo, ele é ótimo desenhista."

Lee Unkrich acrescenta: "Uma das liberdades que tomamos aqui na Pixar é dar a nós mesmos um prazo bem longo para o desenvolvimento das nossas histórias. Daí podemos testar várias coisas e seguir os caminhos mais diversos. Trata-se de um luxo raramente possível nas produções de cinema live-action. Monstros S.A. é talvez o filme mais sofisticado que já produzimos, em termos dos relacionamentos entre os personagens e da profundidade de cada um deles. Na Pixar, acreditamos que as emoções são vitais para nossas histórias. Queremos que o público ria e divirta-se muito, mas também que os espectadores saiam dos cinemas emocionalmente transformados."

E conclui Stanton: "Uma das melhores coisas acerca da Pixar é que nós somos um grupo de criação que trabalha em conjunto para criar estes filmes. John lidera esse grupo de pensadores e grandes artistas, que inclui Pete, Lee, o supervisor de história Joe Ranft e eu. Mesmo que não façamos parte da equipe técnica de um certo filme, estamos sempre disponíveis para uma troca de idéias, para fazermos o papel do advogado do diabo ou simplesmente para ajudar a equipe a enxergar as coisas com novos olhos. Agimos como bombeiros da história e é ótimo podermos contar com essa rede de segurança. A gente não se sente sozinho nesta longa estrada que precisamos recorrer para produzir um filme bem sucedido."

O título, Monstros S.A. foi sugerido por Joe Grant, o lendário artista e roteirista dos estúdios Disney, co-roteirista do filme de 1941, Dumbo, e diretor de história do longa-metragem Fantasia original. Atualmente com 93 anos, Grant continua trabalhando como consultor de história do Departamento de Animação dos estúdios Disney, onde até hoje ainda cumpre expediente nos cinco dias úteis da semana. Docter, admirador de longa data do trabalho de Grant, costumava trocar muitas idéias com Joe sobre o projeto. Grant respondia sempre enviando envelopes cobertos com desenhos contendo suas observações, escritas em seu estilo elegante de caligrafia manuscrita. Relembra Docter: "Foi simplesmente um título perfeito. Joe foi uma grande fonte de inspiração para todos nós, sempre nos enviando ótimos clippings de imprensa e ilustrações, ao longo de toda a produção."

BEHIND THE "SCREAMS": PETE DOCTER E SEUS CO-DIRETORES

Na criação de Monstros S.A., Docter contou com a ajuda e o apoio de dois talentosos co-diretores. Lee Unkrich, que entrara para a Pixar como montador supervisor do Toy Story original, rapidamente tornou-se um membro fundamental da equipe do estúdio. Graças às suas raízes no cinema live-action, ele pôde incorporar elementos do cinema tradicional na produção dos longas de animação digital da Pixar. Ele trabalhou em total sintonia com a equipe de layout na encenação, composição e fotografia do filme, contribuindo com sua experiência como montador e ajudando a dar à história um ritmo ainda mais emocionante. "Lee foi uma peça-chave do filme", observa Docter. "Nós contamos com sua orientação em boa parte da encenação do filme. Ele realizou um trabalho brilhante com Ewan Johnson e a equipe de layout, dando ao filme um clima dinâmico e contagiante. Ele também trabalhou juntamente com Jim Stewart e sua equipe de montagem para dar ao filme um ritmo mais ágil e movimentos mais fluidos."

O co-diretor David Silverman foi outra peça fundamental do desenvolvimento da história, trabalhando em parceria com os desenhistas de história e roteiristas para conferir ainda mais humor e emoção ao filme. Segundo Docter, "David é um cara hilário e bem-humorado, que contribuiu com muitas idéias para o relacionamento entre Mike e Sulley. Ele ajudou a criar a química entre eles e nos forneceu ótimas idéias ao longo de todo o processo de desenvolvimento da história."

Unkrich comenta: "Em todo este tempo que trabalho na Pixar, minha filosofia sempre foi manter os filmes ancorados num tipo de sensibilidade live-action, mesmo se tratando de produções animadas. Uma vez que esta mídia e nossos filmes são muito hiper-realistas, podemos divertir muito com o público. Intelectualmente, eles sabem que o que estão vendo não é real, e sim algo completamente artificial, mas as imagens têm um visual completamente realista. Adoro a idéia de criarmos uma experiência envolvente, divertida e emocionante através da manipulação de dados num computador. Há algo de especial na criação de uma produção 100% virtual, mas que consegue emocionar tanto o público."

"Trabalhar com Pete é ótimo", acrescenta Unkrich. "Ele é um animador brilhante e um colega de trabalho fantástico. Ele realmente inspira sua equipe e tornou toda a produção incrivelmente divertida."

webc1454.jpg (23755 bytes)Acerca de sua estréia diretorial, comenta Docter: "Para mim, o mais divertido neste trabalho de direção foi a alegria das descobertas. Adoro trabalhar com gente com quem posso aprender. Como diretor, enfrentamos o tempo todo situações com as quais nunca havíamos nos deparado antes. É emocionante explorar novas possibilidades criativas e descobrir constantemente coisas novas. No fim das contas, nossa maior satisfação é contar uma história que desperte o interesse das platéias."

E acrescenta Lasseter: "Pete realizou um trabalho fantástico. Desde o início, eu sabia que ele seria ótimo na direção. Ele tem um ótimo faro e seu talento para o entretenimento é comparável aos dos melhores diretores da indústria. Em Toy Story, contei muito com a ajuda dele e há vários momentos com a marca registrada de Pete no filme. Nós temos em comum uma curiosidade natural pelas coisas. Quando ele entrou para a Pixar, viva tentando bolar novas maneiras de usar os computadores para pregar peças nos colegas. Para mim, uma das regras básicas de qualquer diretor é se divertir. E Pete, mesmo trabalhando mais que qualquer outra pessoa que conheço neste filme, estava sempre com um sorriso no rosto. Não conheço ninguém que não considere Pete um sujeito maravilhoso e seu alto astral fica evidente no filme. Se você tem um comportamento correto e todos ao seu redor estão se divertindo, isso passa para as telas - o que é verdade neste caso. Monstros S.A. é um filme divertido."
Docter acrescenta: "Foi extremamente valioso para mim poder contar ao longo de toda a produção com a experiência de John e também com seu olho clínico. John praticamente inventou este tipo de mídia e me ajudou muito em todas as fases do projeto, desde os conceitos iniciais até os fotogramas finais do filme."

DANDO VIDA AOS PERSONAGENS: ANIMANDO MONSTROS MEMORÁVEIS (E UMA MENINA CHAMADA BU)

Dar vida aos personagens de Monstros S.A. exigiu o trabalho harmonioso em equipe de um grupo de animadores talentosos e de um elenco de grandes dubladores. As bandas de áudio com os diálogos foram gravadas ao longo de alguns anos e os animadores usaram estes desempenhos como fonte de inspiração, juntamente com seus estudos meticulosos e sua própria imaginação, para criar a profundidade, a emoção e a diversão que estes personagens levam às telas.

Tendo iniciado sua carreira como animador, o diretor Pete Docter sabia exatamente como trabalhar com sua equipe de animação. Os dois supervisores de animação do filme - Glenn McQueen e Rich Quade - deram-lhe a liderança e o apoio que ele precisava para orientar uma equipe de mais de 35 artistas.

"A qualidade da animação desta produção filme é absolutamente fantástica", conta Docter. "Glenn e Rich conseguiram obter resultados melhores do que qualquer um poderia imaginar e há algumas cenas realmente impressionantes no filme."

Comenta McQueen: "Foi ótimo trabalhar com Pete, que demonstrou ser muito bom no seu relacionamento com os animadores. Em Toy Story, ele era, sem dúvida alguma, o melhor animador do departamento e, agora como diretor, ele realmente sabe se relacionar com eles. Ele conhece o nosso lado do filme como nenhum outro e nos encorajou a fazer o melhor trabalho possível."

McQueen e Quade também participaram ativamente do trabalho da equipe de escultores (supervisionada por Eben Ostby) na criação de personagens que se prestassem adequadamente à animação. Novos controles de animação (chamados "avars", i.e., variáveis articuladas) foram incorporados às ferramentas de informática para dar aos animadores uma maior gama de opções e a capacidade de acrescentar movimentos mais sutis aos seus desempenhos.

Outra novidade de Monstros S.A. em relação aos filmes anteriores lançados pela Pixar foi a designação de um chefe de personagem para cada um dos protagonistas. Nas produções anteriores, os animadores se concentravam um pouco mais ou se especializavam em determinados personagens, porém, em geral, trabalhavam em seqüências completas envolvendo muitos personagens do elenco. Neste filme, alguns animadores específicos foram selecionados como especialistas a quem os demais animadores recorriam para pedir conselhos ou sugestões com relação aos personagens, seus movimentos, sua personalidade, etc.

"A criação de supervisores de animação para cada personagem não foi uma decisão consciente e sim uma evolução natural que ocorreu durante a produção", conta McQueen. "Alguns dos animadores realizavam um trabalho tão fantástico com seus personagens que nos pareceu tolice fazer com que eles trabalhassem em outra coisa. Acabamos designando então estes personagens específicos a dada um deles, exatamente como um ator se incumbe de um determinado papel num filme live-action."

Sulley - Para o personagem Sulley, o monstro corpulento que se vê envolvido na maior confusão, o animador John Kahrs foi designado como supervisor de animação.

"Não sou um sujeito peludo de 2,5m, mas eu e Sulley temos muitas semelhanças", brinca Kahrs. "Tenho 1,85m e um jeito simpático como o do personagem. Vai ver por isso me encarregaram de supervisionar sua animação. Basicamente, acho que ele tem a ver comigo, e vice-versa."

"Meus instintos me diziam que Sulley não deveria ter o jeito de um primata gigante ou um gorila", acrescenta o animador. "Ele não é um tipo de 'Poderoso Joe Young' e não anda apoiando-se nas juntas das mãos. Ele caminha ereto e se parece mais com um urso do que com um gorila. Nosso desafio foi pensar nele não como um sujeito grandão que se arrasta com dificuldade, mas como alguém cheio de energia e autoconfiança. A cena onde Mike o submete a um treinamento físico, 'corre, corre, corre', foi um momento revelador para mim. Comecei a ver Sulley como um cara participando de uma escolinha de futebol. Isso mudou toda a minha visão do personagem e me fez encará-lo de outro modo. Ele tem força, mas é ágil e veloz. É o Assustador No. 1 da Monstros S.A."

"O desempenho vocal de John Goodman foi muito rico e tinha muitas nuances", conta Kahrs. "Sua dublagem tinha um ritmo maravilhoso e muitas texturas. Sua voz é muito ressonante, quase como a de um urso, o que era perfeito para o personagem. Eu usava sua voz para me orientar e saber exatamente como sua sobrancelha se moveria e qual emoção que a cena deveria passar."

Para Kahrs, um dos maiores desafios foi passar a incrível sensação de gravidade e o enorme peso do personagem na animação. "A colocação dos pés no lugar exato e no tempo correto, a locomoção de seu corpo e a mudança do peso das ancas de um pé para o outro era absolutamente crucial. A atenção à musculatura dos seus braços e como eles formam um arco quando estão relaxados, movendo-se como um pêndulo, também era importante para transmitirmos a idéia da sua massa corporal. Levamos uma eternidade para acertar na sua animação, mas foi um esforço compensado. Foi maravilhoso animar um personagem como ele e sentirei sua falta."

E Quade acrescenta: "O segredo da animação de Sulley era transmitir uma sensação de peso, mas sem fazer o personagem mover-se lentamente demais. Se atrasarmos demais a ação, o filme começa a se tornar letárgico. Tínhamos de achar um modo de fazê-lo parecer grande e pesado, porém, ao mesmo tempo, mantê-lo ágil e divertido. Coisas como um movimento rápido dos olhos ou das mãos contribuem para passar essa agilidade. Começamos a pensar nele como um zagueiro que é corpulento, mas pode deslocar-se rapidamente quando é preciso. A dinâmica dos seus pêlos, acrescentada pela equipe técnica, também contribuiu para transmitir essa noção de peso. O modo realista como ele se move tornou a animação ainda mais perfeita e mais natural."

Mike - O supervisor da animação do personagem Mike Wazowski, uma divertida bola cheia de energia com apenas um olho só, foi o animador Andrew Gordon.

Gordon relembra: "Eu fiz alguns testes preliminares de Mike com os diálogos gravados por Billy Crystal e vi que tinha jeito para animá-lo. O personagem tem uma personalidade e um estilo parecido com o dos nova-iorquinos, e eu nasci em Jersey. Cresci rodeado por muitos parentes loucos que gesticulavam muito e faziam muitas caretas quando falavam. Parecia que eu já conhecia Mike e podia visualizar facilmente seu desempenho na minha mente."
Gordon esteve presente a várias sessões de gravação de Crystal e pôde com isso estudar pessoalmente as expressões e os maneirismos do ator. Segundo Gordon, "Billy pegava suas falas e saía por tangentes hilárias, acrescentando cacos e piadas de improviso."

"Basicamente, Mike é um globo ocular gigante", acrescenta Gordon. "Estamos lidando com uma cabeça que é um corpo e um corpo que é uma cabeça. Quando animo o desempenho de uma cena, procuro ver o que meu corpo e meu tórax estão fazendo, mas também como minha cabeça acentua cada movimento. Sua animação é uma combinação de minhas análises do meu corpo e também da minha cabeça criando formas interessantes para seus olhos. Captar a sutileza dos olhos foi a parte mais trabalhosa. Eu gravei vídeos em close dos meus olhos para ver como eles ficavam quando olho para cima, como as pupilas reagem, como indicar que estou olhando numa determinada direção. Coisas mínimas como mudanças e dilatações nas pupilas eram muito importantes."

"O segredo da animação de Mike é conseguir formas adequadas para sua boca, que sejam interessantes e preservem sua característica arredondada", prossegue ele. "Quando estamos trabalhando num personagem com olhos e uma boca tão grandes, ele funciona como um ímã. Nossos olhos se dirigem imediatamente para ele. Outra coisa que conseguimos fazer foi usar a área do rosto ao redor dos seus olhos para lhe dar mais sutilezas. Possuímos controles que nos permitem mover uma única sobrancelha fazendo com que ela funcione basicamente como duas."

"Billy Crystal tem a energia de um maníaco e sua voz segue as mais diferentes direções", observa McQueen. "Ele está sempre fazendo algo completamente diferente e inesperado, o que funciona muito bem e foi ótimo na criação do desempenho de Sulley."

Bu - Com relação à personagem Bu, de início, McQueen ficou preocupado com a animação de uma criança humana. Segundo ele, "todos nós sabemos como uma menininha se mexe e, sendo pai de uma menina de três anos, eu sabia que teria de animá-la com perfeição, ou o público não se deixaria convencer. As crianças têm uma agitação casual e inconsciente, e minha preocupação era reproduzir este tipo de comportamento e energia. Felizmente, Pete têm dois filhos e sabia exatamente o que queria. Por exemplo, ele foi específico nas orientações que deu à equipe de efeitos com relação à aparência da menina quando ela chora. Todos nós que temos filhos, concordávamos. 'É assim mesmo. A bochecha deve ficar um pouco mais vermelha."

O supervisor da animação de Bu foi Dave Devan, um veterano há cinco anos na Pixar que já trabalhou em personagens como as pulgas acrobáticas Tuck & Roll (Vida de Inseto/A Bug's Life) e Buzz e Woody.

"Bu foi a personagem mais difícil de todas que já animei na Pixar", explica Devan. "Ela é caricatural, com um aspecto de cartoon, mas tinha de ser convincente. Eu não tenho filhos, mas passo muito tempo observando o comportamento humano. Alguns animadores traziam seus filhos ao estúdio após o expediente e Mary Gibbs (dubladora de Bu) visitou minha sala um dia. Ela estava comendo jujubas e era cheia de vida. Minha sobrinha e meu sobrinho também foram ótimos objetos de estudo para mim. Numa outra ocasião, um bando de crianças veio ao estúdio num dia de visita e ficou correndo por toda parte. Observar como elas andam e interagem, o que desperta sua atenção e como se comportam quando alguém fala com elas nos ajudou muito. Acabei com uma pasta cheia de fotos de crianças, especialmente de suas expressões faciais, para tentar incorporar esses detalhes à personagem Bu.

"Meu envolvimento com a personagem remonta à fase em que os escultores iniciaram sua modelagem", prossegue ele. "Eu procurei garantir que teríamos o controle necessário e que seu rosto fosse bochechudo e expressivo o bastante. A personagem final possui cerca de 900 controles de animação. É sempre muito difícil animarmos personagens humanos no computador, mas com Geri's Game e com este filme, a Pixar realizou grandes progressos. Com Bu, conseguimos criar um desempenho com muitas sutilezas e fiquei impressionado com os resultados."

"A atuação de Mary foi uma incrível fonte de inspiração para nós. A qualidade da sua voz era genial, com muitos elementos divertidos para explorarmos. Ela era super brincalhona e deu à personagem exatamente aquilo que precisávamos."

McQueen concorda. "As gravações de Mary que os montadores selecionaram para usar no filme funcionaram muito bem e faziam os animadores caírem na gargalhada, especialmente aqueles que tinham filhos. Sabemos identificar quando algo é genuíno e quando o ator ou o intérprete realmente sente o que diz. Neste caso, eles conseguiram obter um ótimo desempenho de uma menina de três anos, o que nos deu um material sensacional para nosso trabalho de animação."

Randall Boggs e Henry J. Waternoose - "Randall Boggs foi outro personagem desafiador devido ao fato de ter oito braços", explica McQueen. "Às vezes, ele se locomove usando todos os oito, outra vezes, apenas sobre quatro pernas. Ele também tem uma cauda bem longa. De um ponto de vista técnico, foi difícil animá-lo porque tínhamos de dar conta de todas essas pernas e tentar, ao mesmo tempo, criar poses que fossem características e atraentes. A dublagem fantástica de Steve Buscemi ajudou muito a dar vida ao personagem. Ela nos deu uma idéia clara de quem ele é e quais eram suas intenções. Havia muita coisa que podíamos explorar, o que tornou a animação de Randall um verdadeiro prazer."

"James Coburn foi outra voz maravilhosa para o nosso trabalho", acrescenta ele. "Não poderíamos desejar um desempenho melhor. Ele tem um tom paternal, um jeito familiar e terno que realmente foi perfeito para o personagem de Henry J. Waternoose. Para um animador, uma dublagem dessa qualidade tem muito potencial e nos dá muitas oportunidades."

MONSTRÓPOLIS: DESENHO DE PRODUÇÃO, DIREÇÃO DE ARTE E LAYOUT DE MONSTROS S.A.

Inventar o Mundo dos Monstros foi um dos maiores desafios e uma das tarefas mais divertidas para a equipe de criação de Monstros S.A. Foi uma oportunidade para dar asas à sua imaginação e criar um mundo habitado por criaturas de todas as formas e tamanhos possíveis e imagináveis. Seguindo a direção de Docter, Lasseter e da equipe de história, os desenhistas de produção Harley Jessup e Bob Pauley ajudaram a criar o visual de Monstrópolis (e de seus residentes) e do mundos dos humanos do filme. Os diretores de arte Tia Kratter e Dominique Louis contribuíram para os restulados vistos na tela com sua seleção de cores, iluminação e outros elementos artísticos.

Conta Docter: "Em Monstrópolis, o céu é o limite e nós podíamos fazer absolutamente qualquer coisa, em termos de design. Começamos com prédios que se moviam e caminhavam e com um estilo arquitetônico realmente bizarro. John Lasseter nos incentivou a optar por um Mundos dos Monstros com mais paralelos com o nosso, com as nossas cidades, só que construído para os monstros. Eles têm prédios gigantescos construídos com aço e pedras porque precisam ser fortes o suficiente para abrigar sujeitos de 3 toneladas locomovendo-se dentro deles. E tudo - das portas aos telefones e carros - precisa ser multifuncional para prestar-se a monstros de todos os tipos, desde grandalhões com 2,5m a baixinhos de apenas 5cm de altura."

Nas fases iniciais de pesquisa do visual e o estilo arquitetônico de Monstrópolis, Jessup e Pauley visitaram fábricas locais, refinarias, linhas de montagem, hangares e outras instalações industriais para buscar inspiração para seus desenhos. Ao lado do antigo estúdio da Pixar em Point Richmond, a refinaria da Chevron tornou-se um ótimo local de pesquisa, com seu labirinto de tubulações e seu complexo sistema de gasodutos. A pedido de Lasseter, os desenhistas de produção fizeram uma viagem a Pittsburgh para observar ao vivo e em cores como era o planejamento urbano de uma antiga industrial construída ao redor de velhas fábricas. A inspiração para cada módulo de trabalho individual no Andar do Susto veio do sistema clássico dos boliches.

"Imaginamos a fábrica da Monstros S.A. como uma obra de arquitetura moderna da década de 60, circundada por uma cidade de prédios antigos, com mais de 100 anos", explica Jessup. "Nossa idéia é que uma velha fábrica do século passado havia sido demolida na década de 60 para dar lugar a esta nova, no auge da era do baby bum. A Monstros S.A. tem agora aproximadamente 40 anos e, por isso, tem um ar ligeiramente antiquado e dilapidado. A cidade passa no momento por uma crise de energia e os negócios não são tão prósperos como antes. Tínhamos todo esse histórico em mente enquanto desenhávamos a cidade."

Pauley acrescenta: "Nós nos divertimos muito desenhando toda a linha de montagem, com os mecanismos individuais de cada porta. Para isso, precisávamos bolar uma logística que fosse convincente, na qual cada porta era selecionada por um Assustador, baixada do sistema de cabos transportadores, encaixada e presa num módulo de trabalho, por onde então ele entrava para extrair um grito do quarto de uma criança. Precisávamos dar forma concreta ao conceito mágico de que as portas eram portais que se abriam para um outro mundo, onde os monstros iam coletar os gritos.

"O cofre de portas abriga 5,7 milhões de portas de armários e em algumas cenas mostramos praticamente todas elas", conta Pauley. "Recebíamos bilhetes de Pete após suas reuniões com os chefes de história, nos quais ele nos sugeria um caminho específico que as portas deveriam seguir e se deveríamos ou não criar um ponto sem saída. Isso significava que precisávamos criar um tipo de padrão de seleção e agrupamento para as portas, o que nos deu uma ótima oportunidade para criarmos uma seqüência que lembra uma montanha russa."

Jessup trabalhou com a diretora de arte Tia Kratter na definição da palheta de cores e das texturas dos personagens e dos cenários. Dominique Louis, co-diretor de arte do filme, realizou estudos de luz e criou belas ilustrações em pastel para ajudar a definir a ambientação total do filme.

"Queríamos ter a certeza de que os monstros seriam os elementos mais coloridos de Monstrópolis", explica Jessup. "E por isso fizemos a cidade em tons mais escuros e a fábrica com uma palheta de cores mais frias. As cores mais vivas ficaram restritas apenas aos personagens, para que eles tivessem um maior destaque. A fábrica é toda de concreto com luzes frias e piso verde. Nossa missão era avaliar a transição das cores do filme, para nos certificarmos de que certas cores e recursos de iluminação ficariam reservados aos seus momentos mais dramáticos."

A própria Monstrópolis foi construída de um modo semelhante a um grande estúdio cinematográfico de Hollywood, com aproximadamente três ruas residenciais principais que podiam ser rearranjadas em configurações diferentes para se transformarem numa área comercial maior.

Contribuindo para concretizar a visão de Docter e dos desenhistas de produção, os diretores de arte Kratter e Louis trabalharam com uma equipe de artistas e técnicos para colorir e determinar o esquema de iluminação tanto do mundo dos monstros quanto do mundo humano. Kratter ajudou a definir o traço de todos os objetos, adereços e personagens, trabalhando em parceria com a equipe de sombreamento (supervisionada por Rick Sayre). Louis concentrou-se na definição da ambientação e da iluminação do filme, em conjunção com Jean-Claude Kalache (supervisor de iluminação).

Kratter relembra: "Para Sulley, fiz uns 60 desenhos sugerindo aparências diferentes para o seu pêlo. Nós havíamos coletado vários tipos de amostras, estudando pêlos de lhamas, iaques, carneiros, cabras e ursos. Optamos por um pêlo fosco. Era importante para Pete que o personagem tivesse uma aparência divertida. Ele não queria que Sulley parecesse feroz de jeito nenhum. Queríamos que ele fosse como um grande e simpático urso de pelúcia. Após analisar várias versões de Sulley na cor de chiclete de frutas, ou parecendo um leopardo e uma girafa, Pete decidiu optar por um pêlo azul-esverdeado com manchas roxas."

"Originalmente, Mike seria laranja e ele permaneceu assim por um longo tempo até que John [Lasseter] disse que ele parecia mais uma fruta com braços e pernas", observa Kratter. "Em outras fases da produção, ele também foi roxo ou vermelho flamejante, até que, ao final, decidimos que ele seria verde-limão. A escolha final parecia harmonizar-se melhor com o colorido azul-esverdeado de Sulley, e eles acabaram formando um complemento perfeito um para o outro."

Os pastéis de Louis ajudaram a determinar o estilo do esquema principal de iluminação e o clima da ambientação de todo o filme. Trabalhando com os desenhistas de produção e com Jean-Claude Kalache e sua equipe de iluminação, Louis contribuiu para tornar cada cena ainda mais emocionante.

"Pete sabe exatamente o que quer ver na tela e queria muito que o filme fosse rico em contrastes e cores saturadas", conta Louis. "Extrapolamos estas diretrizes com relação à ambientação e à iluminação para acentuar a história e seus momentos climáticos. Usamos postes de luz e fumaça no Andar do Susto e em outros locais para tornar a atmosfera mais interessante."

Outro elemento importante do visual do filme foi o uso inovador da encenação e layout. Ewan Johnson foi o supervisor deste departamento da maior importância.

"Monstros S.A. é o filme mais sofisticado que já produzimos em termos de encenação e do layout", comenta Johnson. "A cada novo filme, nossos progressos refletem nosso aprendizado nos filmes anteriores. Estamos sempre buscando novos meios de contar e de ilustrar nossas histórias. Pete e Lee têm um ótimo olho para formas e movimentos e gostam de ensaiar diversas possibilidades de encenação. Em função disso, vemos layouts muito mais sofisticados e transições intersticiais entre as cenas muito mais complexas. Estudamos os storyboards, seguimos as recomendações dos diretores, ouvimos os diálogos e depois isolamos cada cena procurando determinar o melhor ângulo de câmera e a melhor encenação. Tentamos contar a história visualmente sem os desempenhos, apenas através de sinais. Um bom exemplo disso é a apresentação do Andar do Susto onde, ao final da seqüência, sabemos exatamente como é a fábrica, quem são seus funcionários e quais são suas funções, e como a fábrica opera."

"Neste filme, usamos muitos movimentos de câmera e demos uma ênfase maior ao foco", acrescenta ele. "O foco é fundamental para direcionarmos os olhos do espectador e transmite um clima e uma atmosfera próprios. Nos nossos filme anteriores, o foco era determinado na fase de iluminação, mas aqui decidimos incorporá-lo aos nossos layouts. Em Monstros S.A., nós nos preocupamos com os movimentos de câmera, com as mudanças de foco e com a movimentação dos personagens, tudo em conjunto."

Segundo Unkrich, "O layout está nos ajudando a dar mais emoção à ação e mais fluidez a nossas histórias. Na animação tradicional em 2D, tudo precisa ser delineado nos storyboards, depois criamos um manual de trabalho onde descrevemos como tudo será filmado, mas não estabelecemos a cobertura da filmagem como se faz numa produção live-action. Simplesmente optamos por uma imagem de um determinado tamanho e por uma determinada encenação para cada cena. Numa mídia como a animação digital, temos a liberdade de movimentar nossa câmera como quisermos. Construímos todo o recinto, ou um cenário, e por isso não há por que nos restringirmos a um só determinado ângulo de filmagem deste o início. Na verdade, descobrimos a aparência ideal de cada cena na sala de montagem, e tudo isso antes mesmo de começarmos o trabalho de animação do filme."

NOVOS AVANÇOS NA ANIMAÇÃO DIGITAL: PÊLOS, FIGURINOS, EFEITOS ATMOSFÉRICOS E MUITO MAIS

A Pixar Animation Studios está na dianteira da tecnologia da animação digital há 15 anos e, a cada novo filme, tenta extrapolar todos os seus limites com novos avanços. Os computadores estão ficando cada vez mais rápidos e melhores, porém os cineastas continuam acrescentando uma complexidade e desafios cada vez maiores às suas produções, o que exige que a equipe de tecnologia crie novas soluções e tecnologias para o modo como o filme é produzido. O encarregado de supervisionar este trabalho em Monstros S.A. foi diretor-supervisor tecnológico Tom Porter e sua equipe de grandes magos da indústria do software. Entre suas maiores realizações neste filme, destacam-se os avanços na aparência visual de pêlos, cabelos, vestuário e efeitos atmosféricos.

Segundo Porter, "Monstros S.A. é um filme sobre um gigantesco monstro peludo interagindo com uma menininha. A criança passa a maior parte do filme vestindo uma camiseta. De repente, nós nos demos conta de que teríamos de lidar com cabelos e uma peça de vestuário - duas questões particularmente problemáticas para a computação gráfica nas produções anteriores. Nosso objetivo era evitar que os animadores fossem obrigados a detalhar os movimentos de cada fio de cabelo ou de cada prega da camiseta, individualmente. Decidimos tornar nossos sistemas mais inteligentes, para que eles se encarregassem da dinâmica do movimento dos pêlos, cabelos e roupas em sintonia com a animação criada para cada personagem."

"Isso criava para nós toda uma série de novos desafios: como prender os pêlos ao corpo, como os pêlos deveriam se agrupar, como deveriam se mover, como deveria ser sua textura? Deveríamos animar a camiseta separadamente ou ela seria tão colada ao corpo que seguiria os movimentos da menina? Ou deveríamos criar uma dinâmica mais frouxa e fluida, onde animaríamos seu torso sob a camiseta, fazendo com que ela fosse levada a seguir esses movimentos? Em Toy Story 2, as roupas das pessoas eram todas coladas ao seu corpo, movendo-se automaticamente com os personagens. Em Monstros S.A., a roupa tem um movimento independente, aumentando ainda mais o nível de realismo do filme. Tudo isso representava grandes desafios para nossa equipe tecnológica. Nossos cientistas criaram uma simulação física perfeita, porém tínhamos de ter a certeza de que os diretores obteriam os movimentos que desejavam com o uso do programa de dinâmica."

Porter acrescenta: "Quando a arte e a ciência se enfrentam na Pixar, a arte ganha longe. Todos os sistemas que construímos, todos os desenhos que renderizamos e todas as tomadas que iluminamos precisam estar alicerçados na arte e na própria história."

Os cientistas veteranos da Pixar, David Baraff e Andy Witkin, do Grupo de Ferramentas, criaram um novo Sistema de Dinâmica (usando um programa chamado "FIZT") para analisar a física de cada situação e simular o movimento dos pêlos e das roupas. Os supervisores tecnológicos Michael Fong e Steve May utilizaram estes programas para determinar sua aplicação para cada personagem. O objetivo era dar mais liberdade para que os animadores se concentrassem nos seus desempenhos e não tivessem de se preocupar com os movimentos dos pêlos e do figurino. Os animadores trabalharam então usando uma versão "careca" ou pelada de Sulley e dos outros monstros. No caso de Bu, primeiro foi feita a animação e só posteriormente sua camiseta foi acrescentada pela equipe tecnológica.

Segundo May, "Para Sulley, não só tivemos de criar o modelo do personagem e animar cada um dos seus pêlos separadamente - quase 3 milhões no total- mas também de fazê-los se mover exatamente como fariam no mundo real. Precisamos fazer a simulação dinâmica do seu movimento. Isso exigiu que eles fossem adaptados a todas as exigências da iluminação, em salas escuras e em outros recintos bem iluminados, em uma variedade de condições ambientais incluindo fumaça, neve e chuva. O cabelo de Bu foi um desafio semelhante para nosso grupo."

E Fong acrescenta: "Outro grande problema eram as colisões. Quando Sulley corre pelos corredores, batendo-se contra uma variedade de coisas, nosso trabalho se complicava ainda mais. Quando ele pega algum objeto ou junta suas mãos, os pêlos deveriam retroceder e reagir àquilo em que ele estava tocando? Uma das inovações boladas por nós nos permitiu controlar a direção e o fluxo dos pêlos em sua extensão. Ao invés de simularmos o movimento de cada um dos seus pêlos, inventamos um modo de indicar o movimento dos pêlos numa amostra representativa. Os pêlos nas proximidades imitariam seus "vizinhos", criando o padrão de movimento desejado. Conseguimos descrever a aparência de cada pêlo e como eles reagiam, através de um modelo interligado de bolas e molas. Nós ajustávamos as dobradiças de cada pêlo para definir como ele se dobraria ou ficaria rígido em determinadas áreas."

Mark Henne, o diretor tecnológico responsável pela pesquisa e desenvolvimento dos figurinos de Monstros S.A., explica: "Eu e o pessoal do departamento de ferramentas levamos uns dois anos para escrever o software de simulação de roupas utilizado no filme. Nosso desafio era tentar fazer com que uma simulação física desse certo num mundo animado. A camiseta de Bu tinha de responder aos movimentos de seu corpo, sem nenhum desvio indesejável. Os fatores que tivemos de levar em consideração foram a densidade e o peso do tecido, como ele seria afetado pela gravidade e quanto tempo levaria para cada prega se desfazer. Quando o corpo dela volta à inércia, a camiseta também deveria parar de se movimentar."

Outras áreas tecnológicas que tornaram o visual dos pêlos ainda mais natural e convincente foram os departamentos de iluminação e sombreamento.

Segundo Rick Sayre, o supervisor de sombreamento do filme, "A primeira coisa que percebemos no nosso trabalho com pêlos foi que eles precisavam ter sombras para que tivessem uma aparência natural. Trocamos constantemente idéias com a equipe de iluminação para chegarmos ao melhor meio de criarmos sombras para os pêlos que pudessem ser controladas pelo departamento de iluminação. Algumas vezes, os pêlos eram vistos contra a luz e precisavam ter uma textura translúcida. Um programa chamado 'Deep Shadowing' (i.e., sombreamento profundo) foi criado para nos ajudar na produção deste efeito. "

Um outro grande feito de Sayre e sua equipe de sombreamento foi o modo como foram criados os efeitos atmosféricos. "Dispomos agora de todo um novo sistema para criar neblina, fumaça, vapor e outros efeitos atmosféricos", conta Sayre. "Ele foi desenvolvido especialmente para este filme e confere uma ambientação e um clima maravilhosos às cenas, tornando-as muito mais emocionantes. A neve representava outro enorme desafio. Basicamente, conseguimos criar efeitos atmosféricos que, anteriormente, eram o resultado de cálculos complexos, ou eram até mesmo impossíveis de serem criados."

Jean-Claude Kalache foi o supervisor de iluminação que teve um papel fundamental nesta revolução tecnológica.

"Iluminar um personagem peludo é muito mais complexo e totalmente diferente de iluminarmos um boneco de plástico. É difícil iluminarmos cabelos e pêlos", explica Kalache. "Eles são basicamente achatados, mas o que lhes dá tridimensionalidade são suas sombras. Tivemos de bolar uma maneira de fazer com que cada fio de cabelo ou cada pêlo projetasse uma sombra sobre o fio ou o pêlo imediatamente adjacente. Só que os fios de cabelo são muito finos e não costumam criar sombras. Tivemos de encontrar um modo de fazer isso para que pudéssemos renderizar cada imagem de forma econômica dentro de um prazo de tempo razoável."

"Também foi introduzido em Monstros S.A. um efeito inédito de iluminação: uma variação cromática na qual, por exemplo, um refletor pode ter alterações sutis na gradação das cores, passando de um amarelo vivo para o pêssego, e daí para o laranja. Ao vermos o reflexo da luz sobre uma parede, distinguimos três ou quatro cores, e não apenas uma ou duas como nas produções anteriores. Trata-se de um efeito ao mesmo tempo realista e muito estilizado. Num set como o Andar do Susto, onde há mais de 500 pontos de luz, isso cria uma profundidade e perspectiva mais naturais. Com relação aos efeitos esfumaçados, criamos um novo método segundo o qual supúnhamos que qualquer ambiente onde há a presença de fumaça ou névoa, essa presença só seria visualizada sob a incidência direta de alguma luz. Coisas como fachos de fumaça dentro da fábrica contribuíram para sua atmosfera e para dar à história mais um elemento dramático."

Do ponto de vista da modelagem, Monstros S.A. também inaugurou novos padrões em termos de sua complexidade tecnológica.

"Os modelos dos personagens neste filme representam um grande salto para a Pixar e a animação digital em geral", afirma o supervisor de modelagem Eben Ostby. "Em Toy Story, lidávamos com brinquedos de plástico e em Vida de Inseto, com insetos cujas formas eram basicamente esqueletos e carapaças duras. Aqui, pela primeira vez, trabalhamos com muitas formas e muitos personagens orgânicos, com movimentos sutis. Temos monstros e uma menina com corpos flexíveis e tivemos de desenvolver ferramentas mais sofisticadas para criarmos movimentos mais realistas."

webc3623.jpg (17091 bytes)"Os personagens deste filme têm um número total de controles, ou avars, aproximadamente 30 a 40% maior em seus rostos do que os últimos personagens que criamos, como, por exemplo, Al, de Toy Story 2", prossegue Ostby. "Contamos agora com controles mais sutis que nos permitem criar movimentos mais fluidos e uma maior gama de emoções. Estamos usando uma nova geração de ferramentas, muito mais poderosas que as anteriores."
Uma das maiores inovações técnicas de Monstros S.A. foi a criação de um departamento novo encarregado de conferir todos os elementos que constituem cada cena. Apropriadamente chamado de Departamento de Tomadas, esta área ficou sob a supervisão da veterana da Pixar, Galyn Susman. Sua equipe foi composta por sete supervisores de seqüências e 16 assistentes, cuja função era agrupar e renderizar todas as tomadas do filme.

"Basicamente, tínhamos de reunir todas as tomadas do filme e descobrir um modo de tornar nosso trabalho o mais ágil possível", explica Susman. "Neste filme, criamos então uma nova rota de processamento de dados para este processo. Isso serviu para garantir um fluxo de produção mais ágil para todos os departamentos, evitando-se assim a loucura das arrancadas finais ou falhas de inventário no ponto final da linha de produção. Um TD (Diretor Técnico) de tomadas é informado de todos os requisitos para cada uma das tomadas e trabalha em sintonia com os vários departamentos envolvidos para garantir que o trabalho seja executado. Com todas as simulações e efeitos especiais de Monstros S.A., este foi ótimo método de nos mantermos a par de todos os componentes necessários para a conclusão de cada tomada de modo que ela logo estivesse pronta para ser renderizada. O fato de sermos capazes de contactar uma pessoa, a qualquer hora, que pudesse nos dar uma avaliação do progresso e das exigências de uma determinada tomada simplificou a vida de todos os envolvidos na produção do filme."

NO SUSTO E NO GRITO, ELE FAZ BONITO: A CONTRIBUIÇÃO MUSICAL DE RANDY NEWMAN PARA MONSTROS S.A.

Monstros S.A. é a quarto longa-metragem da Pixar com trilha sonora do aclamado compositor e letrista Randy Newman. Seu trabalho neste filme inclui uma sensacional trilha instrumental com influências das big bands e do jazz da década de 40 e também a canção dos créditos finais, intitulada "If I Didn't Have You", interpretada por ninguém menos que John Goodman e Billy Crystal.

"Randy é incrível", elogia Lasseter. "Ele tem um ótimo senso de humor que fica claro em suas composições. Mas também nota-se em suas canções sua afetividade e sua grande sensibilidade. Suas músicas transmitem muitas emoções. Esta mistura de humor refinado e emotividade é realmente única. Acho que a trilha que compôs para Monstros S.A. é a melhor de toda sua carreira. Ele levou o Mundos dos Monstros totalmente a sério. Há muitos perigos reais nele e ele nunca subestimou nem o filme nem o público."

E Docter acrescenta: "No início da produção, analisamos o filme inteiro com Randy, tomada por tomada, e explicamos a ele nossos objetivos emocionais para a história. Uma das melhores lições que aprendi com John é que a iluminação e a música são modos importantes de nos comunicarmos com os espectadores, seja a nível consciente ou subconsciente. A música de Randy pode ser doce ou ferina, mas sem jamais ser simplória. Para este filme, ele compôs temas memoráveis para cada um dos nossos protagonistas. O tema de Sulley é bem heróico, enquanto que o de Mike é mais jazzístico, com um acompanhamento de instrumentos de sopro."

Um elemento que contribui para tornar a trilha instrumental de Newman para Monstros S.A. ainda mais original são seus arranjos variados e inéditos. Uma gaita baixo, um acordeão, xilofones, um cimbasso (uma mistura de tuba com trombone), oboés baixos e saxofones são alguns dos instrumentos usados para dar à trilha uma sensibilidade rara.

Segundo Newman, "Todos os filmes requerem climas diferentes, mas neste caso temos um mundo totalmente inédito que precisávamos caracterizar musicalmente. Ele se parece com o mundo real, há gente que sai todos os dias para o trabalho, só que neste caso, eles são monstros. Espero que a trilha acentue suas emoções e torne ainda mais dramáticas as situações perigosas. Os filmes da Pixar prestam-se todos muito bem à criação musical. Eles são tão bons que é preciso que sua trilha musical seja equiparada em qualidade. John e Pete são dois dos sujeitos mais legais com quem já trabalhei e sou um grande fã da animação e de tudo que eles fazem. Acho que as trilha dos filmes Toy Story são as melhores que já compus."

"A canção dos créditos finais, 'If I Didn't Have You', fala da amizade e do fato de que Mike e Sulley contam 100% um com o outro", prossegue Newman. "Eles realmente não viveriam um sem o outro, e sabem disso. John Goodman canta muito bem e Billy Crystal é um intérprete nato. Eles conferiam muito humor à canção, e sua interpretação é totalmente pessoal."

Segundo Billy Crystal, "John e eu nos divertimos muito cantando este tema clássico de Randy Newman. Randy é um gênio e a canção realmente capta a essência do relacionamento entre Mike e Sulley. Muita gente não sabe que John já cantou em vários musicais da Broadway. Eu também cantei algumas vezes e nós dois nos divertimos muito interpretando a canção na pele dos nossos personagens."

"Randy Newman é talvez meu compositor favorito da atualidade", acrescenta John Goodman. "Sempre fui fã do seu trabalho. Suas melodias são lindas e, para este filme, ele compôs uma canção muito simples e carinhosa sobre a amizade. Foi emocionante trabalhar com ele. Normalmente, eu morreria de medo de cantar uma de suas canções, mas foi uma experiência maravilhosa interpretar esta grande obra musical. Foi fácil e divertido como levar um tombo."

A SEDE E A HISTÓRIA DA PIXAR

A Pixar Animation Studios comemora este ano 15 anos de sua fundação, com o lançamento de seu quarto longa-metragem e a inauguração de suas novas instalações em Emeryville, Califórnia (nas proximidades de Berkeley). Com mais de 600 funcionários, a empresa continua a estabelecer novos padrões de excelência com suas narrativas emocionantes e inovações na tecnologia da animação digital.

Tendo se estabelecido rapidamente como um premiado estúdio de animação digital, a Pixar tem sido responsável por quase todos os novos avanços no uso da computação gráfica no cinema. Em reconhecimento por seu pioneirismo na animação digital, a companhia e seus funcionários já receberam até hoje 13 Oscars® da Academia, incluindo o Oscar® de Melhor Curta-Metragem animado de 1989 (Tin Toy) e também de 1998 (Geri's Game). Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) foi o primeiro (e até hoje único) longa-metragem de animação a concorrer ao Oscar® de Melhor Roteiro Original. O filme também deu a John Lasseter um Oscar® especial de realização técnica.

O novo estúdio da Pixar, com aproximadamente 21.000m2, ocupa 15 hectares de uma área revitalizada e moderna no centro de Emeryville. O local já abrigara anteriormente a fábrica de comidas enlatadas Del Monte Fruit Cocktail Canning Factory, um campo de beisebol e um hipódromo. O novo estúdio começou a ser construído em 1998 e a Pixar mudou-se oficialmente para suas novas instalações em novembro do ano passado. A maior parte do trabalho de animação de Monstros S.A. foi realizada neste estúdio.

O novo prédio é feito de tijolos, deixa sua estrutura interna à mostra e é sustentado por vigas externas aparentes. O estilo lembra o da "Modern Industrial Company" e sua estrutura é semelhando ao do Musee D'Orsay e do Museu do Holocausto, em Washington, D.C. O piso do estúdio é todo de mármore, seu saguão principal possui uma ampla clarabóia que permite uma iluminação natural, o prédio conta com várias cabines de projeção de última geração e há ainda com um anfiteatro localizado em sua parte externa para reuniões e eventos da companhia.

A Pixar surgiu a partir da Divisão de Computação da Lucasfilm, Ltd. George Lucas recrutou o dr. Ed Catmull (presidente da Pixar), então diretor do Laboratório de Computação Gráfica do Instituto de Tecnologia de Nova York, para desenvolver uma tecnologia de informática de ponta para a indústria cinematográfica. O grupo do Dr. Catmull - que incluía o animador e diretor John Lasseter e William Reeves (diretor de desenvolvimento de software para animação) - produziu então as cenas com animação digital de Jornada nas Estrelas II - A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan), O Retorno de Jedi (Return of Jedi) e Jovem Sherlock Holmes (Young Sherlock Holmes). Em 1986, Jobs comprou a divisão, que passou a se chamar Pixar, e transformou-a numa companhia independente.

EQUIPE TÉCNICA:

PETE DOCTER (Diretor/Argumento) estréia como diretor de longa-metragem com Monstros S.A. após uma carreira ilustre como artista da equipe de criação da Pixar. Sob a tutela do cineasta premiado John Lasseter, Docter iniciou sua associação com a Pixar em 1990 e desde então tornou-se um aficionado pela animação digital. Integrante da equipe original de roteirista que contribuiu para a história e os storyboards de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), ele trabalhou neste projeto ao longo de quatro anos e meio, tendo também assumido a função de supervisor de animação. Seus outros créditos na Pixar incluem animador e diretor de campanhas publicitárias dos sucos de frutas Tropicana, das embalagens longa-vida recicláveis da Tetra-Pak e da Lifesaver.

Docter começou a interessar-se por animação aos 8 anos de idade, ao fazer seu primeiro flipbuk (aqueles bloquinhos com uma série de desenhos em seqüência que, quando folheados rapidamente, simulam uma animação rudimentar da ilustração). Cursou animação de personagens na CalArts (California Institute of the Arts), de Valencia, onde produziu vários filmes estudantis (Winter, Palm Springs e o vencedor do Oscar® Estudantil, Next Door). Antes de entrar para a Pixar, trabalhou na criação de cenas animadas tradicionalmente à mão para a Disney, Bob Rogers e Company, Bajus-Jones Film Corp. e Reelworks, em Minneápolis.

Docter e sua mulher, Amanda, têm dois filhos.

JOHN LASSETER (Produtor Executivo) entrou para a história do cinema em 1995, como o diretor do primeiro longa-metragem feito por computação gráfica, Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), que lhe deu um Oscar® técnico especial. Subseqüentemente, voltou a ser consagrado como diretor de Vida de Inseto (A Bug's Life, 1998) e de Toy Story 2 (1999).

Diretor e animador premiado, Laseter continua a exercer o cargo de vice-presidente de criação da Pixar. Ele é roteirista e diretor de inúmeros curtas-metragens e comerciais da televisão para a Pixar, incluindo Luxo Jr. (indicado ao Oscar® em 1986), Red's Dream (1987), Tin Toy, que lhe deu o Oscar® de Melhor Curta-Metragem Animado de 1989, e Knicknack (1989). Entre seus inúmeros outros créditos no cinema, Lasseter também criou e animou o cavaleiro animado de vitrô da produção de Steven Spielberg de 1985, Jovem Sherlock Holmes (Young Sherlock Holmes).

Lasseter nasceu em Hollywood e cresceu em Whittier, Califórnia. Sua mãe era professora de arte e, já no primeiro ano do segundo grau, ele apaixonou-se por cartoons e pela arte da animação. Ainda cursando o segundo grau, ele escreveu aos estúdios Disney sobre sua paixão e começou a estudar arte, aprendendo a desenhar figuras humanas e animais. Na época, a Disney estava montando um programa de animação na CalArts, uma instituição inovadora para estudo das artes, design e fotografia, e Lasseter se tornou o segundo aluno a ser aceito no programa piloto do instituto. Nos quatro anos em que cursou a CalArts, rodou dois filmes animados (Lady and the Lamp e Nitemare), ambos premiados com o Student Academy Awards.

Em suas férias de verão, estagiou na Disney, sendo em seguida contratado em tempo integral pelo departamento de animação do estúdio ao se formar, em 1979. Durante os cinco anos em que trabalhou na Disney, contribuiu para filmes como O Cão e a Raposa (The Fox and the Hound) e O Conto de Natal do Mickey (Mickey's Christmas Carol). Inspirado pelo inovador e ambicioso filme da Disney, Tron, que usava animação digital na criação de seus efeitos especiais, Lasseter trabalhou com o colega e animador Glen Keane na criação de seu próprio projeto. Um teste de 30 segundos, baseado no livro de Maurice Sendak, Where the Wild Things Are, mostrou como a animação tradicional à mão podia ser perfeitamente combinada aos cenários e movimentos de câmera computadorizados.

Em 1983, a convite do fundador da Pixar, Ed Catmull, Lasseter visitou o departamento de computação gráfica da Lucasfilme e ficou maravilhado de imediato. Vislumbrando o enorme potencial da tecnologia da computação gráfica na transformação da arte da animação, ele deixou a Disney, em 1984, e foi para a Lucasfilm, para um período de apenas um mês de trabalho. Passados seis meses, Lasseter havia se tornado uma força vital e catalítica na Pixar. Trabalhando em parceria com Bill Reeves, da Pixar, Lasseter teve a idéia de transformar um par de luminárias em personagens convincentes, e assim nasceu Luxo Jr.

No início deste ano, Lasseter recebeu o título de doutor honoris causa do American Film Institute. Atualmente, está trabalhando na pré-produção do próximo filme que dirigirá para a Pixar.

Lasseter e sua esposa, Nancy, têm cinco filhos, com idades que variam entre 4 e 21 anos. A família reside no norte da Califórnia.

LEE UNKRICH (Co-Diretor) fez sua estréia como co-diretor de longa-metragem no lançamento de 1999 da Disney/Pixar, o filme de animação digital, Toy Story 2, após duas outras parcerias de êxito com John Lasseter, como montador e supervisor de montagem de dois longas anteriores da Disney/Pixar, Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) e Vida de Inseto (A Bug's Life).

Na adolescência, Unkrich passou vários anos como membro da Cleveland Playhouse Youtheather. Formou-se em 1991 pela prestigiada Faculdade de Cinema da USC, após concluir os cursos de graduação e pós-graduação. Seu primeiro emprego na indústria foi como assistente de montador, passando posteriormente a montador e diretor do seriado da TV a cabo, Silk Stalkings, tendo montado ainda diversos telefilmes. Sua reputação de especialista no sistema de edição Avid levou ao convite para seu primeiro projeto na Pixar, em 1994.

Reside no norte da Califórnia com a mulher, Laura, e as duas filhas pequenas do casal.

DAVID SILVERMAN (Co-Diretor) faz sua estréia como co-diretor de longa-metragem neste filme após uma carreira célebre na animação, que inclui 10 anos à frente de Os Simpsons (The Simpsons). Silverman começou a animar segmentos de Os Simpsons para o The Tracey Ullman Show, em 1987, tornando-se diretor da equipe de trabalho quando Os Simpsons estreou como seriado, em 1989. Dirigiu em seguida 17 episódios da série (incluindo o episódio premiado com o Emmy, Life in the Fast Lane), tendo sido produtor e diretor supervisor da série durante seis anos, o que lhe valeu três Emmys. Em 1996, iniciou seus dois anos de associação com a DreamWorks, dirigindo cenas adicionais de O Caminho para Eldorado (The Road to El Dorado). Entrou para a Pixar em 1998.

Criado em Silver Spring, Maryland, Silverman começou a fazer seus próprios filmes animados aos 11 anos. Em seguida, fez vários curtas-metragens estudantis premiados, entre eles, Feat of Clay e Surreal Estate. Após estudar arte na Universidade de Maryland, cursou a Oficina de Animação na Faculdade de Cinema da UCLA, onde obteve seu mestrado e ganhou vários prêmios por seu filme de animação em 2D, The Strange Case of Mr. Donnybrook's Boredom. Seus créditos profissionais incluem ainda passagens pelas empresas Ruby Spears e Laser Media.

DARLA ANDERSON (Produtora) contribui para este novo lançamento da Pixar com seus conhecimentos e sua experiência na animação digital. Ela já havia produzido o lançamento da Disney/Pixar de 1998, Vida de Inseto (A Bug's Life), tendo desenvolvido uma carreira diversificada e bem sucedida tanto em producões live-action quando de animação. Anderson iniciou sua associação com a Pixar em 1992, quando foi contratada como produtora executiva da divisão de comerciais e curtas.

Nascida e criada em Glendale, Califórnia, estudou desenho ambiental na San Diego State University. Depois de formada, mudou-se para Phoenix para trabalhar como pintora e dedicar-se a outros projetos artísticos. Em meados da década de 80, retornou a San Diego e deu início à sua carreira na indústria, exercendo as mais várias funções em produções locais da televisão e do cinema. Seus créditos incluem episódios de TV , filmes publicitários e industriais. Em 1987, entrou para o Angel Studios, uma produtora pequena, mas em expansão, baseada em Carlsbad, como produtora executiva da divisão de comerciais. Foi lá que ela conheceu o mundo tridimensional da computação gráfica, pelo qual ficou imediatamente fascinada. Após 3 anos de trabalho na Angel, mudou-se para São Francisco, determinada a conseguir um emprego na Pixar. Sua persistência foi recompensada e, um ano depois, era contratada como produtora executiva da compahia.

ANDREW STANTON (Produtor Executivo /Roteirista) é um valioso membro da equipe de animação da Pixar desde 1990 (quando se tornou o segundo animador a ser contratado, logo após a fundação do estúdio), e foi roteirista de todos os filmes lançados pela Disney/Pixar desde então, incluindo Monstros S.A. Recebeu uma indicação ao Oscar® em 1996, como um dos quatro roteiristas que colaboraram para criar o fenômeno da animação digital, Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story). Seus créditos neste filme incluem também o de roteirista original, artista de storyboards e vozes adicionais. Em seguida, foi co-diretor e co-roteirista do enorme sucesso da Disney/Pixar, o longa-metragem de 1998, Vida de Inseto (A Bug's Life).

Contratado pela Pixar com base nos seus curta-metragens independentes de animação - Somewhere in the Arctic e A Story - Stanton passou os últimos cinco anos como diretor de animação de comerciais da Trident, la Nouvelle Pollo, Lifesavers (co-diretor), tendo dirigido comerciais ainda para a Tropicana, Bunn Coffee Makers e Listerine. Também co-dirigiu, com John Lasseter, Luxo Jr. in Surprise/Light and Heavy, produzido para a Vila Sésamo (Sesame Street). Natural de Rockport, Massachussets, estudou na CalArts (California Institute of the Arts) de Valencia, Califórnia, onde bacharelou-se em animação de personagens. Seus créditos profissionais adicionais incluem ainda o trabalho de roteirista para Ralph Bakshi em The New Adventures of Mighty Mouse e animador para a Kroyer Films, Inc. Seu curta-metragem, Somewhere in the Arctic, foi premiado com o Nissan/Focus Award.

Stanton dirige atualmente um novo longa-metragem da Disney/Pixar, intitulado Finding Nemo, com lançamento previsto para o verão de 2003.

DAN GERSON (Roteirista/Voz dos "Garotos Fãs de Sulley") contribui com seu humor e talento narrativo para este novo lançamento da Pixar. Natural de Nova York, Gerson mudou-se para Los Angeles em meados da década de 90, após concluir sua pós-graduação na prestigiada Faculdade de Cinema da New York University. Trabalhou como redator na indústria da televisão, em programas como Duckman, Something So Right, e em várias sitcoms canadenses, até que um de seus roteiros preliminares chegou aos estúdios Disney. Seguiu-se uma visita aos estúdios da Pixar e em pouco tempo Gerson viu-se de mudança para o norte da Califórnia, onde passou os quase dois anos seguintes trabalhando no roteiro de Monstros S.A. Além disso, a qualidade de suas gravações de referência para as vozes de Needleman e Smitty, dois garotos que trabalham na Monstros S.A e que são os maiores fãs de Sulley, levou-o a ser escalado como dublador destes personagens.

RANDY NEWMAN (Trilha) mais uma vez empresta seu incrível talento como compositor, músico e letrista a um projeto de animação por computação da Disney/Pixar. O compositor foi indicado duas vezes ao Oscar®: primeiramente com o Toy Story original (pela trilha e pela canção "You've Got a Friend in Me") e em seguida com a música (trilha e canções) do longa de 1998, Vida de Inseto (A Bug's Life). Reeditou sua parceria com John Lasseter e sua equipe de criação em Toy Story 2, acrescentando nuances, emoções e humor à produção, que lhe valeu uma segunda indicaçao ao Oscar® pela canção, "When She Loved Me".

Newman é talvez o compositor popular que melhor realizou uma crônica da vida na América no final do século XX. Entretanto, ele demonstrou ser mais do que apenas um bom compositor para histórias da era do rock. Além de ter vencido vários prêmios Grammy e Emmy, recebeu também 14 indicações ao Oscar® e compôs ainda o elogiado musical, Fausto (Faust).

Em 1999, entrou para a história do Oscar® ao receber três indicações ao prêmio da Academia por seu trabalho em três filmes diferentes: Pleasantville (indicado na categoria Melhor Trilha Dramática Original), Vida de Inseto (A Bug's Life, indicado tanto para o Globo de Ouro quanto para o Oscar® de Melhor Trilha Original de Comédia) e pela canção de Babe: Pig In the City ("That'll Do", interpretada por Peter Gabriel e indicada na categoria de Melhor Canção Original).

No início daquele ano, seus fãs foram presenteados com Guilty: 30 Years of Randy Newman, uma caixa com quatro CDs cobrindo toda sua prodigiosa carreira, recebida com elogios. Também em 1999, lançou seu primeiro álbum de canções originais desde Fausto, de 1995 (também seu primeiro álbum solo em mais de uma década), intitulado Bad Love e produzido por Mitchell Froom. O disco é a resposta de Newman aos fãs que temiam que ele deixasse seu trabalho na indústria fonográfica para dedicar-se única e exclusivamente a trilhas para cinema.

Nascido em Los Angeles, numa família de músicos célebres, seus dois tios mais famosos, Alfred e Lionel Newman, foram compositores lendários do cinema. Exímio pianista, começou a compôr e a gravar ainda adolescente. Enquanto cursava a faculdade de música da UCLA, gravou seu primeiro single ("Golden Gridiron Boy", 1963), produzido por Pat Bune e Jimmie Haskell, compôs sua primeira trilha para a televisão (The Many Loves of Dobie Gillis), tornou-se músico contratado da Metric Music, com um salário de US$ 100 por semana, e ouviu suas primeiras canções interpretadas por outros artistas ("They Tell Me It's Summer", pelo The Fleetwoods, e "Somebody's Waiting", por Gene McDaniels.

Após compor inúmeros sucessos das paradas para artistas como Jerry Butler, Cilla Black, Alan Price, Gene Pitney, Judy Collins, Manfred Mann, Frankie Laine, Jackie DeShannon, The Walker Brothers e The Nashville Teens, assinou um contrato com a Reprise Records, em 1967. No ano seguinte, o álbum que levou seu nome foi lançado, incluindo clássicos como "The Beehive State", "Love Story (You and Me)" e "I Think It's Going to Rain Today". Em 1969, foi honrado com sua primeira indicação ao Grammy de Melhor Arranjo Musical Para uma Intérprete, com "Is That All There Is?", de Peggy Lee.

Seu álbum solo seguinte, Twelve Songs (1970), incluiu "Mama Told Me (Not To Come)", que posteriormente chegou ao primeiro lugar das paradas, na interpretação do Three Dog Night. Como prova do seu prestígio entre fãs e colegas músicos, após apenas dois álbuns solo, ele não só foi homenageado com um disco-tributo, Nilsson Sings Newman (1970) de Harry Nilsson, mas também lançou um disco ao vivo, Randy Newman Live (1971), gravado no Bitter End, de Nova York. Nesta mesma época, passou a trabalhar em trilhas de cinema, como diretor musical de Performance (1070) e compositor de Cold Turkey (1971).

Seu repertório e popularidade cresceram com os álbuns Sail Away (1972) e Good Old Boys (1974), porém foi Little Criminals (1978), que deu a Newman prestígio junto ao grande público. Transferindo-se da Reprise para a Warner Bros. Records, seu polêmico "Short People" chegou ao segundo lugar das paradas de singles da Billboard e atingiu a marca do disco de ouro. Em seguida, lançou o igualmente mordaz, Born Again (1979).

Sua primeira trilha cinematográfica de grande sucesso foi a de Na Época do Ragtime (Ragtime), de 1982. O álbum foi indicado ao Grammy e a faixa "One More Hour" foi sua primeira canção indicada ao Oscar®. Após seu álbum solo de 1983, Trouble in Paradise, que incluía a homenagem "I Love L.A.", compôs a trilha de Um Homem Fora de Série (The Natural), 1984, que foi premiada com um Grammy e lhe trouxe mais uma indicação ao Oscar®. Além de compôr canções para o longa Three Amigos (1987), também compartilhou os créditos de roteirista do filme com Steve Martin e Lorne Michaels.

Seu álbum seguinte, o semi-biográfico Land of Dreams, foi lançado em 1988. No cinema, sua trilha para Parenthood (1989) inclui a canção indicada ao Oscar®, "I Love To See You Smile". Em 1990, compôs a trilha do longa-metragem aclamado pela crítica, Tempo de Despertar (Awakenings), dirigido por Penny Marshall, e Avalon, cuja trilha lhe trouxe mais uma indicação ao Oscar®. Ainda em 1990, compôs canções para o seriado musicalmente inovador da NBC, Cop Rock, vencendo um Emmy com "He's Guilty". Continuou a receber elogios dos fãs e de outros músicos, além de mais uma indicação ao Oscar®, com "Make Up Your Mind", de The Paper (1994). Sua trilha para Maverick (1994) foi mais uma vez indicada ao prêmio da Academia.

Em 1995, o musical de Newman baseado em Fausto (Faust) estreou no La Jolla Playhouse, de San Diego, e o álbum da sua trilha sonora, Randy Newman's Faust (1995), foi lançado com interpretações de James Taylor, Don Henley, Elton John, Linda Ronstadt, Bonnie Raitt e do próprio Newman. A estréia do musical no Goodman Theatre, de Chicago, em 1996, levou a revista Time a incluir Fausto em sua lista das "10 Melhores Produções Teatrais do Ano".

Após compôr a trilha de Michael - Anjo e Sedutor (Michael, 1996), seu dueto com Lyle Lovett em "Long Tall Texan", do disco deste último, Road to Ensenada, foi indicado ao Grammy de Melhor Antologia Country com Vocais. Pelo terceiro ano consecutivo, Newman foi indicado ao Oscar®, a décima de suas indicações, com a trilha de James e o Pêssego Gigante (James and the Giant Peach, 1996). Outras canções originais suas foram ouvidas posteriormente no longa de animação de 1997, Cats Don't Dace.

Em 1996, recebeu o primeiro Henry Mancini Award pelo conjunto de suas trilhas de cinema, da American Society of Composers, Authors and Publishers (ASCAP).

No outono norte-americano do ano 2000, Fausto (Faust), de Newman, estreou no Kennedy Center. Neste mesmo ano, montou um musical com suas canções antológicas, The Education of Randy Newman.

DUBLADORES:

JOHN GOODMAN (James P. Sullivan), um dos atores mais requisitados e respeitados de Hollywood, confere calor humano e humor ao seu personagem, no papel do maior "assustador" da Monstros S.A. No ano passado, Goodman demonstrou seu talento vocal no longa de animação dos estúdos Disney, A Nova Onda do Imperador (The Emperor's New Groove), dublando um camponês humilde chamado Pacha.

Acerca do seu papel em Monstros S.A., comenta Goodman: "Sulley me lembra um daqueles veteranos da NFL (a liga norte-americana de futebol). Ele parece um velho bandeirinha na décima temporada de sua carreira. É um sujeito totalmente dedicado e absolutamente profissional. Ele parece muito mais assustador do que realmente é e tem um coração de ouro. Na verdade, ele parece um tapete peludo com chifres."

"Billy e eu nos divertimos muito trabalhando neste filme", acrescenta ele. "Ele é incrivelmente talentoso e sua mente parece um computador. Ele pensa rápido e é muito divertido, então tudo que precisei fazer foi "colar" nele e seguí-lo aonde ele fosse. E ele saia por tangentes bastante estranhas. Ele sempre tinha três ou quatro idéias que podíamos aproveitar das mais variadas maneiras. Foi divertido trocar idéias com ele e ver como ele as transformaria. Todas eram perfeitas para Mike e Sulley. Eles são muito simbióticos e formam uma grande dupla, tanto como amigos quanto no trabalho. Eles sempre serão amigos."

"Foi maravilhoso trabalhar com o pessoal da Pixar. Eles são ótimos roteiristas e sabem como criar uma boa história. São generosos com os atores e aceitam muitos dos nossos cacos e improvisos. Os personagens criados por eles são muito humanos e reais, suas história têm sempre algum fundo de verdade e morais simples, porém verdadeiras como nossa própria vida. Espero ter a oportunidade de voltar a trabalhar com eles."

Goodman Goodman foi indicado ao Globo de Ouro em 1992 por sua atuação arrepiante no filme dos irmãos Coen, Barton Fink - Delírios de Hollywood (Barton Fink). Contudo, o papel que realmente o consagrou foi aquele que interpretou em outro filme dos irmãos Coen, Arizona Nunca Mais (Raising Arizona). Foi dirigido uma terceira vez pela dupla, no filme O Grande Lebowski (The Big Lebowski), e, recentemente, foi visto num quarto filme dos cineastas, a produção da Touchstone Pictures, E Aí Meu Irmão, Cadê Você? (O Brother, Where Art Thou?).

Seus inúmeros créditos cinematográficos incluem longas como Vivendo no Limite (Bringing Out the Dead), Aposta Mortal ( The Runner), Show Bar (Coyote Ugly), One Night at McCool's, De Que Planeta Você Veio (What Planet Are You From?), The Jack Bull, Possuídos (Fallen), Os Pequeninos (The Borrowers), Irmãos Cara-de-Pau 2000 (Blues Brothers 2000), Os Flintstones (The Flintstones), Vítima do Passado (Mother Night), Aracnofobia (Arachnophobia), Além da Eternidade (Always), Corações em Trânsito (Pie in the Sky), O Renascer de Uma Mulher (Born Yesterday), Matinee: Uma Sessão Muito Louca (Matinee), Ânsia de Viver (The Babe), Rei Por Acaso (King Ralph), Palco de Ilusões (Punchline), Quando Me Apaixono (Everybody's All-American), Vítimas de Uma Paixão (Sea of Love), Stella - Uma Prova de Amor (Stella), Caçada Impiedosa (Eddie Macon's Run), Chud - A Cidade das Sombras (C.H.U.D.), A Vingança dos Nerds (Revenge of the Nerds), Os Amantes de Maria (Maria's Lovers), Um Sonho Uma Lenda (Sweet Dreams), Histórias Reais (True Stories), O Acerto de Contas (The Big Easy), A Ladrona (Burglar) e Os Caras Errados (The Wrong Guys.

Goodman também já teve atuações consagradas em produções para a televisão. Recebeu indicações ao prêmio Emmy no papel do protagonista na produção da TNT, Kingfish: A Story of Huey P. Long, e no papel de Mitch da produção da CBS do clássico de Tenessee Williams, Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire). Durante oito temporadas, interpretou Dan Conner no seriado cômico Roseanne, , um papel que lhe deu sete indicações ao Emmy e um prêmio Globo de Ouro.

Natural de St. Louis, é formado em Belas Artes pela Southwest Missouri State University. Quando uma lesão de joelho interrompeu uma promissora carreira no futebol profissional, começou a estudar teatro, ao lado de colegas como os astros Kathleen Turner e Tess Harper.

O ator também participou de produções teatrais independentes e de peças infantis, bem como de inúmeros espetáculos do circuito off-Broadway. Entre seus créditos no teatro regional, destacam-se Henrique IV Partes 1 e 2 (Henry IV Parts I & II), Antony and Cleopatra e Como Gostais (As You Like It). Sua carreira decolou quando integrou o elenco da produção de A Noiva do Ladrão (The Robber Bridegroom) durante uma temporada de nove meses. Posteriormente, estrelou dois shows da Broadway: Loose Ends, em 1979, e Big River, em 1985.

Goodman fez sua estréia nas telas na produção da HBO, O Mistério do Castelo Moro (Mystery of the Moro Castle).

BILLY CRYSTAL (Mike Wazowski) tem uma atuação hilária no papel do energético, entusiasmado e excitável Assistente de Sustos de James P. Sullivan.

"Mike é um dos meus personagens favoritos entre todos que já interpretei ao longo da minha carreira", afirma Crystal. "Ele é um joão-ninguém insignificante que vive em Monstrópolis e que faz parceria com o personagem de John Goodman. É uma espécie de Grilo Falante. É um baixinho maluco e estressado de um olho só que, na verdade, tem mais vida do que muitos dos outros personagens com dois olhos que já interpretei. Mike é também um cara romântico que não quer que nada estrague seus planos. Ele deixou seu amor por Celia subir completamente à sua cabeça, o que é natural já que ele é apenas um grande cabeção."

"Eu adorei trabalhar com John Goodman neste filme", acrescenta ele. "Formamos uma dupla tipo Laurel e Hardy e temos um relacionamento fantástico no filme. Ele faz coisas que eu nunca poderia fazer e tentei torná-lo o melhor monstro possível."

"O desenho e o conceito de Monstros S.A. são diferentes de tudo que já vi até hoje. O filme é sensacional. As crianças e os adultos vão adorá-lo porque seu tema é universal. Todos já nos sentimos assustados. Todos já tivemos medo do que poderia estar dentro do armário. Todos já ficamos apavorados com o vento do lado de fora da janela do nosso quarto durante a noite. O filme explora esses temores e nos ensina como lidar com nossos medos. E, no meu mundo, o riso é o melhor remédio. Raros são os filmes que nos fazem acreditar piamente numa situação totalmente inconcebível e que nos levam a um outro universo nos fazendo rir, nos assustando e talvez até nos fazendo derramar uma ou duas lágrimas."

"Eu tinha um quadro humorístico em 1984 sobre um garoto de 10 anos que se via sozinho em casa pela primeira vez", conta Crystal. "Tudo era feito através de uma sonoplastia digital e se referia às fantasias do garoto. A imaginação é muito poderosa e, na maioria dos casos, é sempre mais assustadora do que a realidade. A Pixar e todos os criadores deste filme - seus diretores, roteiristas e animadores - transformaram nossos temores numa forma de entretenimento. Este filme é de tirar o fôlego na sua engenhosidade. O resultados que se vê nas telas é tão emocionante, bem dirigido e bem montado quanto qualquer filme live-action de aventura."

Billy Crystal possui uma carreira longa e prolífica na indústria do entretenimento, onde alcançou grande sucesso tanto diante das câmeras, por sua versatilidade como ator de produções do cinema e da televisão, quanto nos bastidores, como roteirista, diretor e produtor.

Sua família foi dona e administradora do lendário selo fonográfico Commodore e da loja de discos da gravadora em Nova York e, por isso, Crystal cresceu rodeado por músicos. Seu pai, Jack, produziu shows com alguns dos maiores jazzistas da época, incluindo o mito Billie Holliday. Foi seu contato com estes grandes artistas o que ajudou Crystal a desenvolver sua aptidão como humorista e comediante, explorando seu talento natural para sátiras, como mímico, e também sua capacidade para criar personagens inesquecíveis, ao mesmo tempo engraçados, humanos e comoventes.

Após participar das turnês de astros como Billy Joel e Barry Manilow, passou a integrar o elenco regular do seriado Soap, interpretando o primeiro personagem gay assumido de uma série da televisão. Na temporada televisiva de 1984-85, Crystal tornou-se um fenômeno de popularidade atuando em Saturday Night Live. Ao lado de comediantes como Christopher Guest e Martin Short, criou imitações memoráveis de artistas como Sammy Davis, Jr. e Fernando ("Você está di-vi-na!") ou Willie, o masoquista, que se auto-flagelava e depois dizia, "Odeio quando isso acontece."

Nestes últimos anos, Crystal alternou sua carreira de prestígio na TV com grandes êxitos do cinema. Ele foi criador, redator e produtor do seriado da HBO aclamado pela crítica, Sessions, e foi o primeiro comediante norte-americano a apresentar-se na União Soviética com seu show-solo, Midnight Train to Moscow, um de seus três especiais produzidos para a HBO. Foi ainda apresentador de três cerimônias de entrega dos prêmios Grammy e 7 edições de entrega do Oscar®.

Seus créditos cinematográficos incluem filmes como Dois Policiais em Apuros (Running Scared), Jogue A Mamãe do Trem (Throw Momma from the Train), A Princesa Prometida (The Princess Bride), Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro (When Harry Met Sally), Amigos, Sempre Amigos (City Slickers) & Em Busca do Ouro Perdido (City Slickers II), Mr. Saturday Night - A Arte de Fazer Rir (Mr. Saturday Night), Esqueça Paris (Forget Paris), Hamlet, Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry), 1 Dia 2 Pais (Father's Day), Meu Gigante Favorito (My Giant) e Máfia no Divã (Analyze This).

Mais recentemente, foi aclamado pela crítica como diretor e produtor executivo do telefilme 61*, da HBO. Baseado na história verídica da célebre tentativa de quebra do recorde de home runs do jogador Babe Ruth pelos astros do time do New York Yankees, Mickey Mantle e Roger Maris, o drama foi estrelado por Thomas Jane no papel de Mantle e Barry Pepper, como Maris. No últmo verão, produziu e estrelou Os Queridinhos da América (America's Sweethearts), com Julia Roberts e Catherine Zeta-Jones.

Um dedicado defensor dos direitos humanos, Crystal foi co-apresentador, com Robin Williams e Whoopi Goldberg, de todas as oito edições da maratona televisiva da HBO, Comic Relief, que leva o sofrimento dos sem-teto nos EUA ao conhecimento do grande público telespectador e já contribuiu para sua causa arrecadando mais de US$ 40 milhões para serem investidos em moradia e cuidados médicos. Crystal venceu seis prêmios Emmy, seis American Comedy Awards e sete prêmios CableAce.

Embora tenha incontáveis méritos professionaos em seu currículo, Billy afirma que seu maior orgulho são os 30 anos de vida conjugal ao lado de sua mulher, Janice, e as duas filhas do casal, Jennifer e Lindsay.

MARY GIBBS (Bu) faz uma impressionante estréia no cinema, dublando a menininha que se torna a primeira criança humana a entrar no mundo dos monstros. Nascida em Pasadena, Califórnia, em 1996, Mary é filha do artista de storyboard da Pixar, Rob Gibbs, e de sua mulher, Sue. Ela mudou-se para a grande São Francismo com apenas 1 ano e meio, quando seu pai entrou para a equipe de criação da Pixar. Gibbs descreve Mary como "uma criança como outra qualquer, que, às vezes, pode ter um desempenho bem canastrão e, outras vezes, conseguir atuações hilárias e super bizarras. No papel de Bu, ela demonstra muita energia, bom humor e fala sem parar." Inicialmente, Mary foi convidada ao estúdio apenas para gravar algumas faixas preliminares de gritos e gargalhadas, quando tinha 2 anos e meio. Na época, seu domínio da linguagem ainda estava na fase tatibitate, mas ela já demonstrava a intenção de começar a formar frases inteligíveis. O diretor Pete Docter usou marionetes e outros brinquedos para extrair dela o desempenho verbal exigido pela personagem. Ao invés de fazer Mary ficar parada, de pé diante de um microfone, os engenheiros de som optaram por seguí-la em suas estripolias pelo estúdio de gravação, empunhando uma haste com um microfone. Foi somente um ano depois que a personagem Bu foi concluída e que Mary foi convidada para dublar o papel. Outras sessões de gravação tiveram então de ser agendadas.

Segundo seu pai, "Mary realmente tinha um pouco de medo de monstros dentro do seu armário, mas, basicamente, ela entende que os monstros são bons e prestativos. Agora que ela tem cinco anos e já assistiu a alguns trailers promocionais do filme, é que ela está começando a se dar conta de que participou de um filme. Recentemente, minha mulher ouviu-a dizer às amigas do pré-escolar, 'Eu estou num filme.' Na vida real, Mary é loura, tem olhos pequenos e não usa maria-chiquinhas e, portanto, não se parece nada fisicamente com Bu."

Há pouco, Mary ingressou no Jardim e já demonstrou interesse em atuar em peças estudantis da sua escola.

STEVE BUSCEMI (Randall) empresta sua voz famosa ao personagem traiçoeiro que assume as mais diversas formas, como um camaleão, e que é um adversário disposto a tudo para tirar de Sulley o recorde de Assustador No. 1 da Monstros S.A.

Segundo o ator, "Randall tem uma índole totalmente maligna e não tem o menor escrúpulo quanto ao modo como pretende chegar ao topo. Ele gosta de assustar criancinhas e não tem muita paciência. Basicamente, ele grita muito. Minha voz ficava no ponto ideal para o personagem quando eu estava tenso e esgotado, e por isso eu costumava participar de longas noitadas como forma de me preparar para o papel. Estou disposto a fazer qualquer coisa pela minha arte."

"Nas sessões de gravação, era claro que todos aqueles que trabalham na Pixar amam o que fazem e estão 100% comprometidos com o projeto", acrescenta Buscemi. "É muito bom trabalhar com gente que ainda parece ser criança. Eles obviamente fizeram o filme para eles próprios, sem se preocupar em excesso com o que agradaria aos espectadores. Eu adorei todos os filmes deles e estou muito feliz em fazer parte deste."

"Trabalhar em animação é divertido porque precisamos exagerar e ser meio caricaturais", comenta ele. "Gosto de poder usar apenas minha voz, sem me preocupar com minha aparência. De uma certa maneira, fazemos papel de bobo e é um grande alívio saber que ninguém vai nos ver."

Buscemi construiu uma carreira das mais versáteis interpretando uma variedade de personagens inesquecíveis.

Nascido no Brooklyn, Nova York, começou a demonstrar interesse pela carreira artística no último ano do ginásio. Pouco depois de concluir o segundo grau, mudou-se para Manhattan para estudar Teatro com John Strasberg. Lá, ele e outro ator e roteirista da companhia, Mark Bune, Jr., passaram a escrever suas própria peças e a encená-las em teatros do centro da cidade. Seu sucesso levou à sua escalação no seu primeiro papel de protagonista, um músico infectado com o vírus da AIDS em Parting Glances, de Bill Sherwood.

Desde então, Buscemi tornou-se o ator predileto de vários dos melhores diretores da indústria. Seus créditos cinematográficos incluem Mystery Train, de Jim Jarmusch, que lhe valeu uma indicação ao IFP Spirit Award; In the Soup, de Alexandre Rockwell, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance de 1992 e Alguém Para Amar (Somebody to Love), também de Rockwell; Contos de Nova York (New York Stories) de Martin Scorsese; os longas dos irmãos Coen, Ajuste Final (Miller's Crossing), Barton Fink - Delírios de Hollywood (Barton Fink), o vencedor do Oscar®, Fargo - Uma Comédia de Erros (Fargo), e O Grande Lebowski (The Big Lebowski); Os Impostores (The Impostors), de Stanley Tucci; Armageddon e Con Air - A Rota da Fuga (Con Air), produções de Jerry Bruckheimer; Vivendo no Abandono (Living in Oblivion), dirigido por Tom DiCillo e estrelado por Dermot Mulroney e James LeGros; Cash - Em Busca do Dólar (Twenty Bucks), Fuga de Los Angeles (Escape From L.A.), de John Carpenter, A Balada do Pistoleiro (Desperado), Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto (Things To Do In Denver When You Are Dead). Buscemi venceu o IFP Spirit Award no papel de Mr. Pink, de Cães de Aluguel (Reservoir Dogs), de Quentin Tarantino, com quem também filmou Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction), tendo atuado ainda em Kansas City, de Robert Altman. Fez também participações especiais em longas-metragens como Sol Nascente (Rising Sun), A Roda da Fortuna (The Hudsucker Proxy), O Paizão (Big Daddy) e Afinado No Amor (The Wedding Singer) .

Recentemente, concluiu as filmagens de Domestic Disturbance, da Paramount, contracenando com John Travolta e Vince Vaughn. No ano passado, atuou no longa da MGM, Ghost World, dirigido por Terry Zwigoff e co-estrelado por Thora Birch, tendo também dublado o longa de aventura com animação digital da Columbia Pictures, Final Fantasy (Final Fantasy: The Spirits Within). Em breve, será visto em The Grey Zone, Double Whammy, Deeds, Nine Scenes About Love, 13 Moons, de Alexandre Rockwell, e no telefilme da HBO, The Laramie Project.

Além de ator de grande talento, demonstrou ser um roteirista e diretor respeitado. Seu primeiro projeto foi um curta-metragem, intitulado What Happened To Pete, exibido em diversos festivais de cinema, incluindo os de Roterdã e Locarno, bem como no canal Bravo Network. Em 1996, fez sua estréia como diretor de longa-metragem com Ponto de Encontro (Trees Lounge), também escrito e estrelado por ele. O filme, co-estrelado por Chloe Sevigny, Samuel L. Jackson e Anthony LaPaglia, estreou na Quinzena dos Diretores do Festival de Cinema de Cannes, tendo sido posteriormente lançado no circuito comercial norte-americano.

No ano passado, dirigiu seu segundo longa-metragem, Animal Factory, recebido em seu lançamento com elogios pela crítica. A história de um jovem condenado injustamente à prisão que se torna vítima daquele ambiente desumano foi estrelada por Willem Dafoe e Edward Furlong.

Buscemi foi recentemente indicado a um Emmy como diretor de um dos episódios do seriado da HBO, A Família Soprano (The Sopranos).

JAMES COBURN (Henry J. Waternoose), ator premiado com o Oscar® com uma impressionante lista de créditos em todas as áreas do show biz, dubla o paternal presidente da Monstros S.A., um monstro na forma de um caranguejo, que enfrenta um grave racionamento de energia e uma séria crise quando Monstrópolis vê-se invadida por uma criança humana pela primeira vez em sua história.

"Waternoose é um homem 100% dedicado à companhia, mas que acaba exibindo suas garras", explica Coburn. "Ele enfrenta uma situação difícil tentando impedir a falência da fábrica. E tem uma predileção especial pelo seu maior Assustador, Sulley, para quem é uma espécie de mentor."

"Uma das melhores coisas acerca da animação é que os cineastas têm a oportunidade de fazer um trabalho perfeito. Eles passam muito tempo experimentando alternativas e geralmente os atores gravam suas falas inúmeras vezes até que tudo saia correto. Foi um prazer e um privilégio trabalhar com o pessoal da Pixar e saber que fizemos um filme de primeira qualidade."

"Qualquer ator nesta indústria precisa ter muita imaginação", acrescenta Coburn. "A gente vive da nossa imaginação. Pegamos imagens impressas num papel e as transformamos em algo real. Quando contamos boas histórias como esta, que têm uma significação real para o público, creio que elas adquirem vida eterna."

Natural de Nebraska, James Coburn iniciou sua carreira artística no Los Angeles City College. Foi lá que ganhou seu primeiro prêmio de ator coadjuvante e dividiu o palco com lendas do teatro como Vincent Price. Mudando-se para Nova York, trabalhou em várias campanhas publicitárias da TV e em seriados dramáticos como Studio One e General Electric Theatre. Cinco anos depois, mudou-se para Los Angeles e continuou seus estudos sob a orientação de Jeff Corey.

Após um desempenho magistral em Os Sete Magníficos (The Magnificent Seven), de John Sturges, Coburn encantou as platéias do mundo inteiro em papéis em filmes como The President's Analyst (também produzido por ele), Fugindo do Inferno (The Great Escape), Golden Girl, e nas sátiras sobre o mundo da espionagem, Our Man Flint e In Like Flint. Foi muito elogiado pela crítica ao estrelar a minissérie da CBS, The Dain Curse. No cinema, também estrelou Alto Risco (High Risk), O Domínio do Olhar (Looker), Mr. Patman, e, na televisão, O Vale das Bonecas (Valley of the Dolls), Malibu e Os Indomáveis (Draw). Em dois de seus papéis favoritos no cinema, nos filmes Pat Garrett e Billy The Kid (Pat Garrett and Billy the Kid) eThe Iron Cross, Coburn foi dirigido pelo lendário cineasta Sam Peckinpah.

Ao longo de sua carreira, co-estrelou com vários dos astros mais famosos da atualidade em Hollywood, incluindo Mel Gibson em Maverick e O Troco (Payback), Arnold Schwarzenegger em Queima de Arquivo (Eraser) e Eddie Murphy em O Professor Aloprado (The Nutty Professor). Em 1999, venceu o Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante com seu papel em Temporada de Caça (Affliction), contracenando com Nick Nolte.

Seus créditos televisivos mais recentes incluem The Cherokee Kid, The Second Civil War e Proximity, da HBO; Mastergate e Walter and Henry, da Showtime; e Mr. Murder, da ABC. Estrelou ainda Noah's Ark, da Hallmark Hall of Fame, e Atticus e Shake, Rattle and Roll, da CBS.

Em breve, será visto no longa-metragem da Walt Disney Pictures, Snow Dogs.

JENNIFER TILLY (Celia) dubla a voz inconfundível da personagem Celia, a recepcionista da Monstros S.A. com um olho só e um cabelo que é um emaranhado de serpentes.

"Ela se parece com qualquer outra garota normal com cabelo de serpentes e está apaixonada por um cara normal com um olho só chamado Mike", conta Tilly. "Ela é uma recepcionista extremamente eficiente que tem muito orgulho do seu trabalho, embora deixe-se levar um pouco longe demais em seus devaneios e seu entusiasmo com Mike. É muito divertido interpretar Celia porque ela enxerga tudo que está acontecendo ao seu redor. Ela não mete medo porque todas nós podemos nos identificar com ela. É apenas uma garota à procura do amor. Ela se preocupa com a roupa que vai vestir sábado à noite e se deveria ou não aparar seu cabelo. As cobras de seus cachos refletem suas emoções e por isso, quando ela está feliz, elas ficam todas empertigadas, sorrindo. Quando ela fica triste, elas ficam caídas e tristonhas."

"Basicamente, a voz de Celia é igual à minha, só que um pouco mais exagerada", acrescenta Tilly. "Em alguns momentos, eu falava com Mike com um jeito tatibitate. Também tentei lhe dar uma 'voz genérica de recepcionista' como as vozes que ouvimos nas grandes corporações ou nos aeroportos. A voz dela tem um tom melódico que funciona muito bem em seu trabalho de recepcionista."

"Quando eu era garota, sempre achava que havia coisas escondidas dentro do armário ou embaixo da cama. Acho que Monstros S.A. é um filme ótimo, pois, para os pais, servirá como uma forma de aplacar os medos de seus filhos. As crianção vão adorar o filme e, depois de vê-lo, talvez até tenham vontade de encontrar algum monstro dentro de seus armários."

Tilly foi indicada recentemente tanto ao Oscar® quanto ao American Comedy Award com o papel de Olive, em Tiros na Broadway (Bullets over Broadway), de Woody Allen.

Seu desempenho em O Metiroso (Liar, Liar), no papel da cliente interesseira de Jim Carrey, deu-lhe outra indicação ao American Comedy Award e também ao prêmio Blockbuster de Melhor Atriz Coadjuvante.

Os créditos cinematográficos de Tilly incluem Ligadas pelo Desejo (Bound, indicada ao Saturn Award de Melhor Atriz, premiada com o GLAAD Award), A Musa (The Muse), Relax, it's Just Sex, O Pequeno Stuart Little (Stuart Little), A Fuga (The Getaway), Feita por Encomenda (Made in America), A Noiva de Chucky (Bride of Chucky, indicada ao Saturn Award de Melhor Atriz), A Sombra do Lobo (Shadow of the Wolf), A Grande Barbada (Let it Ride), Explosão Em Alto Mar (The Crew) e Susie e os Baker Boys (The Fabulous Baker Boys).

Na televisão, estrelou a minissérie Bella Mafia, com Vanessa Redgrave, e o seriado da Fox, Key West. Foi indicada ao prêmio CableAce (Melhor Atriz de Comédia) no papel recorrente da namorada de Garry, Angelica, do seriado The Garry Shandling Show. Por seu desempenho no telefilme da Showtime, Heads, foi indicada ao Gemini Award de Melhor Atriz.

Tilly possui uma longa lista de créditos teatrais, incluindo Tarfufo (Tartuffe) e Boy's Life no LATC, e Baby with the Bathwater e The Woolgatherer no LA Public Theatre. Foi premiada com um Dramalogue Award por seu desempenho em Vanities, e com um TheatreWorld Award de Melhor Estreante, por seu desemepnho em One Shoe Off , no Joseph Papp Theatre.

Recentemente, concluiu sua participação em Dancing at the Blue Iguana, um filme de improviso sobre sobre clubes de strip-tease, dirigido por Michael Radford (O Carteiro e o Poeta/Il Postino); na refilmagem de Soberba (The Magnificent Ambersons), dirigido por Alphonso Arau (Como Água Para Chocolate/Like Water For Chocolate); Fast Sofa, com Crispin Glover e Natasha Lyonne; Sister Mary Explains it All, co-estrelado por Diane Keaton e dirigido por Marshall Brickman, exibido no canal Showtime em maio; The Cat's Meow, co-estrelado por Kirsten Dunst e Eddie Izzard, e dirigido por Peter Bogdonavich; e ainda Ball in the House, com David Straithairn, exibido em sua première no Festival de Cinema de Toronto.

JOHN RATZENBERGER (Abominável Homem das Neves) brilha novamente dublando o solitário Abominável Homem das Neves, que foi exilado de Metrópolis e condenado a viver no topo gelado e hostil do Himalaia. Ratzenberger, o único ator do elenco a ter dublado todos os quatro longas-metragens produzidos pela Pixar, confere ao seu personagem o mesmo carisma que já havia demonstrado no papel de Porquinho, o cofrinho de brinquedo dos dois filmes Toy Story e no papel (meio chamuscado) de P. T. Flea, o apresentador do circo de pulgas de Vida de Inseto (A Bug's Life).

"O Abominável Homem das Neves é um personagem que lembra um ursinho de pelúcia gigante, sem chifres nem espinhas dorsais", comenta Ratzenberger. "Ele está adaptado à sua vida no Himalaia, fez amizade com alguns iaques e toda noite de quinta-feira, eles se reúnem para brincar de mímica. Embora assuste um pouco as pessoas, ele não faz mal a ninguém. Na verdade, ele se sente meio solitário porque todo mundo foge dele."

"Como ator, tenho um grande prazer em trabalhar com a equipe da Pixar. Eles sempre partem de uma história maravilhosa e nem pensam em começar a desenhar os personagens sem animá-los até que a história esteja perfeita. Em Hollywood, em geral, todos dizem: 'Temos os atores, temos as locações, vamos fazer qualquer coisa juntando tudo isso e o público irá ao cinema para vê-los.' Os personagens da Pixar têm mais profundidade, e até sua linguagem corporal, o modo como balançam a cabeça ou arqueiam a sobrancelha, são animados nos mínimos detalhes."

"A Pixar costuma dizer que sou seu talismã da sorte, mas acredito que eles é que têm sido meu amuleto", acrescenta Ratzenberger. "É maravilhoso trabalhar com pessoas que sabem exatamente o que estão fazendo e espero que este relacionamento tenha continuidade por um longo tempo. Já enviei meu formulário de pedido de emprego como segurança da nova sede do estúdio."

Após anos de enorme sucesso no papel de Cliff Clavin, carteiro e rei da cultura inútil no seriado televisivo de grande sucesso, Cheers, Ratzenberger passou a trabalhar como produtor, diretor e roteirista. Ele participa ativamente da criação de uma empresa da internet, chamada Big Red Tent, que disponibiliza atrações televisivas de qualidade e sites de compras online para empresas incluídas na lista da Fortune 500.

Nascido em Bridgeport e criado em Black Rock, Connecticut, cursou a Sacred Heart University, onde formou-se em Inglês, estudou caratê e foi professor de arco e flecha. Em seu tempo livre, entrou para o clube de teatro, fazendo sua estréia nos palcos em Summer and Smoke. Em seguida, protagonizou Amor, Sublime Amor (West Side Story) e Esperando Godot (Waiting for Godot).

Após quatro anos de estudos, aceitou um emprego num pesqueiro de ostras até o dia em que foi recebido nas docas por um grupo de ex-colegas da universidade. Eles o haviam localizado para que ele substituísse o ator principal de sua montagem da comédia Luv, de Murry Schisgal, no Stowe Playhouse. Ele permaneceu na companhia teatral, apresentando-se em vários shows solo, até decidir trabalhar como ferreiro e carpinteiro em North Wolcott, Vermont. Dois anos depois, viajou para uma visita de três semanas a Inglaterra, onde permaneceu 10 anos.

Em London, fundou um grupo de teatro de improviso, Sal's Meat Market, no qual era co-roteirista, diretor e ator, às vezes interpretando até 15 personagens por show. Após atrair a atenção do British Arts Council, ele e um sócio receberam verbas para apresentar-se em turnês em clubes e teatros de toda a Europa.

Estreou no cinema em 1974 em The Ritz, estrelado por Rita Moreno. Desde então, já atuou em 22 longas, incluindo Uma Ponte Longe Demais (A Bridge Too Far), Yanks, Super-Homem (Superman), Super-Homem 2 - A Aventura Continua (Superman II), Na Época do Ragtime (Ragtime), O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back), Outland - Comando Titânio (Outland) e Gandhi.

Ao retornar aos EUA em 1981, atuou em telefilmes e seriados televisivos como Hill Street Blues, Code Red, o telefilme das NBC, Wedding Bell Blues, além, é claro, Cheers.

Dirigiu vários filmes e seriados da TV, incluindo Sister Sister, Madman of the People, Evening Shade e Cheers. entre inúmeros outros.

Ratzenberger é chairman da childrenwithdiabetes.com, o maior site da internet dedicado a pesquisas e trocas de informações sobre a diabetes infantil. Ele é membro de uma campanha para arrecadar mais de US$ 100 milhões para esta causa beneficente. Também ávido ambientalista, criou a Eco-Pak Industries, um fabricante de materiais para embalagens ecologicamente corretas, atualmente vendidas para todo o mundo.

Reside com a mulher e os dois filhos do casal em Los Angeles. Em 1996, foi eleito Pai do Ano.

FRANK OZ (Fungo) dubla a voz do estressado Assistente de Sustos de Randall.

Segundo Oz, "Fungo é um sujeito nervoso que está apenas tentando fazer seu trabalho da melhor maneira possível. Como seu chefe, Randall, é um mau-caráter e vive em apuros. Não sou dublador. Sou um ator de personagens e, portanto, preciso saber as motivações por trás dos atos das pessoas. Quando passo a compreender o personagem, sua voz vem naturalmente. Quanto mais à vontade eu estiver com o personagem, mais consigo captar seus sentimentos por osmose."

"Sou vidrados no trabalho da Pixar por conta de suas ótimas histórias, da riqueza de detalhes de seus personagens e todos os mínimos momentos que motivam os personagens e os tornam tão convicnentes. Toy Story é um dos melhores filmes de todos os tempos e um dos meus prediletos."

Oz consagrou-se como uma das principais forças criativas por trás de Os Muppets (The Muppets) e Vila Sésamo (Sesame Street), tendo criado alguns dos personagens mais populares da história do cinema e da televisão. Fez sua estréia como diretor de cinema ao lado de Jim Henson, em O Cristal Encantado (The Dark Crystal), e, em seguida, escreveu e dirigiu Os Muppets Conquistam Nova Iorque (The Muppets Take Manhattan), co-produziu The Great Muppet Caper, e foi produtor executivo de The Muppet Christmas Carol e Muppet Treasure Island. Os créditos de Oz como diretor incluem ainda The Score, Os Picaretas (Bowfinger), Será Que Ele É? (In & Out), Nosso Querido Bob (What About Bob?), A Pequena Loja dos Horrores (Little Shop of Horrors), A Chave Mágica (The Indian in the Cupboard) e Os Safados (Dirty Rotten Scoundrels).

Oz também dublou a voz de Yoda de O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back), O Retorno do Jedi (Return of the Jedi), Guerra Nas Estrelas - A Ameaça Fantasma (Star Wars: Episode I - The Phantom Menace), e do lançamento do próximo verão norte-americano, Star Wars: Episode II - Attack of the Clones.

BONNIE HUNT (Sra. Flint) retorna às telas em seu segundo longa-metragem produzido pela Pixar, após ter dublado Rosie, a sentimental aranha viúva-negra de Vida de Inseto (A Bug's Life). Em Monstros S.A., ela interpreta a Sra. Flint, a exigente orientadora dos novos recrutas na fábrica de sustos.

Hunt é uma consagrada atriz de cinema e televisão, talvez mais conhecida junto ao público por suas hilárias participações especiais. Fez sua estréia cinematográfica em Rainman, de Barry Levinson, no papel da garçonete que vivia derrubando os palitos, e deu vida à cômica e dedicada guia dos visitantes na Casa Branca na comédia de Ivan Reitman, Dave - Presidente por Um Dia (Dave). Também teve um papel memorável no grande sucesso de bilheteria, Jerry Maguire. Os cinéfilos talvez lembrem-se dela como a melhor amiga de Marisa Tomei em Só Você (Only You), de Norman Jewison, como a mulher de Charles Grodin em Beethoven e Beethoven II e no papel da amiga de infância de Robin Williams, em Jumanji.

No ano passado, Hunt escreveu, estrelou e fez sua estréia diretorial no longa-metragem Feitiço do Coração (Return to Me). Uma comédia romântica filmada quase em sua totalidade na cidade natal de Hunt, Chicago, o filme é estrelado por David Duchovny e Minnie Driver.

Na televisão, estrelou Bonnie, uma comédia com roteiro e produção executiva dela própria, para a CBS. Antes disso, em 1993, tornou-se a primeira mulher a escrever, produzir e estrelar seu próprio seriado, The Building. O humorístico (com produção executiva de David Letterman) apresentava Hunt e seu colegas da Second City, interpretando jovens adultos vivendo num mesmo edifício em Chicago. Seus outros créditos na TV incluem Grand e Davis Rules.

Natural de Chicago, trabalhou como assistente de enfermagem durante o segundo grau e, posteriormente, tornou-se enfermeira do Hospital da Northwestern University, ao mesmo tempo que tentava a carreira de atriz, atuando com a trupe do Second City. É defensora dos direitos dos animais e roteirista bastante requisitada.

Reside em Los Angeles com o marido, o investidor financeiro, J. Murphy.

BOB PETERSON (Supervisor de História/Dublador de Roz) entrou para a Pixar em 1994, onde dirigiu inúmeros filmes publicitários para o departamento de curtas e trabalhou durante um breve período como animador (animando, sobretudo, cenas do garoto malvado, Sid) e como artista de layout de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story). Foi promovido a artista de história em Vida de Inseto (A Bug's Life) antes de assumir o cargo de supervisor de história de Monstros S.A.

Segundo Peterson, "Roz é uma lesma de meia-idade que se arrasta pela fábrica, sugando toda e qualquer energia criativa, o que para ela não passa de lixo. Sua maior obsessão é com a burocracia e pobre daquele que deixar de preencher corretamente seus relatórios. A princípio, eu iria gravar apenas suas falas na banda de áudio preliminar do filme, o que fiz com uma enunciação o mais inflexível possível. Eles alteraram minha voz digitalmente para torná-la mais aguda e mais parecida com a voz de uma mulher. Depois, realizaram gravações com atrizes de verdade, mas Pete e o resto da equipe não acharam tão divertido."

"Eu ouvi uma voz dentro da minha cabeça e simplesmente resolvi testá-la", relembra ele. "Basicamente, tentei imitar o som das árvores de O Mágico de Oz (The Wizard of Oz) quando elas dizem, 'Não toque nessas maçãs!' Mas depois, eu terminava todas as frases com aquilo que chamei de "o modo como Archie Bunker desmonta do cavalo", dando um longo suspiro final. 'Uh, sr. Sullivannnneeeehhhh'. E o resultado foi muito divertido."

Nascido em Wooster, Ohio, e criado no Brooklyn e em Long Island, Nova York, Peterson bacharelou-se em Engenharia Mecânica pela Ohio Northern University. Na Universidade de Purdue, enquanto cursava o programa de mestrado em Engenharia, trabalhou pela primeira vez num laboratório de computação gráfica. Nesta época, também começou a escrever e a desenhar uma tira diária para um jornal local, intitulada "Loco-motives". Ao final do curso, mudou-se para Santa Bárbara, Califórnia, para trabalhar na Wavefront Technologies, onde ensinou aos funcionários da empresa a usar programas de computador, como o Maya. Em seguida, trabalhou por um breve período na produtora de Hollywood, Rezn8 Productions.

Peterson e sua mulher têm uma filha e um filho. Atualmente, ele está trabalhando como co-roteirista (com Andrew Stanton) do próximo longa-metragem a ser lançado pela Disney/Pixar, Finding Nemo. Anteriormente, Peterson já havia dublado o personagem-título do curta-metragem da Pixar, Geri's Game.


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