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As Panteras 2 - Detonando


Quando As Panteras (Charlie's Angels) foi lançado em novembro de 2000, seu estrondoso sucesso superou em muito todas as expectativas dos cineastas. O filme, que arrecadou US$40 milhões de dólares em seu fim de semana de lançamento, ainda detém o recorde de melhor estréia do 1o filme de um diretor.

A maior surpresa geral foi o interesse do público. Como reconhece o produtor Leonard Goldberg, "ficamos surpresos porque, embora nosso desejo fosse respeitar o seriado para a geração de fãs que cresceu assistindo-o, também queríamos trazer as Panteras para o novo milênio. Portanto, foi um percurso no escuro, tentando casar o tradicional com o novo. Graças a McG, conseguimos atrair tanto o público fã do seriado quanto toda uma nova geração de espectadores."

A decisão de rodar uma continuação foi tomada informalmente por McG e suas três estrelas algum tempo após a conclusão do filme original. Mas, como afirma a "Pantera" Drew Barrymore, uma das produtoras do filme, "nós também fizemos um pacto de não fazermos nenhuma continuação se isso significasse que estaríamos nos repetindo. Agora a questão era o equilíbrio entre essa responsabilidade e a diversão pura e simples."

"Tudo começa com o roteiro, claro", continua Barrymore. "Neste filme, conhecemos as Panteras e seu passado mais a fundo. Também aprimoramos o humor e incluímos mais cenas de ação."

Nancy Juvonen, sócia de Barrymore na Flower Films, e produtora de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), explica que, no primeiro filme, foi preciso explicar o conceito e as personagens. "Embora já tivesse sido um seriado popular da TV, havia toda uma geração que não conhecia a série", conta Juvonen, "o que nos dava menos tempo para desenvolver as personagens. Por isso, essa foi uma chance maravilhosa de trazermos as três Panteras de volta e recomeçar de onde paramos."

No novo filme, as histórias da Panteras são reveladas através de uma série de vinhetas. A personagem de Barrymore era "a menina órfã brigona", conta o diretor McG, "extrovertida, sempre se apaixonado pelo garoto errado. Nós a vemos lutando numa espécie de circuito de fundo de quintal como 'Lady Louca'. Também a vemos guiando um trator gigante num circuito de 'monster truck' de uma feira regional - não exatamente um esporte de classe na cidade - embora ela mande ver com tudo."

Como a personagem de Lucy Liu, Alex foi criada nas melhores escolas, "nós a vemos ainda uma jovem ginasta, treinando sob a supervisão de Bela Karolyi. Em seguida, ela derrotando um gênio do xadrez tipo Bobby Fischer numa partida do campeonato mundial na Suíça", conta McG. "Nós havíamos insinuado que ela era astronauta no primeiro filme e agora descobrimos que ela é neurocirurgiã."

Já a personagem de Diaz, "eu sempre a via como parte de uma família feliz e idealizada do meio-oeste dos EUA, a única filha entre sete irmãos mais velhos - o que explica o comportamento livre dela. Ela é muito segura, afetuosa e otimista. Vê o mundo através da inocência de sua pouca idade. E depois dá porrada em todo mundo."

Em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), as Panteras lidam com seus problemas pessoais ao mesmo tempo que lutam contra o crime. "Elas precisam agir em sigilo, e arrepiam", conta Juvonen, "mas suas vidas pessoais não são exatamente perfeitas."

Para o produtor Goldberg, o truque para reavivar o conceito era entender o que havia funcionado no original e construir o novo filme a partir daí. "Ao mesmo tempo, precisávamos de novos truques na manga para surpreender o público. Esse filme tem glamour, sex appeal, dança e muitas cenas geniais de ação, tudo balanceado numa receita completa. O público sabe que irá se divertir."

O REI DO PICADEIRO

"Para quem é um redemoinho de energia criativa, McG é um homem extremamente articulado", declara Goldberg, "o que lhe valeu o convite para rodar seu primeiro filme quando não tinha nenhuma experiência dirigindo longas-metragens. Quando ele nos apresentou seu conceito, exibiu cada cena, uma a uma, com suas respectivas falas, cortando aquelas que ele achava que não dariam certo e acrescentando outras novas. Ele deu um novo visual para o material e captou o estilo, o tom e a energia que garantiram seu sucesso."

McG confessa ter ficado totalmente pasmo ao ser contratado para dirigir o filme, mas, ao mesmo tempo, muito entusiasmado. "Fiquei tão animado por estar lá que não queria gastar nem um segundo com nervosismo ou inseguranças. Lembro de chegar para o primeiro dia de gravação e ver aquele comboio de caminhões, equipamentos e pessoal. Eu me senti um tenista jovem que consegue chegar às finais de Wimbledon em seu campeonato de estréia. A gente só percebe a importância daquilo tudo e o medo que deveríamos ter sentido quando examinamos a experiência em retrospectiva."

Tendo vencido suas hesitações, ele superou a filmagem do primeiro filme alimentado unicamente por sua determinação, mas desta vez ele está muito mais confiante e à vontade, segundo Goldberg. "E conta com a ajuda de um roteiro com mais drama e uma comédia mais afiada, mais bem escrita. McG sabe o que quer do elenco e sabe como conseguir isso. Foi sorte nossa ele ter a habilidade invejável de comunicar aos atores o conteúdo emocional das cenas e obter deles o desempenho apropriado. Isso é uma habilidade impressionante, que muitos diretores nunca adquirem."

"Sou um grande cinéfilo", confessa McG. "Mas também pertenço à geração MTV, pelo meu envolvimento com filmes publicitários e videoclipes. Os filmes que mais me marcaram parecem ter uma estrutura arquitetônica - dos filmes de Hitchcock, que costumava criar storyboards para cada fotograma, ao longa de Mike Nichols, A Primeira Noite de Um Homem (The Graduate), um filme-crônica, e aos épicos de David Lean, Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia) e Dr. Jivago (Dr. Zhivago). Essa foram minha maiores influências."

A exemplo de outros diretores atuais como David Fincher, Mark Romanek e Spike Jonze, McG orgulha-se de ter vindo da indústria da propaganda e dos videoclipes. "é um ótimo mercado para se aprender e descobrir como é filmar no topo de uma montanha, ou à noite, ou debaixo de chuva. A gente aprende a fazer o trabalho necessário e a obter a reação exata dos atores. É uma ótima arena de treinamento prático e é um prazer fazer parte dessa comunidade."

Literalmente todos da equipe de As Panteras - Dentonando (Charlie's Angels: Full Throttle) foram contagiados pelo otimismo e pena intensidade de McG. Entre suas maiores fãs, estão três mulheres sua equipe de super-detetives. Para Barrymore, era crucial que o diretor tivesse um alto nível de energia e entusiasmo porque "às 5h00 da manhã, quando temos de encenar uma briga, é o diretor quem precisa nos colocar nesse clima. McG não só acha que elevar a moral de todo mundo é parte do seu trabalho, ele também quer que todos fiquem felizes e satisfeitos."

Barrymore ficou impressionada com todo o conhecimento de McG sobre cinema, televisão e música. "Ele vive citando Matrix ou Amor, Sublime Amor (West Side Story), Golpe Sujo (Foul Play). E ele sabe como casar todas essas influências e fazê-las funcionar juntas."

O que mais impressiona Lucy Liu é a tenacidade e a determinação de McG. "Do início ao fim do primeiro filme e ao longo de toda essa nova produção, nenhuma só vez ele se deixou abater ou desanimou", afirma ele. "Ele sempre melhora as cenas, as torna mais divertidas, artísticas e cheias de energia. Tornar algo emocionante nas telas não é nada fácil, mas ele parece ter talento para isso. McG quer se sentir inspirado o tempo todo e quando trabalhamos com alguém assim, é impossível não nos contagiarmos e inspirarmos. É como uma lufada de oxigênio puro."

O diretor também tem o dom de saber equilibrar o drama, continua Liu. "Há uma limite muito tênue entre a comédia e o drama. Um não existe sem o outro - é isso o que os faz funcionar, embora se trate de um equilíbrio muito tênue. Mas ele sabe que o público é inteligente e se recusa a idiotizar seus filmes."

LADO A LADO COM AS PANTERAS (MAIS UMA VEZ)

A realização de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle) nunca fora uma decisão sacramentada, segundo Cameron Diaz. "Eu não me imaginava voltando para rodar uma continuação. Gosto de trabalhar com equipes diferentes, diretores e roteiros diferentes. Daí Drew ligou com uma nova trama, implorando, 'vamos voltar à ativa!'. Drew não desiste até conseguir o que quer. Ela se entusiasma tanto, enumerando todas as razões pelas quais devemos participar da aventura que ela irá produzir, que não temos como dizer não."

Mas o que realmente convenceu Diaz a assinar o contrato para rodar um novo filme, confessa ela, foi o clima de camaradagem que houve entre Barrymore, Liu e o diretor, McG. "Foi uma ótima sociedade. Todo dia era uma nova aventura. Nunca sabíamos exatamente o que teríamos de fazer. Neste filme, entre outras coisas, eu aprendi a soldar, a surfar, participei de um roller derby, e apresentei um número acompanhada de um grupo de dançarinas lindas e sexys, chamado Pussycat Dolls."

A sincronicidade também teve um apelo irresistível para Barrymore. "Estávamos sempre cuidado umas das outras. É muito raro acharmos esse tipo de apoio e estímulo incondicional."

Outro motivo de entusiasmo para Barrymore foi a própria personagem, "Dylan", acrescenta ela. "É uma personagem muito sólida. Eu me identifico com ela nos mais variados níveis: sua necessidade de estabilidade, de estar próxima à família, sua vontade de proteger todos aqueles que ela ama e fazer o melhor de que for capaz. Ela é tão forte e destemida, que minha vida muda dramaticamente enquanto estou interpretando o papel. Além disso, adoro o fato de ela ser meio palhaça."

O que motivou Liu a retornar foi o desejo de mostrar ao público que, mesmo que tenham adorado o primeiro filme, "desta vez, íamos mostrar algo novo."

Com a participação das três estrelas confirmada, o produtor Goldberg descobriu que havia atores implorando para fazer parte de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle). "No primeiro filme, todo mundo estava interessado, mas um pouco inseguro", relembra ele. "Eles queriam saber se seria uma sátira ou a continuação de algum episódio do seriado da TV. Após assistirem ao primeiro filme, sua reação foi tão positiva que quando os abordamos acerca deste novo longa, eles imediatamente fecharam negócio. Em alguns casos, nem tivemos de procurá-los. Eles é que nos procuravam."

Um bem-vindo estreante na equipe das Panteras é Bernie Mac, no papel de Jimmy Bosley, a ligação entre as Panteras e seu misterioso empregador, o bilionário Charlie. Como explica McG, "Bernie tem uma energia inacreditável, uma voz única e um estilo próprio de comédia. Ele confere uma nova dimensão ao filme."

Ao receber o roteiro de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), Mac conta que ficou um pouco preocupado em assumir o lugar de um de seus ídolos cômicos, Bill Murray, como membro da família Bosley. "Eu sabia que não me daria bem no filme se simplesmente tentasse imitar Bill", confessa Mac. "Ninguém seria capaz de fazer isso." Daí ele construiu um histórico para ele no qual o personagem de Murray havia lhe relatado suas aventuras com as Panteras e suas missões como agentes secretas. Quando conheço as Panteras pessoalmente, afinal, fico pasmo, como quando um dos nossos sonhos se torna realidade, mas não estivéssemos preparados para isso."

Mac também decidiu tornar o personagem de Bosley um pouco mais paternalista que seu predecessor. "Eu queria mostrar um lado mais humano de Bosley, quase uma figura paternal para as Panteras. Elas o tomam sob suas asas e o transformam num membro da família. O que mais me agradou no personagem é que ele não parecia nenhum super-herói. Ele começa como alguém estressado, mas que trabalha direito e progride em sua carreira. A gente o vê se tornando parte do programa, como ele constrói seu relacionamento com as Panteras e como ele melhora a cada dia."

Em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), as heroínas também conhecem uma de suas heroínas - uma pantera aposentada com a qual todas gostariam de se parecer. Madison Lee havia sido a Pantera mais famosa dos anos 90. Ela possuía talento para fazer qualquer coisa. E ainda guarda alguns ases na manga. "Quando começamos a pensar num rival à altura", explica Juvonen, "pensamos aonde estariam as Panteras do passado.. O que havia acontecido com elas? E esse se tornou mais um dos temas do filme. As Panteras se perguntam: 'Eu devo continuar trabalhando? O que acontece se eu me aposentar?'"

A personagem Madison Lee foi criada tendo em mente uma atriz específica - Demi Moore. "Ela se parece muito com uma Pantera", comenta McG. "Mas ela não estava com nenhuma pressa de voltar ao cinema, por isso tivemos de recorrer à nossa arma secreta: Drew."

Já que Moore era a modelo para Madison, Barrymore definitivamente não iria aceitar um "não" como resposta ao convidar a atriz para a produção. "Se ela recusasse nosso convite - o que eu não iria deixar acontecer - eu iria acampar diante da casa dela até que ela dissesse 'sim'", diverte-se Barrymore.

McG suspeitava que quando Moore lesse o papel de Madison Lee, ela veria o quanto ele era adequado para ela e como seria divertido interpretá-la. "Madison não só é bonita, mas também está em ótima forma física. Felizmente, Demi se encantou com a personagem e a desenvolveu ainda mais."

Moore lembra da primeira vez que McG a contactou. "McG poderia até chamar Drew sua 'arma secreta', mas, na verdade, eles formaram uma dupla perfeita. O entusiasmo e a paixão deles dois foram muito persuasivos."

HERÓIS & VILÕES QUE RETORNAM

Os fãs de As Panteras (Charlie's Angels) vão adorar saber que juntamente com Luke Wilson e Matt LeBlanc, outro personagem importante retorna neste filme, o Magrelo. Um dos vilões mais sórdidos do primeiro filme está de volta para enfrentar as Panteras. Após o lançamento do filme original, os cineastas descobriram que um dos personagens mais populares da trama não pronunciava nem uma única palavra.

"Mas o público se pronunciou", conta McG. "Todos queriam o Magrelo de volta. E eu adoro o equilíbrio que Crispin Glover confere à franquia."

O Magrelo, entretanto, não era desde o início do tipo forte e calado. Glover lembra que quando leu o roteiro do primeiro filme, seu personagem possuía falas. "Quando me pediram que voltasse ao estúdio para discutir o papel, eu disse a McG que achava melhor que o Magrelo não dissesse nenhuma palavra e ele imediatamente aceitou a idéia."

"Eu nunca tinha atuado em nenhuma continuação, mas gosto muito do personagem", admite Glover. "Há uma sensação de que o Magrelo está ligado a uma época diferente. O fato de ele não falar lhe dá um ar de "filme do cinema mudo". Acho que o público se interessou por ele, pois precisava usar mais sua imaginação, e não existe nada mais rico que a imaginação humana."

Com tantas cenas de ação no filme, McG tinha de tomar cuidado para não perder de vista o lado humano da história. "Dylan sente-se atraída pelo lado "família" de ser uma Pantera. Natalie é uma pessoa alegre e Alex está sempre tentando agradar seus pais. Nós tivemos mais tempo para desenvolver melhor essas áreas de suas personalidades."

McG também quis garantir que outro aspecto importante da vida das Panteras - suas vidas amorosas - fosse usado para transmitir aspectos distintos de suas personalidades. Por exemplo, "Jason nem tem certeza exatamente qual é o trabalho que Alex exerce", conta Matt LeBlanc que volta a interpretar o namorado de Alex, Jason Gibbons. "E tudo fica ainda mais complicado quando ela insiste em dar um tempo na relação deles. O que tornou tudo atraente foi a continuação do conceito da inversão de papéis. Trata-se de um herói de ação muito macho que não é absolutamente nada disso na vida real. E ele apanha várias vezes de Alex, que é uma heroína de ação."

Outro que está de volta é Luke Wilson, como o namorado de Natalie, Pete Komisky. O casal, finalmente, decidiu viver junto. E há indícios de que Pete pretende levar o relacionamento ainda mais longe. "Acho que o fato de Natalie, uma jovem norte-americana como outra qualquer, namorar um sujeito decente e trabalhador como Pete, diz muito sobre eles dois", comenta Wilson. "Ela pode ser uma Pantera, com tudo o que isso traz, mas, no fundo, é só uma garota normal que ama esse cara estável."

NOVOS NA FAMÍLIA DAS PANTERAS

Estreando neste elenco, Justin Theroux interpreta Seamus O'Grady, um personagem de grande importância no passado de Dylan. O primeiro encontra dos dois após tantos anos é intenso, segundo McG, que disse a Barrymore, "Seamus é parte do seu passado infeliz que você achou que já estava enterrado. Quando você o vê, fica absolutamente sem fôlego."

Barrymore conheceu Theroux em Duplex, um filme co-estrelado recentemente por ela e Ben Stiller, e estava ansiosa para voltar a trabalhar com ele. Em sua preparação para o papel, Theroux trabalhou com um personal trainer para fortalecer seu corpo e estudou com a maquiadora do filme, Kimberly Greene, sua série de elaboradas tatuagens, arrematadas por um corte de cabelo Mohawk. "Justin e eu resgatamos nossas memórias de adolescentes, lembrando dos caras punk que usavam botas Doc Marten com ponteira de aço, calças de boca fina e super apertadas, suspensórios finos sem camisa", explica McG. "Eles sempre tinhas as tradicionais tatuagens de marinheiros. Eram caras do tipo que eu, sendo um suburbano tradicional, olhava e pensava, 'uau, esse cara mete medo.'"

Para Theroux, foi a primeira vez que ele se comprometeu com uma transformação física completa para viver um personagem no cinema. "Quando me disseram que eu faria muitas cenas sem camisa, decidi ficar um pouco mais sarado e em forma", diverte-se ele. "Tenho a chance de interpretar um vilão antipático clássico, do tipo imbatível e indestrutível, o que é muito divertido", acrescenta ele. "É ótimo ter esses momentos sobre-humanos quando já deveríamos ter morrido, mas continuamos lutando. Isso tem tudo a ver com o tom operístico e cômico do filme."

Embora Theroux nem sempre tenha curtido brigar com a "doce e maravilhosa Drew", ele logo descobriu que ela atacava com tudo. "A verdade é que, na encenação dessas lutas, Drew pode mesmo derrubar um cara", relembra Theroux. "Eu tive alguns ferimentos e ela também. Os coitados dos maquiadores tinham de disfarçar os piores hematomas, manchas rochas e amareladas horrendas."

Um outro rosto novo no elenco é o do galã brasileiro Rodrigo Santoro, que interpreta o assassino incrivelmente atraente, porém mortal, Randy Emmers. "Queríamos alguém para o papel que fosse muito sexy e divertido", conta Juvonen. "Assistimos a uma fita do Rodrigo e marcamos uma entrevista. Ele era absolutamente atraente e tinha algo único, original. O sotaque brasileiro aumentava seu magnetismo. Além disso, ele sabia surfar de verdade e pilotar motocross, o que o tornava perfeito para o papel."

Outra razão para a escalação de Santoro, segundo McG, é que "heróis precisam de vilões à altura. Quando temos vilões geniais, o filme se torna ainda melhor. Rodrigo intimida e tem uma presença de cena incrível. Ele é o equivalente masculino de uma amálgama das três Panteras."

Para conferir ainda mais humor à família das heroínas, John Cleese interpreta o papel do pai de Alex. "Queríamos alguém espetacular para esse papel", conta McG. "Já que nunca falamos na mãe de Alex, tínhamos de imaginar seu pai como um cavalheiro incrivelmente inteligente e sofisticado. Faz total sentido o fato de Alex ser sua filha."

Segundo Cleese, o papel apresentava um desafio interessante. "Disseram que eu iria interpretar o papel de uma mulher chamada 'sra. Munday', uma poderosa socialite judia de Nova York. Mas alegaram que o papel iria ser rescrito - o que achei uma ótima idéia. Achei maravilhosamente excêntrica minha escalação para ser o pai de Alex", acrescenta Cleese. "E há uma grande ironia no fato de ele não ter a menor idéia do trabalho que a filha exerce. E cada vez que ela tenta lhe explicar, ele só fica mais confuso."

ALTO? ALTO QUANTO?

"Quando o primeiro filme foi lançado, o público ficou pasmo ao ver três estrelas de cinema em cenas de ação ambiciosas e arriscadas", relembra o produtor Goldberg. "Desde então, vários filmes já nos imitaram. Por isso McG e eu decidimos tornar as cenas de ação ainda mais espetaculares. Neste filme, as Panteras não apenas voam através das salas, desferindo golpes triplos. Há também algumas boas e velhas brigas mano-a-mano."

McG acrescenta: "Todos queríamos dar a esse filme um pouco mais de músculos e mostrar que essas garotas estão à altura dos rapazes. Nós incluímos lutas greco-romanas, motocross, acidentes automobilísticos e saltos de arranha-céus. As Panteras se saem muito bem em áreas geralmente reservadas aos heróis idealizados de ação do sexo masculino. Queríamos colocá-las nessas situações, mas sempre mantendo sua beleza e naturalidade."

Embora algumas cenas tenham contado com o espetacular sistema hidráulico de cabos usado no primeiro filme, conta McG, as cenas de luta de As Panteras (Charlie's Angels: Full Throttle) são mais cansativas, mas mesmo assim as atrizes insistiram em realizar várias de suas cenas de ação, o que nos faz sentir o impacto de cada golpe e o verdadeiro perigo enfrentado por elas."

Segundo Barrymore, "McG e eu curtimos vários estilos de lutas diferentes de vários filmes e épocas e decidimos fazer uma fusão de todos esses elementos. Este filme usa mais de um gênero, mas de um estilo. Houve cenas que achei intensas demais, mas que adorei fazer."

Quem poderia treinar melhor as Panteras que o 'Mestre' Cheung-Yan Yuen, o coreógrafo de lutas de Hong Kong que havia sido instrutor de artes marciais das três atrizes no primeiro filme. "Cheung-Yan possui um código de honra e uma conduta que têm tudo a ver com a filosofia das Panteras", declara McG. "Ele é um exemplo perfeito de alguém que 'fala manso, mas é mortal'. Meses antes de iniciarmos as filmagens, as atrizes treinaram com ele e sua 'equipe Hong Kong'. Ele fez as Panteras darem o melhor de si mesmas e foi uma enorme inspiração para mim."

Quando lhe pediram para dar mais impacto às cenas de luta, Yuen estava confiante de que poderia se sair bem. "Cameron, Drew e Lucy treinaram tanto para o primeiro filme que já estavam em condições muito melhores desta vez. Elas já possuíam a base, o que ajudou bastante."

Desta vez, segundo Yuen, as habilidades das Panteras enquanto lutadoras "reflete suas respectivas personalidades. Ter confiança em si mesmo e na sua capacidade é tão importante quanto aprender os golpes corretos. Cada uma delas tem um ponto forte individual. Cameron tem boa explosão, ótimos reflexos e boa concentração. Lucy é forte e profissional. Drew tem boa flexibilidade e muita força de vontade."

Além de treinar as Panteras, Yuen também treinou Glover e Moore. Embora Glover já tivesse trabalhado anteriormente com o 'Mestre', seu treinamento foi igualmente intensivo neste filme. "Nós começávamos com alongamentos, depois praticávamos chutes, socos e várias combinações de golpes. No final do dia, treinávamos com espadas. O estilo de luta é influenciado pelo Wu-Shu, derivado do Kung Fu. É a arte marcial que mais se parece a uma dança e na qual a forma do movimento é muito importante. Cheung-Yan tinha um modo específico de se movimentar. Ele e sua equipe nos davam instruções precisas de como manter nossa pose. Não há diferença no estilo de luta entre o bem e o mal. O interessante é que sua coreografia tem uma base psicológica, com estilos diferentes para personagens diferentes."

Para Moore, que nunca havia praticado artes marciais antes, parte da diversão do trabalho de atriz de cinema é aprender coisas novas. "Há um elemento estilístico característico nas coreografias de Cheung-Yan", revela ela. "Em muita coisa, suas lutas lembram danças. Alguns movimentos são um grande desafio, já que são extremamente complexos e precisam ter um timing perfeito. Aprender as diferentes coreografias foi uma experiência emocionante e fortalecedora. Mas todas queríamos a aprovação do 'Mestre', queríamos dar o melhor de nós por ele. Cheung-Yan exige nosso comprometimento e todas nos esforçamos para manter a integridade total naquilo que estávamos fazendo."

Diaz explica que parte do treinamento consistia em evitar a repetição de lutas do primeiro filme. Yuen levou a personagem de Liu mais na direção do treinamento de kung-fu, enquanto Barrymore assumiu uma postura mais característica das brigas de rua. "Nós apanhamos muito dessa vez, mas acho que Cheung-Yan e McG fizeram um casamento perfeito de dois estilos de luta bastante diferentes, por isso temos o melhor de dois mundos", conta Diaz. "Desta vez, enfatizamos a ação de um modo bem orgânico. As cenas têm uma descarga de energia muito maior. As lutas são mais emocionantes e dinâmicas."

E Diaz afirma ter os hematomas para provar isso. "É impossível um corpo humano se chocar com outro repetidamente, centenas de vezes ao dia, e não ficar com hematomas", garante. "É parte do nosso trabalho. Alguma hora, os hematomas desaparecem. O que fica é a sensação maravilhosa de saber que, após ensaios tão exaustivos, nós fizemos tudo direito e a tomada saiu perfeita."

De todas as cenas de ação, aquela da qual Theroux se lembra melhor foi talvez a mais angustiante. A cena foi filmada à noite nas docas do porto da cidade de San Pedro, ao sul de Los Angeles, com o personagem de Theroux numa perseguição enlouquecida às Panteras. Na fuga, Dylan tropeça e cai, enquanto Alex e Natalie encontram a mangueira de um tanque de gasolina e transformam o píer numa muralha de fogo. "McG curte muito ver qual é a contribuição que o ator pode dar às cenas de ação", conta Theroux. "Ele geralmente filma com várias câmeras, num ambiente muito seguro, já que se cerca de especialistas. Obviamente, eu não atravessei de verdade a parede de fogo. Foi um truque, mas eu cheguei bem perto das labaredas. O calor era tanto que chupava todo o oxigênio do ar, uma viagem. Eu atravesso o fogo cambaleante e sem camisa, e por isso o coordenador de cenas de ação passou um gel super gelado no meu corpo, do tipo usado em peripécias pirotécnicas. Quando saí do outro lado da parede de fogo, tudo já tinha evaporado por conta da temperatura elevadíssima."

Assim como Barrymore, Diaz e Liu, Theroux também tinha a opção de usar um dublê, mas recusou-se a fazê-lo. "Ninguém me obrigou a fazer as cenas. Mas eu pensei, 'se as Panteras fazem suas cenas de ação, eu também posso fazer'."

A maior emoção de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), promete McG, "é ver como as Panteras se envolvem em explosões, tomam tiros, quebram costelas, mas simplesmente se levantam e seguem adiante. É por isso que torcemos por elas. Elas parecem um tipo de Rocky Balboa. Ninguém quer vê-lo vencendo a luta do começo ao fim. A gente quer vê-lo apanhar feio do Apollo Creed e quando mal se sustenta no ringue, ele vira a luta nos segundos finais do último assalto. É isso que faz com que todos gostem das Panteras. Elas são imbatíveis e estão sempre dispostas a encarar qualquer parada."

Velocidade no motocross

Além das lutas mano-a-mano e de artes marciais de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), a ação é adrenalinada graças à presença de alguns dos melhores pilotos de motocross do mundo. "Desde o início, McG sugeriu coisas que ninguém jamais havia visto as três atrizes fazendo antes num filme", conta Diaz. "Ele afirmou que motociclismo e surfe nunca haviam sido mostrados de um modo verdadeiramente dramático. Os dois esportes foram, então, incluídos no filme e ele fez questão de mostrá-los de uma maneira que ninguém jamais havia mostrado antes."

McG tinha um interesse particular por motocross, pois "ao entrarmos num estádio de supercross, a gente sente como se um videogame tivesse adquirido vida", diz entusiasmado. "As acrobacias que os pilotos conseguem fazer enquanto dão vôos de 30m de distância e 12m de altura, soltando as motos no ar e executando piruetas fantásticas, são emocionantes e têm tudo a ver com o clima de As Panteras (Charlie's Angels). São poucas as mulheres nos circuitos de motocross e eu queria dizer, 'as mulheres também podem pilotar motos. Portanto, eu sabia que teria de incorporar o esporte ao filme."

Quando McG a apresentou ao esporte, Barrymore logo foi mordida pelo "bicho do motocross'. "Ele nos levou a uma competição de supercross em Anaheim para que víssemos como era. Eu não acreditei no que estava vendo. Obviamente, um movimento errado e eu seria decapitada", diverte-se Barrymore. "Mas assistir àquilo tudo era hipnotizante. McG queria aproveitar aquela energia e saudá-la. Como ele conhecia todos aqueles atletas radicas fantásticos e campeões de motocross, conseguiu que eles participassem do filme."

O motocross é "basicamente um acidente fatal prestes a acontecer", observa Liu. "No filme, vemos esse competidores voando em pleno ar com suas motos e fazendo saltos e acrobacias incríveis. E logo caem em queda livre, sem as mãos e os pés presos às motos."

As cenas de motocross foram coordenadas por McG e pelo coordenador veterano de cenas de ação e diretor de 2a unidade, Mic Rodgers. "Conseguimos contar com pilotos profissionais que sabiam o que estavam fazendo", relembra Rodgers, que também projetou a pista do percurso na qual os pilotos corriam. Os motociclistas que aparecem no filme incluem atletas de free-style e aqueles que disputam provas de velocidade.

"Todo salto é sério", explica Rodgers, "porque a manobra precisa ser executada com perfeição. Antes de criá-los, conversei com os pilotos e decidimos exatamente que tipo de saltos queríamos na pista. Eles repassaram os saltos e fizeram alguns ajustes. Cada tomada individual foi preparada com meses de antecedência. Era um processo bem controlado e sem margem de erros, mas a gente suava frio de qualquer jeito, pois alguma moto sempre podia morrer na hora "H" e teríamos um acidente grave."

Fazer o casamento das cenas de motocross com as exigências narrativas do filme foi um dos desafios que o diretor de fotografia, Russell Carpenter, mais curtiu. "Não era só uma questão de montarmos várias câmeras na pista e filmarmos um grupo de motociclistas", explica Carpenter. "Cada volta da corrida teve de ser coreografada e planejada, pois eram tomadas que incluíam muitos efeitos especiais. E, por estarmos contando uma história, tínhamos de entremear a narrativa nas cenas. Um elemento que dificultou tudo foi o fato de todos estarem usando capacetes, tornando mais difícil sabermos quem era quem ou quem fazia o quê."

Para os neófitos, os nomes das manobras podem ser tão emocionantes quanto as próprias acrobacias. Entre as mais conhecidas estão Superman, Cliffhanger, Knack-Knack, Indian Air e o famoso salto de Mike Metzger, o Back-Flip No-Footer (ie, "salto reverso sem os pés"), o que significa que no auge do salto, quando está a 15m de altura, no momento em que o piloto e sua moto estão totalmente de cabeça para baixo, ele retira os pés das pedaleiras num "W Voador" e aí cai em pé sobre a moto quando ela volta a tocar no chão e segue pela pista.

Além dos pilotos profissionais de motocross que aparecem na competição do filme, a produção contou com a ajuda de Richard C. Taylor, um famoso competidor aposentado, para a montagem de uma câmera sobre uma moto. Segundo Rodgers, "Nunca ouvi falar de ninguém que tenha montado uma câmera de 35mm sobre uma moto de cross e tenha saltado com ela a 15m de altura sobre um abismo de 22m durante uma competição de supercross. Havia questões de peso e de segurança envolvidas e por isso tivemos de planejar a cena nos mínimos detalhes."

"Normalmente", explica Rodgers, "se sua moto morre no meio de um salto, você provavelmente consegue dar um jeito e se safar. Mas com o peso extra de uma câmera e uma plataforma dianteira ou traseira, você não conseguiria sair ileso, não importa o que faça."

Um dos destaques da seqüência de motocross é o "360 back flip" realizado por Mike Metzger. Consid-erado o Santo Graal do motocross freestyle, só existem talvez três eventos nos quais Metzger realizaria esse salto em particular, e por isso no dia em que ele realizou a manobra, o estádio do carvão, o Coal Bowl, estava lotado de fãs que foram assistir à filmagem. O clima estava mais para carnaval do que para um set de cinema.

A tribo do motocross também visitou a produção em duas outras ocasiões. A primeira quando o heptacampeão mundial Jeremy McGrath e o atual campeão mundial Ricky Carmichael, nomeado pela Atleta Profissional do Ano de 2002 pela AMA Pro, participaram de cenas do filme. A segunda no dia em que a popular estrela do rock, Pink, e seu namorado, o super-astro do motocross Carey Hart, atuaram numa cena com Cameron Diaz.

Entre os astros mais famosos do motocross e do supercross vistos em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle) estão: Ronnie Renner, campeão mundial de 2002 da Freeride Association Step-Up, Nick Wey, há anos entre os 10 finalistas do supercross e conhecido por seu estilo de pilotar "suave e fluido"; Johnny O'Mara, um campeão da década de 80 que se aposentou recentemente; Trevor Vines, que no ano 2000, apresentou-se diante de mais de 10 milhões de espectadores em mais de 60 cidades diferentes; Ryan Hughes, vítima de um acidente grave no final da temporada de 2001 e que atualmente planeja voltar às corridas, e Chris Gosselaar, piloto de provas de motocross desde os nove anos de idade.

SOBRE A PRODUÇÃO

Os Sets

É mérito do diretor o fato de todos os principais membros da equipe de produção de As Panteras (Charlie's Angels) estarem de volta neste segundo filme, incluindo o desenhista de produção J. Michael Riva, o diretor de fotografia Russell Carpenter, o figurinista Joseph G. Aulisi e o montador Wayne Wahrman, entre outros. "São profissionais que já fazem parte da família As Panteras", afirma McG. "Cada um deles teve um papel fundamental na voz ao primeiro filme e também deste novo."

E ele não diz isso por dizer, segundo o diretor de fotografia vencedor do Oscar®, Carpenter (Titanic): "McG faz com que todos os envolvidos sintam que têm alguma contribuição a dar. Ele sabe que pode olhar em qualquer direção e lançar um desafio do tipo, 'como podemos melhorar isso?' É essa a atitude que me fez querer trabalhar com ele de novo - essa filosofia de inclusão de todo mundo."

Segundo Riva, "nós criamos uma espécie de código estenográfico que ficou ainda mais eficiente que no primeiro filme. No caos da pré-produção, o entusiasmo da equipe sempre se sobressaiu em todos os níveis. Trata-se de um grupo incomum e McG é o responsável por ter deixado com que todos desenvolvessem ainda mais seus talentos. O entusiasmo dele é palpável e contagiante. Sua sensibilidade está refletida nos profissionais que ele contrata. Somos todos otimistas radicais."

Como desenhista de produção, o trabalho de Riva consistiu basicamente de levar o texto das páginas do roteiro para um set construído ou alguma locação externa. Em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), um dos principais objetivos de Riva era animar o drama pessoal das vidas das Panteras. "Nesta história, Natalie está prestes a assumir um compromisso sério com seu namorado. Dylan está indo embora porque não quer pôr em risco as demais Panteras. E Alex está sempre mentindo para os pais e para o namorado sobre seu ramo de trabalho. É quando surge, então, Madison Lee, uma ex-Pantera."

O trabalho de Riva, segundo ele, era dar textura ao eventos da história. Ele visualizou a casa de Natalie como uma casinha de praia simples - um primeiro passo modesto no mundo da coabitação. A casa de Alex é impecavelmente bem arrumada e um pouco solitária, embora fique bagunçada, às vezes, apesar da obsessão que Alex tem pela ordem. Dylan mora num hotel e Riva tentou passar a sensação de que ela mora nesse ambiente temporário há anos, um sinal de sua dificuldade em assumir compromissos.

"Nosso trabalho é sugerir traços da personalidade das personagens no espaço onde elas circulam, nos seus adereços, no seu figurino", conta Riva. "São coisas discutidas e elaboradas por toda a equipe."

Conseguir uma boa tomada em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle) foi um pouco mais complicado agora do que no primeiro filme, confessa Riva. "Neste filme, tudo está um pouco mais perigoso", conta ele. "Acima de tudo, falamos sobre identidade e personalidade individual. O que é uma Pantera? Quem são elas, de fato? O que o futuro lhes reserva?"

Embora a Agência Charles Townsend original tenha ido pelos ares no primeiro filme, Riva a recriou nesta nova aventura. Ele descreve a locação como "basicamente, um ventre, o único espaço compartilhado pelas três Panteras. É onde elas recebem as instruções de Charlie, um homem que nunca está fisicamente presente, mas que exerce para elas a figura de um pai generoso. Eu queria que tivesse um ar de Velho Mundo e ao mesmo tempo clubby, com paredes revestidas de madeira, menos moderno e aconchegante que no primeiro filme, e mais imponente, com um ar informal de realeza. McG e eu decidimos que ele deveria ser um espaço apropriado para Charlie, mas de onde as meninas se destacassem, parecendo ligeiramente fora do seu ambiente."

O set da Agência Charles Townsend foi construído visando parecer "desproporcionalmente grande a ponto de nos perdermos lá dentro", prossegue Riva, "já que há uma questão constante no filme sobre a identidade. Ele, então, explora essa linha temática."

O filme começa num bar na Mongólia ao qual as Panteras foram enviadas para resgatar um soldado norte-americano mantido como refém. "O bar da Mongólia foi um modo de começarmos com uma grande surpresa, dando ao público uma manobra que periga dar errado", conta Riva. "Quando discuti a cena com McG, sugeri que ela deveria ter como locação um local bem remoto, um ambiente hostil cheio de riscos, um lugar selvagem e excêntrico. Nós criamos um lugar fictício onde arruaceiros loucos se reúnem para se divertir - como piratas de terra firme. Havia muitos figurantes, muito barulho e muitos elementos. E no meio daquilo tudo, as Panteras, realizando sua missão com coragem. A gente logo percebe que elas vão bolar alguma saída genial."

O set exigiu uma vasta pesquisa de Riva e sua equipe. O bar foi decorado com tecidos da Mongólia, candelabros gigantescos a gás e mobiliário pesado, e conta também com o toque exótico de um touro mecânico usado por Natalie, revestido com pele falsa de iaque e incluindo chifres gigantes e sinos.

Um ávido fã de longa data de fotografia, McG diz ter um grande orgulho de ter composto todas as tomadas lado a lado com Carpenter. "Se cada fotograma não for especial, então para que se dar ao trabalho?", pergunta Carpenter, retoricamente. "Muitos eram refeitos para que ficassem mais especiais, mais divertidos."

Carpenter gostou, em particular, de iluminar o bar da Mongólia "por ser tão diferente de tudo que havíamos feito no original e por dar o tom do novo filme desde o primeiro quadro. Nós apresentamos Cameron numa roupa branca de pele de coelho, Drew com um concurso de bebida ao fundo e Lucy no porão, resgatando Robert Patrick. De r4epente, percebemos que estamos num lugar estranho e cômico. E assim entramos oficialmente num filme de As Panteras (Charlie's Angels)."

Um dos sets mais complexos criados por Riva foi o esconderijo de Madison Lee, conhecido pelo íntimos como 'O Covil da Madison'. À procura de um local amplo o suficiente para o que ele e McG tinham em mente, Riva e seu departamento de arte foram ao centro de Los Angeles onde transformaram os antigos guichês de venda de bilhetes da Union Station no local de onde Madison dirige seu império do mal. "Por ser o covil da Madison, achei que deveria ser enorme e grandioso", lembra Riva. "O local tem um pé direito de 15m. Nós construímos uma lareira enorme, onde cabiam duas pessoas de pé uma sobre a outra, onde se pode entrar. Foi super radical. Lauri Gaffin, nossa decoradora, espalhou uns telescópios em meio ao mobiliário gigante com estátuas nuas por toda parte... e com Demi andando por aí semidespida. Tudo muito sexy. Construímos uma cama gigantesca quase do tamanho do Titanic. Tinha uma cobertura enorme e um padrão de raios de sol dourados irradiando do painel da cabeceira da cama. Com muito estilo. Foi uma loucura! E todos nós adoramos."

Um dos maiores sets construídos em um estúdio foi o de um telhado de Hollywood, para uma das cenas de ação mais importantes do filme. O telhado supostamente tem vista para o Mann's Chinese Theatre, onde a estréia de um filme do namorado de Alex, Jason, está sendo realizada e Madison Lee está decidida a infernizar a vida dos entes queridos das Panteras. Ao invés de se submeter a qualquer risco com condições meteorológicas adversas ou ruídos, Riva decidiu construir o set num estúdio. "Foi uma realização e tanto", relembra ele. "É muito difícil fazer de um set gigantesco assim algo realista, mas Russell lhe deu uma vida incrível. Sem a interpretação dele, não havia nada disso."

Carpenter fica supreso com o elogio de Riva. "Uma das melhores coisas acerca de se fazer parte da equipe de As Panteras (Charlie's Angels) é eu todo mundo recebe o crédito pelo trabalho que outra pessoa fez. Na maior parte do tempo, uma boa fotografia é fruto de um bom desenho de produção e vice versa. O set no telhado de Hollywood exigiu um total trabalho de equipe. Tínhamos uma área com 360 graus de vista que representava literalmente toda a região de Hollywood à noite. Nosso trabalho era iluminá-la de um modo adequado ao mundo de As Panteras. Tudo precisava ser real, mas também fantástico, em algum lugar entre a diversão e a realidade. E tudo tinha de casar com imagens feitas ao longo do verdadeiro Hollywood Blvd. A gente sempre espera que a transição do mundo real para o mundo que criamos no estúdio de filmagem seja imperceptível."

The Treasure Chest interior onde as Panteras vivem outra aventura foi construído nume estúdio de filmagem dentro do Sony Studios. "Eu e McG adoramos os musicais clássicos", admite Riva. "Acho que nunca erramos a mão incluindo um ou dois números musicais em qualquer filme. E ele quer fazer isso sempre que possível. Ele queria o Treasure Chest tivesse a aparência de um 'bar de beira de praia imundo e decadente'. Mas queria que seu interior fosse uma surpresa total, por isso criamos uma espécie de bar lascivo de striptease com aquários circulares montados nas paredes e um show de pista sexy, encenado em meio a um ambiente de couro sintético vermelho." (O número de Diaz dentro um copo de martini gigante nesta cena é uma homenagem à beleza da Playboy, Dita Von Teese, e seu famoso e ousado número burlesco).

Quase 500m de vinil vermelho brilhante foram usados para revestir as paredes e mais de 3000 moedas de ouro e prata foram penduradas formando cortinas. Aquários repletos de peixes exóticos foram embutidos nas paredes do bar.

Carpenter admira o talento de McG para produzir um filme sua capacidade de "saber exatamente até onde pode ir antes de se enforcar. Ele tem um apreço verdadeiro pelo velho estilo de se fazer cinema em Hollywood. Quando o conheci, fiquei impressionado com a facilidade com que ele citava filmes da Era de Ouro da MGM. Ele falava sobre Ben Hur, Show Boat e filmes dos anos 60 como Viva Las Vegas, tão facilmente quanto se falasse do videoclipe no 1 da semana passada."

Os Figurinos

Os figurinos de Joseph G. Aulisi para o original de As Panteras (Charlie's Angels) geraram um grande interesse e muitos elogios e McG estava ansioso por voltar a trabalhar com ele nesta continuação. "Joe deixa nossa garotas muito elegantes e atraentes", afirma ele. "Mas quando elas precisam parecer saradas e iradas, ele arrasa. Pessoalmente, ele é muito discreto. Não tem nada de exuberante na sua personalidade, mas ver do que a imaginação dele é capaz, é uma experiência extraordinária."

McG tinha suas próprias idéias já definidas para algumas cenas, segundo Aulisi. Para outras, ele confiou e deixou a escolha nas mãos do figurinista. "McG possui um vocaculário incrível de todo tipo de referência possível à cultura pop de meados do século XX até hoje. E sabe se aproveitar disso, o que me inspira a encontrar novos caminhos para acompanhá-lo."

Os musicais em Technicolor dos anos 50 serviram de inspiração para o filme, filtrados e atualizados através da sensibilidade de McG. Embora os figurinos das Panteras incluam peças as mais variadas, dependendo de cada missão secreta específica, Aulisi deu a cada uma delas um visual único. "O estilo de cada uma delas evoluiu desde o primeiro filme", comenta ele. "A personagem de Cameron ainda é a 'garota californiana esportiva' e, em geral, dos pés à cabeça em roupas de linhas esportivas. Dylan, vivida por Drew, trocou um pouco do seu charme 'flower child' pelo estilo dos 'astros do rock', enquanto a personagem de Lucy permanece a mais internacional e cosmopolita das três. O desafio era lhes dar figurinos que parecerem originais, mas que fossem fiéis ao que chamamos de 'a essência das Panteras'. Visando obter tal efeito, mudei ligeiramente a palheta de cores, empregando muito vermelho, branco e preto."

Um dos segmentos favoritos de Aulisi é a cena do Bar da Mongólia, pois "era tão diferente de todo o restante do filme. Nós provavelmente utilizamos uns 150 figurantes mongóis ao lado das três Panteras." O figurino de Barrymore é talvez o mais correto, do ponto de vista mongol. O de Liu teve inspiração numa armadura mongol pesquisada por Aulisi - chapas de cobre revestidas de couro - que foram transformadas num figurino mais prático, todo de couro. O traje branco de pele de coelho de Diaz, por outro lado, conferiu um toque divertido ao guarda-roupa das Panteras.

A exemplo de As Panteras (Charlie's Angels), os figurinos do filme novo são inteligentes, divertidos e, em alguns casos, ultra-sexy. "Tentei preservar sua elegância", afirma Aulisi, "usando mais texturas neste filme, com pregas, cordões e outros detalhes para dar mais impacto ao seu guarda-roupa. Uma vez que a moda muda de um momento ao outro, acho melhor optar por formas clássicas. Hoje quando assisto ao primeiro filme, ele ainda me parece atual, nada ultrapassado."

Os fãs de motocross talvez notem que muitos dos pilotos vestem criações da Troy Lee Designs. Lee é o maior estilista de artigos esportivos para competições de moto, além fazer arte personalizada em capacetes e equipamentos de motociclismo. Lee projetou e fabricou o equipamento básico das três Panteras - lycras, calças e protetores torácicos. As botas foram fornecidas pela Alpinestar, enquanto Shoei forneceu os capacetes que foram customizados com os designs de Lee.

"Basicamente, tentamos tornar o realismo da cena ainda mais impactante", explica Aulisi. "Para uma cena de road-luge (uma espécie de carrinho de rolimã ultramoderno), criei um macacão com um padrão camuflado para que parecesse que ele fazia parte da estrada. Daí pus a marca de um pneu numa das laterais - só para dar mais personalidade."

Além das três Panteras, Aulisi criou os figurinos da pantera aposentada, Madison Lee. No início, suas cenas são na penumbra, por isso o público não tem certeza se se trata de um homem ou de uma mulher. Mais tarde, descobrimos que ela é uma ex-Pantera. "Tentei dar a Madison a impressão de que ela está emaranhada ou ligeiramente presa, por isso usei várias camadas de redes no seu figurino. Numa certa hora, ela salta de um telhado e sua roupa se transforma num macacão de vôo, que é real, mas só é usado para altitudes muito maiores. O figurino lhe deu um certo ar de mulher-aranha, o que foi muito divertido."

O que os espectadores talvez não percebam quando virem as Panteras e seus modelitos colantes é quantas versões de cada figurino tiveram de ser confeccionadas. "Muitas vezes", explica Aulisi, "confeccionamos de 8 a 12 cópias de cada figurino, não só para os atores, mas também para os dublês de fotos e dublês nas cenas de ação, o que significa que eles também precisam ser fabricados em tamanhos variados."

As Locações

À exceção da Agência Charles Townsend, o filme raramente usa uma mesma locação duas vezes. As Panteras vivem em constante movimento. O gerente de locações Kenneth D. Lavet dirigiu centenas de quilômetros na área da grande Los Angeles em busca das 30 ou mais locações diferentes que McG previra para o filme. "McG gosta da idéia de homenagear Los Angeles, por isso usou muitas locações locais famosas", explica Lavet. "Ele possui uma memória enciclopédica e sabia das melhores locações pop da cidade."

"Um dos nossos mantras", conta McG, "é que As Panteras foi criado com uma declaração de amor à cidade de Los Angeles. Todas as locações tinham de ser importantes. Tudo tinha de ser marcante ou ter alguma significação histórica. Embora vários filmes tenham prestado tributo ao legado da cidade de Nova York, Los Angeles é geralmente vista como uma cidade mais descartável. No nosso filme, entretanto, ninguém vai ver mini-malls. O público verá uma L.A. mais exclusiva, locais sensacionais como o impressionante Los Angeles Theatre, as casas projetadas pelo brilhante John Lautner, as praias extraordinárias que só existem na costa oeste dos EUA, as docas de San Pedro e o Observatório de Griffith Park, para citar apenas alguns."

O tempo foi fundamental na obtenção das locações. Algumas vezes, conta Lavet, a produção teve sorte. "Normalmente só se pode filmar no Observatório de Griffith Park um dia na semana, quando o local está fechado ao público. Por estar prestes a ser submetido a uma reforma geral, o observatório ficou disponível como locação para nossas filmagens por mais de uma semana."

McG sempre havia sonhado em usar o ponto famoso, que nunca havia estado disponível no momento certo, até então. "Fui muito influenciado por Juventude Transviada (Rebel Without a Cause), filmado lá em cima. Além disso, o projeto arquitetônico do local permite tomadas amplas, panorâmicas e muito dramáticas. Ele tem ainda uma qualidade 'angelical', já que paira acima da 'Cidade dos Anjos'."

O observatório também é um ícone de importância dramática e é o local onde a personagem Madison Lee é, finalmente, desmascarada. "Assim que soube que a cúpula do telescópio do observatório girava, pensei em colocá-la lá em cima", explica McG. "Tivemos de construir um equipamento de segurança especial para impedir que Demi caísse, pois, em seu movimento giratório, ele poderia atingi-la. Eu adoro o momento da revelação em que Natalie e Alex vêem Madison e percebem que ela está traindo a ética das Panteras. É uma cena forte."

Outra locação difícil foi a casa da personagem de Liu, encarapitada no alto de uma colina sobre Beverly Hills com vista para o Pacífico e a Ilha de Catalina. A residência dos Sheet-Goldstein é uma patrimônio arquitetônico e uma das casas favoritas de McG em L.A. "É uma síntese perfeita da vida ao ar livre e ao mesmo tempo enclausurada típica da cidade, talvez a maior realização da carreira do arquiteto John Lautner", conta McG.

Para a seqüência de motocross, explica Lavet, "McG quaria que a corrida estivesse mais para um pega de rua do que uma disputa de motos num autódromo. Ele queria um evento secreto, onde pilotos pagam para competir e o vencedor leva tudo."

"Eu queria criar um ambiente sombrio e perigoso", conta McG. "Achamos uma velha mina de carvão em San Pedro, retiramos todo o carvão, criando um estádio de 360 graus feito de carvão. Tudo que se vê é o céu azul, o carvão negro e esses atletas quase animatrônicos a 30m de altura dando piruetas e saltos mortais. Era esse o tipo de emoção que eu queria - sentir a velocidade, o perigo e a excitação desse esporte."

Outra locação de San Pedro fica próxima à área porturária de Southwest Marine. "San Pedro é o maior porto da grande Los Angeles e nós aproveitamos os gigantescos ventres ocos dos navios-tanques como o esconderijo secreto do clã O'Grady", conta McG "Isso também nos deu a oportunidade de vestir as atrizes com macacões de operários e explorar o clima de Flashdance, com jovens bonitas tirando seus óculos de soldador."

Outro patrimônio cultural da cidade foi a Represa Hansen, no vale de San Fernando. A construção de 62 anos, administrada pelo Corpo de Engenheiros do Exército, é geralmente usada para controle do fluxo de águas. Através da magia da simulação digital e do trabalho de construção de dezenas de aderecistas e cenógrafos, a longa represa de 3km foi transformada na misteriosa passagem pela fronteira da Mongólia. Torres de vigilância cenográficas e um portal falso gigantesco de gesso acrescentaram uma aura exótica ao set. No alto da represa, vê-se um tanque M60 A-1 (Patton) de 49 toneladas, alugado da American Society of Military History and Museums.

"Essa cena específica foi uma realização excepcional do departamento de arte", relembra Riva, "porque McG vivia falando da abertura do filme e de como ela tinha de ser grandiosa e imponente. Nós criamos e animamos a cena do modo descrito por ele e foi essa seqüência que deixou todos enlouquecidos no estúdio. Até a reproduzimos em película. De início, pensamos que teríamos de construir uma represa gigante que deveria ser na Mongólia. Mas trabalhando em parceria com o supervisor de efeitos visuais, Mark Stetson, criamos algo numa locação em Los Angeles que, com um pouco da magia dos efeitos especiais, parece uma paisagem da Mongólia. Nós chegamos a cobrir a área com neve e com figurantes vestidos com parkas pesados de pele de iaque, tudo a uma temperatura de 35 C graus. Mas funcionou."

SOBRE O ELENCO

CAMERON DIAZ reprisa o papel de "Natalie Cook" em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle). Diaz estreou nas telas de cinema aos 21 anos, conquistando os cinéfilos no papel da femme fatale Tina Carlyle e contracenando com Jim Carrey, em O Máskara (The Mask).

Após O Máskara, escolheu atuar numa pequena produção independente, O Último Jantar (The Last Supper), ao lado de um elenco de astros que incluía Annabeth Gish, Ron Eldard, Jonathan Penner e Courtney B. Vance.

Seu terceiro longa foi a inusitada história romântica escrita e dirigida por Steven Baigelman, Paixão Bandida (Feeling Minnesota), na qual co-estrelou com Keanu Reeves e Vincent D'Onofrio. Em seguida, interpretou uma nova-iorquina fria e manipuladora no longa de Edward Burns, Nosso Tipo de Mulher (She's the One). Contracenou então com Harvey Keitel e Craig Sheffer no thriller, Amor Alucinante (Head Above Water). Em 1996, Diaz foi eleita Estrela ShoWest do Ano, da National Association of Theatre Owners, a associação de exibidores dos EUA. No verão de 1997, co-estrelou com Julia Roberts, Dermot Mulroney e Rupert Everett em O Casamento do Meu Melhor Amigo (My Best Friend's Wedding), um dos 10 filmes de maior bilheteria do ano. Seu desempenho lhe valeu um prêmio Blockbuster Entertainment Award de Melhor Atriz Coadjuvante de Comédia.

Contracenou a seguir com Ewan McGregor no papel de uma menina rica, mimada e infeliz que se apaixona por um faxineiro que a seqüestra por engano, no filme de Danny Boyle, Por Uma Vida Menos Ordinária (A Life Less Ordinary).

Seu desempenho no papel-título da comédia romântica, Quem Vai Ficar Com Mary? (There's Something About Mary), deu a Diaz o prêmio de Melhor Atriz da Associação de Críticos de Cinema de NY, a New York Film Critics Circle. Ela também foi indicada ao Globo de Ouro, ao prêmio American Comedy Award, ao Rembrandt Award da Holanda de Melhor Atriz, ao Blockbuster Entertainment Award de Atriz de Cinema Favorita e ao MTV Movie Award de Melhor Atriz.

Após estrelar a comédia de humor negro de Peter Berg, Uma Loucura de Casamento (Very Bad Things), estrelou o sucesso de crítica, Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich), ao lado de John Cusack, Catherine Keener e John Malkovich. Dirigida por Spike Jonze, Diaz teve seu desempenho indicado ao Globo de Ouro, ao prêmio do Screen Actors Guild e ao prêmio da Academia Britânica de Cinema e Televisão.

Em Um Domingo Qualquer (Any Given Sunday), de Oliver Stone, Diaz co-estrelou com Al Pacino, Jamie Foxx, Dennis Quaid, LL Cool J, James Woods e Ann-Margaret. Ela atuou ainda em Uma História a Três (The Invisible Circus), baseado no best-seller de Jennifer Egan, e na produção da Showtime dirigida por Rodrigo Garcia, Coisas Que Você Pode Dizer Só de Olhar Pra Ela (Things You Can Tell Just By Looking At Her), co-estrelada por Glenn Close, Calista Flockhart, Amy Brenneman e Holly Hunter.

Diaz dublou a voz da princesa Fiona de Shrek, com Mike Myers, Eddie Murphy e John Lithgow. O longa de animação foi um dos filmes de maior sucesso de 2001, batendo recordes de bilheteria e incluído por vários críticos de cinema em suas listas de melhores filmes do ano. Ela voltará a contracenar como elenco original de dubladores em Shrek 2. O filme tem lançamento previsto para o verão de 2004.

No ano passado, Diaz foi vista no épico de Martin Scorsese, Gangues de Nova York (Gangs of New York), contracenando com Leonardo DiCaprio, Liam Neeson e Daniel Day-Lewis. Anteriormente, atuara no longa de Cameron Crowe, Vanilla Sky, contracenando com Tom Cruise, Penelope Cruz, Jason Lee e Kurt Russell. Seu desempenho foi indicado ao Globo de Ouro, aos prêmios AFI Award e SAG Award e Diaz foi eleita Melhor Atriz Coadjuvante pela Sociedade de Críticos de Cinema de Boston. Ela co-estrelou ainda a comédia Tudo Para Ficar Com Ele (The Sweetest Thing) ao lado de Christina Applegate e Selma Blair.

DREW BARRYMORE retorna no papel de "Dylan Sanders", criado por ela no As Panteras (Charlie's Angels) original. Atriz de sucesso desde a infância, ela vem hipnotizando espectadores há quase duas décadas. Desde que estreou no cinema, seu talento único e seu carisma nas telas lhe valeram elogios da crítica e sucesso comercial nas bilheterias.

Mais recentemente, Barrymore foi vista em Confissões de Uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind), dirigido por George Clooney, e numa participação especial em Donnie Darko. Este último, produzido por Barrymore com sua sócia na Flower Films, Nancy Juvonen, foi estrelado por Jake Gyllenhaal e Jena Malone e indicado a três prêmios Independent Spirit Award.

Antes disso, Barrymore estrelou Os Garotos da Minha Vida (Riding in Cars With Boys), dirigido por Penny Marshall. Atualmente, ela está produzindo Fifty First Kisses, estrelado por Adam Sandler, uma comédia romântica produzida pela Flower Films e pela Happy Madison Productions, de Sandler.

Duplex, no qual a atriz co-estrela com Ben Stiller, será lançado no final deste ano pela Flower Films e pela produtora de Stiller, a Red Hour Films.

Em seu 30o longa-metragem, a comédia romântica Nunca Fui Beijada (Never Been Kissed), Barrymore embarcou numa segunda carreira de produtora. Produção de estréia da Flower Films, a produtora de Barrymore e Juvonen, o filme arrecadou US$100 milhões de dólares em todo o mundo, foi dirigido por Raja Gosnell e estrelado por um elenco de grandes astros, incluindo David Arquette, Molly Shannon, John C. Reilly e Michael Vartan.

Barrymore também co-estrelou com Anjelica Huston no sucesso, Para Sempre Cinderella (Ever After), dirigido por Andy Tennant, cuja arrecadação nas bilheterias internacionais ultrapassou a marca de US$100 milhões de dólares. Atuou também na comédia romântica Nosso Louco Amor (Home Fries), dirigida por Dean Parisot e co-estrelada por Luke Wilson, Jake Busey e Catherine O'Hara. Contracenou com Adam Sandler na comédia romântica de grande sucesso de 1998, Afinado no Amor (The Wedding Singer) e também no longa de Woody Allen estrelado por um elenco de grandes astros, Todos dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You), com Edward Norton, Tim Roth, Alan Alda, Julia Roberts e Goldie Hawn. Teve uma participação memorável no recordista de bilheteria, Pânico (Scream), dirigido por Wes Craven e estrelado por Courtney Cox, Neve Campbell e Skeet Ulrich.

Barrymore fez sua estréia cinematográfica no longa-metragem de 1980, Viagens Alucinantes (Altered States) com William Hurt. Em seguida, atuou em E.T., o Extraterrestre (E.T. the Extra Terrestrial), como Gertie, um papel que lhe valeu o prêmio Youth in Film Award e uma indicação ao BAFTA, o prêmio da Academia Britânica de Cinema e Televisão, de Melhor Atriz Estreante. Em seguida, estrelou filmes como Chamas da Vingança (Firestarter), de Stephen King, Irreconcilable Differences (que lhe deu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante) e um filme especialmente escrito para ela, Olhos de Gato (Cat's Eye), de Stephen King, no qual interpretou cinco papéis diferentes.

Seus créditos cinematográficos adicionais incluem ainda Gun Crazy - Howard & Anita - Jovens Amantes (Gun Crazy), que lhe valeu outra indicação ao Globo de Ouro, Relação Indecente (Poison Ivy), Quatro Mulheres e um Destino (Bad Girls), Somente Elas (Boys on the Side), Amor Louco (Mad Love), Batman Eternamente (Batman Forever), Tipperary e Enigma Mortal (Doppelganger).

Ela também estrelou telefilmes como Amy Fisher - A Ninfeta Assassina (The Amy Fisher Story), 15 and Getting Straight, Suddenly Love, Bogie, O Mundo Encantado dos Brinquedos (Babes in Toyland), Cúmplices no Amor (Conspiracy of Love) e o seriado televisivo, 2000 Malibu Road.

LUCY LIU, que volta no papel de "Alex Munday", nasceu em Nova York, onde cursou a NYU, bacharelando-se, posteriormente, em Línguas e Culturas Asiáticas pela Universidade de Michigan. Em seu último ano em Michigan, participou de audições para uma montagem teatral estudantil, a adaptação de Andre Gregory de Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland). Liu esperava ser contratada como atriz coadjuvante, mas acabou levando o papel de protagonista. E assim ela iniciou sua carreira.

No cinema, Liu experimentaria uma ascensão meteórica ao estrelar As Panteras (Charlie's Angels). Em 2000, ela também contracenou com a lenda dos filmes de ação, Jackie Chan, na comédia de sucesso, Bater ou Correr (Shanghai Noon). Seus créditos cinematográficos adicionais incluem o papel inesquecível de uma dominatrix, contracenando com Mel Gibson em O Troco (Payback) e um papel ousado contracenando com Antonio Banderas e Woody Harrelson, em Por Uma Boa Briga (Play it to the Bone).

Mais recentemente, foi vista em Chicago e Ballistic: Ecks vs. Sever. Seus créditos incluem ainda os longas Hotel e Cypher, com Jeremy Northam, ambos dirigidos por Mike Figgis. Em breve, será vista em Kill Bill, de Quentin Tarantino. Além disso, assinou recentemente um contrato para ser produtora executiva e estrela de uma versão cinematográfica moderna de Charlie Chan.

Na televisão, Liu interpretou a inesquecível "Ling Woo" no seriado de grande sucesso, Ally McBeal. O papel de enorme popularidade lhe deu o reconhecimento da indústria e dos fãs. Em 1999, foi indicada a um Emmy Award de Melhor Atriz Coadjuvante de Seriado Cômico e, no ano seguinte, foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz de Seriado Cômico do Screen Actors Guild, o sindicato dos atores. Fez ainda participações especiais em Sex and the City, da HBO, e dublou séries animadas como Os Simpsons (The Simpsons), Futurama, King of the Hill e o ainda não exibido, Mulan 2.

BERNIE MAC, que interpreta "Jimmy Bosley", surgiu dos clubes noturnos de comédia de Chicago para se tornar um dos comediantes de maior força nas bilheterias , apresentando-se diante de teatros e estádios lotados em todo os EUA. Seu sucesso gerou uma onda de demanda pelos seus serviços, nas mais variadas áreas do entretenimento.

Mac pode ser visto atualmente nas noites de quarta-feira no humorístico para a família da Fox, The Bernie Mac Show. O seriado estreou com uma ótima audiência e foi eleito "Um dos 10 Melhores Seriados de 2001" pelas revistas Time, Entertainment Weekly e TV Guide. Além disso, tanto ele quanto o programa já receberam vários prêmios de prestígio. Mac foi indicado ao Emmy 2002 de Melhor Ator de Seriado Cômico e o The Bernie Mac Show venceu um Emmy de Melhor Roteiro de Seriado Cômico. O Seriado também venceu um Peabody Award e dois prêmios da Associação de Críticos Televisivos, a Television Critics Association Awards: Melhor Seriado Cômico e Melhor Elenco de Comédia; bem como dois prêmio da NAACP Image Awards: de Melhor Seriado Cômico e Melhor Ator. Interpretando uma versão ficcional de si mesmo, o seriado retrata Mac tentando adaptar-se às suas novas responsabilidades como pai de primeira viagem.

Mac estrela dois outros longas de alta-visibilidade este ano. Ele contracenou com Chris Rock na comédia de sucesso, Head of State, no papel do irmão mais velho e colega numa inesperada disputa pelas eleições presidenciais. No final do ano, ele estrela o longa dirigido por Terry Zwigoff, Bad Santa, contracenando com Billy Bob Thornton, no papel de um ladrão que se veste de Papai Noel para assaltar shopping centers. Mac interpreta o detetive que procura um modo politicamente correto de se livrar do Papai Noel criminoso.

Mais recentemente, foi visto nas telonas no grande sucesso de Steven Soderbergh, a refilmagem de Onze Homens e Um Segredo (Ocean's 11), da Warner Bros. Co-estrelado por George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon, o filme segue o roubo de um cassino de Las Vegas do seu planejamento à execução. Mac interpreta "Frank Catton", o informante do grupo. O filme foi um sucesso estrondoso, arrecadando mais de US$350 milhões de dólares em todo o mundo.

Sem jamais limitar-se a uma única forma de arte, Mac é autor do livro intitulado I Ain't Scared of You, publicado no último outono norte-americano pela MTV/Pocket Books. No livro, ele detona tópicos como sexo, religião, higiene, celebridade e muitos outros, sem jamais perder o humor. Na última primavera norte-americana, lançou seu livro mais recente, Maybe You Never Cry Again (Regan Books/Harper Collins), no qual discute sua infância crescendo em Chicago e as dificuldades e obstáculos em seu caminho até o sucesso.

Como membro-fundador da turnê "Kings of Comedy", demonstrou toda sua verve e criatividade. O sucesso da turnê originou o longa-metragem documentário de Spike Lee, em 2000, Os Verdadeiros Reis da Comédia (The Original Kings of Comedy), cuja arrecadação atingiu quase US$40 milhões de dólares.

Nascido e criado em Chicago, Mac fez sua estréia televisiva no seriado humorístico revolucionário da HBO, Russell Simmons' Def Comedy Jam, que levou à sua contratação para o elenco do longa-metragem de Damon Wayans, Mo' Money. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem a comédia de Eddie Murphy e Martin Lawrence, Até Que a Fuga os Separe (Life), House Party 3, Armadilhas do Amor (How to be a Player) e O Que Mais Pode Acontecer? (What's the Worst that Can Happen?)

CRISPIN GLOVER está de volta como "Thin Man", papel interpretado por ele no As Panteras (Charlie's Angels) original.

Embora não seja um galã tradicional, Glover conquistou a reputação de uma das personalidades mais intrigantes da indústria cinematográfica. Seus personagens e obras de arte pouco usuais inspiraram uma legião de fãs que o considera ao mesmo tempo um louco e um gênio. Glover já atou em mais de 30 filmes, incluindo Juventude Assassina (River's Edge), De Volta Para o Futuro (Back To The Future), Coração Selvagem (Wild At Heart), The Doors (no papel de Andy Warhol), O Povo Contra Larry Flynt (The People Vs. Larry Flynt), A Enfermeira Betty (Nurse Betty) e As Panteras (Charlie's Angels). Ele é autor de vários livros de ficção (Oak Mot, Rat Catching, What It Is e How it is Done), um monólogo teatral (The Big Slide Show), e o disco, The big problem does not equal the solution. The solution equals let it be.

Glover também é diretor e produtor de dois longas-metragens atualmente em pós-produção: What Is It? (com roteiro escrito por ele), que ele descreve como: "As aventuras de um jovem cujos principais interesses são sal, lesmas, um cachimbo e como chegar em casa, atormentado pela sua própria psiquê racista. A maior parte do elenco sofre de síndrome de Down, mas não se trata disso." Ele também dirigiu a continuação do longa, Everything is Fine!, que ele descreve como: "O filme foi escrito e estrelado por Steven C. Stewart, que tem 62 anos e paralisia cerebral. Everything is Fine é uma autobiografia ficcional psicossexual de Stewart, uma fantasia absolutamente real. Stewart morreu um mês depois de o filme ter sido concluído."

JUSTIN THEROUX, que interpreta "Seamus O'Grady", renomado ator teatral e de cinema, co-estrelou com Naomi Watts e Laura Elena Harring no longa de David Lynch, Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive). Em breve, será visto contracenando com Ben Stiller e Drew Barrymore em Duplex, e contracenando com Audrey Tautou no filme de Amos Kollek, Nowhere to Go but Up. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem Psicopata Americano (American Psycho), de Mary Harron, e Um Tiro para Andy Warhol (I Shot Andy Warhol), bem como Zoolander, O Clube dos Corações Partidos (The Broken Hearts Club) e Romy e Michele (Romy and Michele's High School Reunion).

Theroux iniciou sua carreira nos palcos nova-iorquinas. Co-estrelou com Philip Seymour Hoffman em Shopping and Fucking, e com Calista Flockhart, Billy Crudup, Jeanne Tripplehorn e Lili Taylor em Three Sisters. Retornou ao Lincoln Center de Nova York na primavera daquele ano na peça de Frank McGuiness, Observe the Sons of Ulster Marching Towards the Somme, uma crônica do desejo individual e coletivo de se honrar nossas crenças e nosso país. Anteriormente, havia atuado na montagem da peça em Boston e no Williamstown Theater Festival.

Na televisão, será visto em breve como um possível parceiro romântico de Rachel Griffiths, em Six Feet Under. Seus créditos televisivos adicionais incluem um papel protagonista em The District e participações especiais em Sex and the City e Spin City.

Nascido e criado em Washington, D.C., é formado pelo Bennington College. É sobrinho do escritor Paul Theroux.

ROBERT PATRICK, que interpreta "Ray Carter", teve sua carreira pontuada por vários desempenhos marcantes, com uma versatilidade de papéis rara entre a maioria dos atores. Recentemente, concluiu a produção do piloto do seriado original da FX Network, Snitch, e a filmagem do longa, Pavement, contracenando com Lauren Holly.

Mais recentemente, o público o viu estrelando no papel de "John Doggett" as duas últimas temporadas do seriado já clássico da TV, Arquivo X (The X-Files). Antes disso, foi visto no grande sucesso de bilheteria de Robert Rodriguez, Pequenos Espiões (Spy Kids), contracenando com Antonio Banderas, e em Espírito Selvagem (All the Pretty Horses), co-estrelado por Matt Damon e Penelope Cruz e dirigido por Billy Bob Thornton.

Em breve, será visto no longa da Universal Pictures, Eye See You, com Sylvester Stallone, e em A Texas Funeral, com Jane Adams e Joanne Whalley. Teve seu desempenho elogiado pela crítica em três episódios de grande audiência da segunda temporada de The Sopranos. É mais conhecido no papel de "T-100" de O Exterminador do Futuro 2: Julgamento Final (Terminator 2: Judgement Day), contracenando com Arnold Schwarzenegger, e Prova Final (The Faculty), dirigido por Robert Rodriguez com roteiro de Kevin Williamson.

Seus créditos cinematográficos adicionais incluem Um Drinque no Inferno 2 - Texas Sangrento (From Dusk Till Dawn 2: Texas Blood), a continuação de Um Drinque no Inferno (From Dusk Till Dawn), de Quentin Tarantino, Cop Land, com Sylvester Stallone e Robert DeNiro, bem como o longa independente, The Only Thrill, estrelado por Diane Keaton, Diane Lane e Sam Shepherd.

A pedido de John Singleton, Patrick fez uma participação especial arrepiante em O Massacre de Rosewood (Rosewood), tendo contracenando antes disso com Demi Moore, em Striptease, no papel de seu ex-marido marginal. Estrelou ainda Fogo no Céu (Fire In the Sky), Double Dragon: The Movie, Alvo Perigoso (Decoy) com Peter Weller, Amaldiçoados (Last Gasp) e Hong Kong 97 - Fuga e Sangue Frio (Hong Kong '97), bem como um episódio de The Outer Limits, da Showtime.

Natural de Marietta, Geórgia, foi criado em Dayton, Cleveland, Detroit e Boston. Jogou beisebol estudantil na American Legion Baseball durante o segundo grau e futebol americano pela Bowling Green State University, de Ohio, mas após participar de algumas aulas de teatro, decidiu abandonar os esportes e seguir a carreira de ator.

Em 1984, mudou-se para Hollywood onde, algumas semanas depois, foi escalado no papel de um beatnik maconheiro na peça, Go. Foi visto no palco por um diretor de elenco da produtora de Roger Corman e logo conquistava o papel do motociclista psicótico de Senhores da Guerra (Warlords From Hell). Em seguida, estrelou o faroeste futurista, Equalizer 2000 - O Dominador do Futuro (Equalizer 2000). Nos palcos, co-estrelou a première de Los Angeles da peça de David Mamet, The Shawl, no Waterfront Stage.

Com seu sócio na já extinta produtora cinematográfica independente, 360 Entertainment, Patrick co-produziu com Stanley Isaacs, Within the Rock e The End of the Road, um filme co-estrelado por ele.

Atualmente, Patrick está filmando Ladder 49, co-estrelado por John Travolta e Joaquim Phoenix, e dirigido por Jay Russell.

DEMI MOORE, que estrela As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle) no papel de "Madison Lee", é uma das atrizes mais requisitadas de Hollywood. Seu filme mais recente foi o longa-metragem da Paramount, Paixões Paralelas (Passion of Mind), lançado no início de 2000.

Moore co-estrelou com Patrick Swayze e Whoopi Goldberg no fenômeno de bilheteria Ghost - Do Outro Lado da Vida (Ghost), num desempenho que valeu à atriz uma indicação ao Globo de Ouro. Seus créditos cinematográficos incluem ainda Striptease, contracenando com Burt Reynolds, A Jurada (The Juror), com Alec Baldwin, a versão cinematográfica de Roland Joffe de A Letra Escarlate (The Scarlet Letter), contracenando com Gary Oldman e Robert Duvall, Assédio Sexual (Disclosure), com Michael Douglas, Proposta Indecente (Indecent Proposal), com Robert Redford e Woody Harrelson, Questão de Honra (A Few Good Men) com Tom Cruise e Jack Nicholson, A Mulher do Açougueiro (The Butcher's Wife) com Jeff Daniels, e Nada Além de Problemas (Nothing But Trouble), com Dan Aykroyd, Chevy Chase e John Candy.

Além de seu grande sucesso como atriz, Moore também desenvolveu uma bem sucedida carreira como produtora de cinema através de sua produtora, a Moving Pictures. Seus créditos como atriz e produtora incluem Até o Limite da Honra (G.I.Jane), no qual co-estrelou com Viggo Mortensen, o longa da HBO indicado ao Emmy, O Preço de Uma Escolha (If These Walls Could Talk), com Sissy Spacek e Cher, Agora & Sempre (Now And Then), com Melanie Griffith, Rosie O'Donnell e Rita Wilson, e Pensamentos Mortais (Mortal Thoughts), com Bruce Willis. Ela também é parte da equipe por trás do sucesso da franquia Austin Powers, tendo produzido todos os três filmes em parceria com Jennifer e Suzanne Todd.

Moore fez sua estréia cinematográfica, em 1984, no papel da filha de Michael Caine, em Feitiço do Rio (Blame It on Rio). Seus créditos cinematográficos do início de sua carreira incluem Um Caso Muito Sério (No Small Affair), com Jon Cryer, O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (St. Elmo's Fire), de Joel Schumacher, Verão Muito Louco (One Crazy Summer) com John Cusack, Heróis ou Vilões (Wisdom), escrito, dirigido e co-estrelado por Emilio Estevez, Sobre Ontem À Noite (About Last Night…), com Rob Lowe, A Sétima Profecia (The Seventh Sign), com Michael Biehn, e Não Somos Anjos (We're No Angels), com Sean Penn e Robert DeNiro.

MATT LeBLANC retorna no papel do namorado de Alex, "Jason Gibbons", em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle). Recentemente, foi indicado ao prêmio Emmy de Melhor Ator de Seriado Cômico no papel de "Joey Tribbiani", no seriado semanal fenômeno de popularidade da NBC, Friends. O elenco de astros e estrelas elogiado pela crítica, composto por LeBlanc, Jennifer Aniston, Courtney Cox, Lisa Kudrow, David Schwimmer e Matthew Perry, demonstrou ser um dos melhores de todos os humorísticos da história da televisão, vencendo um prêmio SAG Award de Melhor Elenco de Seriado Humorístico de 1996. O seriado também venceu inúmeros outros prêmios do Screen Actors Guild, Emmys, American Comedy Awards e Globos de Ouro. Individualmente, LeBlanc foi elogiado pela crítica no papel de Joey e descrito pela Entertainment Weekly como "uma raridade, um galã com talento para a comédia pastelão."

LeBlanc foi visto na comédia de guerra, All the Queen's Men, no papel de O'Rourke, o líder norte-americano da equipe inglesa de serviços especiais encarregado de se infiltrar na fábrica de mulheres Enigma, de Berlim, para resgatar um famoso aparelho de codificação. Antes disso, havia atuado no longa original As Panteras (Charlie's Angels). Em 1998, contracenou com Gary Oldman no papel do Major Don West, de Perdidos no Espaço (Lost in Space). Dirigido por Stephen Hawkins, o filme reconta a história da luta da família Robinson para retornar à Terra após uma missão espacial mal sucedida. Anteriormente, havia estrelado a comédia sobre beisebol, de 1996, Ed - Um Macaco Muito Louco (Ed), e Inimigos de Guerra (The Killing Box), de 1993, co-estrelado por Martin Sheen e Corbin Bernsen.

Natural de Newton, Massachusetts, LeBlanc formou-se pela Newton North High School, antes de mudar-se para Hollywood para tentar a carreira de modelo e ator. Atualmente, reside em LA com a mulher, a modelo Melissa McNight.

LUKE WILSON volta no papel do namorado de Natalie, "Pete Komisky". Mais recentemente, co-estrelou com Vince Vaughn e Will Ferrell a comédia de sucesso, Dias Incríveis (Old School), sobre três homens na casa dos 30 anos que se desiludem com a vida e tentam reviver os tempos de escola.

Anteriormente, estrelara no papel de "Richie Tennebaum" o longa de Wes Anderson, Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums). O elenco de grandes astros incluiu ainda Gene Hackman, Anjelica Huston, Gwyneth Paltrow, Ben Stiller e Bill Murray. O filme foi a terceira parceria de Luke com seu irmão Owen Wilson e Wes Anderson, que co-escreveu o roteiro a ser dirigido por Anderson.

Wilson fez sua estréia cinematográfica no longa independente aclamado pela crítica, Pura Adrenalina (Bottle Rocket). O filme teve argumento e direção de Wes Anderson e roteiro co-escrito por seu irmão, Owen, também seu ator coadjuvante.

Após Bottle Rocket, Wilson fez várias participações especiais e teve papéis de coadjuvante antes de ser escalado para co-estrelar Romance no Parque (Dog Park), de Bruce McCulloch, e em seguida, Nosso Louco Amor (Home Fries), contracenando com Drew Barrymore. Posteriormente, associou-se novamente a Anderson e ao irmão, Owen, em Três É Demais (Rushmore), incluído na lista dos 10 Melhores Filmes de 1998 por vários críticos de cinema.

A seguir, co-estrelou com Martin Lawrence na comédia de sucesso, Um Tira Muito Suspeito (Blue Streak), e contracenou com Heather Graham em Rebelde Até o Fim (Committed), indicado para o Grande Prêmio do Júri do Festival da Cinema de Sundance de 2000. Também co-estrelou com Reese Witherspoon em Legalmente Loura (Legally Blonde), indicado para o Globo de Ouro de Melhor Filme (Musical ou Comédia).

Os filmes atuais e futuros lançamentos de Wilson incluem a comédia romântica de Rob Reiner, Alex and Emma, contracenando com Kate Hudson, Legally Blonde 2, e Masked & Anonymous, co-estrelado por Bob Dylan, Penelope Cruz e Jessica Lange.

JOHN CLEESE interpreta o pai de "Alex", o "sr. Munday". Sua carreira eclética teve início em meados da década de 60 na televisão britânica, atuando em The Frost Report e At Last the 1948 Show.

Em 1969, foi um dos criadores do Monty Python's Flying Circus. Trabalhando com a mesma equipe, produziu quatro longas Python: Monty Python - E Agora, Para Algo Completamente Diferente... (And Now For Something Completely Different, 1971), Monty Python and the Holy Grail (1974), A Vida de Brian (The Life of Brian, 1979) e The Meaning of Life (1983).

Mais recentemente, Cleese co-estrelou, no papel de "Q", o filme de James Bond, Die Another Day. Fez sua estréia na série de filmes de Bond, em 007 - O Mundo Não É o Bastante (The World Is Not Enough). No ano passado, interpretou o papel de "Nearly Headless Nick" em Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Sorcerer's Stone), papel que reprisou na continuação, Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter and the Chamber of Secrets). Recentemente, atuou no ainda não lançado, Os Looney Tunes: De Volta À Ação (Looney Tunes: Back in Action).

Entre seus créditos cinematográficos adicionais, destacam-se Tá Todo Mundo Louco - Uma Corrida Por Milhões (Rat Race), Perdidos em Nova York (The Out of Towners), Um Peixe Chamado Wanda (A Fish Called Wanda, co-escrito por ele e que lhe valeu um prêmio BAFTA), Ferocidade Máxima (Fierce Creatures), O Livro da Selva (The Jungle Book), Frankenstein de Mary Shelley (Mary Shelley's Frankenstein), Quem Não Herda... Fica Na Mesma (Splitting Heirs), As Aventuras de Erik, o Viking (Erik the Viking), O Homem Que Perdeu a Hora (Clockwise), Silverado, Recrutas em Desfile (Privates on Parade), Os Bandidos do Tempo (Time Bandits) e The Great Muppet Caper.

No ano passado, The Human Face, uma série de documentários em quatro episódios escrita e apresentada por Cleese, foi exibida no The Learning Channel, recebendo uma indicação ao Emmy.

Na televisão, criou e estrelou o seriado aclamadíssimo, Fawlty Towers, e venceu um Emmy com um papel no seriado humorístico, Cheers. Seus créditos televisivos incluem ainda A Megera Domada (The Taming of the Shrew) como parte da temporada shakespeareana da BBC e Whoops Apocalypse da LWT.

Cleese foi um dos fundadores da Video Arts, em 1972, uma das maiores fornecedoras de programas de treinamento profissional em vídeo. Embora ele não seja sócio da empresa, continua atuando em suas produções. Em 1993, fundou com o dr. Rob Buckman uma nova empresa, Videos for Patients, visando contribuir para a melhoria do diálogo entre pacientes e médicos. Já foram lançados até o momento 45 títulos desta série de vídeos.

Com o dr. Robin Skynner, Cleese co-escreveu o best-seller, Families and How to Survive Them, em 1983. O livro foi posteriormente adaptado na forma de seriado pela BBC Radio 4. Sua continuação, Life and How to Survive It, foi publicada em 1993.

Em 1998, Cleese tornou-se professor-visitante da Universidade de Cornell.

SOBRE A EQUIPE TÉCNICA

McG (Diretor) fez sua estréia como diretor de cinema em As Panteras (Charlie's Angels), a estréia diretorial de maior faturamento da história do cinema. O filme foi lançado em primeiro lugar nos EUA, arrecadando mais de US$40 milhões no seu fim primeiro fim de semana de exibição. Também estreou em 1o lugar em 31 países, atingindo um faturamento internacional superior a US$250 milhões de dólares.

Depois do sucesso sem precedentes do seu filme de estréia, McG fundou sua própria produtora, a Wonderland, com sua sócia, a produtora Stephanie Savage. A Wonderland possui um contrato prioritário com a Columbia Pictures e um contrato televisivo com a Warner Bros. Atualmente, a Wonderland está desenvolvendo Hot Wheels, a ser dirigido por McG para a Columbia Pictures. A produtora também está produzindo os seriados televisivos da Fox, Fastlane e The O.C., com estréias previstas para o próximo verão norte-americano.

Até o momento, McG já dirigiu mais de 50 videoclipes, de artistas os mais diferentes como Mase, Barenaked Ladies, Korn, Everclear, The Offspring, Wyclef Jean, Fastball, Spacehog, Sublime, Cypress Hill, Smashmouth e Sugar Ray. Dirigiu também comerciais para grandes empresas como Gap, Ikea e Coca-Cola.

Natural de Kalamazoo, Michigan, McG cresceu em Newport Beach, Califórnia. Cursou a Universidade de Califórnia, em Irvine, onde bacharelou-se em Psicologia.

JOHN AUGUST (Roteiro, Argumento) escreveu e co-produziu Vamos Nessa (Go), exibido em sua estréia no Festival de Cinema de Sundance de 1999. Desde então, já foi co-roteirista de As Panteras (Charlie's Angels) e Titan (Titan A.E.), entre inúmeros outros roteiros produzidos.

Outro roteiro de August estreará em breve, Big Fish, da Columbia Pictures, uma adaptação de uma pseudo-fábula de Daniel Wallace, estrelada por Ewan MacGregor, Albert Finney, Jessica Lange, Billy Crudup, Helena Bonham Carter e Danny DeVito e dirigida por Tim Burton.

Atualmente, trabalha na refilmagem do filme de ficção científica da década de 60, Barbarella, e num filme de terror para a Columbia Pictures, ainda sem título, a ser também produzido por ele.

Nascido e criado em Boulder, Colorado, August é formado em Jornalismo pela Universidade Drake, de Iowa, e possui mestrado Produção de Cinema pelo programa Peter Stark da University of Southern California.

August trabalha com freqüência como consultor de criação do Seminário Bianual de Roteiristas de Sundance. Além disso, é autor de uma coluna semanal no site IMDb (Internet Movie Database), na seção "Pergunte a um Cineasta" do indie.imdb.com.

CORMAC WIBBERLEY & MARIANNE WIBBERLEY (Roteiro) cresceram no sul da Califórnia e estudaram na mesma escola. Ambos também cursaram a UCLA onde se bacharelaram - Marianne, em Matemática, e Cormac, em Economia. Marianne também formou-se subseqüentemente pela faculdade de Cinema da UCLA.

Em 1993, o casal vendeu seu primeiro roteiro preliminar para os estúdios Disney, e desde então continuam a escrever juntos. O Sexto Dia (The Sixth Day), estrelado por Arnold Schwarzenegger, foi sua primeira grande produção de cinema. Seu projeto mais recente foi Sou Espião (I Spy), da Columbia Pictures. Atualmente, estão trabalhando em I Dream of Jeannie para a Columbia Pictures, baseado no seriado clássico da TV, Jeannie é um Gênio, e também em National Treasure, a ser dirigido por Jon Turtletaub para a Jerry Bruckheimer Productions.

LEONARD GOLDBERG (Produtor), um dos executivos e dos produtores de criação mais talentosos e respeitados da indústria do cinema e da televisão, já ocupou vários cargos na indústria, incluindo chefe de programação da ABC e presidente da Twentieth Century Fox. Atualmente, preside sua própria produtora, a Mandy Films.

Como executivo-chefe da Twentieth Century Fox, supervisionou a produção de vários filmes de sucesso como Nos Bastidores da Notícia (Broadcast News), Big - Quero Ser Grande (Big), Duro de Matar (Die Hard), Wall Street - Poder e Cobiça (Wall Street) e Uma Secretária do Futuro (Working Girl). Independentemente, produziu êxitos do cinema como As Panteras (Charlie's Angels) original, Jogos de Guerra (War Games), o thriller de Julia Roberts, Dormindo Com o Inimigo (Sleeping With the Enemy), a comédia de Eddie Murphy, Um Distinto Cavalheiro (The Distinguished Gentleman), e o thriller recente de enorme sucesso, Risco Duplo (Double Jeopardy), estrelado por Tommy Lee Jones e Ashley Judd.

Na ABC, foi responsável pelo desenvolvimento e pela introdução dos longas-metragens produzidos diretamente para a televisão. Como produtor televisivo, foi responsável por alguns dos telefilmes de maior êxito da história da TV, incluindo Glória e Derrota (Brian's Song), que lhe valeu um prêmio Peabody, Something About Amelia, que lhe deu um Emmy, e Alex: The Life of a Child, baseado no livro de Frank Deford.

Em parceria com Aaron Spelling, foi responsável por uma série de sucessos televisivos sem precedentes, incluindo As Panteras (Charlie's Angels), Starsky and Hutch, The Rookies, A Ilha da Fantasia (Fantasy Island), Casal 20 (Hart to Hart), T.J. Hooker e o seriado premiado de grande audiência, Family. A dupla também produziu mais de 35 filmes para a televisão, incluindo aquele que marcou a volta de John Travolta à cena nacional, The Boy in the Plastic Bubble, e o telefilme de maior audiência de toda a história da televisão, Little Ladies of the Night.

DREW BARRYMORE (Produtora) Veja a biografia de Drew Barrymore na seção Sobre o Elenco.

NANCY JUVONEN (Produtora) fundou a Flower Films com a atriz Drew Barrymore em 1995. Seu filme de estréia, Nunca Fui Beijada (Never Been Kissed), começou a ser produzido em 1998, com Juvonen e Barrymore co-produzindo com Sandy Isaac. A comédia romântica, parte de um contrato prioritário da produtora com a 20th Century Fox/Fox 2000, arrecadou mais de US$80 milhões de dólares em todo o mundo. O projeto seguinte da Flower Films, juntamente com a Leonard Goldberg Productions e a Tall Trees, foi o fenômeno de público, As Panteras (Charlie's Angels), cujo faturamento internacional superou a marca de US$250 milhões de dólares.

Juvonen e Barrymore também produziram, juntamente com Matt Groening e Claudia de la Roca, o longa de animação indicado ao Emmy, Olive the Other Reindeer, atualmente um clássico da temporada televisiva natalina.

Em 2001, a Flower Films, em parceria com a Newmarket e a Gaylord Films, lançou o longa independente Donnie Darko, um sucesso cult recebido com críticas e reações dos fãs extremamente positivas, tanto nos EUA quanto no mercado internacional. No ano seguinte, a Flower Films e a Red Hour Films, de Ben Stiller, concluíram a produção da comédia romântica dark, Duplex, estrelada por Barrymore e Stiller e dirigida por Danny DeVito. A Flower Films está produzindo atualmente Fifty First Kisses, com Adam Sandler e sua produtora, a Happy Madison, para Columbia Pictures. Barrymore também co-estrela.

Ainda em produção está A Confederacy Of Dunces, escrito por Scott Kramer e Steven Soderbergh, baseado no romance vencedor do prêmio Pulitzer.

A Flower Films possui um contrato prioritário com a Columbia Pictures até o final de 2005.

JENNO TOPPING (Produtora Executiva) é sócia de Betty Thomas na produtora Tall Trees e também foi produtora executiva do primeiro filme, As Panteras (Charlie's Angels).

Além disso, ela co-produziu A Família Sól, Lá, Si, Dó (The Brady Bunch Movie), foi produtora executiva de Dr. Dolittle e produtora de 28 Dias (28 Days). Todos os três filmes foram dirigidos por Thomas. Ela também co-produziu a popular comédia adolescente Mal Posso Esperar (Can't Hardly Wait), bem como a comédia de ação mais recente de Thomas, Sou Espião (I Spy), estrelada por Eddie Murphy e Owen Wilson. Topping acaba de concluir a produção de Surviving Christmas, uma comédia estrelada por Ben Affleck, Christina Applegate, James Gandolfini e Catherine O'Hara.

Antes de associar-se a Thomas, Topping foi vice-presidente da HBO Pictures, onde supervisionou inúmeros filmes, incluindo Trapaças no Horário Nobre (The Late Shift), de Thomas, bem como A Segunda Guerra Civil (The Second Civil War), O Crime do Século (Crime of the Century) e o vencedor do Emmy e do Globo de Ouro, Rasputin.

PATRICK CROWLEY (Produtor Executivo) subiu pouco a pouco na carreira, iniciando sua vida profissional como assistente de diretor e chegando a tornar-se um dos produtores mais renomados da indústria. Mais recentemente, produziu A Identidade Bourne - Renascido em Perigo (The Bourne Identity), estrelado por Matt Damon e dirigido por Doug Liman.

Natural de Orange, Califórnia, bacharelou-se em Ciências Políticas pela Universidade da Califórnia, Berkeley, obtendo também um mestrado em Comunicação pela Universidade de Stanford. Em seguida, tornou-se Professor Adjunto de Comunicação em Stanford, onde lecionou entre 1972-75. Posteriormente, rodou documentários e dirigiu uma produtora de vídeos em São Francisco.

Mudando-se para Los Angeles em 1980, produziu filmes publicitários para o vencedor de vários Oscars®, Conrad Hall. Entrou então para o sindicato dos diretores dos EUA, o Directors Guild of America, como primeiro assistente de diretor, trabalhando com cineastas como Curtis Hanson em Porky 3 (Losin' It), Roger Spottiswoode em Sob Fogo Cerrado (Under Fire), Barry Levinson em Um Homem Fora de Série (The Natural), Karel Reisz em Um Sonho, Uma Lenda (Sweet Dreams) e John Schlesinger tanto em A Traição do Falcão (The Falcon and The Snowman) quanto em Adoradores do Diabo (The Believers).

Crowley foi co-produtor de Justiça Corrupta (True Believer), produzido por Walter Parkes (um de seus alunos em Stanford) e Lawrence Lasker. Trabalhou em seguida como gerente de unidade de produção de Revenge - A Vingança (Revenge), dirigido por Tony Scott. Crowley foi produtor executivo da mega produção de ficção científica, o thriller, RoboCop 2, da comédia de sucesso de Nora Ephron, Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle) e do romance histórico de Edward Zwick, Lendas da Paixão (Legends of the Fall). Produziu ainda RoboCop 3.

Crowley tornou-se vice-presidente executivo de produção da New Regency Productions, em 1994. Durante seis anos, foi supervisor de produção e pós-produção de filmes como LA, Cidade Proibida (L.A. Confidential), Tempo de Matar (A Time to Kill), A Armadilha (Entrapment), O Clube da Luta (Fight Club), O Advogado do Diabo (The Devil's Advocate), Cidade dos Anjos (City of Angels), O Negociador (The Negotiator), Fogo Contra Fogo (Heat), O Jogo da Paixão (Tin Cup), Cobb - A Lenda (Cobb), Somente Elas (Boys on the Side), A Força em Alerta 2 (Under Siege 2: Dark Territory) e muitos outros. Ele é sócio da empresa da internet eStudio Network, que fornece compras consolidadas e um bando de dados com informações cruciais tanto para grandes estúdios quanto para produções independentes.

AMANDA GOLDBERG (Produtora Associada) entrou para a Mandy Films em julho de 1998 após trabalhar durante dois anos em Nova York na indústria da moda, como assistente do estilista famoso, Todd Oldham.

Formada pela College of Arts and Sciences da Universidade da Pensilvânia, em 1996, Goldberg iniciou sua carreira no cinema como assistente de seu pai, Leonard Goldberg, no longa de enorme sucesso, Risco Duplo (Double Jeopardy).

Ela foi co-produtora do telefilme Runaway Virus, da ABC-TV, e produtora de Critical Assembly, da NBC.

Goldberg foi produtora associada do primeiro filme As Panteras (Charlie's Angels). Também está trabalhando no desenvolvimento de três novos longas: Fantasy Island, Wonder Woman e Criss Cross.

STEPHANIE SAVAGE (Produtora Associada) é sócia de McG na Wonderland Sound and Vision, a produtora fundada por eles em janeiro de 2001 após fecharem um contrato prioritário com a Columbia Pictures. As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle) é sua primeira produção e marca a estréia cinematográfica de Savage como produtora associada.

Após o êxito da produção televisiva do ano passado, Fastlane, da qual Savage é produtora, a Wonderland assinou recentemente um contrato de desenvolvimento televisivo com a Warner Bros. Uma segunda série, The O.C., estréia na Fox no próximo verão norte-americano.

No momento, a Wonderland está desenvolvendo um filme live-action em torno dos carrinhos Hot Wheels®, fabricados pela Mattel, a ser dirigido por McG com produção executiva de Savage para a Columbia Pictures.

Antes de fundar a Wonderland com McG, Savage foi vice-presidente de desenvolvimento da Flower Films, onde trabalhou com Nancy Juvonen e Drew Barrymore no desenvolvimento de Nunca Fui Beijada (Never Been Kissed), As Panteras (Charlie's Angels) e Donnie Darko.

Entre seus créditos adicionais, destaca-se a produção de comerciais para as marcas Ikea e Coors, bem como videoclipes de Sugar Ray.

Natural do Canadá, Savage mudou-se para Los Angeles vinda da Universidade de Iowa, onde ela lecionava Teoria e História do Cinema enquanto concluía seu doutorado. É autora com vários artigos acadêmicos publicados sobre crimes, escândalos e pornografia.

RUSSELL CARPENTER, ASC (Diretor de Fotografia) trabalhou pela primeira vez com McG em As Panteras (Charlie's Angels).

Carpenter venceu um Oscar® e um prêmio ASC Award de Melhor Fotografia por seu trabalho no fenômeno de bilheteria do diretor James Cameron, Titanic. Anteriormente, já havia trabalhado com Cameron em True Lies e O Exterminador do Futuro 2 (Terminator 2).

Mais recentemente, trabalhou com os diretores Bobby e Peter Farrelly em O Amor É Cego (Shallow Hal). Seus créditos adicionais incluem O Negociador (The Negotiator), Tudo Por Dinheiro (Money Talks), A Chave Mágica (The Indian in the Cupboard), 15 Metros de Mulher (Attack of the 50 Foot Woman), O Alvo (Hard Target), O Cemitério Maldito 2 (Pet Sematary II), O Passageiro do Futuro (Lawnmower Man), Solar Crisis e A Dama de Branco (Lady in White).

Carpenter foi ainda diretor de fotografia do videoclipe de Michael Jackson, "Ghosts".

J. MICHAEL RIVA (Desenhista de Produção) foi indicado ao Oscar® como desenhista de produção de A Cor Púrpura (The Color Purple). Assinou também a produção de As Panteras (Charlie's Angels) e Evolução (Evolution), de Ivan Reitman.

Riva foi desenhista de produção e diretor de segunda unidade de Questão de Honra (A Few Good Men), Radio Flyer, Os Fantasmas Contra Atacam (Scrooged) e Os Goonies (Goonies). Entre seus créditos mais memoráveis, destacam-se Dave - Presidente por Um Dia (Dave), Seis Dias, Sete Noites (Six Days Seven Nights), Congo, As Aventuras de Buckaroo Banzai (The Adventures of Buckaroo Banzai), Máquina Mortífera (Lethal Weapon), Máquina Mortífera 2 (Lethal Weapon 2), Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4), Gente Como a Gente (Ordinary People), Os Bad Boys (Bad Boys) e Brubaker.

Seus créditos televisivos incluem o telefilme premiado com o Emmy, Tuesdays with Morrie e a 74a cerimônia de entrega do Oscar® da Academia, que lhe valeu uma indicação ao Emmy.

WAYNE WAHRMAN A.C.E. (Montador), também montador de As Panteras (Charlie's Angels), montou recentemente dois filmes bastante diversos: A Máquina do Tempo (The Time Machine), baseado no romance de H.G. Wells, e o drama submarino da Segunda Guerra Mundial, U-571 - A Batalha do Atlântico (U-571). Trabalhou ainda com o diretor Steve Zaillian em dois filmes do cineasta: A Qualquer Preço (A Civil Action) e Lances Inocentes (Searching for Bobby Fischer).

Entre seus créditos cinematográficos, destacam-se A Educação de Pequena Árvore (The Education of Little Tree), Contrato de Risco (2 Days in the Valley), O Último dos Moicanos (The Last of the Mohicans), Power Rangers - O Filme (Mighty Morphin Power Rangers: The Movie) e Kickboxer - O Desafio do Dragão (Kickboxer).

Criado em Richmond, Virgínia, formou-se em produção de cinema pela UCLA, onde uma de suas produções estudantis venceu o prêmio Jim Morrison de Melhor Filme.

JOSEPH G. AULISI (Figurinista), que também assinou os figurinos de As Panteras (Charlie's Angels), vem trabalhando em cinema há mais de 25 anos. Paralelamente a isso, criou figurinos para dezenas de peças e musicais famosos da Broadway.

Mais recentemente, criou os figurinos de Duplex, estrelado por Drew Barrymore e Ben Stiller. Dirigido por Danny DeVito, o filme foi produzido por Barrymore e pela Flower Films, de Nancy Juvonen, e pela Red Hour Films, de Stiller.

Seus créditos cinematográficos incluem dois longas do diretor Chris Columbus, Lado a Lado (Stepmom) e O Homem Bicentenário (Bicentennial Man), bem como Os Picaretas (Bowfinger), dirigido por Frank Oz e estrelado por Steve Martin e Eddie Murphy. Assinou também os figurinos de três filmes dirigido por Robert Benton: Fugindo do Passado (Twilight), com Paul Newman e Susan Sarandon, Um Casal Mais-Que-Perfeito (Nobody's Fool), também estrelado por Newman, e Billy Bathgate - O Mundo a Seus Pés (Billy Bathgate), com Nicole Kidman e Dustin Hoffman.

Seus primeiros créditos no cinema incluem Sombras da Lei (Night Falls on Manhattan), Sidney Lumet, Duro de Matar - A Vingança (Die Hard With a Vengeance), estrelado por Bruce Willis, Em Terreno Selvagem (On Deadly Ground), com Steven Seagal, Shaft, The Pope of Greenwich Village e Três Dias do Condor (Three Days of the Condor), estrelado por Robert Redford e dirigido por Sydney Pollack. Além disso, os figurinos dos longas Meu Pequeno Paraíso (My Blue Heaven) e O Segredo do Meu Sucesso (The Secret of My Success), ambos de Herbert Ross, também foram criações de Aulisi.

Seus demais filmes de época incluem Ironweed, estrelado por Meryl Streep e Jack Nicholson, e Confissões de Uma Adolescente (Brighton Beach Memoirs), de Neil Simon. Aulisi também criou os figurinos de O Rei da Baixaria (Private Parts), estrelado por Howard Stern e dirigido por Betty Thomas.

Na Broadway, Aulisi assinou os figurinos de Broadway de Jerome Robbins, Rockabye Hamlet de Gower Champion, Marilyn: A Musical de Kenny Ortega, Barbara Cook in Concert, e também de quatro musicais de Neil Simon: Broadway Bound, Rumors, God's Favorite e da montagem de San Diego de Jake's Women.

EDWARD SHEARMUR (Trilha) tornou-se popular com o drama aclamado de Iain Softley, Asas do Amor (The Wings of the Dove). Shearmur compôs em apenas duas semanas a música do filme indicado ao OscarÒ, uma das trilhas mais elogiadas de 1997.

Na última década, ele compôs trilhas para filmes dos mais variados gêneros, incluindo mais recentemente Johnny English, O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo), K-PAX - O Caminho da Luz (K-PAX), The Brightness You Keep, Miss Simpatia (Miss Congeniality), As Panteras (Charlie's Angels), Tudo Para Ficar Com Ele (The Sweetest Thing), Reign of Fire e Correndo Atrás (Whatever It Takes). Seus créditos cinematográficos adicionais incluem Coisas Que Você Pode Dizer Só de Olhar Pra Ela (Things You Can Tell Just By Looking At Her), estrelado por Glenn Close, Cameron Diaz e Holly Hunter, Um Tira Muito Suspeito (Blue Streak), estrelado por Martin Lawrence, Um Sinal de Esperança (Jakob the Liar), estrelado por Robin Williams, Segundas Intenções (Cruel Intentions), A Governanta (The Governess), The Very Thought of You, Girls' Night, Lembre-se de Mim (Remember Me), de Nick Hurran, O Sedutor (The Leading Man), de John Duigan, Os Demônios da Noite (Demon Knight), e HBO's A Maldição da Selva (Heart of Darkness) e Um Tiro no Coração (Shot Through the Heart), ambos da HBO. A trilha de The Cement Garden, filme vencedor do prêmio de Melhor Direção do Festival de Cinema de Cannes de 1991, marcou a estréia de Shearmur como compositor cinematográfico.

Durante sua aprendizagem de sete anos com o compositor premiado Michael Kamen, Shearmur contribuiu para as trilhas de License to Kill, Duro de Matar I e II (Die Hard I e II) e Máquina Mortífera I e II (Lethal Weapon I e II), entre outros.

Em 1991, Shearmur colaborou com Kamen na trilha do longa de Peter Medak, O Segredo de Uma Sentença (Let Him Have It), o que levou à trilha do telefilme de Medak, O Corcunda de Notre Dame - O Filme (The Hunchback), estrelado por Mandy Patinkin e Salma Hayek, bem como sua primeira grande produção de Hollywood, o longa de Medak, A Experiência 2 - A Mutação (Species II).

Músico com formação acadêmica clássica de cinco anos como bolsista na Eton e na Royal College of Music, Shearmur foi diretor musical das turnês mundiais acústicas de 1995 e 1996 dos ex-integrantes do Led Zeppelin,m Jimmy Page e Robert Plant. Subseqüentemente, exerceu a mesma função no álbum de sucesso originário da turnês "No Quarter". Shearmur também participou como músico de álbuns de artistas famosos como Annie Lennox, Pink Floyd, Marianne Faithfull, Echo and The Bunnymen e Bryan Adams.

Ele também trabalhou em parceria com Peter Gabriel e o produtor Bob Ezrin na canção-tema composta por Randy Newman para Babe - O Porquinho Atrapalhado na Cidade (Babe: Pig In the City). As sessões de gravação também contaram com a presença de Paddy Moloney e os Chieftains, o que resultou na co-autoria da trilha de Agnes Browne - O Despertar de Uma Vida (Agnes Browne), dirigido e estrelado por Anjelica Huston.

JOHN HOULIHAN (Supervisão Musical) supervisionou a música do As Panteras (Charlie's Angels) original e do álbum da trilha sonora do filme, cuja vendagem ultrapassou a marca de três milhões de cópias em todo o mundo. O sucesso do disco foi alavancado pelo sucesso do single, "Independent Women, Part II", de Destiny's Child, o tema de cinema mais executado da história do rádio.

Houlihan contribuiu para a trilha de mais de 25 longas-metragens e um número parecido de álbuns de trilhas de cinema. Entre seus principais créditos, destaca-se a supervisão musical de todos os três filmes de Austin Powers e suas respectivas trilhas sonoras. Os álbuns de Austin Powers venderam milhões de cópias em todo o mundo e geraram singles e videoclipes de grande sucesso com Madonna, Lenny Kravitz, Beyoncé Knowles (Destiny's Child) e Britney Spears.

Houlihan supervisionou também a música de Dia de Treinamento (Training Day), que deu a Denzel Washington o Oscar® de Melhor Ator, bem como Fora de Casa! (Freddy Got Fingered), grande vencedor do Raspberry Awards nas categorias Pior Ator, Pior Diretor e Pior Filme. Seus créditos adicionais recentes incluem Biker Boyz, estrelado por Laurence Fishburne, Tudo Para Ficar Com Ele (The Sweetest Thing), estrelado por Cameron Diaz, e Jimmy Bolha (Bubble Boy).

CHEUNG-YAN YUEN (Efeitos Especiais de Artes Marciais) foi novamente convocado para treinar as Panteras.

Yuen, o segundo de oito irmãos, descende uma família de renomados coreógrafos de lutas em filmes de ação de Hong Kong. Ele começou sua vida profissional como dublê, quando o pai se tornou o primeiro coreógrafo de lutas da Ásia trabalhando nos filmes de Wong Fei Hung durante os anos 50 e 60.

A exemplo de seu irmão mais velho, Wo-Ping, coreógrafo de ação de Matrix (The Matrix), Yuen é um mestre em adequar as seqüências de luta especificamente à personalidade e motivação de cada personagem. Deste modo, as lutas contam a história não-verbalmente, conduzindo a trama e dando mais profundidade aos personagens.

A capacidade desses irmãos de utilizar as habilidades dos atores e atrizes para lutar e seus métodos para fazer quem tem pouca experiência em lutas marciais parecer convincente diante das câmeras chamou a atenção dos cineastas norte-americanos.

Yuen foi um dos coreógrafos cenas de luta de Matrix 2 e Matrix 3. Os irmãos também coreografaram as cenas de ação dos sucessos cinematográficos de artes marciais, Mestre Kam - A Lenda (Iron Monkey), Lutar ou Morrer (Fist of Legend) e Taichi Master.

Recentemente, Yuen dirigiu a coreografia das lutas de Daredevil, estrelado por Ben Affleck.

Em 1991, Yuen venceu o prêmio de Melhor Diretor de Ação do 11o Festival de Cinema de Hong Kong por seu trabalho brilhante em Guerreiros À Prova de Balas (Once Upon a Time in China), uma obra prima clássica e um filme imperdível para os fãs de artes marciais. Yuen também foi indicado para o prêmio de Melhor Diretor de Ação do 2o Festival de Cinema de Hong Kong, de 1982, o primeiro ano em que o prêmio nesta categoria foi oferecido.

MARGUERITE DERRICKS (Coreógrafa) contribuiu com suas coreografias sensacionais para centenas de filmes, produções de televisão, comerciais, videoclipes e montagens teatrais. Há pouco, ela coreografou o terceiro longa-metragem de Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (Austin Powers, Goldmember), estrelado por Mike Meyers. Mais recentemente, coreografou Looney Tunes: The Movie, o novo seriado televisivo da FOX, Cedric The Entertainer e Faith Hill Special, exibido no último outono, pela NBC.

Derricks venceu o prestigiado prêmio Emmy por três anos consecutivos. Ela venceu seu terceiro Emmy com as "Cerimônias de Abertura e Encerramento dos Jogos da Boa Vontade de 1998", seu segundo por "Fame LA" e o primeiro com o seriado exibido em longa temporada na TV, 3rd Rock From the Sun.

Seus créditos cinematográficos incluem Austin Powers - 000 Um Agente Nada Discreto (Austin Powers International Man of Mystery) e As Panteras (Charlie's Angels), ambos vencedores do prêmio MTV Movie Award de Melhor Número de Dança), Austin Powers: O Agente "Bond" Cama (Austin Powers The Spy Who Shagged Me, indicado ao prêmio American Choreography Award) e o ainda não lançado, Gigli, dirigido por Martin Brest e estrelado por Jennifer Lopez e Ben Affleck.

Seus créditos televisivos incluem That 70's Show (indicado ao prêmio American Choreography Award), VH1 Vogue Fashion Awards e Will & Grace. Derricks também conquistou notoriedade com sua coreografia para as campanhas comerciais Khaki's A Go Go e Old Navy, ambas da GAP, dirigidas por Matthew Rolston.

Seu trabalho para os Jogos da Boa Vontade, apresentando um moderno balé ao som da "New York Suite", de Frank Wildhorn, levou Derricks a coreografar uma remontagem teatral de The Rocky Horror Show, no Tiffany Theatre, de Los Angeles, bem como uma nova montagem bem recebida de A Pequena Loja dos Horrores (Little Shop of Horrors), no Alley Theatre, de Houston. No verão de 1999, Derricks coreografou uma remontagem aclamada pela crítica de Finian's Rainbow, no Coconut Grove Playhouse, de Miami, e a produção de 2001 da Broadway de A Class Act. A Class Act foi encenada em seguida no Pasadena Playhouse e, atualmente, está em cartaz no Japão.

ROBIN ANTIN (Coreógrafa) é uma das coreógrafas mais inovadoras, cheias de estilo e originais da indústria do entretenimento na atualidade. Seu estilo progressivo e, ao mesmo tempo, retrospectivo, aliado ao amor e respeito pelos pioneiros da dança do século XX, Bob Fosse, Gene Kelly e Cyd Charisse, inspirou-a a assumir riscos e a pavimentar sua própria estrada como coreógrafa, montando o show original ao vivo de grande êxito, The Pussycat Dolls. A trupe de artistas de integrantes regulares do seriado televisivo The Big Deal, participou também dos filmes The Treat e Matters of Consequence, bem como de inúmeros programas de televisão e montagens teatrais. Eles se apresentam regularmente em sua base local original, o Viper Room de Hollywood.

Após anos ocupando o posto de uma das melhores dançarinas da indústria do entretenimento, Antin tornou-se um talento significativo como coreógrafa. Foi indicada ao prêmio American Choreography Award na categoria Videoclipe, com o sucesso de 1997 dos Smashmouth, "Can't Get Enough of You Baby".

Ela coreografou duas temporadas do programa de variedades da USA Networks, Happy Hour, onde criou a popular trupe de dança, The Bombshells. Também coreografou videoclipes de vários grandes artistas, incluindo 98 Degrees, Sugar Ray, Enrique Iglesias, Barenaked Ladies, Offspring, Julio Iglesias, Jr., Anastacia, Wyclef Jean, M2M, Willie Nelson e Smashmouth. Coreografou ainda várias turnês de artistas como Sandra Bernhard e Ricky Martin, para quem coreografou também o vídeo de seu sucesso latino no 1 nas paradas, "Maria".

A reputação de Antin como coreógrafa inovadora e de estilo chamou a atenção de várias empresas, incluindo Shiseido, El Pollo Loco, Alaska Airlines e do fabricante de roupas Parisian. Durante anos, foi coreógrafa contratada e diretora da Adidas e Puma, criando e encenando seus desfiles de moda nacionais e internacionais.

Seus créditos televisivos adicionais incluem os seriados da Fox, Jesse, Married with Children (co-estrelado por Christina Applegate, que, juntamente com atriz Carmen Electra, também atua em The Pussycat Dolls) e a popular novela vespertina, General Hospital.


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