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Planeta Vermelho


webc1189.jpg (18332 bytes)Planeta Vermelho explora as paisagens alienígenas de Marte de uma forma nunca feita antes. "O público vai conhecer Marte de um jeito totalmente novo. Este filme tem um visual, um som e uma atmosfera totalmente singulares", garante o produtor Mark Canton. Por isso, realismo em todos os detalhes foi a palavra-chave para os realizadores e para o diretor Antony Hoffman, que se prepararam com uma longa pesquisa técnica sobre Marte e sobre essa viagem ao espaço. Hoffman conta: "Vi muitas fotografias da NASA só para saber como a luz se comporta naquela atmosfera. Eu queria que o filme fosse o mais real e intimista possível, e não apenas uma fantasia".

Para enfatizar o visual do filme, o supervisor de efeitos visuais Jefàey A. Okun contratou algumas das principais companhias de efeitos do mundo, como a Cinesite Inc., cujo trabalho pôde ser visto em Do Fundo do Mar. Os realizadores trouxeram o vencedor do Oscar Dane Davis (de Matrix) e sua equipe para criar os sons para o espaço e para o planeta Marte - sons estes que eles nunca ouviram. O produtor Mark Canton observa: "Temos a equipe de som que trabalhou em Matrix e um diretor com um estilo totalmente singular. A sensação que o público sentirá quando estiver em Marte será diferente de tudo o que já sentiram ou já viram". O produtor Bruce Berman, que adquiriu o projeto para a Village Roadshow, concorda: "Tentamos criar uma experiência totalmente nova com este filme".

Passado num futuro próximo, Planeta Vermelho acompanha uma equipe de astronautas americanos que faz sua primeira expedição a Marte. A Terra está se tomando um planeta impossível de se viver e a humanidade se volta para outros planetas para garantir o seu fiJturo. A comunidade científica criou o Projeto Terra em Marte, cujo objetivo é semear o solo do planeta com algas para gerar um ambiente rico em oxigênio e, assim, tomar-se capaz de sustentar a vida humana. No entanto, quando as leituras de oxigênio emitidas do planeta são interrompidas, uma equipe de especialistas capacitados dá início à uma missão de emergência para aterrissar em Marte e tentar salvar aquilo que poderia ser a única esperança de sobrevivência da humanidade.

Mark Canton acha que o filme vai além das fronteiras do gênero, como argumenta: "É ficção científica, mas é também uma aventura com romance. E o filme é singular com relação à sua base sólida no fato científico". O produtor continua: "É um filme inteligente que deixa as seguintes perguntas: E se o homem falhar em fazer as coisas necessárias para continuarmos vivendo na Terra? E se tivermos que ir para outro lugar? E se esse lugar for Marte? E se houver em Marte coisas que não conhecemos? E se precisarmos obter as informações para sobrevivermos em Marte e não conseguirmos? A história também tem um lado inteligente que debate os valores da filosofia, teologia, religião e ciência, ou a falta de todos eles. Este não é um filme que se pode colocar dentro de um pequeno espaço". O diretor Antony Hoffman acrescenta: "É uma história contemporânea com um tema atemporal; homem verso natureza, que por acaso se passa no futuro, onde as apostas são mais altas".

O produtor Jorge Saralegui tem outra visão sobre Planeta Vermelho: "Este é um filme sobre sobrevivência - não apenas a sobrevivência das espécies, mas também desse grupo de astronautas que precisa sobrevier nos ambientes mais alienígenas e sem o beneficio da tecnologia. Na verdade, a tecnologia se virou contra eles, e são eles que estão completamente sozinhos e vulneráveis". O ator Val Kilmer concorda: "Esse é o melhor filme sobre Marte porque é fato científico. Ele dá a sensação de verdade, apesar de as circunstâncias serem extraordinárias. Ele também celebra a ingenuidade do homem e faz grandes perguntas sobre quem nós somos e o que irá acontecer com a gente".

Para Kilmer, que já representou alguns dos ícones mais proeminentes do cinema modemo, incluindo Batman, Jim Morrison e Doc Holliday, o papel do engenheiro mecânico de sistemas Robby Gallagher foi recebido com votos de boas-vindas aos tipos de papéis com os quais ele construiu sua carreira. Kilmer conta: "Robby é basicamente o zelador espacial. Essa é uma expedição científica, mas ele não é um cientista; ele é um homem da manutenção - da nave e da equipe. Ele não tem ambições pessoais. E não compreende a vida em nenhuma outra forma a não ser a de servir à nave e aos outros". O produtor Saralegui completa: "Val faz o herói relutante. Gallagher fica feliz em permanecer em segundo plano até não ter outra escolha a não ser a de agir".

Depois do papel enigmático de Trinity no filme de sucesso Matrix, Carrie-Anne Moss estrela como a tenente comandante Bowman, a oficial responsável pela missão. "Era um grande papel para uma mulher. Pode parecer clichê, mas é verdade. Ela é uma mulher responsável por cinco homens em circunstâncias muito difíceis. Ela lidera um grupo de uma forma bem tranqüila. Adora o que faz, sabe o que está fazendo e é respeitada por sua equipe", descreve a atriz.

Depois de uma longa viagem a Marte, uma chama solar atinge a nave, forçando uma partida de emergência da nave de exploração contendo a tripulação de Bowman. Saralegui revela: "Carrie-Anne tinha que ser uma personagem muito valente e tenaz, que está determinada a fazer o que for preciso para resolver a situação. Contudo, ao mesmo tempo, ela é vulnerável. Ela tem aquele olhar que diz: 'Ok, estou assustada, mas vou conseguir".

A nave de exploração faz uma aterrissagem forçada na hostil superfície de Marte e os membros da tripulação têm que depender uns dos outros para sobreviverem. Kilmer diz: "Lá dentro do Gallagher, ele é o cara certo para o trabalho, mesmo que ache que não está à sua'altura. Ele se deparar com a ingenuidade que vê em sua equipe e na humanidade; e essa mesma ingenuidade também está escondida dentro dele mesmo".

Tom Sizemore, astro de filmes como O Resgate do Soldado Ryan, é o Dr. Quina Burchenal, líder da equipe de análise científica. "O filme é sobre a primeira missão a Marte, mas é, acima de tudo, sobre o fato de que a humanidade criou sua própria auto-destmição. Burchenal foi enviado para Marte para descobrir o que aconteceu com os níveis de oxigênio de lá porque a Terra está praticamente inabitável. Ele é o Einstein de sua geração; um bioengenheiro e também astronauta. Ele é muito esperto e, junto com tudo isso, vem também um pouco de arrogância. Mas ele é a grande esperança da Terra", afirma o ator. Sizemore chama os astronautas de "pioneiros dos dias modemos". Ele continua: "Fiquei emocionado em ter a oportunidade de fazer um astronauta. Eles são homens e mulheres que arriscam suas vidas para que nós tenhamos um lugar melhor na Terra".

Também preso em Marte está o capitão da Força Aérea Ted Santen, interpretado por Benjamin Bratt. Ele vê uma ressonância no cenário apresentado no filme, como explicar "Um dia, os seres humanos irão colonizar outros planetas. Isso está dentro da realidade da nossa tecnologia. Não acho que nossa geração testemunhará isso, nem a de nossos filhos. Temos que ser muito cautelosos com isso. A idéia de colonizar outros planetas, aproveitar-se de suas fontes e depois mudar para outro planeta é perturbadora. Não se leva em consideração o equilíbrio das coisas que foi previsto pela natureza. Você vai para Marte; coloniza Marte; destrói o planeta exaurindo todas suas fontes e, depois, vai para o planeta seguinte. Há algo moralmente muito errado com isso".

Simon Baker, que estrelou anteriormente Los Angeies - Cidade Proibida, faz o Dr. Chip Pettengil. Ele é um perito no projeto Terra com excelentes credenciais científicas, apesar da sua pouca idade. "Ele é um substituto escolhido no último momento nessa missão e, como tal, não está tão concentrado quanto o resto da equipe. Está um pouco hesitante e nervoso com a coisa toda e se sentindo um tanto quanto estranho. Gostei muito de fazê-lo - ele tem a quantidade certa de vuInerabilidade. Aspectos diferentes de sua personalidade são revelados durante várias situações em que se encontra. Ele é muito real, muito complexo, e não apenas um personagem heróico", define o ator.

Ainda no elenco está o lendário ator Terence Stamp, como Bud Chantilas, chefe científico da missão. "Chantilas é um astronauta muito experiente que já viajou muito pelo espaço. Ele é o mais experiente da tripulação e seus colegas têm muito respeito por ele e por suas realizações. Esta é a primeira missão a Marte e, naturalmente, há alguma 'trepidação' na equipe. Eles se voltam para Chantilas para pedirem conselhos e conforto. Ele é a voz da calma e da razão. É também um homem espiritual, numa busca constante", diz o ator.

Em Marte, os astronautas precisam lutar com suas dúvidas, seus medos e responder suas perguntas sobre seus destinos ao descobrirem que estão em grande perigo e, definitivamente, que não estão sozinhos. "Eles foram treinados para agirem e reagirem, habitualmente, sem falhas, e também para evitarem julgamento e omitirem até mesmo suas personalidades diante do fato. A partir desse treinamento, o astronauta é ensinado a ver a vida com um tipo de economia e equilíbrio, mas Marte simplesmente arranca tudo isso de cada um deles e eles simplesmente passam a fazer o necessário para sobreviverem", continua o veterano Terence Stamp.

Para o produtor Jorge Saralegui, Planeta Vernielho levanta questões atemporais sobre o espírito humano. "Será que um indivíduo num momento de adversidade opressiva enfrenta ou desiste da situação? E, mesmo se quiser desistir tentando se salvar, ele continuará para salvar os outros?" Hoffman afirma: "O filme não é sobre equipamentos nem espaçonaves de bilhões de dólares, mas sobre a força das pessoas tentando salvar uma às outras e a humanidade".

Para realizar um experiência totalmente inédita de vôo espacial e de apresentação de Marte, os realizadores procuraram um diretor que pudesse acrescentar um olhar e uma sensibilidade renovados à história. Mark Canton trouxe o jovem cineasta Antony Hoffman para liderar o projeto. "Durante anos, apoio novos cineastas. Fiquei muito impressionado com alguns dos comerciais que Antony tinha feito, com sua confiança e com sua habilidade criativa. Foi uma tarefa muito pesada para ele porque, em todos os sentidos, este é um grande filme. Assim, foi importante cercar Antony de uma equipe experiente que pudesse ajudar a dar vida à sua visão", lembra o produtor.

O próprio Antony Hoffman comenta: "Adoro a idéia de que essa história é possível de acontecer em algum momento da existência da Terra. Há, na verdade, projetos em andamento para determinar se Marte, um dia, poderia se tomar um planeta habitável, e se a Terra se tomaria tão tóxica ao ponto de não podermos mais viver nela".

O diretor passou muitos meses de pesquisa no Johnson Space Center, da NASA, em Houston, no estado do Texas. Ele explica: "Conversei com os astronautas e aprendi o máximo que podia sobre eles". Hoffman teve a permissão de entrar no shuttÍe e observar o processo chamado "Habitat de Marte", onde seis astronautas estão confinados numa pequena sala durante seis meses para simularem os efeitos do espaço numa equipe. Ele observa: "Era muito importante que o filme fosse o mais realista possível. Gostei muito do tempo que passei na NASA e me senti muito privilegiado em poder ter esse tipo de visão".

Além dos estúdios e de uma pedreira em Sydney, Austrália, Planeta Vermelho foi rodado em locação em Wadi Rum, na Jordânia, e no distante Coober Pedy, também na Austrália - dois locais que fomecem, provavelmente, o melhor exemplo do que seria a superfície marciana. O produtor Jorge Saralegui observar "Tanto quanto a visão poderia alcançar, víamos esse deserto plano entremeado com rochas incrivelmente gigantescas que rompiam do solo em direção ao céu. Era um cenário surpreendente e muito parecido com a superfície de Marte que, na verdade, é repleta de enormes crateras e montanhas".

O diretor Antony Hoffman acrescenta: "A paisagem e a topografia de Wadi Rum era muito parecida com fotos que eu havia visto da topografia de Marte: plana, seca e desolada. Ela fiJncionou perfeitamente para a escala e proporção que precisávamos para mostrar como a humanidade é pequena em face a tudo isso – o que é um tema importante no filme". Val Kilmer acrescenta: "É extraordinário como dá para sentir que estamos em Marte. Já estamos muito familiarizados com esse planeta a partir das fotos que recebemos e com as locações que utilizamos, e o que a equipe de produção realizou tecnicamente é simplesmente incrível. Quando o público assistir a esse filme, vai achar que realmente está lá".

Essa mesma locação serviu de cenário para Lawrence da Arábia e, desde então, nunca mais foi utilizada. Talvez por um bom motivo: "Todos concordamos que foi a locação mais espetacular que podíamos ter encontrado e também uma das mais difíceis. Não poderíamos ter achado condições mais adversas", garante o diretor. O calor foi o problema principal, principalmente para o elenco, que tinha que usar roupas espaciais de borracha. Todos os dias os termómetros ultrapassavam os 40 graus.

O ator Tom Sizemore comenta: "Todo início de qualquer filme é difícil, mas com esse calor extraordinário e com aquelas roupas - que até então não havíamos vestido - foi muito mais difícil. Até que teve algumas vantagens, como o fato de tomar a ação do filme bem real. Nós realmente vivemos aqueles papéis! Realmente senti como se tivesse tido um acidente ao aterrissar em Marte". Ele acrescenta: "Tem uma coisa engraçada: quanto mais difíceis são as circunstâncias, mais o elenco e a equipe se une. Nos tomamos uma família de verdade".

Para os outros, as filmagens na Jordânia foi uma oportunidade de exploração do local. O ator Simon Baker acrescenta: "Foi algo surrealista - Lawrence da Arábia conhece 2001 - Uma Odisséia no Espaço. Entrar nesse cenário no primeiro dia de filmagem foi incrível. Havia tendas de beduínos com almofadas e tapetes no chão, e as pessoas nos serviam chá de canela. Todos os dias, o almoço era um banquete. Foi simplesmente extraordinário". Saralegui recorda: "Os atores merecem muitos elogios. Não foi um filme fácil para eles física nem mentalmente, e a Jordânia foi realmente um adversário. Entretanto, apesar de tudo, as imagens que filmamos não ficam nada a dever ao simplesmente espetacular".

Quando as filmagens na Jordânia terminaram, o elenco e a equipe foram para Coober Pedy, na Austrália. Coober Pedy é uma pequena cidade do interior no meio do deserto australiano, onde as minas de opala são a principal fonte de renda. Muitos de seus habitantes moram no subterrâneo. Até os hotéis têm quartos subterrâneos, cavados nas formações de rochas que povoam o deserto. Val Kilmer atesta: "Gostei muito do tempo que passei em Coober Pedy e conhecer os aborígenes foi fascinante. A terra em volta era totalmente deserta e maravilhosa. Também fiquei viciado em opalas!"

Seu colega Tom Sizemore acrescenta: "Coober Pedy está situada onde os australianos chamam de outback e foi o lugar mais distante de tudo que alguém consegue chegar. As pessoas vivem no subsolo a maior parte do tempo devido ao extremo calor e às violentas tempestades de areia. Foi muito desolador, mas ao mesmo tempo as pessoas foram muito receptivas e gentis. Uma experiência fascinante".

Depois de terminadas as filmagens no outback, a produção seguiu para um estúdio em Sydney. Carrie-Anne Moss juntou-se ao elenco para o processo de fotografia que precisava ser feito. Ela conta: "Eu não estava envolvida em nenhuma das cenas na Jordânia e em Coober Pedy. O pessoal enfrentou momentos difíceis por lá e acho que ficaram meio que aliviados em estar em Sydney, num estúdio e com uma garota no meio deles. Foi muito legal".

Essa foi a segunda vez que Moss filmou em Sydney; a primeira foi com Matrix. Ela conta: "Muitos membros da equipe de Planeta Vermelho haviam trabalhado em Matrix. Por isso foi como rever velhos amigos". O diretor Hoffman comenta: "Trabalhar com essa equipe foi uma ótima experiência. Houve um autêntico sentimento de camaradagem durante todo o processo. Eu realmente não teria feito este filme sem o apoio e persistência deles".

Sobre os efeitos visuais e sonoros

Com mais de 900 tomadas de efeitos especiais, Planeta Vermelho precisou de uma equipe de efeitos visuais que fosse capaz de criar uma atmosfera totalmente alienígena e um oponente real aterrorizante no sofisticado robô de mapeamento e fiJga AMEE (Autonomous Mapping Evaluation and Evasion). O produtor Mark Canton conta: "Os efeitos visuais enfatizarão a experiência deste filme. Em todos os filmes de hoje há a expectativa da diversão. O fator de diversão deste filme será enorme e os efeitos serão incríveis e o que o público verá na tela será surpreendentemente singular. Há vida em Marte, mas não são homenzinhos verdes".

O supervisor de efeitos visuais Jeffrey A. Okun é especialista naquilo que ele chama de "efeitos orgânicos criados para ajudar a contar histórias e serem invisíveis para o público". Para ele, que recentemente criou os tubarões em Do Fundo do Mar, a plausibilidade era fundamental, principalmente quando se apresenta ambientes e tecnologias com os quais o público não está familiarizado. "Nossa missão era fazer com que o público acreditasse que essa aventura está acontecendo com esses astronautas na superficie de Marte, e que eles estão numa luta desesperada para sobreviver. Para que o público simpatize com os personagens, eles têm que acreditar na história", observa Okun.

Um dos maiores desafios de Okun em Planeta Vermelho foi dar vida ao sofisticadíssimo robô AMEE. Ele explica: "O AA4EE precisava de unta personalidade e interagir com os personagens humanos de uma forma plausível. Não poderia ser apenas um amontoado de metal". O supervisor e sua equipe trabalharam junto com Thomas J. Smith, supervisor de efeitos especiais da companhia de efeitos Cinesite, e exploraram as possibilidades de motion-capture e key-liame animation (espécie de animação quadro a quadro sobre desenhos ou imagens pré-gravadas) para dar ao AMEE movimentos fluidos e semelhantes aos humanos. Imagens do AMEE foram criados em fundos que, depois, eram integradas em cenas combinadas com os atores. Finalmente, as sutilezas de luz sobre o corpo do robô enquanto ele se movia, a sua sombra e a poeira que levanta foram todas acrescentados. Mark Canton atesta: "AMEE tem um jeito bem japonês".

Thomas J. Smith dá mais detalhes sobre o processo: "Temos animadores que movem o robô nas cenas e uma equipe que se certifica de que variáveis, como iluminação, estejam consistentes. O resultado final é que os atores parecem estar se movendo naturalmente dentro dos fundos com AMEE. Ele pode atravessar os objetos ou as pessoas".

Em qualquer momento, havia sempre um grupo de 40 pessoas trabalhando junto nas cenas com o robô, com Okun envolvido em todos os estágios da produção. Acima de tudo, ele gosta do processo de compor música, outra forma de arte com a qual ele está familiarizado. "Num filme como Planeta Vermelho, dá para se sentir um ritmo. Há uma dinâmica muito parecida com a música".

Já o supervisor de efeitos sonoros Dane Davis parece estar ganhando a reputação de obter o impossível ou, pelo menos, o mais dificil. Depois de ter criado um som ambiente totalmente "profiindo" para Matrix, pelo qual ele ganhou os prêmios American Academy e British Academy e um MPSE Golden Reel, ele já estava pronto para um novo desafio. Ao combinar partes iguais de imaginação e fisica, Davis tenta explicar a dificil tarefa de criar som numa atmosfera onde não pode existir som: no espaço: "O som depende do ar. Ele não pode existir no vácuo. Se estamos flutuando no espaço e passa uma nave, sentimos o empuxo gravitacional nos nossos corpos em oposição às ondas sonoras que entram nos nossos ouvidos. Na verdade, é muito mais uma ilusão de som do que o som propriamente dito que está acontecendo. Um tipo de ressonância mecânica".

Durante todo o filme, Davis teve que lidar com sutilezas da atmosfera e os níveis relativos de oxigênio da mesma forma que astronautas o fazem. Ao criar uma trilha "escrupulosamente realista", Davis coloca o espectador dentro dos capacetes dos astronautas, respirando o ar deles e ouvindo o que eles estariam ouvindo - uma técnica que sugere intimidade e enfatiza o drama. Ele explica: "O filme é sobre claustrofobia e suspense. É sobre ser abandonado num ambiente hostil. Quando eles estão fechados dentro desses capacetes, o público não ouve nada que vem do lado de fora. Minha prioridade, em qualquer filme, é que a trilha represente totalmente o que os personagens estão experimentando".

webc1195.jpg (21814 bytes)Davis continua, referindo-se à importância de apresentar na tela uma tecnologia que poderia existir dentro da época em que se passa a história: "Podemos achar coisas que pareçam ou que soem legais, mas elas têm que fazer sentido em termos fiJncionais. Não queria sons que parecessem poder existir daqui a três anos. Quis imaginar como elas soariam daqui a 50 anos, e depois, então, criar esse som".

Para tanto, ele e sua equipe fizeram protótipos reais ou por simulação de computadores de algumas das máquinas mostradas no filme, incluindo o robô estelar AMEE. Davis explica: "Chamei algumas pessoas que trabalham com tecnologia para obter uma definição do que seria plausível para daqui a 50 anos. Construímos motores lineares, que é o tipo de sistema direto de motor magnético que está começando a ser utilizado hoje em aplicações industriais".

Ele também apoiou-se em seu catálogo de sons terrestres, onde grava e, freqüentemente, altera por computador para seus objetivos criativos. "Não sintetizamos quase nada. Tudo foi criado utilizando sons reais", diz. Davis teve com o compositor Graeme Revell em Planeta Vermelho um relacionamento que raramente ocorre em filmes devido às restrições do cronograma da produção. Apesar de trabalharem em estúdios diferentes, eles enviavam sons e música um para o outro e faziam um trabalho em conjunto.

Mark Canton conclui: "Tudo em Marte e no espaço parece diferente. O céu é um pouco diferente. O som é diferente. Tudo o que fizemos foi a partir de nossas pesquisas. É tudo muito singular e o mais perto da coisa real que pudemos chegar".

Cenários: formas muito complexas e uma estrutura singular

O diretor Antony Hoffman trabalhou junto com o desenhista de produção Owen Paterson para criar o visual da nave espacial e do shuttle do filme. "Antony sempre deixou claro que queria uma nave baseada em realidade científica mas que, ao mesmo tempo, fosse algo que nunca tivesse sido visto antes, algo totalmente incomum", lembra o desenhista. Ele continua: "Para chegar até isso, criamos algumas formas muito complexas e esferas para dar à nave uma estrutura singular. Também conversamos com a NASA detalhadamente sobre engenharia contemporânea e como coisas diferentes, como sistemas de motor e de combustível, poderiam afetar a nave. Gostei muito do resultado final. Construímos uma espaçonave muito contemporânea e surpreendente em seu desenho".

Como ocorreu com muitos dos que trabalharam em Planeta Vermelho, o último trabalho que Paterson fez foi o filme de sucesso Matrix, para o qual também criou uma espaçonave. Ele compara: "Embora também se passasse no fiJturo, o design dessa nave foi totalmente diferente. Em Planeta Vermelho ela é incrivelmente lisa. Gosto de pensar que é algo de que a NASA se orgulharial"

A parte mais complexa foi o deck, onde a tenente comandante Kate Bowman passa a maior parte de seu tempo e de onde são controladas todas as fiJnções da nave. A atriz Carrie-Anne Moss comenta: "Nunca vi tantos controles e botões. Parecia tudo muito reall É bem mais fácil interpretar uma personagem quando você está num cenário tão real. Minha personagem passa muito tempo sozinha na nave enquanto os outros estão lá em baixo, na superfície de Marte. Depois de um certo tempo, me senti meio claustrofóbica confinada nesse pequeno deck e, realmente, isso me fez pensar sobre o puro e simples perigo da vida de um astronauta".

Figurinos: presença da tecnologia na textura da roupa

Para criar um estilo ímpar para os figurinos, Kym Barrett, que concebera anteriormente os figurinos fiJturísticos de Matrix, conversou com várias pessoas que já tinham desenhado roupas usadas em vôos espaciais reais e, depois, extrapolou suas idéias para o fiJturo. Ela explica: "Queríamos passar a sensação de algo leve, mas durável, onde quase se pode ver a presença da tecnologia na textura da roupa. Por exemplo, a roupa parece que tem seu próprio sistema de refkigeração. A ironia é que, na realidade, usamos um sistema de refrigeração bem arcaico numa tentativa de manter o elenco 'arejado' em locações tão extraordinariamente quentes".

As roupas foram feitas de um tecido emborrachado desenvolvido em Nova York. "Era um tecido stretch com uma base sintética. Isso significa que podíamos costurá-lo, tingi-lo, passá-lo e fazer todo o tipo de coisas que não poderíamos fazer com a maioria dos tecidos. Foi um material excelente de se trabalhar e nos deu um ótimo resultado", diz Kym Barrett.

Val Kilmer observa: "Comparada com a Bat-roupa, nossas roupas espaciais eram uma maravilha. A Bat-roupa estava além do espaço sideral. Dentro da roupa espacial eu pude me mover, dobrar os joelhos e ouvir o que diziam para mim. Era bem quente lá dentro, mas, de alguma forma, isso facilitou entrar no papel de um astronauta que cai em Marte e que tem de andar talvez centenas de quilómetros para achar água ou, então, morrer ali. Quando nosso corpo está 'ligado na fiJnção' de sobrevivência, fica bem mais fácil de acreditar".

O desenho mais complicado em que Barrett teve que trabalhar foi o dos capacetes, como ela conta: "Eles tinham que conter sistemas de comunicação ativa para que os atores pudessem ouvir o diretor. Eles também precisavam de um sistema de refrigeração para evitar que os visores embaçassem e para ajudar os atores a não sentirem que iriam sufocar. Fomos aperfeiçoando-os a partir de tentativas e erros".

SOBRE O ELENCO

VAL KILMER - Visto em Confusões Amorosas e ouvido na voz de Moisés em Príncipe do Egito, também estrelou no papel de Simon Templar O Santo e, ainda, BatJnan EternaJnente, aqui como o bilionário Bruce Wayne. Suas outras interpretações incluem o papel de Doc Holliday em Tombstone – A Justiça Está Chegando, o de Jim Morrison em The Doors e o de Elvis Presley em True Kid. Recentemente, o atar estrelou com Robert De Niro e AI Pacino Fogo Contra Fogo, e contracenou com Marlon Brando em A Ilha do Dr. Moreau.

Kilmer estreou no cinema na comédia Top Secret - Super Confidencial, seguido de Academia de Gênios, Ases IndoJnáveis e Willow - Na Terra da Magia. Ele foi o agente do FBI Ray Levoy em Coração de Trovão, e apareceu no épico 3-D Wings of Courage. Recentemente, fez um curta para a Preparatory School for Native Americans entitulado Betmeen Two lllorlds, uma produção da organização sem fins lucrativos Blessed Films.

CARRIE-ANNE MOSS (Bowman) - Desde que contracenou com Keanu Reeves no filme de sucesso dos irmãos Wachowski Matrix, para a Warner Bros., tomou-se uma das atrizes mais requisitadas em Hollywood. Recentemente, terminou as filmagens na comédia da máfia The Crew, onde contracenou com Burt Reynolds e Richard DreyfiJss, para os produtores Barry Sonnenfeld e Barry Josephson e Walt Disney Pictures. Em seguida, contracenou com Guy Pearce no thriller independente Memento, muito elogiado no Festival de Cinema de Toronto. A atriz terminou também a produção de ChocoÍat, já lançado nos Estados Unidos, onde contracena com Juliette Binoche, Johnny Depp e Judi Dench para o diretor Lasse Hallstrom e para a Miramax Films.

Moss irá reprisar seu papel de Trinity nas próximas duas seqüências de Matrix. As duas produções estão agendadas para começarem na primavera americana de 2001.

TOM SIZEMORE (Burchenal) - É considerado um dos atares mais talentosos e versáteis que trabalham hoje no cinema. Sua performance no drama indicado ao Oscar de Steven Spielberg O Resgate do Soldado Ryan, onde contracenou com Tom Hanks, foi muito elogiado pela crítica. Ele terminou a produção do filme de Barry Sonnenfeld Um Grande Problema, onde contracena com Tim Allen, Rene Russo, Omar Epps e Jason Lee. Recentemente, contracenou com Nicolas Cage em Vivendo no LiJnite, de Martin Scorsese, e com Woody Harrelson e Antonio Banderas, em Play It to lhe Bone, de Ron Shelton. O atar também estará em dois lançamentos independentes: O Punhal dos Bórgias, com Chris Penn, Jeremy Davies e Michael Madsen, para o diretor Nick Stagliano, e UJna História de AJnor e Fósforos, para Polygram Films, com Ian Holm, Richard E. Grant e Max Beesley.

O primeiro papel no cinema de Sizemore foi no filme de Oliver Stone Nascido eJn 4 de Julho. Em seguida, trabalhou novamente com Stone para fazer Scagnetti em Assassinos por Natureza. Outras atuações muito elogiadas incluem a no thriller de suspense A Relíquia, onde estrelou com Penelope-Ann Miller num papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Madrid.

Em 1995, Sizemore fez três filmes extraordinários incluindo Fogo Contra Fogo, onde contracenou com AI Pacino, Robert DeNiro e Vai Kilmer. Ele também contracenou com Denzel Washington no filme do diretor Carl Franklin O Diabo Veste Azul, baseado no romance muito elogiado de Walter Mosley, e fez Estranhos Prazeres para a diretora Kathryn Bigelow. Anteriormente, estrelou uma ampla variedade de filmes, incluindo Morrendo & Aprendendo, de Ron Underwood, Amor à Queima Roupa, de Tony Scott, Wyatt Earp, de Lawrence Kasdan, Passageiro 57, Os Jogos da Paixão, Culpado por Suspeita e a minissérie de sucesso da NBC Witness to the Mob, onde fez o papel muito elogiado pela crítica de John Gotti.

BENJAMIN BRATT - Após estrelar vários projetos para a TV e para o cinema, o ator indicado ao Emmy chamou a atenção do público dos Estados Unidos como o Detetive Rey Curtis, na série premiada Law and Order.

Seus mais recentes projetos no cinema incluem The Next Best Thing, de John Schlesinger, com Madonna e Rupert EvereU, Miss Simpatia, onde contracena com Sandra Bullock, o papel-título em Pineero e um papel principal em After the Storm, baseado num conto de Emest Hemingway. Entre seus outros créditos destacam-se filmes como Follow Me Home (do qual foi produtor), Perigo Real e Imediato, de Phillip Noyce, O Rio Selvagem, de Curtis Hanson, o filme da Warner Bros. O Demolidor, e Marcados pelo Sangue, de Taylor Hackford.

SIMON BAKER  (Pettengil) - Australiano, foi visto recentemente no drama de guerra civil de Ang Lee Cavalgando corri o Diabo e no muito elogiado Los Angeles - Cidade Proibida. Em breve, poderá ser visto contracenando com Anna Friel, Jared Leto e Nick Stahl em Sunset Strip. Seus outros créditos incluem Judas Kiss, Restaurant e Love From Ground Zero.

TERENCE STAMP (Chantilas) - Estreou no cinema na adaptação de 1962, de Herman Melville, de Peter Ustinov Billy Budd, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar e o reconhecimento internacional. Após esse sucesso, Stamp colaborou com alguns dos cineastas mais reverenciados do cinema. Estrelou a adaptação de William Wyler de O Colecionador, de John Fowles, contracenando com Samantha Eggar, e Modesty Blaise, com Monica Vitti, para o diretor Joseph Losey e o produtor Joe Janni. Trabalhou novamente com o produtor Janni em dois outros projetos: a adaptação de John Schlesinger de Longe Deste Insensato Mundo, de Thomas Hardy, onde contracenou com Julie Christie, e o primeiro filme de Ken Loach, A Lágrima Secreta.

Em seguida, foi para a Itália estrelar o filme de Frederico Fellini Toby Danlmit, um segmento de 50 minutos de adaptação do trabalho de Edgar Allan Poe, Histórias Extraordinárias. O ator morou na Itália durante anos e fez Teorema, de Pier Paolo Pasolini, contracenando com Silvana Mangano. Seus créditos seguintes incluem The Mind of Mr. Soames, de Alan Cooke, Super-Homem, de Richard Donner, e Superman II - A Aventura Continua, de Richard Lester (na pele do supervilão General Zod); Encontros corri Homens Notáveis, de Peter Brook, The Hit, de Stephen Frear, Link - O Animal Assassinado, de Richard Franklin, Perigosamente Juntos, de Ivan Reitman, O Siciliano, de Michael Cimino, Wall Street - Poder e Cobiça, de Oliver Stone, e Prince of' Shadows, que recebeu o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlin.

Stamp iniciou sua quarta década como ator em PriscilÍa - A Rainha do Deserto. Também pôde ser visto no épico de George Lucas Star Wars - Episódio I - A Ameaça Fantasma e em Os Picarteas, de Frank Oz, com Steve Martin e Eddie Murphy. Recentemente, estrelou o mais novo filme de Steven Soderbergh, The Limey, muito elogiado no Festival de Cinema de Cannes de 2000.

SOBRE OS REALIZADORES

ANTONY HOFFMAN (diretor) - Freqüentou o American Film Institute e o Lee Strasberg Theatre Institute em Los Angeles, tomando-se um diretor de comerciais de televisão de sucesso, cujo trabalho para a Budweiser deu-lhe reconhecimento intemacional. Em 1996, ganhou um Leão de Ouro em Cannes, um ACIP e dois Clios, de Direção e Som. Planeta Vermelho marca a estréia de Hoffman no cinema.

MARK CANTON (produtor) - Em mais de duas décadas na indústria do entretenimento, MARK CANTON ajudou a levar mais de 300 filmes para as telas, incluindo algumas das produções mais criativas e de sucesso comercial de todos os tempos. Recentemente, a sua produtora, The Canton Company, é sediada na Warner Bros., onde Canton iniciou sua carreira como executivo de estúdios, passando para vice-presidente de produção a presidente internacional de produções cinematográficas. Na Warner Bros., ajudou a iniciar duas grande franquias, Batman e Máquina Mortífera. Entre seus trabalhos de produção e supervisão estão Jerry Maguire – A Grande Virada, O Casamento do Meu Melhor Amigo, MIB: Homens de Preto e Força Aérea Um. Ainda, ele deu início a filmes de sucesso da Sony como Melhor É ImpossíveÍ, Godzilla e A Máscara do Zorro. Canton recentemente finalizou a produção de O Implacável, já lançado no Brasil e estrelado por Sylvester Stallone, e inicou Angel Eyes, com Jennifer Lopez, e Taking Lives, a ser dirigido por Tony Scott na primavera de 2000.

BRUCE BERMAN (produtor) - Juntou-se ao departamento de produção da Warner Bros. e foi subindo de escalão até tomar-se presidente intemacional de produções cinematográficas, produzindo e distribuindo filmes como o vencedor do Oscar Conduzindo Miss Daisy, Os Bons Companheiros, Acima de Qualquer Suspeita, Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões, Batman Eternamente, Malcolm X, O Guarda-Costas, JFK - A Pergunta que Não Quer Calar, O Fugitivo, Dave - Presidente por um Dia, Tempo de Matar e Twister.

Em 1996, ele abriu a Plan B Entertainment, baseada na Warner Bros., que mais tarde foi adquirida pela Village Roadshow Pictures. Hoje, Berman é o principal executivo da Village Roadshow Pictures e tem 25 projetos em vários estágios de desenvolvimento na Warner Bros. Recentemente, ele foi o produtor executivo de Matrix, Máfia no Divã, Do Fundo do Mar e Da Magia à Sedução.

O mais recente lançamento da Village Roadshow é o filme de sucesso Cowboys do Espaço, estrelado e dirigido por Clint Eastwood, produzido junto com a Warner Bros. Pictures.

JORGE SARALEGUI (produtor) - Supervisionou os filmes Velocidade Maxima, Independence Day, A Última Ameaça, Duro de Matar - A Vingança e Alien - A Ressurreição. Recentemente, abriu a produtora Material e está desenvolvendo projetos como Showtime, RepÍay e The Queen of the Danlned, na Warner Bros., e Aposta Final, na Mandalay Pictures.

CHARLIE SCHLISSEL (Produtor executivo) – Sua estréia de foi em O Atirador, de Barry Levinson e Mark Johnson. Ele supervisionou a produção de vários filmes como Quando as Metralhadoras Cospem, A Revolta dos Brinquedos e Kaflka. Como produtor independente, trabalhou em Um Detetive Abaixo da Lei, Turma da Pesada, Enquanto Você Dormia e Lance Livre.

ANDREW MASON (Produtor executivo) - Produziu, recentemente, com Joel Silver, o sucesso intemacional da Warner Bros. Matrix, estrelando Keanu Reeves, bem como o thriÍÍer de ficção científica Cidade das Sombras, estrelando William Hurt, Keifer Sutherland e RufiJs Sewell, dirigido por Alex Proyas. Recentemente, ele abriu a City Productions para desenvolver e produzir filmes australianos e intemacionais.

CHUCK PFARRER (roteirista) – Entre seus créditos incluem-se: O Chacal (dirigido por Michael Caton-Jones e estrelando Bruce Willis e Richard Gere), Vírus (dirigido por John Bruno e estrelando Jamie Lee Curtis e Billy Baldwin), O Alvo (dirigido por John Woo e estrelando Jean-Claude Van Damme), Darbnan - Vingança Sen1Rosto (dirigido por Sam Raimi e estrelando Liam Neeson), e os filmes interativos SiÍent Steel e Flash Traffic, para a Tsunami Media.

JONATHAN LEMON (roteirista) – Seus créditos no cinema incluem os filmes da Warner Bros. Advogado do Diabo e Máquina MortJera 4. Seu próximo projeto é dirigir Five Jokes, que ele escreveu, também para a Warner Bros.

PETER SUSCHITZKY (diretor de fotografia) – Seus créditos incluem filmes muito elogiados de David Cronenberg e XistenZ, Crash - Estranhos Prazeres, M Butterfly, Mistérios e Paixões e Gêmeos - Mórbida Semelhança. Recentemente, Suschitzky trabalhou em Marte Ataca!, de Tim Burton, O Homem da Máscara de Ferro, de Randall Wallace, e Minha Amada Imortal, de Bemard Rose. Ele chamou a atenção logo no início de sua carreira por seu trabalho no cult de sucesso The Rock Horror Picture Show e na aventura clássica de sci-fi O Império Contra-Ataca. Mais tarde, fotografou vários filmes na Europa e na América do Norte, trabalhando para diretores, como John Boorman, em Príncipe Sem Palácio e Onde Está o Coração, que lhe rendeu um prêmio de Melhor Fotografia pela National Society of Film Critics. Suschitzky trabalhou ainda em VaÍentino, de Ken Russell, Amor à Primeira Vista, de Ulu Grosbard, e O Silêncio do Lago, de Goerge Sluizer.

OWEN PATERSON (desenhista de produção) – Seus créditos incluem o sucesso da Warner Bros. Matrix e os filmes de Stephan Elliot Priscilla, a Rainha do Deserto, com o qual ganhou o prêmio de Melhor Desenho de Produção do Australian Film Institute, e WeÍcon1e to Woop Woop. Ele também trabalhou em Corrida Rumo ao Sol, Minnamuria e Travelling North. Paterson foi diretor de arte dos filmes australianos Viva Enquanto Puder e The Coolangatta Gold.

JEFFREY A. OKUN (supervisor de efeitos visuais) - Esteve à frente, recentemente, dos efeitos visuais do thriller submarino de 1999 Do Fundo do Mar, dando vida aos tubarões para o diretor Renny Harlin, e do thriller de ficção científica de 1998 Esfera, criando cenários virtuais, espaçonaves e uma variedade de criaturas submarinas para o diretor Barry Levinson. Entre seus vários créditos no cinema destacam-se Lolita, The Long Kiss Goodnight e A Ilha da Garganta Cortada, os três para Renny Harlin, O Corvo 2 - Cidade dos Anjos, StarGate, As Tartarugas Ninja, Sonâmbulos e O Último Guerreiro das Estrelas. Como coordenador de efeitos especiais, trabalhou no filme de sucesso Duro de Matar 2.

DANE DAVIS (supervisor de efeitos sonoros) - Cria e edita sons para filmes desde 1981, tendo trabalhado em filmes como Drugstore Cowboy, Boogie Nights - Prazer Seml Limites, Um Visto para o Céu e Smon Birch. Davis já supervisionou o som em mais de 70 filmes. Em 1999, ele continuou sua colaboração com os irmãos Wachowski criando o som para Matrix, pelo qual recebeu um prêmio MPSE Golden Reel e os prêmios das Academias Americana e Inglesa por edição de efeitos sonoros e som, respectivamente. Ele e sua equipe escolhida a dedo da Danetracks, Inc., em West Hollywood, continuam a quebrar as fronteiras do som no cinema definindo novas formas de contar histórias na tela.

ROBERT LAMBERT, A.C.E. (montador) - Trabalhou em filmes como Três Reis, da Warner Bros., dirigido por David O. Russell, bem como em Operação Sem Limites, de Robert Towne, Céu Azul, de Tony Richardson, com o qual Jessica Lange ganhou um Oscar, Ed - Um Macaco Muito Louco, Na Beira do Abismo, O Último Grande Herói, Fronteira da Violência, Nimitz - De Volta ao Inferno, A Chave do Enigma, Caçador de Morte e Condição Crítica, este estrelado por Richard Pryor. Seus créditos como diretor de segunda unidade incluem Céu Azul, Fronteira da Violência, Nimitz - de Volta ao Inferno e A Chave do Enigma.

DALLAS PUETT (montador) – Seus créditos incluem o filme de Renny Harlin Do Fundo do Mar, Máquina Mortfiera, de Richard Donner, e Momento Crítico, todos para a Warner Bros. Ele também montou Kull - O Conquistador, Free Willy 2, Radio Flyer, de Richard Donner, Alta Tensão, de John Badham, Crime Desorganizado e Inchon, de Terence Young.

KYM BARRETT (figurinista) – Seus créditos recentes incluem Três Reis, de David O'Russell, e o filme de sucesso dos irmãos Wachowski Matrix, ambos para a Warner Bros. Ela também desenhou os figurinos de Romeo + Juliet, de Baz Luhrmann, com o qual recebeu uma indicação ao prêmio Satum; Efeito Zero, dirigido por Jake Kasdan e estrelado por Ben Stiller e Bill Pullman; e o filme de animação Planet Ice, dirigido pela Art Viteloo.

GRAEME REVELL (compositor) – Neozelandês, entrou para a área da trilha de cinema com um currículo incomum de psiquiatra, compositor e músico de new wave. Sua trilha para o thriller Terror a Bordo rendeu- lhe um prêmio da Australian Academy de Melhor Trilha Sonora. Depois de se mudar para Los Angeles, Revell compôs para diversos gêneros de filmes, incluindo Corpo em Evidência, Estranhos Prazeres, A Mão que Balança o Berço, O Alvo, Até o Fim do Mundo, Spawn - O Guerreiro do Inferno, O Corvo, O Santo, A Negociação e Chinese Box, de Wayne Wang, que recebeu o prêmio de Melhor Música no Festival de Cinema de Veneza. Entre seus projetos mais recentes estão Nova York Sitiada, Eclipse Mortal, Um Caso a Três e o filme de animação digital Titan.


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