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Procurando
Nemo |
Os mesmos criadores e vencedores do Oscar® com Toy Story,
Vida de Inseto (A Bug's Life) e Monstros S.A. (Monsters, Inc.), mergulham
num mundo totalmente novo de animação digital, diversão e fantasia
nesta deslumbrante aventura submarina, Procurando Nemo (Finding Nemo). O
novo longa-metragem da Pixar Animation Studios, apresentado pela Walt
Disney Pictures, segue as epopéias cômicas de dois peixes - o super
cauteloso Marlín e seu filho curioso, Nemo - que se separam na Grande
Barreira de Coral australiana quando Nemo é levado por um mergulhador.
Acompanhado por uma peixinha simpática mas esquecida, chamada Dory,
Marlín embarca num périplo cheio de perigos e descobre-se o improvável
herói de uma jornada emocionante à procura de seu filho - que também
arquiteta planos bastante ousados para conseguir voltar para casa em
segurança.
Escrito e dirigido pelo indicado ao Oscar®, Andrew Stanton, co-diretor do
sucesso da Disney/Pixar de 1998, Vida de Inseto (A Bug's Life) e creditado
como co-roteirista em todos os quatro longas anteriores da Pixar,
Procurando Nemo (Finding Nemo) inaugura um novo marco na arte e na
tecnologia da animação digital com seu fantástico mundo submarino
habitado por personagens memoráveis. Lee Unkrich, co-diretor de Toy Story
2 e Monstros S.A. (Monsters, Inc.), volta na mesma função, enriquecendo
o projeto com sua experiência cinematográfica. O filme foi produzido por
Graham Walters, um veterano há nove anos na Pixar que, mais recentemente,
foi gerente de produção de Toy Story 2. Baseado num argumento original
de Andrew Stanton, o roteiro de Procurando Nemo (Finding Nemo) foi escrito
por Stanton, Bob Peterson e David Reynolds. Fazendo sua estréia na Pixar
em Procurando Nemo (Finding Nemo) está o compositor indicado a vários
Oscars®, Thomas Newman, cuja trilha emocionante e sofisticada passou a
ser encarada pelos cineastas como uma personagem adicional do filme.
O supervisor de todo o projeto, como produtor executivo, foi John Lasseter,
vice-presidente executivo de criação da Pixar, o cineasta premiado com o
Oscar® que dirigiu Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida de
Inseto (A Bug's Life) e Toy Story 2, e foi produtor executivo de Monstros
S.A. (Monsters, Inc.).
Segundo Lasseter, "Este filme inaugurou um novo padrão de qualidade
para a Pixar e para a arte da animação digital. Tenho um enorme orgulho
de Andrew por realizar um filme que concretiza sua visão e nos traz
alguns dos personagens mais charmosos jamais criados pela Pixar. O filme
tem uma beleza de tirar o fôlego e possui situações realmente
dramáticas, emocionantes e profundas, além de ótimos momentos cômicos.
Sendo pai de cinco filhos, sem dúvida alguma era uma história com a qual
eu me identificava. Como cineasta, adoro a emoção sincera e verdadeira.
E embora Nemo seja uma fantasia total, ele é baseado em coisas que são
familiares para o público. A relação pai-filho, o primeiro dia de
escola - são coisas que todos compreendem, mesmo que se trate de um filme
sobre peixes num recife de coral."
"Em termos técnicos, queríamos superar tudo que a Pixar já havia
feito antes", continua Lasseter. "Uma história de animação
só com peixes era complicada, mas nossa equipe técnica criou um ambiente
submarino cheio de graça e beleza. O mundo subaquático real é tão
espetacular que já se constitui num mundo de fantasia. Nosso desafio era
mostrar aos espectadores que nosso oceano era caricatural. Queríamos que
eles soubessem que esse mundo maravilhoso não existe, mas, empregando
todas as incríveis ferramentas disponibilizadas pela animação digital,
nós o tornamos totalmente convincente. Nosso objetivo é sempre tornar
tudo convincente, e não 'realista'. Ao estilizar o desenho das coisas,
dando-lhes traços mais geométricos e exagerando suas cores, conseguimos
criar um mundo natural e convincente para os nossos personagens."
Uma equipe de atores talentosos e famosos ajudou os cineastas a
encontrarem o personagem de Nemo e os demais membros desse elenco animado.
O aclamado ator, diretor e comediante Albert Brooks empresta seu talento
vocal e sua verve cômica a Marlín, o ansioso e ligeiramente neurótico
peixe-palhaço pai de Nemo. A comediante vencedora do Emmy, Ellen
DeGeneres, tem um desempenho inesquecível e cativante dublando a voz
vacilante da eterna otimista Dory, um peixe da espécie blue tang.
Alexander Gould, de nove anos (que atua desde os dois e cujos créditos
incluem Ally McBeal, Malcolm in the Middle e Boomtown) dublou o jovem e
aventureiro peixe-palhaço, Nemo.
Barbarizando no papel dos tubarões Bruce, Anchor e Chum, respectivamente,
estão Barry Humphries (Dame Edna), o ator e comediante australiano Eric
Bana (The Hulk) e o neozelandês, Bruce Spence (Mad Max). O diretor e
roteirista Andrew Stanton entra nessa onda, dublando a tartaruga marinha
totalmente zen, Crush. O ator vencedor do Oscar®, Geoffrey Rush (Shine -
Brilhante) dá asas ao seu talento num desempenho que alça altos vôos no
papel do pelicano fofoqueiro, Nigel. Willem Dafoe (indicado ao Oscar® com
Platoon e A Sombra do Vampiro/Shadow of the Vampire) dubla Gil, o
misterioso ídolo-mourisco líder da turma do aquário que assume o
recém-chegado Nemo sob sua nadadeira. Allison Janney (vencedora de três
Emmys com West Wing) tem um desempenho "estelar" no papel da
astuta estrela do mar, Peach. Brad Garrett (o ator premiado com o Emmy no
papel do policial irmão de Raymond, de Everybody Loves Raymond) dubla
Bolota, um baiacu com uma tendência a explodir, tanto emocional quanto
literalmente. Stephen Root (King of the Hill) é ouvido no papel de
Bubbles, o yellow tang obcecado por bolhas. Vicki Lewis (NewsRadio) dubla
Deb (e Flo), uma pensativa peixinha-donzela preta & branca com crise
de identidade. Dando as doses certas de pânico e desespero ao personagem
Gurgle, um peixe grama real, cujo pavor de germes o transforma no
"rei dos chatos', está o veterano do cinema e do teatro, Austin
Pendleton. Um dos maiores roteiristas da Pixar, Joe Ranft (que
anteriormente já havia dublado Wheezy, o solitário pingüim de brinquedo
de Toy Story 2, e Chucrute, a alegre lagarta alemã de Vida de Inseto)
enriquece seu repertório vocal no papel de Jacques, um meticuloso
camarão limpador que se encarrega de limpar todo o lixo orgânico do
aquário.
Do ponto de vista visual, Procurando Nemo (Finding Nemo) é uma
realização espetacular, esteticamente atraente e ao mesmo tempo
revolucionária. O desenhista de produção Ralph Eggleston (premiado com
o Oscar® pela direção do curta-metragem animado da Pixar, For the Birds,
e desenhista de produção do Toy Story original) definiu o visual e o
estilo da produção. A dupla de diretores de fotografia do filme, Sharon
Calahan e Jeremy Lasky, deu ainda mais emoção ao visual do cenário
subaquático de Nemo com o estilo inovador de sua iluminação e layout. A
iluminação de Calahan ajudou a dar ao filme uma qualidade de Technicolor
moderno e destacou os efeitos submarinos com fundos de cena delicados,
cores vibrantes e uma bela radiação. Na criação do layout (movimentos
de câmera e encenação), Lasky acentuou ainda mais a sensação de
estarmos submersos e fez um aproveitamento total das possibilidades
dramáticas do filme.
Procurando Nemo (Finding Nemo) é uma demonstração espetacular do
talento de todos os membros das equipes técnica e criativa da Pixar. A
fim de contar a história de modo convincente, a equipe técnica teve de
descobrir maneira novas e mais eficientes de se animar imagens submarinas
no computador. Uma vasta pesquisa foi feita para estudar as propriedades
da água e novas ferramentas foram criadas para dar conta de todas as
variações previstas no roteiro. O diretor-técnico supervisor, Oren
Jacob, liderou o trabalho incrível de sua equipe na captação do visual
e da textura de um recife de coral orgânico e do vasto oceano para que
eles reagissem de modo convincente à ação dos personagens. Desde o
início da produção, Jacob e os magos técnicos da Pixar
(supervisionados por Michael Fong) identificaram cinco componentes
básicos que sugeririam um ambiente subaquático - iluminação (áreas
iluminadas que se movimentam no assoalho oceânico e raios de luz que
penetram no mar através da superfície), partículas de matéria (as
partículas que sempre vemos na água), correntes (o movimento constante
que embala as plantas e a vida aquática), a escuridão (como a cor da luz
se esvanece à distância e faz com que a água pareça escura) e reflexos
e refrações. Somando-se a isso bolhas, ondas, respingos e redemoinhos,
teremos um ambiente com elementos altamente complexo.
Jacob explica: "Este filme é infinitamente mais complicado que
Monstros S.A. (Monsters, Inc.), pois quase todas as tomadas envolvem algum
tipo de programa de simulação ou simulação de movimento. Em média,
há muito mais coisas acontecendo em cada fotograma neste filme do que em
qualquer outro que já realizamos. Houve uma interdependência muito maior
entre os vários departamentos e vivíamos revisando o trabalho para
garantir que a iluminação e os demais componentes tivessem o visual
correto."
O produtor Graham Walters acrescenta: "O trabalho em Procurando Nemo
(Finding Nemo) foi incrível e superou todas as nossas expectativas, em
todas as fases do processo. Ao longo de toda a produção, nossa equipe
assistia aos copiões e ficava pasma com o que via. O recife de coral é
particularmente bonito e acabou tendo uma aparência como se alguém
tivesse aberto a mente de Ralph Eggleston e esparramado seu conteúdo na
tela. Andrew foi um grande líder, que soube inspirar todos nós. Ele tem
um respeito incrível pelo espectador e nunca os subestima. Ele está
sempre procurando fazer com que os filmes da Pixar aproveitem mais da
linguagem do cinema e expandam os limites do meio. Lee Unkrich foi um
ótimo parceiro e ajudou-o a concretizar sua visão nas telas."
A produção de Procurando Nemo (Finding Nemo) teve início em janeiro de
2000 com uma equipe que chegou a contar com até 180 artistas. Toda a
animação foi realizada na nova e moderníssima sede da Pixar Animation
Studios em Emeryville, Califórnia.
David Stainton, presidente da Walt Disney Feature Animation, conclui:
"A talentosa equipe da Pixar continua a deslumbrar e a entreter o
público com suas realizações técnicas e sua capacidade de contar
histórias que emocionam todos nós. Procurando Nemo (Finding Nemo) é
mais um triunfo do estúdio e uma grande estréia para Andrew Stanton com
diretor. Temos grande orgulho do nosso continuado relacionamento com John
Lasseter e com todos os grandes cineastas da Pixar e acreditamos que esta
mais nova produção representa outro marco na arte da animação
digital."
ORIGENS DO PROJETO
A história de Procurando Nemo (Finding Nemo) era muito pessoal para o
diretor e roteirista Andrew Stanton e teve origem numa série de eventos
de sua vida pessoal. Uma visita ao Marine World, em 1992, fez com que ele
começasse a pensar sobre as incríveis possibilidades de se mostrar o
mundo submarino através da animação digital. Isso foi três anos antes
de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) ser lançado, mas Stanton
ficou fascinado com a perspectiva de criar um ambiente tão fantástico.
Outra peça do quebra-cabeças veio das memórias de infância de Stanton:
um aquário de peixinhos no consultório do dentista de sua família. Ele
lembra que esperava ansioso o momento de ir ao dentista só para poder
admirar os peixes. Stanton lembra de pensar: "Que lugar estranho onde
esses peixes marinhos foram parar. Será que eles não sentem falta do
mar? Será que eles tentariam escapar e voltar para o oceano?"
A última peça do quebra-cabeças veio do relacionamento de Stanton com
seu próprio filho. Ele explica: "Quando meu filho tinha cinco anos,
lembro de levá-lo um dia ao parque. Eu vinha trabalhando em excesso e
estava me sentindo culpado por não passar tempo suficiente com ele.
Enquanto caminhávamos, eu sentia dentro de mim uma grande emoção
contida e pensava, 'que falta eu sinto de você, que falta eu sinto de
você', mas passei o passeio todo dizendo, 'Não toque nisso. Não faça
isso. Você vai se machucar aí'. E havia ainda uma outra voz na minha
cabeça dizendo: 'Você está desperdiçando totalmente este momento na
companhia do seu filho.' Eu fiquei obcecado com essa premissa de como o
medo pode impedir um pai bem intencionado de realmente ser um bom pai. Com
essa revelação, todas as peças se encaixaram em seus lugares e assim
surgiu a nossa história."
Submeter a idéia ao seu mentor e colega John Lasseter foi o passo
seguinte na evolução de Nemo. Stanton produziu uma vasta quantidade de
recursos visuais altamente elaborados e começou a contar a história para
o produtor. Uma hora depois, exausto, Stanton perguntou a Lasseter o que
ele achava. "Você já tinha me ganhado desde a primeira
palavra", respondeu o amigo.
Lasseter relembra: "Lembro que quando trabalhávamos em Vida de
Inseto, Andrew tinha um desenho maravilhoso pendurado sobre sua prancheta
de desenho, mostrando dois peixinhos nadando ao lado de uma baleia
gigantesca. E eu sempre gostei daquilo. Ele me disse que era algo no qual
vinha pensando, mas nunca mais ouvi falar do assunto até a apresentação
dele naquele dia. Eu pratico mergulho submarino desde 1980 e simplesmente
adoro o mundo subaquático. Após ouvir sua preleção sobre o projeto, eu
sabia que seria algo sensacional para nosso tipo de mídia. Na Pixar,
sempre nos orgulhamos do perfeito casamento que fazemos entre os temas dos
nossos filmes e a mídia da animação digital. Assim que ele pronunciou
as palavras "peixe" e "submarino", eu tive a certeza
de que este filme seria maravilhoso."
"Andrew é um excelente contador de histórias", acrescenta
Lasseter. "Ele tem um compromisso total consigo mesmo de nunca tornar
seus filmes previsíveis. Foi o que ele fez em todos os nossos filmes e
aprendi muito com ele nesse sentido. Se algo parece estar ficando
sentimental demais, ele logo dá uma apimentada. Ele tem um modo de obter
sinceridade através da insinceridade, mas não insincero a ponto de
carecer de emoção. Ele tende a ser um pouco céptico, mas, no final, há
muito sentimento por trás de tudo o que ele faz."
Stanton conclui: "Filmar uma história que tem a figura de um pai
como protagonista me deixou animado. Acho que nunca vi um longa de
animação contado sob essa ótica. Eu logo me interessei por escrever
sobre isso, pois sabia que poderia contar essa história. Também achei
que o oceano era uma ótima metáfora para a vida. Trata-se do lugar mais
assustador e intrigante do mundo, porque qualquer coisa pode acontecer lá
embaixo. Digo, coisas boas e más. Adorei esse conceito e também o de
mostrar um pai, cujos próprios medos prejudicam seu desempenho como tal.
Ele precisa superar seus medos se quiser ser um bom pai. E colocá-lo no
meio do oceano, onde ele precisa enfrentar tudo que nunca quis encarar na
vida antes, parece uma ótima oportunidade para se criar situações
engraçadas e ainda nos permitiu explorar algumas questões um pouco mais
profundas."
E ele acrescenta: "Meu pai me deu um bom conselho sobre como ser um
bom pai. Ele disse, 'A escolha mais difícil que temos de fazer é
optarmos entre sermos pai ou amigo dos nossos filhos. Escolha uma.' É um
dilema para a vida toda e adorei explorar essa verdade neste filme. Sou
considerado o mais cínico aqui da equipe da Pixar. Sou o primeiro a dizer
quando algo está ficando piegas ou bobo demais. Por outro lado, confesso
que sou talvez o mais romântico do grupo, se a emoção for genuína.
Adorei a idéia de filmar uma história de amor entre pai e filho.
Trata-se de um conflito eterno."
O MAR ESTÁ PRA PEIXE: OS ANIMADORES DA PIXAR INSPIRAM-SE NOS DUBLADORES,
NUM ICTIÓLOGO E NUM AQUÁRIO CHEIO DE PEIXES
A equipe de animadores talentosos da Pixar já havia encarado inúmeros
desafios anteriormente, dando vida a brinquedos, insetos e monstros, mas
sua missão em Procurando Nemo (Finding Nemo) demonstrou ser a mais
complexa de todas. Visitas a aquários, mergulhos em Monterey e no Havaí,
sessões de estudos diante do bem abastecido aquário da Pixar, com uma
capacidade de 25 galões de água, e uma série de palestras no estúdio
de um ictiólogo que os ajudaram a entrar na onda certa.
Os animadores também pesquisaram alguns clássicos dos estúdios Disney
que incluíam cenas submarinas - Pinóquio (Pinocchio), A Espada Era a Lei
(The Sword in the Stone), Se a Minha Cama Voasse (Bedknobs and Broomsticks)
e A Pequena Sereia (The Little Mermaid) - em busca de inspiração. Ao
final, foi o estilo naturalista de retratar a vida animal de Bambi que
causou o maior impacto.
Stanton explica: "Nós sempre voltávamos a Bambi, pelo modo como
seus cineastas respeitaram a verdadeira natureza do modo de locomoção
desses animais e de suas habilidades motoras. Eles usaram isso como uma
plataforma da qual extraíram muita expressividade, atividade e riqueza de
recursos. Queríamos que isso também se aplicasse aos nossos personagens.
Pensamos no nosso filme como um Bambi submarino."
O supervisor de animação Dylan Brown, veterano há oito anos na Pixar, e
os diretores de animação Mark Walsh e Alan Barillaro foram os
responsáveis pela direção da equipe de animadores, que variava entre 28
e 50 artistas. Com um elenco bastante numeroso - de personagens que iam do
minúsculo camarão limpador, Jacques, à enorme baleia azul - o grupo de
artistas teve de aprender sobre a locomoção dos peixes e descobrir um
meio de criar desempenhos convincentes para personagens sem braços nem
pernas.
Brown explica: "Cada filme tem seu próprio conjunto de desafios
únicos e sempre começamos tentando descobrir quais são eles e como
solucioná-los. Com Nemo, tínhamos todo um elenco de personagens peixes,
sem braços nem pernas. Uma vez que eles não possuíam membros
tradicionais que lhes dessem formas fortes, tivemos de inventar mil e um
truques novos. De início, foi um pouco amedrontador e frustrante.
Começamos a analisar o que era interessante em termos do posicionamento
dos peixes. Demos mais ênfase aos seus rostos e a uma articulação
facial perfeita. Não queríamos que fossem apenas cabeças espetadas em
varetas, como um desenho do Monty Python. Seus rostos precisavam estar
integrados à toda sua linguagem corporal. Enquanto um ser humano vira a
cabeça para olhar alguma coisa, um peixe vira sua cabeça só um pouco e
todo seu corpo gira junto com ela.
"Outro fator importante para nós era o timing", prossegue Brown.
"Personagens como Buzz, Woody ou Sulley, possuem o peso da gravidade.
Mas peixes submarinos podem se deslocar um metro em apenas um segundo. A
gente pisca e o peixe sumiu. Nós nos perguntávamos como é que eles
conseguiam isso e estudamos seus movimentos em vídeo. Nós assistimos às
imagens em câmera lenta e descobrimos como isso acontecia. Nosso timing
foi ficando cada vez mais preciso à medida que íamos aprendendo a
deslocar nossos personagens-peixes de um lugar a outro em um ou dois
fotogramas. Sempre tentamos incorporar à sua atuação seus movimentos
naturais. E, incluindo em seus desempenhos coisas como essa fuga num
único fotograma e essa transição rápida de um lugar ao outro, os
personagens se tornaram bem convincentes."
Antigamente, os animadores sempre eram instruídos para "enraizar
seus personagens" e evitar deixá-los "flutuando". Com
Procurando Nemo (Finding Nemo), eles precisaram descobrir como fazer
justamente o oposto: como fazer com que eles parecessem estar flutuando -
na água, e não no ar.
"Foi divertido e desafiador inventar um modo totalmente novo de
comunicar emoções e gestos", observa Alan Barillaro. Como não há
gravidade embaixo d'água, descobrimos coisas do tipo: enquanto um
personagem gesticulava, ele tenderia a ser ligeiramente levado pela
corrente. Eu descobri que muitos gestos humanos podem ser reduzidos a
movimentos faciais e dos olhos. Eu examinava meu próprio rosto no espelho
e imaginava que eu tinha um rabo atrás dele."
Mark Walsh relembra: "A primeira coisa que Andrew fez no filme foi se
sentar conosco diante de um aquário e, basicamente, nos contar a
história. Ele explicou que a magia daquele mundo seria contar a história
através do ponto de vista de um peixe-palhaço e imaginá-lo cruzando
todo um oceano e encontrando tubarões, tartarugas, medusas, etc. A gente
se imaginou chegando bem perto e vendo aquele peixinho fazendo um enorme
esforço."
A fim de garantir que seus personagens tivessem toda a riqueza de
expressões e movimentos necessários, os chefes de animação se juntaram
aos modeladores do departamento de personagens, servindo como seus
"parceiro de animação." Sob a orientação direta dos
animadores, os diretores técnicos criaram ferramentas e controles
(conhecidos como "avars") novos e mais sofisticados para
acentuar o desempenho dos personagens.
Brian Green, o supervisor de personagens digitais, explica: "Esta foi
a primeira vez que a Pixar contou com um departamento de personagem e isso
nos permitiu dar conta das necessidades dos animadores de modo muito mais
proveitoso. O "parceiro de animação" nos entregava um desenho
e dizia, 'Por conta do seu desempenho, eu preciso que ele tenha essa
aparência.' Nós, então, fazíamos os ajustes necessários. Isso tornou
nossa colaboração muito íntima. Também tentamos criar movimentos
dinâmicos automáticos para alguns dos personagens. Nosso objetivo era
tentar automatizar tudo que fosse possível - coisas como o movimentos das
extremidades flutuantes de alguns personagens - para que os animadores
pudessem se concentrar em seus desempenhos."
Ajudando os animadores a entender tudo sobre o comportamento e a
locomoção dos peixes, estava Adam Summers, um renomado professor do
Departamento de Ecologia e Evolução, da Universidade da Califórrnia, em
Irvine.
Segundo Summers, "eu sou o que se chama de biomecânico ou, algumas
vezes, um morfologista funcional. Minha especialidade é aplicar
princípios básicos da engenharia ao modo como os animais se locomovem e
se alimentam. Fui convidado a ir ao estúdio falar sobre as formas e as
cores dos peixes e acabei dando um curso de ictiologia de nível de
pós-gradução para a equipe da Pixar. Foram, no mínimo, 12 aulas. Foi
uma experiência muito gratificante, porque descobri que eles amam seu
trabalho tanto quanto eu amo o meu. Eles tinham uma curiosidade infinita
acerca dos peixes e foram, sem dúvida alguma, os melhores alunos que eu
já tive. Ao final de cada aula, eles me faziam perguntas para as quais eu
não tinha respostas."
"Eu lembro de conversar com o desenhista de personagem Ricky Nierva
sobre um personagem-peixe, e ele me perguntou, 'Onde ficariam as
sobrancelhas?' Eu lhe disse que peixes não têm sobrancelhas. Eles não
têm músculos na cara, exceto aqueles que fecham as mandíbulas.' Ricky
disse: 'Adam, peixes não falam, mas falar é um dos requisitos do filme.
Por isso, teremos de tomar liberdades artísticas com a ciência o tempo
todo.'"
Summers também deu aos desenhistas de personagens e aos animadores dicas
importantes sobre a locomoção dos peixes, explicando a diferença entre
aqueles que "batem asas" e aqueles que "remam". Os
peixes-palhaços são remadores que tendem a se deslocar usando suas
nadadeiras peitorais em movimentos horizontais. Em alta velocidade, eles
balançam seus corpos inteiros. Os blue tangs, como Dory, parecem
"voadores", isto é, eles se deslocam batendo suas nadadeiras
para cima e para baixo e quase nunca balançam o corpo todo. O resultado
é que os movimentos de Marlín são mais fluidos e graciosos, enquanto
Dory tende a se deslocar com pequenos impulsos mais bruscos."
E Summers acrescenta, "Na maioria dos filmes de animação com
peixes, os personagens se movimentam para frente e para trás sem nenhum
recurso de propulsão visível, o que realmente incomoda o espectador.
Não é preciso ser um ictiólogo para saber que há algo errado nesse
tipo de locomoção. Seria o mesmo que ver um cavalo trotando com duas
pernas paradas. Em Nemo, se um peixe está em movimento, suas nadadeiras
estão em movimento. Os personagens transmitem uma sensação cinética
que nos informa que eles estão embaixo d'água, e não atuando na
atmosfera. Quando eles batem suas nadadeiras, isso se reflete em todo seu
corpo. Eles fizeram um ótimo trabalho ressaltando as diferenças entre
viver num ambiente fluido que não se pode comprimir ou num fluido
compressível como o ar. Eu fiquei completamente abismado. Foi maravilhoso
trabalhar com essa equipe e nós nos divertimos muito durante a
produção."
O ponto de partida para qualquer bom desempenho de personagens animados é
o trabalho de seus dubladores e, em Procurando Nemo (Finding Nemo), os
cineastas contaram com alguns dos melhores profissionais da indústria.
Segundo Andrew Stanton, "Com Albert Brooks, tivemos mais do que uma
voz; tivemos um personagem completo. Ele sempre sabe como maximizar a
graça de todos os momentos. Mesmo quando não era necessário que seu
personagem fosse engraçado em alguma cena, ele sabia exatamente como
torná-los mais divertidos. Nas sessões de gravação, ele enriquecia o
material com sua própria sensibilidade e levava isso longe. Nós
aprendemos a deixar a fita rodando, com bastante margem de sobra no final.
Não queríamos interromper seu fluxo criativo. Idéias vinham à sua
cabeça, uma após a outra, sem parar. Ele é muito dedicado e disposto a
conseguir o melhor resultado."
"Eu queria Ellen DeGeneres para o papel desde o início",
acrescenta Stanton. "Antes mesmo de a personagem receber o nome de
Dory, eu sabia que precisaria de alguém para ajudar Marlín a procurar
seu filho. Uma noite, eu pensava na personagem enquanto minha mulher
assistia ao seriado Ellen na TV e, subconscientemente, eu ouvia o número
no qual ela muda de idéia cinco vezes antes de chegar ao final de uma
frase. Geralmente, não gosto de me limitar criando um personagem
especificamente para uma atriz, mas elas duas pareciam tão compatíveis
que decidi seguir meus instintos e rezar para que o universo conspirasse a
favor. Eu liguei para Ellen para sondar se ela estaria interessada e,
basicamente, contei que havia escrito a personagem especificamente para
ela e que eu estaria frito se ela não a aceitasse. Ela foi muito
simpática e disse, 'Então, é bom eu aceitar.' Ela enriqueceu o papel
com muita bondade e afeto e deu-lhe agilidade e excentricidade. Tanto ela
quanto Albert têm um modo único de dizer as coisas."
"Alexander Gould deu um tom natural e inocente à voz de Nemo",
relembra Stanton. "É incrível como muitas crianças soam falsas ou
têm noções preconcebidas de como um ator deve falar. Alex parecia real
e entendeu perfeitamente minhas direções. Tivemos muita sorte de
encontrá-lo."
TRIUNFOS TÉCNICOS: UM NOVO MARCO NA ANIMAÇÃO DIGITAL
A água é, tradicionalmente, uma das coisas mais difíceis de ser criada
de modo eficaz e econômico em animação digital. Diante de um filme
passado em grande parte embaixo d'água, a equipe técnica de Procurando
Nemo (Finding Nemo) teve de procurar novos modos de dar conta das enormes
exigências da produção e de solucionar alguns dos problemas com os
quais outros animadores haviam se deparado no passado. O diretor-técnico
supervisor, Oren Jacobs, liderou o grupo, visando dar a Stanton e sua
equipe exatamente o que eles queriam.
"Nosso ponto de partida foi assistir a vários filmes com cenas
submarinas e analisar o que transmitia essa sensação subaquática",
explica Stanton. "O que fazia com que não dessem a impressão de se
passar na atmosfera? Era algo parecido a comprar um bolo delicioso e
tentar decompô-lo para tentar entender como ele foi preparado. Elaboramos
um lista de cinco elementos que sugerem um ambiente subaquático:
iluminação, partículas de matéria, correntes, ausência de luz, e
reflexos e refrações."
Jacob acrescenta: "Antes mesmo de contarmos com o roteiro final,
sabíamos que teríamos uma história sobre peixes num recife de coral.
Isso foi o suficiente para que nosso grupo de tecnologia global começasse
a desenvolver ferramentas para fazer com que a água tivesse uma
ondulação natural. Os recifes de coral são seres orgânicos vivos e,
portanto, não são sets estáticos como as portas dos quartos de Monstros
S.A. (Monsters, Inc.). Ainda na fase inicial, viajamos ao Havaí com
alguns dos principais artistas do filme. Estudamos, em seguida, todos os
vídeos que conseguimos encontrar de Jacques Cousteau, da National
Geographic e do Blue Planet. Também analisamos todos os filmes passados
no mar, de Tubarão (Jaws) e O Abismo (The Abyss) a Mar em Fúria (The
Perfect Storm), para entendermos quais elementos os cineastas decidiram
exagerar. Concluímos, então, exatamente o que o público espera ver
associado à agua e, a partir daí, desenvolvemos nossas proporções e
razões."
Sob a supervisão de Jacob, estavam seis equipes técnicas especializadas
nos diversos componentes e ambientes vistos no filme. Lisa Forsell e
Danielle Feinberg foram as supervisoras de computação gráfica
responsáveis pela Unidade de Oceano. David Eisenmann e sua equipe criaram
os modelos, o sombreamento, a iluminação, as simulações e etc., da
Unidade do Recife. Steve May chefiou a Unidade dos Tubarões e de Sydney,
responsável pelas cenas submarinas, pelas tomadas dentro da baleia e pela
maioria das cenas acima da superfície no porto de Sydney. Jesse Hollander
supervisionou a Unidade do Aquário, que criou todos os seus elementos.
Michael Lorenzen foi o encarregado da equipe de Cardumes e Grupos, que
criou centenas de milhares de peixes, mais elementos-chaves da seqüência
do deslocamento das tartarugas. Brian Green liderou a Unidade de
Personagem, que criou o visual e os controles complexos de quase 120
personagens aquáticos, aves e seres humanos.
A Unidade de Oceano foi responsável por cenas como o cardume de
peixes-galos, que assume formas diferentes (uma seta, uma lagosta, uma
caravela, etc.), a perseguição do peixe-pescador e a viagem das
tartarugas na Corrente Leste Australiana. A cena mais complexa e
impressionante dessa unidade, entretanto, foi a da floresta de
águas-vivas. Este momento rico e colorido mostra Marlín e Dory num mar
cada vez mais populoso - e mais perigoso - repleto de águas-vivas rosas
mortais.
Forsell explica: "Esta cena envolvia milhares de medusas. Nossa
unidade criou um modelo de uma única medusa e teve um grande trabalho
para ir aumentando a densidade das águas-vidas. Isso exigiu a criação
de uma simulação para o grupo que controlava os movimentos dos rebentos,
a velocidade a que nadavam e também em que direção. Contamos com
imagens de referência sensacionais e nos concentramos numa espécie da
República do Palau, que encontramos no Aquário de Monterey. David Batte
criou todo um sistema de textura chamado 'transblurrency', algo como 'transdistorcidez'.
A 'transparência' é como uma janela: podemos ver através dela. A 'translucidez'
é como uma cortina de plástico que deixa passar a luz, mas não
enxergamos através dela. A 'transdistorcidez' é como um vidro de
banheiro: você enxerga através dele, mas vê tudo distorcido e
borrado."
Para David Eisenmann e sua equipe da Unidade do Recife, o desafio foi
criar uma versão caricatural do recife de coral que se adequasse aos
propósitos da história. Eles foram os responsáveis pelas cenas ricas e
vibrantes de abertura do filme e pela criação da anêmona-do-mar onde
moram Marlín e Nemo.
"Nosso grupo começou com uma abordagem realista do coral",
explica ele. "Nós fizemos isso de uma maneira relativamente fácil,
mas Andrew e Ralph [Eggleston] acharam que o desenho tinha detalhes demais
e distraía o olhar. Tinha uma quantidade imensa de elementos. Para que os
personagens se sobressaíssem contra o fundo, começamos a simplificar as
coisas. Nós calculamos quantos elementos deveríamos acrescentar e quanta
variação deveríamos introduzir. O diretor queria que uns 30% de tudo
que se vê na tela estivessem se mexendo para dar a ilusão de que se
está embaixo d'água. Nas cenas do recife, isso significava que teríamos
de simular os movimentos das esponjas, musgos e de quaisquer outros tipos
de vegetação."
"O recife é muito estilizado e tem um ar quase de sonho",
acrescenta Eisenmann. "A palheta de cores começa com roxos e azuis e
daí salta para vermelhos e amarelos vivos. O visual lembra o clima de
fantasia de um livro de histórias infantis. À medida que a história
progride para o "paredão" do recife, tudo se torna menos
realista e menos colorido. Por se tratar de um filme sobre uma jornada,
nossos protagonistas percorrem uma distância razoável através do
recife. Nossos modeladores conseguiram manter as cenas do recife
interessantes e emocionantes, combinando diferentes formas e texturas.
Nós tínhamos todo um acervo de vegetação à nossa disposição para
decorar as cenas e, empregando texturas e sombras diferentes sobre as
colônias de stylophora, os corais acropora robusta e esponjas,
conseguimos fazer com que parecessem modelos totalmente diferentes cena a
cena. Passamos cerca de um ano pesquisando corais e esponjas. Ao final,
conseguimos pegar uma forma básica de esponja moldá-la, transformá-la e
desenvolvê-la em mais de 20 variações."
"Ao invés de construir um set do recife e movimentar a câmera acima
e ao redor dele, David e a Unidade do Recife criaram um sistema incrível
para a construção do recife tomada por tomada", explica o produtor
Walters. "Eles tinham todo um viveiro de corais, plantas marinhas,
etc. que podiam ser combinados nas mais diversas configurações e
esculpidos individualmente a cada tomada de acordo com as necessidades da
história. Eles realizaram um trabalho extraordinário."
A Unidade dos Tubarões e de Sydney ficou sob a direção de Steve May.
Esse grupo foi encarregado de uma variedade de cenas em locações
diversas, incluindo o set do submarino, onde os tubarões realizam suas
reuniões, a cena da rede do barco de pesca com centenas de milhares de
garoupas, a cena dentro da baleia azul e todas as tomadas no porto de
Sydney - da marina de barcos à estação de tratamento de esgoto.
May explica: "O submarino deveria ser uma espécie de casa
mal-assombrada. Ele é bem assustador e arrepiante. Há quase 100 minas ao
redor dele e nos demos ao trabalho de cobrir todas elas com musgos e de
fazer com que elas se movimentassem ao ritmo da ondulação do oceano.
Dentro do submarino, o espaço deveria ser bastante limitado. Ele está
cheio de controles, válvulas e tubos. Uma vez que dispúnhamos de nossa
própria equipe de layout e modelagem, pudemos construir o submarino
rapidamente e ir sofisticando este cenário à medida que íamos
trabalhando. Nós sabíamos tudo de que necessitávamos e fomos
construindo peças por encomenda ao longo da produção."
Um dos maiores desafios de May e sua equipe foi simular os respingos da
água dentro da baleia azul. "A Pixar realmente nunca havia criado
respingos d'água antes", acrescenta May. "Tivemos de bolar um
jeito de tornar a água tridimensional, desenvolver o software e novas
técnicas para fazer simulações que reproduzissem o movimento da água
para depois renderizá-la de forma realista. E, o tempo todo, a baleia
está nadando, emergindo e submergindo novamente. A água do mar tinha de
explodir e respingar por todo lado quando a língua gigante da baleia
retirasse Marlín e Dory de dentro d'água. A dinâmica da água nessa
cena foi totalmente diferente daquela nas cenas submarinas do filme, e
nós tivemos de estar atentos para o contraste entre a grandiosidade dessa
explosão de água e os detalhes do comportamento do nosso minúsculo
casal de peixes. Foi difícil acomodar resoluções tão diferentes. A
iluminação dessa cena foi talvez a coisa mais difícil entre todas as
que já fizemos antes, pois o set inteiro se movia, era orgânico e havia
respingos d'água por todo lado."
Jesse Hollander e a Unidade do Aquário foram os responsáveis por toda a
iluminação, modelos, sombreamento e renderização ligados ao
consultório do dentista e ao aquário. A criação do aquário em si,
incluindo detalhes de reflexos e refração, foram os maiores desafios
desse grupo talentoso. Eles também construíram uma grande variedade de
sets para as cenas, que iam dos equipamentos odontológicos do
consultório e cabeças dos ídolos tiki ao vulcão dentro do aquário e
às quase 120.000 pedrinhas no seu assoalho. O trabalho da equipe
revolucionou a criação de tecidos, pele e cabelo humanos em animação
digital.
"Entre as coisas mais difíceis que nossa unidade teve de desenvolver
neste filme, destacam-se as refrações e os reflexos ligados ao
aquário", relembra Hollander. "Nosso ponto de partida foi a
física real do que ocorre com a luz quando ela entra não só na água,
mas num aquário de vidro cheio d'água. Isso significa levar em conta o
vidro, depois a água, depois o vidro na água. No nosso filme,
entretanto, não só lidamos com a física, mas precisamos ser capazes de
controlar essas físicas. A maior parte do tempo conseguimos obter o
efeito que desejávamos compensando a câmera. Em certos ângulos dentro
do aquário, existe algo que se chama "reflexo interno total" -
onde o vidro se torna um espelho perfeito. Nós exploramos bastante isso
com Deb e Flo. Sob outros ângulos, a visão do aquário mostra imagens
duplas. Sempre que estamos dentro do aquário, usamos reflexos. Já a
refração é algo mais seletivo e só a usamos quando necessário."
A exemplo de todos os filmes da Pixar, a atenção aos detalhes é
crucial. Hollander explica: "Com relação aos objetos no aquário,
tentamos lhes dar um ar barato e cafona a la Las Vegas - muita cor e
plástico barato. 'Nós nos demos ao trabalho de construir camadas falsas
de limo e brilhos para os itens de plástico."
Outro artista-chave para os avanços técnicos do filme foi Michael
Lorenzen, que supervisionou o grupo de animadores e técnicos da Unidade
de Cardumes e Grupos. Esta unidade ajudou a criar as espetaculares cenas
dos grandes cardumes, que chegavam a incluir dezenas de milhares de
peixes. Eles também ilustraram a seqüência da viagem na corrente
australiana com quase 200 tartarugas.
E Jacob conclui: O que me dá mais orgulho em Nemo é que chegamos a um
ponto em que o diretor pôde se concentrar na filmagem em si, tendo de se
preocupar menos com as limitações e frustrações técnicas. Também
conseguimos fornecer modelos mais rápidos aos animadores, muitos em tempo
real. Isso foi outra novidade revolucionária. No total, reduzimos o tempo
de renderização de cada fotograma e demos ao diretor a riqueza visual
que ele buscava, e tudo dentro do cronograma e do orçamento
estabelecidos."
PROCURANDO O ESTILO E O VISUAL DE "NEMO": DESENHO DE PRODUÇÃO
E FOTOGRAFIA
O supervisor do desenho de produção de Procurando Nemo (Finding Nemo)
foi Ralph Eggleston, um veterano da Pixar que havia exercido a mesma
função em Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) e havia dirigido
o curta-metragem do estúdio premiado com o Oscar®, For the Birds. Ele se
preparou para este papel com várias expedições de mergulho e uma visita
ao porto de Sydney para se familiarizar com a situação da terra e do
mar. Os dois diretores de fotografia do filme, Sharon Calahan e Jeremy
Lasky, contribuíram com sua experiência em iluminação e layout,
respectivamente, para concretizar a visão de Stanton nas telas.
"A música, a cor e a iluminação, para mim, são coisas que
realmente passam a emoção subjacente de todas as cenas", conta John
Lasseter. "E a iluminação e a cor de Nemo são sempre usadas para
contar a história. Ralph Eggleston é um mestre nisso e Sharon Calahan
sabe como ninguém transpor isso às telas."
"Uma das maiores decisões que tivemos de tomar foi até que ponto
tornar a realidade caricatural", relembra Eggleston. "Os peixes
já têm, por si só, uma forma quase caricatural, e Andrew insistiu
bastante que não queria que nós antropomorfizássemos demais os
personagens. Então, tivemos de seguir o caminho inverso, isto é,
aproximar nosso mundo da natureza caricatural dos peixes. Se inseríssemos
esses peixes em qualquer ambiente que fosse até mesmo semi-real, não
funcionaria. Os personagens e o mundo tinham de seguir caminhos
paralelos."
"Uma das nossas primeiras prioridades foi tornar os peixes
atraentes", acrescenta ele. "Os peixes são animais viscosos e
escamosos e queríamos que o público amasse nossos personagens. Um modo
de torná-los mais atraentes foi torná-los luminosos. Por fim, criamos
três tipos de peixe - viscosos, aveludados e metálicos. Os viscosos, e
nessa categoria estão incluídos Marlín e Nemo, têm mais densidade e
calor. Usamos iluminação de fundo e nos seus contornos para torná-los
mais atraentes e para desviar o foco da textura escamosa de sua
superfície. A categoria dos aveludados, que inclui Dory, tem uma textura
lisa. O grupo metálico inclui os peixes escamosos típicos, que foram
usados nos grandes cardumes de peixes."
Eggleston e Calahan compartilhavam o amor pelos filmes delicados e
luminosos em Technicolor da década de 40 e freqüentemente conversavam
sobre a produção de um filme de animação original que tivesse um
visual evocativo daquela época. Com Nemo, eles tiveram essa oportunidade.
O cenário subaquático se prestava muito bem a cenários de fundo
delicados e a personagens com um certo brilho ao seu redor.
Segundo Eggleston, "Nemo não se parece com um filme Technicolor de
três cores, e sim com uma versão moderna da qualidade tradicionalmente
obtida através daquele processo. Outra grande inspiração para nós foi
Bambi, dos estúdios Disney. Trata-se de um filme muito impressionista. As
coisas se esmaecem no fundo e a gente se concentra nos personagens em
primeiro plano. Foi essa a abordagem que adotamos. O filme começa com um
deslumbrante recife de coral do tipo Jardim do Éden. Depois disso, os
cenários submarinos tendem a se tornar mais impressionistas, com apenas
uma montanha ou um fundo de areia à vista."
Descrevendo Procurando Nemo (Finding Nemo) como o filme mais complexo que
a Pixar já produziu em termos de iluminação, Calahan observa: "Uma
grande parte do nosso trabalho era criar personagens subaquáticos
convincentes. E isso implicava em muitas formas, já que tínhamos águas
limpas, águas turvas e até a água de um aquário. Nós tivemos de
planejar os elementos comuns para que, estilisticamente, pudéssemos casar
todos eles."
Calahan dá a Stanton o crédito de "ter um olho incrível para
formas e desenhos. Os temas e elementos gráficos fortes são muito
importantes para ele, o que é ótimo, pois cria uma estrutura visual
forte para o filme. Também é muito divertido trabalhar com ele, porque
ele está sempre disposto a assumir riscos e a experimentar. Andrew
também se interessou de verdade pelo modo como a iluminação poderia
acentuar o conteúdo emocional do filme."
Ao final, a equipe técnica da Pixar superou até mesmo suas próprias
expectativas. Segundo Eggleston: "Ver o recife de coral na telona do
cinema é simplesmente espetacular. Todos os pólipos dos corais são
iluminados por trás e todo o set parece uma jóia submarina. Eu sempre
achei que o filme ficaria bonito, mas não imaginava que ficasse assim. Eu
fui a terceira pessoa a começar a trabalhar nele, portanto, fui parte do
seu processo técnico desde o início e ainda me pego sentado no cinema,
pensando, 'Como é que eles fizeram isso?'"
OS SONS DE "PROCURANDO NEMO": A TRILHA DE THOMAS NEWMAN E A
MAGIA DA SONOPLASTIA DE GARY RYDSTOM
A música e os efeitos de sonoplastia são partes vitais de qualquer
produção de cinema, e os cineastas da Pixar exploraram esses elementos
da melhor maneira possível. Com Procurando Nemo (Finding Nemo), Andrew
Stanton teve a chance de inaugurar uma nova parceria com o compositor
Thomas Newman e de dar continuidade à sua colaboração de longa data com
o engenheiro de som premiado com vários Oscars®, Gary Rydstrom.
Newman, indicado cinco vezes ao Oscar® e recém-premiado com o Emmy por
seu tema para o seriado Six Feet Under, foi uma grande inspiração para
Procurando Nemo (Finding Nemo), antes mesmo de começar a trabalhar na
produção. Stanton escreveu o roteiro do filme ouvindo nos seus fones de
ouvido as trilhas de Thomas Newman. Durante o processo de montagem, sempre
que possível, a música de Newman foi usada na "scratch track",
a primeira versão da trilha do filme.
O co-diretor Lee Unkrich descreve a trilha de Newman para Nemo como
"uma trilha orquestral riquíssima, entremeada de muitos arranjos
exóticos e interessantes. Ela tem uma sonoridade inesperada. Nem sempre
sabemos o que estamos ouvindo ou que sons são aqueles. Ele faz muitas 'overdubs',
reunindo grupos de músicos para sessões nas quais pede a eles que toquem
instrumentos de percussão e criem arranjos interessantes. Em seguida, ele
sobrepõe esse material à música já gravada no estúdio com a
orquestra.
"Foi muito divertido trabalhar com ele, que parecia realmente fazer
parte da equipe da Pixar", acrescenta Unkrich. "Queríamos que
ele tivesse toda liberdade possível. Ele tem sido um colaborador
incrível, disposto a apoiar o filme como puder. Ele sabe o quanto nos
dedicamos a essa produção e quer que o filme seja sensacional. Este é,
na verdade, o primeiro grande filme de ação que ele musicou."
O produtor Walters concorda. "Thomas tocava para nós todas as suas
composições no sequenciador de sua casa. Já na fase final da
produção, nós íamos à casa dele quase uma vez por semana e ouvíamos
a versão da trilha gravada no seu estúdio caseiro. Foi uma experiência
de trabalho inacreditavelmente positiva. Quando, finalmente, chegamos às
seções de gravação no estúdio profissional, já tínhamos ouvido a
trilha inteira, só que ela soou muito melhor com uma orquestra de 105
músicos. No nosso filme, ele também usou seus overdubs característicos,
onde ele e seu grupo de amigos gravam antecipadamente trechos de música
que são sobrepostos à trilha orquestral. Na cena da viagem das
tartarugas na corrente marinha, a trilha se transforma num rock clássico
de surfe. Sua música é de primeira e acentua muito bem as
emoções."
Para os cineastas, a trilha de Newman passou a ser praticamente uma
personagem do filme. A originalidade e talento do compositor para destacar
o clima e os personagens através da música tornaram o filme ainda mais
divertido.
O engenheiro de som vencedor de sete Oscars®, Gary Rydstrom, trabalhou em
todos os longas-metragens lançados pela Disney/Pixar até hoje, tendo
trabalhando antes disso em curtas da Pixar, como o Knick Knack, de 1989.
Mais uma vez, ele contribui com seu talento genial para Procurando Nemo (Finding
Nemo). Complementando a emoção visual do filme, o repertório de sons
incríveis de Rystrom reforça a sensação de estarmos embaixo d'água.
"Este foi um filme sem pés, sem passos e sem a sonoplastia
tradicional", explica Rydstrom. "Por isso, uma das coisas
básicas que tivemos de fazer foi criar uma trilha de movimentos
convincentes para todos os seus inúmeros peixes. Um dos meus sons
favoritos foi o que criamos para a nadadeira deficiente de Nemo. Ele
tremula, no que lembra uma asa batendo. Eu criei um som de batidinhas com
uma toalha de papel. A sonoridade evoca o vôo de um beija-flor. Marlín
se desloca movimentando sua cauda e parece um pouco neurótico. Para ele,
nós usamos basicamente o som do personagem-peixe do curta da Pixar, Knick
Knack. Já Dory produz um som cortante mais uniforme em sua locomoção
pela água. Ela vive a vida para se divertir. Empregamos todos os truques
existentes para diferenciar os sons de cada protagonista."
"Para os tubarões, utilizei um aparelho para modular os sons da
minha própria voz", continua Rydstrom. "Usei sons reais de
água dos mais diversos tipos e gravei minha voz murmurando ao microfone
para que minhas características vocais assumissem o som de golfadas de
água. Isso tornou o deslocamento deles na água assustador. Se ouvirmos
atentamente a trilha que acompanha a perseguição dos tubarões, o som
que o mar emite está dizendo 'Nemo'. Foi um truque subliminal pessoal meu
a la Beatles."
"Uma das coisas que descobrirmos desde o início foi que as
gravações feitas embaixo d'água não têm a menor graça, por isso
acabamos fabricando muitos sons. Nós fomos a uma loja de animais repleta
de aquários, enfiamos nossos microfones na água, movimentando-os dentro
do aquário. Para o aquário do filme, queríamos criar um contraste com o
grande mar aberto. Às vezes, ouvimos o zumbido do filtro, bolhas
divertidas e coisas que se ouvem nos aquários de verdade."
Rydstrom gravou sons no oceano, em jacuzzis e até numa caverna de praia,
onde obteve o som de água espirrando e batendo contra o rochedo. Este
último acabou sendo usado na simulação dentro da baleia. O som de
Marlín e Dory pulando sobre as medusas provou ser mais difícil. Rydstrom
acabou conseguindo o efeito desejado batendo com seus dedos numa garrafa
com água quente, obtendo assim um som tipo "glug" aquoso e
abafado.
Num verdadeiro exemplo do que significa sofrer pela arte, a assistente de
Rydstrom, Dee, chegou até mesmo a gravar sua própria consulta no
dentista. O som brutal da broca ouvido em Procurando Nemo (Finding Nemo)
é, na realidade, Dee submetendo-se ao tratamento de uma cárie.
Segundo John Lasseter, "Gary Rydstom foi engenheiro de som de todos
os nossos filmes desde Luxo Jr. e sempre me ensinou como a sonoplastia
pode contribuir para nossas produções e como pode ajudar a tornar o
mundo dos nossos filmes mais convincentes para os espectadores. E, em
Procurando Nemo, Gary realizou um dos seus melhores trabalhos. O som da
água pode se tornar repetitivo, mas ele deu o melhor de si para torná-lo
especial. Ele é um grande colaborador e sempre enriquece nossos
filmes."
A EQUIPE TÉCNICA:
ANDREW STANTON (Diretor/ Argumento Original / Roteirista/ Voz de "Crush")
faz sua estréia diretorial após ser co-roteirista, co-diretor, produtor
executivo e artista de história de todos os quatro filmes
revolucionários lançados anteriormente pela Disney/Pixar. Ele é um
membro valioso da equipe de animação da Pixar desde 1990, quando se
tornou o segundo animador (e o nono funcionário) contratado para a equipe
de pioneiros do estúdio de animação digital. Recebeu uma indicação ao
Oscar® em 1996, como um dos quatro roteiristas que colaboraram para criar
o fenômeno da animação digital, Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy
Story), e foi também roteirista de todos os filmes subseqüentes da Pixar
- Vida de Inseto (A Bug's Life) Toy Story 2, Monstros S.A. (Monsters, Inc.)
e Procurando Nemo (Finding Nemo). Além disso, foi co-diretor do longa de
1998 da Disney/Pixar, Vida de Inseto, e produtor executivo do sucesso de
2001 indicado ao Oscar®, Monstros S.A.
Natural de Rockport, Massachusetts, Stanton bacharelou-se em animação de
personagem pelo California Institute of the Arts (CalArts), onde rodou
dois filmes estudantis: A Story - a história de um garoto chamado Melvin,
um dinossauro chamado Ted e um palhaço assassino, chamado Randy, com um
esquadrão de capangas - e Somehere in the Arctic. Na década de 80,
iniciou sua carreira profissional em Los Angeles, como animador do
estúdio Kroyer Films, de Bill Kroyer, e como redator da produção de
Ralph Bakshi, Mighty Mouse, The New Adventures (1987). Em 1990,
associou-se a John Lasseter em sua recém-fundada produtora comercial, a
Pixar, e foi animador e diretor de inúmeros filmes publicitários.
Também co-dirigiu com John Lasseter os curtas de Luxo Jr, Surprise e
Light and Heavy, produzidos para a Vila Sésamo (Sesame Street), antes de
iniciar a pré-produção de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story),
no início dos anos 90.
Stanton e sua esposa têm dois filhos.
LEE UNKRICH (Co-Diretor) continua tendo um papel fundamental na criação
e produção dos longas de animação da Pixar, desta vez através de sua
contribuição para Procurando Nemo (Finding Nemo). John Lasseter o
descreve como "um dos maiores talentos que já trabalharam neste
meio. Ele realiza um trabalho incrível em encenação, montagem e
direção de câmera, e tem um enorme conhecimento da dinâmica da
produção cinematográfica. Todos aprendemos muito com Lee e ele elevou
nossos filmes a um novo patamar. A arte do cinema na Pixar tem uma enorme
dívida de gratidão para com ele."
Unkrich fez sua estréia como co-diretor de longa-metragem no lançamento
de 1999 da Disney/Pixar, a produção de animação digital, Toy Story 2,
vencedora do Globo de Ouro de 1999, co-dirigindo, em seguida, Monstros
S.A. (Monsters, Inc.) Antes disso, havia trabalhado com Lasseter como
montador de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story) e Vida de Inseto
(A Bug's Life).
Antes de entrar para a Pixar, em 1994, trabalhou durante vários anos na
televisão como montador e diretor. Formou-se pela prestigiosa Faculdade
de Cinema da University of Southern California, em 1991, onde criou
vários curtas-metragens premiados. Natural de Cleveland, Ohio, Unkrich
passou os primeiros anos de sua vida adulta atuando em produções da
companhia teatral da Cleveland Playhouse.
O cineasta versátil e sua esposa têm dois filhos. No momento, ele está
trabalhando mais uma vez com Lasseter, como co-diretor do lançamento de
2005 da Disney/Pixar, Cars.
GRAHAM WALTERS (Produtor) faz sua estréia como produtor em Procurando
Nemo (Finding Nemo), após uma carreira ilustre como diretor técnico,
supervisor técnico e gerente de produção no mundo da animação
digital. Walters trabalhou durante sete anos na Pacific Data Images (PDI),
antes de entrar para a Pixar, em 1994. Seus créditos na Pixar incluem
contribuições para Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida
de Inseto (A Bug's Life) e Toy Story 2.
Nascido em Paris, França, Walters já residiu em várias cidades dos
Estados Unidos, Inglaterra e Canadá. Na Universidade da Pensilvânia,
formou-se em Informática e Engenharia. Graças a dotações e bolsas da
NASA e da National Science Foundation, continuou seus estudos na
universidade, onde obteve um mestrado em 1987.
Na PDI, trabalhou em projetos da Jim Henson Productions. Na Pixar,
começou trabalhando como diretor técnico de Toy Story - Um Mundo de
Aventuras (Toy Story), foi supervisor técnico de Vida de Inseto (A Bug's
LIfe) e gerente de produção de Toy Story 2.
JOHN LASSETER (Produtor Executivo) entrou para a história do cinema em
1995, como o diretor do primeiro longa-metragem feito por computação
gráfica, Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story), que lhe deu um
Oscar® técnico especial. Subseqüentemente, voltou a ser aclamado como
diretor de Vida de Inseto (A Bug's Life, 1998) e de Toy Story 2 (1999),
tendo sido também produtor executivo de Monstros S.A. (Monsters, Inc.), e
agora de Procurando Nemo (Finding Nemo).
Diretor e animador premiado, Lasseter continua a exercer o cargo de
vice-presidente de criação da Pixar. Ele é roteirista e diretor de
inúmeros curtas-metragens e comerciais da televisão para a Pixar,
incluindo Luxo Jr. (indicado ao Oscar® em 1986), Red's Dream (1987), Tin
Toy, que lhe deu o Oscar® de Melhor Curta-Metragem Animado de 1989, e
Knick Knack (1989). Entre seus inúmeros outros créditos no cinema,
também criou e animou o cavaleiro de vitral da produção de Steven
Spielberg de 1985, Jovem Sherlock Holmes (Young Sherlock Holmes).
Lasseter nasceu em Hollywood e cresceu em Whittier, Califórnia. Sua mãe
era professora de arte e, já no primeiro ano do segundo grau, ele se
apaixonou por cartoons e pela arte da animação. Ainda no segundo grau,
ele escreveu aos estúdios Disney sobre sua paixão e começou a estudar
arte, aprendendo a desenhar figuras humanas e animais. Na época, a Disney
estava montando um programa de animação na CalArts, uma instituição
inovadora para estudo de arte, design e fotografia, e Lasseter se tornou o
segundo aluno a ser aceito no programa piloto do instituto. Nos quatro
anos em que cursou a CalArts, rodou dois filmes animados (Lady and the
lamp e Nitemare), ambos premiados com o Student Academy Awards®, o
Oscar® estudantil.
Em suas férias de verão, estagiou na Disney, sendo contratado em tempo
integral pelo departamento de animação do estúdio ao se formar, em
1979. Durante os cinco anos em que trabalhou na Disney, contribuiu para
filmes como O Cão e a Raposa (The Fox and the Hound) e O Natal do Mickey
Mouse (Mickey's Christmas Carol). Inspirado pelo inovador e ambicioso
filme da Disney, Tron, que empregava a animação digital na criação de
seus efeitos especiais, Lasseter trabalhou com o colega e animador Glen
Keane na criação de seu próprio projeto. Um teste de 30 segundos,
baseado no livro de Maurice Sendak, Where the Wild Things Are, mostrou
como a animação tradicional à mão podia ser perfeitamente combinada
aos cenários e movimentos de câmera computadorizados.
Em 1983, a convite do fundador da Pixar, Ed Catmull, Lasseter visitou o
departamento de computação gráfica da Lucasfilme e ficou intrigado no
ato. Vislumbrando o enorme potencial da tecnologia da computação
gráfica na transformação da arte da animação, ele deixou a Disney, em
1984, e foi para a Lucasfilm, para um período de apenas um mês de
trabalho. Passados seis meses, Lasseter havia se tornado uma força vital
e catalítica na Pixar. Trabalhando em parceria com Bill Reeves, da Pixar,
Lasseter teve a idéia de transformar um par de luminárias em personagens
convincentes, e assim nasceu Luxo Jr.
Atualmente, está dirigindo o novo longa da Disney/Pixar, Cars, com
lançamento previsto para 2005. Lasseter e sua esposa, Nancy, residem no
norte da Califórnia com os cinco filhos do casal.
BOB PETERSON (Roteirista/ Voz do "Prof. Raia") é um
membro-chave da equipe da Pixar desde 1994. Entre outros créditos,
dirigiu vários filmes publicitários para o departamento de
curtas-metragens e foi artista de layout e animador (primordialmente do
menino malvado, "Sid") de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy
Story, 1995). Em seguida, foi artista de história de Vida de Inseto (A
Bug's Life) e supervisor de história de Monstros S.A. (Monsters, Inc.).
Nascido em Wooster, Ohio, e criado no Brooklyn e em Long Island, é
formado em Engenharia Mecânica pela Ohio Northern University. Enquanto
estudava para o mestrado em Engenharia pela Purdue University, de Indiana,
teve sua primeira experiência trabalhando num laboratório de
computação gráfica. Foi lá que teve também sua primeira experiência
como cartunista, como redator e desenhista de Loco-Motives, uma tira
diária publicada no Journal and Courier, um jornal de West Lafayette.
Após formado, Peterson mudou-se para Santa Bárbara, Califórnia, para
trabalhar na Wavefront Technologies, onde ensinou os funcionários a
usarem o Maya e outros programas de computador. Posteriormente, trabalhou
na produtora de Hollywood Rezn8 Productions antes de transferir-se para a
Pixar, em 1994.
"Cada história em que trabalhei foi uma luta", observa Peterson.
"É como se trabalhássemos com uma pedra bruta de mármore, que
vamos cinzelando aos poucos até que a história nos diga como ela quer
ser. Em geral, uma cena é o carro-chefe para o resto do filme. Algo
estimula sua imaginação e todo o resto provém daí."
Além de seu trabalho no departamento de história da Pixar, Peterson já
dublou vários personagens animados inesquecíveis da produtora: o herói
e jogador de xadrez de Geri's Game (1997), e Roz, a lesma obcecada por
burocracia, de Monstros S.A. (Monsters, Inc., 2001). Soma-se agora a esse
repertório o papel do prof. Raia, o professor de Procurando Nemo (Finding
Nemo).
Peterson reside em São Francisco com a mulher e os dois filhos do casal.
DAVID REYNOLDS (Roteirista) é um redator humorístico veterano, cujos
créditos incluem o roteiro do longa-metragem animado da Disney, A Nova
Onda do Imperador (The Emperor's New Groove, 2000). Também colaborou com
diálogos, piadas e materiais adicionais para longas de animação dos
estúdios Disney, como Mulan e Tarzan, e produções da Disney/Pixar como
Vida de Inseto (A Bug's Life) e Toy Story 2.
Nos anos 80, ele e Robert Smigel chamaram atenção com seu show cômico
de improviso, All You Can Eat and the Temple of Dooom [sic], e contaram
com a participação dos comediantes Bob Odenkirk (de Mr Show with Bob and
David) e Conan O'Brien em seu segundo show, Happy Happy Good Show. Quando
O'Brien começou a apresentar o programa Late Night, da NBC, em 1993,
Reynolds mudou-se para Nova York e deu início a uma temporada de dois
anos como um dos redatores oficiais do programa.
No início de sua carreira, Reynolds trabalhou como ator, atuando em
filmes como Soul Man e One More Saturday Night, tendo feito também
participações especiais em China Beach e Crime Story. No entanto, quando
começou a rescrever seus papéis para os testes que fazia, Reynolds
percebeu que deveria seguir a carreira de roteirista ao invés de
trabalhar como ator.
Após concluir seu trabalho em A Nova Onda do Imperador (The Emperor's New
Groove), contribuiu como roteirista para diversos novos projetos de
animação dos estúdios Disney, incluindo Atlantis - O Reino Perdido (Atlantis:
The Lost Empire), entre outros. Ele passou 14 meses trabalhando numa
adaptação cinematográfica do clássico da literatura infantil de
Maurice Sendak, Where the Wild Things Are, antes de entrar para a equipe
de criação de Procurando Nemo (Finding Nemo). Atualmente, está
desenvolvendo projetos para a Warner Bros., a Paramount, e voltou a
trabalhar com o diretor Mark Dindal (A Nova Onda do Imperador) como
roteirista do longa de animação digital da Disney, Chicken Little.
Reynolds e sua mulher, Dawn, tên duas filhas e dois peixinhos dourados. A
família reside na área de Hancock Park, em Los Angeles.
THOMAS NEWMAN (Compositor) criou trilhas para mais de 50 longas-metragens
nos últimos 20 anos, tendo sido indicado cinco vezes ao Oscar® com suas
trilhas para Adoráveis Mulheres (Little Women), Um Sonho de Liberdade (The
Shawshank Redemption), ambos de 1994, Meus Tios Heróis (Unstrung Heroes,
1995), Beleza Americana (American Beauty, 1999), e Estrada Para Perdição
(Road to Perdition), do ano passado. Também foi honrado com um Emmy,
três Grammys e um prêmio BAFTA de Melhor Trilha Cinematográfica. Desde
seus primeiros trabalhos até os mais recentes, Newman conquistou a
reputação de um compositor talentoso que não tem medo de incorporar
tecnologias pouco usuais em seu leque de instrumentos, seja um sampler
digital ou tigelas de cozinha feitas de aço.
Nascido em 1955, filho do lendário diretor musical da 20th Century Fox,
Alfred Newman, Thomas cresceu numa dinastia de três compositores
célebres de Hollywood. Seu pai, Alfred, foi indicado 45 vezes ao Oscar®
e, durante 35 anos, foi diretor musical da Fox; seu tio, Lionel, foi
compositor e diretor musical de estúdio com mais de 50 trilhas
cinematográficas em seu currículo; e outro tio, Emil, também foi
regente, com quase 50 trilhas de cinema entre seus créditos. A família
inclui ainda vários músicos de sucesso: o irmão, David, já compôs as
trilhas de mais de 60 filmes, e o primo, Randy, é um compositor pop de
grande popularidade e autor das trilhas de quatro filmes anteriores da
Pixar.
Embora, de início, Thomas não tivesse intenção de se tornar
compositor, ele estudou música na USC e em Yale, pensando em seguir
carreira no teatro musical. Com a ajuda de Stephen Sondheim, conseguiu que
sua peça Three Mean Fairy Tales, fosse encenada off-Broadway. No final
dos anos 70 e início dos anos 80, Thomas foi tecladista de várias
bandas, antes de retornar à Hollywood para iniciar sua carreira musical
no cinema. Estreou com compositor de cinema sob os auspícios de John
Williams, que o convidou para orquestrar o trecho dramático que acompanha
a cena da "Morte de Darth Vader" de O Retorno do Jedi (Return of
the Jedi, 1983). Pouco depois, seu amigo, o produtor Scott Rudin, convidou
Newman para ajudá-lo a supervisar a trilha do filme Jovens Sem Rumo (Reckless,
1984). Thomas acabou compondo a trilha do filme e, depois disso, sua
carreira como compositor de Hollywood decolou.
Thomas compõe através de associações livres; ele e um pequeno grupo
costumam se reunir para sessões de improviso, que servem para gerar mais
idéias ou que se tornam material bruto que Thomas posteriormente "sampleia"
e insere diretamente em suas trilhas. Ele já se apropriou de todo tipo de
ruído, de sanfona processada (Meus Tios Heróis/Unstrung Heroes) a
cigarras (A Força de Um Passado/Flesh and Bone) e James Brown (O Homem do
Sapato Vermelho/The Man With One Red Shoe). Suas trilhas incluem Academia
de Gênios (Real Genius) e Procuras-se Susan Desesperadamente (Desperately
Seeking Susan), ambos de 1985, Os Garotos Perdidos (The Lost Boys) e
Abaixo de Zero (Less Than Zero), ambos de 1987, Tomates Verdes Fritos (Fried
Green Tomatoes) e O Juízo Final (The Rapture), ambos de 1991, O Jogador (The
Player) e Perfume de Mulher (Scent of a Woman), de 1992, Um Sonho de
Liberdade (The Shawshank Redemption), de 1994, O Povo Contra Larry Flynt (The
People Vs. Larry Flynt (1996), Oscar & Lucinda (1997), O Encantador de
Cavalos (The Horse Whisperer, 1998), Beleza Americana (American Beauty) e
À Espera de Um Milagre (The Green Mile), ambos de 1999, Erin Brockovich -
Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich, 2000), Entre Quatro Paredes (In
the Bedroom, de 2001), e Estrada Para Perdição (Road to Perdition) e
Deixe-me Viver (White Oleander), ambos de 2002. Também compôs os temas
dos seriados televisivos populares, Boston Public e Six Feet Under.
O compositor prolífico reside em Los Angeles com a mulher, Ann Marie, e
os filhos do casal.
OS DUBLADORES:
ALBERT BROOKS (Marlín) empresta seu talento vocal e sua verve cômica ao
peixe-palhaço tímido e super protetor que precisa enfrentar os perigos
do mar aberto para tentar salvar seu filho, Nemo. Afundado até as
brânquias em preocupação com o desaparecimento de seu filho, Marlín
ruma em direção à baía de Sydney, vivendo a maior aventura de sua
vida, descobrindo a verdadeira essência do que é ser pai e a capacidade
de superar seus próprios medos.
Brooks é um dos comediantes mais criativos da indústria do cinema, além
de um dos cronistas mais contumazes da vida contemporânea. Tendo iniciado
sua carreira apresentando-se ao vivo como humorista em clubes de comédia,
tornou-se um ator, roteirista e diretor premiado.
Ele dirigiu seis longas-metragens, incluindo Um Visto Para o Céu (Defending
Your Life, também escrito e estrelado por ele), A Musa (The Muse), Mãe
É Mãe (Mother), Relax (Lost in America), Um Romance Moderno (Modern
Romance) e Real Life, todos também co-escritos e estrelados por ele. Lost
in America e Mother foram honrados com o prêmio de Melhor Roteiro da
Associação Nacional de Críticos de Cinema; Mother também venceu o
prêmio de Melhor Roteiro da Associação de Críticos de Cinema Nova York.
Fez sua estréia como ator no clássico de Martin Scorsese, de 1976, Taxi
Driver. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem filmes como
Recruta Benjamim (Private Benjamin), Infielmente Tua (Unfaithfully Yours),
Disposto a Tudo (I'll Do Anything), O Impaciente (Critical Care),
Irresistível Paixão (Out of Sight) e My First Mister. Foi indicado ao
Oscar® com seu desempenho em Nos Bastidores da Notícia (Broadcast News).
Nascido e criado em Los Angeles, estudou drama na Carnegie Mellon
University antes de iniciar sua carreira como ator, em 1968, trabalhando
como comediante na televisão. Começou no The Steve Allen Show,
tornando-se mais tarde membro do elenco regular de The Dean Martin Show, e
atuando em vários programas como The Ed Sullivan Show, The Merv Griffin
Show, The Hollywood Palace, e tendo feito mais de 40 participações
especiais no The Tonight Show de Johnny Carson.
Brooks gravou dois álbuns de comédia: Comedy Minus One e A Star is
Bought. Este último foi indicado ao Grammy de Melhor Disco de Comédia.
Fez sua estréia diretorial em 1972 na série da PBS, The Great American
Dream Machine. Ele adaptou um artigo que escrito para a revista Esquire,
"A Famosa Escola para Comediantes de Albert Brooks", na forma de
um curta-metragem. Em seguida, criou seis curtas para a temporada de
estréia do Saturday Night Live.
Brooks foi honrado pelo American Film Institute com uma retrospectiva do
seu trabalho no First U.S. Comedy Arts Festival de Aspen, Colorado.
Atualmente, ele pode ser visto nas telonas, contracenando com Michael
Douglas no longa dirigido por Andrew Fleming, The In-Laws.
ELLEN DEGENERES (Dory) dubla uma regal blue tang com um tipo de amnésia
temporária e um jeito incuravelmente otimista, que se une a Marlín em
sua tentativa de salvar o filho dele. Uma boa samaritana que teria todo o
prazer em lhe contar a história de sua vida, se pelo menos ela
conseguisse lembrar de alguma coisa, a atitude positiva de Dory ajuda
Marlín a superar obstáculos aparentemente intransponíveis.
DeGeneres comenta: "Acho que a maioria das pessoas sabe que, quando
interpreto um papel num filme, faço muitas pesquisas e realmente me
transformo na personagem. Por isso, para interpretar este papel, eu vivi
no mar durante seis meses, com o corpo todo pintado de azul, nadando feito
um peixe. Imagine meu embaraço quando me disseram que seria um filme de
animação e que eu não apareceria diante das câmeras."
"Interpretei a personagem de Dory quase como se ela fosse uma
criança de sete anos", acrescenta a atriz. "Ela é muito
ingênua e infantil, o que é muito bonito, porque ela nunca espera que
nada ruim ou perigoso aconteça. Ela está sempre feliz e otimista. Nada
lhe parece ruim. Uma aventura é sempre algo bom, uma nova experiência. E
uma vez que ela não se lembra das coisas, toda experiência é nova para
ela. Marlín é justamente o oposto. Ele é um personagem paralisado pelo
medo."
"Uma das coisas divertidas acerca do papel de Dory é que ela fala a
língua das baleias", continua DeGeneres. "Eu me diverti muito
inventando aquele idioma, que também exigiu bastante da minha garganta.
Não recomendo isso a ninguém e quero pedir desculpas aqui aos pais,
cujos filhos estejam tentando falar 'baleiês' em casa. Se isso virar
moda, vai ser bem irritante ver crianças correndo por aí falando 'baleiês'."
"Adoro os temas fortes de Procurando Nemo (Finding Nemo)",
conclui ela. "É uma coisa maravilhosa saber que seu pai ou sua mãe
iriam até o fim do mundo procurando você. Acho que o filme também nos
lembra que os peixes têm sentimentos e famílias. Isso nos faz pensar na
necessidade de proteger nossos oceanos e ver como tudo é precioso nos
recifes de coral."
Uma pioneira e ícone da televisão, DeGeneres fez história em abril de
1997, com sua personagem nas telinhas, 'Ellen Morgan', do seriado de Ellen.
Seu legado revolucionário teve início em 1986, com sua primeira
participação no The Tonight Show, quando se tornou a primeira e única
mulher a ser convidada por Johnny Carson a sentar-se ao lado dele após
sua primeira participação.
DeGeneres passou a primeira metade do ano de 2003 viajando pelos Estados
Unidos com a turnê de seu show humorístico, Here and Now, encerrada em
Nova York, em maio. HBO planeja exibir uma gravação de seu show ao vivo
numa transmissão especial, em junho.
No momento, ela está se preparando para a estréia de seu próprio talk
show vespertino no outono. O programa está sendo produzido em
associação com a Telepictures Productions e será distribuído pela
Warner Brothers Television. Também no final deste outono norte-americano,
a editora Simon & Schuster publicará seu livro mais recente de contos
e ensaios humorísticos.
DeGeneres foi apresentadora da cerimônia de entrega dos prêmios Emmy de
2001 e teve seu desempenho elogiadíssimo, fazendo uma combinação de seu
humor inconfundível com uma emoção sincera e dando ao público
pós-11-de-setembro motivos para rir.
Ela iniciou sua carreira como mestre de cerimônias de um clube noturno de
comédia em sua cidade natal de Nova Orleans. Conquistou reconhecimento
nacional em 1982, quando versões em vídeo de suas apresentações
humorísticas ao vivo lhe valeram o prêmio da Showtime de "Pessoa
Mais Engraçada da América". Mudando-se para Los Angeles, filmou seu
primeiro especial da HBO, Young Comedians Reunion, depois Women of the
Night (1986) e Command Performance: One Night Stand (1989), que lhe valeu
uma indicação ao Cable Ace. Também foi eleita "Melhor
Comediante" no American Comedy Awards, de 1991.
DeGeneres iniciou sua carreira na televisão em Open House, da Fox,
atuando em seguida em Laurie Hill, da ABC, até ser convidada para
estrelar These Friends of Mine da ABC, transformando em Ellen após sua
primeira temporada. O seriado bateu recordes de audiência e DeGeneres foi
indicada ao Emmy de Melhor Atriz em todas as temporadas. Em 1997, recebeu
o cobiçado prêmio Peabody, além de um Emmy, como roteirista do
episódio aclamado pela crítica, "Puppy Episode", no qual sua
personagem assume ser homossexual diante de um público recorde de 46
milhões de espectadores. No ano passado, estrelou o programa da CBS, The
Ellen Show.
Como produtora e estrela de Ellen, DeGeneres recebeu inúmeras honrarias,
incluindo o People's Choice Award de 1995, duas indicações ao Globo de
Ouro e duas indicações ao Screen Actors Guild. Entre seus créditos
televisivos adicionais, foi produtora executiva e co-estrelou com Sharon
Stone na produção da HBO indicada ao Emmy, Desejo Proibido (If These
Walls Could Talk II), e fez participações especiais no Larry Sanders
Show, que lhe deu outra indicação ao Emmy. Seus créditos
cinematográficos incluem Ed TV, dirigido por Ron Howard, A Carta Anônima
(The Love Letter), da Dreamworks, Goodbye Lover, da New Regency, Cônicos
e Cômicos (Coneheads) e Deu Tudo Errado (Mr. Wrong), no qual co-estrelou
com Bill Pullman.
DeGeneres também foi apresentadora de grandes eventos da indústria do
entretenimento, incluindo a 38a e 39a Cerimônias Anuais de Entrega dos
Prêmios Grammy, que lhe deram uma indicação ao Emmy; a 46a Cerimônia
Anual de Entrega dos Prêmios Emmy, que lhe valeu um American Comedy Award;
a Cerimônia de Honra do VH1, que lhe deu um prêmio Cable Ace; a
transmissão da VH-1 Divas Las Vegas e o especial de Natal do Saturday
Night Live.
Em 1995, seu primeiro livro, My Point…And I Do Have One, foi lançado em
primeiro lugar na lista de bestseller do The New York Times. Em 1997,
lançou o CD de comédia, Taste This. Em julho de 2000, DeGeneres retornou
à vida de comediante ao vivo, embarcando numa turnê de três meses por
grandes teatros de todo o país, que culminou com seu especial de sucesso
aclamado pela crítica e indicado ao Emmy, The Beginning.
Desde que foi reconhecida nacionalmente com comediante, em 1982, em Nova
Orleans, as muitas contribuições de Ellen à indústria do
entretenimento lhe valeram muitos prêmios, incluindo um Golden Apple
Award de Revelação Feminina do Ano do Hollywood Women's Press Club, um
prêmio Lucy Award, em homenagem às mulheres da Televisão e do Cinema, e
um prêmio da Anistia Internacional.
ALEXANDER GOULD (Nemo) dubla a voz animada do personagem título do filme,
o peixe-palhaço, Nemo, cujo rapto gera um mar de aventuras que leva o
peixinho - e seu pai ansioso, Marlín - do oceano à terra firme e de
volta ao mar. Gould participou de audições juntamente com outros jovens
candidatos ao papel e foi selecionado pessoalmente pelo diretor para
Stanton interpretar o protagonista do filme.
Atualmente com nove anos, Gould trabalha como ator desde os dois anos de
idade. Suas inúmeras participações como convidado especial de seriados
televisivos incluem episódios de Freaks and Geeks e Malcolm in the Middle
(2000), Ally McBeal, 7th Heaven e Family Law (2001), e Even Stevens e
Boomtown (2002). Seus créditos na TV incluem também telefilmes como o
drama da Dimension Films, Mexico City (2000), e o thriller retrô de
ficção científica sobre a era do drive-in, The Day The World Ended
(2001), da HBO.
Os créditos cinematográficos anteriores de Gould incluem o thriller
produzido por Wes Craven, They, e longa independente Wheelmen (both 2002).
O ator-mirim reside em Los Angeles.
WILLEM DAFOE (Gil) dubla o misterioso ídolo-mourisco que lidera a turma
do aquário. Um veterano que vive cercado de peixes que passaram suas
vidas inteiras "emparedados", Gil, que sonha em fugir do
aquário, assume a proteção de Nemo sob suas nadadeiras com a esperança
de que ele o ajude pôr em prática seu audacioso plano de fuga.
Ator versátil e ousado, Dafoe interpretou em 2002 dois personagens de
grande visibilidade, mas diametralmente diferentes: o "Duende
Verde", o arrogante milionário vilão de Homem-Aranha (Spider-Man),
e "John Carpenter", um especialista em vídeo daltônico que tem
uma relação de co-dependência com o astro de Guerra, Sombra e Água
Fresca (Hogan's Heroes), Bob Crane, em Auto-Focus.
Registrado com o nome de "William", Dafoe era chamado na escola
de "Willem" e o apelido pegou. Ainda adolescente, em sua cidade
natal de Appleton, Wisconsin, começou a atuar na trupe teatral
experimental, Theatre X. Posteriormente, mudou-se para Nova York, e foi
co-fundador da companhia de vanguarda, Wooster Group, com a diretora
Elizabeth LeCompte.
Fez sua estréia no cinema em 1980, num papel de figurante não creditado
no longa de Michael Cimino, O Portal do Paraíso (Heaven's Gate). Seus
créditos cinematográficos da década de 80 incluem The Loveless, de
Kathryn Bigelow, Ruas de Fogo (Streets of Fire), e seu primeiro grande
papel de destaque, Rick Masters, em Viver e Morrer em Los Angeles (To Live
And Die in L.A., 1985), de William Friedkin. Seu primeiro personagem para
o diretor Oliver Stone foi o do sargento Elias de Platoon (1986), que lhe
deu uma indicação ao Oscar®; voltou a trabalhar com Stone em Nascido em
Quatro de Julho (Born on the Fourth of July, 1989). Em 1988, interpretou o
papel de Jesus no longa polêmico e elogiado pela crítica de Martin
Scorsese, A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ),
bem como o agente do FBI Ward, no longa de Alan Parker, Mississippi em
Chamas (Mississippi Burning).
Em 1990, foi visto nas telonas nos filmes Coração Selvagem (Wild at
Heart), de David Lynch, Tão Longe, Tão Perto (Faraway, So Close!), de
Wim Wender, Basquiat, de Julian Schnabel, O Mistério de Lulu (Lulu on the
Bridge), de Paul Auster, O Dono da Noite (Light Sleeper), de Paul Schrader,
e eXistenZ, David Cronenberg. Em 1994, interpretou o detetive freelance
John Clark, no filme de Tom Clancy, Perigo Real e Imediato (Clear and
Present Danger). Em 1996, viveu Caravaggio, o ladrão sem dedo de O
Paciente Inglês (The English Patient), de Anthony Minghella, e, no ano
seguinte, estrelou o longa de Paul Schrader, Temporada de Caça (Affliction).
Em 2000, interpretou quatro papéis bastante diversos: o tira Donald
Kimball, no dark e divertido, Psicopata Americano (American Psycho), o
encarcerado "Rei do Peçado" Earl Copen, de Fábrica de Animais
(Animal Factory), o padre Andre de Pavilion of Women, e o incrível Max
Shreck, de A Sombra do Vampiro (Shadow of the Vampire). Este último papel
lhe valeu um Independent Spirit Award, um Globo de Ouro e uma indicação
ao Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante. Entre seus próximos filmes,
destacam-se Once Upon a Time in Mexico, dirigido por Robert Rodriguez e
co-estrelado por Antonio Banderas e Johnny Depp, no qual Dafoe interpreta
o narcotraficante Barillo; The Reckoning, de Paul McGuigan, no papel do
líder de uma trupe de atores que descobrem um assassinato e decidem
desvendá-lo reencenando o crime na forma de uma peça teatral; e The
Clearing, contracenando com Helen Mirren e Robert Redford.
Dafoe reside em Nova York, onde continua atuando com a companhia do
Wooster Group, no teatro The Performing Garage, no SoHo, e também em suas
muitas turnês internacionais.
GEOFFREY RUSH (Nigel) interpreta o obsequioso e fofoqueiro pelicano que
defende Marlín e Dory das gaivotas e lhes dá uma carona enquanto eles
estão procurando Nemo. Um veterano entre as aves locais, Nigel vive na
praia e passa os dias nas docas com seus amigos penados, mas está
disposto a voar e entrar em ação quando necessário.
Rush nasceu em Toowoomba, Queensland, em 1951, e cresceu em Brisbane,
formando-se em Inglês pela Universidade de Queensland, em 1971. Ainda na
faculdade, entrou para a Queensland Theatre Company, de Brisbane, sendo
logo escalado em produções como Wrong Side of the Moon e You're a Good
Man, Charlie Brown. Em 1975, mudou-se para Paris e nos dois anos seguintes
estudou mímica na École Jacques Lecoq.
Retornou à Austrália e, em 1979, contracenou com seu colega de
apartamento, Mel Gibson, na montagem de Sydney de Esperando Godot (Waiting
for Godot). No início da década de 80, Rush era membro da companhia de
Jim Sharman, a Lighthouse, e também dirigiu produções da Queensland
Theatre Company, do Festival de Adelaide, e da Company B Belvoir.
Construiu paulatinamente a reputação de um dos melhores atores teatrais
australianos, premiado em montagens como o sucesso de crítica, The Diary
of a Madman, The Government Inspector, de Gogol, Tio Vânia (Uncle Vanya),
de Chekhov, e Oleanna, de David Mamet.
Rush fez sua estréia cinematográfica no longa de 1981, Hoodwink; mas o
teatro sempre foi sua prioridade e, por isso, ele só atuou em mais dois
filmes nos quatorze anos seguintes, Starstruck (1982) e Twelfth Night
(1987). Após se recuperar do que ele descreve como um "acesso total
e desvairado de loucura" em 1992, decidiu seguir adiante com sua
predileção por interpretar "excêntricos marginalizados" e
aceitou o papel do pianista David Helfgott na cinebiografia, Shine -
Brilhante (Shine, 1996). Seu desempenho sensacional lhe deu inúmeros
prêmios, incluindo um Globo de Ouro, um prêmio BAFTA e, por fim, o
Oscar® de Melhor Ator.
Dois anos depois, foi visto em trajes de época duas vezes no mesmo ano:
interpretando um emissário secreto da rainha no épico, Elizabeth, e
também o empresário miserável de Shakespeare, no sucesso vencedor do
Oscar®, Shakespeare Apaixonado (Shakespeare in Love), que lhe deu uma
indicação ao Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante. Seus créditos
cinematográficos incluem ainda o papel de Javert, de Les Miserables
(1998), o malfeitor Casanova Frankenstein, do thriller cômico Heróis
Muito Loucos (Mystery Men, 1999), o Marquês de Sade em Os Contos
Proibidos do Marquês de Sabe (Quills, 2000), o dedo-duro Harry Pendel, de
O Alfaiate do Panamá (The Tailor of Panama, 2001) e Leon Trotsky, amante
da personagem-título de Frida (2002).
Entre seus futuros lançamentos, destacam-se os papéis de Peter Sellers
em The Life and Death of Peter Sellers, co-estrelado por John Lithgow e
Charlize Theron; do superintendente Hare de The Kelly Gang, contracenando
com Heath Ledger e Naomi Watts; o pirata-zumbi Capitão Barbossa, de
Piratas do Caribe (Pirates of the Caribbean), da Disney, co-estrelado por
Johnny Depp e Orlando Bloom; e o filme dos irmãos Coen, Intolerable
Cruelty, co-estrelado por George Clooney e Catherine Zeta-Jones. Rush
reside em Sydney.
BARRY HUMPHRIES (Bruce) interpreta o papel do Grande Tubarão Branco que
está louco para parar de comer peixes. Torturado pelo vício de comer
peixe fresco, Bruce jurou cortar de sua dieta qualquer alimento
ictiológico e transformar os peixes em amigos, não em alimento, mas, a
exemplo de todos os viciados em recuperação, ele está a apenas uma
mordida de uma recaída carnívora.
Humphries é não só um ator renomado na Europa e na Austrália, mas
também um dos paisagistas mais populares da Austrália. Seus quadros
fazem parte de inúmeros acervos públicos e privados, tanto em seu país
natal quanto no exterior. É formado pela Universidade de Melbourne em
Direito, Filosofia e Artes. Foi na Universidade de Melbourne que realizou
suas primeiras exposições dadaístas - experiências de anarquia e
estilo visual que se tornaram parte do folclore australiano.
Após compor e interpretar canções e esquetes nas revistas musicais da
universidade, Humphries entrou para a recém-formada Melbourne Theatre
Company. Em 1956, criou o personagem da sra. Everage, uma dona-de-casa de
Melbourne, papel este que, posteriormente, se tornou um sucesso
internacional e deu origem à imensamente popular Dame Edna.
Em Sydney, no final da década de 50, juntou-se ao Philip Street Revue
Theatre, o primeiro teatro australiano onde foram encenadas produções de
revista e sátiras. Após uma longa temporada na qual desenvolveu seus
recém-criados personagens, interpretou o papel de Estragon, em Esperando
Godot (Waiting for Godot). A produção foi a primeira peça de Samuel
Beckett montada na Austrália. Posteriormente, ele participou de uma
produção infantil de pantomima e de uma revista de grande sucesso, que
deu a "Edna" seu primeiro papel de protagonista. Em 1959,
Humphries se casou e velejou até Veneza.
Nos anos 60, atuou em inúmeras produções do West End, de Londres. Entre
seus créditos teatrais dessa época, destacam-se os musicais Oliver! e
Maggie May, de Lionel Bart, e as montagens teatrais e radiofônicas de
peças de seu amigo, Spike Milligan, em particular, The Bed Sitting Room.
Ele também trabalhou em produções de Joan Littlewood no Stratford East,
e interpretou Long John Silver, no Mermaid Theatre. Em 1967, interpretou o
papel de Fagin na remontagem do Piccadilly Theatre de Oliver!
Entre uma e outra montagem teatral no West End, retornava regularmente à
Austrália com um novo show solo, apresentando uma grande variedade de
personagens, incluindo a personagem feminina, Edna, cuja popularidade
crescia rapidamente.
No início da década de 70, com seu amigo, o diretor Bruce Beresford
(Conduzindo Miss Daisy/Driving Miss Daisy), Humphries foi visto nas telas
de cinemas no papel de Barry Mackenzie, um personagem que ele havia
inventado nos anos 60 numa tira de quadrinhos cult que ele escrevia para a
revista satírica de Peter Cook, Private Eye.
Em meados dos anos 70, Humphries havia parado de interpretar personagens
em filmes, peças e show de TV britânicos para estrelar seu próprio show
solo no Apollo Theatre, de Londres. Housewife Superstar!, protagonizado
por Dame Edna, tomou Londres de assalto e continua sendo encenada no West
End até hoje, culminando com o sucesso de Edna the Spectacle, no Theatre
Royal Haymarket. Em 1979, venceu o prêmio da Society of West End Theatres
com A Night With Dame Edna, no Piccadilly Theatre. Desde então, já
acumulou inúmeros prêmios por seu trabalho no teatro e na TV, incluindo
a Rose d'Or de Montreux, em 1992, por seu programa televisivo, A Night on
Mount Edna. Apresentou-se em turnês teatrais na Alemanha, Escandinávia,
Holanda, no Extremo Oriente e no Oriente Médio, tendo gravado especiais
televisivos de Dame Edna para a NBC e a Fox.
Mais recentemente, viveu o papel de Dame Edna na televisão como
integrante do elenco regular de Ally McBeal da Fox, e, nos cinemas,
interpretou a sra. Crummles/sr. Leadville, na elogiadíssima adaptação
recente de Douglas McGrath de Nicholas Nickleby, de Charles Dickens. Os
créditos cinematográficos adicionais de Humphries incluem Endiabrado (Bedazzled),
The Bliss of Mrs. Blossom, The Naked Bunyip, Barry Mackenzie Holds His Own,
Shock Treatment e Minha Amada Imortal (Immortal Beloved).
Como suas produções em Londres atraíam muitos turistas do Canadá e dos
EUA, "Dame Edna" achou que já era hora de visitar este
continente intrigante e mal compreendido. Após uma temporada de grande
sucesso em São Francisco, o show de Barry estreou na Broadway. Dame Edna:
The Royal Tour tornou-se um dos maiores sucessos da Broadway da temporada
de 2000, conquistando um Drama Desk Award, um Outer Critics Circle Award e
um prêmio Tony especial Live Theatrical Event. Após sua temporada na
Broadway, Dame Edna embarcou numa turnê nacional recebendo elogios
rasgados da crítica e o prêmio de 2001 da National Broadway de Melhor
Ator e Melhor Produção.
Humphries também é autor de vários livros, romances, autobiografias,
livros de poemas e peças. Sua autobiografia venceu o prêmio J.R.
Ackerley de 1993 e ele é sujeito de dois estudos críticos e
biográficos: The Real Barry Humphries, de Peter Coleman, e Dame Edna
Everage, de John Lahr (crítico teatral da The New Yorker). Em 1982,
foi-lhe outorgada a Ordem da Austrália e, em 1994, recebeu um título de
Doutor Honoris Causa da Universidade Griffith (Austrália). É casado com
Lizzie Spender, filha do poeta britânico Sir Stephen Spender, com quem
tem dois filhos e duas filhas.
AUSTIN PENDLETON (Gurgle) interpreta um peixe grama real neurótico, um
dos integrantes da turma do aquário que Nemo conhece ao ser levado para
Sydney. Gurgle, um peixinho obsessivo que morre de medo de micróbios,
passa os dias nadando de um lado para o outro em pânico, tentando não
tocar em nada.
Ator de cinema e teatro e diretor, Austin Pendleton ama as artes
dramáticas desde a sua infância em Warren, Ohio, quando sua mãe, atriz
e diretora do grupo teatral local, Trumbull New Theatre, ensaiava na sala
de estar da casa da família. Já adolescente, Austin fundou com amigos
seu próprio grupo de teatro, o Atlantic Players. Mais tarde, ele
trabalhou no Williamstown Theater Festival enquanto estudava na
Universidade de Yale, onde bacharelou-se em Inglês, em 1961.
Pendleton fez sua estréia off-Broadway, em 1963, na peça Oh Dad, Poor
Dad, Mama's Hung You in The Closet And I'm Feeling So Sad. Seus créditos
adicionais deste período em Nova York incluem Um Violinista no Telhado (Fiddler
on the Roof, 1964), no qual interpretou o papel do alfaiate, Motel, Little
Foxes (1967) e The Last Sweet Days of Isaac (1970).
O Festival de Williamstown convidou Pendleton a dirigir Tartuffe em 1969
e, em 1972, ele dirigiu a montagem do Festival de Tio Vânia (Uncle Vanya).
Pendleton mantém seu relacionamento profissional com o Festival, onde
atua e trabalha como diretor associado. Seus créditos diretoriais na
Broadway incluem Say Goodnight Gracie (1979) e a peça indicada a vários
prêmios Tony, Little Foxes (1981), que marcou a estréia de Elizabeth
Taylor na Broadway.
Um diretor de Chicago solicitou a ele que montasse Say Goodnight Gracie na
cidade, em 1979, insistindo para que Pendleton a dirigisse usando uma
companhia de jovens atores chamada Steppenwolf. O elenco, que incluía
John Malkovich e Joan Allen, deu tal fôlego à peça que Austin readaptou
totalmente a montagem para o novo elenco. Esse foi o início do
relacionamento de Pendleton com a Steppenwolf, para quem, posteriormente,
ele dirigiu Loose Ends (1982), As Três Irmãs (The Three Sisters, 1984),
e Gata em Telhado de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof, 1987). Em 1987,
foi aceito como membro-titular da Steppenwolf.
Pendleton é autor de três peças: Booth, encenada pela primeira vez em
Nova York em 1994; Uncle Bob, produzida em Nova York e montagem em seguida
no Steppenwolf e no Festival de Edimburgo, em 1995; e Orson's Shadow,
montada originalmente no Steppenwolf, em 2000, e atualmente em turnê.
Estreou no cinema no longa de 1968 do diretor Richard Lester, Petulia. Os
mais de 60 longas em seu currículo incluem Ardil 22 (Catch-22, 1970),
Essa Pequena é Uma Parada (What's Up Doc?, 1972), A Primeira Página (The
Front Page, 1974), The Muppet Movie (1979), Starting Over (1979), Meu
Primo Vinny (My Cousin Vinny, 1992), Searching for Bobby Fisher (1993), O
Guarda-Costas e a Primeira Dama (Guarding Tess, 1994), Don't Drink the
Water (1994), The Fifteen Minute Hamlet (1995), Amistad (1997), Uma Mente
Brilhante (A Beautiful Mind, 2001) e Counting Sheep (2002).
O ator reside em Nova York com sua esposa, Katina. Atualmente, é
professor do Herbert Berghof Studio.
JOHN RATZENBERGER foi dublador de todos os longas-metragens produzidos
pela Pixar até hoje e acrescenta mais um crédito ao seu currículo com
Procurando Nemo (Finding Nemo). A voz familiar que surge em meio ao
cardume de peixes e que guia Dory e Marlín na direção certa em sua
busca frenética por Nemo pertence ao ator e comediante veterano. Neste
novo papel para a Pixar, ele confere ao seu personagem o mesmo carisma que
já havia demonstrado no papel de Porquinho, o cofrinho de brinquedo dos
dois filmes Toy Story e no papel (meio chamuscado) de P. T. Pulga, o
apresentador do circo de pulgas de Vida de Inseto (A Bug's Life) e o
solitário Abominável Homem das Neves de Monstros S.A. (Monsters, Inc).
Após anos de enorme sucesso no papel de Cliff Clavin, carteiro e rei da
cultura inútil de Cheers, o seriado televisivo de grande sucesso,
Ratzenberger passou a trabalhar como produtor, diretor e roteirista. Sua
companhia, a Fiddlers Bay Productions, está produzindo atualmente uma
série baseada na vida incrível do lendário agente secreto do FBI,
Willie Reagan, e Ratzenberger está escrevendo e produzindo um seriado
animado para a Film Roman, intitulado McShegney.
Nascido em Bridgeport e criado em Black Rock, Connecticut, cursou a Sacred
Heart University, onde formou-se em inglês, estudou caratê e foi
professor de arco e flecha. Em seu tempo livre, entrou para o clube de
teatro, fazendo sua estréia nos palcos em Summer and Smoke. Em seguida,
protagonizou Amor, Sublime Amor (West Side Story) e Esperando Godot (Waiting
for Godot).
Após quatro anos de estudos, aceitou um emprego num pesqueiro de ostras
até o dia em que foi recebido nas docas por um grupo de ex-colegas da
universidade. Eles o haviam localizado para que ele substituísse o ator
principal de sua montagem da comédia Luv, de Murry Schisgal, no Stowe
Playhouse. Ele permaneceu na companhia teatral, apresentando-se em vários
shows solo, até decidir trabalhar como ferreiro e carpinteiro em North
Wolcott, Vermont. Dois anos depois, viajou para uma visita de três
semanas a Inglaterra, onde permaneceu 10 anos.
Em Londres, fundou um grupo de teatro de improviso, Sal's Meat Market, no
qual era co-roteirista, diretor e ator, às vezes interpretando até 15
personagens por show. Após atrair a atenção do British Arts Council,
ele e um sócio receberam verbas para apresentar-se em turnês em clubes e
teatros de toda a Europa.
Estreou no cinema, em 1974, em The Ritz, dirigido por Richard Lester e
estrelado por Rita Moreno. Desde então, já atuou em 30 longas, incluindo
A Bridge Too Far, Yanks, Superman, Superman II, Na Época do Ragtime (Ragtime),
O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back), Outland, Gandhi, O
Diabólico Agente D.C. (That Darn Cat) e Tick Tock. Mais recentemente,
dublou a voz do assistente de gerente da casa de banhos do longa-metragem
de animação vencedor do Oscar® de 2003, Spirited Away - A Viagem de
Chihiro (Miyazaki's Spirited Away).
Ao retornar aos EUA em 1981, atuou em telefilmes e seriados televisivos
como Hill Street Blues, Code Red, no telefilme das NBC, Wedding Bell Blues,
além, é claro, de Cheers. Dirigiu vários filmes e seriados da TV,
incluindo Sister Sister, Madman of the People e Evening Shade, entre
inúmeros outros. Estrelou também The Pennsylvania Miners' Story, da ABC,
no papel do mineiro Tom Foy, além do popular seriado cômico, 8 Simple
Rules for Dating My Teenage Daughter, contracenando com John Ritter.
Atualmente, está produzindo e apresentando uma série do canal Discovery,
intitulada Made in America.
É chairman da childrenwithdiabetes.com, o maior site da internet dedicado
a pesquisas e trocas de informações sobre a diabetes infantil, cuja
campanha já arrecadou mais US$100 milhões para pesquisas da doença.
Como parte de seu trabalho humanitário, ele está no momento trabalhando
com o Diabetes Research Institute, baseado na Universidade de Miami.
Ratzenberger reside com a mulher e os dois filhos do casal em Los Angeles.
Ele é membro da junta diretora da Universidade de Pepperdine e, nas
noites de quarta-feira, toca bateria com o grupo de gaitistas de fole,
Sons of the Desert.
ALLISON JANNEY (Peach) interpreta uma astuta estrela-do-mar que vigia
constantemente tudo que acontece no mundo fora do aquário e imediatamente
relata todos os novos procedimentos odontológicos aos seus ansiosos
colegas do aquário.
Atualmente, está atuando na quarta temporada do seriado dramático da NBC
aclamado pela crítica e premiado com o Emmy, The West Wing, no papel da
secretária de imprensa, C.J. Cregg. Veterana dos palcos e do cinema,
vencedora de três Emmys e cinco prêmios do Screen Actors Guild, o
sindicato de atores de cinema dos EUA, Janney também possui prêmios do
Outer Critics Circle, Theatre World e um Drama Desk por seu trabalho nos
palcos nova-iorquinos.
A atriz cresceu em Dayton, Ohio, a mesma cidade natal do seu co-astro, o
presidente de West Wing, Martin Sheen. Seu pai era um músico de jazz que
trabalhava durante o dia numa imobiliária e sua mãe foi uma atriz de
formação acadêmica que deixou a carreira de lado ao se casar. Ela
decidiu seguir a carreira de atriz ainda no primeiro ano da Kenyon College,
de Ohio. A faculdade, também alma mater de Paul Newman, estava
apresentando uma montagem estrelada por Newman e sua esposa, Joanne
Woodward, em seu teatro recém-inaugurado. Newman e Woodward se
interessaram de imediato por Janney e Woodward conseguiu que Janney fosse
admitida na companhia teatral Neighborhood Playhouse, de Nova York,
imediatamente após sua formatura.}
Ns década de 80 e início dos anos 90, Janney atuou em várias montagens
off- e off-off-Broadway. Trabalhou em alguns filmes da televisao e
produções independentes do cinema até 1995. Teve sua primeira grande
chance no papel de Ann, o amor secreto do tímido "Primo",
interpretado por Tony Shalhoub, em A Grande Noite (Big Night, 1996), de
Stanley Tucci. Em 1997, atuou na remontagem da Broadway de Present
Laughter, de Noel Coward, que lhe valeu um prêmio Outer Critics Circle de
Melhor Atriz. No ano seguinte, venceu o mesmo prêmio e também um Drama
Desk, além de ter sido indicada ao cobiçado prêmio Tony, no papel de
Beatrice, da remontagem da Broadway de A View From the Bridge, Arthur
Miller.
Os créditos cinematográficos de Allison Janney incluem Tempestade de
Gelo (The Ice Storm, 1997); Segredos do Poder (Primary Colors, 1998);
Celebridades (Celebrity, 1998); 10 Coisas Que Eu Odeio em Você (Things I
Hate About You, 1999); o vencedor do Oscar® de Melhor Filme, Beleza
Americana (American Beauty, premiado com o Screen Actors Guild Award de
1999 de Melhor Desempenho de Elenco); A Enfermeira Betty (Nurse Betty,
2000) e o filme indicado ao Oscar®, As Horas (The Hours, 2002). Em breve,
ela será vista nos cinemas em How to Deal, contracenando com Mandy Moore
e Peter Gallagher.
Seus créditos teatrais nos palcos nova-iorquinos incluem uma montagem de
A Megera Domada (The Taming of the Shrew), do Festival Shakespeare in the
Park, Blue Window, Bad Habits e New England, do Manhattan Theatre Club;
Five Women Wearing the Same Dress, de Alan Ball, para a Manhattan Class
Company; Velvet Elvis do Actors Group de Nova York; e Fat Men in Skirts,
da Naked Angels Theater Company.
STEPHEN ROOT (Bubbles) interpreta um peixe yellow tang com uma obsessão
ligeiramente maníaca pelas bolhas que saem da arca do tesouro dentro do
aquário. Em sua opinião, todas elas lhe pertencem, são só dele - para
serem amadas, adoradas e protegidas de ataques imaginários. Root é mais
conhecido dos telespectadores no papel de Jimmy James, o excêntrico dono
da emissora de NewsRadio, da NBC, e como dublador do barbeiro do
exército, o divorciado Bill Dauterive, de King of the Hill, da Fox.
Root estudou teatro e televisão na Universidade da Flórida. Enquanto
cursava a universidade, venceu uma audição regional da National
Shakespeare Company e abandonou os estudos para embarcar numa turnê de
três anos pelos EUA e Canadá, interpretando vários papéis em Hamlet,
The Winter's Tale e Romeu e Julieta (Romeo and Juliet). Subseqüentemente,
fixou-se em Nova York, onde, após algum tempo trabalhando como garçom,
fez sua estréia off-Broadway numa remontagem de Journey's End. Foi
escalado em seu primeiro papel na Broadway em So Long on Lonely Street em
1986 e, no ano seguinte, interpretou Frank Lubey na remontagem premiada
com o Tony de All My Sons, de Arthur Miller. Nesse mesmo ano, estrelando a
turnê da peça Conduzindo Miss Daisy (Driving Miss Daisy), na qual
contraceva com Julie Harris, mudou-se para Los Angeles.
O ator atuou em dois longas-metragens por ano nos primeiros quatro anos em
que residiu no sul da Califórnia, incluindo 'Crocodilo' Dundee 2 (Crocodile
Dundee II), Comando Assassino (Monkey Shines), Chuva Negra (Black Rain),
Ghost - Do Outro Lado da Vida (Ghost) e outros, antes de atuar em vários
telefilmes e fazer participações em inúmeros seriados. Seus créditos
televisivos incluem telefilmes como The Betty Broderick Story e Class of
'61 (ambos de 1992). Também teve papéis recorrentes em From the Earth to
the Moon, Sweet Justice e L.A. Law. Foi indicado a um prêmio Cable Ace de
Melhor Ator Coadjuvante com Road to Galveston (1996), da USA Network.
Em 1991, estrelou sua primeira série televisiva, The Golden Years, de
Stephen King. Foi escalado para o papel de R.O. Moon no seriado exibido em
curta temporada, Harts of the West, de 1993, antes de ser convidado para
interpretar Jimmy James, de NewsRadio, o único humorístico da história
da televisão com dez de seus episódios intitulados em homenagem a
álbuns do Led Zeppelin. Acerca de seu personagem excêntrico e
bilionário, Root dizer ter encontrado inspiração em sua própria
família: "Meu pai, um empreiteiro de construção, sabia exatamente
como fazer as coisas de modo simples e direto."
Estreou como dublador de animação em 1997, ao criar o personagem Bill
Dauterive, o vizinho solitário de Hank Hill, no popular seriado de Mike
Judge para a FOX, King of the Hill. O personagem resumiu certa vez seu
estado de espírito com a tirada, hoje clássica, "Estou tão
deprimido que não consigo nem piscar." Além dos papéis adicionais
de Strickland e Topsy em King of the Hill, os créditos adicionais de Root
em animação incluem o Dr. Donovan de Big Guy and Rusty the Boy Robot, o
xerife de Buzz Lightyear do Comando Estelar (Buzz Lightyear of Star
Command) e Cat Man de Justice League. No ano passado, também dublou a voz
do urso Zeb Zoober, de Beary e os Ursos Caipiras (Country Bears), da
Disney, e do rinoceronte belicoso Frank, de A Era do Gelo (Ice Age).
Seus créditos cinematográficos incluem o papel de "Gary Murray"
em Buffy - A Caça-Vampiros (Buffy the Vampire Slayer, 1992), o burocrata
miserável "Milton Waddams", do longa de Mike Judge, Como
Enlouquecer Seu Chefe (Office Space, 1999), o chefe da NorthAm Robotics
"Dennis Mansky", de O Homem Bicentenário (Bicentennial Man,
1999), e "Lund", o gerente da estação cego do filme dos
irmãos Coen, E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (O Brother, Where Art Thou?,
2000). No final deste ano, Root poderá ser visto no filme mais recente do
diretor Kevin Smith, Jersey Girl, da Miramax.
O ator reside em Los Angeles e passa suas horas de folga com a família e
jogando golfe.
JOE RANFT (Jacques) confere um jeito divertido ao super-zeloso camarão
limpador do aquário, um perito em limpeza de tudo que se encontra ao seu
redor - sejam seus amigos, sejam objetos. Um profissional exigente e
eficiente, Jacques não consegue manter a boca longe do lixo orgânico e
sente desejo de comer algas como os "chocólatras" sentem desejo
de comer cacau.
Roteirista veterano da Disney e Pixar, é reconhecido no meio como um dos
maiores roteiristas do mundo da animação. Suas contribuições para
diversos dos últimos filmes animados Disney demonstra sua versatilidade e
talento. Ele continua a moldar e influenciar grandes produções, através
do seu trabalho atual para a Pixar. Entre seus créditos mais recentes
como chefe de roteiro, estão longas de animação digital da Pixar,
longas de animação tradicional e os dois projetos revolucionários em
animação stop-motion do diretor Henry Selick: O Estranho Mundo de Jack (Tim
Burton's The Nightmare Before Christmas, de 1993) e James e o Pêssego
Gigante (James and the Giant Peach, de 1996).
Nascido em Pasadena, Califórnia, e criado em Whittier, estudou animação
na CalArts durante dois anos, antes de entrar para a equipe de animadores
da Disney, em 1980. Estagiou com o lendário animador Eric Larson e
estreou como roteirista em The Brave Little Toaster, depois num especial
de TV do EPCOT Center, e trabalhando ainda nas duas versões preliminares
de Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit) e O Ratinho
Detetive (The Great Mouse Detective). Em seguida, criou storyboards para
Oliver e Sua Turma (Oliver & Company) e A Pequena Sereia (The Little
Mermaid), antes de passar a chefe de roteiro de Bernardo e Bianca na Terra
dos Cangurus (The Rescuers Down Under). Ele e Mark Kausler também criaram
os storyboards do hilário, What's Cookin'?, o desenho animado exibido na
abertura do grande sucesso de bilheteria de 1988 da Touchstone Pictures,
Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit).
Em 1990, Ranft mudou-se para Seattle por um ano para escrever um livro
infantil e, um ano depois, mudou-se novamente para San Francisco para
trabalhar na Pixar e nos dois filmes de Henry Selick. Além de seus
créditos como roteirista de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy Story),
Vida de Inseto (A Bug's Life), Toy Story 2 e Monstros S.A. (Monsters, Inc.),
Ranft trabalhou como dublador em todos os longas-metragens da Pixar,
incluindo Lenny, o binóculo, de Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Toy
Story), o esfomeado e insaciável Chucrute, a lagarta de Vida de Inseto (A
Bug's Life), Wheezy, o pingüim de Toy Story 2, e Pete "Garras"
Ward de Monstros S.A. (Monsters, Inc.).
Ranft reside em Marin County com a esposa Sue, o filho do casal, Jordan, e
sua filha Sophia.
BRAD GARRETT (Bolota) interpreta um baiacu temperamental preso num
aquário com outros seis peixes neuróticos. Bolota tenta manter a calma,
mas o estresse da vida num aquário pode fazê-lo explodir a qualquer
momento.
Garrett interpreta Robert, o irmão mais velho de Ray Romano, no popular
seriado da CBS, Everybody Loves Raymond, que lhe valeu duas indicações
ao Emmy e, em 2002, um prêmio Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em Seriado
Humorístico.
Criado em Woodland Hills, Califórnia, nasceu no dia 14 de abril de 1960.
Após concluir o segundo grau, começou a trabalhar como humorista em
vários clubes de comédia de Los Angeles, começando no Ice House de
Pasadena e no The Improv de Hollywood. Sua primeira participação, aos 23
anos, no The Tonight Show Starring Johnny Carson, fez dele um dos
comediantes mais jovens a se apresentar no programa.
Após essa participação, sua carreira como humorista decolou e ele
estrelou várias produções em casas noturnas importantes, além de ter
se apresentado como número de abertura de lendas como Frank Sinatra,
Diana Ross, Julio Iglesias, Liza Minnelli e Sammy Davis, Jr. Em 1989, o
Las Vegas Review Journal elegeu Garrett o melhor comediante trabalhando em
Vegas.
Nesta época, fez sua estréia na televisão. Teve participações
especiais em Roseanne e Mad About You e tornou-se popular no papel do
mecânico obsessivo de Seinfeld (que rouba o Saab de Jerry para lhe
ensinar uma lição sobre a manutenção precária do veículo).
Atualmente em sua oitava temporada na CBS, Everybody Loves Raymond
continua sendo um sucesso de crítica e de audiência, com um ibope alto o
suficiente para justificar seu lugar semanal na grade do horário nobre da
emissora. Garrett interpreta Robert, policial de NY e irmão de Ray Barone
(Ray Romano). Robert vive à sombra de seu irmão jornalista esportivo,
uma rivalidade que ajudou a cunhar o título do seriado.
Como dublador, os créditos do ator incluem Fatso, o fantasma do sucesso
de 1995, Casper - Gasparzinho, o Fantasminha Camarada (Casper), e Dim, o
besouro de do longa da Pixar/Disney, Vida de Inseto (A Bug's Life). Depois
disso, foi visto em Don King - O Rei do Boxe (Don King: Only in America),
da HBO, em George B., com David Morse (finalista no Festival de Cinema de
Sundance de 1997), Jogo Suicida (Suicide Kings) com Christopher Walken,
Clubland, da Showtime, com Alan Alda, e em Sweet and Lowdown, dirigido por
Woody Allen e co-estrelado por Sean Penn e Uma Thurman. Garrett também
já foi apresentador convidado do The Late Show, substituindo David
Letterman.
Em 2002, interpretou Jackie Gleason no telefilme da CBS aclamado pela
crítica, Gleason, que lhe valeu uma indicação ao prêmio de Melhor Ator
de Filme ou Minissérie do Screen Actors Guild, o sindicato dos atores de
cinema.
Garrett reside em Los Angeles, Califórnia, com sua esposa, o filho e a
filha.
VICKI LEWIS (Deb/Flo) interpreta um peixe-donzela chamado Deb que mora no
aquário com uma irmã-gêmea, Flo, que estranhamente se parece com o
reflexo de Deb no vidro do aquário. As duas jovens são literalmente
inseparáveis, exceto quando Deb se afasta do vidro. Lewis, que é atriz,
cantora e bailarina, é outra veterana do seriado televisivo NewsRadio no
elenco de Nemo, após cinco temporadas interpretando Beth, a sarcástica
secretária, de Jimmy James, interpretado por Stephen Root.
Lewis pretendia seguir a carreira de bailarina após concluir o segundo
grau em sua cidade natal de Cincinnati, Ohio, em 1978, mas seu pai
insistiu que ela fizesse um curso mais sensato, como administração. Ela
matriculou-se na Universidade de Cincinnati, onde o chefe do Departamento
de Teatro logo a descobriu e insistiu que ela estudasse teatro musical.
Estimulada por ele, ela transferiu-se de curso, matriculando-se no College
Conservatory of Music.
Após formada, mudou-se para Nova York para seguir a carreira teatral,
estrelando as montagens off-off Broadway de The Times, no Circle Repertory,
The Cherry Orchard e The Eclipse, no Ensemble Studio Theatre, Snoopy no
Lambs Theatre, e 12345 no Manhattan Theatre Club. Off-Broadway, seus
créditos incluem A Bundle of Nerves no Village Gate, Angry Housewives no
Minetta Lane Theatre e I Can Get It For You Wholesale no American Jewish
Theatre.
Fez sua estréia na Broadway ainda no início de sua carreira, no musical
de curta temporada, Do Black Patent Leather Shoes Really Reflect Up?,
encenado no Alvin Theatre, em maio de 1982. Em seguida, atuou na versão
musical original de The Wind in the Willows, no Nederlander Theatre, no
inverno de 1985. Em 1990, interpretou o papel de "Mary Warren"
na remontagem elogiada pela crítica do Roundabout Theatre de As Bruxas de
Salem (The Crucible) e, em mais de 700 récitas em 1994 e 1995,
interpretou o papel da repórter Gloria Thorpe na remontagem de sucesso de
Damn Yankees, no Marquis Theatre. Em 1999, participou da turnê de
Chicago, em Las Vegas, interpretando a vedete assassina, Velma Kelly;
após o encerramento da turnê de Las Vegas, em fevereiro de 2000,
integrou-se ao elenco da montagem da Broadway, no Schubert Theatre, de
Nova York.
Lewis estreou na TV no telefilme de 1985, The Day The Senior Class Got
Married. Seus créditos televisivos adicionais incluem os papéis de
Gloria Rasputin em Bye Bye Birdie (1995), da ABC, e de Myrna Factor em The
Huntress (2000), da USA Network. Fez participações especiais em Home
Improvement, Murphy Brown, Caroline in the City, King of the Hill e
Seinfeld (interpretando Ada, a secretária altamente eficiente de Jason
Alexander). Após seu primeiro papel regular no popular seriado
humorístico, NewsRadio, interpretou o papel da documentarista divorciada
Nora Bernstein-Flynn, em Three Sisters (2001-2), da NBC.
Em 1994, o diretor James L. Brooks escalou-a em seu primeiro
longa-metragem do cinema, Disposto a Tudo (I'll Do Anything, 1994). Os
créditos cinematográficos adicionais de Lewis incluem Um Ratinho
Encrenqueiro (Mouse Hunt, 1997), Godzilla (1998), À Beira da Loucura (Breakfast
of Champions) e Alto Controle (Pushing Tin), ambos de 1999. Seu trabalho
como dubladora de animação inclui os papéis de Arachne, no seriado
televisivo Disney, Hércules (Hercules), e de Posey Tyler, em Mission Hill,
atualmente exibido pela Cartoon Network.
Vicki Lewis reside em Los Angeles com seu co-astro de Disposto a Tudo (I'll
Do Anything), Nick Nolte.
ERIC BANA (Anchor) dubla um tubarão-martelo que odeia golfinhos.
Eric fez sua estréia cinematográfica num papel coadjuvante no filme
australiano, De Olho na Rua (The Castle), de 1997, sendo elogiado em
seguida no papel-título de Mark "Chopper" Read do
longa-metragem Chopper, exibido em sua estréia no Festival de Cinema de
Sundance de 2001 e bastante elogiado em seu lançamento nos EUA, após
tornar-se um sucesso de crítica na Austrália.
Co-estrelou o filme de Ridley Scott, Falcão Negro em Perigo (Black Hawk
Down), no papel do sargento "Hoot" Gibson da força Delta, um
grupo de soldados de elite das Forças Armadas dos EUA, contracenando com
Josh Hartnett, Ewan McGregor e Tom Sizemore. O aclamado filme de guerra do
diretor Ridley Scott, produzido por Jerry Bruckheimer para a Sony Pictures,
foi baseado no best-seller do jornalista Mark Bowden sobre a missão
norte-americana em Mogadício, Somália, em 1993.
Em seguida, Bana viverá o papel-título do Incrível Hulk, de The Hulk,
dirigido por Ang Lee para a Universal Pictures e baseado no personagem da
Marvel Comics. O filme, co-estrelado por Jennifer Connelly, será lançado
em junho de 2003.
Em abril de 2003, Bana iniciou a produção do longa Troy, da Warner
Brothers, no qual interpreta Hector, Príncipe de Troy. Baseado no poema
épico de Homero, o filme é co-estrelado por Brad Pitt e tem lançamento
previsto para o verão de 2004.
BRUCE SPENCE (Chum) abocanhou com todas as forças o papel do
tubarão-anequim hiperativo. Natural da Nova Zelândia, seus créditos
como ator incluem papéis em vários longas da série Mad Max, bem como
Cidade das Sombras (Dark City, como sr. Wall), Ace Ventura - Um Maluco na
África (Ace Ventura: When Nature Calls, como Gahjii), o telefilme Moby
Dick e o lançamento da Disney Video Premiere de 2003, Inspetor Gadget 2.
No final deste ano, será visto no terceiro e último episódio da
trilogia épica Senhor dos Anéis, de Peter Jackson: O Senhor dos Anéis:
O Retorno do Rei (Lord of the Rings: The Return of the King), no papel de
"Mouth of Sauron", e também em The Matrix: Revolutions como
"Trainman."
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