banfil1.gif (18740 bytes)

notasprod_1.gif (2071 bytes) U-571

webci742.jpg (25177 bytes)O Roteirista e Diretor Jonathan Mostow (BREAKDOWN — IMPLACÁVEL PERSEGUIÇÃO, O JOGO) sempre acreditou que uma história de um submarino da Segunda Guerra Mundial serviria perfeitamente para o cinema por apresentar um tipo de experiência verdadeiramente visceral. Foi numa viagem para São Francisco, em 1992, que ele conheceu um desses submarinos numa visita pública que o inspirou a traçar o roteiro de U-571 – A BATALHA DO ATLNTICOO. Jonathan Mostow conta: "Os relatos de batalhas submarinas escritos pormarinheiros e oficiais são fascinantes, mas ficar dentro de um submarino de verdade aproximou-me ainda mais da realidade. Fico espantado com a coragem desses jovens marinheiros que foram para a guerra dentro dessas ‘latas de sardinhas’ que rachavam e gemiam; se fossem fundo demais, quebravam como cascas de ovos". O Diretor continua: "Embora o meu objetivo fosse recriar a experiência de vida a bordo de um submarino da Segunda Guerra, também quis mostrar ao público como os jovens dentro desse ambiente tiveram que superar seus medos para realizar façanhas incríveis de heroísmo".

Durante três anos, Jonathan Mostow viajou pelo mundo, visitando navios de combate e submarinos, museus de guerra, conversando com veteranos e pesquisando o máximo de livros, diários de bordo e relatórios particulares de batalhas submarinas. Surpreendentemente, um quarto de todos navios perdidos na Batalha do Atlântico foram afundados bem na costa americana. O Diretor de U-571 – A BATALHA DO ATLNTICOO ficouespecialmente curioso com o assunto do "Enigma" — um sistema avançado que tornou os códigos alemães invioláveis durante um período de nove meses. Ele decidiu construir uma história inspirada por vários eventos históricos, incluindo: a captura de uma máquina "Enigma" do U-110 pela Marinha Real Britânica em maio de 1941; a apreensão de um "Enigma" tirado do U-559 em outubro de 1942; e a captura do U-505 pela Marinha Americana em junho de 1944. E Jonathan Mostow queria que o filme tivesse o máximo de realismo possível. Ele consultou peritos da Segunda Guerra Mundial, incluindo o comandante David Balme, o corajoso oficial que liderou, na realidade, a tripulação do U-110 em maio de 1941 e que capturou a primeira máquina "Enigma". A pesquisa do cineasta também o levou ao principal historiador do mundo sobre a criptologia "Enigma", David Kahn, autor de Seizing the Enigma. "Revisei todo o roteiro com o David em todos os detalhes e pedi-lhe que se certificasse de que dentro do contexto de uma narrativa de ficção todos os detalhes fossem o mais autênticos possíveis", lembra Jonathan Mostow.

O roteiro de U-571 – A BATALHA DO ATLNTICO pedia um elenco relativamente grande — e um númerode atores maravilhosos quiseram participar do filme. O elenco final inclui alguns dos nomes de maior talento de Hollywood atualmente, bem como de estreantes promissores. A Produtora Martha De Laurentiis (NA ÉPOCA DO RAGTIME, CRIMES DO CORAÇÃO, HORAS DE DESESPERO, OLHOS DE GATO) afirma: "Nosso elenco não é previsível. Quando Matthew McConaughey (EDTV, AMISTAD, TEMPO DE MATAR, CONTATO, SOMENTE ELAS), no papel do tenente Andrew Tyler, entrou para o projeto, foi emocionante criar um grande elenco à sua volta, com a presença de Bill Paxton (TWISTER, APOLLO 13 — DO DESASTRE AO TRIUNFO, UM PLANO SIMPLES), como o comandante Mike Dahlgren, de Harvey Keitel (CÃES DE ALUGUEL, CORTINA DE FUMAÇA, O PIANO, PULP FICTION — TEMPO DE VIOLÊNCIA, THELMA & LOUISE, BUGSY), como o chefe Klough, de Jon Bon Jovi (O JOGO DA VERDADE, O SEDUTOR, PAIXÕES ALUCINANTES), como o tenente Pete Emmett, de Jake Weber (ENCONTRO MARCADO, NASCIDO EM 4 DE JULHO, A O DOSSIÊ PELICANO), como o tenente Hirsch, e de David Keith (A ROSA, O GRANDE SANTINI, A FORÇA DO DESTINO, BRUBAKER), como o major Coonan, além, é claro, de todos os novos rostos que o público poderá ver na tela".

Em U-571 – A BATALHA DO ATLÂNTICO, Jonathan Mostow dedicou muita atenção para se certificar deque todos os diferentes personagens tivessem uma qualidade bem humana, porque esses homens que serviam nos submarinos eram pessoas comuns, embora acabassem agindo extraordinariamente em face à adversidade. Para ajudar a garantir a autenticidade do filme, incluindo os diálogos e situações realistas, a produção contratou como consultor técnico o vice-almirante Patrick Hannifin, que serviu na Marinha Americana durante a Segunda Guerra Mundial e que operou submarinos durante quase 35 anos, antes de se aposentar, em 1977. Patrick Hannifin passou um ano operando um U-boat depois da guerra para compreender sua tecnologia. Ele observa: "Acho que uma das melhores partes do filme é a transformação do personagem de McConaughey. Ele deixa de ser um bom oficial e transforma-se num homem que assume o comando. Apesar de ser foçado a isso, ele foi capaz de tomar os tipos de decisões que um comandante tem que fazer".

Jonathan Mostow estava nos estágios finais de BREAKDOWN — IMPLACÁVEL PERSEGUIÇÃO quando começou a dar curso ao filme U-571 – A BATALHA DO ATLNTICOO. Dois anos depois de o Diretor terlevado o esboço do roteiro para o lendário produtor italiano Dino De Laurentiis (SERPICO, OS TRÊS DIAS DO CONDOR, NA ÉPOCA DO RAGTIME, KING KONG, DUNA, CONAN, O BÁRBARO), a pré-produção de U-571 – A BATALHA DO ATLNTICO começou em Roma, no famoso Cinecitta Studios, o maior estúdio daEuropa, e na ilha de Malta. A equipe deu vida às seqüências de ação em grande escala através do uso de embarcações em tamanho real, que foram realmente colocadas no mar e envolvidas em espetaculares cenas de batalha. Durante um extenso cronograma de pré-produção em Malta, a equipe de produção construiu uma réplica de 600 toneladas de um U-boat tipo VII, bem como um submarino americano do mesmo período. O maior desafio foi recriar os submarinos da Segunda Grande Guerra. A Produtora Martha De Laurentiis revela: "O problema com este filme foi encontrar os submarinos para filmar, já que não existe nenhum submarino da Segunda Guerra em nenhum lugar que poderíamos usar para os nossos objetivos". Para iniciar o processo de pré-produção, que levaria mais de 18 meses, os De Laurentiis chamaram seu Produtor de Linha Lucio Trentini (INESQUECÍVEL), que trabalhou com os dois em mais de 10 filmes, e contrataram dois Desenhistas de Produção: Götz Weidner (O BARCO — INFERNO NO MAR, A HISTÓRIA SEM FIM 2) e William Ladd Skinner (DANÇA COM LOBOS, OS 12 MACACOS, EM TERRENO SELVAGEM), para cuidarem dos dois tipos de cenários — alguns bem americanos e outros bem alemães. As cenas que retratam os interiores das embarcações foram rodadas em cenários construídos no estúdio 5 do Cinecitta Studios, onde o Supervisor de Efeitos Especiais vencedor do Oscar® Allen Hall (FORREST GUMP — O CONTADOR DE HISTÓRIAS) desenhou um gigantesco gimbal (N.T.: estrutura náutica mecânica, também conhecida como "suspensão Cardan") que podia ficar sobre a água. Ele conta: "Acho que é o melhor gimbal do mundo hoje em dia porque está construído num tanque gigante onde se pode baixá-lo, o que significa que as pessoas podem acessá-lo diretamente no nível de estúdio, e não a seis metros, no ar. Isso o torna muito prático". Martha De Laurentiis complementa: "O que Allen desenhou não foi criado em nenhum outro filme. Seu tamanho e capacidade de movimento é fantástico e é considerado a Ferrari dos gimbals". O Diretor Jonathan Mostow acrescenta: "É uma obra de engenharia gigantesca. Podemos colocar partes do cenário do submarino no gimbal e simular movimentos do mar. Ele também foi projetado para funcionar debaixo da água para que pudéssemos submergir o cenário".

webci746.jpg (28420 bytes)Outro fator fundamental para a produção foi mostrar ao público as diferenças entre essas embarcações a diesel (os S-boats e os U-boats) — navios de superfície que submergem ocasionalmente — e os submarinos nucleares — que ficam submersos durante dois ou três meses — e os mais vistos na tela grande. As condições de vida nos primeiros eram extremamente duras: os banhos eram permitidos uma vez na semana e a temperatura interna, às vezes, ficava congelante, ou então atingia 38 graus centígrados com quase 100% de humidade. Os primeiros socorros eram muito inadequados. Malta foi escolhida para locação das seqüências de exterior por causa dos dois enormes tanques ao ar livre nos MFS Film Studios, onde vários filmes passados no mar foram rodados. Em relação à intensa seqüência de tempestade, o Supervisor de Efeitos Especiais Allen Hall e sua equipe construíram os maiores guindastes de fazer chuva da história do cinema para simular a tempestade que o roteiro pedia. Para mostrar o submarino embaixo da água, o Supervisor de Efeitos Visuais Peter Donen (U.S. MARSHALS — OS FEDERAIS, MOMENTO CRÍTICO) foi trazido ainda no início da pré-produção. Ele dá os detalhes: "Construímos submarinos em miniaturas de 14 metros que fazem várias coisas, inclusive disparam torpedos. Há também um barco que vai para o oceano puxado por outro a sete nós e que pode submergir e emergir conforme o comando. Os outros foram desenhados para explodir e afundar de várias formas". A Figurinista April Ferry (MAVERICK, FREE WILLY, ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADO, O PEQUENO GRANDE TIME, RADIO FLYER) também enfrentou vários desafios e teve muitas surpresas, como conta: "Foi fascinante descobrir que o pessoal dos submarinos alemães podia usar qualquer roupa. Fizemos os uniformes tão autênticos que, um dia, Dino disse que não pareciam alemães. Tive que lembrá-lo que estávamos fazendo um filme de submarino, e não um filme sobre a SS!".

O que acontece quando se reúne um elenco e uma equipe de mais de 300 pessoas durante um filme com cenários claustrofóbicos, muita água, filmagens externas à noite, chuva de água salgada e mar aberto? Essa era a pergunta na mente de todos quando começou a fotografia principal. Mas Jonathan Mostow observa: "Acredito que o que uniu todo mundo foi sentirmos que estávamos prestando uma homenagem a uma geração de homens corajosos. A triste verdade é que muitos jovens atualmente não têm idéia do que ocorreu na Segunda Grande Guerra, e muito menos na Batalha do Atlântico. Espero, sinceramente, que as pessoas vejam U-571 – A BATALHA DO ATLNTICO e sintam-se motivadas a estudar sobre os heróis da vida real que lutaram para preservar a liberdadedo mundo".


voltar.gif


transp.gif (45 bytes)