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Possessão |
Filmando Possessão
"Acho que a grande arte vem de grandes paixões. Não interessa se
permitem que você explore sua vida, mas sim se você se permite sentir
vivo" explica a produtora Paula Weinstein.
Weinstein leu o romance Possessão de A.S. Byatt's publicado em 1990 pouco
tempo antes deste vencer o Premio Booker Prize e ficou imediatamente
fascinada pelos seus temas e sua paixão: "Adorei o livro e fiquei
muito impressionada com ele. Comprei os direitos de adaptação e conheci
Antonia Byatt, que e uma mulher notável. Nos duas sabíamos das
dificuldades de adaptação. Foram anos atrás do cineasta e roteirista
certo - que nesse caso eram a mesma pessoa: Neil LaBute. Sua obra, que
não e romântica, e no fundo sobre o sexo e suas implicações, temas no
coração do romance. Ele foi portanto capaz de dar uma dimensão especial aos personagens na transição para a
tela.
"Neil tem uma paixão e um entendimento enorme do material: a luta
entre homens e mulheres, sejam eles vitorianos ou atuais. Diálogos entre
os sexos, sobre quem tem o poder, quem controla a relação, o que
significa a relação sexual e o amor - tudo isso e a praia de Neil
LaBute".
O diretor e roteirista LaBute juntou-se ao filme como um fã declarado do
romance: "E um livro belo e inteligente. Fiquei curioso sobre quem
faria sua versão para o cinema. Quando tive a chance de começar a
trabalhar nele, comecei a pensar em como transformá-lo em filme.
Trabalhei no roteiro um ano e meio, primeiro com (a roteirista) Laura
Jones e depois sozinho. Foi bastante difícil encontrar o equilíbrio
certo entre os dois blocos de personagens e os dois mundos. Possessão e
sobre a descoberta de coisas tangíveis - cartas, o passado - mas também
de coisas sobre si mesmo e como o passado pode se refletir no presente.
Existem dois blocos de personagens em dois relacionamentos distintos que
descobrem neles mesmos coisas que não acham possíveis."
LaBute descreve sua narrativa como algo "um tanto como arqueologia
emocional. Os dois estudiosos nunca souberam do relacionamento que ocorreu
entre os dois respeitados poetas. Descobrem que não só Randolph Henry
Ash e Christabel LaMotte se encontraram, mas que na verdade se apaixonaram
e fugiram juntos por algum tempo. E ótimo para a platéia porque podemos
ver como os estudiosos surgem com idéias do que acreditam que tenham
feito e o que sua obra significava, mas só o espectador vai realmente ver
todas as partes do quadro."
Weinstein ficou encantada com o fato de LaBute manter vários dos temas
centrais do romance: "o romance vitoriano e o atual são bastante
distintos. Surpreendentemente, o romance vitoriano e muito mais liberal,
apaixonado e ousado do que o atual, que e cheio de nossa angustia
analítica pos- Freudiana."
E na investigação desse mistério que o romance atual se desenvolve -
"duas cartas achadas num livro são catalisadoras da busca"
explica LaBute. "Ao fazer um coisa tão incrivelmente rotineira como
abrir as páginas de um livro, algo que cai delas muda as vidas pessoais e
profissionais de várias pessoas. Tudo que se sabia e que Ash tinha uma
casamento bastante estável e que Christabel era uma mulher muito moderna,
escritora, lésbica e protofeminista. Não se acreditava que estes poetas
tivessem se encontrado antes, mas Roland e Maud vão desesperadamente
atrás de cada pista para descobrir o que aconteceu. Ao mesmo tempo em que
se envolvem nesse mundo que e mais emocional que intelectual, Roland e
Maud não podem evitar o abandono de suas respectivas couraças e se
sentirem atraídos um pelo outro. Embarcam num relacionamento moderno: se
unem rápido demais, achando sempre uma desculpa para não continuarem
junto- encontrando todas as razoes possíveis, retraindo-se e não
ousando fazer aquilo que não e o esperado. A lição que aprendem e que
seus heróis literários estavam preparados para irem alem dos limites de
uma sociedade limitada e assumirem tal risco, que o amor vale todo o caos
que ele pode criar."
Apesar de sue afinidade (ou talvez por causar dela) com o romance, LaBute
sabia que existiriam fãs do romance a quem ele nunca poderia satisfazer.
A opinião de uma pessoa em particular o preocupava: "Quando Antonia
Byatt veio ao set durante as filmagens, fiquei um pouco tenso sobre como
ela reagiria. Fiquei nervoso ao pensar que faria perguntas bastante
literais. Mas ela foi bastante gentil com os saltos que nos tivemos de
fazer para comprimir uma obra daquele tamanho em duas horas de filme.
"Você tem de it atrás do espírito da obra. Haviam trechos que
obviamente eu não conseguiria levar a tela - longos trechos com suas
respectivas poesias e ensaios sobre a política e sociedade vitoriana -
que eu tive de combinar com o mundo criado por ela. Contudo, haviam varies
passagens emocionantes por todo o livro que eu sabia que deveria incluir.
Existem coincidências que ficam melhor na pagina do que na tela e você
começa a achar maneiras de fazer a historia se encaixar, mas de um modo
sem tantas coincidências."
Weinstein acha que "Neil tomou a essência da obra de Antonia Byatt e
lhe deu um toque contemporâneo. Quando Antonia leu o roteiro, ela achou
que o que ele havia criado tinha o espírito de seu livro. Entretanto,
acredito mesmo que ele pegou os personagens dela e Ihes deu diálogos que
somente personagens criados por Neil LaBute poderiam travar."
"Foi tudo uma questão de equilíbrio," diz LaBute, "A
dificuldade em contar historias paralelas, romances paralelos em
particular, esta em ser criativo e não frustrar expectativas. E natural
que a platéia espere ver os dois pares de amantes passarem pelo mesmos
tipos de experiências românticas, quando na verdade a essência do que
fizemos foi um estudo sobre contrastes.
"O romance antigo já vem carregado de opulência e detalhe. E quase
como uma grande opera: emoções exacerbadas, trajes e momentos
dramáticos. Alem disso, os vitorianos não tem de carregar a solução do
mistério em sua narrativa, achar pistas e manter-se à frente das
autoridades. Roland e Maud tem na verdade muito pouco tempo para eles
mesmos no filme, quanto mais tempo de se apaixonar ou deixar de se
apaixonar. Tornou-se crucial para nos encontrarmos o equilíbrio certo,
que permitisse comparar e contrastar a moral social dos dois períodos de
uma maneira artística."
Escolhendo o elenco
A maior mudança entre o livro e o filme foi a decisão de transformar o
personagem de Roland Michell num americano. No romance, ele é um inglês
de origem operária. Ao fazer de Roland um americano dentro do fechado
mundo acadêmico britãnico, ele pode ser visto facilmente como um
intruso.
Como Neil LaBute explica, "Transformei Roland num americano porque eu
sabia menos sobre o sistema de classes na Inglaterra do que sabia sobre
ser alguém de outro país passando algum tempo numa sociedade diferente.
Fui bolsista no Teatro Royal Court e roubei algumas lembranças dessa
época, especialmente do modo como era visto como teatrólogo americano -
me senti mais vulgar e agressivo do que jamais me senti a vida inteira.
Havia uma noção de decoro que eu insistia em ignorar sem pensar muito a
respeito, que eu tentei impregnar em Roland. A natureza impulsiva de seu
personagem se sobressai de um jeito que ele não pode controlar. Para mim,
essa história oferecia uma forte noção do que aconteceria se dois
colegas, com modos de pensar e vindos de culturas diferentes, acendessem
uma chama que surge não só do fato de serem um homem e uma mulher, mas
também de serem produtos de duas sociedades distintas."
Paula Weinstein nota que, "Roland é guiado pela paixão por seu
trabalho. Ele sempre foge dos limites de seu texto e da maneira pela qual
as coisas sempre foram feitas. Faz conexões que podem nem existir, mas
segue em frente, alimentado pela paixão daquilo que pode descobrir."
Aaron Eckhart, que faz o papel de Roland, vê o personagem como "um
cara que foge de coisas que aconteceram em seu passado na América. Tem um
trabalho que ama, mas quer realmente ser um artista, e de repente se vê
escrevendo sobre poetas. Possessão mostra a viagem que ele faz para
encontrar seu coração através de Maud, e seguir sua verdadeira
vocação."
Eckhart conseguiu facilmente entender o personagem: "Todos nós já
estivemos numa situação onde fugimos de algo e não sabemos o que fazer
com nossas vidas. Sou muito parecido com Roland fisicamente,
espiritualmente e emocionalmente. Essa é a condição humana e nós temos
de encarar nossos problemas e apreciar o fato de que o amor não é
perfeito, que ele nos magoa, mas que mesmo assim, ainda temos de
amar."
Eckhart e LaBute se conhecem há mais de uma década. Freqüentaram a
mesma escola e colaboraram em montagens e em todos os filmes de LaBute.
Eckhart nota que, "este é nosso quarto filme juntos e acho que ele
reflete uma certa evolução não só no nosso trabalho em cinema, Ja que
ficamos mais experientes no que fazemos, mas também no material que
escolhemos. Este é um território que desconhecemos, especialmente Neil,
que teve de estudar a era Vitoriana. Nem podemos acreditar que estamos trabalhando com estas
pessoas e vivendo esse momentos incríveis. Acrédito que nós entendemos
bastante um ao outro: fazemos várias perguntas um para o outro e sempre
peço que Neil me oriente. Temos uma confiança bem desenvolvida."
LaBute completa, "Já trabalhei o bastante com Aaron para saber que
ele pode fazer quase tudo que eu possa sugerir - ele sempre está
interessado em experimentar. Adora colocar roupas diferentes e descobrir
novos personagens nele mesmo. Há um certo conforto em trabalhar com ele
que fez todo o sentido para Possessão."
Algo essencial para o filme é a química entre Roland, o intruso
nãoconvencional, e a bem mais pragmática Maud. Ela constantemente se
controla, em particular na sua relação com Roland. É o relacionamento
deles que forma o coração do filme. LaBute argumenta que "Não é
um filme que é conduzido por algum tipo de antagonismo tradicional. O que
o guia é mais e mais o relacionamento entre Roland e Maud e os atritos
surgidos quando duas pessoas têm medo de se envolver e magoar - é daí
que surgem no filme a angústia, a alegria e os conflitos
verdadeiros."
Gwyneth Paltrow sempre foi a escolhida de Weinstein para o papel de Maud.
A produtora (juntamente com seu falecido marido, o produtor Mark
Rosenberg) deram a primeira grande chance à atriz, com um papel que a
destacou em "A Força de um passado" de 1992. Weinstein
confirma, "Há muito tempo sou grande admiradora de Gwyneth. Acho que
ela é fantástica. Tem a aparência necessária para a Maud imaginada por
Antonia Byatt - alta, serena e com a postura certa."
LaBute completa dizendo que "Gwyneth tem a inteligência e o estilo
perfeitos para o papel, mas também mostra uma adorável vulnerabilidade
como pessoa. Ela é forte, e quando alguém forte cede um pouco para
permitir que outros o conheçam melhor, somos tocados. Gwyneth mostra essa
transformação de maneira brilhante.
"Acho que Gwyneth forma uma grande dupla com Aaron em termos de
aparência e estilos de interpretação. Conseguem fazer com que
acreditemos em sua atração e em seus atritos, que eu achei necessário
para que os personagens pulassem do livro para a tela."
Paltrow vê Maud como "uma pessoa que é incrivelmente defensiva. Ela
obviamente passou por várias coisas em sua vida e acho que se fechou
emocionalmente. Seu envolvimento com Fergus - interpretado por Toby
Stephens - é seguro, na medida que ela não o leva a sério e nem tem
respeito por ele. Quando Roland procura Maud para ajudá-lo a desvendar o
mistério do romance entre Ash e Christabel, ela inicialmente rejeita a
idéia. Mas à medida que o tempo passa, ela se dá conta que ao desvendar
o romance entre os dois vitorianos, ela também passa a amar Roland."
A ganhadora do Oscar adorou a oportunidade de trabalhar na Inglaterra - e
interpretar uma inglesa - mais uma vez: "Fiz vários filmes com
sotaque britânico e realmente aprecio fazer filmes na Inglaterra. Nos
Estados Unidos, é uma grande indústria que funciona como um máquina bem
lubrificada onde tudo é o produto e o lucro. No Reino Unido, você tem a
sensação de que as pessoas fazem filmes pela arte neles. Às vezes é um
pouco mais difícil fazê-los, mas você sente que está fazendo algo
válido com seu tempo e está fazendo um filme no qual vale a pena gastar
seu tempo e sua energia."
Paltrow também gostou de fazer pela primeira vez o papel de uma
intelectual: "Existe bastante romance no mundo acadêmico! É um
trabalho visto como árido e maçante, mas na verdade tem muito a ver com
a descoberta de coisas e construção de conceitos, solucionar mistérios
e analisar o modo como as pessoas viviam em outras épocas. Acho que é um
belo trabalho."
Em contraste direto com a dinâmica do casal moderno está o
relacionamento que se desenvolve entre o poeta laureado Randolph Henry Ash
e a escritora feminista Christabel LaMotte. LaBute reflete e diz que,
"Ainda que pensemos em nós mesmos como seres mais bem resolvidos
psicologicamente na medida em que somos encorajados a discutir e encarar
nossos problemas, também encontramos novas barreiras para colocarmos
entre nós. Quanto mais maneiras encontramos de perceber nosso mundo e
alcançar o próximo, mais maneiras encontramos de evitar pessoas. Havia
algo no fato de escrevermos cartas, e no esforço necessário em conhecer
outras pessoas no passado que representava um investimento real."
Embora seu personagem e o de Ash existam em duas épocas diferentes, eles
já estão ligados quando a história se inicia, lembra Eckhart:
"Roland estudou Ash desde o ginásio. Ash escreve monólogos
dramáticos, mas há um momento em sua carreira onde ele escreve poemas
romãnticos - e todos presumem que sejam para sua esposa Ellen. Roland
descobre, quase que por milagre, que os poemas não eram para sua esposa e
sim para Christabel LaMotte, de quem se apaixonou.É uma revelação para
Roland, que acreditava que Ash era monógamo e de muitas maneiras quase um
santo. Roland sempre pensou em Ash como o homem mais honesto e honrado,
como alguém que nunca teve de confrontar questões éticas ou morais, mas
descobre que Ash foi um homem real, com problemas e paixões
verdadeiros."
Para interpretar Ash e Christabel, os produtores escolheram Jeremy Northam
e Jennifer Ehle. Weinstein os considera "atores fantásticos. Eles
entenderam a dificuldade de seus personagens e especialmente o que
significou para Ash, que vivia uma vida sem amor, ir ao encontro e ousar
fugir com essa mulher que tinha menos a perder."
LaBute afirma que, "É o primeiro mergulho emocional de Ash na
paixão e este vem de um modo que 'ele não pode controlar.' Ele se
resignou com sua vida e vivia satisfeito com sua esposa, então se
apaixona loucamente por outra pessoa, e daí surge um grande dilema em sua
vida. Ele é um homem de seu tempo, portanto só no presente "que
descobrimos que ele estava preparado para assumir um grande risco, após
conhecer alguém cuja paixão se igualava a dele.
"Jeremy já havia feito vários filmes de época, mas havia uma
doçura em Ash que eu achei que era perfeita para ele. Ele tem uma
vulnerabilidade que eu achei que ainda não havia sido explorada antes, e
acrédito que tinha a idade certa, a inteligência e as qualidades
necessárias para um galã romântico. Mais importante ainda, ele é
simplesmente um excelente ator que empresta dignidade e honestidade a
todos os seus papéis."
A produtora executiva David Barron completa, "Ash tinha de ser
carismático - um intelectual porém também um romântico. Tinha de ser
alguém que pudesse ser o poeta laureado pela Rainha Victoria mas também
alguém que seduzisse Christabel. Tinha de ser atraente e parecer
romântico para uma platéia contemporânea. Jeremy tem todas essas
qualidades."
Northam nota que, "Ash se revela a nós em diversas camadas da
história. Eu o vejo como um homem honrado que se depara com uma
situação inesperada para seu coração, vivendo fora do seu contexto
habitual. Isso não é apenas porque ele se apaixona por alguém fora de
seu casamento, mas porque essa situação traz perguntas sobre ele mesmo e
suas expectativas. Ele ama sua esposa e Christabel, mas de maneiras
diferentes. Compreender isso e ir atrás de algo novo para ele significa
se abrir para diferentes tipos de sentimentos e paixões.Christabel e Ash
estão na mesma arena: seu relacionamento é cerebral mas também com
muita paixão física."
Ehle argumenta que, "Christabel é uma imagem que ajuda o casal
moderno a se apaixonar. Sua história é bastante trágica, mas ela amou
bastante e eu acho que é isso que Possessão diz - vale a pena arriscar
tudo por causa do amor. Ela não é nem um pouco convencional e segue suas
próprias regras, ela tenta viver da maneira que quer."
LaBute completa, "Há uma força em Christabel, uma teimosia no modo
como encara a vida, que eu achei que Jennifer interpretaria com
perfeição. Existe uma força inegável na pessoa de Jennifer, que é
mostrada com talento em sua interpretação de Christabel. Posso dizer,
com bastante honestidade, que eu acho que ela é uma das maiores atrizes
de teatro e cinema que eu conheço."
Ao atuarem juntos, Northam confessa que a dupla "criou um mundinho
onde um olhar ou um gesto valeria como uma página de explicações no
livro sobre o que se passa com essas pessoas. São essas pequenas coisas
que mostram a natureza do relacionamento e não se pode escrevê-las no
roteiro. Sempre me interessei por estilo, que muitas vezes é visto apenas no modo como se
anda ou se fala, e existem diferentes camadas de estilo em Possessão que
eu acho intrigantes."
LaBute comenta que , "Os atores são os condutores mais diretos da
emoção de uma trama - são as pessoas que te guiam por ela e nas quais
você investe. Em Possessão, acrédito que temos os condutores
certos."
O visual de Possessão
Com uma narrativa que flui entre dois períodos diferentes, os produtores
buscaram uma equipe de produção que se destacasse na representação de
ambos.
Neil LaBute havia trabalhado recentemente com o fotógrafo francês Jean
Yves Escoffier em "A Enfermeira Betty," e descobriu que
"era ótimo ter um filme sobre valores americanos filtrado pela
sensibilidade de outra pessoa. Queria o mesmo para Possessão: fiquei
atraído pelo fato de Jean Yves não ter feito um filme de época, assim
como eu, assim enquanto escrevia cenas mais tradicionais, achei que elas
poderiam ser filmadas de maneira menos tradicional. Ainda, tenho um jeito
rápido de me comunicar com ele e tinha confiança que ele traria uma
certa linguagem às imagens e deixaria o visual do filme mais
aberto."
Na busca de idéias para um visual menos tradicional, LaBute e Escoffier
assistiram alguns filmes que se passavam aproximadamente no mesmo
período. Dramas de época tradicionais e produções para a televisão
(incluindo o filme para a televisão de 1967 de Ken Russell "Dante's
Inferno") lhes deram a noção do espírito Pré-Rafaelita. Também
analisaram fotografias e quadros vindos do Reino Unido e dos Estados
Unidos para achar imagens marcantes. LaBute nota que, "as pessoas no
presente ficam marcadas por aquilo que descobrem do passado. Essa era uma
qualidade mito importante em Possessão - não é uma história que
dependa de cenas com multidões. A maior parte do meu trabalho envolveu
pequenos grupos de pessoas e grande áreas vazias, e Possessão é mais do
que tudo, um épico intimista, tanto na época Vitoriana como na
atual."
Ambos no topo de suas profissões e ganhadores do Oscar, a figurinista
Jenny Beavan e a desenhista de produção Luciana Arrighi formaram uma
outra dupla na equipe de Possessão. Ambas têm longa experiência na
recriação de épocas para filmes. Juntas, buscaram o equilíbrio certo
entre cores e tecidos que ajudam a transição de um período a outro,
para os personagens que parecem ligar uma história a outra, para
combinar, e não isolar o período Vitoriano e o moderno. Arrighi diz que,
"Para mim, a parte mais interessante das filmagens de Possessão foi
a mudança entre passado e presente no mesmo cômodo. Assim sempre
haveriam algumas peças antigas no local, uma pequena presença do tempo
que passou."
Os figurinos de Beavan refletem a diferença entre passado e presente
na utilização de roupas que refletem o espírito dos personagens:
"Roland t}em uma aparência desleixada, mas estudada, e veste roupas
de cores limpas e claras. Suas roupas espelham sua maneira de pensar.
Enquanto Ash é um poeta tradicional, Christabel o encanta, então usamos
influências Pré-Rafaelitas na criação de seu visual. Descobrimos um
estilo que é baseado num traje étnico/medieval usado por pintores
Pré-Rafaelitas e o adaptamos para diferentes tecidos para diferentes
ocasiões."
Na pós-produção, outra vencedora do Oscar, a editora Claire Simpson,
colaborou com LaBute para refinar ainda mais as ligações entre presente
e passado e mais uma vez o presente dentro da narrativa. Esta parte do
processo freqüentemente levava em conta o trabalho de Arrighi e Beavan na
escolha de elementos de transição, assim como nos atores.
"Um dos aspectos mais satisfatórios de todo o processo foi o
comprometimento de todos na utilização de nossos talentos ao invés de
dependermos de computadores para soluções" diz LaBute. "Não
queríamos criar uma atmosfera ou melhorar cenas de maneira artificial
neste filme. Mesmo durante os momentos mais complicados, como quando duas
épocas se encontravam na mesma cena, decidimos firmemente pela
utilização de uma abordagem tradicional. Paredes deslizantes, um
inteligente desenho de produção e uma coreografia militar se
sobrepuseram ao uso de tecnologia nas filmagens, o que me deixou muito
feliz.
"Da mesma maneira, tentamos filmar com o mínimo de referência ao
vídeo ou playback possível. Admiro a coragem da velha guarda em olhar
nos olhos de sua equipe e perguntar, 'Conseguimos?' Pessoalmente não
estou interessado em me esconder numa cabine e assistir ao playback em
vídeo até ter certeza de que não existem erros no que filmei. Prefiro
ter fé. Para mim, fé é uma peça fundamental na confecção de um
filme."
As onze semanas de filmagens de Possessão levaram a trupe por toda a
Inglaterra, já que filmaram em Lincoln, Lancaster, e em várias
locações em Yorkshire. Nesta última incluem-se Whitby, Newburgh Priory,
Pickering, Broughton Hall, Bolton Abbey, e Thomason Foss. A produção foi
então para Londres, onde algumas cenas de interiores foram feitas nos
famosos Estúdios Shepperton.
Possessão tornou-se a primeira produção filmada dentro do Museu
Britânico durante o horário de visitas assim como em áreas fechadas ao
público nunca vistas antes num filme. A gerente de locações Sue Quinn
lembra, "Tivemos muita sorte de ter acesso a tantas partes do Museu
Britânico, já que elas são perfeitas para esta história em particular-
estão impregnadas de uma atmosfera acadêmica."
Aaron Eckhart reflete que, "Trabalhar no Museu Britãnico foi uma
verdadeira inspiração - especialmente trabalhar ao redor das peças em
exibição. Todas as locações foram maravilhosas. Os castelos nos quais
trabalhamos transmitiam boas vibrações nas quais podíamos nos
sintonizar e nos perder no clima do lugar."
Jeremy Northam lembra da filmagem de uma cena de rua em Whitby: "Ela
tem essa mistura de altitude e de ar marinho revigorante. Mas também tem
algo gótico pairando no ar, com a abadia no topo do penhasco, que é
simplesmente maravilhoso."
A locação em Thomason Foss é a mesma queda d'água mencionada no
romance de Byatt. Quinn nota que, "Normalmente quando se procura por
locações, se tenta achar algo que seja um pouco mais acessível, mas
queríamos usar o lugar verdadeiro. De todas as locações que busquei,
esta deve ter sido um dos lugares mais inacessíveis- mas conseguimos
utilizá-la e nos serviu perfeitamente."
A Era Vitoriana
Em seu trabalho em possessão, Neil LaBute inicialmente abordou a era
Vitoriana com imagens especificas em sua mente, baseadas em filmes e na
literatura escrita sobre e naquela época. Isso, ele explica, é a razão
exata porquê ele teve "de ser cuidadoso para não apenas
reconstruí-Ia mas sim reinterpretá-la: os flashbacks tinham de ser
filtrados por uma sensibilidade moderna. A cada momento em que voltamos ao
passado em possessão, não estamos apenas pulando para outra história,
mas encenando a descoberta que Roland e Maud fizeram no presente e que
então imaginam como tenha sido."
Jennifer Ehle acha que a era vitoriana vem sendo tratada há muito tempo
como "um período de romantismo exaltado, provavelmente bem mais do
que realmente foi."
De fato, a era vitoriana, vista de maneira romãntica por muito tempo, foi
um período cheio de mudanças sociais e crises. Charles Darwin publicou A
Origem das Espécies em 1859, que, ao desenvolver sua teoria de seleção
natural deferiu um golpe na fé religiosa dos vitorianos, criando um clima
de incerteza que colocava a ciência contra a religião.
Isobel Armstrong, uma das Catedráticas de Língua Inglesa da Universidade
de Londres (para quem A.S. Byatt dedicou Possessão) nota que,
"Durante este período, as pessoas questionavam a evolução e
definiam filosofias sociais. Os conflitos incipientes que deram origem ao
mundo do século seguinte já estavam em operação nesta época. Byatt é
tão competente ao escrever sobre esta época por que ela intui tais conflitos que ocorrem sob a superfície e que
estão a ponto de eclodirem."
Ainda assim, Armstrong acha que as figuras Vitoriana têm uma certa
liberdade à qual personalidades modernas não têm acesso: "Ash e
LaMotte sentem e se expressam, exploram, refletem e desejam de uma maneira
que os personagens modernos não conseguem. Uma vez estabelecida essa
consciência sobre a sexualidade presente na cultura moderna, não se pode
mais identificar todos os sentimentos poderosos e emoções misteriosas ao
redor dessa sexualidade. No início de Possessão, Roland e Maud não
crêem mais no poder da paixão e tem de retornar ao passado a fim de
descobri-lo novamente. Suas contrapartes tem maior capacidade para se
arriscar do que eles têm.
"A fascinação em se pesquisar o período vitoriano é que ele é
distante para nós, no sentido de que hoje podemos falar sobre assuntos
proibidos a eles. Enquanto eles não podiam discutir sexualidade, o corpo
e toda uma série de assuntos, os personagens modernos de Byatt podem, Na
verdade sofrem até uma certa fatiga e tédio com uma vida e uma
sexualidade onde tudo é liberado e aberto. Olham um passado onde tudo era
fechado, reprimido e escondido - e ficam fascinados com isso."
Seguindo a mesma lógica, a poesia Vitoriana é de interesse moderno
porque foi escrita numa época de repressão social. Como Gwyneth Paltrow
explica, "A poesia é emocionante e profunda dentro dos limites do
que era socialmente aceitável na época. Percebemos que a profundidade
lírica e a beleza da poesia parecem fornecer um modo de libertação aos
autores."
LaBute diz que, "A poesia ainda é uma forma potente de expressão,
mas não somos educados para olhar para ela com os mesmos valores de
antes, quando as pessoas a liam por prazer, para se emocionar ou para
expressarem liberdade artística. Acrédito que a força permanece, só
depende de como permitimos que ela nos seduza."
Os personagens dos poetas Randolph Henry Ash e Christabel LaMotte são
ambos amálgamas ficcionais de vários poetas Vitorianos. Robert Browning
foi citado como a inspiração de Byatt para a poesia de Ash. Jeremy
Northam nota que, "Ash é uma confecção de diferentes tecidos - de
diferentes tipos de romantismo, e de detalhes de outros escritores que
podemos reconhecer. é uma versão compactada de um ideal
romântico."
LaMotte é uma fusão de Christina Rossetti, Emily Dickinson, e Elizabeth
Barrett Browning, sendo que esta última foi especialmente influente na
criação do personagem devido à sua famosa correspondência amorosa com
o marido Robert Browning.
Armstrong acha que Possessão é "sobre o desejo - é uma palavra
constantemente repetida no texto que está presente nos poemas dos dois
poeta Vitorianos: a natureza do desejo, a ânsia de amar, a intensidade do
desejo que os consome e que, apesar de tentarem evitá-la, é o que os
personagens modernos desejam para si mesmos. Os personagens do passado
estão envoltos no mito. Na verdade, eles criam seu próprio mito
simplesmente porque precisam de uma linguagem que expresse os desejos que
não podem expressar na superfície. É como se os personagens modernos
preenchessem suas próprias vidas com as fontes secretas da experiência e
da poesia que acreditam ter existido no passado.
"A poesia vitoriana é bela porque explora uma honestidade de
sentimentos de forma lírica e sem qualquer embaraço, que nós
simplesmente não ousaríamos examinar em nossa modernidade sofisticada e
acanhada. Esta extraordinária profundidade de sentimento é observada num
momento no qual a linguagem é bastante rica e complexa. Acrédito que a
língua inglesa neste momento estava num estágio onde seu poder de
expressão crescia através de varias linguagens convergentes- a
cientifica, a técnica e a mítica linguagem do dia a dia que ambos os
poetas usavam - ao mesmo tempo dando acesso à essa impressionante
intensidade e riqueza lírica."
Por último, Armstrong relata que "os Vitorianos tinham uma
fascinação com o período gótico devido à sua criatividade e liberdade
de estilo. Os poemas de Ash tem esse toque impressionante de um mundo onde
a ornamentação e as idéias em profusão se misturam, enquanto que o
gótico em Christabel fica evidente na sua criação de uma paisagem
mítica de contos de fada. É quase como se Byatt tivesse criado dois
pólos opostos de poesia Vitoriana, um todo recoberto por detalhes, e o
outro que é refinado e compacto com uma beleza simples, econômica e
simbólica. A poesia de Byatt nos dá uma visão fascinante e imaginativa
do mundo da poesia vitoriana."
Notas de Elenco
GWYNETH PALTROW (Maud Bailey) -
No fim de 2001 e no primeiro trimestre de 2002, Gwyneth Paltrow apareceu
nas telas estrelando "O amor é cego" de Peter e Bobby Farrelly;
em meio ao grande elenco de "Os excêntricos Tenenbaums" de Wes
Anderson; e será vista em "View from the Top" de Bruno Barreto.
Seus outros créditos no cinema incluem "O aniversário de
casamento" de Jennifer Jason Leigh e Alan Cumming, "Mais que e o
acaso" de Don Roos e "Duets-Vem cantar comigo" de Bruce
Paltrow, "O Talentoso Ripley" de Anthony Minghella e
"Shakespeare apaixonado" de John Madden. Por seu papel como
Viola de Lesseps neste último, ela recebeu o Screen Actors Guild, um
Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz.
Os filmes anteriores de Paltrow também incluem "Um crime
perfeito" de Andrew Davis," De caso com o acaso" de Peter
Howitt, "Grandes esperanças" de Alfonso Cuarón,
"Emma" de Doug McGrath (no qual co-estrelava Jeremy Northam de
Possessão ), "O primeiro amor de um homem" de Matt Reeves,
"Seven-Os sete pecados capitais" David Fincher, "O jogo da
verdade" de David Anspaugh, "Jefferson em Paris" de James
Ivory, "O círculo do vício" de Alan Rudolph, "A força de
um passado" de Steve Kloves' Steven Spielberg's "Hook," e
"Shout-Dois corações e uma só batida" de Jeffrey Hornaday.
No verão de 1999, recebeu vários elogios por sua performance como
Rosalind numa concorrida montagem de "As You Like It" de William
Shakespeare produzida pelo Festival de Teatro de Williamstown
(Massachusetts).
AARON ECKHART (Roland Michell) -
Aaron Eckhart é amigo e colaborador de Neil LaBute desde os tempos de
faculdade na Brigham Young University. Eckhart estrelou os três filmes
anteriores de LaBute: "A Enfermeira Betty," "Your Friends
& Neighbors," e "Na companhia dos homens." Por sua
performance neste último, Eckhart recebeu o prémio de Melhor Performance
de Estréia de 1997 no Independent Spirit Awards.
Nascido no norte da Califórnia, ele participou de várias peças de
LaBute enquanto estudavam na Brigham Young University. Mais tarde
trabalhou e estudou interpretação em New York. Seus créditos em teatro
incluem "Amazing Grace" de Michael Cristofer, ao lado de Marsha
Mason.
Os outros filmes de Eckhart incluem "The Pledge" de Sean Penn
(junto de Jack Nicholson), "Erin Brockovich- Uma mulher de
talento" de Steven Soderbergh (junto de Julia Roberts no papel que
deu a ela o Oscar), e"Um domingo qualquer" de Oliver Stone. Ele
agora vai estrelar o suspense de ficção científica de Jon Amiel
"The Core."
JEREMY NORTHAM (Randolph Henry Ash) -
Jeremy Northam trabalhou com a estrela de Possessão, Gwyneth Paltrow, em
"Emma" de Douglas McGrath. Recentemente participou de
"Assassinato em Gosford Park" de Robert Altman (também
distribuído pela USA Films), fazendo o papel do ídolo das matinês Ivor
Novello como parte de um grande elenco (que também inclui seu colega em
Possessão, Tom Hollander); e "The Company Man" de Vincenzo
Natali (junto de Lucy Liu).
As performances de Northam nas adaptações de "Um marido
ideal" de Oliver Parker e "O cadete Winslow" de David
Mamet, junto como seu trabalho em "Happy, Texas" de Mark Ilisley
renderam-lhe os seguintes prêmios: o Prêmio do London Eveninq Standard
Award como Ator do Ano, o prêmio do Variety Club Film como Ator do Ano, e
o Prêmio do London Critics Circle como Melhor Ator Britânico. Outros
créditos em cinema incluem "Carrington" de Christopher Hampton,
"A rede" de Irwin Winkler, "Nem todas as mulheres são
iguais" de Brian Skeet, "Mutação" de Guillermo dei Toro,
"Amistad" de Steven Spielberg, "Gloria" de Sidney
Lumet, a produção de Merchant Ivory "A taça dourada" e
"Enigma" de Michael Apted (outro de seus filmes no qual
participa junto com Tom Hollander de Possessão).
Seus créditos em na televisão britânica incluem os telefilmes
"Journey's End" (dirigido por Michael Simpson), "A Fatal
Inversion" (dirigido por Tim Fywell), e "The Tribe"
(dirigido por Stephen Poliakoff), assim como a minissérie "Piece of
Cake" (dirigido por Ian Toynton).
Estudou interpretação na Bristol Old Vic Theatre School (1984-1986),
Northam venceu o prêmio Olivier de 1990 como Revelação por sua
performance como Edward Voysey na produção do National Theatre de
Richard Eyre para "The Voysey Inheritance." Entre suas várias
participações no teatro incluem-se a produção da Royal Shakespeare
Company "Love's Labour's Lost," "The Country Wife," e
"The Gift of the Gorgon"; as produções do National Theatre de
"Hamlet," "The Shaughraun," e "School for
Scandal"; e montagens de "Certain Young Men," "Way of
the World," "Three Sisters," e "La Bete."
JENNIFER EHLE (Christabel Lamotte) -
Jennifer Ehle recebeu o prêmio Tony em 2000 como Melhor Performance por
uma Atriz Principal na montagem de David Leveaux de "The Real Thing'
de Tom Stoppard que seguiu carreira tanto na Broadway como no West End
londrino.
Seus créditos no cinema incluem "O despertar de um século" de
István Szabó's (com Ralph Fiennes), "This Year's Love" de
David Kane, "Bedrooms and Hallways" de Rose Troche,
"Wilde" de Brian Gilbert (com Stephen Fry), "Um canto de
esperança" de Bruce Beresford e "Os 5 rapazes de
Liverpool" de lain Softley.
Em 1996, Ehle recebeu um prêmio BAFTA Award por sua performance como
Elizabeth Bennet na minissérie da BBC-TV "Orgulho e
Preconceito." Seus outros créditos incluem a minissérie britânica
"Melissa," "The Camomile Lawn" (dirigida por Sir Peter
Hall), e "Pleasure."
Seus vários créditos no teatro incluem a montagem de Sir Peter Hall
para "Tartufo"; a montagem de Trevor Nunn para "Summer
Folk" (no National Theatre); a montagem de Clifford Williams para
"Breaking the Code" (com Sir Derek Jacobi); a produção da
Royal Shakespeare Company para "The Relapse," "The Painter
of Dishonour," e "Richard III"; e, mais recentemente, a
remontagem da Broadway de "Design for Living" (dirigida por Joe
Mantello, e estrelada por ela, Alan Cumming e Dominic West).
LENA HEADEY (Blanche Glover) -
Uma das mais proeminentes atrizes da nova geração, Leria Headey
aparecerá em breve em "Ripley's Game" de Liliana Cavani
estrelando ao lado de John Malkovich (que interpreta o
"talentoso" Sr.Tom Ripley). Completou as filmagens do comedia
romântica de Matt Brown "Ropewalk" (ou
"Hanginaround") e de Alberto Sciamma's "Anazapta" (na
qual trabalha com Jason Flemyng).
Começou sua carreira no teatro com 16 anos de idade, em Yorkshire, sua
cidade natal. A produção de Yorkshire Produção de "The Coca-Cola
Dragon" proporcionou ao elenco uma viagem a Londres para participar
de um competição nacional de teatro. Na platéia, um agente teatral a
viu durante a final - que ela e sua peca venceram- e a levou para conhecer
o diretor Stephen Gyllenhaal, que imediatamente lhe deu um papel em seu
filme "Terra d'água" (estrelado por Jeremy Irons).
Depois disso Headey apareceu em vários filmes tais como a adaptação
"Vestígios do Dia " de Merchant Ivory, "the Summer
house" de Waris Hussein, "O livro da selva" de Stephen
Sommers (1994), Antonia Bird's "Face," Marleen Gorris'
"Mrs. Dalloway," Maria Ripoll's "Twice Upon a
Yesterday," "Paixão proibida" de Martha Fiennes,
"Gossip" de Davis Guggenheim," "Aberdeen" de Hans
Petter Moland e "The parole officer" de John Duigan.
Seus trabalhos na televisão incluem um episódio da série "The
hunger" do Showtime (dirigido por Jake Scott); o telefilme
"MacGyver: Trail to Doomsday" (dirigido por Charles Correll); a
minissérie "Merlin" de Steve Barron para a NBC (como a Rainha
Guinevere); os telefilmes britânicos "Loved Up" (dirigido por
Peter Cattaneo), "Devil's Advocate" (dirigido por Adrian
Shergold), e "Fair Game" (dirigido por Alan Dossor); e a
polémica minissérie britânica "Band of Gold." Também na
televisão britânica, ela foi vista em papéis fixos na série
"Soldier Soldier"; e fez participações especiais em séries
como "Kavanagh Q.C."e "Ballykissangel."
TOM HOLLANDER (Euan) -
Quando estudava em Cambridge, Tom Hollander participou das montagens da
Cambridge Footlights e interpretou um bastante elogiado "Cyrano de
Bergerac" (dirigido por Sam Mendes). Seus prêmios incluem os de
Melhor Ator da revista Time Out; e quatro prêmios Ian Charleson Awards do
London Critics Circle.
Seus créditos em teatro e no rádio incluem as produções de "The
Judas Kiss," "The Government Inspector,"
"Tartufo," "Mofo," e "The Threepenny
ópera." Na televisão britânica apareceu na série "Absolutely
Fabulous" entre outras; e na minissérie "Wives and
Daughters" (adaptada do romance de Elizabeth Gaskell e dirigida por
Nicholas Renton).
Os créditos de Hollander no cinema incluem o recém terminado filme de
Tom Hunsinger e Neil Hunter "The Lawless Heart",
"Assassinato em Gosford Park" de Robert Altman (também uma
produção USA Films co-estrelada por Jeremy Northam), "Enigma"
de Michael Apted (também coestrelada por Jeremy Northam), "Maybe
Baby" de Ben Elton (também lançado nos EUA pela USA Films),
"Bedrooms and Hallways" de Rose Troche, "Martha Meet Frank,
Daniel and Laurence" de Nick Hamm. (a.k.a. "The Very Thought of
You") e "Some Mother's Son" de Terry George.
Notas da Equipe de Produção
NEIL LaBUTE (Diretor/Roteirista) -
Neil LaBute estudou na Brigham Young University, na University do Kansas e
na New York University. Durante o período em que cursou o Programa de
Criação Teatral de Pós graduação na NYU, foi o ganhador de uma bolsa
de estudos no Teatro Royal Court em Londres, e também freqüentou o
Laboratório de Roteiristas do Instituto Sundance.
Seu primeiro filme, "Na companhia dos homens," venceu o Trofeu
Filmmakers em 1997 no Festival de Cinema de Sundance, assim como o prêmio
de Melhor Filme de Estréia da Sociedade dos Críticos de New York. Por
seu roteiro, LaBute foi agraciado com o prêmio de Melhor Roteiro de
Estréia em 1998 do Independent Spirit Awards.
O segundo filme de LaBute, "Your Friends & Neighbors,"
estreou em 1998 e teve sucesso tanto de publico como de crítica. No
elenco, Amy Brenneman, Aaron Eckhart, Catherine Keener, Nastassja Kinski,
Jason Patric e Ben Stiller.
Seu terceiro filme, "A Enfermeira Betty" (que, como Possessão,
é um lançamento da USA Films) estreou mundialmente no Festival
Internacional de Cannes, onde recebeu o prémio de melhor roteiro. Por sua
performance no papel-título, Renée Zellweger recebeu um Globo de Ouro de
Melhor Atriz de Filme Musical ou Comédia.
LaBute trabalha em associação com a produtora Gail Mutrux (que produziu
"A Enfermeira Betty") e na companhia de Produção Pretty
Pictures, que tem um acordo de primeira opção com a USA Films. Ele irá
dirigir um terceiro filme para USA.
As pecas de LaBute incluem "Filthy Talk for Troubled Times,"
"Rounder," "Sanguinarians & Sycophants," e
"Ravages." Também é autor de adaptações de
"Dracula" e "Woyzeck," que foram produzidas em
diferentes locais tanto nos EUA como no exterior.
Três de suas pecas de um ato foram montadas pelo diretor Joe Mantello sob
o título "bash, latterday plays". Essas pecas eram "Medes
Redux", "Iphigenia in Orem" e "A Gaggle of
Saints".As montagens, produzidas por Stephen Pevner, ocorreram em New
York City (no verão de 1999); em Beverly Hills (no fim de 1999); e em
Londres, apresentadas pela Almeida Theater Company (no inverno de 2000).
A montagem da Beverly Hills Productions de "bash, latterday
plays" (estrelada por Ron Eldard, Calista Flockhart, e Paul Rudd) foi
gravada e transmitida em Agosto de 2000 no canal Showtime sob a direção
de LaBute.
LaBute retornou ao Reino Unido para dirigir a estréia mundial de sua peca
mais recente, "The Shape of Things" (estrelada por Gretchen Mol,
Paul Rudd, Rachel Weisz, e Frederick Weller), que foi apresentada na
primavera e verão de 2001 pela Almeida Theater Co. Ele então montou a
peca (com o elenco original) no outono de 2001 em New York City, no
Promenade Theater.
DAVID HENRY HWANG (Roteirista) -
A peca "M. Butterfly" de David Henry Hwang, que estreou na
Broadway em 1988 e ficou me cartaz por dois anos, lhe rendeu os prêmios
Tony, Drama Desk, John Gassner, e Outer Critics Circle; e, mais tarde o
prêmio Drama Critics Circle de Los Angeles. A peca também ficou um ano
em cartaz no West End londrino; e já foi produzida em mais de trinta
países ate hoje. Hwang também adaptou a peça para o filme de 1993,
dirigido por David Cronenberg.
As outras pecas de Hwang incluem "FOB" (pela qual ele recebeu um
prêmio Obie); "The Dance & The Railroad" (que lhe deu o
prêmio CINE Golden Eagle assim como uma indicação para o prêmio Drama
Desk); "Family Devotions" (pela qual recebeu outra indicação
ao prêmio Drama Desk); "The House of Sleeping Beauties";
"The Sound of a Voice"; "Bondage"; "Face
Value"; "Trying to Find Chinatown"; uma adaptação de
"Peer Gynt" (com o diretor Stephan Muller); e "Golden
Child" (que lhe rendeu um outro prêmio Obie assim como indicações
aos prêmios Tony e Outer Critics Circle). Ele atualmente esta
representado na Broadway como co-autor de "Aida" de Elton John e
Tim Rice, que recebeu quatro prêmios Tony.
Como libretista, seus créditos incluem a composição de duas obras para
o compositor Philip Glass ("1000 Airplanes on the Roof' e "The
Voyage"); "Dances in Exile"; "The Silver River";
"After Eros"; e a coautoria da canção "Solo" para O
Artista Previamente Conhecido como Prince.
Como roteirista, Hwang deu sua contribuição a vários projetos. Escreveu
o roteiro original para "Golden Gate," dirigido por John Madden;
e a minissérie da NBC "The Lost Empire," dirigida por Peter
MacDonald. No momento, trabalha em "Hello, Suckers," que será
dirigido por Scott Elliot e estrelado por Courtney Love como Texas Guinan;
além de um roteiro original para Michael Douglas.
Recebeu vários títulos e condecorações. Em 1998, a companhia de teatro
oriental mais antiga do pais, East West Players, batizou seu palco
principal de The David Henry Hwang Theatre.
LAURA JONES (Roteirista) -
Laura Jones recebeu o prêmio Byron Kennedy em 1996 do Australian Film
Institute. O prêmio é dado para a excelência da contribuição ao
cinema australiano.
Seus primeiros roteiros foram para os telefilmes australianos
"Cold Comfort" (dirigido por Chris Thompson) e "Every Man
for Herself' (dirigido por Michael Carson), ambos os quais receberam o
prêmio do Australian Writers Guild Awards para Melhor Telemovie Original.
Pouco tempo depois, seu roteiro original "High Tide" foi
filmado, sob a direção de Gillian Armstrong e estrelado por Judy Davis.
O roteiro rendeu a Jones o prêmio como roteirista da New South Wales
Premier.
O próximo roteiro de Jones foi uma adaptação das autobiografias de
Janet Frame. Dirigido por Jane Campion, "Um anjo na minha mesa"
recebeu prêmios internacionais, e Jones recebeu o prêmio como melhor
roteiro da New Zeal, assim como seu segundo prêmio como roteirista da New
South Wales Premier.
Seus créditos mais recentes no cinema incluem "Retrato de uma
mulher" (adaptado do romance de mesmo nome de Henry James, e dirigido
por Jane Campion); "The Well" (adaptado do romance de mesmo nome
de Elizabeth Jolley e dirigido por Samantha Lang), pelos quais Jones
recebeu prêmios de melhor roteiro adaptado do Australian Film Institute e
Australian Film Critics Circle; "Oscar e Lucinda" (adaptação
do romance de mesmo nome de Peter Carey e dirigido por Gillian Armstrong);
e "As cinzas de Angela" (adaptado das memórias de Frank
McCourt, e co-escrito e dirigido por Alan Parker).
PAULA WEINSTEIN (Produtora) -
A produção mais recente de Paula Weinstein foi " Vida
bandida"de Barry Levinson. Levinson é seu sócio na Baltimore/Spring
Creek Pictures, que ela supervisiona.
Ela recentemente produziu os sucessos de bilheteria "Mar em
Fúria" dirigido por Wolfgang Petersen, e "A máfia no
divã" dirigido por Harold Ramis; além de "An Everlasting
Piece" e "Ruas de Liberdade" de Barry Levinson." Ela
atualmente trabalha na comédia romântica moderna de Gary Hardwick
"Deliver Us from Eva," também um lançamento da USA Films.
Weinstein também desenvolve atualmente as produções "The Captain e
the Shark" e "in the Heart of the Sea: The Tragedy of the
Whaleship Essex." Para a televisão, ela recentemente foi produtora
executiva do telefilme CBS "Crossed Over: A Murder/A Memoir,"
estrelado por Diane Keaton e Jennifer Jason Leigh, e dirigido por Bobby
Roth; a minissérie da CBS "Salem Witch Trials," estrelada por
Kirstie Alley, Shirley MacLaine, Peter Ustinov, e dirigido por Joseph
Sargent.
Durante os 5 anos de sua intensa carreira na indústria do
entretenimento, ela já trabalhou com praticamente todos os grandes
estúdios. Uma das ativistas políticas mais dedicadas da indústria do
entretenimento, Weinstein é quase tão famosa pelo seu envolvimento com
questões sociais como por sua carreira como produtora.
Criada na Europa, ela começou sua carreira como editora assistente em New
York. Ela então trabalhou como diretora de eventos especiais para o
prefeito John Lindsay. Ao mudar-se para Los Angeles em 1973, Weinstein foi
contratada como agenciadora de talentos para o que viria se tornar
International Creative Management (ICM). Mais tarde trabalhou com a
agência William Morris Agency, representando em seu portfolio astros como
Jane Fonda e Donald Sutherland.
Em 1976, Weinstein juntou-se à Warner Bros. Como vice presidente de
Produção. Depois transferiu-se para a 20th Century Fox como vice
presidente sênior de produção mundial, onde supervisionou filmes como
"Como eliminar seu chefe" de Colin Higgins" e "
Brubaker" de Stuart Rosenberg.
Em 1979, ela se transferiu para The Ladd Company, colaborando em filmes
como "Corpos ardentes" (o filme de estréia de Lawrence Kasdan
como diretor). Após dois anos, foi para a United Artists como presidente
da divisão de cinema, onde supervisionou todas as produções. Entre
estas estavam. "Jogos de Guerra" de John Badham
e"Yentl" de Barbra Streisand.
Em 1984, Weinstein abriu sua própria produtora, WW Productions. Também
se casou com o produtor Mark Rosenberg, que como ela, era veterano na
industria do cinema.
Em 1987, assumiu o posto de consultora executiva da divisão mundial de
produção de cinema da MGM, ao mesmo tempo em que trabalhava em seus
próprios projetos. Entre os projetos que produziu estavam "A Dry
White Season" de Euzhan Palcy (pelo qual Marlon Brando foi indicado
ao Oscar) e "Susie e os Baker Boys" de Steve Kloves (que recebeu
quatro indicações ao Oscar e foi produzido juntamente com a produtora
Mirage de Sydney Pollack).
Em 1989 Weinstein e Rosenberg receberam o prêmio Bill of Rights da União
pelas Liberdades Civis Americanas do Sul da Califórnia (ACLU). Em 1990, o
casal criou a produtora Spring Creek.
Weinstein foi produtora-executiva de "Citizen Cohn," dirigido
por Frank Pierson e estrelado por James Woods como o notório advogado da
macartista. O telefilme da HBO recebeu quatro prêmios Emmy e três
prêmios CableAce e foi indicado a dois Globos de Ouro.
"Sem medo de viver"de Peter Weir (que rendeu uma indicação ao
Oscar para Rosie Perez) foi o primeiro projeto da Spring Creek que
Weinstein e Rosenberg produziram juntos.
O segundo filme da Spring Creek foi "A força de um passado,"
que também marcou a segunda colaboração com o roteirista/escritor Steve
Kloves e a Mirage Productions. No elenco do filme, em um papel que
despertou a atenção da indústria do cinema, a estrela de Possessão,
Gwyneth Paltrow.
Quando Rosenberg sofreu um ataque cardíaco fatal em Novembro de 1992, o
Centro Legal Mark Rosenberg do centro-sul de Los Angeles foi criado em
memoriam pela Fundação ACLU.
Weinstein produziu depois "O poder do amor" de Lasse Hallstrám
e foi produtora executiva do telefilme da HBO "Truman," dirigido
por Frank Pierson e estrelado por Gary Sinise, que acabou recebendo o
prêmio Emmy de Melhor Filme feito para a televisão.
Depois disso, foi produtora executiva dos telefilmes para HBO "The
Cherokee Kid" (dirigido por Paris Barclay) e "First Time
Felon" (estréia na direção de Charles Dutton).
Weinstein então se associou a Barry Levinson e 1998. O produtora deste
último, Baltimore Pictures, Inc., foi combinada com a Spring Creek
Productions para formar a Baltimore/Spring Creek Pictures.
Membro fundadora do Comitê Político feminino de Hollywood , Weinstein
foi condecorada pela National Urban League Guild no Beaux Arts Ball em
1990.
Quando Nelson Mandela fez sua primeira visita oficial aos EUA, Weinstein
atuou como a representante oficial da comunidade de Hollywood e
supervisionou todas as fases da visita dele à Los Angeles.
Recentemente foi agraciada com o prêmio Crystal Apple das Mulheres no
Cinema, que reconheceu sua extraordinária contribuição à comunidade do
entretenimento.
BARRY LEVINSON (Produtor) -
Barry Levinson recebeu o Oscar de Melhor Diretor em 1988 por "Rain
Man." O filme ainda recebeu Oscars de Melhor Filme, Melhor Ator
(Dustin Hoffman), e Melhor Roteiro Original (Ronald Bass e Barry Morrow);
além de quatro indicações adicionais.
Tres anos mais tarde, "Bugsy," dirigido e produzido por
Levinson, foi indicado para 10 Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor
Diretor. Venceu duas delas, nas categorias de Direção de Arte e
Figurino.
Nascido e criado em Baltimore, o escritor/produtor/diretor utilizou sua
cidade natal como pano de fundo para quatro filmes: "Quando os jovens
se tornam adultos" (1982), a comédia dramática semi-autobiográfica
que marcou sua estréia na direção; "Os rivais" (1987);
"Avalon" (1990); and "Ruas de Liberdade" (1999).
Depois de freqüentar a American University em Washington, D.C., Levinson
mudou-se para Los Angeles. Lá ele começou a atuar, assim como a escrever
e participar de esquetes humorísticos. Escreveu para vários shows de
variedades de televisão, incluindo "The Marty Feldman Comedy
Machine," "The Lohman and Barkley Show," "The Tim
Conway Show," e o lendário "The Carol Burnett Show."
Um encontro com Mel Brooks fez com que Levinson colaborasse com o cineasta
nos filmes "A última loucura de Mel Brooks" e "Alta
ansiedade" (que ele também co-escreveu). Este ultimo marcou a
estréia cinematográfica de Levinson como ator.
Como roteirista, Levinson recebeu três indicações para o Oscar, por
"...Justiça para todos" (1979), "Quando os jovens se
tornam adultos," e por "Avalon" (que recebeu outras três
indicações ao prêmio).
Outros créditos como diretor incluem "Um homem fora de série"
(quatro indicações ao prêmio), "O enigma da pirâmide" (uma
indicação ao Oscar), "Bom dia, Vietnam" (uma indicação ao
Oscar - a primeira de Robin Williams), "A revolta dos
brinquedos" (duas indicações ao Oscar), "Jimmy
Hollywood," "Assédio Sexual," "Vingança
adormecida" (uma indicação ao Oscar), "Sphere,"
"Mera coincidência" (duas indicações ao Oscar), "An
Everlasting Piece," e, mais recente, "Vida Bandida,"
estrelando Bruce Willis, Billy Bob Thornton e Cate Blanchett.
Antes de 1998, Levinson produzia filmes através da sua companhia de
produção, Baltimore Pictures, Inc. Além dos filmes que dirigiu,
produziu também "Quiz Show- A verdade dos bastidores" de Robert
Redford (indicado a quatro Oscars, incluindo Melhor Filme), Donnie
Brasco" de Mike Newell e "The Second Civil War.", telefilme
de Joe Dante para HBO.
No inicio de 1998, ele se associou à Paula Weinstein para formar a
Baltimore/Spring Creek Pictures. Juntos, produziram os sucessos de
bilheteria "Mar em Fúria" (dirigido por Wolfgang Petersen) e
"A máfia no divã" (dirigido por Harold Ramis); "Liberty
Heights" "An Everlasting Piece," e "Vida Bandida"
dirigidos por Levinson e Possessão. A companhia atualmente produz outro
filme com lançamento da USA Films, a comédia romântica de Gary Hardwick
"Deliver Us from Eva."
Separadamente Levinson continua a trabalhar em televisão, em associação
com Tom Fontana na Levinson/Fontana Co. Voltou à sua cidade natal de
Baltimore para ser produtor-executivo da série de televisão
"Homicide: Life on the Street". O drama policial, com uma hora
de duração, foi ao ar na NBC durante seis anos, e foi um das séries
mais elogiadas dos anos 90. A direção de Levinson para o episódio de
1993 "Gone for Goode" da série lhe rendeu um prémio Emmy por
Realização Individual Excepcional na direção de uma série dramática
. A série ainda recebeu dois prémios Peabody, o prêmio Humanitas e o
prémio Viewers for Quality Television Founders. Em 1996, a série venceu
o prémio Nancy Susan Reynolds por Excepcional representação de
responsabilidade sexual numa Séries dramática, assim como uma PRISM
Commendation. Em 1998, a série recebeu um prémio da Television Critics
Association (MA) por Excepcional Resultado Dramático. No mesmo ano, o
participante fixo da série Andre Braugher recebeu um prémio Emmy por sua
performance na série.
A próxima produção da Levinson/Fontana Co. foi, para HBO, a elogiada
série passada numa prisão, "Oz," que estreou em Julho de 1997
e continua no ar com episódios originais. Ela foi seguida em 2000 pelo
drama policial elogiado pela crítica "The Beat," que foi ao ar
pela UPN. A companhia recentemente produziu o telefilme da HBO "Shot
in the Heart" (dirigido por Agnieszka Holland); e tem outro telefilme
para HBO em fase de pré-Produção "Born Again" (a ser dirigido
por Bob Balaban); além de um acordo de Produção com a HBO até o fim de
2003.
Levinson foi mencionado na revista Variety como um "Diretor de
Bilhões de Dólares," e recebeu o prémio de Diretor do Ano da
ShoWest's em 1998.
Foi agraciado em Fevereiro de 1999 com o prémio por realizações
criativas na 13.a entrega do prémio Annual American Comedy. Três meses
depois, a American University de Washington, D.C. outorgou-lhe o diploma
de Doutor em Belas Artes, honoris causa, por seu importante trabalho no
campo das comunicações e pelo impacto que seu trabalho causou na
indústria do cinema e da televisão.
DAVID BARRON (Produtor Executivo) -
David Barron começou sua carreira em comerciais de televisão antes de se
formar em produção de projetos para cinema e televisão.
Depois de trabalhar na Produção de filmes como"A mulher do tenente
francês" de Karel Reisz e "Os gritos do silencio" de
Roland Joffé , ele se tornou supervisor de produção em filmes que
incluem "Revolução" de Hugh Hudson ", "A lenda"
de " Ridley Scott, "The Princess Bride" de Rob Reiner,
"The Lonely Passion of Judith Hearne" de Jack Clayton,
"Raça das trevas" de Clive Barker e "Hamlet" de
Franco Zeffirelli (1990).
Em 1991, Barron foi o executivo responsável pela produção da primeira
temporada da ambiciosa série de televisão de George Lucas "O jovem
Indiana Jones." Depois, trabalhou no filme de Brian Henson "The
Muppet Christmas Carol."
Em 1993, Barron juntou-se à equipe de produção de Kenneth Branagh como
produtor associado e gerente de produção local para "Frankenstein
de Mary Sheely" de Branagh. Este filme foi o inicio de uma parceria
informal entre Barron e Branagh até hoje, que englobou os seguinte
filmes, todos produzidos por Branagh: "A Midwinter's Tale"
(a.k.a. "In the Bleak Midwinter"); "Othello" de Oliver
Parker (uma co-Produção com a Dakota Films de Luc Roeg );
"Hamlet" e "Love's Labour's Lost de Branagh." Barron
continua a desenvolver projetos com Branagh.
Separadamente, na primavera de 1999, Barron formou sua própria produtora,
a Contagious Films, em parceria com o diretor britãnico Paul Weiland.
Mais recentemente, Barron foi produtor-executivo de "It Was an
Accident". de Metin Huseyin". No momento está fazendo a
produção executiva da seqüência ansiosamente esperada "Harry
Potter e a Câmera secreta" dirigido por Chris Columbus.
LEN AMATO (Executive Produtor) -
Len Amato é vice-presidente executivo da Baltimore/Spring Creek Pictures.
Além de desenvolver outros projetos para o cinema, ele no momento
trabalha em "Deliver Us from Eva" de Gary Hardwick que também
é um lançamento da USA Films.
Nascido em Chicago, ele freqüentou o curso de cinema do Columbia College
e estudou interpretação no St Nihcolas Theater com David Mamet. Qunaod mudou-se para New York, trabalhou inicialmente como músico e ator, se
apresentando em locais como CBGB's, Danceteria, The Mudd Club, e La Mama.
Também começou a trabalhar como leitor de roteiros freelance para
grandes estúdios e acabou se envolvendo com a comunidade cinematográfica
de New York .
Depois de trabalhar como editor de roteiros para a companhia independente
Force Ten Productions, Amato foi contratado por Robert De Niro e Jane
Rosenthal por sua recém-formada Tribeca Productions. Após tornar-se
diretor de desenvolvimento na Tribeca, Amato associou-se a Mark Rosenberg
e Paula Weinstein na Spring Creek Productions como vice-presidente. Ele
administrou o escritório de New York da empresa por cinco anos, período
no qual trouxe e desenvolveu projetos para o cinema e televisão,
incluindo "A máfia no divã" de Harold Ramis (que ele
co-produziu) e o telefilme da HBO de Charles Dutton "First Time
Felon" (que ele produziu).
STEPHEN PEVNER (Co-Produtor) -
Stephen Pevner criou sua agencia literária e companhia de Produção
company, Stephen Pevner, Inc., em 1991 para auxiliar as carreiras de
artistas de vanguarda na literatura, teatro e cinema. Entre os novos
escritores que encontrou estava um jovem formando do Programa de Criação
Teatral da NYU , Neil LaBute.
Pevner produziu o primeiro filme de LaBute, o vencedor do Festival de
Cinema de Sundance em 1997 "Na companhia dos homens"; e foi
produtor executivo de seu segundo filme, "Your Friends &
Neighbors," e seu terceiro, "A enfermeira Betty." Ele
apresentou uma montagem teatral de três peças de um ato de LaBute sob o
título de "bash, latterday plays." Estrelando Calista
Flockhart, Paul Rudd, Ron Eldard e dirigido por Joe Mantello, a produção
foi encenada em New York e Los Angeles. Pevner também foi
produtor-executivo da filmagem da peça para o canal Showtime, dirigida
por LaBute, que foi indicado para o prêmio de Melhor Filme para
Televisão de 2001 do Festival Internacional de Televisão de Banff, onde
ele recebeu um Prêmio Especial do Júri. A montagem seguiu carreira no
Almeida Theatre de Londres.
Entre os filmes/livros independentes que representou encontram-se três do
diretor Richard Linklater ("Slacker," "Jovens muito
loucos," e "Antes do amanhecer"); assim como "Bem
vindo à casa de bonecas" de Todd Solondz, "Living in
Oblivion" de Tom DiCillo, "Go fish" de Rose Troche e
"The Living End" e "Totally F***ed Up." de Gregg Araki.
Pevner produziu a montagem original vencedora do prêmio Obie Off-Off
Broadway da peça de Eve Ensler "Os monólogos da Vagina" e
continua a produzir diversos eventos especiais em meio a vários projetos de
cinema, teatro e livros.
JEAN YVES ESCOFFIER (Diretor de Fotografia) -
Possessão marca a segunda colaboração consecutiva de Jean Yves
Escoffier com Neil LaBute, apos seu trabalho juntos como fotografo e
diretor de "A Enfermeira Betty."
Os créditos de Escoffier como diretor of fotografia incluem "15
minutos" de John Herzfeld" "O poder vai dançar" de
Tim Robbins, "Cartas na mesa" de John Dahl," "Genio
indomável", filme de Gus Van Sant vencedor do Oscar,
"Gummo" de Harmony Korine, "Excesso de bagagem" de
Marco Brambilla "A voz do meu coração" de Allison Anders,
"O Corvo: a cidade dos anjos" de Tim Pope, "Jack &
Sarah" de Tim Sullivan o telefilme de Paul Schrader "Witch
Hunt," e ainda "Dream lover" de Nicholas Kazan.
Também trabalhou em segmentos com e para Martin Scorsese on "A
Personal Journey with Martin Scorsese through American Movies."
Nascido em Lyon, França, Escoffier estudou na L'Ecole Louis Lumiere. Foi
fotógrafo de vários filmes franceses. Entre estes, três para o diretor
Leos Carax (" Boy Meets Girl" e "Sangue Ruim" e
"Os amantes de Pont-Neuf'.
Também trabalhou na fotografia de diversos comerciais de televisão, para
diretores como Jean-Baptiste Mondino, Lars Von Trier, Ellen Von Unwerth, e
David Lachapelle.
LUCIANA ARRIGHI (Desenhista de Produção) -
Luciana Arrighi recebeu um Oscar pelo desenho de produção para
adaptação de Merchant Ivory de "Retorno à Howards End," que
também lhe rendeu uma indicação ao prêmio BAFTA.
Depois disso, recebeu indicações ao Oscar pelo seu trabalho em
"Vestígios do Dia" de Merchant Ivory e "Ana e o rei"
de Andy Tennant; e uma outra indicação ao prêmio BAFTA por seu trabalho
em "Razão e sensibilidade" de Ang Lee.
Arrighi colaborou diversas vezes com o diretor John Schlesinger, em
"Domingo Maldito," "Madame Sousatzka,"e "O
inocente."Seu trabalho em dois filmes australianos lhe rendeu dois
prêmios Australian Film Institute, em "The Night, The Prowler"
de Jim Sharman e "My Brilliant Career" de Gillian
Armstrong". Ela se reencontrou com a ultima em "Mrs.
Soffel" e "Oscar e Lucinda."
Outros trabalhos no cinema incluem "Mulheres apaixonadas" e
"The rainbow" de Ken Russell, "Close My Eyes" de
Stephen Poliakoff, "Só você" de Norman Jewison,
"Victory" de Mark Peploe, "Os amores de Picasso" de
Merchant Ivory,"Um sinal de esperança" de Peter Kassovitz e
"Sonho de uma noite de verão" de Michael Hoffman.
CLAIRE SIMPSON (Montagem) -
Claire Simpson recebeu um Oscar, um prêmio da ACE , e um prêmio BAFTA
pela sua montagem de "Platoon" de Oliver Stone. Também
trabalhou na montagem de "Salvador" e "Wall Street."
Seus outros créditos no cinema incluem "Um sinal de esperança de
Peter Kassovitz, "Without Limits" e "Conspiração
Tequila" de Robert Towne, "Estranha Obsessão" de Tony
Scott, "Beleza Negra" de Caroline Thompson(1994), "Os reis
do mambo" de Arne Glimcher, "Um tiro de misericórdia" de
Phil Joanou" e "Perigo na noite" de Ripley Scott.
GABRIEL YARED (Música) -
O score de Gabriel Yared recebeu um dos vários Oscars para o filme de
Anthony Minghella "O paciente inglês", além de um Globo de
Ouro, um prêmio BAFTA, e um prêmio Grammy. Foi condecorado pela França
como Commandeur dans I'Ordre des Arts et Lettres
Aos 20 anos de idade, abandonou seus estudos de direito para dedicar sua
vida à musica. Fez sua estréia profissional no Brasil antes de se mudar
para Paris para estudar composição e orquestração. Lã começou sua
carreira compondo e orquestrando canções para artista franceses
importantes como Charles Aznavour e Francoise Hardy.
O primeiro score de Yared para um filme foi em 1980, para"Sauve Qui
Peut la Vie de Jean-Luc Godard. Desde então, compôs para mais de 50
filmes. Estes incluem "Betty Blue", "IP5" e "A
lua na sarjeta" de Jean-Jacques Beneix; "Beyond Therapy' e
"Vincent and Theo" de Robert Altman; "O amante" de
Jean-Jacques Annaud (que lhe rendeu um prêmio César), o filme IMAX
"Wings of Courage"; "Map of the Human Heart" de
Vincent Ward, "Cidade dos anjos" de Brad Silberling (que lhe
rendeu uma indicação ao prêmio Grammy); e "O talentoso
Ripley" de Anthony Minghella (que lhe rendeu indicações ao Oscar,
Globo de Ouro e ao prêmio BAFTA).
Ao mesmo tempo em que continua a compor para o cinema, ele também compõe
musica para os balés de Carolyn Carson e Roland Petit (com quem criou
"Clavigo," apresentado em Novembro de 1999 na ópera de Paris
ópera House). Fundou e dirige a I'Academie Plêiade, que se dedica a música
para varias mídias e recebe e apóia jovens compositores na criação e
promoção de suas obras.
JENNY BEAVAN (Figurinista) -
Jenny Beavan recebeu um Oscar de Melhor Figurino por seu trabalho em
"Um janela para o amor" a adaptação de Merchant Ivory do
romance de E.M. Forster. Seu trabalho neste filme também recebeu um
prêmio BAFTA.
Sua colaboração com Merchant Ivory dura quase duas décadas e recebeu
indicações adicionais ao Oscar por seu trabalho em "Vestígios do
Dia", "Retorno a Howards End" , "Maurice" e
"Os Bostonians" (que também lhe rendeu uma indicação ao
prêmio BAFTA ). Seus outros filmes incluem "Jefferson em
Paris," "Jane Austen in Manhattan," e "Hullabaloo over
Georgie and Bonnie's Pictures."
Outros créditos de Beavan incluem, mais recentemente, "Assassinato
em Gosford Park" de Robert Altman (outro lançamento da USA Films, e
também estrelando Jeremy Northam, juntamente com a chefe de maquiagem
Sallie Jaye e criadora de penteados Jan Archibald, def Possessão);
"Para sempre Cinderela" e "Anna e o Rei" (pelo qual
recebeu uma indicação ao Oscar) de Andy Tennant, "Chá com
Mussolini" (pelo qual recebeu uma indicação ao prêmio BAFTA) e
"Jane Eyre" ([1996] pelo qual recebeu o prêmio David di
Donatello ) de Franco Zeffirelli; "Razão e sensibilidade" de
Ang Lee (pelo qual recebeu indicações ao Oscar e ao prêmio BAFTA);
"Beleza Negra" de Caroline Thompson (1994); James Lapine's
"Impromptu"; &montanhas da Lua" de Bob Rafelson.
Seu trabalho com figurinos também inclui a minissérie de 1997 que
adaptou "Emma" (dirigida por Diarmuid Lawrence), pela qual
recebeu um prêmio Emmy.
Para o palco, Beavan desenhou cenários e figurinos para as produções da
Royal Shakespeare Company de "'Tis Pity She's a Whore,"
"The Lorenzaccio Story," e "Outskirts"; a produção
da Royal Ópera House de "Carmen"; a produção do Ballet
Rambert "Listen to the Music"; as produções da Welsh National
Ópera de "Idomeneo" e "L'Elisire d'Amour"; e, mais
recentemente, a montagem do West End de "Private Lives,"
estrelada por Alan Rickman e Lindsay Duncan.
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