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Peter Pan -
De Volta à Terra do Nunca


A Walt Disney Pictures decola com Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca, uma fantasia encantadora e divertida que dá continuação ao clássico Disney de 1953, Peter Pan. Produzido pela Walt Disney Television Animation, Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca segue a viagem de descoberta à Terra do Nunca da filha de Wendy, Jane, uma garota deixou de lado a imaginação, as brincadeiras infantis e a crença nos efeitos mágicos da fórmula "fé, confiança e pó de pirlimpimpim" de Peter Pan, como um recurso de sobrevivência em meio à devastação de Londres causada pelos bombadeios de guerra.

Jane precisa enfrentar a realidade da fantasia quando é raptada por engano e levada à Terra do Nunca pelo Capitão Gancho. Peter Pan salva Jane das garras dos bucaneiros e tenta mostrar a ela as maravilhas da Terra do Nunca, mas a menina só pensa em retornar à realidade da vida em sua casa. Infelizmente, o único modo de voltar para casa é voando e, para voar, ela terá de acreditar. Caberá a Peter Pan, Sininho e aos Garotos Perdidos ajudar Jane a resgatar a fantasia e a alegria da infância, enquanto ela terá de procurar dentro de si mesma um meio de acreditar no faz-de-conta.

Essencialmente, Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca é uma demonstração vívida - para crianças dos 2 aos 102 anos - da importância de mantermos viva a imaginação e do poder da fé diante de grandes adversidades. Ao longo do filme, o público reavivará seu velho apreço por um elenco de personagens populares - o eternamente maroto Peter Pan, Sininho, os Garotos Perdidos, os comicamente malvados Capitão Gancho e Smee - e também conhecerá alguns personagens recém-incluídos na lenda da Terra do Nunca.

SOBRE OS PERSONAGENS

Em sua volta às telas, Peter Pan, o garoto que nunca irá crescer, está tão travesso, alegre e despreocupado como sempre, ainda à frente do bando de Garotos Perdidos em sua eterna luta contra o Capitão Gancho. E, é claro, ainda objeto da afeição de Sininho.

O mundo, entretanto, cresceu à sua volta - Wendy não é mais uma criança; agora ela é mãe de dois filhos, incluindo a pequena e céptica Jane. Mas quem melhor do que Peter Pan para fazê-la voltar a acreditar na fantasia?

"Peter Pan foi, sem dúvida, um dos personagens mais divertidos de se escrever porque todos nós somos como Peter Pan, de um modo ou de outro", comenta o roteirista Temple Mathews. "É muito fácil nos identificarmos com ele - basta fecharmos os olhos para vê-lo. Só é preciso entrarmos em contato com nossa criança interior."

"Os adultos tendem a perder a capacidade de brincar, de se divertir e ser criativos, e as crianças amadurecem muito mais rapidamente hoje em dia", afirma Blayne Weaver, o ator que dubla Peter Pan. "Acho que Peter Pan serve para lembrar às pessoas, não importa a idade que elas tenham, que, às vezes, é bom brincar despreocupadamente."

Jane é a mais velha dos dois filhos de Wendy, uma menina cuja inocência da infância, com suas brincadeiras características e imaginativas, lhe fora roubada pela realidade crua da guerra. Quando o pai de Jane é convocado e parte para o combate, deixa a filha incumbida de uma missão - proteger seu irmão caçula. Trata-se de uma tarefa levada a sério por ela, que abstém-se de brincadeiras infantis e jogos pueris em favor da realidade da vida adulta. E quanto mais tempo ele permanece longe de casa, menos ela acredita nas histórias fantásticas de sua mãe acerca de Peter Pan. Ela simplesmente não se permite acreditar. Mas tudo isso muda quando o Capitão Gancho a rapta por engano e a leva até a Terra do Nunca - onde a realidade é feita da imaginação. Uma viagem a um lugar obviamente distante, porém, na verdade, uma jornada interior ao coração de Jane, onde ela descobre tudo que é possível - com um pouco de fé, confiança... e pó de pirlimpimpim.

"Trata-se de uma jornada incrível de descoberta e de resgate de sua capacidade de imaginação", comenta o produtor Chris Chase. "Uma jornada que todos deveríamos ter a oportunidade de empreender."

Bucaneiro desalmado… patife malvado… Capitão Gancho é a escória do mar… com muito orgulho. Infelizmente, Gancho continua obcecado pelo interminável confronto com seu arquiinimigo, Peter Pan, e vencer é algo que não parece estar em suas cartas. Desta vez, o Capitão Gancho raptou Jane, tomando-a por Wendy, a fim de atrair Peter para seu fim. Todavia, o arrogante capitão é e será sempre seu pior inimigo. Pan frustra seus planos vis e a aventura termina com Gancho nadando em disparada rumo ao crepúsculo, perseguido por um polvo guloso.

"Ele é o mais vil dos vilãos cômicos Disney - é convencido, bombástico e delicia-se com a própria maldade - e isso o torna um personagem muito divertido para qualquer ator", conta Corey Burton, que dubla o Capitão Gancho. "Ele é tão teatral, como um velho canastrão dos tempos do teatro de revista e dos antigos musicais, que nem chega a assustar realmente ninguém, porque fica claro que seu comportamento não passa de uma grande encenação. Tudo que ele deseja é um pouco do reconhecimento dado ao Barba Negra e a tantos outros piratas lendários."

A fadinha mais famosa do mundo, Sininho volta alegre e resplandecente, e também ciumenta e geniosa como sempre. De início, ela se mostra travessa e maldosa para com Jane, mas ao final as duas irão depender uma da outra, já que somente juntas poderão salvar Peter Pan das garras do Capitão Gancho.

"Sininho está excepcional neste filme", explica Chase. "Sua animação é linda, o desenho da personagem está muito bem definido e ela tem momentos divertidíssimos."

Embora tenha crescido e se tornado mulher desde sua última visita à Terra do Nunca, Wendy preservou a ingenuidade dos seus tempos de menina. E apesar já de ter visitado aquele mundo mágico há muito tempo, ela nunca deixou de acreditar em sua magia. Wendy recusa-se a esquecer aquele Espírito da Juventude e tenta passá-lo aos seus filhos, sobretudo através das fantásticas história infantis que conta para eles na hora de dormir. O pequeno Danny acredita nelas, mas com Jane a história é outra. O maior sonho de Wendy é ver a filha acreditar algum dia na força da imaginação.

"O verdadeiro encanto da personagem é sua capacidade de preservar uma parte tão grande da menina que ela havia sido", conta Kath Soucie, que dubla a voz afetuosa de Wendy. "Ela ainda acredita em magia, em Peter Pan e que tudo é possível. É incrivelmente irônico o fato de ela preservar uma imaginação maravilhosa e saber se divertir, enquanto sua filha é tão séria e tão prática."

O irmãozinho de Jane, Danny, adora as histórias de sua mãe sobre Peter Pan, piratas e um lugar encantado chamado Terra do Nunca. Encenando as fábulas de sua mãe, Danny é um menino exuberante, alegre e cheio de imaginação - o mundo do faz-de-conta das histórias que sua mãe lhe conta na hora de dormir lhe trazem a distração necessária dos horrores da guerra ao seu redor. E ele adoraria que sua irmã mais velha decidisse brincar com eles também.

O eternamente leal imediato do Capitão Gancho, Smee é o oposto do estereótipo do pirata, com seu senso de honra e fair play - ainda que um tanto deturpados. O atrapalhado e confuso velho lobo do mar confere decência - e comicidade - à tripulação sangüinária de Gancho.

Os fiéis e bagunceiros seguidores de Peter Pan, os Garotos Perdidos, têm nomes simplórios que se coadunam com a personalidade de cada um - Cubby ("filhote"), Nibs ("ponta afiada"), Slightly ("ligeiro"), Twins ("gêmeos") e Toodles ("assobiador"). Assim como Peter, eles são eternas crianças e, para eles, o mundo é seu parque de diversões. Devido à relutância de Jane em acreditar no mundo mágico das fábulas infantis, os Garotos Perdidos decidem dar novos contornos ao velho conceito, "se não pode vencê-los, junte-se a eles" - transformando-a na "primeira Garota Perdida". O processo de conversão atinge seu clímax numa animada seqüência musical, "So To Be One Of Us".


ORIGENS DO FILME

A criação da continuação do clássico cinematográfico Disney de 1953 começou com a definição do ingrediente essencial aos filmes do estúdio: uma ótima história. O segredo era encontrar uma extensão natural e lógica da história original, que permitisse ao público rever os personagens e locações do filme original, mas que oferecesse aos espectadores uma experiência totalmente inédita.
"Uma boa história é fundamental, assim como é vital contar uma história que desenvolva esses personagens e que dê ao público a chance de conhecer mais a fundo personagens que conquistaram tantas gerações", comenta Sharon Morrill, vice-presidente executiva da Walt Disney Television Animation e executiva encarregada da produção. "Para realizarmos nosso objetivo, precisávamos garantir a fidelidade ao tom e ao espírito do filme original, criando ao mesmo tempo um universo original que os espectadores de hoje e de amanhã possam apreciar."

A equipe também precisou superar a intimidação natural que acompanha a realização da seqüência de um clássico que é a epítome dos cânones cinematográficos de Walt, uma produção singularmente bela realizada pelos artistas renomados da fábrica de talentos de Disney.

"Foi assustador, porque quanto mais analisávamos o original, mais percebíamos o quanto sua direção de arte era falsamente simples", relembra o diretor Robin Budd. "Recriar aquela simplicidade foi muito mais difícil do que havíamos inicialmente previsto e exigiu um trabalho integrado de toda a equipe."

"É assustador realizarmos uma continuação de um clássico da animação", admite Chase. "Nós nos matamos para garantir que cada fotograma fosse genial e maravilhoso e para conferir ao nosso filme a sensação de um clássico adorado."

A equipe tomou todas as precauções para criar uma continuação à altura de um clássico Disney, fazendo um esforço óbvio para prestar uma homenagem ao original, porém ao mesmo tempo dando aos personagens - e ao público - novas aventuras e novos contornos emocionais para reavivar o encantamento provocado pelo primeiro filme. A protagonista Jane, exigiu um equilíbrio todo particular entre o desenho da "velha escola" e um apelo moderno, realizado à altura pelo artista de pré-produção, Charlie Bonifacio.

"Este foi um verdadeiro trabalho de amor, porque todas as pessoas associadas ao filme têm uma grande estima pelo material original", conta Mathews. "O segredo foi não tratá-lo com uma reverência exagerada que nos impedisse de nos divertirmos, uma vez que é daí que vem a graça de um filme."

"A continuação lançou mão de um recurso muito inteligente, invertendo a premissa do original", observa o co-diretor Donovan Cook.

"O primeiro filme é sobre uma menininha que tem medo de crescer, mas que aprende que não precisa deixar a infância para trás somente por estar ficando mais velha. Na nossa continuação, Jane aprende que não precisa rechaçar sua inocência para crescer e ser responsável. Trata-se essencialmente da mesma lição, em sentidos opostos."

Mesmo assim, o conceito não deixou de lhes trazer inúmeros desafios.

"Um dos nossos maiores desafios era explicar como uma menina vivendo em tempos tão conturbados iria à Terra do Nunca, mas optaria por voltar para casa", conta Cook. "A História nos forneceu a solução: a evacuação das crianças britânicas, enviadas em segurança para o campo, decretada pelo governo inglês, e a promessa que Jane fizera ao pai de proteger seu irmãozinho. Ela poderia mudar, e até passar a acreditar em todo aquele mundo mágico, mas ainda assim seu senso de responsabilidade a faria voltar para junto de Danny."

Uma das diferenças mais marcantes entre o original e a continuação é a introdução de um novo adversário para o Capitão Gancho. Nos anos que separam a visita de Wendy e a chegada de Jane, pouca coisa mudou na Terra do Nunca - com uma óbvia exceção. O crocodilo, o carma cômico na vida do Capitão Gancho, deixou aqueles mares... mas foi substituído por um polvo monstruosamente gigante com uma queda especial por piratas. Aliás, por um pirata em particular, com um gancho de aço no lugar de uma das mãos. Assim como o crocodilo, o polvo possui uma pequena idiossincrasia cômica que alerta Gancho da sua presença - esta criatura marinha gosta de estalar as ventosas de seus tentáculos do mesmo modo que alguém arrogante estalaria os dedos.

"A invenção do polvo nos deu um modo novo e original de torturarmos o Capitão Gancho com outro adversário marinho", explica Morrill. "Em termos da animação, nosso polvo é um personagem hilário, com seus tentáculos longos e incrivelmente ágeis e seus maneirismos cômicos."

"Por fim, a equipe precisava definir um final para o filme. Entre várias alternativas, optamos por um encontro emocionante entre Peter Pan e Wendy, agora adulta, seguido da chegada do pai de Jane, voltando da guerra. O final do filme nos leva, basicamente, num redemoinho emocional que oferece um fechamento e uma nova esperança para todos."

"Acho que o tema do filme vem expresso com perfeição no encontro entre Peter Pan e Wendy", observa Morrill. "É um momento maravilhoso e nostálgico, que passa muitas emoções em poucas palavras. É óbvio para Peter - e para o público - que Wendy nunca deixou de acreditar. Precisamos manter a magia e a imaginação vivas nos corações dos nossos filhos, mas isso não basta - acho que elas precisam permanecer acesas dentro de todos nós."

"Acho que fizemos a coisa certa", acrescenta Chase. "Jane vive uma tremenda aventura, descobre muito sobre si mesma, volta para casa e daí seu pai retorna da guerra - e o público percebe que sua vida depois de tudo isso será bem melhor. Trata-se de uma perspectiva otimista para o futuro."

DIREÇÃO DE ARTE & EFEITOS VISUAIS

A equipe aproveitou-se de todos os recursos disponibilizados pela biblioteca de animação Disney, a Disney Animation Research Library, estudando materiais do filme original com a mesma alegria que sentem as crianças na manhã de Natal. Dos esboços do Capitão Gancho feitos por Frank Thomas à animação de Peter Pan feita por Milt Kahl, os animadores de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca tiveram o privilégio de ter acesso a esse extraordinário "mapa do tesouro".

"Como sou um nerd da animação, eu me senti no céu", conta Budd. "Ver como os 'Nine Old Men' (os nove grandes animadores dos estúdios Disney na época) criaram e animaram estes personagens me deixou me sentindo como uma criança dentro de uma loja de balas." A equipe de Budd encontrou uma fonte especial de inspiração num conjunto de desenhos feitos por Kahl, nos quais Peter Pan examina o conteúdo do baú de brinquedos no quarto das crianças. "Foi um verdadeiro achado, porque Milt Kahl criou com perfeição um Peter como um garoto que não é bonito segundo os padrões clássicos - ele, na verdade, é até bem comum - mas que torna-se muito atraente porque exsuda diversão", conta Budd. "Peter tem feições bastante comuns, com um nariz ligeiramente achatado, o que torna seu desenho um tanto difícil. Os desenhos de Kahl, contudo, deram-lhe muita vida e destacam seu espírito brincalhão. Achar esses desenhos foi fundamental para nós."

Além disso, a diretora de arte Wendell Luebbe recorreu a outra fonte interna para obter uma cópia específica do filme original que havia sido restaurada em toda sua glória, na década de 1950. A equipe estudou meticulosamente todos os detalhes da apresentação - em particular, a encenação e o esquema de iluminação do filme - a fim de melhor entender seus objetivos artísticos.

"Em termos de iluminação, eles realmente jogaram a lógica pela janela, colocando as luzes onde bem entenderam", explica Budd. "Foi libertador para nós vermos como eles haviam usado a iluminação para forçar nossos olhos a se direcionarem exatamente para onde os cineastas queriam que olhássemos."
"Um dos seus maiores feitos - e que nos serviu como fonte de inspiração - foi o fato de os personagens terem um brilho interno, um efeito impressionante em contraste com os cenários bastante escuros. Isso realmente contribuiu para dar uma qualidade mágica a Peter Pan."

Mesmo assim, os avanços tecnológicos da indústria cinematográfica entre 1953 e 2002 obrigaram os cineastas a encontrar um equilíbrio particular em seus esforços. Para começar, eles tinham de decidir quando as imagens geradas por computador não interfeririam nos "valores conservadores" da produção. Ângulos de câmera infinitamente mais complexos que aqueles possíveis na década de 50 permitiram que a equipe técnica de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca extrapolasse os limites da sua animação, criando movimentos que pareciam a um só tempo orgânicos e dinâmicos.

A Walt Disney Animation da Austrália estava apta para o desafio. Em sua colaboração de 15 anos com a Walt Disney Television Animation, ela criara inúmeros seriados televisivos e alguns dos lançamentos em vídeo mais populares da História da animação, incluindo Rei Leão 2 - O Reino de Simba (The Lion King II: Simba's Pride) e A Pequena Sereia 2 - O Retorno Para o Mar (The Little Mermaid II: Return to the Sea). A produção de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca é o primeiro longa-metragem para o cinema produzido pelo estúdio da Austrália.

"Não tenho palavras para descrever as contribuições da Walt Disney Animation da Austrália", afirma Morrill. "A cada nova produção, a Austrália galga novos patamares em termos artísticos, e Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca inaugura um novo padrão de excelência."

Ironicamente, a própria essência da magia da história - o pó de pirlimpimpim - se tornou um dos principais pontos de interferência da CG. Durante a criação do pó encantado de Sininho, os cineastas descobriram que a computação gráfica lhe conferia maior brilho e volume, com uma definição e nitidez muito maiores. Enquanto os efeitos da animação bidimensional lhe davam uma aparência mais orgânica e aleatória, o processo exigia um tempo de produção infinitamente maior. Por fim, uma combinação inigualável dos dois processos demonstrou ser a solução perfeita.

"Foi engraçado termos feito tantas pesquisas e termos gasto tanto dinheiro apenas para descobrir que o pó de pirlimpimpim era um problema complexo", relembra Budd. "Tentamos a CG primeiro, mas o pó carecia de uma sensação de gravidade - tudo que criamos no computador dava uma impressão de estar flutuando e ser curvado. Daí animamos o pó da maneira tradicional à mão, o que cria um visual maravilhoso, porém é um processo exaustivo."

"As partículas do pó são semelhantes a bolhas - não se pode duplicá-las", explica a produtora Michelle Pappalardo-Robinson. A Austrália realmente assumiu as rédeas da tarefa e chegou a um meio termo muito fortuito. Ian Harrowell (diretor de unidade) conseguiu um casamento perfeito dos mundos da CG e da animação e colorização tradicionais."

A fim de realizar tal feito, a equipe encontrou novas maneiras de inserir o visual de pinceladas cruas em suas criações em 3D - resultando na sensação de cenários pintados à mão dentro das cenas em computação gráfica.

"Como nosso objetivo era manter o visual do filme original, tudo que precisamos fazer foi apagar todos os traços intrínsecos óbvios da tecnologia moderna", conta Budd. "Por outro lado, é maravilhoso podermos contar com os recursos da computação gráfica. Construímos o galeão Jolly Roger em 3D, porque a história pedia um navio que voasse pelos céus. Não poderíamos ter feito isso de nenhum outro jeito, senão através da CG. Nosso desafio era garantir que o navio digital não tivesse uma aparência plástica e artificial contra os cenários mais artesanais."

Ainda assim, Budd e Luebbe optaram por um caminho totalmente diferente para a viagem de Jane à Terra do Nunca. No original, Peter Pan lidera seus hóspedes num vôo, em que eles desaparecem em meio às nuvens londrinas e reaparecem pairando sobre a terra do faz-de-conta. Em Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca, os cineastas optaram por levar os espectadores numa viagem mágica, que lembra o caleidoscópio colorido e psicodélico da abertura da série televisiva, O Maravilhoso Mundo de Disney (The Wonderful World of Disney).

"Ao contrário do filme original, achei que poderíamos tornar esse momento realmente elaborado", relembra Budd. "Wendell foi o principal responsável pelo efeito caleidoscópico. Ele achava que, uma vez que essa viagem não é fisicamente possível, ele teria de criar uma viagem através da imaginação."

O efeito mostra o galeão Jolly Roger flutuando através de uma profusão de imagens gráficas que prestam uma homenagem aos ícones do filme original, incluindo símbolos de piratas, índios, sereias, etc.

"Não se trata de uma cena narrativa descritiva - simplesmente uma brincadeira visual - porém acredito que seja fiel ao espírito de Peter Pan, porque o público irá se divertir com ela", conta Budd. "As imagens têm um clima bem anos 50. Nós nos mantivemos bastante fiéis ao estilo da colorista dos estúdios Disney, Mary Blair - estudamos suas imagens em busca de inspiração e tentamos homenageá-la através do nosso caleidoscópio."

SOBRE A TRILHA

Todo longa-metragem precisa ter uma acompanhamento musical. O compositor Joel McNeely foi contratado para compor uma trilha instrumental que, em certos momentos, prestasse uma homenagem ao filme original, porém, mais importante ainda, que desse a Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca uma identidade musical própria.

"O filme precisava de uma trilha atemporal e emocionante, que também incluísse momentos divertidos e hilariantes para as cenas cômicas e de ação", comenta Matt Walker, vice-presidente musical sênior da Walt Disney Television Animation. "É o tipo de trabalho com o qual todo compositor sonha. Eu trabalhei com Joel McNeely há tempos atrás em Iron Will - O Grande Desafio (Iron Will), e ele me deixou impressionado com seu domínio de diferentes estilos de orquestração. Achei que ele seria a escolha perfeita para este projeto."

McNeely iniciou seu trabalho assistindo a copiões do filme com o diretor, os produtores e os executivos do departamento televisivo de animação, para em seguida discutir com o grupo onde as canções deveriam ser inseridas. Essas discussões incluíram o estilo das canções, as emoções que precisariam passar e as necessidades temáticas do filme. McNeely então adotou seu sistema próprio de composição - que envolve uma dedicação de 12 horas por dia, sete dias por semana. Oito semanas depois, McNeely havia produzido uma trilha dinâmica e emocionante para Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca. A trilha instrumental foi gravada por uma orquestra de 90 músicos, no estúdio de fama internacional, Abbey Road Studios, de Londres.

"O que me encanta na trilha de Joel é sua fidelidade ao título original - ele ouviu a trilha do original atentamente, captando o clima e a intenção dos seus criadores - porém sua trilha é 100% original, exceto por alguns detalhes do primeiro filme que foram intencionalmente mantidos", explica Budd. "Ele passou com perfeição os sentimentos de Jane através da sua música. Joel criou um pequeno refrão na melodia que pôde ser aproveitado em situações diferentes e que transmite todas as emoções de Jane. Estou realmente impressionado."

McNeely compôs em seguida temas para cada um dos demais personagens, preservando e acentuando os temas do filme original. Peter Pan continuou com seu motivo melódico, enquanto Sininho preservou sua fuga lépida e esvoaçante. Todavia, McNeely criou uma grande variedade de temas que iam do "tema principal", evocativo dos muitos vôos do filme, a "temas domésticos", para seus momentos mais serenos e meditativos.

"Joel captou 100% a essência do filme", comenta Morrill. "Ele acertou na mosca com o que chamamos de "tema doméstico" e "tema de vôo". O tema doméstico fala mais diretamente ao coração, enquanto o tema de vôo é permeado pela magia da imaginação. Ele contribui para dar grandeza ao filme, porém ao mesmo tempo fazendo com que os momentos mais íntimos preservassem essa característica. Sua trilha traz as doses exatas de magia e brilho."

O polvo ganhou um tema complexo, que mistura comédia e uma grande arrogância, com toques caricaturais e ameaçadores que lhe conferem contornos cômicos. O Capitão Gancho também ganhou um tratamento musical assustador e ridículo, geralmente empregando uma tuba para criar um efeito mais marcante.

McNeely prestou uma homenagem às composições lendárias ao estilo "capa & espada" do compositor de trilhas de cinema, Erich Wolfgang Korngold, com seus "temas de ação."

"A diferença estava no estilo e na complexidade da orquestração da trilha", explica McNeely. "As grandes trilhas da primeira metade do século XX eram compostas por músicos de formação acadêmica e por isso eram composições com uma grande riqueza de detalhes. Eram trilhas com orquestrações clássicas, que recorriam ao contraponto e a outras técnicas clássicas empregadas em composições do oeste europeu."

McNeely superou-se com uma abertura que acompanha a impressionante seqüência inicial, que mostra Sininho num vôo por entre nuvens, iluminando as silhuetas dos ícones do filme original dentro de nuvens brancas e fofas. McNeely compôs uma abertura que inclui assinaturas musicais do filme original representando cada imagem, sejam fragmentos de "Following the Leader", quando vemos a silhueta dos Garotos Perdidos, seja "Never Smile at a Crocodile", que acompanha a imagem do réptil cômico. Esta foi a única seqüência do filme para a qual a trilha foi composta antes do processo de animação.

"As cenas ainda estavam na forma de storyboard àquela altura, mas como eles sabiam o que pretendiam fazer, descreveram as imagens e seus elementos e me perguntaram se eu podia ir compondo a música", relembra McNeely. "Quando vi a cópia final pronta, fiquei totalmente pasmo."

A atenção de McNeely aos detalhes tinha de ter uma total precisão, uma vez que ele precisaria manter seus compassos dentro da razão de 1/100 de segundo da animação. "A regra geral na animação é que, entre quatro e seis centésimos de segundo, o olho humano é capaz de detectar qualquer discrepância, portanto trabalhamos dentro de um nível de tolerância mínimo", explica McNeely. "Na animação, a música está o tempo todo comentando a ação nas telas e, sendo assim, trata-se de um trabalho de composição muito minucioso."

"Joel realizou um trabalho sensacional, compondo uma trilha que acentua a emoção da imagem na tela", elogia Walker. "A música de Joel nos ajuda a nos reconectarmos com a criança dentro de nós que fantasia com Peter Pan e a Terra do Nunca, especialmente no mundo atual."

Pai de duas crianças pequenas, McNeely recebeu com entusiasmo o convite para compor a trilha de um clássico para a família. "Passei uma boa parte dos últimos cinco anos compondo para filmes de ação e aventura e estou cansado de impedir a entrada dos meus filhos no meu estúdio enquanto estou trabalhando", conta McNeely. "Fico muito feliz que este filme seja destinado a eles e também por fazer algo com um sentimento tão bonito. Era com isso que eu sonhava."

A formação musical de McNeely é uma mistura bastante híbrida - ele começou sua carreira como músico de jazz, tocando saxofone. Após ter participado de sessões de gravação com Elmer Bernstein, decidiu obter um diploma em composição musical pela prestigiada Eastman School of Music. Sua mulher, Margaret Batjer, é concertista da Los Angeles Chamber Orchestra e uma renomada solista internacional.

McNeely compôs trilhas para mais de 35 longas do cinema e seriados televisivos, incluindo Soldier e Vegas Vacation, para o seriado de Jim Cameron, Dark Angel, e o seriado animado, Tiny Toon Adventures. Também dirigiu mais de 30 álbuns de trilhas clássicas do cinema, incluindo uma coletânea completa do famoso compositor dos filmes de Hitchcock, Bernard Herrmann, lançada pela Varese Records. A coletânea inclui peças da primeira trilha premiada com o Gramophone Award, do álbum do filme Vertigo.

SOBRE AS CANÇÕES

A equipe do departamento musical da Walt Disney Television Animation desdobrou-se para encontrar uma combinação bem eclética de talentos para compor e gravar as canções narrativas da trilha de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca.

Jonatha Brooke traz uma belíssima interpretação do clássico de Sammy Cahn-Sammy Fain, "Second Star to the Right", na seqüência de abertura do filme, e depois dá forma ao estado de espírito de Jane com sua canção original, "I'll Try". Os cineastas reuniram-se com Brooke para discutir a cena e suas necessidades musicais, e Brooke voltou no dia seguinte com sua letra e música. A canção se coadunava com perfeição à cena.

"Jonatha é uma cantora fantástica e ela realmente deu uma bela alma à voz interior de Jane", afirma Budd. "Ela deixa bem claro o quanto Jane gostaria de acreditar, embora não seja capaz disso. Ela mostra bem o conflito interno de Jane - vemos como ela sente que precisa ser adulta e lógica, mas está começando a achar que seria ótimo poder voar e brincar feito uma criança. A canção realmente tornou o filme muito melhor."

Brook cresceu assistindo aos adorados filmes de animação dos estúdios Disney e por isso orgulha-se de suas contribuições para a produção. "Nosso filme é absolutamente encantador e tem sido inacreditável vê-lo ganhar forma e personalidade ao longo desses últimos anos", comenta Brooke.

Brooke iniciou sua carreira nos anos 80, como integrante da dupla de música folk, The Story. Desde a separação da dupla, Brooke passou a administrar sua própria carreira. Em 1997, fundou seu próprio selo independente, Bad Dog Records, pelo qual lançou dois álbuns, incluindo seu mais recente, Steady Pull.

Além de gerenciar sua carreira, compor suas próprias canções e apresentar-se em shows por todo o país, Brooke também ainda disponibiliza um diário de suas turnês no seu website, www.jonathabrooke.com, onde mantém contato regular com sua legião de fãs dedicados.

A banda They Might Be Giants compôs a letra e música da canção "So To Be One Of Us/ Now That You're One Of Us," o "hino" que acompanha uma das cenas mais divertidas do filme. A canção é interpretada por Blayne Weaver (Peter), Harriet Owen (Jane) e pelos Garotos Perdidos.

"A idéia era ilustrar todas as coisas que os Garotos Perdidos curtem e mostrar Jane esbaforida, tentando acompanhá-los e tentando equiparar-se ao grupo", conta John Flansburgh, do They Might Be Giants. "A partir dos materiais que nos forneceram, tentamos mostrar coisas com uma energia típica dos meninos, como o modo como formam um grupo unido e vivem zoando por aí. Essa foi a energia desse número."

Flansburgh, que cresceu numa área rural de Massachusetts, próxima a Boston, disse que buscou inspiração para a canção em sua própria infância, quando vagabundeava pelas matas com seus amigos.

"Passei a maior parte da minha infância me balançando em balanços feitos de cordas, caçando sapos em lagoas, e coisas desse tipo", conta Flansburgh. "Em situações assim, a gente cria uma amizade parecida com a dos 'Garotos Perdidos', onde seremos leais aos amigos para o resto da vida. Uma ligação genuína."

Desde a formação do grupo há quase duas décadas, Flansburgh e John Linnell contam com uma legião de fãs leais ao They Might Be Giants e ao seu estilo único de música. A banda, que evoluiu bastante desde a estréia da dupla com um acordeão e uma bateria eletrônica, já vendeu mais de 3 milhões de discos em todo o planeta. A dupla já se apresentou em mais de 1.100 shows ao redor do mundo e desfruta de enorme popularidade na Internet - o que tornou-a perfeita para se tornar o primeiro grupo de peso da indústria fonográfica a lançar um álbum exclusivamente de MP3. Segundo o site Emusic.com, They Might Be Giants estava entre as 10 bandas com o maior número de downloads em 2000.

Além de seus inúmeros e prestigiados álbuns e videoclipes populares, a TMBG compôs e gravou uma canção - em apenas duas horas - para a série "This American Life", da National Public Radio, e demonstrou seu talento musical e teatral em cinco episódios da série de ciência e tecnologia da Nightline, Brave New World. A TMBG adquiriu uma enorme visibilidade junto ao grande público graças à popular canção-tema do seriado humorístico da Fox-TV, Malcolm in the Middle.

Recentemente, a They Might Be Giants lançou Mink Car, o oitavo álbum de sua carreira, e também concluiu a gravação de um disco infantil interativo a ser lançado em 2002.

De acordo com o tema do filme original, foi decidido que a canção ideal para os créditos finais seria o sucesso do Lovin' Spoonful, de 1965, "Do You Believe in Magic". O grupo BBMak, da Hollywood Records, foi contratado para gravar a canção, e Walker viajou à Woodstock para obter a permissão de uso de seu compositor, John Sebastian. Os estúdios Disney nem imaginavam o quanto a canção era ideal para um título de Peter Pan.

Aos 5 anos, Sebastian foi levado para assistir à montagem da Broadway de Peter Pan (estrelada por Jean Arthur, no papel de "Pan", e Boris Karloff, como "Gancho") por sua "tia postiça", Vivian Vance, estrela de I Love Lucy. Ao final do espetáculo, quando foram aos camarins cumprimentar o elenco, Sebastian ganhou uma foto autografada de Karloff, que ele guarda até hoje. Toda a experiência, entretanto, deixou uma lembrança indelével para o lendário roqueiro.

"Sempre sonhei em ser capaz de voar, desde a época em que assisti à montagem original de Peter Pan até muito depois da minha adolescência", conta Sebastian. "E ainda sonho."

Uma afirmação tão verdadeira a ponto de Sebastian afirmar que Peter Pan foi sua inspiração original para compor "Do You Believe in Magic". Além de ser uma canção sobre a magia da música, seu tema essencial é baseado no conceito de se acreditar em alguma coisa e torná-la realidade - o que teve origem no seu amor por Peter Pan.

"Para mim, embora a canção seja sobre música, seu tema tem ligações estritas com Peter Pan", afirma Sebastian. "A metáfora de se acreditar em algo e torná-lo realidade é, sem dúvida alguma, uma criação muito mais de (J.M.) Barrie do que minha."

Sebastian rescreveu parte da letra da música - literalmente no ato - para torná-la mais adequada ao filme. "Foi bastante fácil rescrever a canção, relacionando-a ao vôo, ao invés de à música", conta Sebastian. "Isso foi necessário para realinhá-la à sua inspiração original. Seu tema era originalmente sobre a crença na fé necessária, no contexto da história, para se poder voar."

Posteriormente, quando a canção foi gravada, Sebastian participou da gravação via telefone, tocando sua autoharp (uma espécie de cítara, muito popular nos EUA) na faixa. Ele informou aos produtores que eles precisariam de uma autoharp para dar vida à canção.

"Eu disse aos produtores: esses garotos cantam muito bem, mas quando vocês compararem a canção pronta à original, vai estar faltando alguma coisa. Vou lhes poupar bastante tempo, dizendo logo o que é: a autoharp. Na canção original, há um piano justaposto sobre ela, que acabou ficando um pouco abafada na gravação, mas, originalmente, ela era bem audível. Era a combinação desta autoharp elétrica com o piano o que tornava a faixa única e marcante. E eles concordaram."
O timing também foi perfeito, já que a canção foi gravada em tom de Ré Maior e Sebastian havia acabado de receber uma autoharp nova perfeita para ser tocada nesse tom.

"Eu tinha um instrumento praticamente novo, que havia sido fabricado para ser tocado primordialmente em Ré Maior, um dos tons mais difíceis de serem obtidos numa autoharp padrão", explica Sebastian. "Alguns instrumentos executam melhor certos tons, simplesmente por conta de suas limitações físicas, mas a autoharp não é feita para ser tocada em Ré Maior. Um fabricante de autoharps muito talentoso fabricou um instrumento exclusivamente para mim, configurado em Ré Maior. Se o convite dos produtores tivesse sido feito um ano antes, eu não teria esse instrumento. Foi um timing maravilhoso."

Uma sensação na Grã-Bretanha, a BBMak é formada por Christian Anthony Burns, Stephen McNally e Mark Barry. A banda de grande popularidade é única por suas harmonizações afinadíssimas, suas canções pop com belos solos de guitarra e por suas produções bem acabadas. O grupo apresentou-se em vários clubes noturnos do noroeste da Inglaterra antes de decidir correr atrás de um contrato de gravação. O resultado foi um contrato com a Hollywood Records e o lançamento de seu álbum de sucesso, Sooner Or Later, em 2000. Seu single, Back Here, estourou nas paradas pop britânicas e ficou em primeiro lugar nas paradas do Japão. Atualmente, a banda está em estúdio gravando seu próximo álbum.

"Esta foi uma ótima oportunidade de estabelecermos uma sinergia com nossos parceiros da gravadora, porque queríamos um grupo jovem e popular para criar uma versão nova e moderna de um clássico do rock", conta Walker. "BBMak realmente marcou um gol de placa."

SOBRE OS CINEASTAS

Fundada há 17, a WALT DISNEY TELEVISION ANIMATION continua sendo uma das líderes da indústria na produção de títulos de animação de alta qualidade, incluindo longas, lançamentos exclusivos em vídeo, seriados televisivos e especiais do horário nobre. Sharon Morrill é vice-presidente executiva da Walt Disney Television Animation e executiva encarregada da produção de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca. David Stainton é presidente da Walt Disney Television Animation.

Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca é o sexto longa-metragem lançado pela divisão, após os êxitos de A Goofy Movie, Doug's First Movie, Tigrão - O Filme, As Novas Aventuras do Ursinho Pooh e Seus Amigos (The Tigger Movie) e Hora do Recreio (Recess: School's Out!). Uma pioneira inigualável da indústria de lançamentos diretamente em vídeo, a WDTVA criou produções que se tornaram grandes marcos, como O Rei Leão 2 - O Reino de Simba (The Lion King II: Simba's Pride), A Pequena Sereia 2 - O Retorno Para o Mar (The Little Mermaid II: Return to the Sea) e A Dama e o Vagabundo 2 - As Aventuras de Banzé (Lady and the Tramp II: Scamp's Adventure). Seus próximos lançamentos para o início de 2002 incluem Cinderella II: Dreams Come True (fevereiro) e O Corcunda de Notre Dame 2 (The Hunchback of Notre Dame II, março).

A divisão também é responsável pela perpetuação do legado do Ursinho Pooh através da produção atual da Disney Video Premieres (Pooh's Grand Adventure) e de especiais exibidos no horário nobre da televisão, sobretudo os quatro especiais com temática natalina, vencedores de inúmeros prêmios, aclamados pela crítica e líderes anuais de audiência.

A divisão foi indicada a um Oscar® de Melhor Curta-Metragem Animado de 1997, com Redux Riding Hood, parte de sua série de curtas animados, Totally Twisted Fairy Tales.

A WDTVA produziu mais episódios animados de seriados televisivos infantis do qualquer outra companhia da indústria, incluindo o vencedor do Emmy, Hora do Recreio (Recess), e também Disney's House of Mouse, Teacher's Pet, Buzz Lightyear do Comando Estelar - A Aventura Começa (Buzz Lightyear of Star Command), da Disney /Pixar, e o popular Legend of Tarzan. Os seriados da WDTVA são exibidos durante os sete dias da semana por um grande número de emissoras da TV aberta e a cabo, incluindo a ABC Television Network (o principal canal exibidor da atração Disney's One Saturday Morning), a UPN e também em distribuição independente (através da distribuidora Buena Vista Television), a Toon Disney, e ao redor do mundo com distribuição da Buena Vista International. Disney's Kim Possible, cuja premiere será em junho de 2002, será o primeiro seriado da WDTVA a ser exibido no mercado doméstico dos EUA pelo Disney Channel.

ROBIN BUDD (Diretor) iniciou sua viagem oficial com Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca em outubro de 1997. O diretor premiado com o Emmy pela série televisiva de animação, Beetlejuice, já havia trabalhado no desenvolvimento de produções da televisão e do cinema pela produtora Nelvana, mas sonhava em usar seu talento para dirigir uma narrativa em forma de longa-metragem.

Por apelar à sua visão juvenil de mundo, Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca foi para ele uma oportunidade irresistível.

"Aceitei dirigir o projeto porque sempre adorei Peter Pan", conta Budd. "Trata-se realmente de uma história maravilhosa sobre a fantasia e um mundo que só é visto por quem acredita nele. Além disso, é sobre um garoto que nunca cresce, e eu não só adoro esse conceito, como me identifico muito com ele."

Budd tem 25 anos de experiência em animação, trabalhando como diretor, artista de storyboard, história, desenho e animação de personagem.

O cineasta foi diretor de animação do longa de 1997, Pippi Longstocking, e passou os anos de 1994 a 96 dirigindo o longa de animação de Clive Barker, The Thief of Always, para a Paramount Pictures/Nelvana. Budd dirigiu a seqüência de títulos do seriado da TV, Sam and Max, e também foi diretor de animação do longa-metragem de Ray Bradbury/Windsor McKay, Little Nemo.

"Robin foi uma boa escolha para este material porque sempre adorou o personagem", conta Donavan Cook. "Ele tinha o mesmo espírito do filme e dedicou-se 100% à realização de uma continuação dentro do contexto dessa história lendária."

"Robin é prolífico no modo como visualiza uma idéia e testa novas maneiras de contar uma história ou de encenar um momento dramático. Ele mergulhou tão fundo na pele do Capitão Gancho que muitas vezes interpretava as cenas do personagem para nós. Tornei-me um artista melhor após ter trabalhado um ano e meio com Robin Budd."

Como co-diretor de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca, DONOVAN COOK (co-diretor) colaborou com Robin Budd para ajudar a manter a visão e o foco do filme, trabalhando em parceria com o diretor nas fases de desenvolvimento, storyboarding e filmagem.

Cook foi um dos três diretores do seriado televisivo, Nightmare Ned, da WDTVA/USA, do aclamado Duckman, da Network, e o hilário 2 Stupid Dogs. E foi assistente de direção do seriado animado revolucionário, The Ren and Stimpy Show. Ele fez sua estréia profissional na animação como assistente de produção do recordista de bilheteria dos estúdios Disney, de 1989, A Pequena Sereia (The Little Mermaid).

Atualmente, Cook está dirigindo uma produção com o Camundongo Mickey, o Pato Donald e o Pateta para a Walt Disney Television Animation.

CHRISTOPHER CHASE, MICHELLE PAPPALARDO-ROBINSON e DAN ROUNDS (Produtores) são os produtores de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca.

Com sete anos de experiência em desenvolvimento live-action para a Dreyfuss-James Productions e uma década de carreira nos estúdios Disney, Chase contribuiu para o projeto com suas credenciais respeitáveis. Mais recentemente, foi produtor associado do sucesso dos estúdios Disney de 1999, Tarzan, e gerente de produção de Runaway Brain, indicado ao Oscar® de 1996 de Melhor Curta Animado e selecionado para a abertura do Festival de Cinema de Cannes, de 1996. Pappalardo-Robinson iniciou sua carreira há 12 anos na Walt Disney Television Animation, como assistente de produção de As Novas Aventuras do Ursinho Pooh (The New Adventures of Winnie the Pooh). Seus créditos incluem o trabalho de gerente de produção de Aladdin e os 40 Ladrões (Aladdin and the King of Thieves), um dos projetos a dar o pontapé inicial na indústria dos lançamentos diretamente em vídeo (1994) e, no momento, ela está produzindo um futuro longa-metragem Disney, Piglet's Big Movie. Dan Rounds foi produtor de dois grandes lançamentos cinematográficos dos estúdios Disney: o filme de Mickey Mouse, O Príncipe e o Mendigo (The Prince and the Pauper, 1990); e a primeira produção da WDTVA destinada às telonas, A Goofy Movie (1995).

Os créditos de TEMPLE MATHEWS (Roteirista) incluem inúmeras produções das manhãs de sábado na televisão, filmes e video premieres, bem como a peça Off the Mark, escrita e produzida por ele. Mas foi o roteiro de Lucy's Moon que chamou a atenção dos estúdios Disney há mais de 5 anos e que levou à contratação de Mathews como roteirista de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca.

"Foi super divertido escrever o roteiro de Terra do Nunca para a Disney", conta Mathews. "Os executivos de desenvolvimento e de criação com os quais trabalhei eram espirituosos, muito talentosos e me deram instruções e dicas maravilhosas. O produto final é algo do qual me orgulho muito. Tiro meu chapéu verde com uma pluma - igual ao de Peter - para eles."

Desde que entregou seu roteiro original, em março de 1997, Mathews viu Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca tomar forma, ao mesmo tempo que ele produzia outros sucessos, incluindo o grande êxito da Disney Video Premiere, A Pequena Sereia 2 - O Retorno para o Mar (The Little Mermaid II: Return to the Sea).

"Quando entregamos nosso roteiro, passam-se longos períodos de tempo durante os quais muita gente lê e interpreta o material", conta Mathews. "Ele passa da nossa cabeça para o papel e daí alguém pega nossa história e a interpreta, passando-a para o papel, só que desta vez na forma de ilustrações. E a coisa não pára aí."

"O processo parece mais aquela brincadeira do 'telefone sem fio', porque quando chega ao final desse circuito, o material está bem diferente. O melhor desse processo é que os profissionais que desenham e dão vida aos personagens são pessoas criativas e românticas, que se apaixonam por eles. E ao vermos a cópia final do filme, o resultado torna todo o processo prazeroso. Desafiador, mas prazeroso."

SOBRE OS DUBLADORES (EUA)

BLAYNE WEAVER estréia como dublador no papel de Peter Pan, em Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca.

Weaver é um ator renomado e experiente, tendo em seu currículo participações especiais em vários seriados de sucesso da televisão, incluindo Plantão Médico (ER) e Chicago Hope, além de ter sido co-roteirista e co-astro (com Don Cheadle e Joseph Gordon-Levitt) de Manic, um longa bastante badalando nos Festivais de Cinema de Sundance, Toronto e Londres.

Inicialmente, Weaver realizou testes para o papel de um dos Garotos Perdidos, mas decidiu, durante sua audição, candidatar-se ao papel do protagonista do filme. "Eu presenteei-os com uma versão de Peter Pan à la Wally Cleaver, que deve ter agradado aos produtores, porque aqui estou eu", conta ele.

O ator, de 25 anos, acredita que estava destinado a viver o personagem, afinal foi Peter Pan quem lançou sua carreira artística. Quando era garoto, em Shreveport, estado da Louisiana, Weaver fez uma audição e conquistou o papel de "Michael" na montagem da companhia The Peter Pan Players da peça infantil de Sir James M. Barrie.

"Eu voava sobre o palco, preso a arreios, agarrado ao meu ursinho de pelúcia", relembra Weaver. "Eu achava que aquilo era o máximo, mas foi ainda melhor crescer e atuar em Peter Pan novamente."

Para Weaver, as nuances de sua interpretação vocal, usando sobretudo a laringe, foram muitas vezes difíceis. Porém, após uma rápida reciclagem e bastante concentração, ele conseguiu superar com sucesso a maratona de sessões de gravação.

"Dirigir no trânsito de Los Angeles não nos deixa exatamente no humor ideal para interpretar Peter Pan", explica ele. "Mas quando chegava ao estúdio, eu repetia algumas falas do filme original, às vezes cantava trechos de 'You Can Fly', e logo me via novamente sob o efeito do pó de pirlimpimpim."
"O ator precisa dar tudo de si dentro da cabine de gravação, e eu gosto de interpretar integralmente minhas falas enquanto gravo. Isso me ajuda a entrar fundo na pele do personagem. Por isso, se a cena é de luta, dou murros no ar; se Peter está de mão amarradas, eu gravo com minhas mãos para trás; e nas cenas de esgrima, pulo e me movimento com se estivesse num duelo de espadas. É exatamente como se você estivesse no seu quarto, quando era criança, brincando de faz-de-conta e vivendo suas fantasias. É muito divertido - não pode haver trabalho melhor."

A equipe de produção apreciou o entusiasmo de Weaver com relação ao papel e divertiu-se muito assistindo às sessões da dublagem dinâmica e energética do ator.

"Blayne foi ótimo para este papel porque tem uma atitude despretensiosa de "um cara comum" - ele sabe perfeitamente como captar a essência desse eterno garoto", afirma Cook. "Ele sempre ficava animado ouvindo como uma determinada cena se desenrolaria e qual seria sua participação nela para dar vida à história. A parte mais hilária foi vê-lo cantar, porque Blayne não é um cantor de formação clássica, mas apesar disso ele deu 110% de si para fazer um bom trabalho. Blayne divertiu-se muito com o papel e isso fica nítido em seu desempenho."

Embora tenha deixado sua marca em inúmeros grandes desempenhos na televisão e nos palcos, sobretudo na Inglaterra, HARRIET KATE OWEN (Jane e Wendy Jovem) sente um orgulho especial por suas origens artísticas que, segundo ela, tiveram início aos 2 anos de idade. "Eu me atirei no chão, à entrada de um supermercado, e declarei que minha mãe estava me batendo. Acho que ela disse: 'Ai, meu Deus, essa menina é mesmo exibida.' E daí ela resolveu me matricular em um curso de Teatro."

As aulas foram plenamente recompensadas, como fica evidente em seu desempenho duplo, tanto como Jane quanto como Wendy Jovem, em Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca."

Owen iniciou a dublagem do filme quando ainda tinha 13 anos, viajando uma hora de trem, em cada sentido, entre o internato onde estudava e o estúdio de gravação em Londres. Após algumas horas de gravação, ela se dava como recompensa com uma refeição tipicamente americana. "Eu saía e me presenteava com um enorme e suculento cheeseburger com batatas fritas."

O público, por sua vez, será presenteado com um desempenho complexo da atriz, atualmente com 16 anos, no papel da filha de Wendy, uma menina que amadureceu precocemente e que, por conta disso, nega a si mesma os prazeres intrínsecos da infância, mas que, de repente, sente reavivadas essas emoções pueris.

"Harriet precisava ter uma atuação de grande sutileza e seu trabalho beirou a perfeição", conta Morrill. "Ela encontrou um ótimo equilíbrio entre uma menina tentando ser adulta e uma menina que só quer ser criança, mas tem receio disso. Foi um desempenho impressionante, sobretudo quando lembramos que se trata de seu primeiro trabalho de dublagem."

"Harriet esteve perfeita no papel porque, de várias maneiras, ela é Jane", conta Cook. "Harriet é uma menina muito madura, inteligente e perspicaz, e bem pouco ingênua. Ela sempre entendia as direções que lhe dávamos e acertou em cheio em sua interpretação como Jane. Ela entendeu o ponto de vista de Jane, o que foi fundamental para o processo de criação da personagem."

O desempenho de Owen é ainda mais impressionante, considerando-se que, em sua estréia como dubladora, ela passou a maior parte da produção sendo dirigida através de uma conecção de rede ISDN entre Los Angeles e Londres. Na maioria de suas sessões de dublagem, Owen ficava sentada sozinha na cabine de gravação, acompanhada no estúdio somente por um engenheiro de som, mantendo contato com os produtores, diretores e, freqüentemente, com os demais membros do elenco, à longa distância, através de seus fones de ouvido.

"Fazer o filme com Harriet foi bem estranho, porque nunca nos vimos, mas acabamos ficando amigos enquanto gravávamos nossas vozes ou ficávamos só batendo papo", conta Weaver. "Ela sempre me perguntava sobre Los Angeles e se eu conhecia alguma celebridade; e me contava sobre seu cavalo e sobre sua casa, em Londres. Ela é tipicamente britânica e adoro isso. Nós nos divertimos muito."
Embora admita que sua mãe é a maior fã dos filmes dos estúdios Disney na família, Owen diz que Peter Pan sempre foi seu desenho animado favorito por não se tratar de um romance de princesa de conto de fadas. E ela apreciou ver que Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca traz um tema de uma natureza semelhante à do original.

"Peter Pan é especial, uma história clássica porque tem uma diferença em relação aos outros filmes Disney - não se trata de um romance nem de uma história de amor como Branca de Neve, A Bela Adormecida, Cinderella e A Bela e a Fera. Peter Pan é uma história sobre a magia, que mostra que devemos deixar de lado nossas inibições e ter fé. Seu ponto alto não é um beijo de amor, e sim uma amizade."

E Owen também ficou particularmente feliz em entrar para a história dos filmes de animação Disney. "Eu assisto aos filmes Disney desde que era bebê, mas nunca achei que minha voz sairia da boca de um dos seus personagens", conta ela. "Acho que vou ficar até pasma quando me ouvir falando de verdade na tela."

COREY BURTON (Capitão Gancho) tem agora a oportunidade de fechar um círculo. Considerado um dos maiores representantes da elite de dubladores de Hollywood, Burton iniciou sua carreira como dublador aos 17 anos, fazendo imitações vocais de Hans Conreid para os estúdios Disney. Duas décadas depois, Burton rouba a cena com uma imitação surpreendente do falecido Conried, no papel do Capitão Gancho, em Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca.

"Corey reproduz a voz de Conried tão bem que a gente pensa que está assistindo ao primeiro filme", comenta Chase.

Burton estudou dramaturgia radiofônica com o lendário Daws Butler (Time for Beany, Merrie Melodies, Zé Colméia/Yogi Bear, Chilly Willy) durante quatro anos e meio. Desde então, já imitou vozes e/ou dublou personagens originais em mais de 50 álbuns da série Disney Storyteller. Ele também pode ser ouvido em várias atrações dos parques temáticos Disney e Universal, em vídeos promocionais e institucionais, bem como em campanhas publicitárias do rádio e da TV. Além disso, é narrador de comerciais das redes NBC, ABC, CBS e FOX, tendo narrado ainda documentários exibidos pela PBS, A&E e pelo Discovery Channel. Ele é reconhecido por uma nova geração de futuros animadores como narrador do popular seriado interativo Disney, Magic Artist.

Seus créditos animados incluem dublagens nos seriados de animação da televisão, Disney's House of Mouse, Disney's Mickey MouseWorks, Disney's Hercules, The Mighty Ducks, Disney's Adventures of the Gummi Bears, Chip 'N Dale Rescue Rangers, Goof Troop, Bonkers, The Transformers e James Bond, Jr. Seus créditos cinematográficos incluem dublagens e regravações em Atlantis - O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire), Vidas Sem Rumo (The Outsiders), Criaturas (Critters), Poltergeist, Tron, E.T. - O Extra-Terrestre (E.T.), O Vingador do Futuro (Total Recall), Amor Sem Fim (Endless Love), As Amazonas na Lua (Amazon Women on the Moon), Action Jackson, Tem Um Louco no Espaço (Spaceballs), The Flamingo Kid, Aladdin, O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame), Hércules (Hercules) e Mulan. Burton costuma ser convidado para prestar consultoria sobre dialetos, sistemas de som e microfones de estúdio.

Centenas de vozes já passaram pela laringe de Burton desde suas primeiras imitações de Conried, mas não foi problema algum para o ator de 46 anos revisitar o papel em Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca.

"Sempre tive uma afinidade especial pela voz de Hans Conried, desde a minha adolescência", relembra Burton. "Eu imito a voz dele há mais de 30 anos, e por isso sei exatamente onde colocá-la, qual sentimento passar, como enunciar as palavras e toda a dinâmica do papel."

Mesmo assim, um pequeno aquecimento anterior às sessões de gravação é necessário para acomodar a busca de perfeição de Burton.

"Às vezes, só depois de 3 ou 4 falas eu entro totalmente no clima do personagem", conta ele. "Eu ouço a trilha do filme original e depois escuto minha própria voz, imitando-a. Funciona como um afinador de instrumentos. Quero ter a certeza de estar na mesma sintonia de energia e expressão, atingindo as mesmas notas com as quais o público já está familiarizado."

"Para mim, a dublagem lembra muito o trabalho de dramaturgia radiofônica. A animação dá uma outra vida à nossa interpretação, mas um ator radiofônico aprende técnicas para tornar cada fala real, porém tentando torná-la ainda mais intrigante aos ouvidos do público de um modo que a interpretação ultrapasse os limites do que é ou não real."

Burton admite que interpretar vilões lhe dá um prazer tão cheio de culpa que beira uma espécie de exercício terapêutico.

"Podemos fazer todas as maldades que quisermos", diz ele, "e também mergulhar fundo nos aspectos mais negativos da nossa vida e personalidade."

Os extensos estudos e o profundo conhecimento de Burton da arte da interpretação vocal lhe valeram um enorme respeito de seus colegas da indústria.

"Corey não só é um ator brilhante, mas também um verdadeiro discípulo dos clássicos Disney", comenta Rob Paulsen, outro dublador renomado da indústria - e das vozes de vários piratas da tripulação de Gancho. "Eu fico pasmo com o trabalho de Corey e, às vezes, acho que ele tem uma ligação mediúnica com Hans Conried. Eu sei o que isso representa para Corey e sinto uma emoção vicária só de contracenar com ele."

Burton, com sua humildade habitual, apressa-se a elogiar o trabalho de seu antecessor já falecido. "É um enorme privilégio dar continuidade ao trabalho de um ator de personagem tão magnífico", diz Burton. "Considero imortal a voz do ator original, Hans Conried. Estou apenas substituindo-o."

"Gancho me dá a oportunidade divertida de torná-lo bem canastrão. Poucos são os personagens, especialmente no mundo moderno, onde podemos ser caricaturais. Com meu caríssimo capitão, posso exagerar e explorar todos os tons loucos, ridículos, melodramáticos e teatrais que eu quiser. É um personagem com poucos limites, o que o torna muito divertido."

Com Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca, JEFF BENNETT acrescenta o leal imediato do navio do capitão Gancho, Smee, ao seu currículo de "um zilhão" de vozes.

"Jeff era perfeito para interpretar Smee", afirma Cook, acrescentando que a experiência de Bennett como Droopy Dog tornou a transição mais fácil. "Jeff criou um equilíbrio divertido para Smee, tornando-o tanto um comparsa idiota quanto um imediato malicioso."

O talento de Bennett para o improviso enriqueceu o projeto desde seus momentos iniciais ao microfone. "Havia uma cena em que Smee caminhava pelo convés e empurrava um companheiro para o lado", relembra Cook. "Só de curtição, exibimos um vídeo com a cena para Jeff. E ele improvisou uma canção para Smee enquanto assistia ao vídeo pela primeira vez - e foi perfeito. Jeff foi uma contribuição vital para o filme com seus cacos e improvisos."

Bennett é mais conhecido no papel-título de Johnny Bravo, do Cartoon Network. Seu currículo inclui o trabalho de dublador integrante do elenco regular de vários seriados da Walt Disney Television Animation, como The Weekenders, Pepper Ann, Mickey MouseWorks, Gargoyles, Mighty Ducks e Bonkers. Ele também pode ser ouvido integrando o elenco regular de vários outros seriados, como O Laboratório de Dexter (Dexter's Laboratory), The Powerpuff Girls, Histeria! e Where's Waldo?, para citar apenas alguns.

Como convidado especial, Bennett dublou personagens dos seriados Animaniacs, Pinky and the Brain, Batman: Gotham Knights, Batman: The Animated Series e Duckman. Seus créditos como dublador de longas-metragens incluem O Natal Encantado da Bela e a Fera (Disney's Beauty and the Beast: The Enchanted Christmas), O Retorno de Jafar (The Return of Jafar), The Land Before Time II through IX," e das versões cinematográfica e em CD de James e o Pêssego Gigante (James and the Giant Peach).

Uma das mais importantes dubladoras da indústria, KATH SOUCIE (Wendy) pode ser ouvida em centenas de produções de animação e campanhas publicitárias, com destaque para o seriado televisivo, Os Anjinhos (Rugrats) - nos papéis de Phil, Lil e sua mãe, Betty - e em longas-metragens do cinema, como Space Jam e A Bela e a Fera (Beauty and the Beast), dos estúdios Disney.

Soucie iniciou sua carreira em Nova York como atriz teatral, antes de aventurar-se em inúmeros papéis em seriados televisivos e telefilmes e de se lançar em sua carreira quase lendária, ao longo dos últimos 17 anos, como dubladora de produções, do cinema, da TV, projetos interativos e filmes publicitários premiados.

Presença constante no horário nobre das TVs, Soucie é dubladora do elenco regular dos seriados animados God The Devil & Bob e Baby Blues, tendo também feito participações especiais como dubladora de vozes de Gargoyles, Futurama, Duckman e Beyond Rugrats. A longa lista de créditos de Soucie em produções infantis inclui dublagens em seriados da Walt Disney Television Animation, como The Weekenders, Pepper Ann, 101 Dalmatians: The Series, Quack Pack e Disney's Mickey MouseWorks. Ela também pode ser ouvida em O Laboratório de Dexter (Dexter's Laboratory), Gasparzinho, o Fantasminha Camarada (Casper), Tiny Toon Adventures e Animaniacs.
"Wendy é uma espécie de Julie Andrews", explica Soucie. "Sua voz é suave, jovial, cheia de brilho e com a afetividade de uma mãe para com sua filha. Podemos, portanto, explorá-la em vários níveis diferentes."

"Ela é uma personagem tão maravilhosa que nem preciso decorar o roteiro - só saber quem ela é, e daí as idéias fluem naturalmente. O ator vive para aquele momento em que deixa completamente de ser ele mesmo e se torna a personagem, pensando como ela pensa e falando como ela falaria. Wendy me propicia justamente esse tipo de experiência. É um enorme prazer."

"Kath tem uma voz muito afetuosa e maternal", afirma Morrill. "Seu desempenho é emocionante. Ela passa com perfeição o modo doce e reconfortante como Wendy conta suas histórias e sua cena final com Peter é de uma sutileza comovente."

ROGER REES (Edward) iniciou sua carreira artística em meados da década de 60, tendo galgado posições de destaque crescente dentro da Royal Shakespeare Company, antes de interpretar Nicholas, no início da década de 80, em The Life and Adventures of Nicholas Nickleby. O papel lhe valeu um Olivier Award e um prêmio Tony, bem como uma indicação ao Emmy, com a versão televisiva da peça. Rees fez sua estréia cinematográfica em Star 80, atuando em seguida em A Louca, Louca História de Robin Hood (Robin Hood: Men in Tights), Sonhos de Uma Noite de Verão (A Midsummer Night's Dream), bem como no ainda não lançado, The Scorpion King."

Na televisão, o ator tornou-se popular no papel do milionário Robin Colcord, de Cheers, e de Lord John Marbury, de The West Wing.

Rees, que também é dramaturgo e diretor teatral, reside nos EUA desde 1989.

SPENCER BRESLIN (Cubby) continua acrescentando créditos ao seu currículo, tanto diante das câmeras quanto dos microfones.

O ator-mirim de 9 anos marca presença em duas grandes produções de animação em fevereiro de 2002: no papel do hilário Cubby de Peter Pan - De Volta à Terra do Nunca, e como protagonista e dublador da voz de Crandall, em Disney's Teamo Supremo, da ABC Television Network.

Breslin conquistou fama internacional em 2000, em sua estréia nas telas de cinema, contracenando com Bruce Willis, no papel do personagem de Willis com 8 anos de idade, em Duas Vidas (Disney's The Kid). Ele passou parte da primavera de 2001 filmando Ozzie na Nova Zelândia e, recentemente, concluiu as filmagens do telefilme, Mom's On Strike. No início de 2002, viajará à British Columbia para co-estrelar com Tim Allen, The Santa Clause II, da Disney, a continuação de Meu Papai É Noel.

Breslin foi "descoberto" aos 3 anos por um olheiro que vislumbrou seu talento artístico natural num parque de diversões próximo à sua casa, em Manhattan. Logo o menino começava a gravar comerciais de TV, tendo feito sua estréia no filme publicitário do cereal Life, em 1995. Desde então, já foi visto em mais de 50 comerciais da televisão. Um dos mais populares foi um filme da campanha publicitária da rede McDonald's, no qual, aos 3 anos, era capaz de recitar com perfeição a receita do Big Mac - "dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, pickles, num pão com gergelim" - para o astro do basquete, Charles Barkley.

Aos 5, Breslin fez sua estréia como ator dramático, na minissérie da NBC, Storm of the Century, contracenando com Tim Daly. Atuou ainda em inúmeros seriados televisivos, incluindo Law & Order e Trinity.


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