No próximo dia 16, chega às telas
(aproximadamente 70 salas) dos cinemas brasileiros "Oriundi O Verdadeiro Amor
é Imortal", novo filme de Anthony Quinn (ator de "Os canhões de
Navarone", de 1961; "Lawrence da Arábia", de 1962; e "Zorba, o
grego", de 1964). A direção é de Ricardo Bravo.
Anthony Quinn nasceu em Chihuahua, México, em 21 de abril de 1915, de pai irlandês e mãe mexicana. Nos Estados Unidos desde criança, debutou no cinema em 1936, após curta experiência em teatro. No ano seguinte, casou-se com a filha adotiva de Cecil B. De Mille, Katherine, da qual se divuorciou em 1965. Apesar do poder do sogro em Hollywood e dos filmes dirigido por ele, Anthony Quinn, ao longo dos anos 40, só conseguiu papéis de ator coadjuvante. Nos anos 50, a montagem teatral de "Um Bonde Chamado Desejo", em que interpretou Stanley Kowalski, e o Oscar de melhor ator coadjuvante conquistado em "Viva Zapata!" (1952) deram-lhe grande notoriedade. Chamado à Itália por Federico Fellini, teve inesquecível atuação como o brutamontes Zampaño em "A Estrada da Vida". Um novo Oscar por "Sede de Viver" (1956) consolidou sua carreira cinematográfica, passando Quinn a desempenhar papéis principais, nos Estados Unidos e Europa, onde viveu muitos anos. Em 1964, desempenhou seu maior papel em "Zorba, o Grego", do qual foi também produtor associado. Sessenta e dois anos de carreira conferiram a Anthony Quinn um lugar único no cinema. Não é para menos. Ator camaleão por excelência, desempenhou com perfeição papéis de gregos, índios, italianos, norte-americanos, árabes e mexicanos. Ele, Kirk Douglas e Gregory Peck são os últimos sobreviventes de sua geração. Teve grandes diretores por trás de seus inúmeros filmes: Federico Fellini, David Lean, George Cukor, Raoul Walsh, Elia Kazan, John Ford, Vincente Minnelli, Nicholas Ray, Carol Reed. Contracenou com os maiores atores de todos os tempos, como Marlon Brando, James Mason, James Cagney, Henry Fonda, Kirk Douglas, Errol Flynn, John Wayne, Tyrone Power, Gary Cooper, Gregory Peck, Lee Marvin, Robert Ryan, Alain Delon, David Niven, Laurence olivier, Vittorio de Sica e outros. Por último, as mais belas mulheres do cinema trabalharam em filmes com Anthony Quinn: Carole Lombard, Marlene Dietrich, Rita Hayworth, Ava Gardner, Gina Lollobrigida, Sophia Loren, Silvana Mangano, Claudia Cardinale, Anna Magnani, Joan Crawford, Lana Turner, Barbara Stanwyck, Michèle Morgan, Ingrid Bergman, Jacqueline Bisset e Dominique Sanda. Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, foi durante sete anos professor do curso de teatro da Unicamp. Tem trabalhado proficuamente em teatro e TV, sendo um dos atores mais conhecidos do público brasileiro atualmente. Entre seu vários prêmios estão: "Governador do Estado", "Mambembe", "APCA", "Molière" e "Prêmio Shell". Em 1993 recebeu a bolsa "Distinguished Brazilian Artist Fellowship Fulbright".Seus principais trabalhos em cinema são: "Lamarca", "Jogo Duro", "Doida Demais", "A Fonte da Saudade", "Besame Mucho", "Dedé Mamata", "Ed Mort" e "Guerra de Canudos", episódios de "A Comédia da Vida Privada". Esta jovem carioca trabalha em teatro e TV desde criança. Atriz de personalidade, prefere papéis que ensinem e instiguem. Quer para si a imagem de uma profissional capaz de representar papéis tão diferentes que a tornem quase irreconhecível de um para outro. Em teatro, fez parte da carioca "Cia. de Teatro Grupo do Porão", e atuou com sucesso em "Pier Gynt", de Ibsen. Em cinema, além de , participou do longa "Villa Lobos uma história de paixão", de Zelito Viana, e do curta "O Pulso", de José Pedro Goulart, atualmente selecionado para o festival de Miami. Este paulista é considerado hoje o melhor ator teatral brasileiro, e é muito conhecido e admirado pelo público também pelas suas atuações na televisão. No cinema, trabalhou sob a direção de Glauber Rocha em "Terra em Transe". Ficou 18 anos sem filmar, após o que participou do filme francês "Vertigens", muito elogiado pela crítica do jornal "Le Monde". Recentemente atuou em "País dos Tenentes", de João Batista de Andrade, ganhando o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília. Está no filme de longa metragem "Tiradentes", de Oswaldo Caldeira, e no média metragem baseado em conto de Machado de Assis, "O Enfermeiro", de Mauro Farias. Atriz paulista, iniciou sua carreira na TV onde atua freqüentemente, passando depois para o teatro. Em cinema, sua primeira participação importante foi em "Na Senda do Crime", de Flamínio Bolini, produzido pela Vera Cruz. Mesmo com todos os problemas enfrentados pelo cinema nacional, Marly Bueno nunca afastou-se das telas, atuando em papéis destacados de vários filmes brasileiros nos últimos anos. Contracenou com Oscarito no último filme de sua vida, "Mulheres e Espiões", de Carlos Manga, e recentemente pode ser vista em "Sombras de Julho", de Marco Altberg. Gaúcho de 24 anos, Tiago Real é uma grata surpresa. Profissional do teatro desde 1993, atuou em adaptações de Frank Wedekind, Willian Shakespeare, Carlo Goldoni e Ítalo Calvino. Em 1996, estreou em cinema no longa-metragem "Lua de Outubro", de Henrique de Freitas Lima. Mas 1998 foi seu ano mais profícuo: além de , participou de 3 filmes de curta-metragem, 1 peça de teatro e 2 programas de televisão. Com certeza, é ator com uma carreira muito promissora. É esperar para ver. Curitibana, atua em teatro desde 1983, e em cinema desde 1984. Participou de peças que excursionaram por todo o Brasil, com grande sucesso. Na Oficina de Atores da Rede Globo de Televisão, foi dirigida por Cécil Thirré, e esteve em programas de TV na própria Globo, e também na RAI UNO italiana. Em , teve sua primeira chance real de contracenar, em cinema, com atores de renome nacional e internacional. Jovem e ambiciosa, GABRIELA DUARTE trabalha em teatro, cinema e TV desde criança. Não contente com a fama adquirida desde suas primeiras atuações na década de 80, vem se especializando continuamente. Em 1996 estudou no "The Lee Strasberg Theatre Institute" de New York. Após sua participação em Oriundi, foi chamada para protagonizar a minissérie "Chiquinha Gonzaga", dirigida por Jaime Monjardim para a Globo Network, "Chiquinha Gonzaga" foi suceso de público e crítica e levou os índices de audiëncia no horário a patamares há muito esquecidos. Gabriela Duarte está hoje em plena ascensão profissional. Gaúcha, formada pela UFRG, atua em teatro desde 1966, e foi várias vezes premiada. No cinema, além de Oriundi, está no recentemente produzido "Anahy de las Misiones", de Sérgio Silva. Em 1997 recebeu o prêmio de melhor atriz e o troféu sruê, no Festival de Cinema de Brasília, e em 1998 o prêmio de melhor atriz, tanto no festival de Cinema de Recife, quanto no festival de Cinema de Trieste.
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