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Guerra Nas
Estrelas - Episódio 2 -
Ataque dos Clones |
Ataque dos Clones é repleto de temas
presentes em todos os filmes da série Star Wars: contínuas descobertas, aspirações
pessoais, heroísmo, dever e honra. O Episódio II do épico de George Lucas tem paixão,
amor, aventura e, acima de tudo, diversão. Mas há também um tema novo para a saga - um
amor proibido - assim como o heroísmo Jedi numa escala nunca vista anteriormente em
qualquer dos filmes da série: numa determinada seqüência, centenas de Cavaleiros Jedi
combatem forças poderosas e incontáveis.
"Ataque dos Clones é um grande filme de aventura que segue a tradição das matinês
de sábado da era de ouro de Hollywood", diz George Lucas. E continua: "Eram
filmes despretenciosos e criados para emocionar, com muita energia e suspense. Íamos
assistir esses filmes para nos desligarmos da realidade e nos divertirmos, e é isso que
queria transmitir em Ataque dos Clones".
Segundo o diretor, o filme é uma história completa, embora faça parte de uma série
épica: "No total, a saga terá seis filmes, uma história de doze horas".
Lucas compara a estrutura e os temas da saga à música. Ele explica: "A saga de Star
Wars é, de certa forma, uma sinfonia por natureza. Há certos refrões que repito
propositalmente".
Essa estrutura em forma de sinfonia se expressa nas "conexões" reveladas ao
longo da saga, interligando motivos, temas, ações, atitudes e frases. Mais importante,
elas criam ligações entre os personagens: a princesa Leia, filha da determinada rainha
Padmé Amidala; o filho da rainha, Luke Skywalker, um jovem cujo anseio por aventura
conduz ao fim do Império - bem como a revelações de segredos de família; Obi-Wan
Kenobi, o Padawan que se torna um Cavaleiro Jedi e estabelece a ligação entre pai e
filho; e Anakin Skywalker, um jovem que percorre uma difícil trajetória pelo lado negro
antes de por fim se redimir pelas mãos de seu filho.
A história, os personagens, os cenários, os veículos e outros elementos enriquecem
ainda mais as múltiplas tramas da saga. A fim de dar vida a tudo isso, George Lucas volta
a dirigir, requisitando a ajuda do roteirista Jonathan Hales para aperfeiçoar o roteiro.
Hales e Lucas já haviam formado uma parceria quando da bem-sucedida série de TV The
Young Indiana Jones Chronicles, que teve diversos episódios escritos por Hales.
Ataque dos Clones não acrescenta à saga apenas novos personagens, robôs e locações. A
história retrata a crescente insatisfação política na galáxia, acrescenta
complexidade política. Tem um tom semelhante ao do sombrio O Império Contra-Ataca,
porém com o humor, a ação e a aventura que se espera de um filme da série Star Wars.
Para conseguir esse efeito, Lucas e Hales aperfeiçoaram continuamente o roteiro, mesmo
quando os cenários e os figurinos já estavam sendo preparados. "Parecia um 'filme
virtual', pois só recebemos o roteiro três dias antes do início das filmagens",
recorda o produtor Rick McCallum.
A história continuou a ser desenvolvida nas fases de produção e pós-produção, pois
Lucas ajustava cenas e diálogos, algumas vezes acrescentando novas seqüências meses
depois de concluída a fotografia principal. Lucas tem uma abordagem mais fluida e
não-linear da realização de um filme, em vez de seguir o clássico esquema de
pré-produção, filmagem e pós-produção. Períodos de fotografia adicional são
programados com antecedência, com os realizadores e o elenco se reunindo ao longo de
meses, durante o processo de edição, para filmar cenas adicionais que Lucas entendesse
necessárias. "Continua sendo um cronograma de filmagens absolutamente normal de
setenta e dois dias, só que espalhado ao longo de dezoito meses", esclarece
McCallum.
A jornada de Anakin Skywalker
Anakin Skywalker é o personagem central de Ataque dos Clones e da própria saga. George
Lucas conta: "O que me levou a criar esta nova trilogia, antes de mais nada, foi o
desejo de fazer uma história sobre alguém que começa como uma boa pessoa, mas que é
seduzido pelo lado negro e se torna mau, sendo que no fim se redime. Por isso fiz A
Ameaça Fantasma mostrando Anakin como um menino normal de nove anos. Queria mostrar como
alguém assim se torna um vilão". O produtor Rick McCallum acrescenta: "Todos
sabemos qual será o destino de Anakin. Nestes novos filmes exploramos o 'como' e o
'porquê'".
No início do filme, Anakin terá sido por dez anos um aprendiz Padawan, tendo Obi-Wan
Kenobi como mestre. Anakin tornou-se um rapaz de 19 anos confiante e determinado, com uma
natureza impulsiva a atraído pela aventura. Ficam claras as importantes mudanças por que
ele passa. "Em Ataque dos Clones começamos a vislumbrar a raiva em Anakin, e seus
sentimentos começam a se inclinar para o lado negro. As mesmas questões que assombram
todos os seres humanos o perseguem", descreve Lucas. E Jonathan Hales acrescenta:
"Anakin ainda é uma boa pessoa, talentoso e cativante, determinado a ser o melhor e
mais poderoso Jedi. Ele não planeja ser mau, mas neste filme vemos as pressões que
sofre, e as tentações a que passa a estar sujeito".
Para retratar as complexidades de Anakin era preciso um ator que possuísse uma presença
marcante. O diretor de casting Robin Gurland viu seis meses de trabalho árduo coroados
pela escolha do ator canadense Hayden Christensen para viver Anakin Skywalker nos
Episódios II e III da saga. "Ele se destaca na tela e tem as duas qualidades que
buscávamos: vulnerabilidade e impulsividade. É difícil encontrar um ator que transite
por ambas tão bem", elogia Gurland.
O produtor Rick McCallum concorda que Christensen é perfeito para dar vida a um
personagem com essa dualidade. Ele declara: "Hayden tem uma maravilhosa inocência e
dignidade, com uma impulsividade que se pode ver em seus olhos, que transmitem muitas
emoções".
O personagem interpretado por Christensen já foi encarnado por atores como Jake Lloyd,
com oito anos de idade, em A Ameaça Fantasma, ou Sebastian Shaw, de 78 anos, em O Retorno
do Jedi. Christensen, fã de longa data de Star Wars, tem consciência dessas conexões e
dos desafios inerentes à história de um personagem que começa como um menino escravo,
passa pelo Dark Lord, e termina como um Jedi redimido. O ator comenta: "O mais
difícil foi ficar no meio do caminho entre a interpretação de Jake para o papel e a de
Sebastian Shaw como Darth Vader sem máscara, encontrar o meio-termo entre o bem e o mal,
de forma verossímil".
Um Amor Proibido
A passionalidade de Anakin também desemboca num romance com Padmé, embora seja proibido
a um Jedi estabelecer esse tipo de vínculo. Anakin e Padmé se reencontram depois de dez
anos, quando ela tem sua vida ameaçada e passa a ficar sob a proteção de Obi-Wan e seu
jovem aprendiz.
Jonathan Hales comenta: "Trata-se de uma história de amor sutil, adulta, não é
amor à primeira vista. Quando se encontram, ela ainda o vê como uma criança. No
princípio há tensão entre eles, mas sempre com uma atração subjacente. Acrescente a
isso o fato de serem sentimentos proibidos a ambos".
Assim como Anakin, Padmé, interpretada por Natalie Portman, passou por mudanças
significativas desde o último encontro dos dois, há dez anos. Seu reinado como rainha
Amidala do planeta Naboo terminou e ela agora é uma Senadora. Numa galáxia que atravessa
mudanças de forma tumultuada, seus posicionamentos incomodam num Senado cada vez mais
dividido, tornando-a alvo de membros de um movimento separatista agindo por fora do
sistema, motivo de seu reencontro com Anakin e Obi-Wan.
O comprometimento de Padmé com sua carreira vem em primeiro lugar e isso afasta a
possibilidade de um relacionamento com Anakin (assim como as regras para os Jedi proibem
relações amorosas). "Padmé amadureceu como mulher. Ela é idealista, honesta e boa
e, por isso mesmo, às vezes é muito ingênua. Padmé não quer se apaixonar porque
acredita que tem objetivos mais importantes a alcançar. Ela se vê como uma líder no
futuro, o que é incompatível com a vulnerabilidade, e esta faz parte do amor",
pondera Natalie Portman.
As Conexões
Outro relacionamento-chave de Anakin é o que tem com Obi-Wan Kenobi, que o guia na
trajetória para se tornar um Cavaleiro Jedi. A amizade entre os dois é um dos temas
centrais da saga e de suas conexões: a dinâmica entre pai e filho, mestre e aprendiz,
professor e estudante. Anakin vê Obi-Wan como o pai que nunca teve. "Obi-Wan e
Anakin estão juntos há bastante tempo, e trabalham juntos provavelmente todos os dias
desde que Qui-Gon (o Mestre Jedi interpretado por Liam Neeson em A Ameaça Fantasma)
faleceu", recorda Ewan McGregor.
McGregor gostou especialmente da evolução da dinâmica entre os dois personagens.
Obi-Wan acreditava erroneamente que poderia treinar Anakin no mesmo nível que o
reverenciado Yoda. O erro de Obi-Wan acaba por ter graves conseqüências para Anakin e
para a galáxia.
Ataque dos Clones mostra os primeiros passos em direção a esse terrível panorama.
Apesar da amizade entre Anakin e Obi-Wan, o Padawan sente-se sufocado e reprimido pelos
ensinamentos cuidadosos de seu mentor e experimenta as primeiras sensações de poder. E
ele passa a questionar e até mesmo a confrontar Obi-Wan.
Samuel L. Jackson, novamente no papel do mestre Jedi Mace Windu, afirma que Ataque dos
Clones faz lembrar o espírito de aventura da trilogia original. "Milhões de pessoas
que adoraram aqueles filmes verão a mesma irreverência, emoção, romance e aventura
neste", destaca.
Mace Windu desempenha um papel fundamental no filme. Um respeitado Jedi assim como Yoda,
Mace é membro do Conselho Jedi. Com a galáxia cada vez mais fragmentada pela ascensão
de um poderoso movimento separatista comandado por um ex-Jedi, Mace percebe que não há
mais tempo para negociação - chegou a hora de agir.
"Mace sabe que a guerra está próxima e quer partir para o ataque. Sempre adorei os
filmes de Errol Flynn, e agora finalmente participo de incríveis cenas de luta",
declara Samuel L. Jackson.
Entre os inimigos da República que Mace e Obi-Wan terão de combater está Jango Fett,
temido em toda a galáxia. Seu sobrenome, bem como sua roupa e sua nave, Slave I, são
familiares aos fãs da saga.
O filho de Jango, Boba Fett, é um temido guerreiro que tem sua história, sua identidade
e seu destino revelados neste filme. Ele tem um papel-chave no maior conflito da galáxia.
Neste filme saberemos de onde vem e por que se torna um assassino infame. O novato Daniel
Logan, de 14 anos, atua como o jovem Boba Fett, e o ator neozelandês Temuera Morrison
atua como Jango Fett.
Boba segue os passos de seu pai. A temática mentor/pai e filho vem novamente à tona com
um novo personagem: o Conde Dookan, papel que coube a Christopher Lee, uma verdadeira
lenda do cinema. Antes um reverenciado mestre Jedi, Dookan se desencantou com os caminhos
seguidos pela República e passou a liderar um movimento separatista. Foi o próprio Yoda
que treinou Dookan como um Jedi, e Dookan por sua vez foi o mestre de Qui-Gon Jinn, que
foi mestre de Obi-Wan. O Padawan de Obi-Wan, Anakin, representa a quarta geração da
tradição de mestres e aprendizes da Ordem dos Jedi.
A desilusão de Dookan com a República está relacionada à ascensão de Palpatine ao
poder. Em A Ameaça Fantasma, um embargo comercial e a crise em Naboo fazem com que
Palpatine se torne Chanceler, depois de prometer a unificação da República, além de
ordem e justiça no governo. Apesar de suas garantias, a República permanece mergulhada
em desordem e caos. Novas ameaças à galáxia levam o Senado a prorrogar o mandato de
Palpatine, concedendo-lhe poderes emergenciais como Chanceler Supremo. Ele ordena, então,
a formação de um Exército da República para proteger os cidadãos. Este Exército
remete a outra conexão com a primeira trilogia, uma vez que uma breve referência de A
New Hope à Guerra dos Clones se torna o pivô da história de Ataque dos Clones.
Ian McDiarmid volta a atuar no papel de Palpatine, maior representante do mal em Star
Wars. "Palpatine é um autêntico político. Aparenta ser bonzinho, mas na realidade
é o oposto disso", descreve McDiarmid.
Também de volta ao universo de Star Wars estão os amados andróides R2-D2 e C-3PO, sendo
que este sofrerá importantes modificações no filme. No Episódio I, C-3PO, uma
criação de Anakin, estava desprovido de "pele", era um trabaho ainda
inacabado. Depois de dez anos ele finalmente recebe seu revestimento. Contudo, ainda não
é o robô dourado que vimos na primeira trilogia. Na verdade, C-3PO é um monte de peças
que foram encontradas e colocadas juntas como uma colcha de retalhos, num novo visual
usado por Anthony Daniels.
Kenny Baker, o homem dentro de R2-D2 nos quatro filmes anteriores de série, e Daniels
são os únicos atores a participar de todos os filmes da série.
Outro relacionamento importante em Ataque dos Clones é o existente entre Owen Lars
(interpretado pelo ator australiano Joel Edgerton) e Beru Whitesun, papel que coube à
atriz australiana Bonnie Piesse. Owen e Beru apareceram na saga em A New Hope, como os
tios de Luke Skywalker. No Episódio II finalmente descobrimos a ligação de ambos com
Anakin, e começamos a entender por que eram tão protetores em relação ao filho do
Jedi, Luke, em A New Hope.
O pai de Owen, Cliegg Lars (retratado pelo aclamado ator australiano Jack Thompson),
também participa da jornada de Anakin, assim como a jovem mãe do Jedi, Shmi Skywalker,
mais uma vez interpretada por Pernilla August.
O ator ganhador de um Emmy Jimmy Smits retrata o Senador Bail Organa de Alderaan, que
agora está envolvido nos acalorados debates do Senado acerca da criação de um novo
Exército para defender a República.
Ação Jedi
O coordenador de cenas de ação Nick Gillard volta a trabalhar em Ataque dos Clones. Ao
planejar as batalhas do Episódio II, Gillard criou um estilo de luta individual para cada
Jedi - até mesmos para os figurantes - inspirado em diferentes artes marciais e técnicas
de esgrima. Gillard comenta: "Em outros filmes as lutas são coreografadas
simplesmente, mas nós precisávamos de algo mais em Ataque dos Clones".
Nick Gillard visitou vinte escolas de Kendo e "clubes de luta", onde entrevistou
mais de 500 homens para ocuparem as posições dos Jedi. "Soube de um grupo que havia
sido expulso das competições nacionais porque seus integrantes eram muito agressivos. Vi
logo que seriam perfeitos para nós", conta Gillard, que encontrou muitos dos seus
Jedi vivendo no meio do mato, numa colônia australiana, Byron Bay, "como numa cena
de Apocalypse Now".
Gillard também se empenhou no treinamento de Hayden Christensen, que tinha de demonstrar
a incrível habilidade de Anakin com o sabre de luz. "Temos que ver nele o homem que
se tornará Darth Vader. Ele é mais habilidoso que o próprio Obi-Wan, e sempre
ataca", diz Gillard.
Hayden Christensen, atleta acostumado a praticar tênis e hóquei, treinou entre três e
quatro horas por dia com Gillard, exibindo suas marcas como medalhas de honra. "Não
sinto que fiz meu trabalho se não voltar para casa com algumas marcas e uns
arranhões", afirma o ator.
Gillard ficou entusiasmado com o desempenho do ator: "Ele não só é um ator
brilhante, como também um dos atletas mais talentosos que já conheci".
O coordenador de cenas de ação também trabalhou de perto com Ewan McGregor, Samuel L.
Jackson, Christopher Lee e Temuera Morrison.
No que diz respeito às suas habilidades, o mestre Jedi Mace Windu só perde para Yoda.
"O estilo de Mace é econômico. Se ele ficar com raiva, não há dúvida, o
adversário morre", observa Gillard. Samuel L. Jackson (que já havia trabalhado com
Gillard em Shaft) comenta: "Nick preparou uma luta incrível para mim. E uma vez que
Mace é a segunda pior pessoa do universo, ele é bem eficiente. Ele usa o mínimo de
energia e o máximo de letalidade".
As habilidades do Conde Dookan com o sabre de luz são tão mortais quanto às de Mace.
Dookan participa de uma das seqüências de luta mais cuidadosamente preparadas, e que
impressionou o ator, mestre da esgrima e antigo Jedi. "Fiz mais cenas de lutas com
espada do que qualquer ator na história do cinema. Tenho as cicatrizes como prova. E
posso afirmar que esta cena é a melhor de que já participei", enfatiza Christopher
Lee.
Embora Natalie Portman não empunhe um sabre de luz, envolveu-se com as cenas de ação
tanto quanto com seus colegas de elenco. "Em Ataque dos Clones Padmé é mais
pro-ativa do que no filme anterior, e Natalie esteve mais do que à altura dos desafios
que o papel requeria", elogia Gillard".
O Design
É necessário o trabalho de muitos artistas de talento para interpretar a concepção de
George Lucas de um novo visual para a saga Star Wars. Trabalhando sem o roteiro - pois a
história ainda estava sendo desenvolvida, conforme visto acima - o desenhista de
produção Gavin Bocquet e o supervisor de design conceitual Doug Chiang, juntamente com
sua equipe de designers trabalharam intensamente durante os meses da pré-produção,
definindo o estilo e o visual de Ataque dos Clones.
Os novos mundos do filme eram a prioridade absoluta. O planeta Kamino é permanentemente
atingido por fortes chuvas e ventanias. Os habitantes deste mundo ultramoderno e de alta
tecnologia, estão envolvidos num projeto secreto - a fabricação de um exército de
clones.
"Kamino é um ambiente muito bonito. É uma novidade porque seu visual hi-tech é
algo que não se espera ver num filme da série Star Wars", observa Rick McCallum.
O planeta Geonosis, embora com características mais familiares, também impressiona por
seu visual. Para seus habitantes Lucas imaginou criaturas trabalhadoras, com forma de
insetos, que vivem para cumprir sua tarefa: fabricar centenas de milhares de andróides, o
que ameaça a própria existência da República.
Coruscant é um mundo familiar desde Episódio I, o centro da galáxia de Star Wars. É
aqui que os Jedi formam seu quartel-general no Templo Jedi, e o Senado governa a
República. Dando uma nova dimensão ao planeta, Ataque dos Clones traz um planeta
Coruscant como ainda não tínhamos visto, conduzindo o público por suas ruas, seus bares
e becos, e dando vida ao visual futurista ultra-noir de Lucas.
Os designs dos veículos em Ataque dos Clones misturam art nouveau, as formas fluidas de A
Ameaça Fantasma e as formas industriais de A New Hope. Um novo veículo, embora familiar
aos fãs do épico, é o caça estelar Jedi, para um só tripulante e equipado com um
andróide. Pilotado por Obi-Wan, a nave é reminiscente dos destroyers do Império, de
forma triangular, que tinham uma presença marcante na trilogia original. A conexão é
mais do que apenas visual. Os destroyers se originaram dos caças estelares Jedi, de modo
que há um forte simbolismo - começamos a ver como tudo começa a se encaminhar para o
lado negro", relata Gavin Bocquet.
Os figurinos do filme apresentam, igualmente, conexões com os Episódios IV a VI. A
figurinista Trisha Biggar (com a ajuda dos artistas conceituais Iain McCaig e Dermot
Power) criou o guarda-roupa de Anakin Skywalker, que lembra o de Darth Vader. A intenção
da figurinista era que Anakin tivesse um figurino que espelhasse aquele usado por Ewan
McGregor em A Ameaça Fantasma. "Queríamos, porém, tem um gostinho de futuro, do
que ainda está por vir, então nos baseamos em aspectos do figurino de Darth Vader",
lembra Trisha Biggar, outra veterana de Episódio I.
Padmé, que não é mais a rainha eleita de Naboo, continua a vestir roupas que
impressionam, porém sem aquele ar institucional de A Ameaça Fantasma. São simples, mas
não deixam de ser trabalhosas. "Há muito trabalho manual em todos os figurinos de
Episódio II", conta Trisha Biggar.
Em Ataque dos Clones, Padmé é mostrada mais como pessoa e menos como governante de uma
nação, por isso usa roupas menos formais. E já que a personagem está mais velha, suas
roupas também estão mais sensuais e femininas.
À medida que o filme avança, o guarda-roupa de Padmé torna-se cada vez mais informal,
acompanhando sua transição de Senadora para mulher apaixonada e, finalmente, mulher de
ação, lutando por sua vida.
Trabalhando de perto com o departamento de arte estavam também Dan Gregoire e David
Dozoretz, supervisores de pré-visualização e de efeitos visuais, e suas equipes.
"Estamos diretamente ligados ao trabalho do departamento de arte. Somos os primeiros
a implementar o trabalho dos designers", afirma Gregoire.
A equipe de animação desempenhou papel-chave no filme, fornecendo storyboards - mais de
4.000 - a serem usados posteriormente pelo diretor, pelos atores, editores e especialistas
em efeitos, que podiam assim pré-visualizar o resultado final da cenas.
A diversidade de cores e de ambientações do filme, concebidas pelos supervisores de
design conceitual Erik Tiemens e Ryan Church, resultou num dos trabalhos mais admiráveis
realizados pelo departamento de arte. Tiemens e Church também criaram os designs de
seqüências-chave numa fábrica de andróides, bem como numa arena para execuções.
Suas ilustrações faziam a ligação entre o design conceitual e o trabalho final da
equipes de efeitos da Industrial Light & Magic. "É meio como ter de
pré-visualizar a iluminação, a ambientação e as cores", diz Church.
Outro veterano de Episódio I, o desenhista de produção Gavin Bocquet faz aponte entre
as imagens artísticas criadas pelo departamento de arte e uma realidade em que Lucas
pudesse posicionar suas câmeras. Bocquet afirma que dentre os 68 cenários que ele e sua
equipe desenharam e construíram, destaca-se um em particular, um clube noturno de
Coruscant. Nele os freqüentadores se divertem, bebem e jogam. "É interessante
adentrar esse tipo de universo e ver como as pessoas se divertem naquele mundo
louco", diz ele.
Bocquet reconstruiu os gabinetes do Conselho Jedi para que ficasse idêntico aos vistos em
A Ameaça Fantasma. Para poupar tempo, ele fez alguns ajustes no cenário do Conselho a
fim de criar outros ambientes para os Jedi, como os escritórios de Yoda e Mace Windu, e
uma varanda para treinamento de Cavaleiros Jedi.
A Câmera Digital
A tecnologia digital foi sempre um elemento fundamental no processo criativo de George
Lucas. Vinte anos atrás o diretor foi pioneiro nos sistemas SoundDroid e EditDroid, os
primeiros sistemas computadorizados não-lineares de som e edição. Tais recursos
ajudaram a revolucionar a edição, colocando nas mãos do editor um único quadro, em vez
de deixá-lo afogado em milhares de metros de celulóide.
Atualmente essa tecnologia está disponível de tal modo que o universo digital pode fazer
parte das próprias filmagens. Em 1996, Rick McCallum conseguiu da Sony a promessa de
desenvolvimento de uma câmera scan de 24 quadros, de alta definição. Em seguida, a
Panavision desenvolveu novas lentes revolucionárias para utilização na cinematografia
digital.
Quando as câmeras foram acionadas em junho de 2000, Star Wars - Episódio II: Ataque dos
Clones tornou-se o primeiro longa-metragem criado utilizando a câmera de vídeo digital
de alta definição, de 24 quadros por segundo, no lugar de película. "Recebemos a
versão final da câmera uma semana antes do primeiro dia da fotografia principal",
lembra McCallum. E prossegue: "Filmamos sem nenhum backup, em desertos, sob chuva
torrencial e em cinco países diferentes. E não tivemos um único problema".
O diretor de fotografia de Ataque dos Clones, David Tattersall, observa que o interesse de
Lucas no potencial da fotografia digital data de antes de 1996, desde sua primeira
parceria na série The Young Indiana Jones Chronicles e Radioland Murders. Lucas e
Tattersall filmaram alguns testes com câmera digital em seu projeto seguinte, A Ameaça
Fantasma, mas a tecnologia ainda não estava no ponto para ser utilizada num filme
inteiro.
Em Ataque dos Clones, George Lucas e Tattersall finalmente tiveram a oportunidade de
descobrir as inúmeras vantagens técnicas e práticas da cinematografia digital.
"Usando a câmera digital nunca há dúvida sobre o que aparece ou não no fundo. Com
película, quando se revê a tomada apenas se vê um videoteipe de má qualidade, sendo
por vezes difícil detectar sutilezas. Porém, com o vídeo de alta definição, não há
margem para dúvida quanto ao que as lentes captaram", explica Tattersall.
O uso de câmeras digitais representou economia de tempo para a produção sob diversos
aspectos. As cenas podiam ser modificadas imediatamente e editadas logo que Lucas gritava,
"Corta!". O formato digital proporcionou uma flexibilidade sem precedentes na
construção das tomadas, dando ao editor Ben Burtt e a George Lucas a liberdade de
alterar ou deslocar cenários, pessoas e iluminação dentro da própria imagem. Além
disso, as tomadas com efeitos visuais não precisavam mais ser escaneadas para um
computador, manipuladas e a seguir escaneadas de volta para o filme.
Com esta nova câmera de alta definição, Lucas está mapeando um futuro digital inovador
e emocionante para o cinema. Todavia, o diretor considera este processo uma evolução e,
não, uma revolução. "A evolução para a tecnologia digital é uma transição
normal. Assim como passamos do cinema mudo para os filmes sonorizados, e dos filmes em
preto-e-branco para os coloridos, as câmeras digitais são um acréscimo, mais uma
ferramenta de trabalho a ser usada para criar filmes", declara Lucas.
O impacto dessa nova tecnologia digital pode ser sentido, inclusive, nas salas de cinema,
visto que o formato digital permite que as imagens do filme mantenham sua integridade não
apenas na noite de estréia, mas no decorrer de toda a temporada. Não surgirão
arranhões, poeira ou manchas em Ataque dos Clones durante toda a sua carreira nos
cinemas.
Os Efeitos Visuais
A trilogia original de Guerra nas Estrelas teve grande impacto na criação de efeitos
visuais. Com o intuito de concretizar suas idéias para efeitos visuais de Star Wars,
Lucas criou a Industrial Light & Magic (ILM), que introduziu a tecnologia da
informática na indústria do cinema e revolucionou os efeitos especiais. Desde então, a
ILM foi agraciada com nada menos de 16 Oscar de Melhores Efeitos Visuais e de Realização
Científica e Tecnológica por seu trabalho inovador.
Essa tradição de efeitos inovadores continuou no Episódio I, que criou mundos de
fantasia, sempre com um visual realista, e que incluíam cenas de ação ao vivo com os
atores. Não apenas os fundos, porém também muitos dos cenários, veículos e até mesmo
personagens eram imagens geradas por computação gráfica. 95% dos quadros de A Ameaça
Fantasma, o que representa cerca de 2.000 tomadas, utilizaram imagens digitais.
Mesmo tendo "reinventado a roda" no Episódio I, Lucas e a ILM não deitaram nos
louros ao fazer este novo filme. "Ainda estamos aprendendo, avançando passo a passo,
aperfeiçoando a forma de fazer, e aprendendo a repensar a forma de criar os mundos e
criaturas da saga", admite Lucas.
A quantidade de efeitos previstos para Ataque dos Clones era de tal tamanho que quatro dos
dezesseis supervisores da ILM foram convocados para dividir a tarefa, cada um se
responsabilizando por uma ou mais seqüências de ação.
A tecnologia digital foi utilizada, ainda, para criar alguns dos personagens do filme. O
diretor de animação Rob Coleman supervisionou a criação de uma nova criatura em CGI
(N.T.: imagens geradas por computação gráfica) conhecida como Dexter Jettster, que
possui quatro enormes braços. Parecendo um personagem dos filmes de detetive da década
de 40, Dexter fornece informações importantes a Obi-Wan, em sua busca de esclarecer o
mistério da tentativa de assassinato de Padmé.
Coleman e sua equipe deram vida aos Kaminoans, seres altos, de pescoço esguio, elegantes,
parecendo figuras de filmes clássicos de ficção científica. Os Kaminoans contrastam
com os primitivos Geonosians, que têm forma de insetos e trabalham criando andróides.
O diretor de animação também deu vida a personagens criados em CGI que já são
familiares aos fãs de Star Wars, como é o caso de Yoda. Os efeitos criados por
computação deram a Yoda mais movimento, o que permitiu que desempenhasse um papel de
maior destaque em termos de ação e drama do que em suas aparições anteriores. "A
oportunidade de trabalhar em Yoda como um personagem criado por CGI foi uma das melhores
partes do trabalho neste filme", confessa Coleman.
Outros personagens conhecidos criados por CGI que estão de volta neste filme são Watto e
Jar Jar Binks, o favorito das crianças.
As Locações e a Produção
Além do trabalho digital feito pela Industrial Light & Magic, Ataque dos Clones
requeria cenários especiais e locais para acomodar a produção. Os quatro filmes
anteriores tiveram a produção sediada em Londres, mas essa tradição foi quebrada
quando Lucas e McCallum escolheram filmar nos estúdios da Fox em Sydney, na Austrália,
os Episódios II e III.
As filmagens na Austrália tiveram início em 26 de junho de 2000, e prosseguiram por dois
meses e meio, após o que a produção se dirigiu para as locações na Itália. O
Palácio Real em Caserta, que fez as vezes do palácio da Rainha Amidala, é parte dos
cenários de Naboo a serem vistos em Ataque dos Clones.
Em Lago Como, no noroeste da Itália, foram encontradas as locações ideais para servirem
de cenário ao romance de Padmé e Anakin. A beleza do local, escolhido pelo próprio
Lucas durante uma viagem de férias, impressionou a todos, especialmente Hayden
Christensen, que viajava pela primeira vez ao continente europeu. "É tão bonito que
é quase surrealista. É mesmo um lugar perfeito para aparecer num filme como Star
Wars".
Embora tenham sido surpreendidos por uma forte chuva num determinado dia, ao entardecer o
tempo clareou, fazendo surgir um deslumbrante arco-íris que poderá ser visto no filme.
"Vão pensar que foi criado digitalmente, mas é real", diz Lucas.
Em setembro de 2000, a produção se dirigiu para um território familiar, a Tunísia, que
serviu de locação passando-se pelo planeta Tatooine em dois dos filmes anteriores.
Apesar das altíssimas temperaturas, a produção conseguiu evitar, desta vez, a
tempestade que destruiu vários cenários quando das filmagens do Episódio I, em 1997, e
do Episódio IV, em 1976, no local.
A fotografia principal continuou na Plaza de España, em Sevilha, Espanha, que se passou
pela bela cidade de Theed, a capital de Naboo. Centenas de fãs da série de todas as
idades se aglomeravam no local, na esperança de ver os astros e as filmagens de perto.
Terminadas as filmagens do dia, muitos realizadores saudavam os fãs e assinavam
autógrafos.
Som e Música
George Lucas descobriu já há algum tempo que imagem e som são complementares quando se
trata de contar histórias, e Ataque dos Clones não é uma exceção. O filme mostra o
talento de dois artistas cujos trabalhos já foram aclamados pelo mundo afora. O editor e
desenhista de som Ben Burtt, vencedor de um Oscar, junto com John Williams, agraciado com
cinco Oscar, estão novamente trazendo as suas singulares contribuições para o universo
de Star Wars.
Ao longo de 25 anos, George Lucas tem dito que qualquer tipo de elogio ao trabalho de John
Williams para a saga de Star Wars nunca será um exagero. Os temas do compositor realçam
os personagens, as emoções e a ação dos filmes. "Eu sempre disse que estes filmes
são mudos, e tenho muita sorte por John entender isto", reconhece Lucas.
Por sua vez, Williams aprecia a estrutura épica da saga criada por Lucas que permite,
talvez pela primeira vez na história, uma música-tema ser utilizada em vários filmes,
ao mesmo tempo em que novas composições são adicionadas a cada episódio.
"Escrever a música para um novo filme de Star Wars é um processo em que tenho a
sensação de estar acrescentando partes a uma espécie de 'entidade musical' já
existente", descreve Williams. E acrescenta: "Ao que me parece, esta é uma
experiência única no cinema".
Em Ataque dos Clones, Williams utiliza "Anakin's Theme" do Episódio I, que era
baseada em parte na "Imperial Death March" do personagem Darth Vader, tema de O
Império Contra-Ataca e de O Retorno de Jedi. A trilha de Williams reprisa também
"Yoda's Theme" e "Duel of the Fates", esta última um tema importante
do Episódio I.
Uma novidade no universo musical de Star Wars é o tema de amor que sublinha o romance de
Anakin e Padmé. Desde o início, Lucas descreveu para Williams como imaginava esta
composição. "George me disse, 'Por que você não a compõe como se estas cenas de
amor fossem as de um filme de Hollywood antigo, onde você assistiria a Claudette Colbert
apaixonada por um lindo galã'", recorda Williams.
Segundo Williams, o tema de amor é inspirado nas trilhas românticas das décadas de 30 e
40, quando havia uma sensibilidade nas histórias de amor que não se vê mais atualmente.
"Nos filmes desse período, as histórias de amor eram mais espirituais e idealistas,
menos físicas que as dos dias de hoje. A missão dos compositores da época era agregar
um componente erótico que não podia ser mostrado", revela o compositor.
O tema de amor reflete a história de amor proibido e trágico de Anakin e Padmé.
"Faz lembrar clássicos como Romeu e Julieta, e Tristão e Isolda, em que os casais
são separados pela classe social, pelas famílias. No Episódio II temos uma
rainha/senadora e um soldado, um Jedi, e suas posições sociais os distanciam, criando a
tensão", conta Williams.
Assim como as trilhas sonoras de Williams, o trabalho do desenhista de som ganhador do
Oscar Ben Burtt também foi fundamental em todos os filmes da série Star Wars - Episódio
II, como os quatro filmes anteriores, possui cerca de mil "projetos" de som,
incluindo veículos, armas e vozes. Tudo o que se ouve no filme foi criado, e não gravado
durante as filmagens.
Burtt e o co-supervisor Matthew Wood viajaram pela Austrália gravando sons de pingüins,
pássaros, fábricas, enfim, qualquer som orgânico que parecesse interessante.
O desenhista de som também assumiu a função de editor, ficando ao lado de Lucas para
moldar a estrutura de Ataque dos Clones.
Concluídas as partes que cabiam a Ben Burtt e John Williams, Rick McCallum cuidou de
supervisionar outro setor fundamental do trabalho de som: a dublagem das dezenove versões
do filme para outras línguas.
Mesmo com um cronograma apertado, McCallum deu os toques finais com grande satisfação,
ansioso pelo início da produção do Episódio III. Ele comenta: "Não existem
regras quando se trabalha com George, ele cria esse espaço incrível para se trabalhar.
As palavras que George nunca quer ouvir são, 'Não dá para fazer'".
George Lucas, Rick McCallum e suas equipes terão pouco tempo para descansar após o
lançamento internacional de Ataque dos Clones, pois logo em seguida McCallum partirá à
procura de locações, o departamento de arte estará desenvolvendo os figurinos e George
Lucas se sentará para escrever o roteiro do Episódio III.
A saga continua
SOBRE OS REALIZADORES
GEORGE LUCAS (diretor) é o criador da saga de estrondoso
sucesso Star Wars e da trilogia Indiana Jones, sendo o presidente das empresas Lucasfilm.
Ltd., Lucas Arts Entertainment Company LLC, Lucas Digital Ltd. LLC, Lucas Licensing Ltd. e
Lucas Learning Ltd.
Dirigiu seu primeiro filme, TXH 1138, em 1970, produzido pela American Zoetrope, sendo
Francis Ford Coppola produtor executivo. No ano seguinte Lucas formou sua própria
companhia, Lucasfilm Ltd., em San Rafael, na Califórnia.
Em 1973, dirigiu e foi co-roteirista de American Grafitti, filme que recebeu o Globo de
Ouro, os prêmios New York Film Critics e National Society of Film Critics, além de cinco
indicações ao Oscar.
Quatro anos depois, Lucas escreveu e dirigiu Guerra nas Estrelas, que quebrou todos os
recordes de bilheteria e foi agraciado com sete Oscar. Ele continuou a co-roteirizar as
histórias da série: O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi, no qual também foi
produtor-executivo. Em 1980, foi co-roteirista e produtor executivo de Os Caçadores da
Arca Perdida, dirigido por Steven Spielberg, que recebeu cinco Oscar. Foi, igualmente,
produtor executivo e criador da história de Indiana Jones e o Templo da Perdição. O
filme, lançado em 1984, obteve duas indicações ao Oscar e recebeu uma estatueta por
Efeitos Especiais.
No ano de 1986, George Lucas foi produtor executivo do musical da Disney em 3-D, a
aventura espacial Captain EO, dirigida por Francis Coppola e estrelada por Michael
Jackson. Também esteve envolvido com a criação do "Star Tours", a atração
mais popular da Disneylândia.
Seu projeto seguinte foi Willow - na Terra da Magia, aventura-fantasia da qual foi
produtor executivo e autor da história original, dirigida por Ron Howard. Lançado em
1988, o filme recebeu três indicações ao Oscar.
Nesse mesmo ano Lucas foi também produtor executivo de Tucker - um Homem e Seu Sonho,
dirigido por Francis Ford Coppola, que recebeu três indicações ao Oscar. Em 1989, foi
também produtor-executivo de Indiana Jones e a Última Cruzada, que recebeu duas
indicações ao Oscar e uma estatueta por Melhor Design de Som, e foi o campeão mundial
de bilheteria naquele ano.
Lucas foi o autor das histórias e produtor executivo da série televisiva The Young
Indiana Jones Chronicles, que estreou em 1992. A série recebeu um prêmio Banff (1993),
uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Série Dramática, um prêmio Angel de
Qualidade e, das vinte e seis indicações ao Emmy, recebeu doze. Em 1992, George Lucas
foi homenageado com o prêmio Irving G. Thalberg, concedido pela direção da Academia de
Artes e Ciências Cinematográficas na categoria Realizações em Produção.
Lucas escreveu e fez a produção executiva de Assassinatos na Rádio WBN, em 1994. Para
celebrar o vigésimo aniversário de Guerra nas Estrelas em 1997, Lucas atualizou os
filmes da trilogia para que se aproximassem de sua visão original.
A Edição Especial da Trilogia de Guerra nas Estrelas teve lançamento mundial com
trilhas remasterizadas, impressão restaurada, mais efeitos especiais e acréscimo de
tempo.
Maio de 1999 marcou o lançamento de Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma, que
George Lucas escreveu, dirigiu, sendo também o produtor executivo. O filme é o primeiro
de uma nova trilogia e está uma geração distante do original Guerra nas Estrelas.
A Lucasfilm, criada por Lucas em 1971, se transformou em cinco empresas. O grupo Lucas
inclui Lucasfilm Ltda, Lucas Arts Entertainment Company LLC, Lucas Digital Ltd. e Lucas
Leaning Ltd., além da Lucas OnLine.
RICK McCallum (produtor) começou sua carreira junto a um dos
mais conceituados roteiristas ingleses, o falecido Dennis Potter, na adaptação para o
cinema de Pennies from Heaven, com Steve Martin e Bernadette Peters. Em seguida, McCallum
produziu DreamChild e Blackeyes, igualmente para Potter. DreamChild recebeu três prêmios
BAFTA e um Evening Standard para Coral Browne, como Melhor Atriz. Ele também produziu a
série da BBC The Singing Detective.
McCallum também trabalhou com o diretor Nicolas Roeg, tendo produzido seus filmes Inferno
ou Paraíso e Track 29 - Passatempo Mortal. Para o roteirista e diretor David Hare,
McCallum produziu Heading Home, estrelado por Gary Oldman e Joely Richardson, além de
Straplee, com Blair Brown, Bruno Ganz e Bridget Fonda. Produziu também o filme de Neil
Simon, Hollywood, Cheguei!, com Walter Matthau, e Link - o Animal Assassino, com Terence
Stamp e Elizabeth Shue.
Desde 1990 McCallum tem trabalhado exclusivamente com George Lucas, tendo os dois
realizado Assassinatos na Rádio WBN e The Young Indiana Jones Chronicles, série
televisiva aclamada pela crítica. Esta série, filmada num período de quatro anos em
trinta países, obteve doze prêmios Emmy das 26 indicações recebidas, um prêmio Banff
(1993) e uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Série Dramática.
Rick McCallum também produziu o sucesso Edição Especial de Guerra nas Estrelas e,
naturalmente, Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma.
JONATHAN HALES (co-roteirista) colaborou com The Young Indiana
Jones Chronicles, tendo escrito os episódios Egypt and Mexico (o primeiro), Tales of
Innocence, The Price of Peace, Hollywood Follies, Ireland 1916 e New York 1920.
DAVID TATTERSALL, B.S.C. (diretor de fotografia) freqüentou a Faculdade de Goldsmith em
Londres, tendo se formado com louvor em Belas Artes. Estudou na Britain's National Film
and Television School.
Tattersall trabalhou em diversos filmes e produções para a televisão, como A
Prisioneira do Amor, Assassinatos na Rádio WBN, Os Amores de Moll Flanders, Amigos para
Sempre, Con Air - a Rota da Fuga, Soldier, À Espera de um Milagre, Limite Vertical, Cine
Majestic e Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma. Atualmente, trabalha no vigésimo
filme de James Bond, 007 - um Novo Dia para Morrer, a ser lançado em Janeiro de 2003.
Na TV, David Tattersall tem créditos na série The Young Indiana Jones Chronicles, que
lhe assegurou um prêmio Emmy e indicações ao prêmio da A.S.C. de Melhor Fotografia em
Cinema.
GAVIN BOUQUET (desenhista de produção) começou sua carreira
em cinema como desenhista em O Homem Elefante e Retorno de Jedi. Quatro anos depois foi
promovido a diretor de arte assistente nos filmes Return to Oz e Young Sherlock Holmes.
Quando trabalhou em O Império do Sol, já era um experiente diretor de arte. Sua lista de
créditos inclui também Ligações Perigosas, As Aventuras de Erik - o Viking e Um Grito
de Liberdade.
Como desenhista de produção trabalhou na série da TV inglesa Yellowthread Street e na
da TV americana The Young Indiana Jones Chronicles, pela qual arrebatou um Emmy das duas
indicações que recebeu.
No cinema, debutou em Kafka, de Stephen Soderburgh, seguindo-se Assassinatos na Rádio
WBN, passando a Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma, Star Wars - Episódio II:
Ataque dos Clones, novamente com George Lucas. Entre os dois filmes de Star Wars Bocquet
esteve em The Adventures of Rocky & Bullwinkle, produzido por Roberto de Niro.
Recentemente, Bocquet terminou de fazer XXX, dirigido por Rob Cohen e estrelado por Vin
Diesel.
BEN BURTT (editor e desenhista de som) está no mundo do cinema
há vinte e três anos como desenhista de som, editor, roteirista e diretor.
Burtt está com Lucas desde 1975 e seu trabalho com áudio - criando a voz do R2-D2, os
sons das espadas de luz nas batalhas - deu ao Star Wars original uma aura de realidade
convincente.
Em quinze anos de Lucasfilm, Burtt recebeu Oscar por Som e por Edição de Efeitos Sonoros
por quatro filmes: Guerra nas Estrelas, E.T. - o Extraterrestre , Os Caçadores da Arca
Perdida e Indiana Jones e a Última Cruzada. Vale mencionar, ainda, outros filmes que
levam sua assinatura: Indiana Jones e o Templo da Perdição, O Império Contra-Ataca, O
Retorno de Jedi, Além da Eternidade, Willow - na Terra da Magia, Alien, More American
Grafitti, Howard - o Super-Herói, O Cristal Encantado, Nutcracker the Motion Picture, The
Dream is Alive, Alamo e Niagara.
Em 1990, Burtt tornou-se realizador independente. Foi diretor de segunda unidade em vinte
episódios de The Young Indiana Jones Chronicles, além de ser editor de quatro episódios
da série e, eventualmente, ter atuado como desenhista de som. Dirigiu e co-escreveu o
episódio Attack of the Hawkmen da série Young Indiana Jones.
Burtt dirigiu o filme Blue Planet e dirigiu e co-roteirizou Special Effects, ambos em
formato IMAX. Também se ocupou do texto da série de animação de televisão Droids, da
Lucasfilm, incluindo o especial de uma hora para a ABC, The Great Heep.
Burt foi diretor de segunda unidade durante a atribulada filmagem de O Ataque dos Clones.
Recentemente, dirigiu o drama da Guerra Civil Manassas: End of Innocence, além de
escrever o livro Star Wars: Galactic Phrase Book and Travel Guide, um compêndido de
línguas alienígenas e a história de sua criação.
TRISHA BIGGAR (figurinista) trabalhou em teatro, televisão e
cinema, trazendo sua vasta experiência para os Episódios I e II de Star Wars.
Após estágio na Wimbledon School of Art, Trisha trabalhou muitos anos para diversas
companhias inglesas de teatro.
Passou, então, a criar figurinos para o cinema, como para o premiado Uma Sombra no Escuro
(que venceu o prêmio Michael Powell da Academia Britânica para o Melhor Filme do Ano e o
Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim, entre outros) e Wild West, dirigido por
David Attwood (vencedor do Critic's Award do festival de Edimburgo). Mais recentemente,
Trisha Biggar criou os figurinos de A Shot at Glory, Beautiful Creatures, The Debt
Collector, Mad Cows e Magdalene Sisters.
Possui, igualmente, uma vasta lista de créditos na televisão, incluindo The Young
Indiana Jones Chronicles.
JOHN WILLIAMS (compositor) iniciou sua carreira na indústria do
cinema trabalhando com compositores como Bernard Herrmann e Franz Waxman. Ele passou a
escrever música para muitos programas de televisão na década de 60 e ganhou dois Emmy
por seu trabalho.
Williams compôs a música e foi diretor musical de quase 80 filmes, entre eles Harry
Potter e a Pedra Filosofal, O Patriota, As Cinzas de Angela, Star Wars - Episódio I: A
Ameaça Fantasma, Lado a Lado, O Resgate do Soldado Ryan, Amistad, Sete Anos no Tibet,
Rosewwod, Sleepers-Vingança Adormecida, Nixon, Sabrina, A Lista de Schindler, Parque dos
Dinossauros, Esqueceram de Mim, Esqueceram de Mim 2, Um Sonho Distante, JFK-A Pergunta que
Não Quer Calar, Hook - A Volta do Capitão Gancho, Nascido em 4 de Julho, a trilogia
Indiana Jones, O Turista Acidental, Império do Sol, As Bruxas de Eastwick, E.T. - o
Extraterrestre, Super-Homem, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, a trilogia Guerra nas
Estrelas e Tubarão. No total, já recebeu 39 indicações ao Oscar, mais recentemente por
O Patriota, filme de época estrelado por Mel Gibson e dirigido por Roland Emmerich e que
ganhou cinco Oscar, um British Academy, 17 Grammy, três Globos de Ouro e vários discos
de ouro e de platina. Sua trilha para A Lista de Schindler lhe rendeu um Oscar e um
Grammy.
Em janeiro de 1980, Williams tornou-se o 19º Regente da Boston Popos Orchestra, desde sua
fundação em 1885. Em 23 de junho de 2000, foi a primeira pessoa a ser empossada para o
Hollywood Bowl Hall of Fame.
JOHN KNOLL (supervisor de efeitos especiais) traz sua técnica e
recursos de última geração em computação gráfica para os efeitos especiais. Com seu
irmão criou o Photoshop. Knool é também o responsável pelos efeitos especiais em O
Segredo do Abismo, pelo qual a Industrial Light & Magic recebeu seu décimo Oscar de
Efeitos Epeciais.
Registrem-se ainda como créditos: Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma, Jornada
nas Estrelas: First Contact, Edição Especial de Guerra nas Estrelas, Missão Impossível
e Jornada nas Estrelas - Generations.
PABLO HELMAN (supervisor de efeitos especiais), argentino,
juntou-se à Industrial Light & Magic em 1996, como supervisor do Sabre Department.
Antes de trabalhar na ILM, participou da criação dos efeitos especiais de Independence
Day, Apollo 13 e Estranhos Prazeres.
Helman estudou Artes na Educação na Cal Poly Pomona e Música na UCLA.
Seus créditos no cinema incluem (cortei o que fez em cada filme): Pledge (supervisor de
efeitos visuais), Caubóis do Espaço, Wild, Wild West, O Resgate do Soldado Ryan e O
Mundo Perdido - Jurassic Park II.
Atualmente está trabalhando em Terminator 3: The Rise of the Machines.
BEN SNOW (supervisor de efeitos especiais) entrou para a
Industrial Light & Magic em 1994, sendo seu primeiro projeto criar em computação
gráfica a imagem tridimensional de "Enterprise B", para Jornada nas Estrelas -
Generations. Snow ainda ocupou-se das pesquisas e do desenvolvimento das imagens para as
impressionantes cenas de Twister e Impacto Profundo.
Foi indicado ao Oscar por seu trabalho em Pearl Harbor.
DENIS MUREN, A.S.C. (supervisor de efeitos especiais) é o
principal supervisor de Efeitos Especiais da Industrial Light & Magic. Detentor de
oito Oscar pelos efeitos especiais que criou, Muren está ativamente envolvido com o
crescimento da empresa, assim como empenhado no desenvolvimento de novas técnicas e
equipamentos.
Entre os muitos filmes de que participou estão A.I. - Inteligência Artificial, Star Wars
- Episódio I: A Ameaça Fantasma, O Mundo Perdido - Jurassic Park, As Melhores Histórias
de Gasparzinho - o Fantasminha, Jurassic Park, O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento
Final, O Segredo do Abismo, Viagem Insólita, Young Sherlock Holmes, Indiana Jones e o
Templo da Perdição, O Retorno de Jedi e E.T. - o Extraterrestre. Atualmente, Muren está
fazendo The Hulk, do diretor Ang Lee.
ROB COLEMAN (diretor de animação) entrou para a equipe de
animadores da ILM, em 1993, para trabalhar em O Máskara. Entre outros filmes fez
Episódio I - A Ameaça Fantasma, MIB - Homens de Preto, Dragonheart, A Chave Mágica, À
Beira da Loucura e Jornada nas Estrelas - Generations.
Antes de trabalhar na ILM, Coleman iniciou sua carreira em Captain Power, a primeira
série de TV a combinar animação com ação ao vivo, num projeto que recebeu o prêmio
Gemini (equivalente canadense ao Emmy) por realização técnica. Coleman tem produzido
animação gráfica para programas de TV e comerciais, trabalhou em um desenho animado
para a Organização Mundial de Saúde, formou seu próprio estúdio para projetos de
comerciais e televisão, além de produzir uma série de vinhetas, aberturas de programa e
logotipos para televisão.
DANIEL D. GREGOIRE (co-supervisor de efeitos e pré-visualização)
é um dos principais técnicos de animação de O Ataque dos Clones. Ele pré-visualiza a
forma final das cenas. Trata-se de storyboards em movimento que são usados pelo diretor,
por atores, editores e encarregados dos efeitos. Para O Ataque dos Clones foram usadas
mais de 4.000 tomadas animadas.
Gregoire era designer gráfico antes de se juntar aos Presto Studios em San Diego, onde
conheceu David Dozoretz, tendo então ido para a Persistence of Vision Digital
Entertainment (P.O.V.D.E.), onde trabalhou em Titan AE, Moulin Rouge - o Amor em Vermelho
e Atrás das Linhas Inimigas.
NICK GILLARD (coordenador de cenas de ação/instrutor de esgrima)
trabalha atualmente como coordenador de cenas de ação no novo filme do diretor Darren
Aronofsky, The Last Man.
Seus créditos recentes incluem Reign of Fire (como diretor da segunda unidade, diretor de
cenas aéreas e coordenador de cenas de ação), Shaft (diretor da segunda unidade,
coordenador de cenas de ação), A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (coordenador de cenas de
ação) e Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma (coordenador de cenas de ação,
instrutor de esgrima).
Gillard realizou impressionantes cenas de ação, inclusive um salto de mais de 60 metros
de uma lancha sobre duas pontes no filme Amsterdamned e um incêndio de mais de dois
minutos em Alien 3. Apareceu em numerosos World´s Greatest Stunts (vídeos que mostram
façanhas de dublês) e em filmes como Indiana Jones e a Última Cruzada, Entrevista com o
Vampiro e no papel da Rainha Alien em Aliens.
Sua arte na esgrima pôde ser vista em Robin Hood - o Príncipe dos Ladrões, Os Três
Mosqueteiros, 1942:Conquest of Paradise e Henrique V.
Sua carreira de dublê se iniciou quando fazia acrobacias sobre cavalos no Moscow State
Circus. Foi quando recebeu o primeiro convite para trabalhar em cinema, no filme O Ladrão
de Bagdá.
SOBRE O ELENCO
EWAN McGREGOR (Obi-Wan Kenobi) tornou-se conhecido do público
americano ao estrelar o pungente drama escocês de Danny Boyle, Trainspotting, e firmou
seu nome internacionalmente no papel de Obi-Wan Kenobi em Star Wars - Episódio 1: A
Ameaça Fantasma, de George Lucas, e no aclamado Moulin Rouge - O Amor em Vermelho,
dirigido por Baz Luhrmann. Por este último, em que atuou no papel do jovem escritor
apaixonado pela cortesã, McGregor recebeu diversos prêmios, dentre os quais: Golden
Satellite, Hollywood Film Festival 2001, European Achievement in World Cinema 2001, Empire
e London Film Critics´Circle.
Em 1999, recebeu um Emmy na categoria Outstanding Guest Actor in a Drama Series por um
episódio de Plantão Médico.
Nascido em Crieff, Perthshire, na Escócia, McGregor estudou na Guidehall School of Music
and Drama, onde teve sua primeira experiência teatral. Apareceu em Segredos da Vida, de
Bill Forsyth, antes de estrelar o primeiro dos filmes de Boyle, em 1994, Cova Rasa.
Trainspotting veio dois anos depois, levando-o ao time de protagonistas internacionais.
Ele também esteve em O Livro de Cabeceira, de Peter Greenway, Emma, Brassed Off, O Beijo
da Serpente, contracenou com Cameron Diaz em Por Uma Vida Menos Ordinária, de Boyle,
Nightwatch (versão americana), Velvet Goldmine, Rogue Trader, Laura - a Voz de uma
Estrela, Eye of the Beholder, fez o papel de James Joyce em Nora (que também produziu), e
Falcão Negro em Perigo. Contracenou com Renée Zellweger na comédia romântica Down with
Love, da 20th Century Fox.
Na televisão, participou de diversos telefilmes.
NATALIE PORTMAN (Padmé Amidala) foi aclamada pela crítica no
papel de Nina em A Gaivota, produção de Mike Nichol, contracenando com Meryl Streep,
Kevin Kline e Philip Seymor Hoffman na segunda e última produção do 46º Festival de
Shakespeare no Central Park, no Joseph Papp Public Theater.
Seus filmes mais recentes incluem a produção da 20th Century Fox Onde Está o Coração,
dirigida por Matt Williams, com Ashley Judd. Nathalie também estrelou Em qualquer outro
Lugar, dirigido por Wayne Wangs, ainda para a Fox. Por sua atuação como a filha de Susan
Sarandon, Nathalie recebeu uma indicação para o Globo de Ouro como Atriz Coadjuvante.
Nathalie fez o papel da Rainha Amidala no sucesso de George Lucas Star Wars - Episódio 1:
A Ameaça Fantasma, em que também atuaram Liam Neeson, Ewan Mc Gregor, Samuel Jackson e
Jake Lloyd.
Em novembro de 1997, Nathalie Portman estrelou por seis meses na Broadway O Diário de
Anne Frank, em atuação que o USA Today considerou "marcante".
A jovem atriz foi aclamada internacionalmente em sua estréia em O Profissional, de Luc
Besson, em que atuava com Jean Reno e Gary Oldman. Em seguida, foi igualmente elogiada
pelo papel em Brincando de Seduzir, em que roubou as cenas. Nessa comédia dirigida por
Ted Demme estavam Timothy Hutton, Uma Thurman, Rosie O´Donnell e Matt Dillon.
Nathalie ainda trabalhou em Todos dizem Eu te Amo, musical de Woody Allen, com Julia
Roberts, Goldie Hawn, Alan Alda e Drew Barrymore, na comédia de humor negro Marte Ataca!,
com Jack Nicholson e Glenn Close, e no filme de Michael Mann, Fogo Contra Fogo, com Al
Pacino, Roberto de Niro e Val Kilmer.
HAYDEN CHRISTENSEN, já indicado para o Globo de Ouro e para o
prêmio Screen Actors Guild, começou sua carreira de maneira inusitada. Sua irmã mais
velha, campeã mundial de salto em trampolim, foi chamada para um comercial da Pringles.
Como não havia quem cuidasse do pequeno Hayden, ele foi com a irmã ver seu agente, onde
foi "descoberto" e começou a fazer comerciais. Com doze anos, Christensen tinha
um papel fixo na primeira novela diária canadense Family Passions.
Christensen apareceu no filme de Sofia Coppola As Virgens Suicidas, em Strike e em In the
Mouth of Madness. Mais recentemente, estrelou Life as a House. Por sua atuação como o
adolescente viciado, filho de Kevin Kline, foi indicado para o Globo de Ouro de 2002 e
para o prêmio do Screen Actors Guild. Na TV, estrelou o filme Trapped in a Purple Haze,
além da série da Fox Family Higher Ground.
Atualmente, Christensen pode ser visto com Anna Paquin e Jake Gyllenhaal na remontagem
londrina de This is Our Youth, peça de Kenneth Lonergan, autor também de Conta Comigo e
A Máfia no Divã.
CHRISTOPHER LEE (Conde Dookan) nasceu na Inglaterra em 27 de
maio de 1922, de uma das famílias mais antigas da Europa.
Entrou na indústria do cinema em 1947, tendo se apresentado no teatro e em óperas, além
de ter feito gravações para rádio no mundo inteiro.
Lee trabalhou para realizadores como John Houston, Raoul Walsh, Joseph Losey, George
Marshall, Orson Welles, Nicholas Ray, Michael Powell, Edward Molinaro, Jerome Savary,
Billy Wilder, Steven Spielberg, Joe Dante, John Landis, Tim Burton, Peter Jackson e,
naturalmente, George Lucas.
Filmou em russo, italiano, francês, alemão e espanhol, tendo trabalhado em diferentes
países. Apareceu em mais de 250 produções de cinema e televisão, sendo as mais
conhecidas A Queda da Bastilha, Drácula, O Homem de Palha, The Private Life of Sherlock
Holmes, Os Três Mosqueteiros, Os Quatro Mosqueteiros, 007 Contra o Homem com a Pistola de
Ouro (Ian Fleming, autor do livro no qual se baseou o filme, é primo de Lee), 1941 - Uma
Guerra Muito Louca, Airport 77´, Gremlins 2 - A Nova Turma, Jinnah, A Lenda do Cavaleiro
sem Cabeça e O Senhor dos Anéis.
Lee considera o ponto alto de sua carreira ter sido apresentador de Saturday Night Live,
em 1978, com John Belushi, Dan Aykroyd, Bill Murray, Gilda Radner, Laraine Newman e Jane
Curtin. Este programa contabilizou 35 milhões de espectadores, e é o terceiro mais
assistido da série.
Lee fala francês, italiano, espanhol e alemão, arranhando ainda sueco, grego e russo.
Como hobby, gosta de viajar, assistir a óperas e jogar golfe. Recebeu prêmios por sua
contribuição ao cinema dos Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Itália e
Grã-Bretanha. Faz parte da Ordem de São João de Jerusalém, a mais antiga ordem do
mundo e há pouco recebeu da Rainha Elizabeth o título de Comandante da Ordem do Império
Britânico.
Escreveu sua biografia, Tall, Dark and Gruesome (publicada por W.H. Allen e republicada em
outubro de 1997 por Victor Gollancz), além de The Great Villain´s Archives of Evil, The
Films of Christopher Lee (pela Scarecrow Press).
Lee consta do livro Guiness sobre fatos do cinema como o artista internacional que
contabiliza o maior número de créditos em cinema, e foi agraciado com o prêmio London
Film Critics Dilys Powell de 1994 por seu trabalho como ator e serviços prestados à
indústria do cinema.
SAMUEL L. JACKSON (Mace Windu) deixou sua marca inconteste no
cinema americano no papel de Jules, o assassino-filósofo de Pulp Fiction¾Tempo de
Violência, de Quentin Tarantino. Além de ter recebido elogios unânimes da crítica por
sua atuação, foi indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, tendo
recebido o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante da British Academy of Film and Television
Arts.
Em breve, Jackson será visto em Changing Lanes, um suspense, juntamente com Ben Affleck,
em Formula 51, com Robert Carlyle, em que foi também o produtor executivo, bem como no
suspense XXX, com Vin Diesel. Jackson há pouco fez a produção de Basic, para o diretor
John McTiernan, com John Travolta e Andy Garcia.
Em 2001, Jackson também filmou No Good Deed, baseado em House on Turk Street, novela noir
de Dashielll Hammett, com direção de Bob Rafelson, estrelado por Milla Jovovich e
Stellan Skarsgard.
Recentemente, Jackson estrelou e foi produtor executivo de Caveman´s Valentine, dirigido
por Kasi Lemmons. Foi seu segundo projeto com o diretor após o apaludido Eve´s Bayou,
que ele também produziu.
Com Bruce Willis, Jackson co-estrelou o suspense Corpo Fechado, escrito e dirigido por M.
Night Shyamalan. Jackson foi protagonista em Shaft, de John Singleton, com Christian e
Vanessa Williams. Trabalhou também no drama de tribunal Regras do Jogo, dirigido por
William Friedkin, em que também está Tommy Lee Jones. Shaft e Regras do Jogo foram
apresentados no Festival de Deauville 2000, no qual Jackson foi agraciado com o prêmio
Lifetime Achievement.
Sob a direção de Renny Harlin, Jackson estrelou Deep Blue Sea, e com François Girard
fez The Red Violin. Participou de Star Wars - Episódio 1: A Ameaça Fantasma, de George
Lucas, além de Negociação - a Justiça a qualquer Preço e Jackie Brown, seu segundo
filme com Quentin Tarantino. Pelo último recebeu uma indicação ao Globo de Ouro e o
Urso de Prata de Melhor Ator em Comédia no Festival de Berlim.
No ano de 1996, Jackson atuou com Sandra Bullock, Matthew McConaughey e Kevin Spacey em
Tempo de Matar, de Joel Schumacher, baseado no livro de John Grisham. Por sua atuação
recebeu indicação para um Globo de Ouro e para o Prêmio NAACP Image. Com Bruce Willis
estrelou Duro de Matar - A Vingança, campeão mundial de arrecadação em 1995.
Entre outros filmes de que participou estão 187, Sphere, Despertar de Um Pesadelo, Jogada
de Risco, O Beijo da Morte, O Destino de uma Vida, Não Chame a Polícia, além de Na
Época do Ragtime, Sea of Love, Um Príncipe em Nova York, Ray, Faça a Coisa Certa, Mais
e Melhores Blues, Os Bons Companheiros, Investimento Arriscado, Areias Brancas, Jogos
Patrióticos, Caminhos da Vida, Perigo em Família, Juice e Amor à Queima-Roupa.
Sua atuação em Pulp Fiction - Tempo de Violência foi precedida pelo drama Fresh. Como
um viciado em crack em Febre da Selva, de Spike Lee, foi memorável, num trabalho que lhe
garantiu o inédito prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Cannes, jamais
concedido antes. Este mesmo papel lhe assegurou o prêmio de Melhor Coadjuvante concedido
pela Associação de Críticos de Cinema de Nova York.
Na TV, Jackson estrelou para o canal HBO Against the Wall, programa de John Frankheimer,
vencedor de um Emmy. Por seu trabalho, Samuel Jackson foi indicado para o Cable Ace como
Melhor Ator Coadjuvante em Cinema ou Minissérie e ao Globo de Ouro.
FRANK OZ (Yoda), diretor, começou sua prolífica carreira com
os Muppets, daí para A Pequena Loja dos Horrores, Os Picaretas, até The Score, no ano
passado.
Oz nasceu em Herefod, Inglaterra, em 1944. No início de sua carreira ficou conhecido por
sua colaboração com o famoso Jim Henson, com os personagens de Os Muppets, incluindo
Miss Piggy e Fozzie Bear. Henson e Oz trabalharam juntos em Vila Sésamo, Saturday Night
Live, The Muppet Show e muitos outros projetos. Por seu trabalho na televisão, Oz recebeu
quatro prêmios Emmy. Fez o inesquecível do Mestre Jedi Yoda em quatro filmes da série
Star Wars.
Depois de co-dirigir The Dark Crystal com Jim Henson, Oz foi co-roteirista, atuou e
dirigiu Os Muppets Conquistam Nova York, tendo dirigido a adaptação para o cinema de A
Pequena Loja dos Horrores em 1986. Como diretor assinou também Os Safados, de 1988, com
Steve Martin e Michael Caine, Nosso Querido Bob, de 1991, com Bill Murray e Richard
Dreyfus, Como agarrar um Marido, de 1992, com Steve Martin e Goldie Hawn. A Chave Mágica,
em 1995, Será que ele é?, em 1997, com Kevin Kline, Joan Cusak e Tom Selleck.
Em 1999, Oz dirigiu Steve Martin e Eddie Murphy em Os Picaretas, tendo dirigido no ano
passado o drama The Score, com Robert de Niro, Edward Norton, Angela Basset e Marlon
Brando.
Oz recebeu dois prêmios George Foster Peabody, o prêmio American Comedy Award´s
Creative Achievement, o Prêmio Guild para Diretor de Arte para Outstanding Contribution
to Cinematic Imagery, três discos de ouro e dois de platina, entre outras homenagens e
prêmios.
IAN McDIARMID (Palpatine) tem uma carreira de sucesso como ator
e diretor, sendo Joint Artistic Director do consagrado Almeida Theatre in North London.
Seu primeiro trabalho num filme de George Lucas foi em O Retorno de Jedi, como o
Imperador, que voltou a interpretar em A Ameaça Fantasma e agora, em O Ataque dos Clones.
Atuou, ainda, em Dragonslayer - A Lenda de Um Herói, Gorky Park, Os Safados, dirigido por
Frank Oz, O Outro Lado da Nobreza, Annie - uma Aventura Real, e no filme de Tim Burton, O
Cavaleiro sdem Cabeça.
É diretor associado do Royal Exchange Theatre, em Manchester, tendo protagonizado peças
na Royal Shakespeare Company, The Royal National Theatre e The Royal Court, onde ganhou o
prêmio de Melhor Ator da Society of West End Theatre´s por seu papel como Einstein em
Insignificance. Atuou na Royal Opera House, no Covent Garden e com a Orquestra Sinfônica
de Londres. Recebeu, ainda o prêmio de Melhor Ator do Critics´Circle em 2002.
PERNILLA AUGUST (Shmi Skywalker), atriz sueca, foi considerada a
Melhor Atriz do Festival de Cannes em 1992 por seu papel em The Best Intentions, dirigido
por Bille August, escrito por Ingmar Bergman. Em O Ataque dos Clones, Pernilla volta a
representar Shmi Skywalker, repetindo o papel do já feito em A Ameaça do Fantasma.
No teatro, recebeu o Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante do British Drama Magazine´s, e
na televisão atuou em muitos telefilmes.
TEMUERA MORRISON (Jango fett) é um importante ator da Nova
Zelândia cujo trabalho no aclamado filme neo-zelandês O Amor e a Fúria abriu-lhe portas
em Hollywood.
Em dois anos, Morrison esteve presente em Vertical Limit, Barb Wire - a Justiceira,
Velocidade Máxima 2, Island of Dr.Morea, 6 Dias, 7 Noites, Hangman´s Daughter (que
antecedeu Um Drinque no Inferno), e atualmente está em Blueberry, faroeste místico
dirigido por Jan Kounen.
Morrison estreou aos doze anos em Rangi´s Catch, filme produzido na Nova Zelândia para a
Fundação de Filmes Infantis do Reino Unido. Por sua elogiada atuação no seu primeiro
papel adulto em The Other Halves (1986) foi indicado como Melhor Ator Coadjuvante no New
Zealand Film Awards. Recebeu uma indicação como Melhor Ator Coadjuvante pela atuação
em Conspiração de Morte, dirigido por Geoff Murphy. Estrelou, então, Grasscutter,
produzido em seu país pela Central TV da Inglaterra, atuando ainda no filme neo-zelandês
Mauri.
Em O Piano foi consultor de Jane Campion quanto à cultura maori.
Recebeu o Prêmio de Melhor Ator da Nova Zelândia por O Amor e a Fúria, dirigido por Lee
Tamahori e por sua atuação, uma vez mais, na seqüência de What Become of the Broken
Hearted?, dirigido por Ian Mune. Morrison foi agraciado em 1994 com o Prêmio New Zealand
Entertainer of the Year.
JIMMY SMITS (Senador Bail organa), ator vencedor de prêmios
Emmy e Globo de Ouro, pode como poucos atuar sem problemas em teatro, cinema e tevê. Cada
meio tem suas vantagens: o companheirismo que se desenvolve numa série de TV, as intensas
relações surgidas nas famílias de atores que se formam em filmagens, a interação com
o público no teatro.
Smits tem colaborado com diversas instituições de caridade, defendendo especialmente a
educação. Em 1997, foi um dos fundadores da Fundação Nacional Hispânica para as
Artes, com Easi Morales, Sonia Braga e Felix Sanchez, um advogado de Washington, visando a
promoção de talentos hispânicos em artes cênicas. O programa oferece bolsas e prêmios
em dinheiro e se desenvolve em importantes faculdades e universidades para expandir as
oportunidades de carreira e aumentar o acesso de profissionais e artistas de origem
hispânica, encorajando o aparecimento de novos talentos.
Smits ainda está envolvido com The Fulfillment Fund, United Way, NOFAS (National
Organization of Fetal Alcohol Syndrome) e The Police Athletic League. Participou da
campanha contra álcool no volante do Century Council e foi apresentador do programa
"El Futuro de Nuestros Niños" para o Loma Linda University Medical Center.
Smits vai repetir seu personagem de O Ataque dos Clones no terceiro episódio de Star
Wars, a ser lançado em 2005. Depois de deixar seu papel na bem sucedida série NYPD Blue,
fez vários filmes incluindo Price of Glory, de Carlos Ávila, e o suspense de Chuck
Russel Bless the Child, com Kim Basinger, além de Million Dollar Hotel de Wim Wenders,
onde atuaram também Mel Gibson, Milla Jovovich, Jeremy Davies, Glória Stuart e Amanda
Plummer.
Em 1995, Smits teve atuação marcante no filme Mi Familia, de Gregory Nava, que lhe valeu
indicação para um IFP Spirit Award. Outros filmes em que atuou são Running Scared, The
Believers, Gringo Velho, Chamada de Emergência e Switch¾Trocaram Meu Sexo, de Blake
Edwards.
Jimmy Smits teve brilhante carreira em televisão e recebeu uma indicação ao Emmy por
cada ano de atuação. Recebeu seis indicações seguidas ao Emmy pelo papel de Bobby
Simone em NYPD Blue, série dramática vencedora do Emmy e aclamada pela crítica. Recebeu
ainda três indicações ao Globo de Ouro - ganhando um deles - e quatro indicações ao
Prêmio SAG. Ao deixar a série NYPD Blue recebeu o Humanitas Award.
No teatro, Smit também marcou seu lugar. Estudou na Faculdade do Brooklyn e recebeu um
MFA da Universidade de Cornell. Trabalhou em várias produções off-Broadway e tem
orgulho de seu trabalho do Festival de Shakespeare de Nova York.
JACK THOMPSON (Cliegg Lars) tem uma carreira de muitos papéis
em filmes em que se destacam The Chant of Jimmie Blacksmith, O Homem de Snowy River, Burke
& Wills, Sangue Ruim e Breaker Morant, pelo qual recebeu o Prêmio de Melhor Ator
Coadjuvante no Festival de Cannes e o de Melhor Ator do Australian Film Institute.
Também foi agraciado com o prêmio Critics Circle of Austrália Life Time Achievement e o
Cinema Owners Association of Austrália Award for Outstanding Contribution to Australian
Film Entertainment, além da Ordem da Austrália por sua contribuição à vida cultural
do país.
Sua carreira inclui sucessos também nos Estados Unidos, como Um Caso de Amor, A Última
Ameaça, Excesso de Bagagem, A Última Chance e Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal.
Thompson foi designado Embaixador da Boa Vontade pelo Alto Comissariado das Nações
Unidas para Refugiados. É membro fundador da Australian National Gallery, membro do
Council for the National Museum of Austrália e Diretor da Film Finance Corporation. Foi,
ainda, diretor da WWF Austrália e da Australia Conservation Foundation.
LEEANNA WALSMAN (Zam Wessel) esteve presente na série de TV
Thunderstone and Heartbreak High e nos filmes Blackrock e Looking for Alibrandi.
Na TV, trabalhou nas séries populares Beatmaster, Farscape e na série australiana Love
is a 4 Letter Word.
AHMED BEST (Jar Jar Binks) é ator e músico, que foi descoberto para Star Wars na
apresentação teatral de Stomp. Escreveu, produziu e gravou músicas não só para seus
projetos solo, mas também para artistas como Bill Evan, Agente 99 e The Jazzhole.
Foi o primeiro apresentador de On Location, entrevistas feitas on-line no site
starwars.com, onde entrevistou o criador George Lucas, Hayden Christensen e a famosa
fotógrafa Annie Lebowitz, entre outros. Fez o filme Vacuums, dirigido pelo criador de
Stomp e Armitage III, seu primeiro filme japonês de Mangá.
No seu site www.ahmedbest estão suas músicas para filmes, tevê e shows.
ANTHONY DANIELS (C-3P0) nasceu em Salisbury, na Inglaterra, em
1946, e era advogado antes de entrar na escola de teatro.
Saindo da faculdade em 1974, recebeu o importante prêmio Carlton Hobbs BBC Radio, que lhe
garantiu um lugar na BBB Drama Repertory Company. Essa experiência o ajudaria a encontrar
a voz até então desconhecida do personagem C-3P0, um robô dourado.
Depois de centenas de produções para a BBC, com personagens de príncipe a papagaio, ele
finalmente teve o convite para se juntar ao National Theatre of Great Britain at The Young
Vic. Atuou em temporadas em Londres e no exterior.
Quando atuava em Rosencrantz & Guikdenster Estão Mortos, de Tom Stoppard, Daniels foi
chamado para Guerra nas Estrelas. Logo depois recebia uma camada de gesso para encarnar
seu personagem robô, agora mundialmente conhecido. Ele reprisou o papel em Guerra nas
Estrelas - o Império Contra-Ataca, O Retorno de Jedi e Star Wars: Episódio I - A Ameaça
Fantasma.
Daniels esteve envolvido em muitos subprodutos derivados de Guerra nas Estrelas. Sapateou
em The Muppet Show, fez campanha para vacinas contra sarampo e pólio, redigiu e produziu
comerciais anti-fumo, dançou com Donny e Maria Osmond, participou de cerimônias de
entrega do Oscar, foi auxiliar de Big Bird em Vila Sésamo, dublou o personagem na
produção da Disney Star Tours, tornou-se nome de cereal (Kellogg´s C-3P0s), regeu a
London Symphony e a Boston Pop Orchestra, além de fazer sua própria série de
quadrinhos, Droids.
Daniels escreveu muitos artigos sobre suas experiências de ficção científica.
Embora quase sempre envolvido com a saga de Star Wars, Daniels ainda fez diversas
aparições na televisão, da comédia ao drama, como Prime Suspect e Dangerous Corner de
Priestly, com incursões ao mundo do terror com I Bought a Vampire, Motorcycle e Urban
Gothic.
DANIEL LOGA (Boba Fett) nasceu na Nova Zelândia e apareceu nas
séries de TV Hércules e Shortland Street, tendo sido protagonista no curta metragem
Falling Sparrows. Esteve num bom número de comerciais de televisão, além de narrar a
série de desenhos animados Tamatoa.
JOE EDGERTON (Owen Lars) possui uma vasta lista de créditos no teatro. Na televisão,
participou do filme The Three Stooges, The Secret Life of Us e Saturn´s Return, além de
ter feito no cinema Praise, Erskinville Kings e The Hard Work.
BONNIE MARIE PIESSE (Beru) é mais conhecida por sua personagem
Donna na série High Flyers. Esteve como atriz convidada em Stingers, Blue Heelers, Horace
& Tina, tendo protagonizado Composite Creatures.
KENNY BAKER (R2-D2) nasceu em Birmingham, no Reino Unido. Apesar
de sua pouca altura, tornou-se dos maiores e mais amados atores em seu país e no mundo.
Era um DJ na Mecca Organization antes de se juntar ao circo de Billy Smart como palhaço e
auxiliar de animador. Baker percorreu o país por nove anos apresentando-se em shows de
patinação no gelo, tendo depois formado um musical cômico chamado The Mini Tones.
Trabalhou em shows em clubes noturnos com seu amigo Jack Puvis, que também atuou em
Guerra nas Estrelas. Baker tornou-se um astro em 1977 com o papel do adorável andróide
R2-D2 no primeiro Guerra nas Estrelas, tendo, a partir daí, atuado em todos os filmes da
série. Fez, ainda, A Bela Adormecida (1987), Labirinto - A Magia do Tempo (1986) e
Amadeus (1984).
Em 1978, como R2-D2, deixou suas pegadas no concreto da calçada do Graumann´s Chinese
Theatre em Hollywood.
AYESHA DHARKER (Rainha Jamillia) foi protagonista do aclamado
The Terrorist. Por seu papel neste suspense psicológico indiano foi indicada ao prêmio
de Melhor Atriz pelo National Film Awards of India, tendo o filme recebido três prêmios.
No Festival do Cairo Ayesha recebeu o prêmio Best Artistic Contribution by an Actress.
The Terrorist, primeiro filme indiano exibido em Sundance, também foi apresentado em
festivais de Paris, Toronto e Londres.
Entre os filmes de que Ayesha participou estão Anita and Me, dirigido por Meera Syal,
autora do premiado livro que inspirou o filme, The Mystic Masseus, produção da
Merchant-Ivory, Split Wide Open, Saaz, A Cidade da Esperança, Manika e Une Vie Plus Tard
(ao lado de Julian Sands e Stephane Audran).
Recentemente, Ayesha Dharker foi muito elogiada por seu papel principal como Lata na
adaptação da BBC Radio 4 para A Suitable Boy (cinco episódios de uma hora cada).
Atualmente, está ensaiando Bombay Dreams, novo musical de Andrew Lloyd Webber, de
co-autoria de Meera Syaal.
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