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Pacto
de Justiça |
"Na minha opinião era uma história que eu gostaria
de ver", explica Kevin Costner, o diretor vencedor do Oscar®,
produtor e astro de Pacto de Justiça (Open Range). "Quando falava
sobre o projeto, as pessoas se lembravam de outros filmes que gostaram.
Então, tudo fazia sentido para mim, inclusive o fato de eu poder criar e
interagir com este cenário. Foi um privilégio e uma emoção."
Pacto de Justiça (Open Range) é o terceiro trabalho de Costner como
diretor. Sua primeira experiência foi em 1990 com Dança com Lobos
(Dances with Wolves), que lhe trouxe o Oscar® de Melhor Direção.
Assumindo três funções no filme, como ele mesmo diz: "Acabou sendo
assim. Encontrei o roteiro e o desenvolvi e tive tanta afinidade com o
material que os momentos lá narrados se tornaram muito importantes para
mim - ficaram retidos em minha mente. Eu nunca pensei em mim só como ator."
Rodado em amplas e épicas pradarias, Pacto de Justiça (Open Range) tem
todos os elementos de um faroeste clássico. Revela um lado único da
história americana, o fim de uma era, na qual a terra não tinha dono. A
cultura dos caubóis conhecida como "vaqueiros itinerantes"
surgiu - como acontece com Charley, Boss, Mose e Button - que vagavam
pelos campos com seu rebanho e viviam da terra. Em Pacto de Justiça (Open
Range), um rancheiro cruel e perverso (Michael Gambon) controla a cidade
de Harmonville, fazendo as leis e aplicando-as através da força e do
medo. Os quatro homens precisam se unir para combater a injustiça.
Mas aqui, a visão romântica de um caubói forte e calado, com apenas uma
camisa nas costas e as ferraduras do cavalo, é vista mais profundamente
através da câmera de Costner.
"Em todos os faroestes há personagens enigmáticos; não se sabe
como chegaram e porque estão naquela situação. Seus únicos pertences
estão no próprio cavalo", diz Costner. "É uma visão
extremamente romântica, mas se você pensar um pouco mais, irá se
perguntar: o que eles faziam quando chovia? E quando a comida acabava?
Eles precisavam de suprimentos, tinham que ser muito desembaraçados. Nós
temos esta visão romântica do oeste quando, na verdade, era extremamente
difícil."
O escritor e produtor executivo Craig Storper considera o gênero faroeste
uma das formas artísticas dos índios americanos e destaca que Pacto de
Justiça (Open Range) adere aos temas clássicos do gênero, tais como
liberdade, justiça, honra, amor e amizade. Mas, tanto o diretor quanto o
escritor quiseram ir mais além do que a maioria dos faroestes normalmente
vai e criar vozes autênticas do passado. Para isto, foi preciso inserir
na história um aspecto emocional e personagens que deixassem para trás
clichês e estereótipos freqüentemente associados ao gênero.
"A vida emocional dos personagens e o modo como resistem em dividir
seu passado uns com os outros, é inesperadamente complexa, assim que se
transpõe a parede que ergueram para se proteger", diz Storper.
"Somente a circunstância desfavorável em que eles se encontram é
que os força a revelar coisas que de outra forma permaneceriam enterradas
e que em última análise os leva a uma transformação."
Kevin Costner enfatiza o uso da linguagem para transmitir a complexidade
dos relacionamentos entre os homens: "Nós confiamos na linguagem que
criamos para mostrar como homens se relacionam entre si e como lidam com
seus problemas", explica. "E isso tem a ver com mulheres, como
falamos com elas, como as tratamos e como elas nos confundem."
Annette Bening concorda: "Quando li o roteiro, gostei porque havia um
sentido clássico, porém com uma sensibilidade diferente. Há uma
sensibilidade mais forte com relação ao modo como os homens convivem uns
com os outros. Existe uma intimidade entre eles, que está lindamente
descrita e é muito comovente ver como suas vulnerabilidades são
interpretadas."
Storper escreveu Pacto de Justiça (Open Range) há quatro anos e meio,
depois de adquirir os direitos do livro "The Open Range Men", do
escritor Lauran Paine. Storper nunca falou ao autor sobre seus esforços
para realizar o projeto devido à natureza volátil de Hollywood,
preferindo esperar até que a produção fosse uma realidade. "Lauran
tinha cerca de 80 anos e não parecia justo enchê-lo de esperanças
sempre que surgisse alguém interessado", explica Storper. Então, em
dezembro de 2001, Storper recebeu um bilhete da esposa de Paine dizendo
que o autor havia falecido. Quando finalmente a realização do filme
tornou-se algo concreto, Storper telefonou para ela e lhe contou. "No
momento em que disse a ela que Kevin ia estrelar o filme ela se
emocionou", recorda Storper. "Começou a chorar e então eu
soube que havia ligado no dia do aniversário dela. Ter conseguido dizer a
alguém, cujo marido morrera e que sempre quisera ver o filme baseado em
sua obra, que Robert Duvall estrelaria, que Kevin Costner estrelaria, que
Annette Bening estrelaria, foi algo maravilhoso."
Foi obra do destino ter a opção do material, considerando a resistência
da moderna Hollywood em relação ao gênero. "O último faroeste
bem-sucedido foi Os Imperdoáveis (Unforgiven)", diz Storper, "e
foi há 10 ou 12 anos. Então, tentar fazer um filme como este é como
empurrar uma pedra para o topo da colina de Hollywood, e você precisa de
muita força para empurrar a pedra. Porém, como contador de histórias,
é preciso acreditar que uma boa história encontrará seu modo de ser
contada."
Costner acabou sendo essa força. Ele conhecera Storper através de seus
agentes, e logo encontraram pontos em comum, principalmente o amor por
todas as coisas do Oeste - um amor, afirma Costner, "que a maioria
dos americanos tem, embora Hollywood freqüentemente tenha desapontado no
que se refere a esta parte da história americana."
"Acho que a maior parte das pessoas sabe que tenho uma afinidade com
o Oeste", diz Costner, que, além de Dança com Lobos (Dance With
Wolves), estrelou os faroestes Silverado (Silverado) e Wyatt Earp (Wyatt
Earp), "mas, freqüentemente, fico surpreso quando as pessoas dizem
que adoram faroeste, porque o número de faroestes que se pode listar
entre grandes filmes não é muito grande. São 'chapéus pretos contra
chapéus brancos e nem um pouco atraentes. Mas fazem parte de nossa
herança. As pessoas têm amor por eles."
Costner contatou o produtor de Os Imperdoáveis (Unforgiven), David Valdes,
em janeiro de 2002 e, depois de várias discussões, tomaram a decisão de
seguir o caminho da produção independente. A companhia Cobalt Media
Group, baseada em Londres, entrou para o projeto como agente internacional
de vendas e a Walt Disney Company adquiriu os direitos da distribuição
na América do Norte.
REUNINDO O ELENCO
Houve uma reação extremamente positiva dos atores convidados a estrelar
Pacto de Justiça (Open Range), do relativamente novato Diego Luna a
veteranos como Robert Duvall e Annette Bening.
Na opinião de Craig Storper, garantir a participação do legendário
Duvall era crucial para a realização do filme."Quando li o livro e
quando escrevi o roteiro", conta, "tinha Robert Duvall em mente.
Quando Kevin e eu nos reunimos pela primeira vez, uma das primeiras coisas
que eu disse foi: 'Sabe, vejo Robert Duvall fazendo este filme.' Se Duvall
tivesse dito não, eu não sei o que teria acontecido, porque não
pensamos em mais ninguém para o papel."
"O papel foi feito especialmente para Bob", acrescenta Costner.
"Craig o escreveu, e eu comecei a modificá-lo sem nunca ter sequer
telefonado para Bob. Troquei muitas falas e dei para ele. Foi a coisa mais
acertada e inteligente que fiz em prol do filme."
De fato, o relacionamento mais importante no filme é entre Charley e o
velho Boss. Descrito por Craig Storper como "um homem que traz
sofrimento do passado, mas que é decente, trabalhador e direto, capaz de
falar abertamente o que pensa de você." Boss é amigo, mentor,
figura de pai e patrão para Charley. As muitas dimensões do
relacionamento o torna ainda mais forte e ao mesmo tempo mais complicado.
"A trama tem paisagens, história e ação esperados em um faroeste,
mas são os dois personagens e o relacionamento deles que, no fim das
contas, dá ao filme um sentimento e um coração."
Anos lutando contra elementos da natureza e o estresse das constantes
ameaças de ataques trouxeram conseqüências, porém Charley e Boss
conseguiram encontrar um nível de conforto na companhia um do outro que
os mantêm unidos contra todas as adversidades. Boss até brinca com Sue
dizendo que ele e Charley não precisam de esposa e nem de um lar porque
são "como um casal de velhos." Mas deixando de lado as
provocações, a forma como cada um desafia os atos e as opiniões do
outro, sempre com respeito, é a marca dessa complicada ligação.
Para sorte dos cineastas, Duvall decidiu aceitar o papel 24 horas depois
de ter lido o roteiro. "Eu logo soube que queria fazer", declara
Duvall. "É um verdadeiro clássico de faroeste e eles me ofereceram
um papel maravilhoso." Mas Duvall quase não conseguiu chegar ao set.
Em abril de 2002, enquanto se preparava para as filmagens na Virginia,
caiu do cavalo e quebrou seis costelas. Se tivesse acontecido mais
próximo do início das filmagens ele não teria tido tempo de se
recuperar. Mesmo depois dos ossos estarem consolidados, era fisicamente
complicado subir numa sela.
"Eu fiquei um pouco hesitante de voltar a montar", admite Duvall,
"mas os treinadores, os irmãos Bews, ajudaram muito e pouco tempo
depois eu consegui e deu tudo certo. Foi duro, mas eu sabia que queria
fazer o filme, então tinha que me recuperar."
Talvez ninguém seja mais agradecido à força de Duvall do que o diretor.
"A linguagem combina com seu ritmo", diz Costner, seu admirador.
"A situação, como eu já sabia, foi controlada por ele de modo
magistral. Tudo o que realmente era preciso fazer ele fez. Acho que este
pode ser considerado o apogeu de sua carreira."
Costner já havia concordado em interpretar o enigmático Charley Waite.
"O que você vê em Charley é um personagem clássico. Quase não se
sabe nada sobre ele, e então, repentinamente, ele começa a revelar quem
é e um passado de violência", conta Costner."Ele é um homem
bom que acha que é mau."
O personagem de Costner era dez anos mais jovem no livro e quase não
havia detalhes do seu passado. Reescrever o papel não foi simplesmente
para acomodar o diretor, esclarece Storper, "mas para incorporar uma
profundidade, uma riqueza, um maior subtexto de experiências para o
personagem. Se você chegasse aos 40 anos em 1882, vivendo como caubói,
tinha muita experiência de vida. E a vida ensina coisas, boas e más, de
forma que o homem que você é aos 40, difere muito do homem que você é
aos 30 anos. Sem dúvida, com Kevin veio toda uma história para aquele
personagem que é apenas superficialmente descrito no livro."
O público é convidado a compartilhar a jornada com Charley, enquanto ele
"luta para sair do lugar em que esta para chegar ao lugar no qual
pode estar no futuro", explica Storper. "Ele deixa para trás o
que ele foi e luta para se reconstruir."
Com um personagem tão forte quanto Boss, encontrar um inimigo à altura
foi complicado. A antítese perfeita para Boss veio com Sir Michael Gambon,
um inglês, provavelmente mais conhecido dos americanos pelo personagem
Thomas Sandefur de O Informante (The Insider), e mais recentemente, com o
personagem William McCordle, no filme aclamado pela crítica, Assassinato
em Gosford Park (Gosford Park). Craig Storper fala de sua escolha:
"Nós tivemos sorte de encontrar um ator que estivesse à altura do
personagem de Duvall. Se você tem um antagonista fraco e um protagonista
forte, você não tem nada. Robert Duvall é uma presença forte e um
ícone, por isso a escolha de Michael Gambon, que consegue segurar a cena
e criar uma impressão forte em um tempo relativamente limitado, era
absolutamente essencial."
"Baxter, o personagem de Gambon e seus capangas controlam Harmonville.
Muitos nas cidade secretamente se ressentem da crueldade de Baxter, e não
é só porque ele manda na cidade como se fosse propriedade sua. Ele é o
tipo de pessoa que manda seis de seus atiradores espancar um homem; ele
gosta de ter a probabilidade a seu favor e de ver as pessoas vivendo sob o
medo."
Gambon criou uma história para Baxter que não está no roteiro, com o
objetivo de dar contexto a seu personagem. Gambon imaginou que Baxter
seria um irlandês que "veio para a América e foi bem-sucedido.
Comprou um pedaço de terra, onde cria seu gado e construiu esta cidade;
pagou todas as construções e acha que tem tudo, mas não tem."
Gambon afirma que ficou entusiasmado com a chance de interpretar um
gênero nunca antes oferecido a ele na Inglaterra. "Eu queria fazer
um faroeste", diz rindo. "Para um inglês fazer um faroeste é
como realizar um sonho. E quando você faz o bandido então é a melhor
parte. E também tive a oportunidade de trabalhar com o divertido Kevin
Costner. Eu costumava vê-lo no cinema em Londres, então, quando ele se
pôs ao meu lado, usando um chapéu de caubói e com uma arma mão e
também como diretor, foi surreal. Extraordinário."
Também foi extraordinário quando Annette Bening, a atriz duas vezes
indicada ao Oscar® em 1999 por Beleza Americana (American Beauty) e em
1990 por Os Imorais (The Grifters), aceitou o convite dos produtores para
interpretar o único papel protagonista feminino de Pacto de Justiça (Open
Range). "Sue é uma mulher de firme pragmatismo", explica Bening.
"Ela não é muito complicada, vive em paz. Quando os caubóis chegam
a sua casa, ela é uma influência civilizadora."
Embora Sue esteja com mais de trinta anos, numa época em que as mulheres
dessa idade eram vistas como insignificantes e desprezíveis, e consciente
de que o tempo vem diminuindo sua esperança de ter amor e filhos, ainda
assim ela tem muita dignidade. "É muito forte, uma mulher
firme", fala Bening.
"Ela passou por muitas coisas na vida e teve que lidar com
decepções. Sabia que se não casasse e vivesse só com o irmão, tomando
conta da casa, conseguiria de algum modo transpor isto."
Então ela conhece Charley Waite."Ela se apaixona de verdade e vê a
possibilidade de que eles possam construir algo juntos", diz Bening.
Robert Duvall, cujo personagem, Boss, procura ser o cupido do casal, gosta
de Sue: "É sua última chance de ter um marido, e é mais comovente
ainda por ser a última chance de ambos. Traz uma dimensão maravilhosa.
Quando Sue conhece Charley, entende que ele pode ser o seu futuro, e acho
que a idéia de perdê-lo é dolorosa para ela que não é mais
jovem."
Embora a resistência de Charley demonstre ser tão forte quanto o charme
silencioso de Sue, no final ela vence. Isto não devia ser uma surpresa,
pois Bening dá uma qualidade luminosa a sua personagem. Ela tem, nas
palavras de Kevin Costner, "uma graça sutil. Penso nela como a
Hepburn da nossa geração. Ela é muito elegante."
Bening deu à personagem uma profundidade, uma alma e uma inteligência
que os produtores consideraram um algo mais se comparado a outras atrizes.
E seu profissionalismo e confiança foram notáveis e muito apreciados
pelo elenco e pela equipe, que entenderam os desafios de conviver num set
de filmagem essencialmente masculino. Bening nunca reclamou ou exigiu
tratamento especial, e para o diretor só há elogios e agradecimentos:
"Poder vê-la, uma atriz clássica, incorporar uma personagem
feminina em um filme de homens, foi ótimo para mim como ator. E como
diretor, foi muito engrandecedor tê-la aqui. Ela jamais disse: 'O que vou
fazer aqui enquanto vocês estão fazendo isso'. Ela não tem idéia do
quanto sou grato por isso."
Completando o elenco estão: Michael Jeter, Diego Luna e Abraham Benrubi.
Jeter, o ator premiado e consagrado, que faleceu em março deste ano,
interpreta Percy, o proprietário da cocheira da cidade, um dos poucos
moradores de Harmonville que fica a favor de Charley e Boss. Jeter havia
comentado que foi a integridade e a qualidade extraordinária dos dois
personagens principais que o atraíram para o filme. "É um
relacionamento de amizade; ao mesmo tempo é uma relação professor-aluno,
pai-filho, empregado-empregador. Tem várias facetas", diz ele.
"Eu queria saber o que aconteceu com estas pessoas, e quando você
quer saber o que aconteceu, sabe que está pisando em território
fértil."
Diego Luna, que recentemente atuou em Y Tu Mama Tambien, entrou para o
projeto como Button. O papel havia sido originalmente escrito para um
menino americano de quinze anos, mas foi mudado para um mexicano, depois
que Luna aceitou o convite de Costner. Luna foi contatado depois que o
produtor David Valdes assistiu à premiação do Independent Spirit em Los
Angeles, onde Luna promovia Y Tu Mama Tambien. Reconhecendo o potencial de
um novo astro, Valdes contatou Costner, que pediu a Luna para gravar
algumas cenas. Luna gravou, mostrou ao diretor e logo foi contratado.
"Diego era uma pequena faísca caída do céu", diz Costner.
"Ele é jovem e vivo e nós nos vimos nele, em seu entusiasmo e
encantamento. Eu gostei muito dele."
O jovem Luna destaca que a retratação destes caubóis como pessoas
complexas é o que faz de Pacto de Justiça (Open Range) muito mais
encantador tanto como faroeste quanto simplesmente como uma boa história.
"Nos antigos faroestes, os caubóis eram pessoas caladas", diz
Luna. "A diferença neste filme é que você os ouve conversar, vê o
que há dentro do coração e da mente deles. E é sempre uma
combinação, sempre um equilíbrio entre o bom e o mau que existe dentro
de todos. Acho que é um filme no qual os personagens são reais, onde
você pode se identificar com eles porque são humanos, mesmo que se passe
em 1882. Acho que o problema de Charley é igual ao de todos nós. Todos
nós fizemos coisas horríveis, e é duro esquecer, é duro continuar a
viver assim como é duro mudar. Então, ao mesmo tempo em que Pacto de
Justiça (Open Range) tem uma estrutura clássica de faroeste, também é
um filme que fala de esperança e amor. Tem todos os elementos. Tem bons
atores e excelente roteiro. Acho que todo mundo pode esperar um bom filme
e algo realmente especial."
Button, o mais jovem do elenco, está naquela idade esquisita de tentar
ser homem, embora ainda tenha coração infantil. Ele é o tipo de garoto
que rouba no jogo de cartas, não porque não é confiável, mas porque
precisa desesperadamente provar aos mais velhos que ele é tão capaz
quanto qualquer um deles.
"Ele quer ser homem antes do tempo", explica Luna. "Vive
uma vida muito adulta na pradaria, mas é também um menino que precisa
ser amado, que precisa brincar. No fundo, ele só quer fazer Boss ficar
orgulhoso. Por isso, está sempre oscilando entre ser criança e ser
adulto."
Igualmente ao relacionamento com Button, Charley e Boss são como pai e
avô para Mose, interpretado por Abraham Benrubi. Mose, que tem cerca de
30 anos de idade, é o mais velho dos dois rapazes, mas, ao mesmo tempo em
que é capaz de dar bons conselhos a Button, difere do mais experiente
Charley. Mose é ainda muito jovem para sonhar em imigrar para a exótica
América do Sul e, como Button, vê a vida na pradaria como uma grande
aventura.
Abraham Benrubi ficou grato por uma segunda oportunidade de trabalhar com
Costner; Benrubi havia feito um pequeno papel em O Mensageiro (The Postman),
mas a cena foi cortada. "Kevin prometeu-lhe que um dia o chamaria de
novo", conta Benrubi, "e aqui estou eu. Mas precisei passar no
teste. Tive que provar que podia interpretar Mose".
"Mose é o otimista do grupo", diz Benrubi. "É um sujeito
que encontra moedas de prata em cada tempestade e adora chuva, mesmo que
todos se sintam infelizes."
Benrubi também ficou feliz por ter a oportunidade de trabalhar com Robert
Duvall. "Robert Duvall é um ícone", elogia Benrubi. "Eu
sei que isto não é típico de um caubói, mas eu procurei na internet
para ver os mais de 90 filmes que havia feito e ele já trabalhou com
praticamente todo mundo. Quarenta anos depois ele é um mestre. Podia
fazer sete tomadas e cada uma ficava diferente da outra e todas
maravilhosas e brilhantes. Ás vezes, fico um pouco cansado quando estou
fazendo um filme e então assistia Robert interpretar e voltava
imediatamente ao ritmo."
ENCONTRANDO E CRIANDO A PRADARIA
Embora o roteiro não especifique exatamente onde se passa a história, a
imagem de Montana, com suas montanhas majestosas ao fundo permaneceram na
mente do diretor Costner. Da mesma forma que os cineastas queriam ficar
nos Estados Unidos, filmar em casa era simplesmente inviável. Também
havia a questão da transferência de muitos dos famosos cenários de
faroeste de Hollywood - o Paramount Ranch e o Bell Canyon Ranch estavam
sendo usados para desenvolvimento de produções. Decidiu-se então
procurar no Canadá. Uma vez que Valdes filmara Os Imperdoáveis (Unforgiven)
em Alberta, ele sugeriu que tentassem lá primeiro.
A busca por locações começou em 12 de março de 2002, em duas cidades
cenários existentes em Alberta. Elas foram rejeitadas e a busca
continuou, com as grandes distâncias das pradarias sendo feitas de carro
e de helicóptero. Depois de meses de busca, vários ranchos haviam sido
finalmente escolhidos para as cenas do rebanho caminhando e para as cenas
do acampamento: o Nicoll Ranch em Jumping Pound Creek; o Turner Ranch, e o
Hughes Ranch, ambos a sudoeste da cidade de Longview e um belo local no
Kinnear Ranch chamado Fireguard Coulee. A princípio, o cenário principal
da cidade fictícia de Harmonville permanecia pendente - até o
helicóptero pousar na reserva Stoney Nakoda First Nations, a oeste de
Calgary. Embora ainda coberto com um metro de neve no chão, Costner pôde
ver que encontrara o local. Com as Montanhas Rochosas erguendo-se
grandiosas em meio à vasta pradaria, o local encaixava-se com perfeição
ao tema do roteiro e aos estilos de vida contrastantes.
Infelizmente, a camada de neve disfarçou um dos maiores defeitos da
locação: não havia estrada de acesso. Antes que a produção pudesse
começar, foi necessário construir uma estrada de terra de 2,5
quilômetros na reserva. Mas não demorou muito até que o imenso trabalho
fosse esquecido com a chegada da primavera. A neve derretida deixou a
estrada de acesso coberta com mais de 90 centímetros de água e muitos se
questionavam como fariam para realisticamente fazer os veículos
transitarem por ali. A desenhista de produção Gae Buckley recorda a
brincadeira diária que fazia com o coordenador de construção.
Alf Arndt brincava enquanto tentávamos atravessar a estrada inundada, ele
dizia: 'A água está mais funda hoje. Não sei se devemos fazer isto. 'E
eu respondia: 'Então não vá. Vai acabar destruindo o caminhão.'
Naquele momento ele metia o pé no acelerador e passava pela inundação,
com água subindo até o pára-brisa. Era como um brinquedo da
Disneylândia!"
Os caminhões passaram e a criação de Harmonville começou. A
construção propriamente dita levou nove semanas, sendo precedida por
quatro semanas de intensas pesquisas e desenhos em Los Angeles.
Trabalhando com livros de história e fotos de fotógrafos pioneiros como
Silas Melander e Evelyn Cameron, a equipe de artistas e de desenhistas de
Buckley recriou detalhadamente a época. O desenhista gráfico Ted Haigh,
que é, como diz Buckley, "uma enciclopédia ambulante da
época", ficou encarregado das placas e rótulos, enquanto outros
pesquisavam técnicas de construção e esquema de cores. Toda a madeira
necessária para construir Harmonville foi cortada em tamanho original e
depois desgastada para fazer o exterior das casas. Só pregos foram
usados, os quais eram deixados para enferrujar na água, de forma que
deixassem marcas na madeira como um efeito adicional. O chão dos
cenários internos, feito de madeira, era tratado para que ficasse gasto e
marcado. Os vidros das janelas de toda a cidade foram feitos à mão e
importados. A cenógrafa Mary-Lou Storey cuidou para que os detalhes
interiores fossem fiéis à época, das cortinas de papel pintado até as
lamparinas a querosene.
"Nós realmente tentamos recriar algo que existiu naquele tempo, o
estilo das construções e a seleção das tintas que utilizavam",
fala Buckley, sobre o enorme esforço de sua equipe. "Nossa paleta de
cores reflete diretamente as amostras de pintura de 1880, e até o papel
de parede da casa do médico e de Sue foi uma reprodução de 1880,
chamada 'Ashes of Roses.'"
As construções favoritas de Buckley foram a cadeia e o saloon. "Eu
adorei o escritório do xerife e a cadeia", fala ela com
entusiasmo."Uma coisa que aprendemos em nossas pesquisas foi que as
celas eram construídas com três blocos sólidos em seis superfícieis
sulcadas de modo que o prisioneiro não pudesse derrubar as paredes com um
chute. Nós tivemos que fazer uma parede falsa, mas as outras foram
construídas como naquela época. E Kevin adorou o saloon. Nós criamos um
saloon bastante autêntico de 1882, com um bar e uma porta da época,
importada de uma companhia de St. Louis."
COMEÇA A PRODUÇÃO
O design de Harmonville foi feito ao redor da rua principal onde acontece
a cena clímax do tiroteio. O incrível tiroteio, cujas cenas certamente
permanecerão na mente do público, foi o ponto central da produção,
quando esta começou em 17 de junho de 2002. Além de Buckley, o
desenhista de produção que colaborou com Costner em O Jogo da Paixão (Tin
Cup), o diretor teve o auxílio do cinegrafista James Muro e do
figurinista premiado com o BAFTA, e indicado ao Emmy, John Bloomfield, que
trabalhou com Costner em três projetos anteriores.
O tiroteio dá ao filme seu clímax, mas precisava funcionar em mais de um
nível. Tinha que ir além de um carnaval visual. "A violência não
é arbitrária, é uma parte integrante da história", explica Craig
Storper. "Não é só a catarse que vem dela, mas as lições sobre
lutar por democracia, amizade e amor. Estes personagens não procuram
violência, mas têm a noção de que lutar é algumas vezes necessário e
até mesmo morrer por coisas que você acredita. Este é o princípio mais
fundamental do faroeste."
As filmagens começaram de modo bastante simples, com Buckley e Costner
interpretando cenas de tiros em casa. E embora dois adultos brincando de
atirar não pareça trabalho, serviu para um objetivo legítimo. "Foi
excelente porque pude ver como ele estava planejando cortar as
cenas", explica Buckley. "Eu sabia como a ação seria e então
filmei o cenário ao redor da ação. Assim que tive a estrutura geral,
pessoas em Los Angeles construíram um modelo digital.
"Por exemplo, de cima do seu sótão, Percy precisava ver os homens
de Baxter chegando à cidade bem como os oito atiradores indo em direção
a Boss e Charley, do escritório do xerife", continua ela."Percy
então tinha que correr para o outro lado do sótão enquanto via os
homens se aproximando, atirar para avisar a Charley, e ser visto por cima
da cabeça de Boss quando ele parece ser atingido. Do ponto de vista de
Charley, era preciso conseguir ver as sombras dos três atiradores
entrando por trás das tendas. Kevin tinha estas cenas específicas
bastante planejadas em sua maior parte e nós tentamos acomodar tudo.
Tivemos que ir e voltar e reajustar constantemente. Eu queria manter um
lado da cidade como uma parede reta para concentrar a ação e para
refletir as muitas cidades que vi nas pesquisas e o outro lado
ligeiramente encurvado, de forma que sempre tivéssemos algo para
filmar."
As filmagens duraram dez dias e utilizaram muitos milhares de munição
falsa. O aderecista-chefe usou as mais avançadas tecnologias para simular
tiros, usando principalmente a eletrônica. As armas eram carregadas com
três cargas explosivas no tambor. Quando acionada uma pequena chama
surgia, mas tudo era inteiramente seguro, Goodine explica:"Não havia
nenhuma munição real no set", afirma."Antes de cada cena, nós
estabelecíamos o tamanho da carga que seria necessária, dependendo da
distância do alvo, e como ela se espalharia, garantindo que todo o
pessoal de câmera estivesse coberto por protetores e usando auriculares.
Também demos aos atores aulas de quando atirar e quando não atirar.
Depois de cada cena, esvaziávamos as armas, assegurando que os tambores
estavam vazios. Era o modo de dar segurança a todos durante à noite e
também de ter um visual espetacular."
Não havia necessidade de nos preocupármos com vizinhos enquanto
filmávamos (literalmente)."Estávamos muito isolados", diz o
gerente de locações Peter G. Horn. "Essa foi realmente uma das mais
lindas locações. Estávamos a quatro quilômetros da estrada mais
próxima e meia hora da cidade mais próxima, que é Canmore."
A distância da civilização não ajudou muito, para a segunda maior cena
do filme, a chuva torrencial e a enchente. O maior e mais óbvio desafio
nas pradarias era a praticidade de se conseguir água no local. Seria
preciso bombear água do rio mais próximo e guardá-la em um enorme
tanque, que infelizmente, a equipe de produção não possuía. Então,
eles improvisaram, cavando um fosso de 9 por 18 metros de comprimento, com
4,5 metros de profundidade.
Isto trouxe outro desafio porque, como Buckley explica: "Você não
tem a mínima idéia de quanta terra sai de um fosso daquele tamanho até
ter visto. Enchemos o chão da cocheira com 90 centímetros de terra
solidificada, usamos terra para pavimentar a estrada e para construir uma
outra estrada que levava para fora da cidade. E ainda tivemos que nos
livrar de uma grande parte. Então, o fosso teve que ser feito de forma
que a água não saísse, bombas tiveram que ser alugadas e instaladas e
finalmente tivemos que fazer com que ficasse parecido com um lago
localizado atrás da cidade de Harmonville. Assim que ficou pronto, o
departamento de construção e o SFX cavaram a vala para a inundação,
cobriram-na com material impermeabilizante e instalaram bombas e calhas.
Foi tudo construído para funcionar sem parar como num parque
aquático".
Para fazer a cena da enchente vários dificuldades e exigências tiveram
que ser superadas: a água tinha que ser forte o suficiente para levar o
cãozinho, mas não podia ser perigosa demais, de modo que o público
achasse que Charley estivesse em perigo; precisava ter uma profundidade
específica e seguir um curso pré-estabelecido; precisava cobrir
distância suficiente e ter força suficiente para que todas as tomadas
fossem filmadas; e é claro, tinha que ser feita dentro de um orçamento e
de acordo com a apertada agenda de produção. Foi uma façanha de
engenharia, com a colaboração de quase todos os departamentos, chefiados
por Buckley e pelo supervisor de efeitos especiais Neil Trifunovich.
O "lago" tinha 270 000 galões de água, redirecionada através
de enormes bombas submersas, diretamente para a rua principal e depois
para o outro lado da cidade. Para a "chuva" foram utilizados 600
galões por minuto, em um cavalete montado numa grua de 75 toneladas, a
2,70 metros do chão, além de um dispositivo de aceleração com
capacidade para lançar 250 galões por minuto; ambos alimentados por um
grande tanque de 10 000 galões e por mais 4 tanques menores de 4 000
galões, que por sua vez eram alimentados pela água bombeada do rio e
pelos caminhões que tiravam água do lago. A enchente utilizou 32 000
galões por minuto. Foi uma operação gigantesca.
"Toda a cidade ficou inundada", conta Trifunovich. Mas o
esforço foi recompensado, pois deu ao filme um ambiente raramente visto
num faroeste. "Em vez da velha cidade poeirenta tínhamos muita
chuva, o que trouxe uma atmosfera pesada. Você sabia que eles estavam
numa cidade agressiva."
Entretanto, a maestria da equipe para controlar a Mãe Natureza durou
pouco. O tempo volátil de Alberta começou trazendo caos, com ventos de
até 80 quilômetros por hora algumas vezes e chuva outras vezes, seguido
de temperaturas de até 42º Célcius durante vários dias. De muitas
formas a dificuldade da equipe foi similar a dificuldade dos personagens.
O produtor David Valdes, que já havia filmado anteriormente em Alberta,
sabia o quanto o tempo poder ser caótico, mas, como ele diz: "Se
você tiver determinação consegue imagens muito boas."
Mais fácil falar do que fazer, especialmente quando se acrescenta 250
cabeças de gado, ursos curiosos espreitando a cidade e um bando exigente
de cavalos selvagens. Kevin Costner fala das muitas dificuldades que
encontrou e superou: "Os desafios pareciam gigantescos; cada dia
parecia maior que o do dia anterior. Mas eu não me deixei abater. Eu
simplesmente agarrava cada pedacinho de luz do dia e não parava até que
a imagem ficasse igual a que eu tinha na cabeça. A inspiração para
fazer isto veio dos meus amigos que diziam: 'Você consegue fazer isto.' E
eu pensava 'Como eles podem saber?' Mas se você quer ser um caubói
precisa ser homem. Se quiser ser diretor, precisa ser homem e lidar com
todo o tipo de coisa, mesmo que algumas vezes tenha vontade de
chorar." Parte de como superar os obstáculos, também, é saber
quando dizer chega.' "Mesmo que você saiba que mais uma tomada ou
mais um dia possa colocar aquela pitada de ouro no filme, é importante
saber que em última análise tem a ver com o modo com que você conta sua
história e isso é o que vale o filme. Se você se concentrar nas
palavras, pode perder alguns detalhes. Se você segue o roteiro, é o que
te fortalece."
A determinação e a perseverança do diretor impressionaram a equipe e o
elenco. "Eu adoro trabalhar com Kevin", diz Bening. "Gosto
do modo que ele faz a filmagem e como movimenta a câmera. Ele adora
intensidade e bons diretores conseguem isto. É um entusiasmo e ajuda,
dando possibilidade de captar o momento com a câmera."
Diego Luna admirou a habilidade de Costner de levar nos ombros o peso da
produção e da direção, ao mesmo tempo em que estrela sem jamais deixar
seus colegas desanimarem. "Passar de uma função para a outra deve
ser muito desgastante", diz Luna, "e ainda ter o filme inteiro
sobre os ombros. Kevin é a primeira pessoa que conheço com habilidade
para fazer isso. Ele é rápido e muito concentrado. E também é muito
claro, sabe o que está procurando. Eu admiro que nunca tenha dito, 'Como
você quiser.' Isso é fantástico porque você se sente protegido, sente
que seu diretor está te apoiando. Você pula sabendo que ele estará lá
para segurá-lo."
Abraham Benrubi, que interpreta Mose Harrison, concorda inteiramente:
"Kevin Costner é muito veemente ao contar histórias. Ele não está
muito preocupado com o dinheiro que o filme vai fazer, ou se ele está bem
na tela. Quer contar a história e quando chega no set de filmagem fica
muito concentrado. Sabe a história toda ? do começo ao fim ? e como cada
pedaço se encaixa no outro."
SOBRE O ELENCO
Nascido em Lynnwood, na Califórnia, o amor de Kevin Costner (Charley
Waite) por filmes de faroeste surgiu pela primeira vez em 1985, quando
estrelou a saga Silverado (Silverado), de Lawrence Kasdan. Mas foi em
1990, com Dança com Lobos (Dances with Wolves), o qual produziu, dirigiu
e estrelou, que o ligou indelevelmente ao gênero. Além de ser um grande
sucesso comercial, Dança com Lobos (Dances with Wolves) ganhou sete
Oscars®, incluindo os de Melhor Filme e Melhor Direção. Em seguida,
estrelou no papel principal em Wyatt Earp (Wyatt Earp), de Kasdan. O
interesse de Costner pelo povo indígena americano também resultou no
documentário de televisão, 500 Nations, uma crônica sobre a história
dos ameríndios nos primórdios da vida no continente até o século 20,
criado e apresentado por ele. Costner também assumiu múltiplas funções
em O Mensageiro (The Postman), no qual foi produtor, diretor e ator e
anteriormente, em Waterworld - O Segredo das Águas (Waterworld), nas
funções de produtor e ator.
Costner associou-se à outra importante tradição americana, o beisebol,
tendo estrelado como o jogador do Durham Bulls, Crash Davis, em Sorte no
Amor (Bull Durham), no papel de Billy Chapel em Por Amor (For Love of the
Game) e como o fazendeiro Ray Kinsella, em Campo dos Sonhos (Field of
Dreams). Campo dos Sonhos contava a história de Kinsella que transforma
sua plantação de trigo em quadra de beisebol onde famoso jogador já
morto deverá voltar a jogar. Enquanto constrói a quadra, encontra
várias personalidades já desaparecidas, onde ele dizia: "Se você
construir eles virão". Atleta natural, Costner também interpretou
um ciclista em Competição de Destinos (American Flyers) e um golfista
profissional em O Jogo da Paixão (Tin Cup).
Estudante de marketing da Califórnia State University, em Fullerton, onde
se formou em 1978, Costner rapidamente trocou o marketing pela
interpretação, tendo freqüentado a comunidade teatral enquanto ainda
estava na universidade. Em 1987, apenas cinco anos após o primeiro filme,
seu potencial foi notado em dois filmes: Os Intocáveis (The Untouchables),
com o legendário Sean Connery e o suspense Sem Saída (No Way Out).
Muitos outros papéis notáveis se seguiram, incluindo o promotor de Nova
Orleans, Jim Garrison em JFK - A Pergunta que Não Quer Calar (JFK), de
Oliver Stone, o papel-título em Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (Robin
Hood: Prince of Thieves) e o viúvo armador de Mensagem de Amor (Message
in a Bottle). Mais recentemente, estrelou os filmes aclamados Treze Dias (Thirteen
Days), 3000 Miles to Graceland, e O Mistério da Libélula (Dragonfly).
Costner é considerado um dos mais consagrados astros de Hollywood, tendo
sido incluído em 1999, pelo American Film Institute, no documentário,
AFI's 100 Years...100 Stars.
O ator vencedor do Oscar® Robert Duvall (Boss Spearman) é um artista
versátil que, além de trilhar uma brilhante carreira de mais de 40 anos
como ator, é também escritor, produtor, diretor e astro de três filmes:
Angelo My Love, O Apóstolo (The Apostle) e, mais recentemente,
Assassination Tango (Assassination Tango), filmado na Argentina. O
Apóstolo (The Apostle) trouxe a Duvall uma indicação ao prêmio da
Academia® e três prêmios Independent Spirit, de Melhor Filme, Melhor
Ator e Melhor Diretor. Duvall também tem créditos como compositor no
filme A Força do Carinho (Tender Mercies), para o qual compôs e
interpretou suas próprias músicas, no papel do cantor country Mac Sledge.
Este desempenho rendeu a ele, em 1993, o primeiro Oscar® de Melhor Ator.
Anteriormente havia sido três vezes indicado ao prêmio da Academia®,
por O Poderoso Chefão (The Godfather) e Apocalypse Now (Apocalypse Now),
de Francis Ford Coppola e O Grande Santini - O Dom da Fúria (The Great
Santini), de Lewis John Carlino. Também foi indicado em duas ocasiões ao
prêmio de Melhor Ator com O Apóstolo (The Apostle) e na categoria de
Melhor Ator Coadjuvante com A Qualquer Preço (A Civil Action).
Antes de estrear no cinema em 1962 como Boo Radley em O Sol É para Todos
(To Kill a Mockingbird), trabalhou no teatro em Nova York, para onde havia
se mudado de Illinois, em 1955. Depois de O Sol É para Todos, Duvall
dividiu seu tempo entre o cinema e o teatro, sendo consagrado nas duas
mídias e premiado com o Obie em 1965 pelo desempenho em A View From the
Bridge.
Duvall também fez trabalhos na televisão. Estrelou como Gus na
minissérie popular Os Pistoleiros do Oeste (Lonesome Dove), papel que
considera um dos melhores de sua carreira e pelo qual foi indicado ao Emmy.
Fez uma atuação premiada com o Globo de Ouro no papel-título em Stalin
(Stalin), da HBO. Seu trabalho mais recente na tevê foi como o general
Robert E. Lee, de quem é descendente, no filme Deuses e Generais (Gods
and Generals), da HBO.
Sua longa lista de créditos inclui o papel do major Frank Burns em
M.A.S.H. (M.A.S.H.), bem como papéis protagonistas em Rede de Intrigas (Network),
As Cores da Violência (Colors), Slingblade, A Qualquer Preço (A Civil
Action), Sessenta Segundos (Gone in Sixty Seconds), e recentemente John
Q., para citar alguns. Em seguida estrelará Secondhand Lions junto com
Michael Caine.
Annette Bening (Sue Barlow) foi indicada em 2000 ao Oscar® e ao Globo de
Ouro na categoria de Melhor Atriz Dramática por seu desempenho ao lado de
Kevin Spacey em Beleza Americana (American Beauty). Foi indicada ao
Oscar® e escolhida Melhor Atriz Coadjuvante pelo National Board of Review
com o filme Os Imorais (The Grifters). Foi também indicada ao Globo de
Ouro de Melhor Atriz em Musical ou Comédia por seu desempenho em Meu
Querido Presidente (The American President), de Rob Reiner, contracenando
com Michael Douglas, bem como na categoria de Melhor Atriz em Drama pelo
desempenho em Bugsy (Bugsy), de Barry Levinson, no papel de Virginia Hill.
Entre seus créditos no cinema estão: In Dreams, de Neil Jordan; Nova
York Sitiada (The Siege), ao lado de Denzel Washington; Ricardo III (Richard
III), uma adaptação de Ian McKellen da obra de Shakespeare; Marte Ataca!
(Mars Attacks!), de Tim Burton; Love Affair - Segredos do Coração (Love
Affair), com Warren Beatty e Garry Shandling; Bugsy (Bugsy), também com
Warren Beatty; Culpado Por Suspeita (Guilty By Suspicion), contracenando
com Robert De Niro; Uma Segunda Chance (Regarding Henry), de Mike Nichols,
ao lado de Harrison Ford e Valmont - Uma História de Sedução (Valmont),
de Milos Forman. Também fez uma interpretação de destaque em
Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge), de Mike Nichols.
Estreou no cinema em As Grandes Férias (The Great Outdoors), ao lado de
Dan Aykroyd e John Candy.
Aluna do American Conservatory Theatre de São Francisco, foi indicada ao
Tony e ganhou o prêmio Clarence Derwent de Melhor Desempenho de Estréia
da Temporada por Coastal Disturbances (originalmente no Second Stage e
depois na Broadway). De volta às raízes teatrais pela primeira vez após
dez anos, Bening foi recentemente aclamada pela crítica e indicada ao
Ovation Award de Melhor Atriz com a interpretação de Hedda Gabler na
remontagem do clássico de Ibsen, apresentado no Geffen Playhouse de Los
Angeles.
Nascido em Dublin, na Irlanda, a carreira de ator de Michael Gambon (Denton
Baxter) começou no National Theatre de Londres, na época sob a direção
artística de Sir Laurence Olivier. Considerado um dos atores de maior
destaque no Reino Unido, Gambon continuou a encantar platéias no National
Theatre, bem como no Royal Shakespeare Company e no West End de Londres.
Ganhou inúmeros prêmios de melhor ator, destacando seu desempenho
aclamado pela crítica em A View From the Bridge, de Arthur Miller, pelo
qual recebeu os mais importantes prêmios britânicos como ator. Sua
contribuição para a cultura britânica foi reconhecida pela Rainha
Elizabeth II quando, em 1998, nomeou-o Sir Michael Gambon.
Em sua filmografia inclui, o polêmico O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher
e Sua Amante (The Cook, the Thief, His Wife & Her Lover), de Peter
Greenaway, ao lado da importante atriz inglesa, Helen Mirren; Assassinato
em Gosford Park (Gosford Park), e também Charlotte Gray. Gambon já havia
trabalhado deste lado do Atlântico, em O Informante (The Insider), com
Russell Crowe e Al Pacino e em A Revolta dos Brinquedos (Toys), com Robin
Williams, entre outros.
Na televisão, Gambon é mais conhecido pelos personagens Philip Marlow,
de The Singing Detective e Inspector Jules Maigret, de Inspetor Maigret -
Crime em Família (Inspector Maigret). Outros trabalhos recentes na tevê
foram Hamm in End Game, e Path of War, da HBO, no papel de Lyndon Johnson.
Nascido na Cidade do México, Diego Luna (John "Button"Weatheral)
estrelou recentemente o filme aclamado pela crítica Y Tu Mama Tambien, do
diretor Alfonso Cuaron, ao lado do amigo de infância Gael Garcia Bernal;
e Frida (Frida), da Miramax, ao lado de Salma Hayek e Alfred Molina, para
a diretora Julie Taymor. Em seguida será visto em Dirty Dancing: Havana
Nights e Criminal, ao lado de John C. Reilly, para o produtor Steven
Soderbergh e George Clooney.
Começou a carreira de ator no teatro aos sete anos de idade. Durante este
tempo atuou em produções como: De Pelicula, La Tarea, Comedia Clandtina
e El Cantaro Roto, pelo qual ganhou o prêmio de Revelação Masculina
1996-1997, da Associação dos Críticos de Teatro do México. Mais
recentemente recebeu outro prêmio dessa Associação, o de Melhor Ator
Cômico (2001-2002) por The Complete Works of William Shakespeare, o qual
também produziu.
Com doze anos Luna estreou na televisão como Luis no folhetim El Abuelo Y
Yo, que o levou a fazer outro papel em El Premio Mayor, além de duas
séries dramáticas de sucesso, El Amor De Mi Vida e La Vida En El Espejo.
Sua transição para o cinema foi igualmente bem-sucedida. Entre os filmes
de maior destaque estão: Antes do Anoitecer (Before Night Falls), do
director Julian Schnabel; Ambar, de Luis Estrada; Un Hilito De Sangre, de
Erwin Neumaier e Un Dulce Olor A Meute, de Gabriel Retes (segundo lugar no
Festival de Cinema de Havana). Entre seus outros créditos estão: El
Cometa, Todo El Poder, Carambola, Fidel (para o Showtime), Ciudades
Oscuras e, mais recentemente Soldados de Salamina, para o diretor David
Trueba. Luna também trabalhou com cineastas estreantes no México e
estrelou alguns curtas-metragens estudantis do Centro Universitario de
Estudios Cinematográficos (CUEC) e do Centro de Capacitación
Cinematográfica (CCC), incluindo o curta-metragem El Ultimo Fin Del Ano,
de Javier Bourges, vencedor do Oscar®.
Mais conhecido como Jerry Markovic da série ER, ganhadora do Emmy e
exibida internacionalmente, Abraham Benrubi (Mose Harrison) trabalha
regularmente desde sua primeira participação na televisão como "Really
Big Kid" em um episódio de Growing Pains. Além de ER, pelo qual
ganhou o prêmio do Screen Actors Guild de Melhor Elenco, faz papéis
regulares nas séries: Parker Lewis Can't Lose, como Francis Kubia; como
Vincent Konefke em Sonâmbulos (Sleepwalkers) e em Going to California, da
Warner Bros. Fez várias participações como ator convidado em Wings e
Married...With Children, bem como em Roseanne, Grace Under Fire, Arquivo X
(The X-Files), Dark Angel, e Buffy - O Caça Vampiros (Buffy - The Vampire
Slayer). Também estrelou os filmes de televisão Um Toque de Esperança
(A Touch of Hope) e Parallels.
Estreou no cinema em 1990 em Salto Mortal: O Desafio (Diving In) e desde
então atuou em vários filmes entre eles: Twister (Twister), de Jan De
Bont; O Homem que Não Estava Lá (The Man Who Wasn't There), dos irmãos
Coen e Reviravolta (U-Turn), de Oliver Stone.
Natural de Indianapolis, Benrubi estudou teatro no Broad Ripple Center for
the Performing Arts, no Indianapolis Civic Theatre e no Groundlings. Além
de ator, ele se define como um "viciado em música", que aprecia
uma ampla e eclética gama de estilos musicais de todo o mundo.
Michael Jeter (Percy) divide seu tempo entre o teatro, o cinema e a
televisão. Estreou na Broadway em 1978, na peça Once in a Lifetime e
ganhou o Theatre World Award no ano seguinte por seu desempenho como Straw
em G.R. Point. Também ganhou quatro prêmios de teatro, incluindo o
prestigioso Tony Award, pelo desempenho em 1990 no musical da Broadway
Grand Hotel.
Jeter era mais conhecido por sua interpretação, premiada com o Emmy,
como o assistente do técnico de futebol Herman Stiles na popular sitcom
Evening Shade, da CBS, pela qual ganhou o Emmy em 1992 (e mais duas
indicações). Foi pela quarta vez indicado ao Emmy, em 1993, na categoria
de Melhor Ator pelo desempenho como convidado em Picket Fences e outra vez
em 1995 como ator convidado em Chicago Hope. Além de vários trabalhos
como convidado, Jeter fez o papel regular de Mr. Noodle, na popular série
infantil Vila Sésamo (Sesame Street). Também co-estrelou os seguintes
filmes de televisão, entre outros: Um Refém do Barulho (Ransom of Red
Chief), From Here to Eternity e Sentimental Journey.
Foi consagrado com a interpretação do prisioneiro do corredor da morte
Eduard Delacroix no filme À Espera de Um Milagre (The Green Mile).
Co-estrelou filmes de sucesso, ao lado de atores consagrados como: Robin
Williams em Pescador de Ilusões (The Fisher King), Patch Adams - O Amor
É Contagioso (Patch Adams) e Um Sinal de Esperança (Jakob the Liar);
Clint Eastwood em True Crime (True Crime) e com Kevin Costner em
Waterworld - O Segredo das Águas (Waterworld). Recentemente contracenou
com Keanu Reeves e Cate Blanchett em O Dom da Premonição (The Gift), de
Sam Raimi e com William H. Macy e Sam Neill no último filme da série
Jurassic Park - Parque dos Dinossauros (Jurassic Park). No ano passado,
contracenou com William H. Macy e Sam Rockwell em Tudo Por Um Segredo (Welcome
to Collinwood), produzido por George Clooney.
The Polar Express, dirigido por Robert Zemeckis, foi seu último trabalho
no cinema. No desenho animado de aventura, com lançamento para 2004,
Jeter fez as vozes de Steamer/Smokey.
James Russo (Marshall Poole) nasceu na Cidade de Nova York e cursou a
prestigiosa New York School for the Performing Arts. Formou-se pela NYU,
onde escreveu e estrelou o curta-metragem premiado, The Candy Store.
Interpretou papéis memoráveis tanto no cinema quanto no teatro. Em sua
filmografia inclui: O Mensageiro (The Postman), Donnie Brasco (Donnie
Brasco), Caminhos da Traição (No Way Home), The Real Thing, Quatro
Mulheres e Um Destino (Bad Girls), Olhos de Serpente (Dangerous Game),
Garotos de Programa (My Own Private Idaho), Morrer de Prazer (A Kiss
Before Dying), Um Tiro de Misericórdia (State of Grace), Não Somos Anjos
(We're No Angels), Seduzida ao Extremo (Extremities), Cotton Club (The
Cotton Club), Era Uma Vez na América (Once Upon a Time in América),
Picardias Estudantis (Fast Times at Ridgemont High), A Stranger is
Watching e O Último Portal (The Ninth Gate).
No teatro, atuou em Welcome to Andromeda, Deathwatch, Marat/Sade e na
versão teatral de Seduzida ao Extremo (Extremities), ao lado de Susan
Sarandon, pela qual ganhou o prêmio Theatre World.
Na televisão atuou nas minisséries Falcone, C-16: FBI, Miami Vice e,
mais recentemente, interpretando Frank Sinatra em Stealing Sinatra, no
Showtime, ao lado de William H. Macy. Russo tem vários filmes lançados
em 2002: Catástrofe (Deep Core), Acerto Final (Final Payback), O Pêndulo
(Pendulum), Microwave Park, com Michael Madsen e Firecracker, com Dennis
Hopper.
SOBRE A EQUIPE TÉCNICA
Craig Storper (Roteirista/Produtor Executivo) veio para o cinema depois de
formado em Belas Artes com especialização em pintura e escultura na UCLA.
Escreveu o roteiro do drama The Truth About Alex, da HBO, vencedor do
prêmio CableACE entre outros prêmios, e trabalhou em uma variedade de
funções no cinema, em filmes de televisão e comerciais. Estréia em
Pacto de Justiça (Open Range) como produtor e roteirista.
David Valdes (Produtor) mais recentemente produziu A Máquina do Tempo (The
Time Machine), baseado no clássico livro de ficção científica de
H.G.Welles e À Espera de Um Milagre (The Green Mile), de Frank Darabont,
pelo qual foi indicado ao prêmio da Academia® de Melhor Filme. Foi
produtor executivo do suspense, indicado ao Oscar®, Na Linha de Fogo (In
The Line of Fire), de Wolfgang Petersen, estrelado por Clint Eastwood e
Rene Russo, e do faroeste inovador de Clint Eastwood, Os Imperdoáveis (Unforgiven),
vencedor de quatro Oscars®, incluindo o de Melhor Filme.
O prêmio da Academia® para Os Imperdoáveis (Unforgiven) foi o apogeu de
uma longa colaboração com Eastwood, que começou com a função de
segundo assistente de direção em Punhos de Aço - Um Lutador de Rua (Any
Which Way You Can) em 1980. Valdes foi então produtor executivo do
premiado filme biográfico de Eastwood, Bird (Bird), estrelado por Forest
Whitaker e de Coração de Caçador (White Hunter, Black Heart). Produziu
Um Mundo Perfeito (A Perfect World), dirigido e estrelado por Eastwood
(quando Valdes conheceu Kevin Costner). Também produziu Dirty Harry na
Lista Negra (Dead Pool), o último filme da franquia Dirty Harry; Cadillac
Cor de Rosa (Pink Cadillac) e Rookie - Um Profissional do Perigo (The
Rookie). Ao todo, o trabalho da dupla Valdes e Eastwood soma 17 filmes.
Entre seus outros créditos estão: Turbulência (Turbulence), com Ray
Liotta e Lauren Holly; As Estrelas de Henrietta (The Stars Fell on
Henrietta), com Robert Duvall e Aidan Quinn; Tal Pai, Tal Filho (Like
Father, Like Son), com Dudley Moore e Kirk Cameron e o drama da guerra do
Vietnã, Jardins de Pedra (Gardens of Stone), de Francis Ford Coppola.
Nascido e criado no sul da Califórnia, Valdes é formado magna cum laude
em artes teatrais pela UCLA.
Jake Eberts (Produtor) cresceu em Montreal e Arvida, no Estado de Quebec,
no Canadá. Formou-se em 1962 pela McGill University em engenharia
química e fez mestrado na Harvard Business School em 1966. Começou a
carreira como engenheiro da L'Air Liquide e depois foi trabalhar na Wall
Street. Em 1971, mudou-se para Londres, onde trabalhou na Oppenheimer
& Co. e, seis anos mais tarde, saiu para fundar a Goldcrest Films em
Londres. De 1977 até 1984, a Goldcrest tornou-se uma das produtoras
independentes de maior sucesso no cinema, financiando o desenvolvimento
e/ou produzindo filmes como: Uma Grande Aventura (Watership Down), Grito
de Horror (The Howling), Carruagens de Fogo (Chariots of Fire), Momentos
Inesquecíveis (Local Hero), Gandhi (Gandhi), Os Gritos do Silêncio (The
Killing Fields) e O Fiel Camareiro (The Dresser). Juntos, esses filmes
totalizam trinta indicações ao prêmio da Academia® e dois Oscars® de
Melhor Filme (Carruagens de Fogo e Gandhi).
Em 1985, Eberts fundou a Allied Filmmakers, uma compania independente de
desenvolvimento e produção de filmes, com base em Londres e Paris. Desde
então, foi produtor executivo ou produtor de: O Nome da Rosa (The Name of
the Rose), Esperança e Glória (Hope and Glory), As Aventuras do Barão
Munchausen (The Adventures of Baron Munchausen), Conduzindo Miss Daisy (Driving
Miss Daisy), Dança do Lobos (Dances with Wolves), Hábito Mortal (Black
Robe), Nada É para Sempre (A River Runs Through It), James e o Pêssego
Gigante (James and the Giant Peach), Professora Marmota (The Wind in the
Willows), A Educação da Pequena Árvore (The Education of Little Tree),
o Guerreiro da Paz (Grey Owl), A Fuga das Galinhas (Chicken Run) e The
Legend of Bagger Vance. Seis entre estes filmes receberam um total de 37
indicações ao Oscar® e ganharam sete, incluindo dois Oscars® de Melhor
Filme (Conduzindo Miss Daisy e Dança com Lobos).
Mais recentemente, foi produtor executivo de Prisoner of Paradise,
documentário longa-metragem indicado ao Oscar® em 2003. Atualmente é o
produtor executivo de Sacred Planet, dirigido por Jon Long; do
documentário longa-metragem, America, dirigido por Louis Schwartzberg e
de Renaissance, um desenho animado dirigido por Christian Volkman. Além
disso, está produzindo Two Brothers, de Jean-Jacques Annaud e Emperor
Zehnder, de Greg Hoblit, estrelado por Richard Gere.
Em 1991, publicou "My Indecision Is Final" um estudo
autobiográfico sobre a indústria cinematográfica. Em 1992, foi nomeado
Oficial da Ordem do Canadá. Ganhou os prêmios de doutor honorário da
McGill University, em 1998 e da Bishop's University, em 1999. Atualmente
faz parte da diretoria do Sundance Institute e do Sundance Channel. É
também fundador e presidente da MPI International, que fornece
transmissão de alta-velocidade e em tempo real para telcos, companhia de
TV a cabo, hotéis, hospitais e escolas.
Armyan Bernstein (Produtor Executivo) é presidente do conselho da Beacon
Communications e produtor do Ano do ShoWest. Produziu ou foi produtor
executivo de filmes como: Força Aérea Um (Air Force One), estrelado por
Harrison Ford; Hurricane - O Furacão (The Hurricane) que também
escreveu, estrelado por Denzel Washington; Treze Dias (Thirteen Days), com
Kevin Costner; Fim dos Dias (End of Days), com Arnold Schwarzenegger; Um
Homem de Família (Family Man), com Nicolas Cage; Teenagers - As
Apimentadas (Bring It On), com Kirsten Dunst; Por Amor (For Love of the
Game), com Kevin Costner e Jogos de Espiões (Spy Game), estrelado por
Brad Pitt e Robert Redford.
Entre suas próximas produções estão: Ladder 49, estrelado por Joaquin
Phoenix e John Travolta e Raising Helen, com Kate Hudson.
Bernstein fundou a Beacon Communications em 1990, que se tornou uma das
companhias produtoras e financiadoras independentes mais bem-sucedidas no
ramo do entretenimento. Seus primeiros filmes foram: The Commitments -
Loucos pela Fama (The Commitments), dirigido por Alan Parker, indicado ao
Globo de Ouro de Melhor Filme e vencedor de quatro prêmios BAFTA; o
consagrado Noites Calmas (A Midnight Clear), de Keith Gordon, estrelado
por Ethan Hawke; Terras Perdidas (A Thousand Acres), baseado no livro
vencedor do Pulitzer, estrelado por Michelle Pfeiffer e Jessica Lange;
Inferno Branco (Sugar Hill), estrelado por Wesley Snipes; Brincando com a
Morte (Playing God), estrelado por David Duchovny e Timothy Hutton;
Princesa Caraboo (Princess Caraboo), estrelado por Phoebe Cates e Kevin
Kline; O Fantástico Mundo do Dr. Kellogg (The Road To Wellville),
dirigido por Alan Parker e estrelado por Anthony Hopkins e Bastidores da
Vida (A Life In the Theatre), de David Mamet, vencedor do prêmio CableACE
na categoria de Melhor Especial Dramático.
Armyan nasceu e cresceu em Chicago, onde cursou a Universidade de
Wisconsin. Foi jornalista da PBS e da ABC. Escreveu o cult clássico de
1978, Thank God It's Friday, estrelado por Debra Winger e Jeff Goldblum.
Depois escreveu e co-produziu o romance famoso de Vegas, O Fundo do
Coração (One From the Heart), de Francis Ford Coppola. Estreou como
diretor em O Sonho não Acabou (Windy City), cujo roteiro foi escrito por
ele e estrelado por John Shea e Kate Capshaw. Também escreveu e dirigiu
Juro Por Deus (Cross My Heart), com Martin Short e Annette O'Toole no
elenco e o filme vencedor do Emmy, The Earth Day Special, da ABC.
Pacto de Justiça (Open Range) marca a estréia de James Muro (Diretor de
Fotografia) na função de diretor de fotografia. Consagrou seu nome como
um dos mais requisitados cinegrafistas e operadores de câmera do cinema.
Trabalhou repetidas vezes com muitos dos melhores diretores de Hollywood,
incluindo: Oliver Stone em JFK - A Pergunta que não Quer Calar (JFK), Um
Domingo Qualquer (Any Given Sunday), Entre o Céu e a Terra (Heaven and
Earth) e The Doors (The Doors); James Cameron em O Segredo do Abismo (The
Abyss), Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final (Terminator 2), True
Lies (True Lies) e Titanic (Titanic); Martin Scorsese em Cassino (Casino);
Michael Mann em Fogo Contra Fogo (Heat) e O Informante (The Insider);
Garry Marshall, em Noiva em Fuga (Runaway Bride) e Simples Como Amar (The
Other Sister) e Brett Ratner em Dragão Vermelho (Red Dragon), A Hora do
Rush 2 (Rush Hour 2) e Um Homem de Família (Family Man). Muro também
trabalhou anteriormente com o diretor Kevin Costner em Dança com Lobos
(Dances with Wolves). Outros projetos recentes foram Velozes e Furiosos (The
Fast and the Furious), A Senha: Swordfish (Swordfish) e Sessenta Segundos
(Gone in Sixty Seconds).
Gae Buckley (Desenhista de Produção) trabalha na função de diretora de
arte no cinema desde 1985. Começou a carreira como arquiteta em Nova York.
Formada em Arquitetura e Artes pela Cornell University, desde os oito anos
de idade estuda pintura com sua mãe, Jean, que por sua vez foi aluna de
Edwin Dickinson. Enquanto esteve em Nova York, interessou-se pelas
possibilidades criativas do cinema. Estudou pintura de cenário com Lester
Polikoff em Nova York e trabalhou como cenógrafa e diretora de arte em
vídeos musicais, comerciais e na televisão até 1988, quando resolveu se
mudar para Los Angeles e tentar a carreira no cinema. Em Los Angeles,
Buckley pôde trabalhar como diretora de arte em filmes de televisão e em
filmes pequenos para o cinema, enquanto continuava seu trabalho como
cenógrafa para filmes como: Busca Mortal (Shattered), Quanto Mais Idiota
Melhor (Wayne's World), Mr. Jones (Mr. Jones) e Cônicos e Cômicos (Coneheads).
Depois de se sindicalizar, assumiu a posição de diretora de arte de
filmes como: Proposta Indecente (Indecent Proposal), Os Batutinhas (The
Little Rascals), Angie (Angie), Os Três Desejos (Three Wishes), Jovens
Bruxas (The Craft), O Que As Mulheres Querem (What Women Want), Show Bar (Coyote
Ugly) e O Jogo da Paixão Tin Cup), quando conheceu o astro do filme,
Kevin Costner. Pacto de Justiça (Open Range) é seu primeiro trabalho
como desenhista de produção.
Michael Duthie (Montador) estudou cinema em Londres, onde montou A Batalha
da Vingança (Shout at the Devil), para o diretor Peter Hunt e Desafio do
Poder (Rough Cut), para Don Siegel. Mudou-se para Los Angeles e tornou-se
um dos mais capacitados montadores de filmes de ação, tendo montado a
série de filmes Ninja para Menahem Golan e quatro filmes de Chuck Norris
com o diretor Aaron Norris, nos quais também foi diretor da segunda
unidade. Montou em seguida três filmes para o diretor Roland Emmerich:
Pacto de Silêncio (Eye of the Storm), Soldado Universal (Universal
Soldier) e Stargate (Stargate), e três filmes com Jackie Chan, incluindo
Arrebentando em Nova York (Rumble in the Bronx).
Duthie também trabalhou em vários filmes estrangeiros premiados, entre
eles: Camorra (Camorra), dirigidio por Lina Wertmüller, Berlin Affair,
para a diretora Liliana Cavani e Assisi Underground, para Alexander
Ramatti. Em sua filmografia recente inclui: 3000 Miles to Graceland, de
Demian Lichtenstein, quando formou parceria com Kevin Costner, e o ainda
inédito Mindhunters, para o diretor Renny Harlin.
Antes de Pacto de Justiça (Open Range), Miklos Wright (Montador) havia
montado recentemente Dunsmore, para o diretor Peter Spirer; 3000 Miles to
Graceland e Olhos da Violência (Lowball), dirigidos por Demian
Lichtenstein e Full Circle, para o diretor Ahmad Isham (produzido por
Lichtenstein). Ativo na indústria publicitária e de videoclipes, Wright
editou vídeos para Beastie Boys, Sting e Eric Clapton.
John Bloomfield (Figurinista) trabalha no teatro, na televisão e no
cinema há mais de 30 anos. Nesta última década, desenhou os figurinos
dos filmes: To Kill a King, O Escorpião Rei (The Scorpion King), o
fenomenal sucesso A Múmia (The Mummy) e a sequência O Retorno da Múmia
(The Mummy Returns), Conan o Bárbaro (Conan the Barbarian) e Cristóvão
Colombo - A Aventura do Descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery).
Trabalhou em quatro filmes com Kevin Costner: O Mensageiro (The Postman),
Waterworld - O Segredo das Águas (Waterworld), Rapa Nui - Uma Aventura no
Paraíso (Rapa Nui) e Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (Robin Hood:
Prince of Thieves), pelo qual foi indicado ao BAFTA.
Bloomfield trabalhou extensamente em sua terra natal, a Inglaterra, na BBC,
onde seus desenhos foram consagrados. Isto aconteceu especialmente na
série As Seis Esposas de Henrique VIII (The Six Wives of Henry VIII),
pela qual ganhou o prêmio BAFTA. Os figurinos da série foram exibidos no
Victoria and Albert Museum de Londres e em museus na Nova Zêlandia e na
Austrália. Seu trabalho também foi apresentado em duas publicações:
"Period Costumes for Stage and Screen" (Volumes I e II; 1988) e
"A Handbook of Costume" (1974).
Trabalhou também na televisão nos Estados Unidos e entre os trabalhos de
maior destaque está O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame),
pelo qual foi indicado ao Emmy e ao CableAce.
Se variedade é o tempero da vida, então Michael Kamen (Música) vem
trilhando uma das mais saborosas carreiras entre os músicos de hoje.
Iniciado em arranjo sinfônico e composição por Leonard Bernstein, Kamen
gravitou quase simultaneamente em 1976 entre Hollywood e arranjos da
música pop e rock quando colaborou com Pink Floyd no disco "The Wall."
Desde então, estabeleceu seu nome entre os mais importantes compositores
do cinema, fazendo trilhas sonoras para mais de 80 longas-metragens, entre
eles: os filmes das séries Máquina Mortífera (Lethal Weapon) e Duro de
Matar (Die Hard), Highlander - O Guerreiro Imortal (Highlander), Brazil -
O Filme (Brazil), Monalisa (Mona Lisa), Robin Hood: O Príncipe dos
Ladrões (Robin Hood: Prince ofThieves), Don Juan de Marco (Don Juan
DeMarco), 101 Dálmatas (101 Dalmations), Mr. Holland - Adorável
Professor (Mr. Holland's Opus), From the Earth to the Moon, Alta
Freqüência (Frequency), The Iron Giant e X-Men - O Filme (X-Men). Seu
último projeto é o filme Against the Ropes, dirigido por Charles Dutton
e estrelado por Meg Ryan e Omar Epps. Foi duas vezes indicado ao Oscar®,
duas ao Globo de Ouro e uma ao Emmy. Ganhou quatro Grammys.
Nos últimos anos, criou uma síntese de pop, rock, jazz, world e da
música sinfônica com arranjos orquestrais, apresentada em músicas de
diversos astros como Eric Clapton, Bob Dylan, Aerosmith, Eurythmics, The
Chieftains, David Sanborn e Luciano Pavarotti. Em 1999, conduziu um
programa com seus arranjos, mesclando o grupo de rock Metallica com a
Orquestra Sinfônica de São Francisco. O CD duplo desta apresentação,
intitulado "S&M", vendeu mais de seis milhões de cópias.
Em 2001, compôs a música da trilha sonora da minissérie aclamada pela
crítica Band of Brothers, da HBO, produzida por Tom Hanks e Steven
Spielberg. Foi comissionado para escrever o tema ("The Fire Within")
para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, que regeu durante a
cerimônia de abertura em Salt Lake City. Anteriormente, compôs a música
da cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Verão de 1996. Mais
recentemente, fez os arranjos e regeu a Filarmônica de Nova York junto
com a banda Coldplay, na cerimônia de premiação do Grammy 2003.
Kamen está envolvido em diversas organizações beneficentes, incluindo a
Mr. Holland's Opus Foundation, que fundou com Richard Dreyfuss e a Young
Musicians Foundations, na qual é compositor residente. As duas
organizações incentivam o amor pela música entre os jovens.
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