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Procurando Nemo


Os mesmos criadores e vencedores do Oscar® com Toy Story, Vida de Inseto (A Bug's Life) e Monstros S.A. (Monsters, Inc.), mergulham num mundo totalmente novo de animação digital, diversão e fantasia nesta deslumbrante aventura submarina, Procurando Nemo (Finding Nemo). O novo longa-metragem da Pixar Animation Studios, apresentado pela Walt Disney Pictures, segue as epopéias cômicas de dois peixes - o super cauteloso Marlín e seu filho curioso, Nemo - que se separam na Grande Barreira de Coral australiana quando Nemo é levado por um mergulhador. Acompanhado por uma peixinha simpática mas esquecida, chamada Dory, Marlín embarca num périplo cheio de perigos e descobre-se o improvável herói de uma jornada emocionante à procura de seu filho - que também arquiteta planos bastante ousados para conseguir voltar para casa em segurança.

Escrito e dirigido pelo indicado ao Oscar®, Andrew Stanton, co-diretor do sucesso da Disney/Pixar de 1998, Vida de Inseto (A Bug's Life) e creditado como co-roteirista em todos os quatro longas anteriores da Pixar, Procurando Nemo (Finding Nemo) inaugura um novo marco na arte e na tecnologia da animação digital com seu fantástico mundo submarino habitado por personagens memoráveis. Lee Unkrich, co-diretor de Toy Story 2 e Monstros S.A. (Monsters, Inc.), volta na mesma função, enriquecendo o projeto com sua experiência cinematográfica. O filme foi produzido por Graham Walters, um veterano há nove anos na Pixar que, mais recentemente, foi gerente de produção de Toy Story 2. Baseado num argumento original de Andrew Stanton, o roteiro de Procurando Nemo (Finding Nemo) foi escrito por Stanton, Bob Peterson e David Reynolds. Fazendo sua estréia na Pixar em Procurando Nemo (Finding Nemo) está o compositor indicado a vários Oscars®, Thomas Newman, cuja trilha emocionante e sofisticada passou a ser encarada pelos cineastas como uma personagem adicional do filme.

O supervisor de todo o projeto, como produtor executivo, foi John Lasseter, vice-presidente executivo de criação da Pixar, o cineasta premiado com o Oscar® que dirigiu Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida de Inseto (A Bug's Life) e Toy Story 2, e foi produtor executivo de Monstros S.A. (Monsters, Inc.).

Segundo Lasseter, "Este filme inaugurou um novo padrão de qualidade para a Pixar e para a arte da animação digital. Tenho um enorme orgulho de Andrew por realizar um filme que concretiza sua visão e nos traz alguns dos personagens mais charmosos jamais criados pela Pixar. O filme tem uma beleza de tirar o fôlego e possui situações realmente dramáticas, emocionantes e profundas, além de ótimos momentos cômicos. Sendo pai de cinco filhos, sem dúvida alguma era uma história com a qual eu me identificava. Como cineasta, adoro a emoção sincera e verdadeira. E embora Nemo seja uma fantasia total, ele é baseado em coisas que são familiares para o público. A relação pai-filho, o primeiro dia de escola - são coisas que todos compreendem, mesmo que se trate de um filme sobre peixes num recife de coral."

"Em termos técnicos, queríamos superar tudo que a Pixar já havia feito antes", continua Lasseter. "Uma história de animação só com peixes era complicada, mas nossa equipe técnica criou um ambiente submarino cheio de graça e beleza. O mundo subaquático real é tão espetacular que já se constitui num mundo de fantasia. Nosso desafio era mostrar aos espectadores que nosso oceano era caricatural. Queríamos que eles soubessem que esse mundo maravilhoso não existe, mas, empregando todas as incríveis ferramentas disponibilizadas pela animação digital, nós o tornamos totalmente convincente. Nosso objetivo é sempre tornar tudo convincente, e não 'realista'. Ao estilizar o desenho das coisas, dando-lhes traços mais geométricos e exagerando suas cores, conseguimos criar um mundo natural e convincente para os nossos personagens."

Uma equipe de atores talentosos e famosos ajudou os cineastas a encontrarem o personagem de Nemo e os demais membros desse elenco animado. O aclamado ator, diretor e comediante Albert Brooks empresta seu talento vocal e sua verve cômica a Marlín, o ansioso e ligeiramente neurótico peixe-palhaço pai de Nemo. A comediante vencedora do Emmy, Ellen DeGeneres, tem um desempenho inesquecível e cativante dublando a voz vacilante da eterna otimista Dory, um peixe da espécie blue tang. Alexander Gould, de nove anos (que atua desde os dois e cujos créditos incluem Ally McBeal, Malcolm in the Middle e Boomtown) dublou o jovem e aventureiro peixe-palhaço, Nemo.

Barbarizando no papel dos tubarões Bruce, Anchor e Chum, respectivamente, estão Barry Humphries (Dame Edna), o ator e comediante australiano Eric Bana (The Hulk) e o neozelandês, Bruce Spence (Mad Max). O diretor e roteirista Andrew Stanton entra nessa onda, dublando a tartaruga marinha totalmente zen, Crush. O ator vencedor do Oscar®, Geoffrey Rush (Shine - Brilhante) dá asas ao seu talento num desempenho que alça altos vôos no papel do pelicano fofoqueiro, Nigel. Willem Dafoe (indicado ao Oscar® com Platoon e A Sombra do Vampiro/Shadow of the Vampire) dubla Gil, o misterioso ídolo-mourisco líder da turma do aquário que assume o recém-chegado Nemo sob sua nadadeira. Allison Janney (vencedora de três Emmys com West Wing) tem um desempenho "estelar" no papel da astuta estrela do mar, Peach. Brad Garrett (o ator premiado com o Emmy no papel do policial irmão de Raymond, de Everybody Loves Raymond) dubla Bolota, um baiacu com uma tendência a explodir, tanto emocional quanto literalmente. Stephen Root (King of the Hill) é ouvido no papel de Bubbles, o yellow tang obcecado por bolhas. Vicki Lewis (NewsRadio) dubla Deb (e Flo), uma pensativa peixinha-donzela preta & branca com crise de identidade. Dando as doses certas de pânico e desespero ao personagem Gurgle, um peixe grama real, cujo pavor de germes o transforma no "rei dos chatos', está o veterano do cinema e do teatro, Austin Pendleton. Um dos maiores roteiristas da Pixar, Joe Ranft (que anteriormente já havia dublado Wheezy, o solitário pingüim de brinquedo de Toy Story 2, e Chucrute, a alegre lagarta alemã de Vida de Inseto) enriquece seu repertório vocal no papel de Jacques, um meticuloso camarão limpador que se encarrega de limpar todo o lixo orgânico do aquário.

Do ponto de vista visual, Procurando Nemo (Finding Nemo) é uma realização espetacular, esteticamente atraente e ao mesmo tempo revolucionária. O desenhista de produção Ralph Eggleston (premiado com o Oscar® pela direção do curta-metragem animado da Pixar, For the Birds, e desenhista de produção do Toy Story original) definiu o visual e o estilo da produção. A dupla de diretores de fotografia do filme, Sharon Calahan e Jeremy Lasky, deu ainda mais emoção ao visual do cenário subaquático de Nemo com o estilo inovador de sua iluminação e layout. A iluminação de Calahan ajudou a dar ao filme uma qualidade de Technicolor moderno e destacou os efeitos submarinos com fundos de cena delicados, cores vibrantes e uma bela radiação. Na criação do layout (movimentos de câmera e encenação), Lasky acentuou ainda mais a sensação de estarmos submersos e fez um aproveitamento total das possibilidades dramáticas do filme.

Procurando Nemo (Finding Nemo) é uma demonstração espetacular do talento de todos os membros das equipes técnica e criativa da Pixar. A fim de contar a história de modo convincente, a equipe técnica teve de descobrir maneira novas e mais eficientes de se animar imagens submarinas no computador. Uma vasta pesquisa foi feita para estudar as propriedades da água e novas ferramentas foram criadas para dar conta de todas as variações previstas no roteiro. O diretor-técnico supervisor, Oren Jacob, liderou o trabalho incrível de sua equipe na captação do visual e da textura de um recife de coral orgânico e do vasto oceano para que eles reagissem de modo convincente à ação dos personagens. Desde o início da produção, Jacob e os magos técnicos da Pixar (supervisionados por Michael Fong) identificaram cinco componentes básicos que sugeririam um ambiente subaquático - iluminação (áreas iluminadas que se movimentam no assoalho oceânico e raios de luz que penetram no mar através da superfície), partículas de matéria (as partículas que sempre vemos na água), correntes (o movimento constante que embala as plantas e a vida aquática), a escuridão (como a cor da luz se esvanece à distância e faz com que a água pareça escura) e reflexos e refrações. Somando-se a isso bolhas, ondas, respingos e redemoinhos, teremos um ambiente com elementos altamente complexo.

Jacob explica: "Este filme é infinitamente mais complicado que Monstros S.A. (Monsters, Inc.), pois quase todas as tomadas envolvem algum tipo de programa de simulação ou simulação de movimento. Em média, há muito mais coisas acontecendo em cada fotograma neste filme do que em qualquer outro que já realizamos. Houve uma interdependência muito maior entre os vários departamentos e vivíamos revisando o trabalho para garantir que a iluminação e os demais componentes tivessem o visual correto."

O produtor Graham Walters acrescenta: "O trabalho em Procurando Nemo (Finding Nemo) foi incrível e superou todas as nossas expectativas, em todas as fases do processo. Ao longo de toda a produção, nossa equipe assistia aos copiões e ficava pasma com o que via. O recife de coral é particularmente bonito e acabou tendo uma aparência como se alguém tivesse aberto a mente de Ralph Eggleston e esparramado seu conteúdo na tela. Andrew foi um grande líder, que soube inspirar todos nós. Ele tem um respeito incrível pelo espectador e nunca os subestima. Ele está sempre procurando fazer com que os filmes da Pixar aproveitem mais da linguagem do cinema e expandam os limites do meio. Lee Unkrich foi um ótimo parceiro e ajudou-o a concretizar sua visão nas telas."

A produção de Procurando Nemo (Finding Nemo) teve início em janeiro de 2000 com uma equipe que chegou a contar com até 180 artistas. Toda a animação foi realizada na nova e moderníssima sede da Pixar Animation Studios em Emeryville, Califórnia.

David Stainton, presidente da Walt Disney Feature Animation, conclui: "A talentosa equipe da Pixar continua a deslumbrar e a entreter o público com suas realizações técnicas e sua capacidade de contar histórias que emocionam todos nós. Procurando Nemo (Finding Nemo) é mais um triunfo do estúdio e uma grande estréia para Andrew Stanton com diretor. Temos grande orgulho do nosso continuado relacionamento com John Lasseter e com todos os grandes cineastas da Pixar e acreditamos que esta mais nova produção representa outro marco na arte da animação digital."

ORIGENS DO PROJETO

A história de Procurando Nemo (Finding Nemo) era muito pessoal para o diretor e roteirista Andrew Stanton e teve origem numa série de eventos de sua vida pessoal. Uma visita ao Marine World, em 1992, fez com que ele começasse a pensar sobre as incríveis possibilidades de se mostrar o mundo submarino através da animação digital. Isso foi três anos antes de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) ser lançado, mas Stanton ficou fascinado com a perspectiva de criar um ambiente tão fantástico. Outra peça do quebra-cabeças veio das memórias de infância de Stanton: um aquário de peixinhos no consultório do dentista de sua família. Ele lembra que esperava ansioso o momento de ir ao dentista só para poder admirar os peixes. Stanton lembra de pensar: "Que lugar estranho onde esses peixes marinhos foram parar. Será que eles não sentem falta do mar? Será que eles tentariam escapar e voltar para o oceano?"

A última peça do quebra-cabeças veio do relacionamento de Stanton com seu próprio filho. Ele explica: "Quando meu filho tinha cinco anos, lembro de levá-lo um dia ao parque. Eu vinha trabalhando em excesso e estava me sentindo culpado por não passar tempo suficiente com ele. Enquanto caminhávamos, eu sentia dentro de mim uma grande emoção contida e pensava, 'que falta eu sinto de você, que falta eu sinto de você', mas passei o passeio todo dizendo, 'Não toque nisso. Não faça isso. Você vai se machucar aí'. E havia ainda uma outra voz na minha cabeça dizendo: 'Você está desperdiçando totalmente este momento na companhia do seu filho.' Eu fiquei obcecado com essa premissa de como o medo pode impedir um pai bem intencionado de realmente ser um bom pai. Com essa revelação, todas as peças se encaixaram em seus lugares e assim surgiu a nossa história."

Submeter a idéia ao seu mentor e colega John Lasseter foi o passo seguinte na evolução de Nemo. Stanton produziu uma vasta quantidade de recursos visuais altamente elaborados e começou a contar a história para o produtor. Uma hora depois, exausto, Stanton perguntou a Lasseter o que ele achava. "Você já tinha me ganhado desde a primeira palavra", respondeu o amigo.

Lasseter relembra: "Lembro que quando trabalhávamos em Vida de Inseto, Andrew tinha um desenho maravilhoso pendurado sobre sua prancheta de desenho, mostrando dois peixinhos nadando ao lado de uma baleia gigantesca. E eu sempre gostei daquilo. Ele me disse que era algo no qual vinha pensando, mas nunca mais ouvi falar do assunto até a apresentação dele naquele dia. Eu pratico mergulho submarino desde 1980 e simplesmente adoro o mundo subaquático. Após ouvir sua preleção sobre o projeto, eu sabia que seria algo sensacional para nosso tipo de mídia. Na Pixar, sempre nos orgulhamos do perfeito casamento que fazemos entre os temas dos nossos filmes e a mídia da animação digital. Assim que ele pronunciou as palavras "peixe" e "submarino", eu tive a certeza de que este filme seria maravilhoso."

"Andrew é um excelente contador de histórias", acrescenta Lasseter. "Ele tem um compromisso total consigo mesmo de nunca tornar seus filmes previsíveis. Foi o que ele fez em todos os nossos filmes e aprendi muito com ele nesse sentido. Se algo parece estar ficando sentimental demais, ele logo dá uma apimentada. Ele tem um modo de obter sinceridade através da insinceridade, mas não insincero a ponto de carecer de emoção. Ele tende a ser um pouco céptico, mas, no final, há muito sentimento por trás de tudo o que ele faz."

Stanton conclui: "Filmar uma história que tem a figura de um pai como protagonista me deixou animado. Acho que nunca vi um longa de animação contado sob essa ótica. Eu logo me interessei por escrever sobre isso, pois sabia que poderia contar essa história. Também achei que o oceano era uma ótima metáfora para a vida. Trata-se do lugar mais assustador e intrigante do mundo, porque qualquer coisa pode acontecer lá embaixo. Digo, coisas boas e más. Adorei esse conceito e também o de mostrar um pai, cujos próprios medos prejudicam seu desempenho como tal. Ele precisa superar seus medos se quiser ser um bom pai. E colocá-lo no meio do oceano, onde ele precisa enfrentar tudo que nunca quis encarar na vida antes, parece uma ótima oportunidade para se criar situações engraçadas e ainda nos permitiu explorar algumas questões um pouco mais profundas."

E ele acrescenta: "Meu pai me deu um bom conselho sobre como ser um bom pai. Ele disse, 'A escolha mais difícil que temos de fazer é optarmos entre sermos pai ou amigo dos nossos filhos. Escolha uma.' É um dilema para a vida toda e adorei explorar essa verdade neste filme. Sou considerado o mais cínico aqui da equipe da Pixar. Sou o primeiro a dizer quando algo está ficando piegas ou bobo demais. Por outro lado, confesso que sou talvez o mais romântico do grupo, se a emoção for genuína. Adorei a idéia de filmar uma história de amor entre pai e filho. Trata-se de um conflito eterno."

O MAR ESTÁ PRA PEIXE: OS ANIMADORES DA PIXAR INSPIRAM-SE NOS DUBLADORES, NUM ICTIÓLOGO E NUM AQUÁRIO CHEIO DE PEIXES

A equipe de animadores talentosos da Pixar já havia encarado inúmeros desafios anteriormente, dando vida a brinquedos, insetos e monstros, mas sua missão em Procurando Nemo (Finding Nemo) demonstrou ser a mais complexa de todas. Visitas a aquários, mergulhos em Monterey e no Havaí, sessões de estudos diante do bem abastecido aquário da Pixar, com uma capacidade de 25 galões de água, e uma série de palestras no estúdio de um ictiólogo que os ajudaram a entrar na onda certa.

Os animadores também pesquisaram alguns clássicos dos estúdios Disney que incluíam cenas submarinas - Pinóquio (Pinocchio), A Espada Era a Lei (The Sword in the Stone), Se a Minha Cama Voasse (Bedknobs and Broomsticks) e A Pequena Sereia (The Little Mermaid) - em busca de inspiração. Ao final, foi o estilo naturalista de retratar a vida animal de Bambi que causou o maior impacto.

Stanton explica: "Nós sempre voltávamos a Bambi, pelo modo como seus cineastas respeitaram a verdadeira natureza do modo de locomoção desses animais e de suas habilidades motoras. Eles usaram isso como uma plataforma da qual extraíram muita expressividade, atividade e riqueza de recursos. Queríamos que isso também se aplicasse aos nossos personagens. Pensamos no nosso filme como um Bambi submarino."

O supervisor de animação Dylan Brown, veterano há oito anos na Pixar, e os diretores de animação Mark Walsh e Alan Barillaro foram os responsáveis pela direção da equipe de animadores, que variava entre 28 e 50 artistas. Com um elenco bastante numeroso - de personagens que iam do minúsculo camarão limpador, Jacques, à enorme baleia azul - o grupo de artistas teve de aprender sobre a locomoção dos peixes e descobrir um meio de criar desempenhos convincentes para personagens sem braços nem pernas.

Brown explica: "Cada filme tem seu próprio conjunto de desafios únicos e sempre começamos tentando descobrir quais são eles e como solucioná-los. Com Nemo, tínhamos todo um elenco de personagens peixes, sem braços nem pernas. Uma vez que eles não possuíam membros tradicionais que lhes dessem formas fortes, tivemos de inventar mil e um truques novos. De início, foi um pouco amedrontador e frustrante. Começamos a analisar o que era interessante em termos do posicionamento dos peixes. Demos mais ênfase aos seus rostos e a uma articulação facial perfeita. Não queríamos que fossem apenas cabeças espetadas em varetas, como um desenho do Monty Python. Seus rostos precisavam estar integrados à toda sua linguagem corporal. Enquanto um ser humano vira a cabeça para olhar alguma coisa, um peixe vira sua cabeça só um pouco e todo seu corpo gira junto com ela.

"Outro fator importante para nós era o timing", prossegue Brown. "Personagens como Buzz, Woody ou Sulley, possuem o peso da gravidade. Mas peixes submarinos podem se deslocar um metro em apenas um segundo. A gente pisca e o peixe sumiu. Nós nos perguntávamos como é que eles conseguiam isso e estudamos seus movimentos em vídeo. Nós assistimos às imagens em câmera lenta e descobrimos como isso acontecia. Nosso timing foi ficando cada vez mais preciso à medida que íamos aprendendo a deslocar nossos personagens-peixes de um lugar a outro em um ou dois fotogramas. Sempre tentamos incorporar à sua atuação seus movimentos naturais. E, incluindo em seus desempenhos coisas como essa fuga num único fotograma e essa transição rápida de um lugar ao outro, os personagens se tornaram bem convincentes."

Antigamente, os animadores sempre eram instruídos para "enraizar seus personagens" e evitar deixá-los "flutuando". Com Procurando Nemo (Finding Nemo), eles precisaram descobrir como fazer justamente o oposto: como fazer com que eles parecessem estar flutuando - na água, e não no ar.

"Foi divertido e desafiador inventar um modo totalmente novo de comunicar emoções e gestos", observa Alan Barillaro. Como não há gravidade embaixo d'água, descobrimos coisas do tipo: enquanto um personagem gesticulava, ele tenderia a ser ligeiramente levado pela corrente. Eu descobri que muitos gestos humanos podem ser reduzidos a movimentos faciais e dos olhos. Eu examinava meu próprio rosto no espelho e imaginava que eu tinha um rabo atrás dele."

Mark Walsh relembra: "A primeira coisa que Andrew fez no filme foi se sentar conosco diante de um aquário e, basicamente, nos contar a história. Ele explicou que a magia daquele mundo seria contar a história através do ponto de vista de um peixe-palhaço e imaginá-lo cruzando todo um oceano e encontrando tubarões, tartarugas, medusas, etc. A gente se imaginou chegando bem perto e vendo aquele peixinho fazendo um enorme esforço."

A fim de garantir que seus personagens tivessem toda a riqueza de expressões e movimentos necessários, os chefes de animação se juntaram aos modeladores do departamento de personagens, servindo como seus "parceiro de animação." Sob a orientação direta dos animadores, os diretores técnicos criaram ferramentas e controles (conhecidos como "avars") novos e mais sofisticados para acentuar o desempenho dos personagens.

Brian Green, o supervisor de personagens digitais, explica: "Esta foi a primeira vez que a Pixar contou com um departamento de personagem e isso nos permitiu dar conta das necessidades dos animadores de modo muito mais proveitoso. O "parceiro de animação" nos entregava um desenho e dizia, 'Por conta do seu desempenho, eu preciso que ele tenha essa aparência.' Nós, então, fazíamos os ajustes necessários. Isso tornou nossa colaboração muito íntima. Também tentamos criar movimentos dinâmicos automáticos para alguns dos personagens. Nosso objetivo era tentar automatizar tudo que fosse possível - coisas como o movimentos das extremidades flutuantes de alguns personagens - para que os animadores pudessem se concentrar em seus desempenhos."

Ajudando os animadores a entender tudo sobre o comportamento e a locomoção dos peixes, estava Adam Summers, um renomado professor do Departamento de Ecologia e Evolução, da Universidade da Califórrnia, em Irvine.

Segundo Summers, "eu sou o que se chama de biomecânico ou, algumas vezes, um morfologista funcional. Minha especialidade é aplicar princípios básicos da engenharia ao modo como os animais se locomovem e se alimentam. Fui convidado a ir ao estúdio falar sobre as formas e as cores dos peixes e acabei dando um curso de ictiologia de nível de pós-gradução para a equipe da Pixar. Foram, no mínimo, 12 aulas. Foi uma experiência muito gratificante, porque descobri que eles amam seu trabalho tanto quanto eu amo o meu. Eles tinham uma curiosidade infinita acerca dos peixes e foram, sem dúvida alguma, os melhores alunos que eu já tive. Ao final de cada aula, eles me faziam perguntas para as quais eu não tinha respostas."

"Eu lembro de conversar com o desenhista de personagem Ricky Nierva sobre um personagem-peixe, e ele me perguntou, 'Onde ficariam as sobrancelhas?' Eu lhe disse que peixes não têm sobrancelhas. Eles não têm músculos na cara, exceto aqueles que fecham as mandíbulas.' Ricky disse: 'Adam, peixes não falam, mas falar é um dos requisitos do filme. Por isso, teremos de tomar liberdades artísticas com a ciência o tempo todo.'"

Summers também deu aos desenhistas de personagens e aos animadores dicas importantes sobre a locomoção dos peixes, explicando a diferença entre aqueles que "batem asas" e aqueles que "remam". Os peixes-palhaços são remadores que tendem a se deslocar usando suas nadadeiras peitorais em movimentos horizontais. Em alta velocidade, eles balançam seus corpos inteiros. Os blue tangs, como Dory, parecem "voadores", isto é, eles se deslocam batendo suas nadadeiras para cima e para baixo e quase nunca balançam o corpo todo. O resultado é que os movimentos de Marlín são mais fluidos e graciosos, enquanto Dory tende a se deslocar com pequenos impulsos mais bruscos."

E Summers acrescenta, "Na maioria dos filmes de animação com peixes, os personagens se movimentam para frente e para trás sem nenhum recurso de propulsão visível, o que realmente incomoda o espectador. Não é preciso ser um ictiólogo para saber que há algo errado nesse tipo de locomoção. Seria o mesmo que ver um cavalo trotando com duas pernas paradas. Em Nemo, se um peixe está em movimento, suas nadadeiras estão em movimento. Os personagens transmitem uma sensação cinética que nos informa que eles estão embaixo d'água, e não atuando na atmosfera. Quando eles batem suas nadadeiras, isso se reflete em todo seu corpo. Eles fizeram um ótimo trabalho ressaltando as diferenças entre viver num ambiente fluido que não se pode comprimir ou num fluido compressível como o ar. Eu fiquei completamente abismado. Foi maravilhoso trabalhar com essa equipe e nós nos divertimos muito durante a produção."

O ponto de partida para qualquer bom desempenho de personagens animados é o trabalho de seus dubladores e, em Procurando Nemo (Finding Nemo), os cineastas contaram com alguns dos melhores profissionais da indústria.

Segundo Andrew Stanton, "Com Albert Brooks, tivemos mais do que uma voz; tivemos um personagem completo. Ele sempre sabe como maximizar a graça de todos os momentos. Mesmo quando não era necessário que seu personagem fosse engraçado em alguma cena, ele sabia exatamente como torná-los mais divertidos. Nas sessões de gravação, ele enriquecia o material com sua própria sensibilidade e levava isso longe. Nós aprendemos a deixar a fita rodando, com bastante margem de sobra no final. Não queríamos interromper seu fluxo criativo. Idéias vinham à sua cabeça, uma após a outra, sem parar. Ele é muito dedicado e disposto a conseguir o melhor resultado."

"Eu queria Ellen DeGeneres para o papel desde o início", acrescenta Stanton. "Antes mesmo de a personagem receber o nome de Dory, eu sabia que precisaria de alguém para ajudar Marlín a procurar seu filho. Uma noite, eu pensava na personagem enquanto minha mulher assistia ao seriado Ellen na TV e, subconscientemente, eu ouvia o número no qual ela muda de idéia cinco vezes antes de chegar ao final de uma frase. Geralmente, não gosto de me limitar criando um personagem especificamente para uma atriz, mas elas duas pareciam tão compatíveis que decidi seguir meus instintos e rezar para que o universo conspirasse a favor. Eu liguei para Ellen para sondar se ela estaria interessada e, basicamente, contei que havia escrito a personagem especificamente para ela e que eu estaria frito se ela não a aceitasse. Ela foi muito simpática e disse, 'Então, é bom eu aceitar.' Ela enriqueceu o papel com muita bondade e afeto e deu-lhe agilidade e excentricidade. Tanto ela quanto Albert têm um modo único de dizer as coisas."

"Alexander Gould deu um tom natural e inocente à voz de Nemo", relembra Stanton. "É incrível como muitas crianças soam falsas ou têm noções preconcebidas de como um ator deve falar. Alex parecia real e entendeu perfeitamente minhas direções. Tivemos muita sorte de encontrá-lo."

TRIUNFOS TÉCNICOS: UM NOVO MARCO NA ANIMAÇÃO DIGITAL

A água é, tradicionalmente, uma das coisas mais difíceis de ser criada de modo eficaz e econômico em animação digital. Diante de um filme passado em grande parte embaixo d'água, a equipe técnica de Procurando Nemo (Finding Nemo) teve de procurar novos modos de dar conta das enormes exigências da produção e de solucionar alguns dos problemas com os quais outros animadores haviam se deparado no passado. O diretor-técnico supervisor, Oren Jacobs, liderou o grupo, visando dar a Stanton e sua equipe exatamente o que eles queriam.

"Nosso ponto de partida foi assistir a vários filmes com cenas submarinas e analisar o que transmitia essa sensação subaquática", explica Stanton. "O que fazia com que não dessem a impressão de se passar na atmosfera? Era algo parecido a comprar um bolo delicioso e tentar decompô-lo para tentar entender como ele foi preparado. Elaboramos um lista de cinco elementos que sugerem um ambiente subaquático: iluminação, partículas de matéria, correntes, ausência de luz, e reflexos e refrações."

Jacob acrescenta: "Antes mesmo de contarmos com o roteiro final, sabíamos que teríamos uma história sobre peixes num recife de coral. Isso foi o suficiente para que nosso grupo de tecnologia global começasse a desenvolver ferramentas para fazer com que a água tivesse uma ondulação natural. Os recifes de coral são seres orgânicos vivos e, portanto, não são sets estáticos como as portas dos quartos de Monstros S.A. (Monsters, Inc.). Ainda na fase inicial, viajamos ao Havaí com alguns dos principais artistas do filme. Estudamos, em seguida, todos os vídeos que conseguimos encontrar de Jacques Cousteau, da National Geographic e do Blue Planet. Também analisamos todos os filmes passados no mar, de Tubarão (Jaws) e O Abismo (The Abyss) a Mar em Fúria (The Perfect Storm), para entendermos quais elementos os cineastas decidiram exagerar. Concluímos, então, exatamente o que o público espera ver associado à agua e, a partir daí, desenvolvemos nossas proporções e razões."

Sob a supervisão de Jacob, estavam seis equipes técnicas especializadas nos diversos componentes e ambientes vistos no filme. Lisa Forsell e Danielle Feinberg foram as supervisoras de computação gráfica responsáveis pela Unidade de Oceano. David Eisenmann e sua equipe criaram os modelos, o sombreamento, a iluminação, as simulações e etc., da Unidade do Recife. Steve May chefiou a Unidade dos Tubarões e de Sydney, responsável pelas cenas submarinas, pelas tomadas dentro da baleia e pela maioria das cenas acima da superfície no porto de Sydney. Jesse Hollander supervisionou a Unidade do Aquário, que criou todos os seus elementos. Michael Lorenzen foi o encarregado da equipe de Cardumes e Grupos, que criou centenas de milhares de peixes, mais elementos-chaves da seqüência do deslocamento das tartarugas. Brian Green liderou a Unidade de Personagem, que criou o visual e os controles complexos de quase 120 personagens aquáticos, aves e seres humanos.

A Unidade de Oceano foi responsável por cenas como o cardume de peixes-galos, que assume formas diferentes (uma seta, uma lagosta, uma caravela, etc.), a perseguição do peixe-pescador e a viagem das tartarugas na Corrente Leste Australiana. A cena mais complexa e impressionante dessa unidade, entretanto, foi a da floresta de águas-vivas. Este momento rico e colorido mostra Marlín e Dory num mar cada vez mais populoso - e mais perigoso - repleto de águas-vivas rosas mortais.

Forsell explica: "Esta cena envolvia milhares de medusas. Nossa unidade criou um modelo de uma única medusa e teve um grande trabalho para ir aumentando a densidade das águas-vidas. Isso exigiu a criação de uma simulação para o grupo que controlava os movimentos dos rebentos, a velocidade a que nadavam e também em que direção. Contamos com imagens de referência sensacionais e nos concentramos numa espécie da República do Palau, que encontramos no Aquário de Monterey. David Batte criou todo um sistema de textura chamado 'transblurrency', algo como 'transdistorcidez'. A 'transparência' é como uma janela: podemos ver através dela. A 'translucidez' é como uma cortina de plástico que deixa passar a luz, mas não enxergamos através dela. A 'transdistorcidez' é como um vidro de banheiro: você enxerga através dele, mas vê tudo distorcido e borrado."

Para David Eisenmann e sua equipe da Unidade do Recife, o desafio foi criar uma versão caricatural do recife de coral que se adequasse aos propósitos da história. Eles foram os responsáveis pelas cenas ricas e vibrantes de abertura do filme e pela criação da anêmona-do-mar onde moram Marlín e Nemo.

"Nosso grupo começou com uma abordagem realista do coral", explica ele. "Nós fizemos isso de uma maneira relativamente fácil, mas Andrew e Ralph [Eggleston] acharam que o desenho tinha detalhes demais e distraía o olhar. Tinha uma quantidade imensa de elementos. Para que os personagens se sobressaíssem contra o fundo, começamos a simplificar as coisas. Nós calculamos quantos elementos deveríamos acrescentar e quanta variação deveríamos introduzir. O diretor queria que uns 30% de tudo que se vê na tela estivessem se mexendo para dar a ilusão de que se está embaixo d'água. Nas cenas do recife, isso significava que teríamos de simular os movimentos das esponjas, musgos e de quaisquer outros tipos de vegetação."

"O recife é muito estilizado e tem um ar quase de sonho", acrescenta Eisenmann. "A palheta de cores começa com roxos e azuis e daí salta para vermelhos e amarelos vivos. O visual lembra o clima de fantasia de um livro de histórias infantis. À medida que a história progride para o "paredão" do recife, tudo se torna menos realista e menos colorido. Por se tratar de um filme sobre uma jornada, nossos protagonistas percorrem uma distância razoável através do recife. Nossos modeladores conseguiram manter as cenas do recife interessantes e emocionantes, combinando diferentes formas e texturas. Nós tínhamos todo um acervo de vegetação à nossa disposição para decorar as cenas e, empregando texturas e sombras diferentes sobre as colônias de stylophora, os corais acropora robusta e esponjas, conseguimos fazer com que parecessem modelos totalmente diferentes cena a cena. Passamos cerca de um ano pesquisando corais e esponjas. Ao final, conseguimos pegar uma forma básica de esponja moldá-la, transformá-la e desenvolvê-la em mais de 20 variações."

"Ao invés de construir um set do recife e movimentar a câmera acima e ao redor dele, David e a Unidade do Recife criaram um sistema incrível para a construção do recife tomada por tomada", explica o produtor Walters. "Eles tinham todo um viveiro de corais, plantas marinhas, etc. que podiam ser combinados nas mais diversas configurações e esculpidos individualmente a cada tomada de acordo com as necessidades da história. Eles realizaram um trabalho extraordinário."

A Unidade dos Tubarões e de Sydney ficou sob a direção de Steve May. Esse grupo foi encarregado de uma variedade de cenas em locações diversas, incluindo o set do submarino, onde os tubarões realizam suas reuniões, a cena da rede do barco de pesca com centenas de milhares de garoupas, a cena dentro da baleia azul e todas as tomadas no porto de Sydney - da marina de barcos à estação de tratamento de esgoto.

May explica: "O submarino deveria ser uma espécie de casa mal-assombrada. Ele é bem assustador e arrepiante. Há quase 100 minas ao redor dele e nos demos ao trabalho de cobrir todas elas com musgos e de fazer com que elas se movimentassem ao ritmo da ondulação do oceano. Dentro do submarino, o espaço deveria ser bastante limitado. Ele está cheio de controles, válvulas e tubos. Uma vez que dispúnhamos de nossa própria equipe de layout e modelagem, pudemos construir o submarino rapidamente e ir sofisticando este cenário à medida que íamos trabalhando. Nós sabíamos tudo de que necessitávamos e fomos construindo peças por encomenda ao longo da produção."

Um dos maiores desafios de May e sua equipe foi simular os respingos da água dentro da baleia azul. "A Pixar realmente nunca havia criado respingos d'água antes", acrescenta May. "Tivemos de bolar um jeito de tornar a água tridimensional, desenvolver o software e novas técnicas para fazer simulações que reproduzissem o movimento da água para depois renderizá-la de forma realista. E, o tempo todo, a baleia está nadando, emergindo e submergindo novamente. A água do mar tinha de explodir e respingar por todo lado quando a língua gigante da baleia retirasse Marlín e Dory de dentro d'água. A dinâmica da água nessa cena foi totalmente diferente daquela nas cenas submarinas do filme, e nós tivemos de estar atentos para o contraste entre a grandiosidade dessa explosão de água e os detalhes do comportamento do nosso minúsculo casal de peixes. Foi difícil acomodar resoluções tão diferentes. A iluminação dessa cena foi talvez a coisa mais difícil entre todas as que já fizemos antes, pois o set inteiro se movia, era orgânico e havia respingos d'água por todo lado."

Jesse Hollander e a Unidade do Aquário foram os responsáveis por toda a iluminação, modelos, sombreamento e renderização ligados ao consultório do dentista e ao aquário. A criação do aquário em si, incluindo detalhes de reflexos e refração, foram os maiores desafios desse grupo talentoso. Eles também construíram uma grande variedade de sets para as cenas, que iam dos equipamentos odontológicos do consultório e cabeças dos ídolos tiki ao vulcão dentro do aquário e às quase 120.000 pedrinhas no seu assoalho. O trabalho da equipe revolucionou a criação de tecidos, pele e cabelo humanos em animação digital.

"Entre as coisas mais difíceis que nossa unidade teve de desenvolver neste filme, destacam-se as refrações e os reflexos ligados ao aquário", relembra Hollander. "Nosso ponto de partida foi a física real do que ocorre com a luz quando ela entra não só na água, mas num aquário de vidro cheio d'água. Isso significa levar em conta o vidro, depois a água, depois o vidro na água. No nosso filme, entretanto, não só lidamos com a física, mas precisamos ser capazes de controlar essas físicas. A maior parte do tempo conseguimos obter o efeito que desejávamos compensando a câmera. Em certos ângulos dentro do aquário, existe algo que se chama "reflexo interno total" - onde o vidro se torna um espelho perfeito. Nós exploramos bastante isso com Deb e Flo. Sob outros ângulos, a visão do aquário mostra imagens duplas. Sempre que estamos dentro do aquário, usamos reflexos. Já a refração é algo mais seletivo e só a usamos quando necessário."

A exemplo de todos os filmes da Pixar, a atenção aos detalhes é crucial. Hollander explica: "Com relação aos objetos no aquário, tentamos lhes dar um ar barato e cafona a la Las Vegas - muita cor e plástico barato. 'Nós nos demos ao trabalho de construir camadas falsas de limo e brilhos para os itens de plástico."

Outro artista-chave para os avanços técnicos do filme foi Michael Lorenzen, que supervisionou o grupo de animadores e técnicos da Unidade de Cardumes e Grupos. Esta unidade ajudou a criar as espetaculares cenas dos grandes cardumes, que chegavam a incluir dezenas de milhares de peixes. Eles também ilustraram a seqüência da viagem na corrente australiana com quase 200 tartarugas.

E Jacob conclui: O que me dá mais orgulho em Nemo é que chegamos a um ponto em que o diretor pôde se concentrar na filmagem em si, tendo de se preocupar menos com as limitações e frustrações técnicas. Também conseguimos fornecer modelos mais rápidos aos animadores, muitos em tempo real. Isso foi outra novidade revolucionária. No total, reduzimos o tempo de renderização de cada fotograma e demos ao diretor a riqueza visual que ele buscava, e tudo dentro do cronograma e do orçamento estabelecidos."

PROCURANDO O ESTILO E O VISUAL DE "NEMO": DESENHO DE PRODUÇÃO E FOTOGRAFIA

O supervisor do desenho de produção de Procurando Nemo (Finding Nemo) foi Ralph Eggleston, um veterano da Pixar que havia exercido a mesma função em Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) e havia dirigido o curta-metragem do estúdio premiado com o Oscar®, For the Birds. Ele se preparou para este papel com várias expedições de mergulho e uma visita ao porto de Sydney para se familiarizar com a situação da terra e do mar. Os dois diretores de fotografia do filme, Sharon Calahan e Jeremy Lasky, contribuíram com sua experiência em iluminação e layout, respectivamente, para concretizar a visão de Stanton nas telas.

"A música, a cor e a iluminação, para mim, são coisas que realmente passam a emoção subjacente de todas as cenas", conta John Lasseter. "E a iluminação e a cor de Nemo são sempre usadas para contar a história. Ralph Eggleston é um mestre nisso e Sharon Calahan sabe como ninguém transpor isso às telas."

"Uma das maiores decisões que tivemos de tomar foi até que ponto tornar a realidade caricatural", relembra Eggleston. "Os peixes já têm, por si só, uma forma quase caricatural, e Andrew insistiu bastante que não queria que nós antropomorfizássemos demais os personagens. Então, tivemos de seguir o caminho inverso, isto é, aproximar nosso mundo da natureza caricatural dos peixes. Se inseríssemos esses peixes em qualquer ambiente que fosse até mesmo semi-real, não funcionaria. Os personagens e o mundo tinham de seguir caminhos paralelos."

"Uma das nossas primeiras prioridades foi tornar os peixes atraentes", acrescenta ele. "Os peixes são animais viscosos e escamosos e queríamos que o público amasse nossos personagens. Um modo de torná-los mais atraentes foi torná-los luminosos. Por fim, criamos três tipos de peixe - viscosos, aveludados e metálicos. Os viscosos, e nessa categoria estão incluídos Marlín e Nemo, têm mais densidade e calor. Usamos iluminação de fundo e nos seus contornos para torná-los mais atraentes e para desviar o foco da textura escamosa de sua superfície. A categoria dos aveludados, que inclui Dory, tem uma textura lisa. O grupo metálico inclui os peixes escamosos típicos, que foram usados nos grandes cardumes de peixes."

Eggleston e Calahan compartilhavam o amor pelos filmes delicados e luminosos em Technicolor da década de 40 e freqüentemente conversavam sobre a produção de um filme de animação original que tivesse um visual evocativo daquela época. Com Nemo, eles tiveram essa oportunidade. O cenário subaquático se prestava muito bem a cenários de fundo delicados e a personagens com um certo brilho ao seu redor.

Segundo Eggleston, "Nemo não se parece com um filme Technicolor de três cores, e sim com uma versão moderna da qualidade tradicionalmente obtida através daquele processo. Outra grande inspiração para nós foi Bambi, dos estúdios Disney. Trata-se de um filme muito impressionista. As coisas se esmaecem no fundo e a gente se concentra nos personagens em primeiro plano. Foi essa a abordagem que adotamos. O filme começa com um deslumbrante recife de coral do tipo Jardim do Éden. Depois disso, os cenários submarinos tendem a se tornar mais impressionistas, com apenas uma montanha ou um fundo de areia à vista."

Descrevendo Procurando Nemo (Finding Nemo) como o filme mais complexo que a Pixar já produziu em termos de iluminação, Calahan observa: "Uma grande parte do nosso trabalho era criar personagens subaquáticos convincentes. E isso implicava em muitas formas, já que tínhamos águas limpas, águas turvas e até a água de um aquário. Nós tivemos de planejar os elementos comuns para que, estilisticamente, pudéssemos casar todos eles."

Calahan dá a Stanton o crédito de "ter um olho incrível para formas e desenhos. Os temas e elementos gráficos fortes são muito importantes para ele, o que é ótimo, pois cria uma estrutura visual forte para o filme. Também é muito divertido trabalhar com ele, porque ele está sempre disposto a assumir riscos e a experimentar. Andrew também se interessou de verdade pelo modo como a iluminação poderia acentuar o conteúdo emocional do filme."

Ao final, a equipe técnica da Pixar superou até mesmo suas próprias expectativas. Segundo Eggleston: "Ver o recife de coral na telona do cinema é simplesmente espetacular. Todos os pólipos dos corais são iluminados por trás e todo o set parece uma jóia submarina. Eu sempre achei que o filme ficaria bonito, mas não imaginava que ficasse assim. Eu fui a terceira pessoa a começar a trabalhar nele, portanto, fui parte do seu processo técnico desde o início e ainda me pego sentado no cinema, pensando, 'Como é que eles fizeram isso?'"

OS SONS DE "PROCURANDO NEMO": A TRILHA DE THOMAS NEWMAN E A MAGIA DA SONOPLASTIA DE GARY RYDSTOM

A música e os efeitos de sonoplastia são partes vitais de qualquer produção de cinema, e os cineastas da Pixar exploraram esses elementos da melhor maneira possível. Com Procurando Nemo (Finding Nemo), Andrew Stanton teve a chance de inaugurar uma nova parceria com o compositor Thomas Newman e de dar continuidade à sua colaboração de longa data com o engenheiro de som premiado com vários Oscars®, Gary Rydstrom.

Newman, indicado cinco vezes ao Oscar® e recém-premiado com o Emmy por seu tema para o seriado Six Feet Under, foi uma grande inspiração para Procurando Nemo (Finding Nemo), antes mesmo de começar a trabalhar na produção. Stanton escreveu o roteiro do filme ouvindo nos seus fones de ouvido as trilhas de Thomas Newman. Durante o processo de montagem, sempre que possível, a música de Newman foi usada na "scratch track", a primeira versão da trilha do filme.

O co-diretor Lee Unkrich descreve a trilha de Newman para Nemo como "uma trilha orquestral riquíssima, entremeada de muitos arranjos exóticos e interessantes. Ela tem uma sonoridade inesperada. Nem sempre sabemos o que estamos ouvindo ou que sons são aqueles. Ele faz muitas 'overdubs', reunindo grupos de músicos para sessões nas quais pede a eles que toquem instrumentos de percussão e criem arranjos interessantes. Em seguida, ele sobrepõe esse material à música já gravada no estúdio com a orquestra.

"Foi muito divertido trabalhar com ele, que parecia realmente fazer parte da equipe da Pixar", acrescenta Unkrich. "Queríamos que ele tivesse toda liberdade possível. Ele tem sido um colaborador incrível, disposto a apoiar o filme como puder. Ele sabe o quanto nos dedicamos a essa produção e quer que o filme seja sensacional. Este é, na verdade, o primeiro grande filme de ação que ele musicou."

O produtor Walters concorda. "Thomas tocava para nós todas as suas composições no sequenciador de sua casa. Já na fase final da produção, nós íamos à casa dele quase uma vez por semana e ouvíamos a versão da trilha gravada no seu estúdio caseiro. Foi uma experiência de trabalho inacreditavelmente positiva. Quando, finalmente, chegamos às seções de gravação no estúdio profissional, já tínhamos ouvido a trilha inteira, só que ela soou muito melhor com uma orquestra de 105 músicos. No nosso filme, ele também usou seus overdubs característicos, onde ele e seu grupo de amigos gravam antecipadamente trechos de música que são sobrepostos à trilha orquestral. Na cena da viagem das tartarugas na corrente marinha, a trilha se transforma num rock clássico de surfe. Sua música é de primeira e acentua muito bem as emoções."

Para os cineastas, a trilha de Newman passou a ser praticamente uma personagem do filme. A originalidade e talento do compositor para destacar o clima e os personagens através da música tornaram o filme ainda mais divertido.

O engenheiro de som vencedor de sete Oscars®, Gary Rydstrom, trabalhou em todos os longas-metragens lançados pela Disney/Pixar até hoje, tendo trabalhando antes disso em curtas da Pixar, como o Knick Knack, de 1989. Mais uma vez, ele contribui com seu talento genial para Procurando Nemo (Finding Nemo). Complementando a emoção visual do filme, o repertório de sons incríveis de Rystrom reforça a sensação de estarmos embaixo d'água.

"Este foi um filme sem pés, sem passos e sem a sonoplastia tradicional", explica Rydstrom. "Por isso, uma das coisas básicas que tivemos de fazer foi criar uma trilha de movimentos convincentes para todos os seus inúmeros peixes. Um dos meus sons favoritos foi o que criamos para a nadadeira deficiente de Nemo. Ele tremula, no que lembra uma asa batendo. Eu criei um som de batidinhas com uma toalha de papel. A sonoridade evoca o vôo de um beija-flor. Marlín se desloca movimentando sua cauda e parece um pouco neurótico. Para ele, nós usamos basicamente o som do personagem-peixe do curta da Pixar, Knick Knack. Já Dory produz um som cortante mais uniforme em sua locomoção pela água. Ela vive a vida para se divertir. Empregamos todos os truques existentes para diferenciar os sons de cada protagonista."

"Para os tubarões, utilizei um aparelho para modular os sons da minha própria voz", continua Rydstrom. "Usei sons reais de água dos mais diversos tipos e gravei minha voz murmurando ao microfone para que minhas características vocais assumissem o som de golfadas de água. Isso tornou o deslocamento deles na água assustador. Se ouvirmos atentamente a trilha que acompanha a perseguição dos tubarões, o som que o mar emite está dizendo 'Nemo'. Foi um truque subliminal pessoal meu a la Beatles."

"Uma das coisas que descobrirmos desde o início foi que as gravações feitas embaixo d'água não têm a menor graça, por isso acabamos fabricando muitos sons. Nós fomos a uma loja de animais repleta de aquários, enfiamos nossos microfones na água, movimentando-os dentro do aquário. Para o aquário do filme, queríamos criar um contraste com o grande mar aberto. Às vezes, ouvimos o zumbido do filtro, bolhas divertidas e coisas que se ouvem nos aquários de verdade."

Rydstrom gravou sons no oceano, em jacuzzis e até numa caverna de praia, onde obteve o som de água espirrando e batendo contra o rochedo. Este último acabou sendo usado na simulação dentro da baleia. O som de Marlín e Dory pulando sobre as medusas provou ser mais difícil. Rydstrom acabou conseguindo o efeito desejado batendo com seus dedos numa garrafa com água quente, obtendo assim um som tipo "glug" aquoso e abafado.

Num verdadeiro exemplo do que significa sofrer pela arte, a assistente de Rydstrom, Dee, chegou até mesmo a gravar sua própria consulta no dentista. O som brutal da broca ouvido em Procurando Nemo (Finding Nemo) é, na realidade, Dee submetendo-se ao tratamento de uma cárie.

Segundo John Lasseter, "Gary Rydstom foi engenheiro de som de todos os nossos filmes desde Luxo Jr. e sempre me ensinou como a sonoplastia pode contribuir para nossas produções e como pode ajudar a tornar o mundo dos nossos filmes mais convincentes para os espectadores. E, em Procurando Nemo, Gary realizou um dos seus melhores trabalhos. O som da água pode se tornar repetitivo, mas ele deu o melhor de si para torná-lo especial. Ele é um grande colaborador e sempre enriquece nossos filmes."

A EQUIPE TÉCNICA:

ANDREW STANTON (Diretor/ Argumento Original / Roteirista/ Voz de "Crush") faz sua estréia diretorial após ser co-roteirista, co-diretor, produtor executivo e artista de história de todos os quatro filmes revolucionários lançados anteriormente pela Disney/Pixar. Ele é um membro valioso da equipe de animação da Pixar desde 1990, quando se tornou o segundo animador (e o nono funcionário) contratado para a equipe de pioneiros do estúdio de animação digital. Recebeu uma indicação ao Oscar® em 1996, como um dos quatro roteiristas que colaboraram para criar o fenômeno da animação digital, Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), e foi também roteirista de todos os filmes subseqüentes da Pixar - Vida de Inseto (A Bug's Life) Toy Story 2, Monstros S.A. (Monsters, Inc.) e Procurando Nemo (Finding Nemo). Além disso, foi co-diretor do longa de 1998 da Disney/Pixar, Vida de Inseto, e produtor executivo do sucesso de 2001 indicado ao Oscar®, Monstros S.A.

Natural de Rockport, Massachusetts, Stanton bacharelou-se em animação de personagem pelo California Institute of the Arts (CalArts), onde rodou dois filmes estudantis: A Story - a história de um garoto chamado Melvin, um dinossauro chamado Ted e um palhaço assassino, chamado Randy, com um esquadrão de capangas - e Somehere in the Arctic. Na década de 80, iniciou sua carreira profissional em Los Angeles, como animador do estúdio Kroyer Films, de Bill Kroyer, e como redator da produção de Ralph Bakshi, Mighty Mouse, The New Adventures (1987). Em 1990, associou-se a John Lasseter em sua recém-fundada produtora comercial, a Pixar, e foi animador e diretor de inúmeros filmes publicitários.

Também co-dirigiu com John Lasseter os curtas de Luxo Jr, Surprise e Light and Heavy, produzidos para a Vila Sésamo (Sesame Street), antes de iniciar a pré-produção de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), no início dos anos 90.
Stanton e sua esposa têm dois filhos.

LEE UNKRICH (Co-Diretor) continua tendo um papel fundamental na criação e produção dos longas de animação da Pixar, desta vez através de sua contribuição para Procurando Nemo (Finding Nemo). John Lasseter o descreve como "um dos maiores talentos que já trabalharam neste meio. Ele realiza um trabalho incrível em encenação, montagem e direção de câmera, e tem um enorme conhecimento da dinâmica da produção cinematográfica. Todos aprendemos muito com Lee e ele elevou nossos filmes a um novo patamar. A arte do cinema na Pixar tem uma enorme dívida de gratidão para com ele."

Unkrich fez sua estréia como co-diretor de longa-metragem no lançamento de 1999 da Disney/Pixar, a produção de animação digital, Toy Story 2, vencedora do Globo de Ouro de 1999, co-dirigindo, em seguida, Monstros S.A. (Monsters, Inc.) Antes disso, havia trabalhado com Lasseter como montador de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) e Vida de Inseto (A Bug's Life).

Antes de entrar para a Pixar, em 1994, trabalhou durante vários anos na televisão como montador e diretor. Formou-se pela prestigiosa Faculdade de Cinema da University of Southern California, em 1991, onde criou vários curtas-metragens premiados. Natural de Cleveland, Ohio, Unkrich passou os primeiros anos de sua vida adulta atuando em produções da companhia teatral da Cleveland Playhouse.

O cineasta versátil e sua esposa têm dois filhos. No momento, ele está trabalhando mais uma vez com Lasseter, como co-diretor do lançamento de 2005 da Disney/Pixar, Cars.

GRAHAM WALTERS (Produtor) faz sua estréia como produtor em Procurando Nemo (Finding Nemo), após uma carreira ilustre como diretor técnico, supervisor técnico e gerente de produção no mundo da animação digital. Walters trabalhou durante sete anos na Pacific Data Images (PDI), antes de entrar para a Pixar, em 1994. Seus créditos na Pixar incluem contribuições para Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida de Inseto (A Bug's Life) e Toy Story 2.

Nascido em Paris, França, Walters já residiu em várias cidades dos Estados Unidos, Inglaterra e Canadá. Na Universidade da Pensilvânia, formou-se em Informática e Engenharia. Graças a dotações e bolsas da NASA e da National Science Foundation, continuou seus estudos na universidade, onde obteve um mestrado em 1987.

Na PDI, trabalhou em projetos da Jim Henson Productions. Na Pixar, começou trabalhando como diretor técnico de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), foi supervisor técnico de Vida de Inseto (A Bug's LIfe) e gerente de produção de Toy Story 2.

JOHN LASSETER (Produtor Executivo) entrou para a história do cinema em 1995, como o diretor do primeiro longa-metragem feito por computação gráfica, Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), que lhe deu um Oscar® técnico especial. Subseqüentemente, voltou a ser aclamado como diretor de Vida de Inseto (A Bug's Life, 1998) e de Toy Story 2 (1999), tendo sido também produtor executivo de Monstros S.A. (Monsters, Inc.), e agora de Procurando Nemo (Finding Nemo).

Diretor e animador premiado, Lasseter continua a exercer o cargo de vice-presidente de criação da Pixar. Ele é roteirista e diretor de inúmeros curtas-metragens e comerciais da televisão para a Pixar, incluindo Luxo Jr. (indicado ao Oscar® em 1986), Red's Dream (1987), Tin Toy, que lhe deu o Oscar® de Melhor Curta-Metragem Animado de 1989, e Knick Knack (1989). Entre seus inúmeros outros créditos no cinema, também criou e animou o cavaleiro de vitral da produção de Steven Spielberg de 1985, Jovem Sherlock Holmes (Young Sherlock Holmes).

Lasseter nasceu em Hollywood e cresceu em Whittier, Califórnia. Sua mãe era professora de arte e, já no primeiro ano do segundo grau, ele se apaixonou por cartoons e pela arte da animação. Ainda no segundo grau, ele escreveu aos estúdios Disney sobre sua paixão e começou a estudar arte, aprendendo a desenhar figuras humanas e animais. Na época, a Disney estava montando um programa de animação na CalArts, uma instituição inovadora para estudo de arte, design e fotografia, e Lasseter se tornou o segundo aluno a ser aceito no programa piloto do instituto. Nos quatro anos em que cursou a CalArts, rodou dois filmes animados (Lady and the lamp e Nitemare), ambos premiados com o Student Academy Awards®, o Oscar® estudantil.

Em suas férias de verão, estagiou na Disney, sendo contratado em tempo integral pelo departamento de animação do estúdio ao se formar, em 1979. Durante os cinco anos em que trabalhou na Disney, contribuiu para filmes como O Cão e a Raposa (The Fox and the Hound) e O Natal do Mickey Mouse (Mickey's Christmas Carol). Inspirado pelo inovador e ambicioso filme da Disney, Tron, que empregava a animação digital na criação de seus efeitos especiais, Lasseter trabalhou com o colega e animador Glen Keane na criação de seu próprio projeto. Um teste de 30 segundos, baseado no livro de Maurice Sendak, Where the Wild Things Are, mostrou como a animação tradicional à mão podia ser perfeitamente combinada aos cenários e movimentos de câmera computadorizados.

Em 1983, a convite do fundador da Pixar, Ed Catmull, Lasseter visitou o departamento de computação gráfica da Lucasfilme e ficou intrigado no ato. Vislumbrando o enorme potencial da tecnologia da computação gráfica na transformação da arte da animação, ele deixou a Disney, em 1984, e foi para a Lucasfilm, para um período de apenas um mês de trabalho. Passados seis meses, Lasseter havia se tornado uma força vital e catalítica na Pixar. Trabalhando em parceria com Bill Reeves, da Pixar, Lasseter teve a idéia de transformar um par de luminárias em personagens convincentes, e assim nasceu Luxo Jr.

Atualmente, está dirigindo o novo longa da Disney/Pixar, Cars, com lançamento previsto para 2005. Lasseter e sua esposa, Nancy, residem no norte da Califórnia com os cinco filhos do casal.

BOB PETERSON (Roteirista/ Voz do "Prof. Raia") é um membro-chave da equipe da Pixar desde 1994. Entre outros créditos, dirigiu vários filmes publicitários para o departamento de curtas-metragens e foi artista de layout e animador (primordialmente do menino malvado, "Sid") de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story, 1995). Em seguida, foi artista de história de Vida de Inseto (A Bug's Life) e supervisor de história de Monstros S.A. (Monsters, Inc.).

Nascido em Wooster, Ohio, e criado no Brooklyn e em Long Island, é formado em Engenharia Mecânica pela Ohio Northern University. Enquanto estudava para o mestrado em Engenharia pela Purdue University, de Indiana, teve sua primeira experiência trabalhando num laboratório de computação gráfica. Foi lá que teve também sua primeira experiência como cartunista, como redator e desenhista de Loco-Motives, uma tira diária publicada no Journal and Courier, um jornal de West Lafayette.

Após formado, Peterson mudou-se para Santa Bárbara, Califórnia, para trabalhar na Wavefront Technologies, onde ensinou os funcionários a usarem o Maya e outros programas de computador. Posteriormente, trabalhou na produtora de Hollywood Rezn8 Productions antes de transferir-se para a Pixar, em 1994.

"Cada história em que trabalhei foi uma luta", observa Peterson. "É como se trabalhássemos com uma pedra bruta de mármore, que vamos cinzelando aos poucos até que a história nos diga como ela quer ser. Em geral, uma cena é o carro-chefe para o resto do filme. Algo estimula sua imaginação e todo o resto provém daí."

Além de seu trabalho no departamento de história da Pixar, Peterson já dublou vários personagens animados inesquecíveis da produtora: o herói e jogador de xadrez de Geri's Game (1997), e Roz, a lesma obcecada por burocracia, de Monstros S.A. (Monsters, Inc., 2001). Soma-se agora a esse repertório o papel do prof. Raia, o professor de Procurando Nemo (Finding Nemo).

Peterson reside em São Francisco com a mulher e os dois filhos do casal.

DAVID REYNOLDS (Roteirista) é um redator humorístico veterano, cujos créditos incluem o roteiro do longa-metragem animado da Disney, A Nova Onda do Imperador (The Emperor's New Groove, 2000). Também colaborou com diálogos, piadas e materiais adicionais para longas de animação dos estúdios Disney, como Mulan e Tarzan, e produções da Disney/Pixar como Vida de Inseto (A Bug's Life) e Toy Story 2.

Nos anos 80, ele e Robert Smigel chamaram atenção com seu show cômico de improviso, All You Can Eat and the Temple of Dooom [sic], e contaram com a participação dos comediantes Bob Odenkirk (de Mr Show with Bob and David) e Conan O'Brien em seu segundo show, Happy Happy Good Show. Quando O'Brien começou a apresentar o programa Late Night, da NBC, em 1993, Reynolds mudou-se para Nova York e deu início a uma temporada de dois anos como um dos redatores oficiais do programa.
No início de sua carreira, Reynolds trabalhou como ator, atuando em filmes como Soul Man e One More Saturday Night, tendo feito também participações especiais em China Beach e Crime Story. No entanto, quando começou a rescrever seus papéis para os testes que fazia, Reynolds percebeu que deveria seguir a carreira de roteirista ao invés de trabalhar como ator.

Após concluir seu trabalho em A Nova Onda do Imperador (The Emperor's New Groove), contribuiu como roteirista para diversos novos projetos de animação dos estúdios Disney, incluindo Atlantis - O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire), entre outros. Ele passou 14 meses trabalhando numa adaptação cinematográfica do clássico da literatura infantil de Maurice Sendak, Where the Wild Things Are, antes de entrar para a equipe de criação de Procurando Nemo (Finding Nemo). Atualmente, está desenvolvendo projetos para a Warner Bros., a Paramount, e voltou a trabalhar com o diretor Mark Dindal (A Nova Onda do Imperador) como roteirista do longa de animação digital da Disney, Chicken Little. Reynolds e sua mulher, Dawn, tên duas filhas e dois peixinhos dourados. A família reside na área de Hancock Park, em Los Angeles.

THOMAS NEWMAN (Compositor) criou trilhas para mais de 50 longas-metragens nos últimos 20 anos, tendo sido indicado cinco vezes ao Oscar® com suas trilhas para Adoráveis Mulheres (Little Women), Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption), ambos de 1994, Meus Tios Heróis (Unstrung Heroes, 1995), Beleza Americana (American Beauty, 1999), e Estrada Para Perdição (Road to Perdition), do ano passado. Também foi honrado com um Emmy, três Grammys e um prêmio BAFTA de Melhor Trilha Cinematográfica. Desde seus primeiros trabalhos até os mais recentes, Newman conquistou a reputação de um compositor talentoso que não tem medo de incorporar tecnologias pouco usuais em seu leque de instrumentos, seja um sampler digital ou tigelas de cozinha feitas de aço.

Nascido em 1955, filho do lendário diretor musical da 20th Century Fox, Alfred Newman, Thomas cresceu numa dinastia de três compositores célebres de Hollywood. Seu pai, Alfred, foi indicado 45 vezes ao Oscar® e, durante 35 anos, foi diretor musical da Fox; seu tio, Lionel, foi compositor e diretor musical de estúdio com mais de 50 trilhas cinematográficas em seu currículo; e outro tio, Emil, também foi regente, com quase 50 trilhas de cinema entre seus créditos. A família inclui ainda vários músicos de sucesso: o irmão, David, já compôs as trilhas de mais de 60 filmes, e o primo, Randy, é um compositor pop de grande popularidade e autor das trilhas de quatro filmes anteriores da Pixar.

Embora, de início, Thomas não tivesse intenção de se tornar compositor, ele estudou música na USC e em Yale, pensando em seguir carreira no teatro musical. Com a ajuda de Stephen Sondheim, conseguiu que sua peça Three Mean Fairy Tales, fosse encenada off-Broadway. No final dos anos 70 e início dos anos 80, Thomas foi tecladista de várias bandas, antes de retornar à Hollywood para iniciar sua carreira musical no cinema. Estreou com compositor de cinema sob os auspícios de John Williams, que o convidou para orquestrar o trecho dramático que acompanha a cena da "Morte de Darth Vader" de O Retorno do Jedi (Return of the Jedi, 1983). Pouco depois, seu amigo, o produtor Scott Rudin, convidou Newman para ajudá-lo a supervisar a trilha do filme Jovens Sem Rumo (Reckless, 1984). Thomas acabou compondo a trilha do filme e, depois disso, sua carreira como compositor de Hollywood decolou.
Thomas compõe através de associações livres; ele e um pequeno grupo costumam se reunir para sessões de improviso, que servem para gerar mais idéias ou que se tornam material bruto que Thomas posteriormente "sampleia" e insere diretamente em suas trilhas. Ele já se apropriou de todo tipo de ruído, de sanfona processada (Meus Tios Heróis/Unstrung Heroes) a cigarras (A Força de Um Passado/Flesh and Bone) e James Brown (O Homem do Sapato Vermelho/The Man With One Red Shoe). Suas trilhas incluem Academia de Gênios (Real Genius) e Procuras-se Susan Desesperadamente (Desperately Seeking Susan), ambos de 1985, Os Garotos Perdidos (The Lost Boys) e Abaixo de Zero (Less Than Zero), ambos de 1987, Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes) e O Juízo Final (The Rapture), ambos de 1991, O Jogador (The Player) e Perfume de Mulher (Scent of a Woman), de 1992, Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption), de 1994, O Povo Contra Larry Flynt (The People Vs. Larry Flynt (1996), Oscar & Lucinda (1997), O Encantador de Cavalos (The Horse Whisperer, 1998), Beleza Americana (American Beauty) e À Espera de Um Milagre (The Green Mile), ambos de 1999, Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich, 2000), Entre Quatro Paredes (In the Bedroom, de 2001), e Estrada Para Perdição (Road to Perdition) e Deixe-me Viver (White Oleander), ambos de 2002. Também compôs os temas dos seriados televisivos populares, Boston Public e Six Feet Under.

O compositor prolífico reside em Los Angeles com a mulher, Ann Marie, e os filhos do casal.

OS DUBLADORES:

ALBERT BROOKS (Marlín) empresta seu talento vocal e sua verve cômica ao peixe-palhaço tímido e super protetor que precisa enfrentar os perigos do mar aberto para tentar salvar seu filho, Nemo. Afundado até as brânquias em preocupação com o desaparecimento de seu filho, Marlín ruma em direção à baía de Sydney, vivendo a maior aventura de sua vida, descobrindo a verdadeira essência do que é ser pai e a capacidade de superar seus próprios medos.

Brooks é um dos comediantes mais criativos da indústria do cinema, além de um dos cronistas mais contumazes da vida contemporânea. Tendo iniciado sua carreira apresentando-se ao vivo como humorista em clubes de comédia, tornou-se um ator, roteirista e diretor premiado.

Ele dirigiu seis longas-metragens, incluindo Um Visto Para o Céu (Defending Your Life, também escrito e estrelado por ele), A Musa (The Muse), Mãe É Mãe (Mother), Relax (Lost in America), Um Romance Moderno (Modern Romance) e Real Life, todos também co-escritos e estrelados por ele. Lost in America e Mother foram honrados com o prêmio de Melhor Roteiro da Associação Nacional de Críticos de Cinema; Mother também venceu o prêmio de Melhor Roteiro da Associação de Críticos de Cinema Nova York.

Fez sua estréia como ator no clássico de Martin Scorsese, de 1976, Taxi Driver. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem filmes como Recruta Benjamim (Private Benjamin), Infielmente Tua (Unfaithfully Yours), Disposto a Tudo (I'll Do Anything), O Impaciente (Critical Care), Irresistível Paixão (Out of Sight) e My First Mister. Foi indicado ao Oscar® com seu desempenho em Nos Bastidores da Notícia (Broadcast News).

Nascido e criado em Los Angeles, estudou drama na Carnegie Mellon University antes de iniciar sua carreira como ator, em 1968, trabalhando como comediante na televisão. Começou no The Steve Allen Show, tornando-se mais tarde membro do elenco regular de The Dean Martin Show, e atuando em vários programas como The Ed Sullivan Show, The Merv Griffin Show, The Hollywood Palace, e tendo feito mais de 40 participações especiais no The Tonight Show de Johnny Carson.

Brooks gravou dois álbuns de comédia: Comedy Minus One e A Star is Bought. Este último foi indicado ao Grammy de Melhor Disco de Comédia.

Fez sua estréia diretorial em 1972 na série da PBS, The Great American Dream Machine. Ele adaptou um artigo que escrito para a revista Esquire, "A Famosa Escola para Comediantes de Albert Brooks", na forma de um curta-metragem. Em seguida, criou seis curtas para a temporada de estréia do Saturday Night Live.

Brooks foi honrado pelo American Film Institute com uma retrospectiva do seu trabalho no First U.S. Comedy Arts Festival de Aspen, Colorado.

Atualmente, ele pode ser visto nas telonas, contracenando com Michael Douglas no longa dirigido por Andrew Fleming, The In-Laws.

ELLEN DEGENERES (Dory) dubla uma regal blue tang com um tipo de amnésia temporária e um jeito incuravelmente otimista, que se une a Marlín em sua tentativa de salvar o filho dele. Uma boa samaritana que teria todo o prazer em lhe contar a história de sua vida, se pelo menos ela conseguisse lembrar de alguma coisa, a atitude positiva de Dory ajuda Marlín a superar obstáculos aparentemente intransponíveis.

DeGeneres comenta: "Acho que a maioria das pessoas sabe que, quando interpreto um papel num filme, faço muitas pesquisas e realmente me transformo na personagem. Por isso, para interpretar este papel, eu vivi no mar durante seis meses, com o corpo todo pintado de azul, nadando feito um peixe. Imagine meu embaraço quando me disseram que seria um filme de animação e que eu não apareceria diante das câmeras."

"Interpretei a personagem de Dory quase como se ela fosse uma criança de sete anos", acrescenta a atriz. "Ela é muito ingênua e infantil, o que é muito bonito, porque ela nunca espera que nada ruim ou perigoso aconteça. Ela está sempre feliz e otimista. Nada lhe parece ruim. Uma aventura é sempre algo bom, uma nova experiência. E uma vez que ela não se lembra das coisas, toda experiência é nova para ela. Marlín é justamente o oposto. Ele é um personagem paralisado pelo medo."

"Uma das coisas divertidas acerca do papel de Dory é que ela fala a língua das baleias", continua DeGeneres. "Eu me diverti muito inventando aquele idioma, que também exigiu bastante da minha garganta. Não recomendo isso a ninguém e quero pedir desculpas aqui aos pais, cujos filhos estejam tentando falar 'baleiês' em casa. Se isso virar moda, vai ser bem irritante ver crianças correndo por aí falando 'baleiês'."

"Adoro os temas fortes de Procurando Nemo (Finding Nemo)", conclui ela. "É uma coisa maravilhosa saber que seu pai ou sua mãe iriam até o fim do mundo procurando você. Acho que o filme também nos lembra que os peixes têm sentimentos e famílias. Isso nos faz pensar na necessidade de proteger nossos oceanos e ver como tudo é precioso nos recifes de coral."

Uma pioneira e ícone da televisão, DeGeneres fez história em abril de 1997, com sua personagem nas telinhas, 'Ellen Morgan', do seriado de Ellen. Seu legado revolucionário teve início em 1986, com sua primeira participação no The Tonight Show, quando se tornou a primeira e única mulher a ser convidada por Johnny Carson a sentar-se ao lado dele após sua primeira participação.
DeGeneres passou a primeira metade do ano de 2003 viajando pelos Estados Unidos com a turnê de seu show humorístico, Here and Now, encerrada em Nova York, em maio. HBO planeja exibir uma gravação de seu show ao vivo numa transmissão especial, em junho.

No momento, ela está se preparando para a estréia de seu próprio talk show vespertino no outono. O programa está sendo produzido em associação com a Telepictures Productions e será distribuído pela Warner Brothers Television. Também no final deste outono norte-americano, a editora Simon & Schuster publicará seu livro mais recente de contos e ensaios humorísticos.
DeGeneres foi apresentadora da cerimônia de entrega dos prêmios Emmy de 2001 e teve seu desempenho elogiadíssimo, fazendo uma combinação de seu humor inconfundível com uma emoção sincera e dando ao público pós-11-de-setembro motivos para rir.

Ela iniciou sua carreira como mestre de cerimônias de um clube noturno de comédia em sua cidade natal de Nova Orleans. Conquistou reconhecimento nacional em 1982, quando versões em vídeo de suas apresentações humorísticas ao vivo lhe valeram o prêmio da Showtime de "Pessoa Mais Engraçada da América". Mudando-se para Los Angeles, filmou seu primeiro especial da HBO, Young Comedians Reunion, depois Women of the Night (1986) e Command Performance: One Night Stand (1989), que lhe valeu uma indicação ao Cable Ace. Também foi eleita "Melhor Comediante" no American Comedy Awards, de 1991.

DeGeneres iniciou sua carreira na televisão em Open House, da Fox, atuando em seguida em Laurie Hill, da ABC, até ser convidada para estrelar These Friends of Mine da ABC, transformando em Ellen após sua primeira temporada. O seriado bateu recordes de audiência e DeGeneres foi indicada ao Emmy de Melhor Atriz em todas as temporadas. Em 1997, recebeu o cobiçado prêmio Peabody, além de um Emmy, como roteirista do episódio aclamado pela crítica, "Puppy Episode", no qual sua personagem assume ser homossexual diante de um público recorde de 46 milhões de espectadores. No ano passado, estrelou o programa da CBS, The Ellen Show.

Como produtora e estrela de Ellen, DeGeneres recebeu inúmeras honrarias, incluindo o People's Choice Award de 1995, duas indicações ao Globo de Ouro e duas indicações ao Screen Actors Guild. Entre seus créditos televisivos adicionais, foi produtora executiva e co-estrelou com Sharon Stone na produção da HBO indicada ao Emmy, Desejo Proibido (If These Walls Could Talk II), e fez participações especiais no Larry Sanders Show, que lhe deu outra indicação ao Emmy. Seus créditos cinematográficos incluem Ed TV, dirigido por Ron Howard, A Carta Anônima (The Love Letter), da Dreamworks, Goodbye Lover, da New Regency, Cônicos e Cômicos (Coneheads) e Deu Tudo Errado (Mr. Wrong), no qual co-estrelou com Bill Pullman.

DeGeneres também foi apresentadora de grandes eventos da indústria do entretenimento, incluindo a 38a e 39a Cerimônias Anuais de Entrega dos Prêmios Grammy, que lhe deram uma indicação ao Emmy; a 46a Cerimônia Anual de Entrega dos Prêmios Emmy, que lhe valeu um American Comedy Award; a Cerimônia de Honra do VH1, que lhe deu um prêmio Cable Ace; a transmissão da VH-1 Divas Las Vegas e o especial de Natal do Saturday Night Live.

Em 1995, seu primeiro livro, My Point…And I Do Have One, foi lançado em primeiro lugar na lista de bestseller do The New York Times. Em 1997, lançou o CD de comédia, Taste This. Em julho de 2000, DeGeneres retornou à vida de comediante ao vivo, embarcando numa turnê de três meses por grandes teatros de todo o país, que culminou com seu especial de sucesso aclamado pela crítica e indicado ao Emmy, The Beginning.

Desde que foi reconhecida nacionalmente com comediante, em 1982, em Nova Orleans, as muitas contribuições de Ellen à indústria do entretenimento lhe valeram muitos prêmios, incluindo um Golden Apple Award de Revelação Feminina do Ano do Hollywood Women's Press Club, um prêmio Lucy Award, em homenagem às mulheres da Televisão e do Cinema, e um prêmio da Anistia Internacional.

ALEXANDER GOULD (Nemo) dubla a voz animada do personagem título do filme, o peixe-palhaço, Nemo, cujo rapto gera um mar de aventuras que leva o peixinho - e seu pai ansioso, Marlín - do oceano à terra firme e de volta ao mar. Gould participou de audições juntamente com outros jovens candidatos ao papel e foi selecionado pessoalmente pelo diretor para Stanton interpretar o protagonista do filme.

Atualmente com nove anos, Gould trabalha como ator desde os dois anos de idade. Suas inúmeras participações como convidado especial de seriados televisivos incluem episódios de Freaks and Geeks e Malcolm in the Middle (2000), Ally McBeal, 7th Heaven e Family Law (2001), e Even Stevens e Boomtown (2002). Seus créditos na TV incluem também telefilmes como o drama da Dimension Films, Mexico City (2000), e o thriller retrô de ficção científica sobre a era do drive-in, The Day The World Ended (2001), da HBO.

Os créditos cinematográficos anteriores de Gould incluem o thriller produzido por Wes Craven, They, e longa independente Wheelmen (both 2002). O ator-mirim reside em Los Angeles.

WILLEM DAFOE (Gil) dubla o misterioso ídolo-mourisco que lidera a turma do aquário. Um veterano que vive cercado de peixes que passaram suas vidas inteiras "emparedados", Gil, que sonha em fugir do aquário, assume a proteção de Nemo sob suas nadadeiras com a esperança de que ele o ajude pôr em prática seu audacioso plano de fuga.

Ator versátil e ousado, Dafoe interpretou em 2002 dois personagens de grande visibilidade, mas diametralmente diferentes: o "Duende Verde", o arrogante milionário vilão de Homem-Aranha (Spider-Man), e "John Carpenter", um especialista em vídeo daltônico que tem uma relação de co-dependência com o astro de Guerra, Sombra e Água Fresca (Hogan's Heroes), Bob Crane, em Auto-Focus.
Registrado com o nome de "William", Dafoe era chamado na escola de "Willem" e o apelido pegou. Ainda adolescente, em sua cidade natal de Appleton, Wisconsin, começou a atuar na trupe teatral experimental, Theatre X. Posteriormente, mudou-se para Nova York, e foi co-fundador da companhia de vanguarda, Wooster Group, com a diretora Elizabeth LeCompte.

Fez sua estréia no cinema em 1980, num papel de figurante não creditado no longa de Michael Cimino, O Portal do Paraíso (Heaven's Gate). Seus créditos cinematográficos da década de 80 incluem The Loveless, de Kathryn Bigelow, Ruas de Fogo (Streets of Fire), e seu primeiro grande papel de destaque, Rick Masters, em Viver e Morrer em Los Angeles (To Live And Die in L.A., 1985), de William Friedkin. Seu primeiro personagem para o diretor Oliver Stone foi o do sargento Elias de Platoon (1986), que lhe deu uma indicação ao Oscar®; voltou a trabalhar com Stone em Nascido em Quatro de Julho (Born on the Fourth of July, 1989). Em 1988, interpretou o papel de Jesus no longa polêmico e elogiado pela crítica de Martin Scorsese, A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ), bem como o agente do FBI Ward, no longa de Alan Parker, Mississippi em Chamas (Mississippi Burning).

Em 1990, foi visto nas telonas nos filmes Coração Selvagem (Wild at Heart), de David Lynch, Tão Longe, Tão Perto (Faraway, So Close!), de Wim Wender, Basquiat, de Julian Schnabel, O Mistério de Lulu (Lulu on the Bridge), de Paul Auster, O Dono da Noite (Light Sleeper), de Paul Schrader, e eXistenZ, David Cronenberg. Em 1994, interpretou o detetive freelance John Clark, no filme de Tom Clancy, Perigo Real e Imediato (Clear and Present Danger). Em 1996, viveu Caravaggio, o ladrão sem dedo de O Paciente Inglês (The English Patient), de Anthony Minghella, e, no ano seguinte, estrelou o longa de Paul Schrader, Temporada de Caça (Affliction).

Em 2000, interpretou quatro papéis bastante diversos: o tira Donald Kimball, no dark e divertido, Psicopata Americano (American Psycho), o encarcerado "Rei do Peçado" Earl Copen, de Fábrica de Animais (Animal Factory), o padre Andre de Pavilion of Women, e o incrível Max Shreck, de A Sombra do Vampiro (Shadow of the Vampire). Este último papel lhe valeu um Independent Spirit Award, um Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante. Entre seus próximos filmes, destacam-se Once Upon a Time in Mexico, dirigido por Robert Rodriguez e co-estrelado por Antonio Banderas e Johnny Depp, no qual Dafoe interpreta o narcotraficante Barillo; The Reckoning, de Paul McGuigan, no papel do líder de uma trupe de atores que descobrem um assassinato e decidem desvendá-lo reencenando o crime na forma de uma peça teatral; e The Clearing, contracenando com Helen Mirren e Robert Redford.

Dafoe reside em Nova York, onde continua atuando com a companhia do Wooster Group, no teatro The Performing Garage, no SoHo, e também em suas muitas turnês internacionais.

GEOFFREY RUSH (Nigel) interpreta o obsequioso e fofoqueiro pelicano que defende Marlín e Dory das gaivotas e lhes dá uma carona enquanto eles estão procurando Nemo. Um veterano entre as aves locais, Nigel vive na praia e passa os dias nas docas com seus amigos penados, mas está disposto a voar e entrar em ação quando necessário.

Rush nasceu em Toowoomba, Queensland, em 1951, e cresceu em Brisbane, formando-se em Inglês pela Universidade de Queensland, em 1971. Ainda na faculdade, entrou para a Queensland Theatre Company, de Brisbane, sendo logo escalado em produções como Wrong Side of the Moon e You're a Good Man, Charlie Brown. Em 1975, mudou-se para Paris e nos dois anos seguintes estudou mímica na École Jacques Lecoq.

Retornou à Austrália e, em 1979, contracenou com seu colega de apartamento, Mel Gibson, na montagem de Sydney de Esperando Godot (Waiting for Godot). No início da década de 80, Rush era membro da companhia de Jim Sharman, a Lighthouse, e também dirigiu produções da Queensland Theatre Company, do Festival de Adelaide, e da Company B Belvoir. Construiu paulatinamente a reputação de um dos melhores atores teatrais australianos, premiado em montagens como o sucesso de crítica, The Diary of a Madman, The Government Inspector, de Gogol, Tio Vânia (Uncle Vanya), de Chekhov, e Oleanna, de David Mamet.

Rush fez sua estréia cinematográfica no longa de 1981, Hoodwink; mas o teatro sempre foi sua prioridade e, por isso, ele só atuou em mais dois filmes nos quatorze anos seguintes, Starstruck (1982) e Twelfth Night (1987). Após se recuperar do que ele descreve como um "acesso total e desvairado de loucura" em 1992, decidiu seguir adiante com sua predileção por interpretar "excêntricos marginalizados" e aceitou o papel do pianista David Helfgott na cinebiografia, Shine - Brilhante (Shine, 1996). Seu desempenho sensacional lhe deu inúmeros prêmios, incluindo um Globo de Ouro, um prêmio BAFTA e, por fim, o Oscar® de Melhor Ator.

Dois anos depois, foi visto em trajes de época duas vezes no mesmo ano: interpretando um emissário secreto da rainha no épico, Elizabeth, e também o empresário miserável de Shakespeare, no sucesso vencedor do Oscar®, Shakespeare Apaixonado (Shakespeare in Love), que lhe deu uma indicação ao Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante. Seus créditos cinematográficos incluem ainda o papel de Javert, de Les Miserables (1998), o malfeitor Casanova Frankenstein, do thriller cômico Heróis Muito Loucos (Mystery Men, 1999), o Marquês de Sade em Os Contos Proibidos do Marquês de Sabe (Quills, 2000), o dedo-duro Harry Pendel, de O Alfaiate do Panamá (The Tailor of Panama, 2001) e Leon Trotsky, amante da personagem-título de Frida (2002).

Entre seus futuros lançamentos, destacam-se os papéis de Peter Sellers em The Life and Death of Peter Sellers, co-estrelado por John Lithgow e Charlize Theron; do superintendente Hare de The Kelly Gang, contracenando com Heath Ledger e Naomi Watts; o pirata-zumbi Capitão Barbossa, de Piratas do Caribe (Pirates of the Caribbean), da Disney, co-estrelado por Johnny Depp e Orlando Bloom; e o filme dos irmãos Coen, Intolerable Cruelty, co-estrelado por George Clooney e Catherine Zeta-Jones. Rush reside em Sydney.

BARRY HUMPHRIES (Bruce) interpreta o papel do Grande Tubarão Branco que está louco para parar de comer peixes. Torturado pelo vício de comer peixe fresco, Bruce jurou cortar de sua dieta qualquer alimento ictiológico e transformar os peixes em amigos, não em alimento, mas, a exemplo de todos os viciados em recuperação, ele está a apenas uma mordida de uma recaída carnívora.

Humphries é não só um ator renomado na Europa e na Austrália, mas também um dos paisagistas mais populares da Austrália. Seus quadros fazem parte de inúmeros acervos públicos e privados, tanto em seu país natal quanto no exterior. É formado pela Universidade de Melbourne em Direito, Filosofia e Artes. Foi na Universidade de Melbourne que realizou suas primeiras exposições dadaístas - experiências de anarquia e estilo visual que se tornaram parte do folclore australiano.

Após compor e interpretar canções e esquetes nas revistas musicais da universidade, Humphries entrou para a recém-formada Melbourne Theatre Company. Em 1956, criou o personagem da sra. Everage, uma dona-de-casa de Melbourne, papel este que, posteriormente, se tornou um sucesso internacional e deu origem à imensamente popular Dame Edna.

Em Sydney, no final da década de 50, juntou-se ao Philip Street Revue Theatre, o primeiro teatro australiano onde foram encenadas produções de revista e sátiras. Após uma longa temporada na qual desenvolveu seus recém-criados personagens, interpretou o papel de Estragon, em Esperando Godot (Waiting for Godot). A produção foi a primeira peça de Samuel Beckett montada na Austrália. Posteriormente, ele participou de uma produção infantil de pantomima e de uma revista de grande sucesso, que deu a "Edna" seu primeiro papel de protagonista. Em 1959, Humphries se casou e velejou até Veneza.

Nos anos 60, atuou em inúmeras produções do West End, de Londres. Entre seus créditos teatrais dessa época, destacam-se os musicais Oliver! e Maggie May, de Lionel Bart, e as montagens teatrais e radiofônicas de peças de seu amigo, Spike Milligan, em particular, The Bed Sitting Room. Ele também trabalhou em produções de Joan Littlewood no Stratford East, e interpretou Long John Silver, no Mermaid Theatre. Em 1967, interpretou o papel de Fagin na remontagem do Piccadilly Theatre de Oliver!

Entre uma e outra montagem teatral no West End, retornava regularmente à Austrália com um novo show solo, apresentando uma grande variedade de personagens, incluindo a personagem feminina, Edna, cuja popularidade crescia rapidamente.

No início da década de 70, com seu amigo, o diretor Bruce Beresford (Conduzindo Miss Daisy/Driving Miss Daisy), Humphries foi visto nas telas de cinemas no papel de Barry Mackenzie, um personagem que ele havia inventado nos anos 60 numa tira de quadrinhos cult que ele escrevia para a revista satírica de Peter Cook, Private Eye.

Em meados dos anos 70, Humphries havia parado de interpretar personagens em filmes, peças e show de TV britânicos para estrelar seu próprio show solo no Apollo Theatre, de Londres. Housewife Superstar!, protagonizado por Dame Edna, tomou Londres de assalto e continua sendo encenada no West End até hoje, culminando com o sucesso de Edna the Spectacle, no Theatre Royal Haymarket. Em 1979, venceu o prêmio da Society of West End Theatres com A Night With Dame Edna, no Piccadilly Theatre. Desde então, já acumulou inúmeros prêmios por seu trabalho no teatro e na TV, incluindo a Rose d'Or de Montreux, em 1992, por seu programa televisivo, A Night on Mount Edna. Apresentou-se em turnês teatrais na Alemanha, Escandinávia, Holanda, no Extremo Oriente e no Oriente Médio, tendo gravado especiais televisivos de Dame Edna para a NBC e a Fox.

Mais recentemente, viveu o papel de Dame Edna na televisão como integrante do elenco regular de Ally McBeal da Fox, e, nos cinemas, interpretou a sra. Crummles/sr. Leadville, na elogiadíssima adaptação recente de Douglas McGrath de Nicholas Nickleby, de Charles Dickens. Os créditos cinematográficos adicionais de Humphries incluem Endiabrado (Bedazzled), The Bliss of Mrs. Blossom, The Naked Bunyip, Barry Mackenzie Holds His Own, Shock Treatment e Minha Amada Imortal (Immortal Beloved).

Como suas produções em Londres atraíam muitos turistas do Canadá e dos EUA, "Dame Edna" achou que já era hora de visitar este continente intrigante e mal compreendido. Após uma temporada de grande sucesso em São Francisco, o show de Barry estreou na Broadway. Dame Edna: The Royal Tour tornou-se um dos maiores sucessos da Broadway da temporada de 2000, conquistando um Drama Desk Award, um Outer Critics Circle Award e um prêmio Tony especial Live Theatrical Event. Após sua temporada na Broadway, Dame Edna embarcou numa turnê nacional recebendo elogios rasgados da crítica e o prêmio de 2001 da National Broadway de Melhor Ator e Melhor Produção.

Humphries também é autor de vários livros, romances, autobiografias, livros de poemas e peças. Sua autobiografia venceu o prêmio J.R. Ackerley de 1993 e ele é sujeito de dois estudos críticos e biográficos: The Real Barry Humphries, de Peter Coleman, e Dame Edna Everage, de John Lahr (crítico teatral da The New Yorker). Em 1982, foi-lhe outorgada a Ordem da Austrália e, em 1994, recebeu um título de Doutor Honoris Causa da Universidade Griffith (Austrália). É casado com Lizzie Spender, filha do poeta britânico Sir Stephen Spender, com quem tem dois filhos e duas filhas.

AUSTIN PENDLETON (Gurgle) interpreta um peixe grama real neurótico, um dos integrantes da turma do aquário que Nemo conhece ao ser levado para Sydney. Gurgle, um peixinho obsessivo que morre de medo de micróbios, passa os dias nadando de um lado para o outro em pânico, tentando não tocar em nada.

Ator de cinema e teatro e diretor, Austin Pendleton ama as artes dramáticas desde a sua infância em Warren, Ohio, quando sua mãe, atriz e diretora do grupo teatral local, Trumbull New Theatre, ensaiava na sala de estar da casa da família. Já adolescente, Austin fundou com amigos seu próprio grupo de teatro, o Atlantic Players. Mais tarde, ele trabalhou no Williamstown Theater Festival enquanto estudava na Universidade de Yale, onde bacharelou-se em Inglês, em 1961.

Pendleton fez sua estréia off-Broadway, em 1963, na peça Oh Dad, Poor Dad, Mama's Hung You in The Closet And I'm Feeling So Sad. Seus créditos adicionais deste período em Nova York incluem Um Violinista no Telhado (Fiddler on the Roof, 1964), no qual interpretou o papel do alfaiate, Motel, Little Foxes (1967) e The Last Sweet Days of Isaac (1970).

O Festival de Williamstown convidou Pendleton a dirigir Tartuffe em 1969 e, em 1972, ele dirigiu a montagem do Festival de Tio Vânia (Uncle Vanya). Pendleton mantém seu relacionamento profissional com o Festival, onde atua e trabalha como diretor associado. Seus créditos diretoriais na Broadway incluem Say Goodnight Gracie (1979) e a peça indicada a vários prêmios Tony, Little Foxes (1981), que marcou a estréia de Elizabeth Taylor na Broadway.

Um diretor de Chicago solicitou a ele que montasse Say Goodnight Gracie na cidade, em 1979, insistindo para que Pendleton a dirigisse usando uma companhia de jovens atores chamada Steppenwolf. O elenco, que incluía John Malkovich e Joan Allen, deu tal fôlego à peça que Austin readaptou totalmente a montagem para o novo elenco. Esse foi o início do relacionamento de Pendleton com a Steppenwolf, para quem, posteriormente, ele dirigiu Loose Ends (1982), As Três Irmãs (The Three Sisters, 1984), e Gata em Telhado de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof, 1987). Em 1987, foi aceito como membro-titular da Steppenwolf.

Pendleton é autor de três peças: Booth, encenada pela primeira vez em Nova York em 1994; Uncle Bob, produzida em Nova York e montagem em seguida no Steppenwolf e no Festival de Edimburgo, em 1995; e Orson's Shadow, montada originalmente no Steppenwolf, em 2000, e atualmente em turnê.

Estreou no cinema no longa de 1968 do diretor Richard Lester, Petulia. Os mais de 60 longas em seu currículo incluem Ardil 22 (Catch-22, 1970), Essa Pequena é Uma Parada (What's Up Doc?, 1972), A Primeira Página (The Front Page, 1974), The Muppet Movie (1979), Starting Over (1979), Meu Primo Vinny (My Cousin Vinny, 1992), Searching for Bobby Fisher (1993), O Guarda-Costas e a Primeira Dama (Guarding Tess, 1994), Don't Drink the Water (1994), The Fifteen Minute Hamlet (1995), Amistad (1997), Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind, 2001) e Counting Sheep (2002).

O ator reside em Nova York com sua esposa, Katina. Atualmente, é professor do Herbert Berghof Studio.

JOHN RATZENBERGER foi dublador de todos os longas-metragens produzidos pela Pixar até hoje e acrescenta mais um crédito ao seu currículo com Procurando Nemo (Finding Nemo). A voz familiar que surge em meio ao cardume de peixes e que guia Dory e Marlín na direção certa em sua busca frenética por Nemo pertence ao ator e comediante veterano. Neste novo papel para a Pixar, ele confere ao seu personagem o mesmo carisma que já havia demonstrado no papel de Porquinho, o cofrinho de brinquedo dos dois filmes Toy Story e no papel (meio chamuscado) de P. T. Pulga, o apresentador do circo de pulgas de Vida de Inseto (A Bug's Life) e o solitário Abominável Homem das Neves de Monstros S.A. (Monsters, Inc).

Após anos de enorme sucesso no papel de Cliff Clavin, carteiro e rei da cultura inútil de Cheers, o seriado televisivo de grande sucesso, Ratzenberger passou a trabalhar como produtor, diretor e roteirista. Sua companhia, a Fiddlers Bay Productions, está produzindo atualmente uma série baseada na vida incrível do lendário agente secreto do FBI, Willie Reagan, e Ratzenberger está escrevendo e produzindo um seriado animado para a Film Roman, intitulado McShegney.

Nascido em Bridgeport e criado em Black Rock, Connecticut, cursou a Sacred Heart University, onde formou-se em inglês, estudou caratê e foi professor de arco e flecha. Em seu tempo livre, entrou para o clube de teatro, fazendo sua estréia nos palcos em Summer and Smoke. Em seguida, protagonizou Amor, Sublime Amor (West Side Story) e Esperando Godot (Waiting for Godot).

Após quatro anos de estudos, aceitou um emprego num pesqueiro de ostras até o dia em que foi recebido nas docas por um grupo de ex-colegas da universidade. Eles o haviam localizado para que ele substituísse o ator principal de sua montagem da comédia Luv, de Murry Schisgal, no Stowe Playhouse. Ele permaneceu na companhia teatral, apresentando-se em vários shows solo, até decidir trabalhar como ferreiro e carpinteiro em North Wolcott, Vermont. Dois anos depois, viajou para uma visita de três semanas a Inglaterra, onde permaneceu 10 anos.

Em Londres, fundou um grupo de teatro de improviso, Sal's Meat Market, no qual era co-roteirista, diretor e ator, às vezes interpretando até 15 personagens por show. Após atrair a atenção do British Arts Council, ele e um sócio receberam verbas para apresentar-se em turnês em clubes e teatros de toda a Europa.

Estreou no cinema, em 1974, em The Ritz, dirigido por Richard Lester e estrelado por Rita Moreno. Desde então, já atuou em 30 longas, incluindo A Bridge Too Far, Yanks, Superman, Superman II, Na Época do Ragtime (Ragtime), O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back), Outland, Gandhi, O Diabólico Agente D.C. (That Darn Cat) e Tick Tock. Mais recentemente, dublou a voz do assistente de gerente da casa de banhos do longa-metragem de animação vencedor do Oscar® de 2003, Spirited Away - A Viagem de Chihiro (Miyazaki's Spirited Away).

Ao retornar aos EUA em 1981, atuou em telefilmes e seriados televisivos como Hill Street Blues, Code Red, no telefilme das NBC, Wedding Bell Blues, além, é claro, de Cheers. Dirigiu vários filmes e seriados da TV, incluindo Sister Sister, Madman of the People e Evening Shade, entre inúmeros outros. Estrelou também The Pennsylvania Miners' Story, da ABC, no papel do mineiro Tom Foy, além do popular seriado cômico, 8 Simple Rules for Dating My Teenage Daughter, contracenando com John Ritter. Atualmente, está produzindo e apresentando uma série do canal Discovery, intitulada Made in America.

É chairman da childrenwithdiabetes.com, o maior site da internet dedicado a pesquisas e trocas de informações sobre a diabetes infantil, cuja campanha já arrecadou mais US$100 milhões para pesquisas da doença. Como parte de seu trabalho humanitário, ele está no momento trabalhando com o Diabetes Research Institute, baseado na Universidade de Miami.

Ratzenberger reside com a mulher e os dois filhos do casal em Los Angeles. Ele é membro da junta diretora da Universidade de Pepperdine e, nas noites de quarta-feira, toca bateria com o grupo de gaitistas de fole, Sons of the Desert.

ALLISON JANNEY (Peach) interpreta uma astuta estrela-do-mar que vigia constantemente tudo que acontece no mundo fora do aquário e imediatamente relata todos os novos procedimentos odontológicos aos seus ansiosos colegas do aquário.

Atualmente, está atuando na quarta temporada do seriado dramático da NBC aclamado pela crítica e premiado com o Emmy, The West Wing, no papel da secretária de imprensa, C.J. Cregg. Veterana dos palcos e do cinema, vencedora de três Emmys e cinco prêmios do Screen Actors Guild, o sindicato de atores de cinema dos EUA, Janney também possui prêmios do Outer Critics Circle, Theatre World e um Drama Desk por seu trabalho nos palcos nova-iorquinos.

A atriz cresceu em Dayton, Ohio, a mesma cidade natal do seu co-astro, o presidente de West Wing, Martin Sheen. Seu pai era um músico de jazz que trabalhava durante o dia numa imobiliária e sua mãe foi uma atriz de formação acadêmica que deixou a carreira de lado ao se casar. Ela decidiu seguir a carreira de atriz ainda no primeiro ano da Kenyon College, de Ohio. A faculdade, também alma mater de Paul Newman, estava apresentando uma montagem estrelada por Newman e sua esposa, Joanne Woodward, em seu teatro recém-inaugurado. Newman e Woodward se interessaram de imediato por Janney e Woodward conseguiu que Janney fosse admitida na companhia teatral Neighborhood Playhouse, de Nova York, imediatamente após sua formatura.}

Ns década de 80 e início dos anos 90, Janney atuou em várias montagens off- e off-off-Broadway. Trabalhou em alguns filmes da televisao e produções independentes do cinema até 1995. Teve sua primeira grande chance no papel de Ann, o amor secreto do tímido "Primo", interpretado por Tony Shalhoub, em A Grande Noite (Big Night, 1996), de Stanley Tucci. Em 1997, atuou na remontagem da Broadway de Present Laughter, de Noel Coward, que lhe valeu um prêmio Outer Critics Circle de Melhor Atriz. No ano seguinte, venceu o mesmo prêmio e também um Drama Desk, além de ter sido indicada ao cobiçado prêmio Tony, no papel de Beatrice, da remontagem da Broadway de A View From the Bridge, Arthur Miller.

Os créditos cinematográficos de Allison Janney incluem Tempestade de Gelo (The Ice Storm, 1997); Segredos do Poder (Primary Colors, 1998); Celebridades (Celebrity, 1998); 10 Coisas Que Eu Odeio em Você (Things I Hate About You, 1999); o vencedor do Oscar® de Melhor Filme, Beleza Americana (American Beauty, premiado com o Screen Actors Guild Award de 1999 de Melhor Desempenho de Elenco); A Enfermeira Betty (Nurse Betty, 2000) e o filme indicado ao Oscar®, As Horas (The Hours, 2002). Em breve, ela será vista nos cinemas em How to Deal, contracenando com Mandy Moore e Peter Gallagher.

Seus créditos teatrais nos palcos nova-iorquinos incluem uma montagem de A Megera Domada (The Taming of the Shrew), do Festival Shakespeare in the Park, Blue Window, Bad Habits e New England, do Manhattan Theatre Club; Five Women Wearing the Same Dress, de Alan Ball, para a Manhattan Class Company; Velvet Elvis do Actors Group de Nova York; e Fat Men in Skirts, da Naked Angels Theater Company.

STEPHEN ROOT (Bubbles) interpreta um peixe yellow tang com uma obsessão ligeiramente maníaca pelas bolhas que saem da arca do tesouro dentro do aquário. Em sua opinião, todas elas lhe pertencem, são só dele - para serem amadas, adoradas e protegidas de ataques imaginários. Root é mais conhecido dos telespectadores no papel de Jimmy James, o excêntrico dono da emissora de NewsRadio, da NBC, e como dublador do barbeiro do exército, o divorciado Bill Dauterive, de King of the Hill, da Fox.

Root estudou teatro e televisão na Universidade da Flórida. Enquanto cursava a universidade, venceu uma audição regional da National Shakespeare Company e abandonou os estudos para embarcar numa turnê de três anos pelos EUA e Canadá, interpretando vários papéis em Hamlet, The Winter's Tale e Romeu e Julieta (Romeo and Juliet). Subseqüentemente, fixou-se em Nova York, onde, após algum tempo trabalhando como garçom, fez sua estréia off-Broadway numa remontagem de Journey's End. Foi escalado em seu primeiro papel na Broadway em So Long on Lonely Street em 1986 e, no ano seguinte, interpretou Frank Lubey na remontagem premiada com o Tony de All My Sons, de Arthur Miller. Nesse mesmo ano, estrelando a turnê da peça Conduzindo Miss Daisy (Driving Miss Daisy), na qual contraceva com Julie Harris, mudou-se para Los Angeles.

O ator atuou em dois longas-metragens por ano nos primeiros quatro anos em que residiu no sul da Califórnia, incluindo 'Crocodilo' Dundee 2 (Crocodile Dundee II), Comando Assassino (Monkey Shines), Chuva Negra (Black Rain), Ghost - Do Outro Lado da Vida (Ghost) e outros, antes de atuar em vários telefilmes e fazer participações em inúmeros seriados. Seus créditos televisivos incluem telefilmes como The Betty Broderick Story e Class of '61 (ambos de 1992). Também teve papéis recorrentes em From the Earth to the Moon, Sweet Justice e L.A. Law. Foi indicado a um prêmio Cable Ace de Melhor Ator Coadjuvante com Road to Galveston (1996), da USA Network.

Em 1991, estrelou sua primeira série televisiva, The Golden Years, de Stephen King. Foi escalado para o papel de R.O. Moon no seriado exibido em curta temporada, Harts of the West, de 1993, antes de ser convidado para interpretar Jimmy James, de NewsRadio, o único humorístico da história da televisão com dez de seus episódios intitulados em homenagem a álbuns do Led Zeppelin. Acerca de seu personagem excêntrico e bilionário, Root dizer ter encontrado inspiração em sua própria família: "Meu pai, um empreiteiro de construção, sabia exatamente como fazer as coisas de modo simples e direto."

Estreou como dublador de animação em 1997, ao criar o personagem Bill Dauterive, o vizinho solitário de Hank Hill, no popular seriado de Mike Judge para a FOX, King of the Hill. O personagem resumiu certa vez seu estado de espírito com a tirada, hoje clássica, "Estou tão deprimido que não consigo nem piscar." Além dos papéis adicionais de Strickland e Topsy em King of the Hill, os créditos adicionais de Root em animação incluem o Dr. Donovan de Big Guy and Rusty the Boy Robot, o xerife de Buzz Lightyear do Comando Estelar (Buzz Lightyear of Star Command) e Cat Man de Justice League. No ano passado, também dublou a voz do urso Zeb Zoober, de Beary e os Ursos Caipiras (Country Bears), da Disney, e do rinoceronte belicoso Frank, de A Era do Gelo (Ice Age).

Seus créditos cinematográficos incluem o papel de "Gary Murray" em Buffy - A Caça-Vampiros (Buffy the Vampire Slayer, 1992), o burocrata miserável "Milton Waddams", do longa de Mike Judge, Como Enlouquecer Seu Chefe (Office Space, 1999), o chefe da NorthAm Robotics "Dennis Mansky", de O Homem Bicentenário (Bicentennial Man, 1999), e "Lund", o gerente da estação cego do filme dos irmãos Coen, E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (O Brother, Where Art Thou?, 2000). No final deste ano, Root poderá ser visto no filme mais recente do diretor Kevin Smith, Jersey Girl, da Miramax.

O ator reside em Los Angeles e passa suas horas de folga com a família e jogando golfe.

JOE RANFT (Jacques) confere um jeito divertido ao super-zeloso camarão limpador do aquário, um perito em limpeza de tudo que se encontra ao seu redor - sejam seus amigos, sejam objetos. Um profissional exigente e eficiente, Jacques não consegue manter a boca longe do lixo orgânico e sente desejo de comer algas como os "chocólatras" sentem desejo de comer cacau.

Roteirista veterano da Disney e Pixar, é reconhecido no meio como um dos maiores roteiristas do mundo da animação. Suas contribuições para diversos dos últimos filmes animados Disney demonstra sua versatilidade e talento. Ele continua a moldar e influenciar grandes produções, através do seu trabalho atual para a Pixar. Entre seus créditos mais recentes como chefe de roteiro, estão longas de animação digital da Pixar, longas de animação tradicional e os dois projetos revolucionários em animação stop-motion do diretor Henry Selick: O Estranho Mundo de Jack (Tim Burton's The Nightmare Before Christmas, de 1993) e James e o Pêssego Gigante (James and the Giant Peach, de 1996).

Nascido em Pasadena, Califórnia, e criado em Whittier, estudou animação na CalArts durante dois anos, antes de entrar para a equipe de animadores da Disney, em 1980. Estagiou com o lendário animador Eric Larson e estreou como roteirista em The Brave Little Toaster, depois num especial de TV do EPCOT Center, e trabalhando ainda nas duas versões preliminares de Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit) e O Ratinho Detetive (The Great Mouse Detective). Em seguida, criou storyboards para Oliver e Sua Turma (Oliver & Company) e A Pequena Sereia (The Little Mermaid), antes de passar a chefe de roteiro de Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (The Rescuers Down Under). Ele e Mark Kausler também criaram os storyboards do hilário, What's Cookin'?, o desenho animado exibido na abertura do grande sucesso de bilheteria de 1988 da Touchstone Pictures, Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit).

Em 1990, Ranft mudou-se para Seattle por um ano para escrever um livro infantil e, um ano depois, mudou-se novamente para San Francisco para trabalhar na Pixar e nos dois filmes de Henry Selick. Além de seus créditos como roteirista de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida de Inseto (A Bug's Life), Toy Story 2 e Monstros S.A. (Monsters, Inc.), Ranft trabalhou como dublador em todos os longas-metragens da Pixar, incluindo Lenny, o binóculo, de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), o esfomeado e insaciável Chucrute, a lagarta de Vida de Inseto (A Bug's Life), Wheezy, o pingüim de Toy Story 2, e Pete "Garras" Ward de Monstros S.A. (Monsters, Inc.).

Ranft reside em Marin County com a esposa Sue, o filho do casal, Jordan, e sua filha Sophia.

BRAD GARRETT (Bolota) interpreta um baiacu temperamental preso num aquário com outros seis peixes neuróticos. Bolota tenta manter a calma, mas o estresse da vida num aquário pode fazê-lo explodir a qualquer momento.

Garrett interpreta Robert, o irmão mais velho de Ray Romano, no popular seriado da CBS, Everybody Loves Raymond, que lhe valeu duas indicações ao Emmy e, em 2002, um prêmio Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em Seriado Humorístico.

Criado em Woodland Hills, Califórnia, nasceu no dia 14 de abril de 1960. Após concluir o segundo grau, começou a trabalhar como humorista em vários clubes de comédia de Los Angeles, começando no Ice House de Pasadena e no The Improv de Hollywood. Sua primeira participação, aos 23 anos, no The Tonight Show Starring Johnny Carson, fez dele um dos comediantes mais jovens a se apresentar no programa.

Após essa participação, sua carreira como humorista decolou e ele estrelou várias produções em casas noturnas importantes, além de ter se apresentado como número de abertura de lendas como Frank Sinatra, Diana Ross, Julio Iglesias, Liza Minnelli e Sammy Davis, Jr. Em 1989, o Las Vegas Review Journal elegeu Garrett o melhor comediante trabalhando em Vegas.

Nesta época, fez sua estréia na televisão. Teve participações especiais em Roseanne e Mad About You e tornou-se popular no papel do mecânico obsessivo de Seinfeld (que rouba o Saab de Jerry para lhe ensinar uma lição sobre a manutenção precária do veículo).

Atualmente em sua oitava temporada na CBS, Everybody Loves Raymond continua sendo um sucesso de crítica e de audiência, com um ibope alto o suficiente para justificar seu lugar semanal na grade do horário nobre da emissora. Garrett interpreta Robert, policial de NY e irmão de Ray Barone (Ray Romano). Robert vive à sombra de seu irmão jornalista esportivo, uma rivalidade que ajudou a cunhar o título do seriado.

Como dublador, os créditos do ator incluem Fatso, o fantasma do sucesso de 1995, Casper - Gasparzinho, o Fantasminha Camarada (Casper), e Dim, o besouro de do longa da Pixar/Disney, Vida de Inseto (A Bug's Life). Depois disso, foi visto em Don King - O Rei do Boxe (Don King: Only in America), da HBO, em George B., com David Morse (finalista no Festival de Cinema de Sundance de 1997), Jogo Suicida (Suicide Kings) com Christopher Walken, Clubland, da Showtime, com Alan Alda, e em Sweet and Lowdown, dirigido por Woody Allen e co-estrelado por Sean Penn e Uma Thurman. Garrett também já foi apresentador convidado do The Late Show, substituindo David Letterman.

Em 2002, interpretou Jackie Gleason no telefilme da CBS aclamado pela crítica, Gleason, que lhe valeu uma indicação ao prêmio de Melhor Ator de Filme ou Minissérie do Screen Actors Guild, o sindicato dos atores de cinema.

Garrett reside em Los Angeles, Califórnia, com sua esposa, o filho e a filha.

VICKI LEWIS (Deb/Flo) interpreta um peixe-donzela chamado Deb que mora no aquário com uma irmã-gêmea, Flo, que estranhamente se parece com o reflexo de Deb no vidro do aquário. As duas jovens são literalmente inseparáveis, exceto quando Deb se afasta do vidro. Lewis, que é atriz, cantora e bailarina, é outra veterana do seriado televisivo NewsRadio no elenco de Nemo, após cinco temporadas interpretando Beth, a sarcástica secretária, de Jimmy James, interpretado por Stephen Root.

Lewis pretendia seguir a carreira de bailarina após concluir o segundo grau em sua cidade natal de Cincinnati, Ohio, em 1978, mas seu pai insistiu que ela fizesse um curso mais sensato, como administração. Ela matriculou-se na Universidade de Cincinnati, onde o chefe do Departamento de Teatro logo a descobriu e insistiu que ela estudasse teatro musical. Estimulada por ele, ela transferiu-se de curso, matriculando-se no College Conservatory of Music.

Após formada, mudou-se para Nova York para seguir a carreira teatral, estrelando as montagens off-off Broadway de The Times, no Circle Repertory, The Cherry Orchard e The Eclipse, no Ensemble Studio Theatre, Snoopy no Lambs Theatre, e 12345 no Manhattan Theatre Club. Off-Broadway, seus créditos incluem A Bundle of Nerves no Village Gate, Angry Housewives no Minetta Lane Theatre e I Can Get It For You Wholesale no American Jewish Theatre.

Fez sua estréia na Broadway ainda no início de sua carreira, no musical de curta temporada, Do Black Patent Leather Shoes Really Reflect Up?, encenado no Alvin Theatre, em maio de 1982. Em seguida, atuou na versão musical original de The Wind in the Willows, no Nederlander Theatre, no inverno de 1985. Em 1990, interpretou o papel de "Mary Warren" na remontagem elogiada pela crítica do Roundabout Theatre de As Bruxas de Salem (The Crucible) e, em mais de 700 récitas em 1994 e 1995, interpretou o papel da repórter Gloria Thorpe na remontagem de sucesso de Damn Yankees, no Marquis Theatre. Em 1999, participou da turnê de Chicago, em Las Vegas, interpretando a vedete assassina, Velma Kelly; após o encerramento da turnê de Las Vegas, em fevereiro de 2000, integrou-se ao elenco da montagem da Broadway, no Schubert Theatre, de Nova York.

Lewis estreou na TV no telefilme de 1985, The Day The Senior Class Got Married. Seus créditos televisivos adicionais incluem os papéis de Gloria Rasputin em Bye Bye Birdie (1995), da ABC, e de Myrna Factor em The Huntress (2000), da USA Network. Fez participações especiais em Home Improvement, Murphy Brown, Caroline in the City, King of the Hill e Seinfeld (interpretando Ada, a secretária altamente eficiente de Jason Alexander). Após seu primeiro papel regular no popular seriado humorístico, NewsRadio, interpretou o papel da documentarista divorciada Nora Bernstein-Flynn, em Three Sisters (2001-2), da NBC.

Em 1994, o diretor James L. Brooks escalou-a em seu primeiro longa-metragem do cinema, Disposto a Tudo (I'll Do Anything, 1994). Os créditos cinematográficos adicionais de Lewis incluem Um Ratinho Encrenqueiro (Mouse Hunt, 1997), Godzilla (1998), À Beira da Loucura (Breakfast of Champions) e Alto Controle (Pushing Tin), ambos de 1999. Seu trabalho como dubladora de animação inclui os papéis de Arachne, no seriado televisivo Disney, Hércules (Hercules), e de Posey Tyler, em Mission Hill, atualmente exibido pela Cartoon Network.

Vicki Lewis reside em Los Angeles com seu co-astro de Disposto a Tudo (I'll Do Anything), Nick Nolte.

ERIC BANA (Anchor) dubla um tubarão-martelo que odeia golfinhos.

Eric fez sua estréia cinematográfica num papel coadjuvante no filme australiano, De Olho na Rua (The Castle), de 1997, sendo elogiado em seguida no papel-título de Mark "Chopper" Read do longa-metragem Chopper, exibido em sua estréia no Festival de Cinema de Sundance de 2001 e bastante elogiado em seu lançamento nos EUA, após tornar-se um sucesso de crítica na Austrália.

Co-estrelou o filme de Ridley Scott, Falcão Negro em Perigo (Black Hawk Down), no papel do sargento "Hoot" Gibson da força Delta, um grupo de soldados de elite das Forças Armadas dos EUA, contracenando com Josh Hartnett, Ewan McGregor e Tom Sizemore. O aclamado filme de guerra do diretor Ridley Scott, produzido por Jerry Bruckheimer para a Sony Pictures, foi baseado no best-seller do jornalista Mark Bowden sobre a missão norte-americana em Mogadício, Somália, em 1993.

Em seguida, Bana viverá o papel-título do Incrível Hulk, de The Hulk, dirigido por Ang Lee para a Universal Pictures e baseado no personagem da Marvel Comics. O filme, co-estrelado por Jennifer Connelly, será lançado em junho de 2003.

Em abril de 2003, Bana iniciou a produção do longa Troy, da Warner Brothers, no qual interpreta Hector, Príncipe de Troy. Baseado no poema épico de Homero, o filme é co-estrelado por Brad Pitt e tem lançamento previsto para o verão de 2004.

BRUCE SPENCE (Chum) abocanhou com todas as forças o papel do tubarão-anequim hiperativo. Natural da Nova Zelândia, seus créditos como ator incluem papéis em vários longas da série Mad Max, bem como Cidade das Sombras (Dark City, como sr. Wall), Ace Ventura - Um Maluco na África (Ace Ventura: When Nature Calls, como Gahjii), o telefilme Moby Dick e o lançamento da Disney Video Premiere de 2003, Inspetor Gadget 2. No final deste ano, será visto no terceiro e último episódio da trilogia épica Senhor dos Anéis, de Peter Jackson: O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (Lord of the Rings: The Return of the King), no papel de "Mouth of Sauron", e também em The Matrix: Revolutions como "Trainman."


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