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Pacto de Justiça


"Na minha opinião era uma história que eu gostaria de ver", explica Kevin Costner, o diretor vencedor do Oscar®, produtor e astro de Pacto de Justiça (Open Range). "Quando falava sobre o projeto, as pessoas se lembravam de outros filmes que gostaram. Então, tudo fazia sentido para mim, inclusive o fato de eu poder criar e interagir com este cenário. Foi um privilégio e uma emoção."

Pacto de Justiça (Open Range) é o terceiro trabalho de Costner como diretor. Sua primeira experiência foi em 1990 com Dança com Lobos (Dances with Wolves), que lhe trouxe o Oscar® de Melhor Direção. Assumindo três funções no filme, como ele mesmo diz: "Acabou sendo assim. Encontrei o roteiro e o desenvolvi e tive tanta afinidade com o material que os momentos lá narrados se tornaram muito importantes para mim - ficaram retidos em minha mente. Eu nunca pensei em mim só como ator."

Rodado em amplas e épicas pradarias, Pacto de Justiça (Open Range) tem todos os elementos de um faroeste clássico. Revela um lado único da história americana, o fim de uma era, na qual a terra não tinha dono. A cultura dos caubóis conhecida como "vaqueiros itinerantes" surgiu - como acontece com Charley, Boss, Mose e Button - que vagavam pelos campos com seu rebanho e viviam da terra. Em Pacto de Justiça (Open Range), um rancheiro cruel e perverso (Michael Gambon) controla a cidade de Harmonville, fazendo as leis e aplicando-as através da força e do medo. Os quatro homens precisam se unir para combater a injustiça.

Mas aqui, a visão romântica de um caubói forte e calado, com apenas uma camisa nas costas e as ferraduras do cavalo, é vista mais profundamente através da câmera de Costner.

"Em todos os faroestes há personagens enigmáticos; não se sabe como chegaram e porque estão naquela situação. Seus únicos pertences estão no próprio cavalo", diz Costner. "É uma visão extremamente romântica, mas se você pensar um pouco mais, irá se perguntar: o que eles faziam quando chovia? E quando a comida acabava? Eles precisavam de suprimentos, tinham que ser muito desembaraçados. Nós temos esta visão romântica do oeste quando, na verdade, era extremamente difícil."

O escritor e produtor executivo Craig Storper considera o gênero faroeste uma das formas artísticas dos índios americanos e destaca que Pacto de Justiça (Open Range) adere aos temas clássicos do gênero, tais como liberdade, justiça, honra, amor e amizade. Mas, tanto o diretor quanto o escritor quiseram ir mais além do que a maioria dos faroestes normalmente vai e criar vozes autênticas do passado. Para isto, foi preciso inserir na história um aspecto emocional e personagens que deixassem para trás clichês e estereótipos freqüentemente associados ao gênero.

"A vida emocional dos personagens e o modo como resistem em dividir seu passado uns com os outros, é inesperadamente complexa, assim que se transpõe a parede que ergueram para se proteger", diz Storper. "Somente a circunstância desfavorável em que eles se encontram é que os força a revelar coisas que de outra forma permaneceriam enterradas e que em última análise os leva a uma transformação."

Kevin Costner enfatiza o uso da linguagem para transmitir a complexidade dos relacionamentos entre os homens: "Nós confiamos na linguagem que criamos para mostrar como homens se relacionam entre si e como lidam com seus problemas", explica. "E isso tem a ver com mulheres, como falamos com elas, como as tratamos e como elas nos confundem."

Annette Bening concorda: "Quando li o roteiro, gostei porque havia um sentido clássico, porém com uma sensibilidade diferente. Há uma sensibilidade mais forte com relação ao modo como os homens convivem uns com os outros. Existe uma intimidade entre eles, que está lindamente descrita e é muito comovente ver como suas vulnerabilidades são interpretadas."

Storper escreveu Pacto de Justiça (Open Range) há quatro anos e meio, depois de adquirir os direitos do livro "The Open Range Men", do escritor Lauran Paine. Storper nunca falou ao autor sobre seus esforços para realizar o projeto devido à natureza volátil de Hollywood, preferindo esperar até que a produção fosse uma realidade. "Lauran tinha cerca de 80 anos e não parecia justo enchê-lo de esperanças sempre que surgisse alguém interessado", explica Storper. Então, em dezembro de 2001, Storper recebeu um bilhete da esposa de Paine dizendo que o autor havia falecido. Quando finalmente a realização do filme tornou-se algo concreto, Storper telefonou para ela e lhe contou. "No momento em que disse a ela que Kevin ia estrelar o filme ela se emocionou", recorda Storper. "Começou a chorar e então eu soube que havia ligado no dia do aniversário dela. Ter conseguido dizer a alguém, cujo marido morrera e que sempre quisera ver o filme baseado em sua obra, que Robert Duvall estrelaria, que Kevin Costner estrelaria, que Annette Bening estrelaria, foi algo maravilhoso."

Foi obra do destino ter a opção do material, considerando a resistência da moderna Hollywood em relação ao gênero. "O último faroeste bem-sucedido foi Os Imperdoáveis (Unforgiven)", diz Storper, "e foi há 10 ou 12 anos. Então, tentar fazer um filme como este é como empurrar uma pedra para o topo da colina de Hollywood, e você precisa de muita força para empurrar a pedra. Porém, como contador de histórias, é preciso acreditar que uma boa história encontrará seu modo de ser contada."

Costner acabou sendo essa força. Ele conhecera Storper através de seus agentes, e logo encontraram pontos em comum, principalmente o amor por todas as coisas do Oeste - um amor, afirma Costner, "que a maioria dos americanos tem, embora Hollywood freqüentemente tenha desapontado no que se refere a esta parte da história americana."

"Acho que a maior parte das pessoas sabe que tenho uma afinidade com o Oeste", diz Costner, que, além de Dança com Lobos (Dance With Wolves), estrelou os faroestes Silverado (Silverado) e Wyatt Earp (Wyatt Earp), "mas, freqüentemente, fico surpreso quando as pessoas dizem que adoram faroeste, porque o número de faroestes que se pode listar entre grandes filmes não é muito grande. São 'chapéus pretos contra chapéus brancos e nem um pouco atraentes. Mas fazem parte de nossa herança. As pessoas têm amor por eles."

Costner contatou o produtor de Os Imperdoáveis (Unforgiven), David Valdes, em janeiro de 2002 e, depois de várias discussões, tomaram a decisão de seguir o caminho da produção independente. A companhia Cobalt Media Group, baseada em Londres, entrou para o projeto como agente internacional de vendas e a Walt Disney Company adquiriu os direitos da distribuição na América do Norte.

REUNINDO O ELENCO

Houve uma reação extremamente positiva dos atores convidados a estrelar Pacto de Justiça (Open Range), do relativamente novato Diego Luna a veteranos como Robert Duvall e Annette Bening.

Na opinião de Craig Storper, garantir a participação do legendário Duvall era crucial para a realização do filme."Quando li o livro e quando escrevi o roteiro", conta, "tinha Robert Duvall em mente. Quando Kevin e eu nos reunimos pela primeira vez, uma das primeiras coisas que eu disse foi: 'Sabe, vejo Robert Duvall fazendo este filme.' Se Duvall tivesse dito não, eu não sei o que teria acontecido, porque não pensamos em mais ninguém para o papel."

"O papel foi feito especialmente para Bob", acrescenta Costner. "Craig o escreveu, e eu comecei a modificá-lo sem nunca ter sequer telefonado para Bob. Troquei muitas falas e dei para ele. Foi a coisa mais acertada e inteligente que fiz em prol do filme."

De fato, o relacionamento mais importante no filme é entre Charley e o velho Boss. Descrito por Craig Storper como "um homem que traz sofrimento do passado, mas que é decente, trabalhador e direto, capaz de falar abertamente o que pensa de você." Boss é amigo, mentor, figura de pai e patrão para Charley. As muitas dimensões do relacionamento o torna ainda mais forte e ao mesmo tempo mais complicado. "A trama tem paisagens, história e ação esperados em um faroeste, mas são os dois personagens e o relacionamento deles que, no fim das contas, dá ao filme um sentimento e um coração."

Anos lutando contra elementos da natureza e o estresse das constantes ameaças de ataques trouxeram conseqüências, porém Charley e Boss conseguiram encontrar um nível de conforto na companhia um do outro que os mantêm unidos contra todas as adversidades. Boss até brinca com Sue dizendo que ele e Charley não precisam de esposa e nem de um lar porque são "como um casal de velhos." Mas deixando de lado as provocações, a forma como cada um desafia os atos e as opiniões do outro, sempre com respeito, é a marca dessa complicada ligação.

Para sorte dos cineastas, Duvall decidiu aceitar o papel 24 horas depois de ter lido o roteiro. "Eu logo soube que queria fazer", declara Duvall. "É um verdadeiro clássico de faroeste e eles me ofereceram um papel maravilhoso." Mas Duvall quase não conseguiu chegar ao set. Em abril de 2002, enquanto se preparava para as filmagens na Virginia, caiu do cavalo e quebrou seis costelas. Se tivesse acontecido mais próximo do início das filmagens ele não teria tido tempo de se recuperar. Mesmo depois dos ossos estarem consolidados, era fisicamente complicado subir numa sela.

"Eu fiquei um pouco hesitante de voltar a montar", admite Duvall, "mas os treinadores, os irmãos Bews, ajudaram muito e pouco tempo depois eu consegui e deu tudo certo. Foi duro, mas eu sabia que queria fazer o filme, então tinha que me recuperar."

Talvez ninguém seja mais agradecido à força de Duvall do que o diretor. "A linguagem combina com seu ritmo", diz Costner, seu admirador. "A situação, como eu já sabia, foi controlada por ele de modo magistral. Tudo o que realmente era preciso fazer ele fez. Acho que este pode ser considerado o apogeu de sua carreira."

Costner já havia concordado em interpretar o enigmático Charley Waite. "O que você vê em Charley é um personagem clássico. Quase não se sabe nada sobre ele, e então, repentinamente, ele começa a revelar quem é e um passado de violência", conta Costner."Ele é um homem bom que acha que é mau."

O personagem de Costner era dez anos mais jovem no livro e quase não havia detalhes do seu passado. Reescrever o papel não foi simplesmente para acomodar o diretor, esclarece Storper, "mas para incorporar uma profundidade, uma riqueza, um maior subtexto de experiências para o personagem. Se você chegasse aos 40 anos em 1882, vivendo como caubói, tinha muita experiência de vida. E a vida ensina coisas, boas e más, de forma que o homem que você é aos 40, difere muito do homem que você é aos 30 anos. Sem dúvida, com Kevin veio toda uma história para aquele personagem que é apenas superficialmente descrito no livro."

O público é convidado a compartilhar a jornada com Charley, enquanto ele "luta para sair do lugar em que esta para chegar ao lugar no qual pode estar no futuro", explica Storper. "Ele deixa para trás o que ele foi e luta para se reconstruir."

Com um personagem tão forte quanto Boss, encontrar um inimigo à altura foi complicado. A antítese perfeita para Boss veio com Sir Michael Gambon, um inglês, provavelmente mais conhecido dos americanos pelo personagem Thomas Sandefur de O Informante (The Insider), e mais recentemente, com o personagem William McCordle, no filme aclamado pela crítica, Assassinato em Gosford Park (Gosford Park). Craig Storper fala de sua escolha: "Nós tivemos sorte de encontrar um ator que estivesse à altura do personagem de Duvall. Se você tem um antagonista fraco e um protagonista forte, você não tem nada. Robert Duvall é uma presença forte e um ícone, por isso a escolha de Michael Gambon, que consegue segurar a cena e criar uma impressão forte em um tempo relativamente limitado, era absolutamente essencial."

"Baxter, o personagem de Gambon e seus capangas controlam Harmonville. Muitos nas cidade secretamente se ressentem da crueldade de Baxter, e não é só porque ele manda na cidade como se fosse propriedade sua. Ele é o tipo de pessoa que manda seis de seus atiradores espancar um homem; ele gosta de ter a probabilidade a seu favor e de ver as pessoas vivendo sob o medo."

Gambon criou uma história para Baxter que não está no roteiro, com o objetivo de dar contexto a seu personagem. Gambon imaginou que Baxter seria um irlandês que "veio para a América e foi bem-sucedido. Comprou um pedaço de terra, onde cria seu gado e construiu esta cidade; pagou todas as construções e acha que tem tudo, mas não tem."

Gambon afirma que ficou entusiasmado com a chance de interpretar um gênero nunca antes oferecido a ele na Inglaterra. "Eu queria fazer um faroeste", diz rindo. "Para um inglês fazer um faroeste é como realizar um sonho. E quando você faz o bandido então é a melhor parte. E também tive a oportunidade de trabalhar com o divertido Kevin Costner. Eu costumava vê-lo no cinema em Londres, então, quando ele se pôs ao meu lado, usando um chapéu de caubói e com uma arma mão e também como diretor, foi surreal. Extraordinário."

Também foi extraordinário quando Annette Bening, a atriz duas vezes indicada ao Oscar® em 1999 por Beleza Americana (American Beauty) e em 1990 por Os Imorais (The Grifters), aceitou o convite dos produtores para interpretar o único papel protagonista feminino de Pacto de Justiça (Open Range). "Sue é uma mulher de firme pragmatismo", explica Bening. "Ela não é muito complicada, vive em paz. Quando os caubóis chegam a sua casa, ela é uma influência civilizadora."

Embora Sue esteja com mais de trinta anos, numa época em que as mulheres dessa idade eram vistas como insignificantes e desprezíveis, e consciente de que o tempo vem diminuindo sua esperança de ter amor e filhos, ainda assim ela tem muita dignidade. "É muito forte, uma mulher firme", fala Bening.

"Ela passou por muitas coisas na vida e teve que lidar com decepções. Sabia que se não casasse e vivesse só com o irmão, tomando conta da casa, conseguiria de algum modo transpor isto."

Então ela conhece Charley Waite."Ela se apaixona de verdade e vê a possibilidade de que eles possam construir algo juntos", diz Bening.

Robert Duvall, cujo personagem, Boss, procura ser o cupido do casal, gosta de Sue: "É sua última chance de ter um marido, e é mais comovente ainda por ser a última chance de ambos. Traz uma dimensão maravilhosa. Quando Sue conhece Charley, entende que ele pode ser o seu futuro, e acho que a idéia de perdê-lo é dolorosa para ela que não é mais jovem."

Embora a resistência de Charley demonstre ser tão forte quanto o charme silencioso de Sue, no final ela vence. Isto não devia ser uma surpresa, pois Bening dá uma qualidade luminosa a sua personagem. Ela tem, nas palavras de Kevin Costner, "uma graça sutil. Penso nela como a Hepburn da nossa geração. Ela é muito elegante."

Bening deu à personagem uma profundidade, uma alma e uma inteligência que os produtores consideraram um algo mais se comparado a outras atrizes. E seu profissionalismo e confiança foram notáveis e muito apreciados pelo elenco e pela equipe, que entenderam os desafios de conviver num set de filmagem essencialmente masculino. Bening nunca reclamou ou exigiu tratamento especial, e para o diretor só há elogios e agradecimentos: "Poder vê-la, uma atriz clássica, incorporar uma personagem feminina em um filme de homens, foi ótimo para mim como ator. E como diretor, foi muito engrandecedor tê-la aqui. Ela jamais disse: 'O que vou fazer aqui enquanto vocês estão fazendo isso'. Ela não tem idéia do quanto sou grato por isso."

Completando o elenco estão: Michael Jeter, Diego Luna e Abraham Benrubi. Jeter, o ator premiado e consagrado, que faleceu em março deste ano, interpreta Percy, o proprietário da cocheira da cidade, um dos poucos moradores de Harmonville que fica a favor de Charley e Boss. Jeter havia comentado que foi a integridade e a qualidade extraordinária dos dois personagens principais que o atraíram para o filme. "É um relacionamento de amizade; ao mesmo tempo é uma relação professor-aluno, pai-filho, empregado-empregador. Tem várias facetas", diz ele. "Eu queria saber o que aconteceu com estas pessoas, e quando você quer saber o que aconteceu, sabe que está pisando em território fértil."

Diego Luna, que recentemente atuou em Y Tu Mama Tambien, entrou para o projeto como Button. O papel havia sido originalmente escrito para um menino americano de quinze anos, mas foi mudado para um mexicano, depois que Luna aceitou o convite de Costner. Luna foi contatado depois que o produtor David Valdes assistiu à premiação do Independent Spirit em Los Angeles, onde Luna promovia Y Tu Mama Tambien. Reconhecendo o potencial de um novo astro, Valdes contatou Costner, que pediu a Luna para gravar algumas cenas. Luna gravou, mostrou ao diretor e logo foi contratado. "Diego era uma pequena faísca caída do céu", diz Costner. "Ele é jovem e vivo e nós nos vimos nele, em seu entusiasmo e encantamento. Eu gostei muito dele."

O jovem Luna destaca que a retratação destes caubóis como pessoas complexas é o que faz de Pacto de Justiça (Open Range) muito mais encantador tanto como faroeste quanto simplesmente como uma boa história.

"Nos antigos faroestes, os caubóis eram pessoas caladas", diz Luna. "A diferença neste filme é que você os ouve conversar, vê o que há dentro do coração e da mente deles. E é sempre uma combinação, sempre um equilíbrio entre o bom e o mau que existe dentro de todos. Acho que é um filme no qual os personagens são reais, onde você pode se identificar com eles porque são humanos, mesmo que se passe em 1882. Acho que o problema de Charley é igual ao de todos nós. Todos nós fizemos coisas horríveis, e é duro esquecer, é duro continuar a viver assim como é duro mudar. Então, ao mesmo tempo em que Pacto de Justiça (Open Range) tem uma estrutura clássica de faroeste, também é um filme que fala de esperança e amor. Tem todos os elementos. Tem bons atores e excelente roteiro. Acho que todo mundo pode esperar um bom filme e algo realmente especial."

Button, o mais jovem do elenco, está naquela idade esquisita de tentar ser homem, embora ainda tenha coração infantil. Ele é o tipo de garoto que rouba no jogo de cartas, não porque não é confiável, mas porque precisa desesperadamente provar aos mais velhos que ele é tão capaz quanto qualquer um deles.

"Ele quer ser homem antes do tempo", explica Luna. "Vive uma vida muito adulta na pradaria, mas é também um menino que precisa ser amado, que precisa brincar. No fundo, ele só quer fazer Boss ficar orgulhoso. Por isso, está sempre oscilando entre ser criança e ser adulto."

Igualmente ao relacionamento com Button, Charley e Boss são como pai e avô para Mose, interpretado por Abraham Benrubi. Mose, que tem cerca de 30 anos de idade, é o mais velho dos dois rapazes, mas, ao mesmo tempo em que é capaz de dar bons conselhos a Button, difere do mais experiente Charley. Mose é ainda muito jovem para sonhar em imigrar para a exótica América do Sul e, como Button, vê a vida na pradaria como uma grande aventura.

Abraham Benrubi ficou grato por uma segunda oportunidade de trabalhar com Costner; Benrubi havia feito um pequeno papel em O Mensageiro (The Postman), mas a cena foi cortada. "Kevin prometeu-lhe que um dia o chamaria de novo", conta Benrubi, "e aqui estou eu. Mas precisei passar no teste. Tive que provar que podia interpretar Mose".

"Mose é o otimista do grupo", diz Benrubi. "É um sujeito que encontra moedas de prata em cada tempestade e adora chuva, mesmo que todos se sintam infelizes."

Benrubi também ficou feliz por ter a oportunidade de trabalhar com Robert Duvall. "Robert Duvall é um ícone", elogia Benrubi. "Eu sei que isto não é típico de um caubói, mas eu procurei na internet para ver os mais de 90 filmes que havia feito e ele já trabalhou com praticamente todo mundo. Quarenta anos depois ele é um mestre. Podia fazer sete tomadas e cada uma ficava diferente da outra e todas maravilhosas e brilhantes. Ás vezes, fico um pouco cansado quando estou fazendo um filme e então assistia Robert interpretar e voltava imediatamente ao ritmo."

ENCONTRANDO E CRIANDO A PRADARIA

Embora o roteiro não especifique exatamente onde se passa a história, a imagem de Montana, com suas montanhas majestosas ao fundo permaneceram na mente do diretor Costner. Da mesma forma que os cineastas queriam ficar nos Estados Unidos, filmar em casa era simplesmente inviável. Também havia a questão da transferência de muitos dos famosos cenários de faroeste de Hollywood - o Paramount Ranch e o Bell Canyon Ranch estavam sendo usados para desenvolvimento de produções. Decidiu-se então procurar no Canadá. Uma vez que Valdes filmara Os Imperdoáveis (Unforgiven) em Alberta, ele sugeriu que tentassem lá primeiro.

A busca por locações começou em 12 de março de 2002, em duas cidades cenários existentes em Alberta. Elas foram rejeitadas e a busca continuou, com as grandes distâncias das pradarias sendo feitas de carro e de helicóptero. Depois de meses de busca, vários ranchos haviam sido finalmente escolhidos para as cenas do rebanho caminhando e para as cenas do acampamento: o Nicoll Ranch em Jumping Pound Creek; o Turner Ranch, e o Hughes Ranch, ambos a sudoeste da cidade de Longview e um belo local no Kinnear Ranch chamado Fireguard Coulee. A princípio, o cenário principal da cidade fictícia de Harmonville permanecia pendente - até o helicóptero pousar na reserva Stoney Nakoda First Nations, a oeste de Calgary. Embora ainda coberto com um metro de neve no chão, Costner pôde ver que encontrara o local. Com as Montanhas Rochosas erguendo-se grandiosas em meio à vasta pradaria, o local encaixava-se com perfeição ao tema do roteiro e aos estilos de vida contrastantes.

Infelizmente, a camada de neve disfarçou um dos maiores defeitos da locação: não havia estrada de acesso. Antes que a produção pudesse começar, foi necessário construir uma estrada de terra de 2,5 quilômetros na reserva. Mas não demorou muito até que o imenso trabalho fosse esquecido com a chegada da primavera. A neve derretida deixou a estrada de acesso coberta com mais de 90 centímetros de água e muitos se questionavam como fariam para realisticamente fazer os veículos transitarem por ali. A desenhista de produção Gae Buckley recorda a brincadeira diária que fazia com o coordenador de construção.

Alf Arndt brincava enquanto tentávamos atravessar a estrada inundada, ele dizia: 'A água está mais funda hoje. Não sei se devemos fazer isto. 'E eu respondia: 'Então não vá. Vai acabar destruindo o caminhão.' Naquele momento ele metia o pé no acelerador e passava pela inundação, com água subindo até o pára-brisa. Era como um brinquedo da Disneylândia!"

Os caminhões passaram e a criação de Harmonville começou. A construção propriamente dita levou nove semanas, sendo precedida por quatro semanas de intensas pesquisas e desenhos em Los Angeles. Trabalhando com livros de história e fotos de fotógrafos pioneiros como Silas Melander e Evelyn Cameron, a equipe de artistas e de desenhistas de Buckley recriou detalhadamente a época. O desenhista gráfico Ted Haigh, que é, como diz Buckley, "uma enciclopédia ambulante da época", ficou encarregado das placas e rótulos, enquanto outros pesquisavam técnicas de construção e esquema de cores. Toda a madeira necessária para construir Harmonville foi cortada em tamanho original e depois desgastada para fazer o exterior das casas. Só pregos foram usados, os quais eram deixados para enferrujar na água, de forma que deixassem marcas na madeira como um efeito adicional. O chão dos cenários internos, feito de madeira, era tratado para que ficasse gasto e marcado. Os vidros das janelas de toda a cidade foram feitos à mão e importados. A cenógrafa Mary-Lou Storey cuidou para que os detalhes interiores fossem fiéis à época, das cortinas de papel pintado até as lamparinas a querosene.

"Nós realmente tentamos recriar algo que existiu naquele tempo, o estilo das construções e a seleção das tintas que utilizavam", fala Buckley, sobre o enorme esforço de sua equipe. "Nossa paleta de cores reflete diretamente as amostras de pintura de 1880, e até o papel de parede da casa do médico e de Sue foi uma reprodução de 1880, chamada 'Ashes of Roses.'"

As construções favoritas de Buckley foram a cadeia e o saloon. "Eu adorei o escritório do xerife e a cadeia", fala ela com entusiasmo."Uma coisa que aprendemos em nossas pesquisas foi que as celas eram construídas com três blocos sólidos em seis superfícieis sulcadas de modo que o prisioneiro não pudesse derrubar as paredes com um chute. Nós tivemos que fazer uma parede falsa, mas as outras foram construídas como naquela época. E Kevin adorou o saloon. Nós criamos um saloon bastante autêntico de 1882, com um bar e uma porta da época, importada de uma companhia de St. Louis."

COMEÇA A PRODUÇÃO

O design de Harmonville foi feito ao redor da rua principal onde acontece a cena clímax do tiroteio. O incrível tiroteio, cujas cenas certamente permanecerão na mente do público, foi o ponto central da produção, quando esta começou em 17 de junho de 2002. Além de Buckley, o desenhista de produção que colaborou com Costner em O Jogo da Paixão (Tin Cup), o diretor teve o auxílio do cinegrafista James Muro e do figurinista premiado com o BAFTA, e indicado ao Emmy, John Bloomfield, que trabalhou com Costner em três projetos anteriores.

O tiroteio dá ao filme seu clímax, mas precisava funcionar em mais de um nível. Tinha que ir além de um carnaval visual. "A violência não é arbitrária, é uma parte integrante da história", explica Craig Storper. "Não é só a catarse que vem dela, mas as lições sobre lutar por democracia, amizade e amor. Estes personagens não procuram violência, mas têm a noção de que lutar é algumas vezes necessário e até mesmo morrer por coisas que você acredita. Este é o princípio mais fundamental do faroeste."

As filmagens começaram de modo bastante simples, com Buckley e Costner interpretando cenas de tiros em casa. E embora dois adultos brincando de atirar não pareça trabalho, serviu para um objetivo legítimo. "Foi excelente porque pude ver como ele estava planejando cortar as cenas", explica Buckley. "Eu sabia como a ação seria e então filmei o cenário ao redor da ação. Assim que tive a estrutura geral, pessoas em Los Angeles construíram um modelo digital.

"Por exemplo, de cima do seu sótão, Percy precisava ver os homens de Baxter chegando à cidade bem como os oito atiradores indo em direção a Boss e Charley, do escritório do xerife", continua ela."Percy então tinha que correr para o outro lado do sótão enquanto via os homens se aproximando, atirar para avisar a Charley, e ser visto por cima da cabeça de Boss quando ele parece ser atingido. Do ponto de vista de Charley, era preciso conseguir ver as sombras dos três atiradores entrando por trás das tendas. Kevin tinha estas cenas específicas bastante planejadas em sua maior parte e nós tentamos acomodar tudo. Tivemos que ir e voltar e reajustar constantemente. Eu queria manter um lado da cidade como uma parede reta para concentrar a ação e para refletir as muitas cidades que vi nas pesquisas e o outro lado ligeiramente encurvado, de forma que sempre tivéssemos algo para filmar."

As filmagens duraram dez dias e utilizaram muitos milhares de munição falsa. O aderecista-chefe usou as mais avançadas tecnologias para simular tiros, usando principalmente a eletrônica. As armas eram carregadas com três cargas explosivas no tambor. Quando acionada uma pequena chama surgia, mas tudo era inteiramente seguro, Goodine explica:"Não havia nenhuma munição real no set", afirma."Antes de cada cena, nós estabelecíamos o tamanho da carga que seria necessária, dependendo da distância do alvo, e como ela se espalharia, garantindo que todo o pessoal de câmera estivesse coberto por protetores e usando auriculares. Também demos aos atores aulas de quando atirar e quando não atirar. Depois de cada cena, esvaziávamos as armas, assegurando que os tambores estavam vazios. Era o modo de dar segurança a todos durante à noite e também de ter um visual espetacular."

Não havia necessidade de nos preocupármos com vizinhos enquanto filmávamos (literalmente)."Estávamos muito isolados", diz o gerente de locações Peter G. Horn. "Essa foi realmente uma das mais lindas locações. Estávamos a quatro quilômetros da estrada mais próxima e meia hora da cidade mais próxima, que é Canmore."

A distância da civilização não ajudou muito, para a segunda maior cena do filme, a chuva torrencial e a enchente. O maior e mais óbvio desafio nas pradarias era a praticidade de se conseguir água no local. Seria preciso bombear água do rio mais próximo e guardá-la em um enorme tanque, que infelizmente, a equipe de produção não possuía. Então, eles improvisaram, cavando um fosso de 9 por 18 metros de comprimento, com 4,5 metros de profundidade.

Isto trouxe outro desafio porque, como Buckley explica: "Você não tem a mínima idéia de quanta terra sai de um fosso daquele tamanho até ter visto. Enchemos o chão da cocheira com 90 centímetros de terra solidificada, usamos terra para pavimentar a estrada e para construir uma outra estrada que levava para fora da cidade. E ainda tivemos que nos livrar de uma grande parte. Então, o fosso teve que ser feito de forma que a água não saísse, bombas tiveram que ser alugadas e instaladas e finalmente tivemos que fazer com que ficasse parecido com um lago localizado atrás da cidade de Harmonville. Assim que ficou pronto, o departamento de construção e o SFX cavaram a vala para a inundação, cobriram-na com material impermeabilizante e instalaram bombas e calhas. Foi tudo construído para funcionar sem parar como num parque aquático".

Para fazer a cena da enchente vários dificuldades e exigências tiveram que ser superadas: a água tinha que ser forte o suficiente para levar o cãozinho, mas não podia ser perigosa demais, de modo que o público achasse que Charley estivesse em perigo; precisava ter uma profundidade específica e seguir um curso pré-estabelecido; precisava cobrir distância suficiente e ter força suficiente para que todas as tomadas fossem filmadas; e é claro, tinha que ser feita dentro de um orçamento e de acordo com a apertada agenda de produção. Foi uma façanha de engenharia, com a colaboração de quase todos os departamentos, chefiados por Buckley e pelo supervisor de efeitos especiais Neil Trifunovich.

O "lago" tinha 270 000 galões de água, redirecionada através de enormes bombas submersas, diretamente para a rua principal e depois para o outro lado da cidade. Para a "chuva" foram utilizados 600 galões por minuto, em um cavalete montado numa grua de 75 toneladas, a 2,70 metros do chão, além de um dispositivo de aceleração com capacidade para lançar 250 galões por minuto; ambos alimentados por um grande tanque de 10 000 galões e por mais 4 tanques menores de 4 000 galões, que por sua vez eram alimentados pela água bombeada do rio e pelos caminhões que tiravam água do lago. A enchente utilizou 32 000 galões por minuto. Foi uma operação gigantesca.

"Toda a cidade ficou inundada", conta Trifunovich. Mas o esforço foi recompensado, pois deu ao filme um ambiente raramente visto num faroeste. "Em vez da velha cidade poeirenta tínhamos muita chuva, o que trouxe uma atmosfera pesada. Você sabia que eles estavam numa cidade agressiva."

Entretanto, a maestria da equipe para controlar a Mãe Natureza durou pouco. O tempo volátil de Alberta começou trazendo caos, com ventos de até 80 quilômetros por hora algumas vezes e chuva outras vezes, seguido de temperaturas de até 42º Célcius durante vários dias. De muitas formas a dificuldade da equipe foi similar a dificuldade dos personagens. O produtor David Valdes, que já havia filmado anteriormente em Alberta, sabia o quanto o tempo poder ser caótico, mas, como ele diz: "Se você tiver determinação consegue imagens muito boas."

Mais fácil falar do que fazer, especialmente quando se acrescenta 250 cabeças de gado, ursos curiosos espreitando a cidade e um bando exigente de cavalos selvagens. Kevin Costner fala das muitas dificuldades que encontrou e superou: "Os desafios pareciam gigantescos; cada dia parecia maior que o do dia anterior. Mas eu não me deixei abater. Eu simplesmente agarrava cada pedacinho de luz do dia e não parava até que a imagem ficasse igual a que eu tinha na cabeça. A inspiração para fazer isto veio dos meus amigos que diziam: 'Você consegue fazer isto.' E eu pensava 'Como eles podem saber?' Mas se você quer ser um caubói precisa ser homem. Se quiser ser diretor, precisa ser homem e lidar com todo o tipo de coisa, mesmo que algumas vezes tenha vontade de chorar." Parte de como superar os obstáculos, também, é saber quando dizer chega.' "Mesmo que você saiba que mais uma tomada ou mais um dia possa colocar aquela pitada de ouro no filme, é importante saber que em última análise tem a ver com o modo com que você conta sua história e isso é o que vale o filme. Se você se concentrar nas palavras, pode perder alguns detalhes. Se você segue o roteiro, é o que te fortalece."

A determinação e a perseverança do diretor impressionaram a equipe e o elenco. "Eu adoro trabalhar com Kevin", diz Bening. "Gosto do modo que ele faz a filmagem e como movimenta a câmera. Ele adora intensidade e bons diretores conseguem isto. É um entusiasmo e ajuda, dando possibilidade de captar o momento com a câmera."

Diego Luna admirou a habilidade de Costner de levar nos ombros o peso da produção e da direção, ao mesmo tempo em que estrela sem jamais deixar seus colegas desanimarem. "Passar de uma função para a outra deve ser muito desgastante", diz Luna, "e ainda ter o filme inteiro sobre os ombros. Kevin é a primeira pessoa que conheço com habilidade para fazer isso. Ele é rápido e muito concentrado. E também é muito claro, sabe o que está procurando. Eu admiro que nunca tenha dito, 'Como você quiser.' Isso é fantástico porque você se sente protegido, sente que seu diretor está te apoiando. Você pula sabendo que ele estará lá para segurá-lo."

Abraham Benrubi, que interpreta Mose Harrison, concorda inteiramente: "Kevin Costner é muito veemente ao contar histórias. Ele não está muito preocupado com o dinheiro que o filme vai fazer, ou se ele está bem na tela. Quer contar a história e quando chega no set de filmagem fica muito concentrado. Sabe a história toda ? do começo ao fim ? e como cada pedaço se encaixa no outro."

SOBRE O ELENCO

Nascido em Lynnwood, na Califórnia, o amor de Kevin Costner (Charley Waite) por filmes de faroeste surgiu pela primeira vez em 1985, quando estrelou a saga Silverado (Silverado), de Lawrence Kasdan. Mas foi em 1990, com Dança com Lobos (Dances with Wolves), o qual produziu, dirigiu e estrelou, que o ligou indelevelmente ao gênero. Além de ser um grande sucesso comercial, Dança com Lobos (Dances with Wolves) ganhou sete Oscars®, incluindo os de Melhor Filme e Melhor Direção. Em seguida, estrelou no papel principal em Wyatt Earp (Wyatt Earp), de Kasdan. O interesse de Costner pelo povo indígena americano também resultou no documentário de televisão, 500 Nations, uma crônica sobre a história dos ameríndios nos primórdios da vida no continente até o século 20, criado e apresentado por ele. Costner também assumiu múltiplas funções em O Mensageiro (The Postman), no qual foi produtor, diretor e ator e anteriormente, em Waterworld - O Segredo das Águas (Waterworld), nas funções de produtor e ator.

Costner associou-se à outra importante tradição americana, o beisebol, tendo estrelado como o jogador do Durham Bulls, Crash Davis, em Sorte no Amor (Bull Durham), no papel de Billy Chapel em Por Amor (For Love of the Game) e como o fazendeiro Ray Kinsella, em Campo dos Sonhos (Field of Dreams). Campo dos Sonhos contava a história de Kinsella que transforma sua plantação de trigo em quadra de beisebol onde famoso jogador já morto deverá voltar a jogar. Enquanto constrói a quadra, encontra várias personalidades já desaparecidas, onde ele dizia: "Se você construir eles virão". Atleta natural, Costner também interpretou um ciclista em Competição de Destinos (American Flyers) e um golfista profissional em O Jogo da Paixão (Tin Cup).

Estudante de marketing da Califórnia State University, em Fullerton, onde se formou em 1978, Costner rapidamente trocou o marketing pela interpretação, tendo freqüentado a comunidade teatral enquanto ainda estava na universidade. Em 1987, apenas cinco anos após o primeiro filme, seu potencial foi notado em dois filmes: Os Intocáveis (The Untouchables), com o legendário Sean Connery e o suspense Sem Saída (No Way Out). Muitos outros papéis notáveis se seguiram, incluindo o promotor de Nova Orleans, Jim Garrison em JFK - A Pergunta que Não Quer Calar (JFK), de Oliver Stone, o papel-título em Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (Robin Hood: Prince of Thieves) e o viúvo armador de Mensagem de Amor (Message in a Bottle). Mais recentemente, estrelou os filmes aclamados Treze Dias (Thirteen Days), 3000 Miles to Graceland, e O Mistério da Libélula (Dragonfly).

Costner é considerado um dos mais consagrados astros de Hollywood, tendo sido incluído em 1999, pelo American Film Institute, no documentário, AFI's 100 Years...100 Stars.

O ator vencedor do Oscar® Robert Duvall (Boss Spearman) é um artista versátil que, além de trilhar uma brilhante carreira de mais de 40 anos como ator, é também escritor, produtor, diretor e astro de três filmes: Angelo My Love, O Apóstolo (The Apostle) e, mais recentemente, Assassination Tango (Assassination Tango), filmado na Argentina. O Apóstolo (The Apostle) trouxe a Duvall uma indicação ao prêmio da Academia® e três prêmios Independent Spirit, de Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Diretor. Duvall também tem créditos como compositor no filme A Força do Carinho (Tender Mercies), para o qual compôs e interpretou suas próprias músicas, no papel do cantor country Mac Sledge. Este desempenho rendeu a ele, em 1993, o primeiro Oscar® de Melhor Ator. Anteriormente havia sido três vezes indicado ao prêmio da Academia®, por O Poderoso Chefão (The Godfather) e Apocalypse Now (Apocalypse Now), de Francis Ford Coppola e O Grande Santini - O Dom da Fúria (The Great Santini), de Lewis John Carlino. Também foi indicado em duas ocasiões ao prêmio de Melhor Ator com O Apóstolo (The Apostle) e na categoria de Melhor Ator Coadjuvante com A Qualquer Preço (A Civil Action).

Antes de estrear no cinema em 1962 como Boo Radley em O Sol É para Todos (To Kill a Mockingbird), trabalhou no teatro em Nova York, para onde havia se mudado de Illinois, em 1955. Depois de O Sol É para Todos, Duvall dividiu seu tempo entre o cinema e o teatro, sendo consagrado nas duas mídias e premiado com o Obie em 1965 pelo desempenho em A View From the Bridge.

Duvall também fez trabalhos na televisão. Estrelou como Gus na minissérie popular Os Pistoleiros do Oeste (Lonesome Dove), papel que considera um dos melhores de sua carreira e pelo qual foi indicado ao Emmy. Fez uma atuação premiada com o Globo de Ouro no papel-título em Stalin (Stalin), da HBO. Seu trabalho mais recente na tevê foi como o general Robert E. Lee, de quem é descendente, no filme Deuses e Generais (Gods and Generals), da HBO.

Sua longa lista de créditos inclui o papel do major Frank Burns em M.A.S.H. (M.A.S.H.), bem como papéis protagonistas em Rede de Intrigas (Network), As Cores da Violência (Colors), Slingblade, A Qualquer Preço (A Civil Action), Sessenta Segundos (Gone in Sixty Seconds), e recentemente John Q., para citar alguns. Em seguida estrelará Secondhand Lions junto com Michael Caine.

Annette Bening (Sue Barlow) foi indicada em 2000 ao Oscar® e ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz Dramática por seu desempenho ao lado de Kevin Spacey em Beleza Americana (American Beauty). Foi indicada ao Oscar® e escolhida Melhor Atriz Coadjuvante pelo National Board of Review com o filme Os Imorais (The Grifters). Foi também indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Musical ou Comédia por seu desempenho em Meu Querido Presidente (The American President), de Rob Reiner, contracenando com Michael Douglas, bem como na categoria de Melhor Atriz em Drama pelo desempenho em Bugsy (Bugsy), de Barry Levinson, no papel de Virginia Hill.

Entre seus créditos no cinema estão: In Dreams, de Neil Jordan; Nova York Sitiada (The Siege), ao lado de Denzel Washington; Ricardo III (Richard III), uma adaptação de Ian McKellen da obra de Shakespeare; Marte Ataca! (Mars Attacks!), de Tim Burton; Love Affair - Segredos do Coração (Love Affair), com Warren Beatty e Garry Shandling; Bugsy (Bugsy), também com Warren Beatty; Culpado Por Suspeita (Guilty By Suspicion), contracenando com Robert De Niro; Uma Segunda Chance (Regarding Henry), de Mike Nichols, ao lado de Harrison Ford e Valmont - Uma História de Sedução (Valmont), de Milos Forman. Também fez uma interpretação de destaque em Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge), de Mike Nichols. Estreou no cinema em As Grandes Férias (The Great Outdoors), ao lado de Dan Aykroyd e John Candy.

Aluna do American Conservatory Theatre de São Francisco, foi indicada ao Tony e ganhou o prêmio Clarence Derwent de Melhor Desempenho de Estréia da Temporada por Coastal Disturbances (originalmente no Second Stage e depois na Broadway). De volta às raízes teatrais pela primeira vez após dez anos, Bening foi recentemente aclamada pela crítica e indicada ao Ovation Award de Melhor Atriz com a interpretação de Hedda Gabler na remontagem do clássico de Ibsen, apresentado no Geffen Playhouse de Los Angeles.

Nascido em Dublin, na Irlanda, a carreira de ator de Michael Gambon (Denton Baxter) começou no National Theatre de Londres, na época sob a direção artística de Sir Laurence Olivier. Considerado um dos atores de maior destaque no Reino Unido, Gambon continuou a encantar platéias no National Theatre, bem como no Royal Shakespeare Company e no West End de Londres. Ganhou inúmeros prêmios de melhor ator, destacando seu desempenho aclamado pela crítica em A View From the Bridge, de Arthur Miller, pelo qual recebeu os mais importantes prêmios britânicos como ator. Sua contribuição para a cultura britânica foi reconhecida pela Rainha Elizabeth II quando, em 1998, nomeou-o Sir Michael Gambon.

Em sua filmografia inclui, o polêmico O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher e Sua Amante (The Cook, the Thief, His Wife & Her Lover), de Peter Greenaway, ao lado da importante atriz inglesa, Helen Mirren; Assassinato em Gosford Park (Gosford Park), e também Charlotte Gray. Gambon já havia trabalhado deste lado do Atlântico, em O Informante (The Insider), com Russell Crowe e Al Pacino e em A Revolta dos Brinquedos (Toys), com Robin Williams, entre outros.

Na televisão, Gambon é mais conhecido pelos personagens Philip Marlow, de The Singing Detective e Inspector Jules Maigret, de Inspetor Maigret - Crime em Família (Inspector Maigret). Outros trabalhos recentes na tevê foram Hamm in End Game, e Path of War, da HBO, no papel de Lyndon Johnson.

Nascido na Cidade do México, Diego Luna (John "Button"Weatheral) estrelou recentemente o filme aclamado pela crítica Y Tu Mama Tambien, do diretor Alfonso Cuaron, ao lado do amigo de infância Gael Garcia Bernal; e Frida (Frida), da Miramax, ao lado de Salma Hayek e Alfred Molina, para a diretora Julie Taymor. Em seguida será visto em Dirty Dancing: Havana Nights e Criminal, ao lado de John C. Reilly, para o produtor Steven Soderbergh e George Clooney.

Começou a carreira de ator no teatro aos sete anos de idade. Durante este tempo atuou em produções como: De Pelicula, La Tarea, Comedia Clandtina e El Cantaro Roto, pelo qual ganhou o prêmio de Revelação Masculina 1996-1997, da Associação dos Críticos de Teatro do México. Mais recentemente recebeu outro prêmio dessa Associação, o de Melhor Ator Cômico (2001-2002) por The Complete Works of William Shakespeare, o qual também produziu.

Com doze anos Luna estreou na televisão como Luis no folhetim El Abuelo Y Yo, que o levou a fazer outro papel em El Premio Mayor, além de duas séries dramáticas de sucesso, El Amor De Mi Vida e La Vida En El Espejo.

Sua transição para o cinema foi igualmente bem-sucedida. Entre os filmes de maior destaque estão: Antes do Anoitecer (Before Night Falls), do director Julian Schnabel; Ambar, de Luis Estrada; Un Hilito De Sangre, de Erwin Neumaier e Un Dulce Olor A Meute, de Gabriel Retes (segundo lugar no Festival de Cinema de Havana). Entre seus outros créditos estão: El Cometa, Todo El Poder, Carambola, Fidel (para o Showtime), Ciudades Oscuras e, mais recentemente Soldados de Salamina, para o diretor David Trueba. Luna também trabalhou com cineastas estreantes no México e estrelou alguns curtas-metragens estudantis do Centro Universitario de Estudios Cinematográficos (CUEC) e do Centro de Capacitación Cinematográfica (CCC), incluindo o curta-metragem El Ultimo Fin Del Ano, de Javier Bourges, vencedor do Oscar®.

Mais conhecido como Jerry Markovic da série ER, ganhadora do Emmy e exibida internacionalmente, Abraham Benrubi (Mose Harrison) trabalha regularmente desde sua primeira participação na televisão como "Really Big Kid" em um episódio de Growing Pains. Além de ER, pelo qual ganhou o prêmio do Screen Actors Guild de Melhor Elenco, faz papéis regulares nas séries: Parker Lewis Can't Lose, como Francis Kubia; como Vincent Konefke em Sonâmbulos (Sleepwalkers) e em Going to California, da Warner Bros. Fez várias participações como ator convidado em Wings e Married...With Children, bem como em Roseanne, Grace Under Fire, Arquivo X (The X-Files), Dark Angel, e Buffy - O Caça Vampiros (Buffy - The Vampire Slayer). Também estrelou os filmes de televisão Um Toque de Esperança (A Touch of Hope) e Parallels.

Estreou no cinema em 1990 em Salto Mortal: O Desafio (Diving In) e desde então atuou em vários filmes entre eles: Twister (Twister), de Jan De Bont; O Homem que Não Estava Lá (The Man Who Wasn't There), dos irmãos Coen e Reviravolta (U-Turn), de Oliver Stone.

Natural de Indianapolis, Benrubi estudou teatro no Broad Ripple Center for the Performing Arts, no Indianapolis Civic Theatre e no Groundlings. Além de ator, ele se define como um "viciado em música", que aprecia uma ampla e eclética gama de estilos musicais de todo o mundo.

Michael Jeter (Percy) divide seu tempo entre o teatro, o cinema e a televisão. Estreou na Broadway em 1978, na peça Once in a Lifetime e ganhou o Theatre World Award no ano seguinte por seu desempenho como Straw em G.R. Point. Também ganhou quatro prêmios de teatro, incluindo o prestigioso Tony Award, pelo desempenho em 1990 no musical da Broadway Grand Hotel.

Jeter era mais conhecido por sua interpretação, premiada com o Emmy, como o assistente do técnico de futebol Herman Stiles na popular sitcom Evening Shade, da CBS, pela qual ganhou o Emmy em 1992 (e mais duas indicações). Foi pela quarta vez indicado ao Emmy, em 1993, na categoria de Melhor Ator pelo desempenho como convidado em Picket Fences e outra vez em 1995 como ator convidado em Chicago Hope. Além de vários trabalhos como convidado, Jeter fez o papel regular de Mr. Noodle, na popular série infantil Vila Sésamo (Sesame Street). Também co-estrelou os seguintes filmes de televisão, entre outros: Um Refém do Barulho (Ransom of Red Chief), From Here to Eternity e Sentimental Journey.

Foi consagrado com a interpretação do prisioneiro do corredor da morte Eduard Delacroix no filme À Espera de Um Milagre (The Green Mile). Co-estrelou filmes de sucesso, ao lado de atores consagrados como: Robin Williams em Pescador de Ilusões (The Fisher King), Patch Adams - O Amor É Contagioso (Patch Adams) e Um Sinal de Esperança (Jakob the Liar); Clint Eastwood em True Crime (True Crime) e com Kevin Costner em Waterworld - O Segredo das Águas (Waterworld). Recentemente contracenou com Keanu Reeves e Cate Blanchett em O Dom da Premonição (The Gift), de Sam Raimi e com William H. Macy e Sam Neill no último filme da série Jurassic Park - Parque dos Dinossauros (Jurassic Park). No ano passado, contracenou com William H. Macy e Sam Rockwell em Tudo Por Um Segredo (Welcome to Collinwood), produzido por George Clooney.

The Polar Express, dirigido por Robert Zemeckis, foi seu último trabalho no cinema. No desenho animado de aventura, com lançamento para 2004, Jeter fez as vozes de Steamer/Smokey.

James Russo (Marshall Poole) nasceu na Cidade de Nova York e cursou a prestigiosa New York School for the Performing Arts. Formou-se pela NYU, onde escreveu e estrelou o curta-metragem premiado, The Candy Store.

Interpretou papéis memoráveis tanto no cinema quanto no teatro. Em sua filmografia inclui: O Mensageiro (The Postman), Donnie Brasco (Donnie Brasco), Caminhos da Traição (No Way Home), The Real Thing, Quatro Mulheres e Um Destino (Bad Girls), Olhos de Serpente (Dangerous Game), Garotos de Programa (My Own Private Idaho), Morrer de Prazer (A Kiss Before Dying), Um Tiro de Misericórdia (State of Grace), Não Somos Anjos (We're No Angels), Seduzida ao Extremo (Extremities), Cotton Club (The Cotton Club), Era Uma Vez na América (Once Upon a Time in América), Picardias Estudantis (Fast Times at Ridgemont High), A Stranger is Watching e O Último Portal (The Ninth Gate).

No teatro, atuou em Welcome to Andromeda, Deathwatch, Marat/Sade e na versão teatral de Seduzida ao Extremo (Extremities), ao lado de Susan Sarandon, pela qual ganhou o prêmio Theatre World.

Na televisão atuou nas minisséries Falcone, C-16: FBI, Miami Vice e, mais recentemente, interpretando Frank Sinatra em Stealing Sinatra, no Showtime, ao lado de William H. Macy. Russo tem vários filmes lançados em 2002: Catástrofe (Deep Core), Acerto Final (Final Payback), O Pêndulo (Pendulum), Microwave Park, com Michael Madsen e Firecracker, com Dennis Hopper.

SOBRE A EQUIPE TÉCNICA

Craig Storper (Roteirista/Produtor Executivo) veio para o cinema depois de formado em Belas Artes com especialização em pintura e escultura na UCLA. Escreveu o roteiro do drama The Truth About Alex, da HBO, vencedor do prêmio CableACE entre outros prêmios, e trabalhou em uma variedade de funções no cinema, em filmes de televisão e comerciais. Estréia em Pacto de Justiça (Open Range) como produtor e roteirista.

David Valdes (Produtor) mais recentemente produziu A Máquina do Tempo (The Time Machine), baseado no clássico livro de ficção científica de H.G.Welles e À Espera de Um Milagre (The Green Mile), de Frank Darabont, pelo qual foi indicado ao prêmio da Academia® de Melhor Filme. Foi produtor executivo do suspense, indicado ao Oscar®, Na Linha de Fogo (In The Line of Fire), de Wolfgang Petersen, estrelado por Clint Eastwood e Rene Russo, e do faroeste inovador de Clint Eastwood, Os Imperdoáveis (Unforgiven), vencedor de quatro Oscars®, incluindo o de Melhor Filme.

O prêmio da Academia® para Os Imperdoáveis (Unforgiven) foi o apogeu de uma longa colaboração com Eastwood, que começou com a função de segundo assistente de direção em Punhos de Aço - Um Lutador de Rua (Any Which Way You Can) em 1980. Valdes foi então produtor executivo do premiado filme biográfico de Eastwood, Bird (Bird), estrelado por Forest Whitaker e de Coração de Caçador (White Hunter, Black Heart). Produziu Um Mundo Perfeito (A Perfect World), dirigido e estrelado por Eastwood (quando Valdes conheceu Kevin Costner). Também produziu Dirty Harry na Lista Negra (Dead Pool), o último filme da franquia Dirty Harry; Cadillac Cor de Rosa (Pink Cadillac) e Rookie - Um Profissional do Perigo (The Rookie). Ao todo, o trabalho da dupla Valdes e Eastwood soma 17 filmes.

Entre seus outros créditos estão: Turbulência (Turbulence), com Ray Liotta e Lauren Holly; As Estrelas de Henrietta (The Stars Fell on Henrietta), com Robert Duvall e Aidan Quinn; Tal Pai, Tal Filho (Like Father, Like Son), com Dudley Moore e Kirk Cameron e o drama da guerra do Vietnã, Jardins de Pedra (Gardens of Stone), de Francis Ford Coppola.

Nascido e criado no sul da Califórnia, Valdes é formado magna cum laude em artes teatrais pela UCLA.

Jake Eberts (Produtor) cresceu em Montreal e Arvida, no Estado de Quebec, no Canadá. Formou-se em 1962 pela McGill University em engenharia química e fez mestrado na Harvard Business School em 1966. Começou a carreira como engenheiro da L'Air Liquide e depois foi trabalhar na Wall Street. Em 1971, mudou-se para Londres, onde trabalhou na Oppenheimer & Co. e, seis anos mais tarde, saiu para fundar a Goldcrest Films em Londres. De 1977 até 1984, a Goldcrest tornou-se uma das produtoras independentes de maior sucesso no cinema, financiando o desenvolvimento e/ou produzindo filmes como: Uma Grande Aventura (Watership Down), Grito de Horror (The Howling), Carruagens de Fogo (Chariots of Fire), Momentos Inesquecíveis (Local Hero), Gandhi (Gandhi), Os Gritos do Silêncio (The Killing Fields) e O Fiel Camareiro (The Dresser). Juntos, esses filmes totalizam trinta indicações ao prêmio da Academia® e dois Oscars® de Melhor Filme (Carruagens de Fogo e Gandhi).

Em 1985, Eberts fundou a Allied Filmmakers, uma compania independente de desenvolvimento e produção de filmes, com base em Londres e Paris. Desde então, foi produtor executivo ou produtor de: O Nome da Rosa (The Name of the Rose), Esperança e Glória (Hope and Glory), As Aventuras do Barão Munchausen (The Adventures of Baron Munchausen), Conduzindo Miss Daisy (Driving Miss Daisy), Dança do Lobos (Dances with Wolves), Hábito Mortal (Black Robe), Nada É para Sempre (A River Runs Through It), James e o Pêssego Gigante (James and the Giant Peach), Professora Marmota (The Wind in the Willows), A Educação da Pequena Árvore (The Education of Little Tree), o Guerreiro da Paz (Grey Owl), A Fuga das Galinhas (Chicken Run) e The Legend of Bagger Vance. Seis entre estes filmes receberam um total de 37 indicações ao Oscar® e ganharam sete, incluindo dois Oscars® de Melhor Filme (Conduzindo Miss Daisy e Dança com Lobos).

Mais recentemente, foi produtor executivo de Prisoner of Paradise, documentário longa-metragem indicado ao Oscar® em 2003. Atualmente é o produtor executivo de Sacred Planet, dirigido por Jon Long; do documentário longa-metragem, America, dirigido por Louis Schwartzberg e de Renaissance, um desenho animado dirigido por Christian Volkman. Além disso, está produzindo Two Brothers, de Jean-Jacques Annaud e Emperor Zehnder, de Greg Hoblit, estrelado por Richard Gere.

Em 1991, publicou "My Indecision Is Final" um estudo autobiográfico sobre a indústria cinematográfica. Em 1992, foi nomeado Oficial da Ordem do Canadá. Ganhou os prêmios de doutor honorário da McGill University, em 1998 e da Bishop's University, em 1999. Atualmente faz parte da diretoria do Sundance Institute e do Sundance Channel. É também fundador e presidente da MPI International, que fornece transmissão de alta-velocidade e em tempo real para telcos, companhia de TV a cabo, hotéis, hospitais e escolas.

Armyan Bernstein (Produtor Executivo) é presidente do conselho da Beacon Communications e produtor do Ano do ShoWest. Produziu ou foi produtor executivo de filmes como: Força Aérea Um (Air Force One), estrelado por Harrison Ford; Hurricane - O Furacão (The Hurricane) que também escreveu, estrelado por Denzel Washington; Treze Dias (Thirteen Days), com Kevin Costner; Fim dos Dias (End of Days), com Arnold Schwarzenegger; Um Homem de Família (Family Man), com Nicolas Cage; Teenagers - As Apimentadas (Bring It On), com Kirsten Dunst; Por Amor (For Love of the Game), com Kevin Costner e Jogos de Espiões (Spy Game), estrelado por Brad Pitt e Robert Redford.

Entre suas próximas produções estão: Ladder 49, estrelado por Joaquin Phoenix e John Travolta e Raising Helen, com Kate Hudson.

Bernstein fundou a Beacon Communications em 1990, que se tornou uma das companhias produtoras e financiadoras independentes mais bem-sucedidas no ramo do entretenimento. Seus primeiros filmes foram: The Commitments - Loucos pela Fama (The Commitments), dirigido por Alan Parker, indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme e vencedor de quatro prêmios BAFTA; o consagrado Noites Calmas (A Midnight Clear), de Keith Gordon, estrelado por Ethan Hawke; Terras Perdidas (A Thousand Acres), baseado no livro vencedor do Pulitzer, estrelado por Michelle Pfeiffer e Jessica Lange; Inferno Branco (Sugar Hill), estrelado por Wesley Snipes; Brincando com a Morte (Playing God), estrelado por David Duchovny e Timothy Hutton; Princesa Caraboo (Princess Caraboo), estrelado por Phoebe Cates e Kevin Kline; O Fantástico Mundo do Dr. Kellogg (The Road To Wellville), dirigido por Alan Parker e estrelado por Anthony Hopkins e Bastidores da Vida (A Life In the Theatre), de David Mamet, vencedor do prêmio CableACE na categoria de Melhor Especial Dramático.

Armyan nasceu e cresceu em Chicago, onde cursou a Universidade de Wisconsin. Foi jornalista da PBS e da ABC. Escreveu o cult clássico de 1978, Thank God It's Friday, estrelado por Debra Winger e Jeff Goldblum. Depois escreveu e co-produziu o romance famoso de Vegas, O Fundo do Coração (One From the Heart), de Francis Ford Coppola. Estreou como diretor em O Sonho não Acabou (Windy City), cujo roteiro foi escrito por ele e estrelado por John Shea e Kate Capshaw. Também escreveu e dirigiu Juro Por Deus (Cross My Heart), com Martin Short e Annette O'Toole no elenco e o filme vencedor do Emmy, The Earth Day Special, da ABC.

Pacto de Justiça (Open Range) marca a estréia de James Muro (Diretor de Fotografia) na função de diretor de fotografia. Consagrou seu nome como um dos mais requisitados cinegrafistas e operadores de câmera do cinema. Trabalhou repetidas vezes com muitos dos melhores diretores de Hollywood, incluindo: Oliver Stone em JFK - A Pergunta que não Quer Calar (JFK), Um Domingo Qualquer (Any Given Sunday), Entre o Céu e a Terra (Heaven and Earth) e The Doors (The Doors); James Cameron em O Segredo do Abismo (The Abyss), Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final (Terminator 2), True Lies (True Lies) e Titanic (Titanic); Martin Scorsese em Cassino (Casino); Michael Mann em Fogo Contra Fogo (Heat) e O Informante (The Insider); Garry Marshall, em Noiva em Fuga (Runaway Bride) e Simples Como Amar (The Other Sister) e Brett Ratner em Dragão Vermelho (Red Dragon), A Hora do Rush 2 (Rush Hour 2) e Um Homem de Família (Family Man). Muro também trabalhou anteriormente com o diretor Kevin Costner em Dança com Lobos (Dances with Wolves). Outros projetos recentes foram Velozes e Furiosos (The Fast and the Furious), A Senha: Swordfish (Swordfish) e Sessenta Segundos (Gone in Sixty Seconds).

Gae Buckley (Desenhista de Produção) trabalha na função de diretora de arte no cinema desde 1985. Começou a carreira como arquiteta em Nova York. Formada em Arquitetura e Artes pela Cornell University, desde os oito anos de idade estuda pintura com sua mãe, Jean, que por sua vez foi aluna de Edwin Dickinson. Enquanto esteve em Nova York, interessou-se pelas possibilidades criativas do cinema. Estudou pintura de cenário com Lester Polikoff em Nova York e trabalhou como cenógrafa e diretora de arte em vídeos musicais, comerciais e na televisão até 1988, quando resolveu se mudar para Los Angeles e tentar a carreira no cinema. Em Los Angeles, Buckley pôde trabalhar como diretora de arte em filmes de televisão e em filmes pequenos para o cinema, enquanto continuava seu trabalho como cenógrafa para filmes como: Busca Mortal (Shattered), Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne's World), Mr. Jones (Mr. Jones) e Cônicos e Cômicos (Coneheads). Depois de se sindicalizar, assumiu a posição de diretora de arte de filmes como: Proposta Indecente (Indecent Proposal), Os Batutinhas (The Little Rascals), Angie (Angie), Os Três Desejos (Three Wishes), Jovens Bruxas (The Craft), O Que As Mulheres Querem (What Women Want), Show Bar (Coyote Ugly) e O Jogo da Paixão Tin Cup), quando conheceu o astro do filme, Kevin Costner. Pacto de Justiça (Open Range) é seu primeiro trabalho como desenhista de produção.

Michael Duthie (Montador) estudou cinema em Londres, onde montou A Batalha da Vingança (Shout at the Devil), para o diretor Peter Hunt e Desafio do Poder (Rough Cut), para Don Siegel. Mudou-se para Los Angeles e tornou-se um dos mais capacitados montadores de filmes de ação, tendo montado a série de filmes Ninja para Menahem Golan e quatro filmes de Chuck Norris com o diretor Aaron Norris, nos quais também foi diretor da segunda unidade. Montou em seguida três filmes para o diretor Roland Emmerich: Pacto de Silêncio (Eye of the Storm), Soldado Universal (Universal Soldier) e Stargate (Stargate), e três filmes com Jackie Chan, incluindo Arrebentando em Nova York (Rumble in the Bronx).

Duthie também trabalhou em vários filmes estrangeiros premiados, entre eles: Camorra (Camorra), dirigidio por Lina Wertmüller, Berlin Affair, para a diretora Liliana Cavani e Assisi Underground, para Alexander Ramatti. Em sua filmografia recente inclui: 3000 Miles to Graceland, de Demian Lichtenstein, quando formou parceria com Kevin Costner, e o ainda inédito Mindhunters, para o diretor Renny Harlin.

Antes de Pacto de Justiça (Open Range), Miklos Wright (Montador) havia montado recentemente Dunsmore, para o diretor Peter Spirer; 3000 Miles to Graceland e Olhos da Violência (Lowball), dirigidos por Demian Lichtenstein e Full Circle, para o diretor Ahmad Isham (produzido por Lichtenstein). Ativo na indústria publicitária e de videoclipes, Wright editou vídeos para Beastie Boys, Sting e Eric Clapton.

John Bloomfield (Figurinista) trabalha no teatro, na televisão e no cinema há mais de 30 anos. Nesta última década, desenhou os figurinos dos filmes: To Kill a King, O Escorpião Rei (The Scorpion King), o fenomenal sucesso A Múmia (The Mummy) e a sequência O Retorno da Múmia (The Mummy Returns), Conan o Bárbaro (Conan the Barbarian) e Cristóvão Colombo - A Aventura do Descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery). Trabalhou em quatro filmes com Kevin Costner: O Mensageiro (The Postman), Waterworld - O Segredo das Águas (Waterworld), Rapa Nui - Uma Aventura no Paraíso (Rapa Nui) e Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (Robin Hood: Prince of Thieves), pelo qual foi indicado ao BAFTA.

Bloomfield trabalhou extensamente em sua terra natal, a Inglaterra, na BBC, onde seus desenhos foram consagrados. Isto aconteceu especialmente na série As Seis Esposas de Henrique VIII (The Six Wives of Henry VIII), pela qual ganhou o prêmio BAFTA. Os figurinos da série foram exibidos no Victoria and Albert Museum de Londres e em museus na Nova Zêlandia e na Austrália. Seu trabalho também foi apresentado em duas publicações: "Period Costumes for Stage and Screen" (Volumes I e II; 1988) e "A Handbook of Costume" (1974).

Trabalhou também na televisão nos Estados Unidos e entre os trabalhos de maior destaque está O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame), pelo qual foi indicado ao Emmy e ao CableAce.

Se variedade é o tempero da vida, então Michael Kamen (Música) vem trilhando uma das mais saborosas carreiras entre os músicos de hoje. Iniciado em arranjo sinfônico e composição por Leonard Bernstein, Kamen gravitou quase simultaneamente em 1976 entre Hollywood e arranjos da música pop e rock quando colaborou com Pink Floyd no disco "The Wall." Desde então, estabeleceu seu nome entre os mais importantes compositores do cinema, fazendo trilhas sonoras para mais de 80 longas-metragens, entre eles: os filmes das séries Máquina Mortífera (Lethal Weapon) e Duro de Matar (Die Hard), Highlander - O Guerreiro Imortal (Highlander), Brazil - O Filme (Brazil), Monalisa (Mona Lisa), Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (Robin Hood: Prince ofThieves), Don Juan de Marco (Don Juan DeMarco), 101 Dálmatas (101 Dalmations), Mr. Holland - Adorável Professor (Mr. Holland's Opus), From the Earth to the Moon, Alta Freqüência (Frequency), The Iron Giant e X-Men - O Filme (X-Men). Seu último projeto é o filme Against the Ropes, dirigido por Charles Dutton e estrelado por Meg Ryan e Omar Epps. Foi duas vezes indicado ao Oscar®, duas ao Globo de Ouro e uma ao Emmy. Ganhou quatro Grammys.

Nos últimos anos, criou uma síntese de pop, rock, jazz, world e da música sinfônica com arranjos orquestrais, apresentada em músicas de diversos astros como Eric Clapton, Bob Dylan, Aerosmith, Eurythmics, The Chieftains, David Sanborn e Luciano Pavarotti. Em 1999, conduziu um programa com seus arranjos, mesclando o grupo de rock Metallica com a Orquestra Sinfônica de São Francisco. O CD duplo desta apresentação, intitulado "S&M", vendeu mais de seis milhões de cópias.

Em 2001, compôs a música da trilha sonora da minissérie aclamada pela crítica Band of Brothers, da HBO, produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg. Foi comissionado para escrever o tema ("The Fire Within") para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, que regeu durante a cerimônia de abertura em Salt Lake City. Anteriormente, compôs a música da cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Verão de 1996. Mais recentemente, fez os arranjos e regeu a Filarmônica de Nova York junto com a banda Coldplay, na cerimônia de premiação do Grammy 2003.

Kamen está envolvido em diversas organizações beneficentes, incluindo a Mr. Holland's Opus Foundation, que fundou com Richard Dreyfuss e a Young Musicians Foundations, na qual é compositor residente. As duas organizações incentivam o amor pela música entre os jovens.


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