|

 |
As Panteras 2 - Detonando |
Quando
As Panteras (Charlie's Angels) foi lançado em novembro de 2000, seu
estrondoso sucesso superou em muito todas as expectativas dos cineastas. O
filme, que arrecadou US$40 milhões de dólares em seu fim de semana de
lançamento, ainda detém o recorde de melhor estréia do 1o filme de um
diretor.
A maior surpresa geral foi o interesse do público. Como reconhece o
produtor Leonard Goldberg, "ficamos surpresos porque, embora nosso
desejo fosse respeitar o seriado para a geração de fãs que cresceu
assistindo-o, também queríamos trazer as Panteras para o novo milênio.
Portanto, foi um percurso no escuro, tentando casar o tradicional com o
novo. Graças a McG, conseguimos atrair tanto o público fã do seriado
quanto toda uma nova geração de espectadores."
A decisão de rodar uma continuação foi tomada informalmente por McG e
suas três estrelas algum tempo após a conclusão do filme original. Mas,
como afirma a "Pantera" Drew Barrymore, uma das produtoras do
filme, "nós também fizemos um pacto de não fazermos nenhuma
continuação se isso significasse que estaríamos nos repetindo. Agora a
questão era o equilíbrio entre essa responsabilidade e a diversão pura
e simples."
"Tudo começa com o roteiro, claro", continua Barrymore.
"Neste filme, conhecemos as Panteras e seu passado mais a fundo.
Também aprimoramos o humor e incluímos mais cenas de ação."
Nancy Juvonen, sócia de Barrymore na Flower Films, e produtora de As
Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), explica que, no
primeiro filme, foi preciso explicar o conceito e as personagens.
"Embora já tivesse sido um seriado popular da TV, havia toda uma
geração que não conhecia a série", conta Juvonen, "o que nos
dava menos tempo para desenvolver as personagens. Por isso, essa foi uma
chance maravilhosa de trazermos as três Panteras de volta e recomeçar de
onde paramos."
No novo filme, as histórias da Panteras são reveladas através de uma
série de vinhetas. A personagem de Barrymore era "a menina órfã
brigona", conta o diretor McG, "extrovertida, sempre se
apaixonado pelo garoto errado. Nós a vemos lutando numa espécie de
circuito de fundo de quintal como 'Lady Louca'. Também a vemos guiando um
trator gigante num circuito de 'monster truck' de uma feira regional -
não exatamente um esporte de classe na cidade - embora ela mande ver com
tudo."
Como a personagem de Lucy Liu, Alex foi criada nas melhores escolas,
"nós a vemos ainda uma jovem ginasta, treinando sob a supervisão de
Bela Karolyi. Em seguida, ela derrotando um gênio do xadrez tipo Bobby
Fischer numa partida do campeonato mundial na Suíça", conta McG.
"Nós havíamos insinuado que ela era astronauta no primeiro filme e
agora descobrimos que ela é neurocirurgiã."
Já a personagem de Diaz, "eu sempre a via como parte de uma família
feliz e idealizada do meio-oeste dos EUA, a única filha entre sete
irmãos mais velhos - o que explica o comportamento livre dela. Ela é
muito segura, afetuosa e otimista. Vê o mundo através da inocência de
sua pouca idade. E depois dá porrada em todo mundo."
Em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), as Panteras
lidam com seus problemas pessoais ao mesmo tempo que lutam contra o crime.
"Elas precisam agir em sigilo, e arrepiam", conta Juvonen,
"mas suas vidas pessoais não são exatamente perfeitas."
Para o produtor Goldberg, o truque para reavivar o conceito era entender o
que havia funcionado no original e construir o novo filme a partir daí.
"Ao mesmo tempo, precisávamos de novos truques na manga para
surpreender o público. Esse filme tem glamour, sex appeal, dança e
muitas cenas geniais de ação, tudo balanceado numa receita completa. O
público sabe que irá se divertir."
O REI DO PICADEIRO
"Para quem é um redemoinho de energia criativa, McG é um homem
extremamente articulado", declara Goldberg, "o que lhe valeu o
convite para rodar seu primeiro filme quando não tinha nenhuma
experiência dirigindo longas-metragens. Quando ele nos apresentou seu
conceito, exibiu cada cena, uma a uma, com suas respectivas falas,
cortando aquelas que ele achava que não dariam certo e acrescentando
outras novas. Ele deu um novo visual para o material e captou o estilo, o
tom e a energia que garantiram seu sucesso."
McG confessa ter ficado totalmente pasmo ao ser contratado para dirigir o
filme, mas, ao mesmo tempo, muito entusiasmado. "Fiquei tão animado
por estar lá que não queria gastar nem um segundo com nervosismo ou
inseguranças. Lembro de chegar para o primeiro dia de gravação e ver
aquele comboio de caminhões, equipamentos e pessoal. Eu me senti um
tenista jovem que consegue chegar às finais de Wimbledon em seu
campeonato de estréia. A gente só percebe a importância daquilo tudo e
o medo que deveríamos ter sentido quando examinamos a experiência em
retrospectiva."
Tendo vencido suas hesitações, ele superou a filmagem do primeiro filme
alimentado unicamente por sua determinação, mas desta vez ele está
muito mais confiante e à vontade, segundo Goldberg. "E conta com a
ajuda de um roteiro com mais drama e uma comédia mais afiada, mais bem
escrita. McG sabe o que quer do elenco e sabe como conseguir isso. Foi
sorte nossa ele ter a habilidade invejável de comunicar aos atores o
conteúdo emocional das cenas e obter deles o desempenho apropriado. Isso
é uma habilidade impressionante, que muitos diretores nunca
adquirem."
"Sou um grande cinéfilo", confessa McG. "Mas também
pertenço à geração MTV, pelo meu envolvimento com filmes
publicitários e videoclipes. Os filmes que mais me marcaram parecem ter
uma estrutura arquitetônica - dos filmes de Hitchcock, que costumava
criar storyboards para cada fotograma, ao longa de Mike Nichols, A
Primeira Noite de Um Homem (The Graduate), um filme-crônica, e aos
épicos de David Lean, Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia) e Dr.
Jivago (Dr. Zhivago). Essa foram minha maiores influências."
A exemplo de outros diretores atuais como David Fincher, Mark Romanek e
Spike Jonze, McG orgulha-se de ter vindo da indústria da propaganda e dos
videoclipes. "é um ótimo mercado para se aprender e descobrir como
é filmar no topo de uma montanha, ou à noite, ou debaixo de chuva. A
gente aprende a fazer o trabalho necessário e a obter a reação exata
dos atores. É uma ótima arena de treinamento prático e é um prazer
fazer parte dessa comunidade."
Literalmente todos da equipe de As Panteras - Dentonando (Charlie's Angels:
Full Throttle) foram contagiados pelo otimismo e pena intensidade de McG.
Entre suas maiores fãs, estão três mulheres sua equipe de
super-detetives. Para Barrymore, era crucial que o diretor tivesse um alto
nível de energia e entusiasmo porque "às 5h00 da manhã, quando
temos de encenar uma briga, é o diretor quem precisa nos colocar nesse
clima. McG não só acha que elevar a moral de todo mundo é parte do seu
trabalho, ele também quer que todos fiquem felizes e satisfeitos."
Barrymore ficou impressionada com todo o conhecimento de McG sobre cinema,
televisão e música. "Ele vive citando Matrix ou Amor, Sublime Amor
(West Side Story), Golpe Sujo (Foul Play). E ele sabe como casar todas
essas influências e fazê-las funcionar juntas."
O que mais impressiona Lucy Liu é a tenacidade e a determinação de McG.
"Do início ao fim do primeiro filme e ao longo de toda essa nova
produção, nenhuma só vez ele se deixou abater ou desanimou",
afirma ele. "Ele sempre melhora as cenas, as torna mais divertidas,
artísticas e cheias de energia. Tornar algo emocionante nas telas não é
nada fácil, mas ele parece ter talento para isso. McG quer se sentir
inspirado o tempo todo e quando trabalhamos com alguém assim, é
impossível não nos contagiarmos e inspirarmos. É como uma lufada de
oxigênio puro."
O diretor também tem o dom de saber equilibrar o drama, continua Liu.
"Há uma limite muito tênue entre a comédia e o drama. Um não
existe sem o outro - é isso o que os faz funcionar, embora se trate de um
equilíbrio muito tênue. Mas ele sabe que o público é inteligente e se
recusa a idiotizar seus filmes."
LADO A LADO COM AS PANTERAS (MAIS UMA VEZ)
A realização de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle)
nunca fora uma decisão sacramentada, segundo Cameron Diaz. "Eu não
me imaginava voltando para rodar uma continuação. Gosto de trabalhar com
equipes diferentes, diretores e roteiros diferentes. Daí Drew ligou com
uma nova trama, implorando, 'vamos voltar à ativa!'. Drew não desiste
até conseguir o que quer. Ela se entusiasma tanto, enumerando todas as
razões pelas quais devemos participar da aventura que ela irá produzir,
que não temos como dizer não."
Mas o que realmente convenceu Diaz a assinar o contrato para rodar um novo
filme, confessa ela, foi o clima de camaradagem que houve entre Barrymore,
Liu e o diretor, McG. "Foi uma ótima sociedade. Todo dia era uma
nova aventura. Nunca sabíamos exatamente o que teríamos de fazer. Neste
filme, entre outras coisas, eu aprendi a soldar, a surfar, participei de
um roller derby, e apresentei um número acompanhada de um grupo de
dançarinas lindas e sexys, chamado Pussycat Dolls."
A sincronicidade também teve um apelo irresistível para Barrymore.
"Estávamos sempre cuidado umas das outras. É muito raro acharmos
esse tipo de apoio e estímulo incondicional."
Outro motivo de entusiasmo para Barrymore foi a própria personagem,
"Dylan", acrescenta ela. "É uma personagem muito sólida.
Eu me identifico com ela nos mais variados níveis: sua necessidade de
estabilidade, de estar próxima à família, sua vontade de proteger todos
aqueles que ela ama e fazer o melhor de que for capaz. Ela é tão forte e
destemida, que minha vida muda dramaticamente enquanto estou interpretando
o papel. Além disso, adoro o fato de ela ser meio palhaça."
O que motivou Liu a retornar foi o desejo de mostrar ao público que,
mesmo que tenham adorado o primeiro filme, "desta vez, íamos mostrar
algo novo."
Com a participação das três estrelas confirmada, o produtor Goldberg
descobriu que havia atores implorando para fazer parte de As Panteras
Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle). "No primeiro filme, todo
mundo estava interessado, mas um pouco inseguro", relembra ele.
"Eles queriam saber se seria uma sátira ou a continuação de algum
episódio do seriado da TV. Após assistirem ao primeiro filme, sua
reação foi tão positiva que quando os abordamos acerca deste novo
longa, eles imediatamente fecharam negócio. Em alguns casos, nem tivemos
de procurá-los. Eles é que nos procuravam."
Um bem-vindo estreante na equipe das Panteras é Bernie Mac, no papel de
Jimmy Bosley, a ligação entre as Panteras e seu misterioso empregador, o
bilionário Charlie. Como explica McG, "Bernie tem uma energia
inacreditável, uma voz única e um estilo próprio de comédia. Ele
confere uma nova dimensão ao filme."
Ao receber o roteiro de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full
Throttle), Mac conta que ficou um pouco preocupado em assumir o lugar de
um de seus ídolos cômicos, Bill Murray, como membro da família Bosley.
"Eu sabia que não me daria bem no filme se simplesmente tentasse
imitar Bill", confessa Mac. "Ninguém seria capaz de fazer
isso." Daí ele construiu um histórico para ele no qual o personagem
de Murray havia lhe relatado suas aventuras com as Panteras e suas
missões como agentes secretas. Quando conheço as Panteras pessoalmente,
afinal, fico pasmo, como quando um dos nossos sonhos se torna realidade,
mas não estivéssemos preparados para isso."
Mac também decidiu tornar o personagem de Bosley um pouco mais
paternalista que seu predecessor. "Eu queria mostrar um lado mais
humano de Bosley, quase uma figura paternal para as Panteras. Elas o tomam
sob suas asas e o transformam num membro da família. O que mais me
agradou no personagem é que ele não parecia nenhum super-herói. Ele
começa como alguém estressado, mas que trabalha direito e progride em
sua carreira. A gente o vê se tornando parte do programa, como ele
constrói seu relacionamento com as Panteras e como ele melhora a cada
dia."
Em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle), as heroínas
também conhecem uma de suas heroínas - uma pantera aposentada com a qual
todas gostariam de se parecer. Madison Lee havia sido a Pantera mais
famosa dos anos 90. Ela possuía talento para fazer qualquer coisa. E
ainda guarda alguns ases na manga. "Quando começamos a pensar num
rival à altura", explica Juvonen, "pensamos aonde estariam as
Panteras do passado.. O que havia acontecido com elas? E esse se tornou
mais um dos temas do filme. As Panteras se perguntam: 'Eu devo continuar
trabalhando? O que acontece se eu me aposentar?'"
A personagem Madison Lee foi criada tendo em mente uma atriz específica -
Demi Moore. "Ela se parece muito com uma Pantera", comenta McG.
"Mas ela não estava com nenhuma pressa de voltar ao cinema, por isso
tivemos de recorrer à nossa arma secreta: Drew."
Já que Moore era a modelo para Madison, Barrymore definitivamente não
iria aceitar um "não" como resposta ao convidar a atriz para a
produção. "Se ela recusasse nosso convite - o que eu não iria
deixar acontecer - eu iria acampar diante da casa dela até que ela
dissesse 'sim'", diverte-se Barrymore.
McG suspeitava que quando Moore lesse o papel de Madison Lee, ela veria o
quanto ele era adequado para ela e como seria divertido interpretá-la.
"Madison não só é bonita, mas também está em ótima forma
física. Felizmente, Demi se encantou com a personagem e a desenvolveu
ainda mais."
Moore lembra da primeira vez que McG a contactou. "McG poderia até
chamar Drew sua 'arma secreta', mas, na verdade, eles formaram uma dupla
perfeita. O entusiasmo e a paixão deles dois foram muito
persuasivos."
HERÓIS & VILÕES QUE RETORNAM
Os fãs de As Panteras (Charlie's Angels) vão adorar saber que juntamente
com Luke Wilson e Matt LeBlanc, outro personagem importante retorna neste
filme, o Magrelo. Um dos vilões mais sórdidos do primeiro filme está de
volta para enfrentar as Panteras. Após o lançamento do filme original,
os cineastas descobriram que um dos personagens mais populares da trama
não pronunciava nem uma única palavra.
"Mas o público se pronunciou", conta McG. "Todos queriam o
Magrelo de volta. E eu adoro o equilíbrio que Crispin Glover confere à
franquia."
O Magrelo, entretanto, não era desde o início do tipo forte e calado.
Glover lembra que quando leu o roteiro do primeiro filme, seu personagem
possuía falas. "Quando me pediram que voltasse ao estúdio para
discutir o papel, eu disse a McG que achava melhor que o Magrelo não
dissesse nenhuma palavra e ele imediatamente aceitou a idéia."
"Eu nunca tinha atuado em nenhuma continuação, mas gosto muito do
personagem", admite Glover. "Há uma sensação de que o Magrelo
está ligado a uma época diferente. O fato de ele não falar lhe dá um
ar de "filme do cinema mudo". Acho que o público se interessou
por ele, pois precisava usar mais sua imaginação, e não existe nada
mais rico que a imaginação humana."
Com tantas cenas de ação no filme, McG tinha de tomar cuidado para não
perder de vista o lado humano da história. "Dylan sente-se atraída
pelo lado "família" de ser uma Pantera. Natalie é uma pessoa
alegre e Alex está sempre tentando agradar seus pais. Nós tivemos mais
tempo para desenvolver melhor essas áreas de suas personalidades."
McG também quis garantir que outro aspecto importante da vida das
Panteras - suas vidas amorosas - fosse usado para transmitir aspectos
distintos de suas personalidades. Por exemplo, "Jason nem tem certeza
exatamente qual é o trabalho que Alex exerce", conta Matt LeBlanc
que volta a interpretar o namorado de Alex, Jason Gibbons. "E tudo
fica ainda mais complicado quando ela insiste em dar um tempo na relação
deles. O que tornou tudo atraente foi a continuação do conceito da
inversão de papéis. Trata-se de um herói de ação muito macho que não
é absolutamente nada disso na vida real. E ele apanha várias vezes de
Alex, que é uma heroína de ação."
Outro que está de volta é Luke Wilson, como o namorado de Natalie, Pete
Komisky. O casal, finalmente, decidiu viver junto. E há indícios de que
Pete pretende levar o relacionamento ainda mais longe. "Acho que o
fato de Natalie, uma jovem norte-americana como outra qualquer, namorar um
sujeito decente e trabalhador como Pete, diz muito sobre eles dois",
comenta Wilson. "Ela pode ser uma Pantera, com tudo o que isso traz,
mas, no fundo, é só uma garota normal que ama esse cara estável."
NOVOS NA FAMÍLIA DAS PANTERAS
Estreando neste elenco, Justin Theroux interpreta Seamus O'Grady, um
personagem de grande importância no passado de Dylan. O primeiro encontra
dos dois após tantos anos é intenso, segundo McG, que disse a Barrymore,
"Seamus é parte do seu passado infeliz que você achou que já
estava enterrado. Quando você o vê, fica absolutamente sem
fôlego."
Barrymore conheceu Theroux em Duplex, um filme co-estrelado recentemente
por ela e Ben Stiller, e estava ansiosa para voltar a trabalhar com ele.
Em sua preparação para o papel, Theroux trabalhou com um personal
trainer para fortalecer seu corpo e estudou com a maquiadora do filme,
Kimberly Greene, sua série de elaboradas tatuagens, arrematadas por um
corte de cabelo Mohawk. "Justin e eu resgatamos nossas memórias de
adolescentes, lembrando dos caras punk que usavam botas Doc Marten com
ponteira de aço, calças de boca fina e super apertadas, suspensórios
finos sem camisa", explica McG. "Eles sempre tinhas as
tradicionais tatuagens de marinheiros. Eram caras do tipo que eu, sendo um
suburbano tradicional, olhava e pensava, 'uau, esse cara mete medo.'"
Para Theroux, foi a primeira vez que ele se comprometeu com uma
transformação física completa para viver um personagem no cinema.
"Quando me disseram que eu faria muitas cenas sem camisa, decidi
ficar um pouco mais sarado e em forma", diverte-se ele. "Tenho a
chance de interpretar um vilão antipático clássico, do tipo imbatível
e indestrutível, o que é muito divertido", acrescenta ele. "É
ótimo ter esses momentos sobre-humanos quando já deveríamos ter
morrido, mas continuamos lutando. Isso tem tudo a ver com o tom
operístico e cômico do filme."
Embora Theroux nem sempre tenha curtido brigar com a "doce e
maravilhosa Drew", ele logo descobriu que ela atacava com tudo.
"A verdade é que, na encenação dessas lutas, Drew pode mesmo
derrubar um cara", relembra Theroux. "Eu tive alguns ferimentos
e ela também. Os coitados dos maquiadores tinham de disfarçar os piores
hematomas, manchas rochas e amareladas horrendas."
Um outro rosto novo no elenco é o do galã brasileiro Rodrigo Santoro,
que interpreta o assassino incrivelmente atraente, porém mortal, Randy
Emmers. "Queríamos alguém para o papel que fosse muito sexy e
divertido", conta Juvonen. "Assistimos a uma fita do Rodrigo e
marcamos uma entrevista. Ele era absolutamente atraente e tinha algo
único, original. O sotaque brasileiro aumentava seu magnetismo. Além
disso, ele sabia surfar de verdade e pilotar motocross, o que o tornava
perfeito para o papel."
Outra razão para a escalação de Santoro, segundo McG, é que
"heróis precisam de vilões à altura. Quando temos vilões geniais,
o filme se torna ainda melhor. Rodrigo intimida e tem uma presença de
cena incrível. Ele é o equivalente masculino de uma amálgama das três
Panteras."
Para conferir ainda mais humor à família das heroínas, John Cleese
interpreta o papel do pai de Alex. "Queríamos alguém espetacular
para esse papel", conta McG. "Já que nunca falamos na mãe de
Alex, tínhamos de imaginar seu pai como um cavalheiro incrivelmente
inteligente e sofisticado. Faz total sentido o fato de Alex ser sua
filha."
Segundo Cleese, o papel apresentava um desafio interessante.
"Disseram que eu iria interpretar o papel de uma mulher chamada 'sra.
Munday', uma poderosa socialite judia de Nova York. Mas alegaram que o
papel iria ser rescrito - o que achei uma ótima idéia. Achei
maravilhosamente excêntrica minha escalação para ser o pai de Alex",
acrescenta Cleese. "E há uma grande ironia no fato de ele não ter a
menor idéia do trabalho que a filha exerce. E cada vez que ela tenta lhe
explicar, ele só fica mais confuso."
ALTO? ALTO QUANTO?
"Quando o primeiro filme foi lançado, o público ficou pasmo ao ver
três estrelas de cinema em cenas de ação ambiciosas e arriscadas",
relembra o produtor Goldberg. "Desde então, vários filmes já nos
imitaram. Por isso McG e eu decidimos tornar as cenas de ação ainda mais
espetaculares. Neste filme, as Panteras não apenas voam através das
salas, desferindo golpes triplos. Há também algumas boas e velhas brigas
mano-a-mano."
McG acrescenta: "Todos queríamos dar a esse filme um pouco mais de
músculos e mostrar que essas garotas estão à altura dos rapazes. Nós
incluímos lutas greco-romanas, motocross, acidentes automobilísticos e
saltos de arranha-céus. As Panteras se saem muito bem em áreas
geralmente reservadas aos heróis idealizados de ação do sexo masculino.
Queríamos colocá-las nessas situações, mas sempre mantendo sua beleza
e naturalidade."
Embora algumas cenas tenham contado com o espetacular sistema hidráulico
de cabos usado no primeiro filme, conta McG, as cenas de luta de As
Panteras (Charlie's Angels: Full Throttle) são mais cansativas, mas mesmo
assim as atrizes insistiram em realizar várias de suas cenas de ação, o
que nos faz sentir o impacto de cada golpe e o verdadeiro perigo
enfrentado por elas."
Segundo Barrymore, "McG e eu curtimos vários estilos de lutas
diferentes de vários filmes e épocas e decidimos fazer uma fusão de
todos esses elementos. Este filme usa mais de um gênero, mas de um
estilo. Houve cenas que achei intensas demais, mas que adorei fazer."
Quem poderia treinar melhor as Panteras que o 'Mestre' Cheung-Yan Yuen, o
coreógrafo de lutas de Hong Kong que havia sido instrutor de artes
marciais das três atrizes no primeiro filme. "Cheung-Yan possui um
código de honra e uma conduta que têm tudo a ver com a filosofia das
Panteras", declara McG. "Ele é um exemplo perfeito de alguém
que 'fala manso, mas é mortal'. Meses antes de iniciarmos as filmagens,
as atrizes treinaram com ele e sua 'equipe Hong Kong'. Ele fez as Panteras
darem o melhor de si mesmas e foi uma enorme inspiração para mim."
Quando lhe pediram para dar mais impacto às cenas de luta, Yuen estava
confiante de que poderia se sair bem. "Cameron, Drew e Lucy treinaram
tanto para o primeiro filme que já estavam em condições muito melhores
desta vez. Elas já possuíam a base, o que ajudou bastante."
Desta vez, segundo Yuen, as habilidades das Panteras enquanto lutadoras
"reflete suas respectivas personalidades. Ter confiança em si mesmo
e na sua capacidade é tão importante quanto aprender os golpes corretos.
Cada uma delas tem um ponto forte individual. Cameron tem boa explosão,
ótimos reflexos e boa concentração. Lucy é forte e profissional. Drew
tem boa flexibilidade e muita força de vontade."
Além de treinar as Panteras, Yuen também treinou Glover e Moore. Embora
Glover já tivesse trabalhado anteriormente com o 'Mestre', seu
treinamento foi igualmente intensivo neste filme. "Nós começávamos
com alongamentos, depois praticávamos chutes, socos e várias
combinações de golpes. No final do dia, treinávamos com espadas. O
estilo de luta é influenciado pelo Wu-Shu, derivado do Kung Fu. É a arte
marcial que mais se parece a uma dança e na qual a forma do movimento é
muito importante. Cheung-Yan tinha um modo específico de se movimentar.
Ele e sua equipe nos davam instruções precisas de como manter nossa
pose. Não há diferença no estilo de luta entre o bem e o mal. O
interessante é que sua coreografia tem uma base psicológica, com estilos
diferentes para personagens diferentes."
Para Moore, que nunca havia praticado artes marciais antes, parte da
diversão do trabalho de atriz de cinema é aprender coisas novas.
"Há um elemento estilístico característico nas coreografias de
Cheung-Yan", revela ela. "Em muita coisa, suas lutas lembram
danças. Alguns movimentos são um grande desafio, já que são
extremamente complexos e precisam ter um timing perfeito. Aprender as
diferentes coreografias foi uma experiência emocionante e fortalecedora.
Mas todas queríamos a aprovação do 'Mestre', queríamos dar o melhor de
nós por ele. Cheung-Yan exige nosso comprometimento e todas nos
esforçamos para manter a integridade total naquilo que estávamos
fazendo."
Diaz explica que parte do treinamento consistia em evitar a repetição de
lutas do primeiro filme. Yuen levou a personagem de Liu mais na direção
do treinamento de kung-fu, enquanto Barrymore assumiu uma postura mais
característica das brigas de rua. "Nós apanhamos muito dessa vez,
mas acho que Cheung-Yan e McG fizeram um casamento perfeito de dois
estilos de luta bastante diferentes, por isso temos o melhor de dois
mundos", conta Diaz. "Desta vez, enfatizamos a ação de um modo
bem orgânico. As cenas têm uma descarga de energia muito maior. As lutas
são mais emocionantes e dinâmicas."
E Diaz afirma ter os hematomas para provar isso. "É impossível um
corpo humano se chocar com outro repetidamente, centenas de vezes ao dia,
e não ficar com hematomas", garante. "É parte do nosso
trabalho. Alguma hora, os hematomas desaparecem. O que fica é a
sensação maravilhosa de saber que, após ensaios tão exaustivos, nós
fizemos tudo direito e a tomada saiu perfeita."
De todas as cenas de ação, aquela da qual Theroux se lembra melhor foi
talvez a mais angustiante. A cena foi filmada à noite nas docas do porto
da cidade de San Pedro, ao sul de Los Angeles, com o personagem de Theroux
numa perseguição enlouquecida às Panteras. Na fuga, Dylan tropeça e
cai, enquanto Alex e Natalie encontram a mangueira de um tanque de
gasolina e transformam o píer numa muralha de fogo. "McG curte muito
ver qual é a contribuição que o ator pode dar às cenas de ação",
conta Theroux. "Ele geralmente filma com várias câmeras, num
ambiente muito seguro, já que se cerca de especialistas. Obviamente, eu
não atravessei de verdade a parede de fogo. Foi um truque, mas eu cheguei
bem perto das labaredas. O calor era tanto que chupava todo o oxigênio do
ar, uma viagem. Eu atravesso o fogo cambaleante e sem camisa, e por isso o
coordenador de cenas de ação passou um gel super gelado no meu corpo, do
tipo usado em peripécias pirotécnicas. Quando saí do outro lado da
parede de fogo, tudo já tinha evaporado por conta da temperatura
elevadíssima."
Assim como Barrymore, Diaz e Liu, Theroux também tinha a opção de usar
um dublê, mas recusou-se a fazê-lo. "Ninguém me obrigou a fazer as
cenas. Mas eu pensei, 'se as Panteras fazem suas cenas de ação, eu
também posso fazer'."
A maior emoção de As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle),
promete McG, "é ver como as Panteras se envolvem em explosões,
tomam tiros, quebram costelas, mas simplesmente se levantam e seguem
adiante. É por isso que torcemos por elas. Elas parecem um tipo de Rocky
Balboa. Ninguém quer vê-lo vencendo a luta do começo ao fim. A gente
quer vê-lo apanhar feio do Apollo Creed e quando mal se sustenta no
ringue, ele vira a luta nos segundos finais do último assalto. É isso
que faz com que todos gostem das Panteras. Elas são imbatíveis e estão
sempre dispostas a encarar qualquer parada."
Velocidade no motocross
Além das lutas mano-a-mano e de artes marciais de As Panteras Detonando (Charlie's
Angels: Full Throttle), a ação é adrenalinada graças à presença de
alguns dos melhores pilotos de motocross do mundo. "Desde o início,
McG sugeriu coisas que ninguém jamais havia visto as três atrizes
fazendo antes num filme", conta Diaz. "Ele afirmou que
motociclismo e surfe nunca haviam sido mostrados de um modo
verdadeiramente dramático. Os dois esportes foram, então, incluídos no
filme e ele fez questão de mostrá-los de uma maneira que ninguém jamais
havia mostrado antes."
McG tinha um interesse particular por motocross, pois "ao entrarmos
num estádio de supercross, a gente sente como se um videogame tivesse
adquirido vida", diz entusiasmado. "As acrobacias que os pilotos
conseguem fazer enquanto dão vôos de 30m de distância e 12m de altura,
soltando as motos no ar e executando piruetas fantásticas, são
emocionantes e têm tudo a ver com o clima de As Panteras (Charlie's
Angels). São poucas as mulheres nos circuitos de motocross e eu queria
dizer, 'as mulheres também podem pilotar motos. Portanto, eu sabia que
teria de incorporar o esporte ao filme."
Quando McG a apresentou ao esporte, Barrymore logo foi mordida pelo
"bicho do motocross'. "Ele nos levou a uma competição de
supercross em Anaheim para que víssemos como era. Eu não acreditei no
que estava vendo. Obviamente, um movimento errado e eu seria
decapitada", diverte-se Barrymore. "Mas assistir àquilo tudo
era hipnotizante. McG queria aproveitar aquela energia e saudá-la. Como
ele conhecia todos aqueles atletas radicas fantásticos e campeões de
motocross, conseguiu que eles participassem do filme."
O motocross é "basicamente um acidente fatal prestes a
acontecer", observa Liu. "No filme, vemos esse competidores
voando em pleno ar com suas motos e fazendo saltos e acrobacias
incríveis. E logo caem em queda livre, sem as mãos e os pés presos às
motos."
As cenas de motocross foram coordenadas por McG e pelo coordenador
veterano de cenas de ação e diretor de 2a unidade, Mic Rodgers.
"Conseguimos contar com pilotos profissionais que sabiam o que
estavam fazendo", relembra Rodgers, que também projetou a pista do
percurso na qual os pilotos corriam. Os motociclistas que aparecem no
filme incluem atletas de free-style e aqueles que disputam provas de
velocidade.
"Todo salto é sério", explica Rodgers, "porque a manobra
precisa ser executada com perfeição. Antes de criá-los, conversei com
os pilotos e decidimos exatamente que tipo de saltos queríamos na pista.
Eles repassaram os saltos e fizeram alguns ajustes. Cada tomada individual
foi preparada com meses de antecedência. Era um processo bem controlado e
sem margem de erros, mas a gente suava frio de qualquer jeito, pois alguma
moto sempre podia morrer na hora "H" e teríamos um acidente
grave."
Fazer o casamento das cenas de motocross com as exigências narrativas do
filme foi um dos desafios que o diretor de fotografia, Russell Carpenter,
mais curtiu. "Não era só uma questão de montarmos várias câmeras
na pista e filmarmos um grupo de motociclistas", explica Carpenter.
"Cada volta da corrida teve de ser coreografada e planejada, pois
eram tomadas que incluíam muitos efeitos especiais. E, por estarmos
contando uma história, tínhamos de entremear a narrativa nas cenas. Um
elemento que dificultou tudo foi o fato de todos estarem usando capacetes,
tornando mais difícil sabermos quem era quem ou quem fazia o quê."
Para os neófitos, os nomes das manobras podem ser tão emocionantes
quanto as próprias acrobacias. Entre as mais conhecidas estão Superman,
Cliffhanger, Knack-Knack, Indian Air e o famoso salto de Mike Metzger, o
Back-Flip No-Footer (ie, "salto reverso sem os pés"), o que
significa que no auge do salto, quando está a 15m de altura, no momento
em que o piloto e sua moto estão totalmente de cabeça para baixo, ele
retira os pés das pedaleiras num "W Voador" e aí cai em pé
sobre a moto quando ela volta a tocar no chão e segue pela pista.
Além dos pilotos profissionais de motocross que aparecem na competição
do filme, a produção contou com a ajuda de Richard C. Taylor, um famoso
competidor aposentado, para a montagem de uma câmera sobre uma moto.
Segundo Rodgers, "Nunca ouvi falar de ninguém que tenha montado uma
câmera de 35mm sobre uma moto de cross e tenha saltado com ela a 15m de
altura sobre um abismo de 22m durante uma competição de supercross.
Havia questões de peso e de segurança envolvidas e por isso tivemos de
planejar a cena nos mínimos detalhes."
"Normalmente", explica Rodgers, "se sua moto morre no meio
de um salto, você provavelmente consegue dar um jeito e se safar. Mas com
o peso extra de uma câmera e uma plataforma dianteira ou traseira, você
não conseguiria sair ileso, não importa o que faça."
Um dos destaques da seqüência de motocross é o "360 back flip"
realizado por Mike Metzger. Consid-erado o Santo Graal do motocross
freestyle, só existem talvez três eventos nos quais Metzger realizaria
esse salto em particular, e por isso no dia em que ele realizou a manobra,
o estádio do carvão, o Coal Bowl, estava lotado de fãs que foram
assistir à filmagem. O clima estava mais para carnaval do que para um set
de cinema.
A tribo do motocross também visitou a produção em duas outras
ocasiões. A primeira quando o heptacampeão mundial Jeremy McGrath e o
atual campeão mundial Ricky Carmichael, nomeado pela Atleta Profissional
do Ano de 2002 pela AMA Pro, participaram de cenas do filme. A segunda no
dia em que a popular estrela do rock, Pink, e seu namorado, o super-astro
do motocross Carey Hart, atuaram numa cena com Cameron Diaz.
Entre os astros mais famosos do motocross e do supercross vistos em As
Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle) estão: Ronnie Renner,
campeão mundial de 2002 da Freeride Association Step-Up, Nick Wey, há
anos entre os 10 finalistas do supercross e conhecido por seu estilo de
pilotar "suave e fluido"; Johnny O'Mara, um campeão da década
de 80 que se aposentou recentemente; Trevor Vines, que no ano 2000,
apresentou-se diante de mais de 10 milhões de espectadores em mais de 60
cidades diferentes; Ryan Hughes, vítima de um acidente grave no final da
temporada de 2001 e que atualmente planeja voltar às corridas, e Chris
Gosselaar, piloto de provas de motocross desde os nove anos de idade.
SOBRE A PRODUÇÃO
Os Sets
É mérito do diretor o fato de todos os principais membros da equipe de
produção de As Panteras (Charlie's Angels) estarem de volta neste
segundo filme, incluindo o desenhista de produção J. Michael Riva, o
diretor de fotografia Russell Carpenter, o figurinista Joseph G. Aulisi e
o montador Wayne Wahrman, entre outros. "São profissionais que já
fazem parte da família As Panteras", afirma McG. "Cada um deles
teve um papel fundamental na voz ao primeiro filme e também deste
novo."
E ele não diz isso por dizer, segundo o diretor de fotografia vencedor do
Oscar®, Carpenter (Titanic): "McG faz com que todos os envolvidos
sintam que têm alguma contribuição a dar. Ele sabe que pode olhar em
qualquer direção e lançar um desafio do tipo, 'como podemos melhorar
isso?' É essa a atitude que me fez querer trabalhar com ele de novo -
essa filosofia de inclusão de todo mundo."
Segundo Riva, "nós criamos uma espécie de código estenográfico
que ficou ainda mais eficiente que no primeiro filme. No caos da
pré-produção, o entusiasmo da equipe sempre se sobressaiu em todos os
níveis. Trata-se de um grupo incomum e McG é o responsável por ter
deixado com que todos desenvolvessem ainda mais seus talentos. O
entusiasmo dele é palpável e contagiante. Sua sensibilidade está
refletida nos profissionais que ele contrata. Somos todos otimistas
radicais."
Como desenhista de produção, o trabalho de Riva consistiu basicamente de
levar o texto das páginas do roteiro para um set construído ou alguma
locação externa. Em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full
Throttle), um dos principais objetivos de Riva era animar o drama pessoal
das vidas das Panteras. "Nesta história, Natalie está prestes a
assumir um compromisso sério com seu namorado. Dylan está indo embora
porque não quer pôr em risco as demais Panteras. E Alex está sempre
mentindo para os pais e para o namorado sobre seu ramo de trabalho. É
quando surge, então, Madison Lee, uma ex-Pantera."
O trabalho de Riva, segundo ele, era dar textura ao eventos da história.
Ele visualizou a casa de Natalie como uma casinha de praia simples - um
primeiro passo modesto no mundo da coabitação. A casa de Alex é
impecavelmente bem arrumada e um pouco solitária, embora fique
bagunçada, às vezes, apesar da obsessão que Alex tem pela ordem. Dylan
mora num hotel e Riva tentou passar a sensação de que ela mora nesse
ambiente temporário há anos, um sinal de sua dificuldade em assumir
compromissos.
"Nosso trabalho é sugerir traços da personalidade das personagens
no espaço onde elas circulam, nos seus adereços, no seu figurino",
conta Riva. "São coisas discutidas e elaboradas por toda a
equipe."
Conseguir uma boa tomada em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full
Throttle) foi um pouco mais complicado agora do que no primeiro filme,
confessa Riva. "Neste filme, tudo está um pouco mais perigoso",
conta ele. "Acima de tudo, falamos sobre identidade e personalidade
individual. O que é uma Pantera? Quem são elas, de fato? O que o futuro
lhes reserva?"
Embora a Agência Charles Townsend original tenha ido pelos ares no
primeiro filme, Riva a recriou nesta nova aventura. Ele descreve a
locação como "basicamente, um ventre, o único espaço
compartilhado pelas três Panteras. É onde elas recebem as instruções
de Charlie, um homem que nunca está fisicamente presente, mas que exerce
para elas a figura de um pai generoso. Eu queria que tivesse um ar de
Velho Mundo e ao mesmo tempo clubby, com paredes revestidas de madeira,
menos moderno e aconchegante que no primeiro filme, e mais imponente, com
um ar informal de realeza. McG e eu decidimos que ele deveria ser um
espaço apropriado para Charlie, mas de onde as meninas se destacassem,
parecendo ligeiramente fora do seu ambiente."
O set da Agência Charles Townsend foi construído visando parecer "desproporcionalmente
grande a ponto de nos perdermos lá dentro", prossegue Riva,
"já que há uma questão constante no filme sobre a identidade. Ele,
então, explora essa linha temática."
O filme começa num bar na Mongólia ao qual as Panteras foram enviadas
para resgatar um soldado norte-americano mantido como refém. "O bar
da Mongólia foi um modo de começarmos com uma grande surpresa, dando ao
público uma manobra que periga dar errado", conta Riva. "Quando
discuti a cena com McG, sugeri que ela deveria ter como locação um local
bem remoto, um ambiente hostil cheio de riscos, um lugar selvagem e
excêntrico. Nós criamos um lugar fictício onde arruaceiros loucos se
reúnem para se divertir - como piratas de terra firme. Havia muitos
figurantes, muito barulho e muitos elementos. E no meio daquilo tudo, as
Panteras, realizando sua missão com coragem. A gente logo percebe que
elas vão bolar alguma saída genial."
O set exigiu uma vasta pesquisa de Riva e sua equipe. O bar foi decorado
com tecidos da Mongólia, candelabros gigantescos a gás e mobiliário
pesado, e conta também com o toque exótico de um touro mecânico usado
por Natalie, revestido com pele falsa de iaque e incluindo chifres
gigantes e sinos.
Um ávido fã de longa data de fotografia, McG diz ter um grande orgulho
de ter composto todas as tomadas lado a lado com Carpenter. "Se cada
fotograma não for especial, então para que se dar ao trabalho?",
pergunta Carpenter, retoricamente. "Muitos eram refeitos para que
ficassem mais especiais, mais divertidos."
Carpenter gostou, em particular, de iluminar o bar da Mongólia "por
ser tão diferente de tudo que havíamos feito no original e por dar o tom
do novo filme desde o primeiro quadro. Nós apresentamos Cameron numa
roupa branca de pele de coelho, Drew com um concurso de bebida ao fundo e
Lucy no porão, resgatando Robert Patrick. De r4epente, percebemos que
estamos num lugar estranho e cômico. E assim entramos oficialmente num
filme de As Panteras (Charlie's Angels)."
Um dos sets mais complexos criados por Riva foi o esconderijo de Madison
Lee, conhecido pelo íntimos como 'O Covil da Madison'. À procura de um
local amplo o suficiente para o que ele e McG tinham em mente, Riva e seu
departamento de arte foram ao centro de Los Angeles onde transformaram os
antigos guichês de venda de bilhetes da Union Station no local de onde
Madison dirige seu império do mal. "Por ser o covil da Madison,
achei que deveria ser enorme e grandioso", lembra Riva. "O local
tem um pé direito de 15m. Nós construímos uma lareira enorme, onde
cabiam duas pessoas de pé uma sobre a outra, onde se pode entrar. Foi
super radical. Lauri Gaffin, nossa decoradora, espalhou uns telescópios
em meio ao mobiliário gigante com estátuas nuas por toda parte... e com
Demi andando por aí semidespida. Tudo muito sexy. Construímos uma cama
gigantesca quase do tamanho do Titanic. Tinha uma cobertura enorme e um
padrão de raios de sol dourados irradiando do painel da cabeceira da
cama. Com muito estilo. Foi uma loucura! E todos nós adoramos."
Um dos maiores sets construídos em um estúdio foi o de um telhado de
Hollywood, para uma das cenas de ação mais importantes do filme. O
telhado supostamente tem vista para o Mann's Chinese Theatre, onde a
estréia de um filme do namorado de Alex, Jason, está sendo realizada e
Madison Lee está decidida a infernizar a vida dos entes queridos das
Panteras. Ao invés de se submeter a qualquer risco com condições
meteorológicas adversas ou ruídos, Riva decidiu construir o set num
estúdio. "Foi uma realização e tanto", relembra ele. "É
muito difícil fazer de um set gigantesco assim algo realista, mas Russell
lhe deu uma vida incrível. Sem a interpretação dele, não havia nada
disso."
Carpenter fica supreso com o elogio de Riva. "Uma das melhores coisas
acerca de se fazer parte da equipe de As Panteras (Charlie's Angels) é eu
todo mundo recebe o crédito pelo trabalho que outra pessoa fez. Na maior
parte do tempo, uma boa fotografia é fruto de um bom desenho de
produção e vice versa. O set no telhado de Hollywood exigiu um total
trabalho de equipe. Tínhamos uma área com 360 graus de vista que
representava literalmente toda a região de Hollywood à noite. Nosso
trabalho era iluminá-la de um modo adequado ao mundo de As Panteras. Tudo
precisava ser real, mas também fantástico, em algum lugar entre a
diversão e a realidade. E tudo tinha de casar com imagens feitas ao longo
do verdadeiro Hollywood Blvd. A gente sempre espera que a transição do
mundo real para o mundo que criamos no estúdio de filmagem seja
imperceptível."
The Treasure Chest interior onde as Panteras vivem outra aventura foi
construído nume estúdio de filmagem dentro do Sony Studios. "Eu e
McG adoramos os musicais clássicos", admite Riva. "Acho que
nunca erramos a mão incluindo um ou dois números musicais em qualquer
filme. E ele quer fazer isso sempre que possível. Ele queria o Treasure
Chest tivesse a aparência de um 'bar de beira de praia imundo e
decadente'. Mas queria que seu interior fosse uma surpresa total, por isso
criamos uma espécie de bar lascivo de striptease com aquários circulares
montados nas paredes e um show de pista sexy, encenado em meio a um
ambiente de couro sintético vermelho." (O número de Diaz dentro um
copo de martini gigante nesta cena é uma homenagem à beleza da Playboy,
Dita Von Teese, e seu famoso e ousado número burlesco).
Quase 500m de vinil vermelho brilhante foram usados para revestir as
paredes e mais de 3000 moedas de ouro e prata foram penduradas formando
cortinas. Aquários repletos de peixes exóticos foram embutidos nas
paredes do bar.
Carpenter admira o talento de McG para produzir um filme sua capacidade de
"saber exatamente até onde pode ir antes de se enforcar. Ele tem um
apreço verdadeiro pelo velho estilo de se fazer cinema em Hollywood.
Quando o conheci, fiquei impressionado com a facilidade com que ele citava
filmes da Era de Ouro da MGM. Ele falava sobre Ben Hur, Show Boat e filmes
dos anos 60 como Viva Las Vegas, tão facilmente quanto se falasse do
videoclipe no 1 da semana passada."
Os Figurinos
Os figurinos de Joseph G. Aulisi para o original de As Panteras (Charlie's
Angels) geraram um grande interesse e muitos elogios e McG estava ansioso
por voltar a trabalhar com ele nesta continuação. "Joe deixa nossa
garotas muito elegantes e atraentes", afirma ele. "Mas quando
elas precisam parecer saradas e iradas, ele arrasa. Pessoalmente, ele é
muito discreto. Não tem nada de exuberante na sua personalidade, mas ver
do que a imaginação dele é capaz, é uma experiência
extraordinária."
McG tinha suas próprias idéias já definidas para algumas cenas, segundo
Aulisi. Para outras, ele confiou e deixou a escolha nas mãos do
figurinista. "McG possui um vocaculário incrível de todo tipo de
referência possível à cultura pop de meados do século XX até hoje. E
sabe se aproveitar disso, o que me inspira a encontrar novos caminhos para
acompanhá-lo."
Os musicais em Technicolor dos anos 50 serviram de inspiração para o
filme, filtrados e atualizados através da sensibilidade de McG. Embora os
figurinos das Panteras incluam peças as mais variadas, dependendo de cada
missão secreta específica, Aulisi deu a cada uma delas um visual único.
"O estilo de cada uma delas evoluiu desde o primeiro filme",
comenta ele. "A personagem de Cameron ainda é a 'garota californiana
esportiva' e, em geral, dos pés à cabeça em roupas de linhas
esportivas. Dylan, vivida por Drew, trocou um pouco do seu charme 'flower
child' pelo estilo dos 'astros do rock', enquanto a personagem de Lucy
permanece a mais internacional e cosmopolita das três. O desafio era lhes
dar figurinos que parecerem originais, mas que fossem fiéis ao que
chamamos de 'a essência das Panteras'. Visando obter tal efeito, mudei
ligeiramente a palheta de cores, empregando muito vermelho, branco e
preto."
Um dos segmentos favoritos de Aulisi é a cena do Bar da Mongólia, pois
"era tão diferente de todo o restante do filme. Nós provavelmente
utilizamos uns 150 figurantes mongóis ao lado das três Panteras." O
figurino de Barrymore é talvez o mais correto, do ponto de vista mongol.
O de Liu teve inspiração numa armadura mongol pesquisada por Aulisi -
chapas de cobre revestidas de couro - que foram transformadas num figurino
mais prático, todo de couro. O traje branco de pele de coelho de Diaz,
por outro lado, conferiu um toque divertido ao guarda-roupa das Panteras.
A exemplo de As Panteras (Charlie's Angels), os figurinos do filme novo
são inteligentes, divertidos e, em alguns casos, ultra-sexy. "Tentei
preservar sua elegância", afirma Aulisi, "usando mais texturas
neste filme, com pregas, cordões e outros detalhes para dar mais impacto
ao seu guarda-roupa. Uma vez que a moda muda de um momento ao outro, acho
melhor optar por formas clássicas. Hoje quando assisto ao primeiro filme,
ele ainda me parece atual, nada ultrapassado."
Os fãs de motocross talvez notem que muitos dos pilotos vestem criações
da Troy Lee Designs. Lee é o maior estilista de artigos esportivos para
competições de moto, além fazer arte personalizada em capacetes e
equipamentos de motociclismo. Lee projetou e fabricou o equipamento
básico das três Panteras - lycras, calças e protetores torácicos. As
botas foram fornecidas pela Alpinestar, enquanto Shoei forneceu os
capacetes que foram customizados com os designs de Lee.
"Basicamente, tentamos tornar o realismo da cena ainda mais
impactante", explica Aulisi. "Para uma cena de road-luge (uma
espécie de carrinho de rolimã ultramoderno), criei um macacão com um
padrão camuflado para que parecesse que ele fazia parte da estrada. Daí
pus a marca de um pneu numa das laterais - só para dar mais
personalidade."
Além das três Panteras, Aulisi criou os figurinos da pantera aposentada,
Madison Lee. No início, suas cenas são na penumbra, por isso o público
não tem certeza se se trata de um homem ou de uma mulher. Mais tarde,
descobrimos que ela é uma ex-Pantera. "Tentei dar a Madison a
impressão de que ela está emaranhada ou ligeiramente presa, por isso
usei várias camadas de redes no seu figurino. Numa certa hora, ela salta
de um telhado e sua roupa se transforma num macacão de vôo, que é real,
mas só é usado para altitudes muito maiores. O figurino lhe deu um certo
ar de mulher-aranha, o que foi muito divertido."
O que os espectadores talvez não percebam quando virem as Panteras e seus
modelitos colantes é quantas versões de cada figurino tiveram de ser
confeccionadas. "Muitas vezes", explica Aulisi,
"confeccionamos de 8 a 12 cópias de cada figurino, não só para os
atores, mas também para os dublês de fotos e dublês nas cenas de ação,
o que significa que eles também precisam ser fabricados em tamanhos
variados."
As Locações
À exceção da Agência Charles Townsend, o filme raramente usa uma mesma
locação duas vezes. As Panteras vivem em constante movimento. O gerente
de locações Kenneth D. Lavet dirigiu centenas de quilômetros na área
da grande Los Angeles em busca das 30 ou mais locações diferentes que
McG previra para o filme. "McG gosta da idéia de homenagear Los
Angeles, por isso usou muitas locações locais famosas", explica
Lavet. "Ele possui uma memória enciclopédica e sabia das melhores
locações pop da cidade."
"Um dos nossos mantras", conta McG, "é que As Panteras foi
criado com uma declaração de amor à cidade de Los Angeles. Todas as
locações tinham de ser importantes. Tudo tinha de ser marcante ou ter
alguma significação histórica. Embora vários filmes tenham prestado
tributo ao legado da cidade de Nova York, Los Angeles é geralmente vista
como uma cidade mais descartável. No nosso filme, entretanto, ninguém
vai ver mini-malls. O público verá uma L.A. mais exclusiva, locais
sensacionais como o impressionante Los Angeles Theatre, as casas
projetadas pelo brilhante John Lautner, as praias extraordinárias que só
existem na costa oeste dos EUA, as docas de San Pedro e o Observatório de
Griffith Park, para citar apenas alguns."
O tempo foi fundamental na obtenção das locações. Algumas vezes, conta
Lavet, a produção teve sorte. "Normalmente só se pode filmar no
Observatório de Griffith Park um dia na semana, quando o local está
fechado ao público. Por estar prestes a ser submetido a uma reforma
geral, o observatório ficou disponível como locação para nossas
filmagens por mais de uma semana."
McG sempre havia sonhado em usar o ponto famoso, que nunca havia estado
disponível no momento certo, até então. "Fui muito influenciado
por Juventude Transviada (Rebel Without a Cause), filmado lá em cima.
Além disso, o projeto arquitetônico do local permite tomadas amplas,
panorâmicas e muito dramáticas. Ele tem ainda uma qualidade 'angelical',
já que paira acima da 'Cidade dos Anjos'."
O observatório também é um ícone de importância dramática e é o
local onde a personagem Madison Lee é, finalmente, desmascarada.
"Assim que soube que a cúpula do telescópio do observatório
girava, pensei em colocá-la lá em cima", explica McG. "Tivemos
de construir um equipamento de segurança especial para impedir que Demi
caísse, pois, em seu movimento giratório, ele poderia atingi-la. Eu
adoro o momento da revelação em que Natalie e Alex vêem Madison e
percebem que ela está traindo a ética das Panteras. É uma cena
forte."
Outra locação difícil foi a casa da personagem de Liu, encarapitada no
alto de uma colina sobre Beverly Hills com vista para o Pacífico e a Ilha
de Catalina. A residência dos Sheet-Goldstein é uma patrimônio
arquitetônico e uma das casas favoritas de McG em L.A. "É uma
síntese perfeita da vida ao ar livre e ao mesmo tempo enclausurada
típica da cidade, talvez a maior realização da carreira do arquiteto
John Lautner", conta McG.
Para a seqüência de motocross, explica Lavet, "McG quaria que a
corrida estivesse mais para um pega de rua do que uma disputa de motos num
autódromo. Ele queria um evento secreto, onde pilotos pagam para competir
e o vencedor leva tudo."
"Eu queria criar um ambiente sombrio e perigoso", conta McG.
"Achamos uma velha mina de carvão em San Pedro, retiramos todo o
carvão, criando um estádio de 360 graus feito de carvão. Tudo que se
vê é o céu azul, o carvão negro e esses atletas quase animatrônicos a
30m de altura dando piruetas e saltos mortais. Era esse o tipo de emoção
que eu queria - sentir a velocidade, o perigo e a excitação desse
esporte."
Outra locação de San Pedro fica próxima à área porturária de
Southwest Marine. "San Pedro é o maior porto da grande Los Angeles e
nós aproveitamos os gigantescos ventres ocos dos navios-tanques como o
esconderijo secreto do clã O'Grady", conta McG "Isso também
nos deu a oportunidade de vestir as atrizes com macacões de operários e
explorar o clima de Flashdance, com jovens bonitas tirando seus óculos de
soldador."
Outro patrimônio cultural da cidade foi a Represa Hansen, no vale de San
Fernando. A construção de 62 anos, administrada pelo Corpo de
Engenheiros do Exército, é geralmente usada para controle do fluxo de
águas. Através da magia da simulação digital e do trabalho de
construção de dezenas de aderecistas e cenógrafos, a longa represa de
3km foi transformada na misteriosa passagem pela fronteira da Mongólia.
Torres de vigilância cenográficas e um portal falso gigantesco de gesso
acrescentaram uma aura exótica ao set. No alto da represa, vê-se um
tanque M60 A-1 (Patton) de 49 toneladas, alugado da American Society of
Military History and Museums.
"Essa cena específica foi uma realização excepcional do
departamento de arte", relembra Riva, "porque McG vivia falando
da abertura do filme e de como ela tinha de ser grandiosa e imponente.
Nós criamos e animamos a cena do modo descrito por ele e foi essa
seqüência que deixou todos enlouquecidos no estúdio. Até a
reproduzimos em película. De início, pensamos que teríamos de construir
uma represa gigante que deveria ser na Mongólia. Mas trabalhando em
parceria com o supervisor de efeitos visuais, Mark Stetson, criamos algo
numa locação em Los Angeles que, com um pouco da magia dos efeitos
especiais, parece uma paisagem da Mongólia. Nós chegamos a cobrir a
área com neve e com figurantes vestidos com parkas pesados de pele de
iaque, tudo a uma temperatura de 35 C graus. Mas funcionou."
SOBRE O ELENCO
CAMERON DIAZ reprisa o papel de "Natalie Cook" em
As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle). Diaz estreou nas
telas de cinema aos 21 anos, conquistando os cinéfilos no papel da femme
fatale Tina Carlyle e contracenando com Jim Carrey, em O Máskara (The
Mask).
Após O Máskara, escolheu atuar numa pequena produção independente, O
Último Jantar (The Last Supper), ao lado de um elenco de astros que
incluía Annabeth Gish, Ron Eldard, Jonathan Penner e Courtney B. Vance.
Seu terceiro longa foi a inusitada história romântica escrita e dirigida
por Steven Baigelman, Paixão Bandida (Feeling Minnesota), na qual
co-estrelou com Keanu Reeves e Vincent D'Onofrio. Em seguida, interpretou
uma nova-iorquina fria e manipuladora no longa de Edward Burns, Nosso Tipo
de Mulher (She's the One). Contracenou então com Harvey Keitel e Craig
Sheffer no thriller, Amor Alucinante (Head Above Water). Em 1996, Diaz foi
eleita Estrela ShoWest do Ano, da National Association of Theatre Owners,
a associação de exibidores dos EUA. No verão de 1997, co-estrelou com
Julia Roberts, Dermot Mulroney e Rupert Everett em O Casamento do Meu
Melhor Amigo (My Best Friend's Wedding), um dos 10 filmes de maior
bilheteria do ano. Seu desempenho lhe valeu um prêmio Blockbuster
Entertainment Award de Melhor Atriz Coadjuvante de Comédia.
Contracenou a seguir com Ewan McGregor no papel de uma menina rica, mimada
e infeliz que se apaixona por um faxineiro que a seqüestra por engano, no
filme de Danny Boyle, Por Uma Vida Menos Ordinária (A Life Less Ordinary).
Seu desempenho no papel-título da comédia romântica, Quem Vai Ficar Com
Mary? (There's Something About Mary), deu a Diaz o prêmio de Melhor Atriz
da Associação de Críticos de Cinema de NY, a New York Film Critics
Circle. Ela também foi indicada ao Globo de Ouro, ao prêmio American
Comedy Award, ao Rembrandt Award da Holanda de Melhor Atriz, ao
Blockbuster Entertainment Award de Atriz de Cinema Favorita e ao MTV Movie
Award de Melhor Atriz.
Após estrelar a comédia de humor negro de Peter Berg, Uma Loucura de
Casamento (Very Bad Things), estrelou o sucesso de crítica, Quero Ser
John Malkovich (Being John Malkovich), ao lado de John Cusack, Catherine
Keener e John Malkovich. Dirigida por Spike Jonze, Diaz teve seu
desempenho indicado ao Globo de Ouro, ao prêmio do Screen Actors Guild e
ao prêmio da Academia Britânica de Cinema e Televisão.
Em Um Domingo Qualquer (Any Given Sunday), de Oliver Stone, Diaz
co-estrelou com Al Pacino, Jamie Foxx, Dennis Quaid, LL Cool J, James
Woods e Ann-Margaret. Ela atuou ainda em Uma História a Três (The
Invisible Circus), baseado no best-seller de Jennifer Egan, e na
produção da Showtime dirigida por Rodrigo Garcia, Coisas Que Você Pode
Dizer Só de Olhar Pra Ela (Things You Can Tell Just By Looking At Her),
co-estrelada por Glenn Close, Calista Flockhart, Amy Brenneman e Holly
Hunter.
Diaz dublou a voz da princesa Fiona de Shrek, com Mike Myers, Eddie Murphy
e John Lithgow. O longa de animação foi um dos filmes de maior sucesso
de 2001, batendo recordes de bilheteria e incluído por vários críticos
de cinema em suas listas de melhores filmes do ano. Ela voltará a
contracenar como elenco original de dubladores em Shrek 2. O filme tem
lançamento previsto para o verão de 2004.
No ano passado, Diaz foi vista no épico de Martin Scorsese, Gangues de
Nova York (Gangs of New York), contracenando com Leonardo DiCaprio, Liam
Neeson e Daniel Day-Lewis. Anteriormente, atuara no longa de Cameron Crowe,
Vanilla Sky, contracenando com Tom Cruise, Penelope Cruz, Jason Lee e Kurt
Russell. Seu desempenho foi indicado ao Globo de Ouro, aos prêmios AFI
Award e SAG Award e Diaz foi eleita Melhor Atriz Coadjuvante pela
Sociedade de Críticos de Cinema de Boston. Ela co-estrelou ainda a
comédia Tudo Para Ficar Com Ele (The Sweetest Thing) ao lado de Christina
Applegate e Selma Blair.
DREW BARRYMORE retorna no papel de "Dylan Sanders",
criado por ela no As Panteras (Charlie's Angels) original. Atriz de
sucesso desde a infância, ela vem hipnotizando espectadores há quase
duas décadas. Desde que estreou no cinema, seu talento único e seu
carisma nas telas lhe valeram elogios da crítica e sucesso comercial nas
bilheterias.
Mais recentemente, Barrymore foi vista em Confissões de Uma Mente
Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind), dirigido por George Clooney, e
numa participação especial em Donnie Darko. Este último, produzido por
Barrymore com sua sócia na Flower Films, Nancy Juvonen, foi estrelado por
Jake Gyllenhaal e Jena Malone e indicado a três prêmios Independent
Spirit Award.
Antes disso, Barrymore estrelou Os Garotos da Minha Vida (Riding in Cars
With Boys), dirigido por Penny Marshall. Atualmente, ela está produzindo
Fifty First Kisses, estrelado por Adam Sandler, uma comédia romântica
produzida pela Flower Films e pela Happy Madison Productions, de Sandler.
Duplex, no qual a atriz co-estrela com Ben Stiller, será lançado no
final deste ano pela Flower Films e pela produtora de Stiller, a Red Hour
Films.
Em seu 30o longa-metragem, a comédia romântica Nunca Fui Beijada (Never
Been Kissed), Barrymore embarcou numa segunda carreira de produtora.
Produção de estréia da Flower Films, a produtora de Barrymore e Juvonen,
o filme arrecadou US$100 milhões de dólares em todo o mundo, foi
dirigido por Raja Gosnell e estrelado por um elenco de grandes astros,
incluindo David Arquette, Molly Shannon, John C. Reilly e Michael Vartan.
Barrymore também co-estrelou com Anjelica Huston no sucesso, Para Sempre
Cinderella (Ever After), dirigido por Andy Tennant, cuja arrecadação nas
bilheterias internacionais ultrapassou a marca de US$100 milhões de
dólares. Atuou também na comédia romântica Nosso Louco Amor (Home
Fries), dirigida por Dean Parisot e co-estrelada por Luke Wilson, Jake
Busey e Catherine O'Hara. Contracenou com Adam Sandler na comédia
romântica de grande sucesso de 1998, Afinado no Amor (The Wedding Singer)
e também no longa de Woody Allen estrelado por um elenco de grandes
astros, Todos dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You), com Edward
Norton, Tim Roth, Alan Alda, Julia Roberts e Goldie Hawn. Teve uma
participação memorável no recordista de bilheteria, Pânico (Scream),
dirigido por Wes Craven e estrelado por Courtney Cox, Neve Campbell e
Skeet Ulrich.
Barrymore fez sua estréia cinematográfica no longa-metragem de 1980,
Viagens Alucinantes (Altered States) com William Hurt. Em seguida, atuou
em E.T., o Extraterrestre (E.T. the Extra Terrestrial), como Gertie, um
papel que lhe valeu o prêmio Youth in Film Award e uma indicação ao
BAFTA, o prêmio da Academia Britânica de Cinema e Televisão, de Melhor
Atriz Estreante. Em seguida, estrelou filmes como Chamas da Vingança (Firestarter),
de Stephen King, Irreconcilable Differences (que lhe deu uma indicação
ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante) e um filme especialmente
escrito para ela, Olhos de Gato (Cat's Eye), de Stephen King, no qual
interpretou cinco papéis diferentes.
Seus créditos cinematográficos adicionais incluem ainda Gun Crazy -
Howard & Anita - Jovens Amantes (Gun Crazy), que lhe valeu outra
indicação ao Globo de Ouro, Relação Indecente (Poison Ivy), Quatro
Mulheres e um Destino (Bad Girls), Somente Elas (Boys on the Side), Amor
Louco (Mad Love), Batman Eternamente (Batman Forever), Tipperary e Enigma
Mortal (Doppelganger).
Ela também estrelou telefilmes como Amy Fisher - A Ninfeta Assassina (The
Amy Fisher Story), 15 and Getting Straight, Suddenly Love, Bogie, O Mundo
Encantado dos Brinquedos (Babes in Toyland), Cúmplices no Amor (Conspiracy
of Love) e o seriado televisivo, 2000 Malibu Road.
LUCY LIU, que volta no papel de "Alex Munday",
nasceu em Nova York, onde cursou a NYU, bacharelando-se, posteriormente,
em Línguas e Culturas Asiáticas pela Universidade de Michigan. Em seu
último ano em Michigan, participou de audições para uma montagem
teatral estudantil, a adaptação de Andre Gregory de Alice no País das
Maravilhas (Alice in Wonderland). Liu esperava ser contratada como atriz
coadjuvante, mas acabou levando o papel de protagonista. E assim ela
iniciou sua carreira.
No cinema, Liu experimentaria uma ascensão meteórica ao estrelar As
Panteras (Charlie's Angels). Em 2000, ela também contracenou com a lenda
dos filmes de ação, Jackie Chan, na comédia de sucesso, Bater ou Correr
(Shanghai Noon). Seus créditos cinematográficos adicionais incluem o
papel inesquecível de uma dominatrix, contracenando com Mel Gibson em O
Troco (Payback) e um papel ousado contracenando com Antonio Banderas e
Woody Harrelson, em Por Uma Boa Briga (Play it to the Bone).
Mais recentemente, foi vista em Chicago e Ballistic: Ecks vs. Sever. Seus
créditos incluem ainda os longas Hotel e Cypher, com Jeremy Northam,
ambos dirigidos por Mike Figgis. Em breve, será vista em Kill Bill, de
Quentin Tarantino. Além disso, assinou recentemente um contrato para ser
produtora executiva e estrela de uma versão cinematográfica moderna de
Charlie Chan.
Na televisão, Liu interpretou a inesquecível "Ling Woo" no
seriado de grande sucesso, Ally McBeal. O papel de enorme popularidade lhe
deu o reconhecimento da indústria e dos fãs. Em 1999, foi indicada a um
Emmy Award de Melhor Atriz Coadjuvante de Seriado Cômico e, no ano
seguinte, foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz de Seriado Cômico do
Screen Actors Guild, o sindicato dos atores. Fez ainda participações
especiais em Sex and the City, da HBO, e dublou séries animadas como Os
Simpsons (The Simpsons), Futurama, King of the Hill e o ainda não
exibido, Mulan 2.
BERNIE MAC, que interpreta "Jimmy Bosley", surgiu
dos clubes noturnos de comédia de Chicago para se tornar um dos
comediantes de maior força nas bilheterias , apresentando-se diante de
teatros e estádios lotados em todo os EUA. Seu sucesso gerou uma onda de
demanda pelos seus serviços, nas mais variadas áreas do entretenimento.
Mac pode ser visto atualmente nas noites de quarta-feira no humorístico
para a família da Fox, The Bernie Mac Show. O seriado estreou com uma
ótima audiência e foi eleito "Um dos 10 Melhores Seriados de
2001" pelas revistas Time, Entertainment Weekly e TV Guide. Além
disso, tanto ele quanto o programa já receberam vários prêmios de
prestígio. Mac foi indicado ao Emmy 2002 de Melhor Ator de Seriado
Cômico e o The Bernie Mac Show venceu um Emmy de Melhor Roteiro de
Seriado Cômico. O Seriado também venceu um Peabody Award e dois prêmios
da Associação de Críticos Televisivos, a Television Critics Association
Awards: Melhor Seriado Cômico e Melhor Elenco de Comédia; bem como dois
prêmio da NAACP Image Awards: de Melhor Seriado Cômico e Melhor Ator.
Interpretando uma versão ficcional de si mesmo, o seriado retrata Mac
tentando adaptar-se às suas novas responsabilidades como pai de primeira
viagem.
Mac estrela dois outros longas de alta-visibilidade este ano. Ele
contracenou com Chris Rock na comédia de sucesso, Head of State, no papel
do irmão mais velho e colega numa inesperada disputa pelas eleições
presidenciais. No final do ano, ele estrela o longa dirigido por Terry
Zwigoff, Bad Santa, contracenando com Billy Bob Thornton, no papel de um
ladrão que se veste de Papai Noel para assaltar shopping centers. Mac
interpreta o detetive que procura um modo politicamente correto de se
livrar do Papai Noel criminoso.
Mais recentemente, foi visto nas telonas no grande sucesso de Steven
Soderbergh, a refilmagem de Onze Homens e Um Segredo (Ocean's 11), da
Warner Bros. Co-estrelado por George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon, o
filme segue o roubo de um cassino de Las Vegas do seu planejamento à
execução. Mac interpreta "Frank Catton", o informante do
grupo. O filme foi um sucesso estrondoso, arrecadando mais de US$350
milhões de dólares em todo o mundo.
Sem jamais limitar-se a uma única forma de arte, Mac é autor do livro
intitulado I Ain't Scared of You, publicado no último outono
norte-americano pela MTV/Pocket Books. No livro, ele detona tópicos como
sexo, religião, higiene, celebridade e muitos outros, sem jamais perder o
humor. Na última primavera norte-americana, lançou seu livro mais
recente, Maybe You Never Cry Again (Regan Books/Harper Collins), no qual
discute sua infância crescendo em Chicago e as dificuldades e obstáculos
em seu caminho até o sucesso.
Como membro-fundador da turnê "Kings of Comedy", demonstrou
toda sua verve e criatividade. O sucesso da turnê originou o
longa-metragem documentário de Spike Lee, em 2000, Os Verdadeiros Reis da
Comédia (The Original Kings of Comedy), cuja arrecadação atingiu quase
US$40 milhões de dólares.
Nascido e criado em Chicago, Mac fez sua estréia televisiva no seriado
humorístico revolucionário da HBO, Russell Simmons' Def Comedy Jam, que
levou à sua contratação para o elenco do longa-metragem de Damon Wayans,
Mo' Money. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem a comédia
de Eddie Murphy e Martin Lawrence, Até Que a Fuga os Separe (Life), House
Party 3, Armadilhas do Amor (How to be a Player) e O Que Mais Pode
Acontecer? (What's the Worst that Can Happen?)
CRISPIN GLOVER está de volta como "Thin Man",
papel interpretado por ele no As Panteras (Charlie's Angels) original.
Embora não seja um galã tradicional, Glover conquistou a reputação de
uma das personalidades mais intrigantes da indústria cinematográfica.
Seus personagens e obras de arte pouco usuais inspiraram uma legião de
fãs que o considera ao mesmo tempo um louco e um gênio. Glover já atou
em mais de 30 filmes, incluindo Juventude Assassina (River's Edge), De
Volta Para o Futuro (Back To The Future), Coração Selvagem (Wild At
Heart), The Doors (no papel de Andy Warhol), O Povo Contra Larry Flynt (The
People Vs. Larry Flynt), A Enfermeira Betty (Nurse Betty) e As Panteras (Charlie's
Angels). Ele é autor de vários livros de ficção (Oak Mot, Rat Catching,
What It Is e How it is Done), um monólogo teatral (The Big Slide Show), e
o disco, The big problem does not equal the solution. The solution equals
let it be.
Glover também é diretor e produtor de dois longas-metragens atualmente
em pós-produção: What Is It? (com roteiro escrito por ele), que ele
descreve como: "As aventuras de um jovem cujos principais interesses
são sal, lesmas, um cachimbo e como chegar em casa, atormentado pela sua
própria psiquê racista. A maior parte do elenco sofre de síndrome de
Down, mas não se trata disso." Ele também dirigiu a continuação
do longa, Everything is Fine!, que ele descreve como: "O filme foi
escrito e estrelado por Steven C. Stewart, que tem 62 anos e paralisia
cerebral. Everything is Fine é uma autobiografia ficcional psicossexual
de Stewart, uma fantasia absolutamente real. Stewart morreu um mês depois
de o filme ter sido concluído."
JUSTIN THEROUX, que interpreta "Seamus O'Grady",
renomado ator teatral e de cinema, co-estrelou com Naomi Watts e Laura
Elena Harring no longa de David Lynch, Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive).
Em breve, será visto contracenando com Ben Stiller e Drew Barrymore em
Duplex, e contracenando com Audrey Tautou no filme de Amos Kollek, Nowhere
to Go but Up. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem
Psicopata Americano (American Psycho), de Mary Harron, e Um Tiro para Andy
Warhol (I Shot Andy Warhol), bem como Zoolander, O Clube dos Corações
Partidos (The Broken Hearts Club) e Romy e Michele (Romy and Michele's
High School Reunion).
Theroux iniciou sua carreira nos palcos nova-iorquinas. Co-estrelou com
Philip Seymour Hoffman em Shopping and Fucking, e com Calista Flockhart,
Billy Crudup, Jeanne Tripplehorn e Lili Taylor em Three Sisters. Retornou
ao Lincoln Center de Nova York na primavera daquele ano na peça de Frank
McGuiness, Observe the Sons of Ulster Marching Towards the Somme, uma
crônica do desejo individual e coletivo de se honrar nossas crenças e
nosso país. Anteriormente, havia atuado na montagem da peça em Boston e
no Williamstown Theater Festival.
Na televisão, será visto em breve como um possível parceiro romântico
de Rachel Griffiths, em Six Feet Under. Seus créditos televisivos
adicionais incluem um papel protagonista em The District e participações
especiais em Sex and the City e Spin City.
Nascido e criado em Washington, D.C., é formado pelo Bennington College.
É sobrinho do escritor Paul Theroux.
ROBERT PATRICK, que interpreta "Ray Carter", teve
sua carreira pontuada por vários desempenhos marcantes, com uma
versatilidade de papéis rara entre a maioria dos atores. Recentemente,
concluiu a produção do piloto do seriado original da FX Network, Snitch,
e a filmagem do longa, Pavement, contracenando com Lauren Holly.
Mais recentemente, o público o viu estrelando no papel de "John
Doggett" as duas últimas temporadas do seriado já clássico da TV,
Arquivo X (The X-Files). Antes disso, foi visto no grande sucesso de
bilheteria de Robert Rodriguez, Pequenos Espiões (Spy Kids),
contracenando com Antonio Banderas, e em Espírito Selvagem (All the
Pretty Horses), co-estrelado por Matt Damon e Penelope Cruz e dirigido por
Billy Bob Thornton.
Em breve, será visto no longa da Universal Pictures, Eye See You, com
Sylvester Stallone, e em A Texas Funeral, com Jane Adams e Joanne Whalley.
Teve seu desempenho elogiado pela crítica em três episódios de grande
audiência da segunda temporada de The Sopranos. É mais conhecido no
papel de "T-100" de O Exterminador do Futuro 2: Julgamento Final
(Terminator 2: Judgement Day), contracenando com Arnold Schwarzenegger, e
Prova Final (The Faculty), dirigido por Robert Rodriguez com roteiro de
Kevin Williamson.
Seus créditos cinematográficos adicionais incluem Um Drinque no Inferno
2 - Texas Sangrento (From Dusk Till Dawn 2: Texas Blood), a continuação
de Um Drinque no Inferno (From Dusk Till Dawn), de Quentin Tarantino, Cop
Land, com Sylvester Stallone e Robert DeNiro, bem como o longa
independente, The Only Thrill, estrelado por Diane Keaton, Diane Lane e
Sam Shepherd.
A pedido de John Singleton, Patrick fez uma participação especial
arrepiante em O Massacre de Rosewood (Rosewood), tendo contracenando antes
disso com Demi Moore, em Striptease, no papel de seu ex-marido marginal.
Estrelou ainda Fogo no Céu (Fire In the Sky), Double Dragon: The Movie,
Alvo Perigoso (Decoy) com Peter Weller, Amaldiçoados (Last Gasp) e Hong
Kong 97 - Fuga e Sangue Frio (Hong Kong '97), bem como um episódio de The
Outer Limits, da Showtime.
Natural de Marietta, Geórgia, foi criado em Dayton, Cleveland, Detroit e
Boston. Jogou beisebol estudantil na American Legion Baseball durante o
segundo grau e futebol americano pela Bowling Green State University, de
Ohio, mas após participar de algumas aulas de teatro, decidiu abandonar
os esportes e seguir a carreira de ator.
Em 1984, mudou-se para Hollywood onde, algumas semanas depois, foi
escalado no papel de um beatnik maconheiro na peça, Go. Foi visto no
palco por um diretor de elenco da produtora de Roger Corman e logo
conquistava o papel do motociclista psicótico de Senhores da Guerra (Warlords
From Hell). Em seguida, estrelou o faroeste futurista, Equalizer 2000 - O
Dominador do Futuro (Equalizer 2000). Nos palcos, co-estrelou a première
de Los Angeles da peça de David Mamet, The Shawl, no Waterfront Stage.
Com seu sócio na já extinta produtora cinematográfica independente, 360
Entertainment, Patrick co-produziu com Stanley Isaacs, Within the Rock e
The End of the Road, um filme co-estrelado por ele.
Atualmente, Patrick está filmando Ladder 49, co-estrelado por John
Travolta e Joaquim Phoenix, e dirigido por Jay Russell.
DEMI MOORE, que estrela As Panteras Detonando (Charlie's
Angels: Full Throttle) no papel de "Madison Lee", é uma das
atrizes mais requisitadas de Hollywood. Seu filme mais recente foi o
longa-metragem da Paramount, Paixões Paralelas (Passion of Mind),
lançado no início de 2000.
Moore co-estrelou com Patrick Swayze e Whoopi Goldberg no fenômeno de
bilheteria Ghost - Do Outro Lado da Vida (Ghost), num desempenho que valeu
à atriz uma indicação ao Globo de Ouro. Seus créditos
cinematográficos incluem ainda Striptease, contracenando com Burt
Reynolds, A Jurada (The Juror), com Alec Baldwin, a versão
cinematográfica de Roland Joffe de A Letra Escarlate (The Scarlet Letter),
contracenando com Gary Oldman e Robert Duvall, Assédio Sexual (Disclosure),
com Michael Douglas, Proposta Indecente (Indecent Proposal), com Robert
Redford e Woody Harrelson, Questão de Honra (A Few Good Men) com Tom
Cruise e Jack Nicholson, A Mulher do Açougueiro (The Butcher's Wife) com
Jeff Daniels, e Nada Além de Problemas (Nothing But Trouble), com Dan
Aykroyd, Chevy Chase e John Candy.
Além de seu grande sucesso como atriz, Moore também desenvolveu uma bem
sucedida carreira como produtora de cinema através de sua produtora, a
Moving Pictures. Seus créditos como atriz e produtora incluem Até o
Limite da Honra (G.I.Jane), no qual co-estrelou com Viggo Mortensen, o
longa da HBO indicado ao Emmy, O Preço de Uma Escolha (If These Walls
Could Talk), com Sissy Spacek e Cher, Agora & Sempre (Now And Then),
com Melanie Griffith, Rosie O'Donnell e Rita Wilson, e Pensamentos Mortais
(Mortal Thoughts), com Bruce Willis. Ela também é parte da equipe por
trás do sucesso da franquia Austin Powers, tendo produzido todos os três
filmes em parceria com Jennifer e Suzanne Todd.
Moore fez sua estréia cinematográfica, em 1984, no papel da filha de
Michael Caine, em Feitiço do Rio (Blame It on Rio). Seus créditos
cinematográficos do início de sua carreira incluem Um Caso Muito Sério
(No Small Affair), com Jon Cryer, O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas
(St. Elmo's Fire), de Joel Schumacher, Verão Muito Louco (One Crazy
Summer) com John Cusack, Heróis ou Vilões (Wisdom), escrito, dirigido e
co-estrelado por Emilio Estevez, Sobre Ontem À Noite (About Last Night…),
com Rob Lowe, A Sétima Profecia (The Seventh Sign), com Michael Biehn, e
Não Somos Anjos (We're No Angels), com Sean Penn e Robert DeNiro.
MATT LeBLANC retorna no papel do namorado de Alex, "Jason
Gibbons", em As Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle).
Recentemente, foi indicado ao prêmio Emmy de Melhor Ator de Seriado
Cômico no papel de "Joey Tribbiani", no seriado semanal
fenômeno de popularidade da NBC, Friends. O elenco de astros e estrelas
elogiado pela crítica, composto por LeBlanc, Jennifer Aniston, Courtney
Cox, Lisa Kudrow, David Schwimmer e Matthew Perry, demonstrou ser um dos
melhores de todos os humorísticos da história da televisão, vencendo um
prêmio SAG Award de Melhor Elenco de Seriado Humorístico de 1996. O
seriado também venceu inúmeros outros prêmios do Screen Actors Guild,
Emmys, American Comedy Awards e Globos de Ouro. Individualmente, LeBlanc
foi elogiado pela crítica no papel de Joey e descrito pela Entertainment
Weekly como "uma raridade, um galã com talento para a comédia
pastelão."
LeBlanc foi visto na comédia de guerra, All the Queen's Men, no papel de
O'Rourke, o líder norte-americano da equipe inglesa de serviços
especiais encarregado de se infiltrar na fábrica de mulheres Enigma, de
Berlim, para resgatar um famoso aparelho de codificação. Antes disso,
havia atuado no longa original As Panteras (Charlie's Angels). Em 1998,
contracenou com Gary Oldman no papel do Major Don West, de Perdidos no
Espaço (Lost in Space). Dirigido por Stephen Hawkins, o filme reconta a
história da luta da família Robinson para retornar à Terra após uma
missão espacial mal sucedida. Anteriormente, havia estrelado a comédia
sobre beisebol, de 1996, Ed - Um Macaco Muito Louco (Ed), e Inimigos de
Guerra (The Killing Box), de 1993, co-estrelado por Martin Sheen e Corbin
Bernsen.
Natural de Newton, Massachusetts, LeBlanc formou-se pela Newton North High
School, antes de mudar-se para Hollywood para tentar a carreira de modelo
e ator. Atualmente, reside em LA com a mulher, a modelo Melissa McNight.
LUKE WILSON volta no papel do namorado de Natalie, "Pete
Komisky". Mais recentemente, co-estrelou com Vince Vaughn e Will
Ferrell a comédia de sucesso, Dias Incríveis (Old School), sobre três
homens na casa dos 30 anos que se desiludem com a vida e tentam reviver os
tempos de escola.
Anteriormente, estrelara no papel de "Richie Tennebaum" o longa
de Wes Anderson, Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums). O
elenco de grandes astros incluiu ainda Gene Hackman, Anjelica Huston,
Gwyneth Paltrow, Ben Stiller e Bill Murray. O filme foi a terceira
parceria de Luke com seu irmão Owen Wilson e Wes Anderson, que
co-escreveu o roteiro a ser dirigido por Anderson.
Wilson fez sua estréia cinematográfica no longa independente aclamado
pela crítica, Pura Adrenalina (Bottle Rocket). O filme teve argumento e
direção de Wes Anderson e roteiro co-escrito por seu irmão, Owen,
também seu ator coadjuvante.
Após Bottle Rocket, Wilson fez várias participações especiais e teve
papéis de coadjuvante antes de ser escalado para co-estrelar Romance no
Parque (Dog Park), de Bruce McCulloch, e em seguida, Nosso Louco Amor (Home
Fries), contracenando com Drew Barrymore. Posteriormente, associou-se
novamente a Anderson e ao irmão, Owen, em Três É Demais (Rushmore),
incluído na lista dos 10 Melhores Filmes de 1998 por vários críticos de
cinema.
A seguir, co-estrelou com Martin Lawrence na comédia de sucesso, Um Tira
Muito Suspeito (Blue Streak), e contracenou com Heather Graham em Rebelde
Até o Fim (Committed), indicado para o Grande Prêmio do Júri do
Festival da Cinema de Sundance de 2000. Também co-estrelou com Reese
Witherspoon em Legalmente Loura (Legally Blonde), indicado para o Globo de
Ouro de Melhor Filme (Musical ou Comédia).
Os filmes atuais e futuros lançamentos de Wilson incluem a comédia
romântica de Rob Reiner, Alex and Emma, contracenando com Kate Hudson,
Legally Blonde 2, e Masked & Anonymous, co-estrelado por Bob Dylan,
Penelope Cruz e Jessica Lange.
JOHN CLEESE interpreta o pai de "Alex", o "sr.
Munday". Sua carreira eclética teve início em meados da década de
60 na televisão britânica, atuando em The Frost Report e At Last the
1948 Show.
Em 1969, foi um dos criadores do Monty Python's Flying Circus. Trabalhando
com a mesma equipe, produziu quatro longas Python: Monty Python - E Agora,
Para Algo Completamente Diferente... (And Now For Something Completely
Different, 1971), Monty Python and the Holy Grail (1974), A Vida de Brian
(The Life of Brian, 1979) e The Meaning of Life (1983).
Mais recentemente, Cleese co-estrelou, no papel de "Q", o filme
de James Bond, Die Another Day. Fez sua estréia na série de filmes de
Bond, em 007 - O Mundo Não É o Bastante (The World Is Not Enough). No
ano passado, interpretou o papel de "Nearly Headless Nick" em
Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Sorcerer's Stone),
papel que reprisou na continuação, Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry
Potter and the Chamber of Secrets). Recentemente, atuou no ainda não
lançado, Os Looney Tunes: De Volta À Ação (Looney Tunes: Back in
Action).
Entre seus créditos cinematográficos adicionais, destacam-se Tá Todo
Mundo Louco - Uma Corrida Por Milhões (Rat Race), Perdidos em Nova York (The
Out of Towners), Um Peixe Chamado Wanda (A Fish Called Wanda, co-escrito
por ele e que lhe valeu um prêmio BAFTA), Ferocidade Máxima (Fierce
Creatures), O Livro da Selva (The Jungle Book), Frankenstein de Mary
Shelley (Mary Shelley's Frankenstein), Quem Não Herda... Fica Na Mesma (Splitting
Heirs), As Aventuras de Erik, o Viking (Erik the Viking), O Homem Que
Perdeu a Hora (Clockwise), Silverado, Recrutas em Desfile (Privates on
Parade), Os Bandidos do Tempo (Time Bandits) e The Great Muppet Caper.
No ano passado, The Human Face, uma série de documentários em quatro
episódios escrita e apresentada por Cleese, foi exibida no The Learning
Channel, recebendo uma indicação ao Emmy.
Na televisão, criou e estrelou o seriado aclamadíssimo, Fawlty Towers, e
venceu um Emmy com um papel no seriado humorístico, Cheers. Seus
créditos televisivos incluem ainda A Megera Domada (The Taming of the
Shrew) como parte da temporada shakespeareana da BBC e Whoops Apocalypse
da LWT.
Cleese foi um dos fundadores da Video Arts, em 1972, uma das maiores
fornecedoras de programas de treinamento profissional em vídeo. Embora
ele não seja sócio da empresa, continua atuando em suas produções. Em
1993, fundou com o dr. Rob Buckman uma nova empresa, Videos for Patients,
visando contribuir para a melhoria do diálogo entre pacientes e médicos.
Já foram lançados até o momento 45 títulos desta série de vídeos.
Com o dr. Robin Skynner, Cleese co-escreveu o best-seller, Families and
How to Survive Them, em 1983. O livro foi posteriormente adaptado na forma
de seriado pela BBC Radio 4. Sua continuação, Life and How to Survive It,
foi publicada em 1993.
Em 1998, Cleese tornou-se
professor-visitante da Universidade de Cornell.
SOBRE A EQUIPE TÉCNICA
McG (Diretor) fez sua estréia como diretor de cinema em As
Panteras (Charlie's Angels), a estréia diretorial de maior faturamento da
história do cinema. O filme foi lançado em primeiro lugar nos EUA,
arrecadando mais de US$40 milhões no seu fim primeiro fim de semana de
exibição. Também estreou em 1o lugar em 31 países, atingindo um
faturamento internacional superior a US$250 milhões de dólares.
Depois do sucesso sem precedentes do seu filme de estréia, McG fundou sua
própria produtora, a Wonderland, com sua sócia, a produtora Stephanie
Savage. A Wonderland possui um contrato prioritário com a Columbia
Pictures e um contrato televisivo com a Warner Bros. Atualmente, a
Wonderland está desenvolvendo Hot Wheels, a ser dirigido por McG para a
Columbia Pictures. A produtora também está produzindo os seriados
televisivos da Fox, Fastlane e The O.C., com estréias previstas para o
próximo verão norte-americano.
Até o momento, McG já dirigiu mais de 50 videoclipes, de artistas os
mais diferentes como Mase, Barenaked Ladies, Korn, Everclear, The
Offspring, Wyclef Jean, Fastball, Spacehog, Sublime, Cypress Hill,
Smashmouth e Sugar Ray. Dirigiu também comerciais para grandes empresas
como Gap, Ikea e Coca-Cola.
Natural de Kalamazoo, Michigan, McG cresceu em Newport Beach, Califórnia.
Cursou a Universidade de Califórnia, em Irvine, onde bacharelou-se em
Psicologia.
JOHN AUGUST (Roteiro, Argumento) escreveu e co-produziu
Vamos Nessa (Go), exibido em sua estréia no Festival de Cinema de
Sundance de 1999. Desde então, já foi co-roteirista de As Panteras (Charlie's
Angels) e Titan (Titan A.E.), entre inúmeros outros roteiros produzidos.
Outro roteiro de August estreará em breve, Big Fish, da Columbia Pictures,
uma adaptação de uma pseudo-fábula de Daniel Wallace, estrelada por
Ewan MacGregor, Albert Finney, Jessica Lange, Billy Crudup, Helena Bonham
Carter e Danny DeVito e dirigida por Tim Burton.
Atualmente, trabalha na refilmagem do filme de ficção científica da
década de 60, Barbarella, e num filme de terror para a Columbia Pictures,
ainda sem título, a ser também produzido por ele.
Nascido e criado em Boulder, Colorado, August é formado em Jornalismo
pela Universidade Drake, de Iowa, e possui mestrado Produção de Cinema
pelo programa Peter Stark da University of Southern California.
August trabalha com freqüência como consultor de criação do Seminário
Bianual de Roteiristas de Sundance. Além disso, é autor de uma coluna
semanal no site IMDb (Internet Movie Database), na seção "Pergunte
a um Cineasta" do indie.imdb.com.
CORMAC WIBBERLEY & MARIANNE WIBBERLEY (Roteiro)
cresceram no sul da Califórnia e estudaram na mesma escola. Ambos também
cursaram a UCLA onde se bacharelaram - Marianne, em Matemática, e Cormac,
em Economia. Marianne também formou-se subseqüentemente pela faculdade
de Cinema da UCLA.
Em 1993, o casal vendeu seu primeiro roteiro preliminar para os estúdios
Disney, e desde então continuam a escrever juntos. O Sexto Dia (The Sixth
Day), estrelado por Arnold Schwarzenegger, foi sua primeira grande
produção de cinema. Seu projeto mais recente foi Sou Espião (I Spy), da
Columbia Pictures. Atualmente, estão trabalhando em I Dream of Jeannie
para a Columbia Pictures, baseado no seriado clássico da TV, Jeannie é
um Gênio, e também em National Treasure, a ser dirigido por Jon
Turtletaub para a Jerry Bruckheimer Productions.
LEONARD GOLDBERG (Produtor), um dos executivos e dos
produtores de criação mais talentosos e respeitados da indústria do
cinema e da televisão, já ocupou vários cargos na indústria, incluindo
chefe de programação da ABC e presidente da Twentieth Century Fox.
Atualmente, preside sua própria produtora, a Mandy Films.
Como executivo-chefe da Twentieth Century Fox, supervisionou a produção
de vários filmes de sucesso como Nos Bastidores da Notícia (Broadcast
News), Big - Quero Ser Grande (Big), Duro de Matar (Die Hard), Wall Street
- Poder e Cobiça (Wall Street) e Uma Secretária do Futuro (Working Girl).
Independentemente, produziu êxitos do cinema como As Panteras (Charlie's
Angels) original, Jogos de Guerra (War Games), o thriller de Julia Roberts,
Dormindo Com o Inimigo (Sleeping With the Enemy), a comédia de Eddie
Murphy, Um Distinto Cavalheiro (The Distinguished Gentleman), e o thriller
recente de enorme sucesso, Risco Duplo (Double Jeopardy), estrelado por
Tommy Lee Jones e Ashley Judd.
Na ABC, foi responsável pelo desenvolvimento e pela introdução dos
longas-metragens produzidos diretamente para a televisão. Como produtor
televisivo, foi responsável por alguns dos telefilmes de maior êxito da
história da TV, incluindo Glória e Derrota (Brian's Song), que lhe valeu
um prêmio Peabody, Something About Amelia, que lhe deu um Emmy, e Alex:
The Life of a Child, baseado no livro de Frank Deford.
Em parceria com Aaron Spelling, foi responsável por uma série de
sucessos televisivos sem precedentes, incluindo As Panteras (Charlie's
Angels), Starsky and Hutch, The Rookies, A Ilha da Fantasia (Fantasy
Island), Casal 20 (Hart to Hart), T.J. Hooker e o seriado premiado de
grande audiência, Family. A dupla também produziu mais de 35 filmes para
a televisão, incluindo aquele que marcou a volta de John Travolta à cena
nacional, The Boy in the Plastic Bubble, e o telefilme de maior audiência
de toda a história da televisão, Little Ladies of the Night.
DREW BARRYMORE (Produtora) Veja a biografia de Drew
Barrymore na seção Sobre o Elenco.
NANCY JUVONEN (Produtora) fundou a Flower Films com a atriz
Drew Barrymore em 1995. Seu filme de estréia, Nunca Fui Beijada (Never
Been Kissed), começou a ser produzido em 1998, com Juvonen e Barrymore
co-produzindo com Sandy Isaac. A comédia romântica, parte de um contrato
prioritário da produtora com a 20th Century Fox/Fox 2000, arrecadou mais
de US$80 milhões de dólares em todo o mundo. O projeto seguinte da
Flower Films, juntamente com a Leonard Goldberg Productions e a Tall Trees,
foi o fenômeno de público, As Panteras (Charlie's Angels), cujo
faturamento internacional superou a marca de US$250 milhões de dólares.
Juvonen e Barrymore também produziram, juntamente com Matt Groening e
Claudia de la Roca, o longa de animação indicado ao Emmy, Olive the
Other Reindeer, atualmente um clássico da temporada televisiva natalina.
Em 2001, a Flower Films, em parceria com a Newmarket e a Gaylord Films,
lançou o longa independente Donnie Darko, um sucesso cult recebido com
críticas e reações dos fãs extremamente positivas, tanto nos EUA
quanto no mercado internacional. No ano seguinte, a Flower Films e a Red
Hour Films, de Ben Stiller, concluíram a produção da comédia
romântica dark, Duplex, estrelada por Barrymore e Stiller e dirigida por
Danny DeVito. A Flower Films está produzindo atualmente Fifty First
Kisses, com Adam Sandler e sua produtora, a Happy Madison, para Columbia
Pictures. Barrymore também co-estrela.
Ainda em produção está A Confederacy Of Dunces, escrito por Scott
Kramer e Steven Soderbergh, baseado no romance vencedor do prêmio
Pulitzer.
A Flower Films possui um contrato prioritário com a Columbia Pictures
até o final de 2005.
JENNO TOPPING (Produtora Executiva) é sócia de Betty
Thomas na produtora Tall Trees e também foi produtora executiva do
primeiro filme, As Panteras (Charlie's Angels).
Além disso, ela co-produziu A Família Sól, Lá, Si, Dó (The Brady
Bunch Movie), foi produtora executiva de Dr. Dolittle e produtora de 28
Dias (28 Days). Todos os três filmes foram dirigidos por Thomas. Ela
também co-produziu a popular comédia adolescente Mal Posso Esperar (Can't
Hardly Wait), bem como a comédia de ação mais recente de Thomas, Sou
Espião (I Spy), estrelada por Eddie Murphy e Owen Wilson. Topping acaba
de concluir a produção de Surviving Christmas, uma comédia estrelada
por Ben Affleck, Christina Applegate, James Gandolfini e Catherine O'Hara.
Antes de associar-se a Thomas, Topping foi vice-presidente da HBO Pictures,
onde supervisionou inúmeros filmes, incluindo Trapaças no Horário Nobre
(The Late Shift), de Thomas, bem como A Segunda Guerra Civil (The Second
Civil War), O Crime do Século (Crime of the Century) e o vencedor do Emmy
e do Globo de Ouro, Rasputin.
PATRICK CROWLEY (Produtor Executivo) subiu pouco a pouco na
carreira, iniciando sua vida profissional como assistente de diretor e
chegando a tornar-se um dos produtores mais renomados da indústria. Mais
recentemente, produziu A Identidade Bourne - Renascido em Perigo (The
Bourne Identity), estrelado por Matt Damon e dirigido por Doug Liman.
Natural de Orange, Califórnia, bacharelou-se em Ciências Políticas pela
Universidade da Califórnia, Berkeley, obtendo também um mestrado em
Comunicação pela Universidade de Stanford. Em seguida, tornou-se
Professor Adjunto de Comunicação em Stanford, onde lecionou entre
1972-75. Posteriormente, rodou documentários e dirigiu uma produtora de
vídeos em São Francisco.
Mudando-se para Los Angeles em 1980, produziu filmes publicitários para o
vencedor de vários Oscars®, Conrad Hall. Entrou então para o sindicato
dos diretores dos EUA, o Directors Guild of America, como primeiro
assistente de diretor, trabalhando com cineastas como Curtis Hanson em
Porky 3 (Losin' It), Roger Spottiswoode em Sob Fogo Cerrado (Under Fire),
Barry Levinson em Um Homem Fora de Série (The Natural), Karel Reisz em Um
Sonho, Uma Lenda (Sweet Dreams) e John Schlesinger tanto em A Traição do
Falcão (The Falcon and The Snowman) quanto em Adoradores do Diabo (The
Believers).
Crowley foi co-produtor de Justiça Corrupta (True Believer), produzido
por Walter Parkes (um de seus alunos em Stanford) e Lawrence Lasker.
Trabalhou em seguida como gerente de unidade de produção de Revenge - A
Vingança (Revenge), dirigido por Tony Scott. Crowley foi produtor
executivo da mega produção de ficção científica, o thriller, RoboCop
2, da comédia de sucesso de Nora Ephron, Sintonia de Amor (Sleepless in
Seattle) e do romance histórico de Edward Zwick, Lendas da Paixão (Legends
of the Fall). Produziu ainda RoboCop 3.
Crowley tornou-se vice-presidente executivo de produção da New Regency
Productions, em 1994. Durante seis anos, foi supervisor de produção e
pós-produção de filmes como LA, Cidade Proibida (L.A. Confidential),
Tempo de Matar (A Time to Kill), A Armadilha (Entrapment), O Clube da Luta
(Fight Club), O Advogado do Diabo (The Devil's Advocate), Cidade dos Anjos
(City of Angels), O Negociador (The Negotiator), Fogo Contra Fogo (Heat),
O Jogo da Paixão (Tin Cup), Cobb - A Lenda (Cobb), Somente Elas (Boys on
the Side), A Força em Alerta 2 (Under Siege 2: Dark Territory) e muitos
outros. Ele é sócio da empresa da internet eStudio Network, que fornece
compras consolidadas e um bando de dados com informações cruciais tanto
para grandes estúdios quanto para produções independentes.
AMANDA GOLDBERG (Produtora Associada) entrou para a Mandy
Films em julho de 1998 após trabalhar durante dois anos em Nova York na
indústria da moda, como assistente do estilista famoso, Todd Oldham.
Formada pela College of Arts and Sciences da Universidade da Pensilvânia,
em 1996, Goldberg iniciou sua carreira no cinema como assistente de seu
pai, Leonard Goldberg, no longa de enorme sucesso, Risco Duplo (Double
Jeopardy).
Ela foi co-produtora do telefilme Runaway Virus, da ABC-TV, e produtora de
Critical Assembly, da NBC.
Goldberg foi produtora associada do primeiro filme As Panteras (Charlie's
Angels). Também está trabalhando no desenvolvimento de três novos
longas: Fantasy Island, Wonder Woman e Criss Cross.
STEPHANIE SAVAGE (Produtora Associada) é sócia de McG na
Wonderland Sound and Vision, a produtora fundada por eles em janeiro de
2001 após fecharem um contrato prioritário com a Columbia Pictures. As
Panteras Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle) é sua primeira
produção e marca a estréia cinematográfica de Savage como produtora
associada.
Após o êxito da produção televisiva do ano passado, Fastlane, da qual
Savage é produtora, a Wonderland assinou recentemente um contrato de
desenvolvimento televisivo com a Warner Bros. Uma segunda série, The O.C.,
estréia na Fox no próximo verão norte-americano.
No momento, a Wonderland está desenvolvendo um filme live-action em torno
dos carrinhos Hot Wheels®, fabricados pela Mattel, a ser dirigido por McG
com produção executiva de Savage para a Columbia Pictures.
Antes de fundar a Wonderland com McG, Savage foi vice-presidente de
desenvolvimento da Flower Films, onde trabalhou com Nancy Juvonen e Drew
Barrymore no desenvolvimento de Nunca Fui Beijada (Never Been Kissed), As
Panteras (Charlie's Angels) e Donnie Darko.
Entre seus créditos adicionais, destaca-se a produção de comerciais
para as marcas Ikea e Coors, bem como videoclipes de Sugar Ray.
Natural do Canadá, Savage mudou-se para Los Angeles vinda da Universidade
de Iowa, onde ela lecionava Teoria e História do Cinema enquanto
concluía seu doutorado. É autora com vários artigos acadêmicos
publicados sobre crimes, escândalos e pornografia.
RUSSELL CARPENTER, ASC (Diretor de Fotografia) trabalhou
pela primeira vez com McG em As Panteras (Charlie's Angels).
Carpenter venceu um Oscar® e um prêmio ASC Award de Melhor Fotografia
por seu trabalho no fenômeno de bilheteria do diretor James Cameron,
Titanic. Anteriormente, já havia trabalhado com Cameron em True Lies e O
Exterminador do Futuro 2 (Terminator 2).
Mais recentemente, trabalhou com os diretores Bobby e Peter Farrelly em O
Amor É Cego (Shallow Hal). Seus créditos adicionais incluem O Negociador
(The Negotiator), Tudo Por Dinheiro (Money Talks), A Chave Mágica (The
Indian in the Cupboard), 15 Metros de Mulher (Attack of the 50 Foot Woman),
O Alvo (Hard Target), O Cemitério Maldito 2 (Pet Sematary II), O
Passageiro do Futuro (Lawnmower Man), Solar Crisis e A Dama de Branco (Lady
in White).
Carpenter foi ainda diretor de fotografia do videoclipe de Michael Jackson,
"Ghosts".
J. MICHAEL RIVA (Desenhista de Produção) foi indicado ao
Oscar® como desenhista de produção de A Cor Púrpura (The Color Purple).
Assinou também a produção de As Panteras (Charlie's Angels) e
Evolução (Evolution), de Ivan Reitman.
Riva foi desenhista de produção e diretor de segunda unidade de Questão
de Honra (A Few Good Men), Radio Flyer, Os Fantasmas Contra Atacam (Scrooged)
e Os Goonies (Goonies). Entre seus créditos mais memoráveis, destacam-se
Dave - Presidente por Um Dia (Dave), Seis Dias, Sete Noites (Six Days
Seven Nights), Congo, As Aventuras de Buckaroo Banzai (The Adventures of
Buckaroo Banzai), Máquina Mortífera (Lethal Weapon), Máquina Mortífera
2 (Lethal Weapon 2), Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4), Gente Como a
Gente (Ordinary People), Os Bad Boys (Bad Boys) e Brubaker.
Seus créditos televisivos incluem o telefilme premiado com o Emmy,
Tuesdays with Morrie e a 74a cerimônia de entrega do Oscar® da Academia,
que lhe valeu uma indicação ao Emmy.
WAYNE WAHRMAN A.C.E. (Montador), também montador de As
Panteras (Charlie's Angels), montou recentemente dois filmes bastante
diversos: A Máquina do Tempo (The Time Machine), baseado no romance de
H.G. Wells, e o drama submarino da Segunda Guerra Mundial, U-571 - A
Batalha do Atlântico (U-571). Trabalhou ainda com o diretor Steve
Zaillian em dois filmes do cineasta: A Qualquer Preço (A Civil Action) e
Lances Inocentes (Searching for Bobby Fischer).
Entre seus créditos cinematográficos, destacam-se A Educação de
Pequena Árvore (The Education of Little Tree), Contrato de Risco (2 Days
in the Valley), O Último dos Moicanos (The Last of the Mohicans), Power
Rangers - O Filme (Mighty Morphin Power Rangers: The Movie) e Kickboxer -
O Desafio do Dragão (Kickboxer).
Criado em Richmond, Virgínia, formou-se em produção de cinema pela UCLA,
onde uma de suas produções estudantis venceu o prêmio Jim Morrison de
Melhor Filme.
JOSEPH G. AULISI (Figurinista), que também assinou os
figurinos de As Panteras (Charlie's Angels), vem trabalhando em cinema há
mais de 25 anos. Paralelamente a isso, criou figurinos para dezenas de
peças e musicais famosos da Broadway.
Mais recentemente, criou os figurinos de Duplex, estrelado por Drew
Barrymore e Ben Stiller. Dirigido por Danny DeVito, o filme foi produzido
por Barrymore e pela Flower Films, de Nancy Juvonen, e pela Red Hour Films,
de Stiller.
Seus créditos cinematográficos incluem dois longas do diretor Chris
Columbus, Lado a Lado (Stepmom) e O Homem Bicentenário (Bicentennial
Man), bem como Os Picaretas (Bowfinger), dirigido por Frank Oz e estrelado
por Steve Martin e Eddie Murphy. Assinou também os figurinos de três
filmes dirigido por Robert Benton: Fugindo do Passado (Twilight), com Paul
Newman e Susan Sarandon, Um Casal Mais-Que-Perfeito (Nobody's Fool),
também estrelado por Newman, e Billy Bathgate - O Mundo a Seus Pés (Billy
Bathgate), com Nicole Kidman e Dustin Hoffman.
Seus primeiros créditos no cinema incluem Sombras da Lei (Night Falls on
Manhattan), Sidney Lumet, Duro de Matar - A Vingança (Die Hard With a
Vengeance), estrelado por Bruce Willis, Em Terreno Selvagem (On Deadly
Ground), com Steven Seagal, Shaft, The Pope of Greenwich Village e Três
Dias do Condor (Three Days of the Condor), estrelado por Robert Redford e
dirigido por Sydney Pollack. Além disso, os figurinos dos longas Meu
Pequeno Paraíso (My Blue Heaven) e O Segredo do Meu Sucesso (The Secret
of My Success), ambos de Herbert Ross, também foram criações de Aulisi.
Seus demais filmes de época incluem Ironweed, estrelado por Meryl Streep
e Jack Nicholson, e Confissões de Uma Adolescente (Brighton Beach Memoirs),
de Neil Simon. Aulisi também criou os figurinos de O Rei da Baixaria (Private
Parts), estrelado por Howard Stern e dirigido por Betty Thomas.
Na Broadway, Aulisi assinou os figurinos de Broadway de Jerome Robbins,
Rockabye Hamlet de Gower Champion, Marilyn: A Musical de Kenny Ortega,
Barbara Cook in Concert, e também de quatro musicais de Neil Simon:
Broadway Bound, Rumors, God's Favorite e da montagem de San Diego de
Jake's Women.
EDWARD SHEARMUR (Trilha) tornou-se popular com o drama
aclamado de Iain Softley, Asas do Amor (The Wings of the Dove). Shearmur
compôs em apenas duas semanas a música do filme indicado ao OscarÒ, uma
das trilhas mais elogiadas de 1997.
Na última década, ele compôs trilhas para filmes dos mais variados
gêneros, incluindo mais recentemente Johnny English, O Conde de Monte
Cristo (The Count of Monte Cristo), K-PAX - O Caminho da Luz (K-PAX), The
Brightness You Keep, Miss Simpatia (Miss Congeniality), As Panteras (Charlie's
Angels), Tudo Para Ficar Com Ele (The Sweetest Thing), Reign of Fire e
Correndo Atrás (Whatever It Takes). Seus créditos cinematográficos
adicionais incluem Coisas Que Você Pode Dizer Só de Olhar Pra Ela (Things
You Can Tell Just By Looking At Her), estrelado por Glenn Close, Cameron
Diaz e Holly Hunter, Um Tira Muito Suspeito (Blue Streak), estrelado por
Martin Lawrence, Um Sinal de Esperança (Jakob the Liar), estrelado por
Robin Williams, Segundas Intenções (Cruel Intentions), A Governanta (The
Governess), The Very Thought of You, Girls' Night, Lembre-se de Mim (Remember
Me), de Nick Hurran, O Sedutor (The Leading Man), de John Duigan, Os
Demônios da Noite (Demon Knight), e HBO's A Maldição da Selva (Heart of
Darkness) e Um Tiro no Coração (Shot Through the Heart), ambos da HBO. A
trilha de The Cement Garden, filme vencedor do prêmio de Melhor Direção
do Festival de Cinema de Cannes de 1991, marcou a estréia de Shearmur
como compositor cinematográfico.
Durante sua aprendizagem de sete anos com o compositor premiado Michael
Kamen, Shearmur contribuiu para as trilhas de License to Kill, Duro de
Matar I e II (Die Hard I e II) e Máquina Mortífera I e II (Lethal Weapon
I e II), entre outros.
Em 1991, Shearmur colaborou com Kamen na trilha do longa de Peter Medak, O
Segredo de Uma Sentença (Let Him Have It), o que levou à trilha do
telefilme de Medak, O Corcunda de Notre Dame - O Filme (The Hunchback),
estrelado por Mandy Patinkin e Salma Hayek, bem como sua primeira grande
produção de Hollywood, o longa de Medak, A Experiência 2 - A Mutação
(Species II).
Músico com formação acadêmica clássica de cinco anos como bolsista na
Eton e na Royal College of Music, Shearmur foi diretor musical das turnês
mundiais acústicas de 1995 e 1996 dos ex-integrantes do Led Zeppelin,m
Jimmy Page e Robert Plant. Subseqüentemente, exerceu a mesma função no
álbum de sucesso originário da turnês "No Quarter". Shearmur
também participou como músico de álbuns de artistas famosos como Annie
Lennox, Pink Floyd, Marianne Faithfull, Echo and The Bunnymen e Bryan
Adams.
Ele também trabalhou em parceria com Peter Gabriel e o produtor Bob Ezrin
na canção-tema composta por Randy Newman para Babe - O Porquinho
Atrapalhado na Cidade (Babe: Pig In the City). As sessões de gravação
também contaram com a presença de Paddy Moloney e os Chieftains, o que
resultou na co-autoria da trilha de Agnes Browne - O Despertar de Uma Vida
(Agnes Browne), dirigido e estrelado por Anjelica Huston.
JOHN HOULIHAN (Supervisão Musical) supervisionou a música
do As Panteras (Charlie's Angels) original e do álbum da trilha sonora do
filme, cuja vendagem ultrapassou a marca de três milhões de cópias em
todo o mundo. O sucesso do disco foi alavancado pelo sucesso do single,
"Independent Women, Part II", de Destiny's Child, o tema de
cinema mais executado da história do rádio.
Houlihan contribuiu para a trilha de mais de 25 longas-metragens e um
número parecido de álbuns de trilhas de cinema. Entre seus principais
créditos, destaca-se a supervisão musical de todos os três filmes de
Austin Powers e suas respectivas trilhas sonoras. Os álbuns de Austin
Powers venderam milhões de cópias em todo o mundo e geraram singles e
videoclipes de grande sucesso com Madonna, Lenny Kravitz, Beyoncé Knowles
(Destiny's Child) e Britney Spears.
Houlihan supervisionou também a música de Dia de Treinamento (Training
Day), que deu a Denzel Washington o Oscar® de Melhor Ator, bem como Fora
de Casa! (Freddy Got Fingered), grande vencedor do Raspberry Awards nas
categorias Pior Ator, Pior Diretor e Pior Filme. Seus créditos adicionais
recentes incluem Biker Boyz, estrelado por Laurence Fishburne, Tudo Para
Ficar Com Ele (The Sweetest Thing), estrelado por Cameron Diaz, e Jimmy
Bolha (Bubble Boy).
CHEUNG-YAN YUEN (Efeitos Especiais de Artes Marciais) foi
novamente convocado para treinar as Panteras.
Yuen, o segundo de oito irmãos, descende uma família de renomados
coreógrafos de lutas em filmes de ação de Hong Kong. Ele começou sua
vida profissional como dublê, quando o pai se tornou o primeiro
coreógrafo de lutas da Ásia trabalhando nos filmes de Wong Fei Hung
durante os anos 50 e 60.
A exemplo de seu irmão mais velho, Wo-Ping, coreógrafo de ação de
Matrix (The Matrix), Yuen é um mestre em adequar as seqüências de luta
especificamente à personalidade e motivação de cada personagem. Deste
modo, as lutas contam a história não-verbalmente, conduzindo a trama e
dando mais profundidade aos personagens.
A capacidade desses irmãos de utilizar as habilidades dos atores e
atrizes para lutar e seus métodos para fazer quem tem pouca experiência
em lutas marciais parecer convincente diante das câmeras chamou a
atenção dos cineastas norte-americanos.
Yuen foi um dos coreógrafos cenas de luta de Matrix 2 e Matrix 3. Os
irmãos também coreografaram as cenas de ação dos sucessos
cinematográficos de artes marciais, Mestre Kam - A Lenda (Iron Monkey),
Lutar ou Morrer (Fist of Legend) e Taichi Master.
Recentemente, Yuen dirigiu a coreografia das lutas de Daredevil, estrelado
por Ben Affleck.
Em 1991, Yuen venceu o prêmio de Melhor Diretor de Ação do 11o Festival
de Cinema de Hong Kong por seu trabalho brilhante em Guerreiros À Prova
de Balas (Once Upon a Time in China), uma obra prima clássica e um filme
imperdível para os fãs de artes marciais. Yuen também foi indicado para
o prêmio de Melhor Diretor de Ação do 2o Festival de Cinema de Hong
Kong, de 1982, o primeiro ano em que o prêmio nesta categoria foi
oferecido.
MARGUERITE DERRICKS (Coreógrafa) contribuiu com suas
coreografias sensacionais para centenas de filmes, produções de
televisão, comerciais, videoclipes e montagens teatrais. Há pouco, ela
coreografou o terceiro longa-metragem de Austin Powers em O Homem do
Membro de Ouro (Austin Powers, Goldmember), estrelado por Mike Meyers.
Mais recentemente, coreografou Looney Tunes: The Movie, o novo seriado
televisivo da FOX, Cedric The Entertainer e Faith Hill Special, exibido no
último outono, pela NBC.
Derricks venceu o prestigiado prêmio Emmy por três anos consecutivos.
Ela venceu seu terceiro Emmy com as "Cerimônias de Abertura e
Encerramento dos Jogos da Boa Vontade de 1998", seu segundo por
"Fame LA" e o primeiro com o seriado exibido em longa temporada
na TV, 3rd Rock From the Sun.
Seus créditos cinematográficos incluem Austin Powers - 000 Um Agente
Nada Discreto (Austin Powers International Man of Mystery) e As Panteras (Charlie's
Angels), ambos vencedores do prêmio MTV Movie Award de Melhor Número de
Dança), Austin Powers: O Agente "Bond" Cama (Austin Powers The
Spy Who Shagged Me, indicado ao prêmio American Choreography Award) e o
ainda não lançado, Gigli, dirigido por Martin Brest e estrelado por
Jennifer Lopez e Ben Affleck.
Seus créditos televisivos incluem That 70's Show (indicado ao prêmio
American Choreography Award), VH1 Vogue Fashion Awards e Will & Grace.
Derricks também conquistou notoriedade com sua coreografia para as
campanhas comerciais Khaki's A Go Go e Old Navy, ambas da GAP, dirigidas
por Matthew Rolston.
Seu trabalho para os Jogos da Boa Vontade, apresentando um moderno balé
ao som da "New York Suite", de Frank Wildhorn, levou Derricks a
coreografar uma remontagem teatral de The Rocky Horror Show, no Tiffany
Theatre, de Los Angeles, bem como uma nova montagem bem recebida de A
Pequena Loja dos Horrores (Little Shop of Horrors), no Alley Theatre, de
Houston. No verão de 1999, Derricks coreografou uma remontagem aclamada
pela crítica de Finian's Rainbow, no Coconut Grove Playhouse, de Miami, e
a produção de 2001 da Broadway de A Class Act. A Class Act foi encenada
em seguida no Pasadena Playhouse e, atualmente, está em cartaz no Japão.
ROBIN ANTIN (Coreógrafa) é uma das coreógrafas mais
inovadoras, cheias de estilo e originais da indústria do entretenimento
na atualidade. Seu estilo progressivo e, ao mesmo tempo, retrospectivo,
aliado ao amor e respeito pelos pioneiros da dança do século XX, Bob
Fosse, Gene Kelly e Cyd Charisse, inspirou-a a assumir riscos e a
pavimentar sua própria estrada como coreógrafa, montando o show original
ao vivo de grande êxito, The Pussycat Dolls. A trupe de artistas de
integrantes regulares do seriado televisivo The Big Deal, participou
também dos filmes The Treat e Matters of Consequence, bem como de
inúmeros programas de televisão e montagens teatrais. Eles se apresentam
regularmente em sua base local original, o Viper Room de Hollywood.
Após anos ocupando o posto de uma das melhores dançarinas da indústria
do entretenimento, Antin tornou-se um talento significativo como
coreógrafa. Foi indicada ao prêmio American Choreography Award na
categoria Videoclipe, com o sucesso de 1997 dos Smashmouth, "Can't
Get Enough of You Baby".
Ela coreografou duas temporadas do programa de variedades da USA Networks,
Happy Hour, onde criou a popular trupe de dança, The Bombshells. Também
coreografou videoclipes de vários grandes artistas, incluindo 98 Degrees,
Sugar Ray, Enrique Iglesias, Barenaked Ladies, Offspring, Julio Iglesias,
Jr., Anastacia, Wyclef Jean, M2M, Willie Nelson e Smashmouth. Coreografou
ainda várias turnês de artistas como Sandra Bernhard e Ricky Martin,
para quem coreografou também o vídeo de seu sucesso latino no 1 nas
paradas, "Maria".
A reputação de Antin como coreógrafa inovadora e de estilo chamou a
atenção de várias empresas, incluindo Shiseido, El Pollo Loco, Alaska
Airlines e do fabricante de roupas Parisian. Durante anos, foi coreógrafa
contratada e diretora da Adidas e Puma, criando e encenando seus desfiles
de moda nacionais e internacionais.
Seus créditos televisivos adicionais incluem os seriados da Fox, Jesse,
Married with Children (co-estrelado por Christina Applegate, que,
juntamente com atriz Carmen Electra, também atua em The Pussycat Dolls) e
a popular novela vespertina, General Hospital.
|
 |