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Conheça os Ganhadores do Oscar
Fotos da Grande Festa
Indicados
Abaixo você fica sabendo
tudo que antecedeu a entrega da estatueta mais cobiçada do cinema.
07/04/2000 - Em
uma trama digna de um filme de Hollywood, uma das estatuetas do Oscar que tinha sumido
reapareceu na quinta-feira no escritório de um respeitado advogado de Los Angeles, que
não quer dizer como obteve a estatueta - pelo menos, não agora.
O Oscar encontrado no escritório do advogado de direitos civis Stephen Yagman fazia parte
da leva de 55 estatuetas que desapareceram no dia 8 de março.
O advogado Yagman disse na quinta-feira que ele tinha uma das três estatuetas perdidas e
que revelaria como a conseguiu em uma entrevista na hora do almoço (16h em Brasília).
Até lá, disse ele, o mistério permanece como está.
30/03/2000 - Fofoca brava
no Oscar. Whitney Houston, que seria uma das artistas a participar do medley de canções
de filmes antigos, não deu as caras na cerimônia. Ela teria sido "despedida"
por Burt Bacharach, diretor musical do espetáculo, porque cantou tudo errado e atrapalhou
os outros artistas no ensaio.
26/04/2000 - Os
produtores do longa-metragem "South Park: Bigger, Longer and Uncut" compareceram
à entrega do Oscar vestidos de mulher. Um deles estava vestindo uma imitação do modelo
que a Jennifer Lopez usou no Grammy. A cantora causou frison com o vestido decotado e
transparente. Outro produtor preferiu imitar a triz Gweneth Paltrow, com o modelo rosa
bebê, que ela vestiu na entrega do prêmio no ano passado.
24/03/2000 - Robin
Williams vai mostrar seu talento como cantor na noite de Oscar, no domingo. O ator irá
interpretar Blame Canada, música da trilha sonora do longa de animação South Park:
Bigger, Longer and Uncut que concorre ao prêmio de melhor canção de filme. A música
deverá ter trechos suprimidos por conterem palavões, que não podem ser exibidos na
televisão americana.
23/03/2000 - O brasileiro
Ivo Kos concorre ao Oscar. Pelo menos indiretamente. Ele integra a equipe técnica do
filme Matrix, candidato ao Oscar de efeitos visuais. Para retratar o mundo virtual do
filme, o time desenvolveu técnica inovadora conhecida como "flow-mo,
cujo efeito é o da câmera que circula em velocidade fisicamente impossível em torno dos
atores. Kos supervisionou 25 cenas, entre elas as seqüências dos sentinelas e a que o
personagem de Keanu Reeves escapa do casulo. O trabalho envolveu a supervisão de um grupo
de modeladores, animadores, pintores digitais e iluminadores. Kos ainda criou o design dos
sentinelas e da nave, além dos efeitos de neblina nos túneis e as explosões digitais.
23/03/2000 - Depois de
intensos e freqüentes pedidos, a atriz norte-americana Kim Basinger aceitou comparecer à
cerimônia de premiação do próximo Festival de Cannes, que acontece em maio. Ela
entregará a Palma de Ouro para o melhor filme.
Uma das razões para o convite vem da recente proximidade de Basinger com um dos mais
famosos nomes da nova geração de atores franceses: Vincent Perez.
Ele comporá o par romântico com a atriz em "I Dreamed of Africa", que deverá
estrear no segundo semestre nos EUA.
22/03/2000 - Richard D. e
Lili Fini Zanuck, produtores da 72ª cerimônia do Oscar, anunciaram a presença de Uma
Thurman e Mel Gibson como apresentadoras da festa deste ano. Esta será a terceira
participação de Uma no evento, marcado para domingo, e a sexta de Gibson.
22/03/2000 - O ator Sean
Penn, que concorre ao Oscar na categoria "Melhor ator" por seu trabalho em
"Sweet and Lowdown", não é mesmo um fã da cerimônia.
No mês passado, chegou-se a especular nos jornais americanos que ele, um outsider, não
apareceria na festa de entrega do prêmio.
Tudo indica que Jack Nicholson, seu amigo, o convenceu do contrário. Mas isso não
impediu Penn de soltar ácidas críticas.
Para ele, o evento não vale um tostão. "Se você estiver lá e der uma olhada ao
redor, não irá enxergar muitas pessoas que conseguem achar suas bundas com as próprias
mãos", disse Penn ao "Chicago Tribune".
"Então o que a opinião deles significa? O Oscar é uma oportunidade de ser um
figurante num programa de TV - e talvez 20 segundos mais que isso se você vencer".
21/03/2000 - Para quem
tem TV paga, a melhor opção para acompanhar a entrega do Oscar fica por conta do
Telecine, que investiu R$ 1 milhão em uma programação especial envolvendo a
transmissão ao vivo da festa. Dia 25, o canal exibirá, às 20 h, o Especial Oscar 2000,
mesa redonda sobre os filmes indicados com Fábio Barreto, Wilson Cunha, Glória Pires,
Miguel Falabella e José Wilker. Ana Maria Bahiana informará detalhes do evento
diretamente de Los Angeles.
21/03/2000 - Cinquenta e
três das 55 estatuetas do Oscar que desapareceram misteriosamente no dia 10 foram
encontradas em uma lixeira de um supermercado no bairro coreano de Los Angeles. Quem achou
foi Willie Fullgear, que procurava caixas para sua futura mudança. Ele levou os objetos
para casa e não chamou a polícia, mas uma emissora de TV local. "Tenho mais Oscars
que qualquer estrela", brincou Fullgear.
A recuperação põe fim ao mau-olhado que parece afetar a Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas. Primeiro, houve o misterioso desaparecimento de mais de 4 mil
papeletas, entre as tentativas de divulgar a lista dos candidatos antes do tempo pela
Internet. Também ocorreu a tentativa do Wall Street Journal de publicar uma pesquisa com
os nomes dos possíveis ganhadores.
Em seguida veio a desaparição das estatuetas e, mais estranho ainda, a aparição de
apenas 53 delas. "Este é um roubo e existe uma investigação policial, por isso é
preciso atuar com cautela", disse David Powers, da polícia de Los Angeles. Ainda
não está claro se na cerimônia do dia 26 serão entregues as estatuetas encontradas ou
as que foram encomendadas após o roubo.
17/03/2000 - Apenas uma
semana depois do sumiço de milhares de cédulas de votação do Oscar 2000, a carga com
as estatuetas que seriam entregues na cerimônia de 26 de março foi roubada. De acordo
com o porta-voz da Academia, John Pavlik, as estatuetas desapareceram na cidade de Beverly
Hills.
Robert Rehme, presidente da Academia, afirmou que as estatuetas estavam sendo
transportadas de Chicago quando desapareceram. "Nós não sabemos como, onde ou
porquê. Esses Oscars não chegaram às nossas mãos. Nós esperamos que sejam devolvidos,
mas não acreditamos nisso, porque já faz dois dias". A Roadway Express, companhia
responsável pelo transporte, irá responder pela perda ou o suposto roubo.
Segundo Rehme, as
estatuetas ainda não haviam sido registradas. Eles ainda não sabem o número exato de
Oscars roubados. Pavlik disse acreditar ter perdido todas as estatuetas que seriam
entregues no dia 26 de março, no entanto há reserva suficiente para substituição.
No início do mês, mochilas contendo 4 mil cédulas de votação desapareceram do correio
de Beverly Hills A academia foi obrigada a imprimir e postar tudo novamente. O limite
máximo para receberem de volta as cédulas preenchidas foi estendido de 21 para 23 de
março, apenas três dias antes da cerimônia.
17/03/2000 - Conforme
anunciado nesta quinta-feira pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de
Hollywood, o ator Mel Gibson participará da apresentação da 72a. edição do Oscar.
Também foram confirmadas as presenças de Brad Pitt, Tommy Lee Jones e Cate Blanchett.
12/03/2000 - O veterano
ator Jack Lemmon deixou os organizadores do Oscar de cabelos em pé ao divulgar
publicamente em quem gostaria de votar para melhor ator. Lemmon, que por ser um dos 5.607
integrantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood tem direito a
voto, disse que seu favorito é Tobey Maguire protagonista de Regras da Vida, que
não está entre os cinco indicados à estatueta. A Academia voltou a emitir um comunicado
no qual recorda a seus integrantes a obrigatoriedade de manter o voto ou a
intenção em segredo.
09/03/2000 - A Academia
das Artes e Ciências Cinematográficas anunciou terça-feira que, por causa do
desaparecimento de um carregamento de cédulas oficiais, vai adiar até 23 de março, o
prazo para que os julgadores enviem seus votos de acordo com os candidatos da 72ª
edição do Oscar.
Quatro mil e 200 cédulas, dirigidas aos membros com direito a voto residentes na
Califórnia foram extraviadas pelos correios, e a Academia teve que imprimir outra vez
todas as cédulas e enviá-las novamente terça-feira, com cores diferentes para que não
aconteçam fraudes.
Numa carta que acompanha a nova cédula, o presidente da Academia, Robert Rehme, recomenda
aos eleitores que tratem de fazer o voto chegar a empresa encarregada da contagem, dia 21,
para prevenir qualquer nova eventualidade.
Os nomes dos ganhadores do Oscar serão divulgados na cerimônia prevista para 26 de
março no auditório Shrine de Los Angeles e será retransmitida para centenas de milhões
de pessoas no mundo todo.
09/03/2000 - Será que o
"The Wall Street Journal" vai antecipar os nomes dos ganhadores do Oscar?
Numa carta que acompanha os 4.200 formulários para votos enviados a seus membros na
terça-feira, o presidente da Academia de Artes e Ciências do Cinema, Robert Rehme, pediu
a seus membros que não cooperem com uma pesquisas telefônica que está sendo feita pelo
jornal.
Se o jornal conseguir seu intento, será o maior furo do sigilo do Oscar em 50 anos - e,
pelo tom da carta de Rehme, a Academia está levando a ameaça a sério. Na carta, o
presidente da Academia avisa que o "The Wall Street Journal" "recentemente
lançou a tentativa mais coordenada da história para descobrir de antemão os resultados
de nossos prêmios em seis categorias". A seguir, afirma que durante a semana de 24
de fevereiro a 1º de março, "pelo menos uma dúzia de jornalistas" telefonou
para "o maior número possível de nossos membros".
Dick Tofel, vice-presidente de comunicações da Dow Jones and Co., empresa que publica o
WSJ, afirmou que "é política do jornal não comentar matérias que poderemos ou
não publicar. Nunca no passado fizemos o que vem sendo dito que estaríamos fazendo
agora".
Mas Tofel destacou dois pontos entre os apresentados na carta de Rehme. Disse que a
alegação feita pela Academia de que os repórteres do WSJ não teriam se identificado
como tais era falsa.
Segundo ele, a alegação feita por Rehme de que o jornal teria "desmentido ter
qualquer conhecimento do projeto" também é falsa. Tofel afirmou que a sucursal de
Los Angeles do jornal apenas transferiu a ligação para a redação em Nova York.
O presidente da Academia disse que a maioria dos membros se negou a cooperar com a
pesquisa, mas que "se apenas algumas centenas de nós formos persuadidos a participar
da pesquisa, o 'Journal' terá boas chances de dar o furo sobre os ganhadores do Oscar
antes da noite da entrega dos prêmios. E isso, evidentemente, seria lamentável ao
extremo".
09/03/2000 - Como
esquecer a euforia de Sophia Loren entregando o Oscar de 1999 para seu compatriota Roberto
Benigni (por A Vida É Bela)? A academia sinaliza agora para o vencedor deste ano. Ao
escolher Antonio Banderas e Penelope Cruz para entregar a estatueta para o melhor filme
estrangeiro, confirma o favoritismo de Pedro Almodóvar, com Tudo sobre Minha Mãe.
Penelope está no filme e Banderas é cria de Pedrito.
05/03/2000 - Os
organizadores da cerimônia do Oscar deste ano, Lili Fini Zanuck e seu marido, Richard
Zanuck, querem produzir o evento mais chique da história. Para isso contrataram uma
produtora de moda especialmente para dar assistência às celebridades que não querem
fazer feio diante das câmeras. O novo cargo foi batizado com o nome de designer de
estilo. Porém, para desespero dos organizadores, não há como obrigar que os famosos
afeitos a visuais extravagantes acatem conselhos de quem entende do assunto.
21/02/2000 - Não falta
trabalho ao pequeno Haley Joel Osment. O garoto paranormal que rouba a cena de Bruce
Willis em O Sexto Sentido performance que o transformou no mais jovem indicado
desta edição do Oscar, na categoria coadjuvante está em Las Vegas filmando Pay
it Forward, em que contracena com outro indicado ao Oscar, Kevin Spacey, canditado à
estatueta de melhor ator por sua atuação em Beleza Americana. Aos 11 anos, Osment
eleva-se ao panteão das crianças-prodígio de Hollywood, ao lado de ex-astros-mirins
como Justin Henry indicado ao Oscar de melhor coadjuvante aos 8 anos por Kramer x
Kramer , e Anna Paquin, que aos 11 anos ganhou na mesma categoria por seu trabalho
em O Piano.
Aos 79 anos, Richard Farnsworth, de The Straight Story, é o mais velho indicado desta
edição do prêmio da Academia. Depois de trabalhar como dublê por 40 anos, ele obteve
sua segunda indicação e concorre ao prêmio de melhor ator.
20/02/2000 - Leonardo
DiCaprio e Brad Pitt estão na mira da poderosa Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas de Hollywood. A instituição que distribui o Oscar andou dando um
puxão de orelha na dupla de galãs. Apesar de terem sido convidados para a cerimônia de
entrega dos prêmios em anos anteriores, os rapazes não foram prestigiar os colegas pelo
mais puro despeito: nenhum dos dois recebeu indicações por Titanic e Clube da Luta.
17/02/2000 - Três nomes
que há pouco eram desconhecidos do grande público estão na disputa pelo Oscar de melhor
diretor. Spike Jonze, de Quero Ser John Malkovich, ganhou a cobiçada indicação com seu
filme de estréia e já tem novo projeto: filmar um conto de Scott Fitzgerald. Criado na
Filadélfia, M. Night Shyamalan, de O Sexto Sentido, é o primeiro cineasta indiano a ser
indicado ao Oscar. Embora trabalhasse no cinema desde criança, a produção estrelada por
Bruce Willis é seu trabalho de maior repercussão. E Beleza Americana, que marca a
estréia do diretor teatral Sam Mendes como cineasta, já rendeu ao novato o Globo de Ouro
de melhor direção.
15/02/2000 - A partir das
11 h de hoje, a jornalista Ana Maria Bahiana faz no Telecine 1 (para assinantes da NET) a
cobertura, ao vivo de Los Angeles, do anúncio dos indicados às principais categorias do
Oscar. A lista de concorrentes será divulgada por Dustin Hoffman e pelo presidente da
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Robert Rehme. Orfeu, de
Carlos Diegues, é o representante brasileiro na categoria de melhor produção
estrangeira.
13/02/2000 - Quem achou
excessiva a performance de Roberto Benigni na cerimônia do Oscar do ano passado, pode se
preparar para a repetição da dose. O ator italiano vai apresentar uma das categorias da
premiação deste ano, a de melhor atriz. A entrega dos prêmios ocorre dia 26 de março
no Shrine Auditorium, em Los Angeles.
13/02/2000 - As
indicações para o Oscar deste ano, referente á temporada de 1999, só serão divulgadas
no dia 15 deste mês, em Los Angeles, e as distribuidoras cinematográficas já
programaram os filmes para estrearem neste mês e em março; entretanto, já é possível
fazer uma previsão sobre os cinco finalistas que serão selecionados nas categorias
principais. Como no ano passado, nenhum bicho-papão do quilate de um Titanic ameaça
monopolizar os prêmios. A falta de unanimidade entre a critica norte-americana denuncia o
equilíbrio da disputa: O Informante, de Michael Mann, ficou com o prêmio dos críticos
de Los Angeles; Beleza Americana, de Sam Mendes, faturou o National Board Review; Three
Kings, de David O'Russell, foi eleito o melhor filme pela critica de Boston; e
Topsy-Turvy, do inglês Mike Leigh, conquistou os votos dos criticos de Nova York.
Se em 1999 havia a expectativa sobre a possibilidade de Central do Brasil e Fernanda
Montenegro brigarem pela estatueta dourada, este ano as esperanças dos brasileiros
ficaram reduzidas ao prestigio internacional do cineasta Cacá Diegues e ao poder de
sedução de Orfeu, nosso candidato oficial á melhor produção estrangeira. O filme tem
chances modestas de figurar entre os finalistas (concorre com outras 47 produções, um
recorde da Academia) e menos ainda de conquistar o Oscar, que parece estar destinado a ir
para a Espanha, já que Tudo sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar, vem colecionando todos
os prêmios da categoria filme estrangeiro, dentro e fora dos EUA. Certo mesmo é que a
72' festa do Oscar será realizada no dia 26 de março, um domingo, e terá mais uma vez
Billy Crystal como mestre-de-cerimônias.

Filmes
Cinco produções surgem
como favoritas para a disputa da principal estatueta do ano: Beleza Americana, O
Informante, No Corredor da Morte, O Talentoso Ripley e O Sexto Sentido. O primeiro é um
drama satírico sobre anomalias de uma rica família norte-americana do subúrbio. O
filme, produzido pela Dreamworks e dirigido pelo estreante Sam Mendes (aclamado diretor
teatral de Cabarete The Green Room), vem sendo "falado" desde sua estréia nos
EUA, em setembro. O Informante é outro que parece estar certo entre os cinco finalistas.
Tem um tema forte e polêmico (a denúncia sobre a manipulação cientifica das
indústrias de cigarros para aumentar a dependência do consumidor), um formato atraente
(drama jornalístico no estilo de Todos os Homens do Presidente), uma história baseada em
fatos reais e, claro, o carisma e prestigio de Al Pacino. Tom Hanks, por sua vez, aparece
como o "carro-chefe" do drama No Corredor da Morte, apesar de sua indicação
como ator não estar assegurada. O filme é dirigido por Frank Darabont, baseia-se em
romance de Stephen King e narra uma história ambientada dentro de uma penitenciária.
Enfim, os mesmos "ingredientes" do ótimo Um Sonho de Liberdade, que anos atrás
concorreu a várias estatuetas. O Talentoso Ripley tem como principal trunfo o nome do
diretor-roteirista Anthony Minghella. É seu primeiro trabalho após a consagração e os
nove Oscars de O Paciente Inglês. O elenco com jovens astros Matt Dammon, Gwyneth
Paltrow e Cate Blanchett - também aumenta as chances desse thriller baseado em romance de
Patricia Highsmith. Finalmente, o arrepiante thriller O Sexto Sentido, impulsionado por
seu incrível sucesso comercial e pela simpatia que despertou em boa parte da critica,
pode garantir seu lugarzinho.
Outros candidatos possíveis: Topsy-Turvy,assinado pelo mesmo Mike Leigh, de Segredos e
Mentiras; o surpreendente Quero Ser John Malkovich; o drama irlandês Angela Ashes, de
Alan Parker; Regras da Vida, assinado pelo sueco Lasse Hallstrom (Minha Vida de Cachorro);
o último filme de Stanley Kubrick, De Olhos Bem Fechados; Fim de Caso, do irlandês Neil
Jordan; ou ainda as cinebiografias Hurricane - O Furacão, de Norman Jewison, sobre o
boxeador negro Rubin "Hurricane" Carter, e Man on the Moon, de Milos Forman,
centrado na vida do comediante da TV Andy Kaufman. Três Reis, apesar do prêmio em
Boston, e os divertidos Toy Story 2, Máfia no Divã e Um Lugar Chamado Notting Hill,
indicados para o Globo de Ouro, podem ser definidos como grandes zebras.

Atores e Atrizes
Se existe uma grande
barbada entre atrizes e atores, ela chama-se Hilary Swank. Por sua interpretação em
Meninos Não Choram (uma garota outsider que age e se veste como rapaz) Swank ganhou a
maioria dos prêmios nos EUA. Sua indicação é certa. Deve ter a companhia de Annette
Bening, bem cotada por sua atuação em Beleza Americana, e Julianne Moore, que teve um
ano produtivo com cinco trabalhos elogiados: Fim de Caso, Um Marido ldeal, A Fortuna de
Cookie, A Map ofthe Word e Magnolia. Pelos dois primeiros concorreu ao Globo de Ouro, nas
categorias drama e comédia, respectivamente. As eternas candidatas Meryl Streep (Musica
do Coração), Sigourney Weaver (A Map of the Word), Jodie Foster (Anna e o Rei), Susan
Sarandon (Em Qualquer Outro Lugar), Sharon Stone (A Musa), Jessica Lange (Titus) e Emily
Watson (Angelab Ashes) também estão no páreo. Outra candidata de peso é Janet McTeer,
que ganhou o National Board e uma indicação ao Globo de Ouro por Tumbleweeds. Wynona
Ryder (Garota, Interrompida), Nicole Kidman (De Olhos Bem Fechados), Frances O'Connor
(Mansfield Park), Reese Witherspoon (Eleição), Diane Lane (A Walk on the Moon) e Kate
Winslet (por Holy Smoke, de Jane Champion) podem ser as zebras.
Entre os atores os favoritos são Al Pacino (apesar de ignorado pelo Globo de Ouro) e
Russell Crowe (premiado pelo National Board of Review e pela crítica de Los Angeles),
ambos por O Informante; Kevin Spacey por Beleza Americana; Denzel Washington por
Hurricane; o veterano Richard Farnsworth, eleito melhor ator pela crítica de Nova York
por The Straight Story, de David Lynch; e Jim Carrey por Man of the Moon, que lhe deu o
prêmio da crítica de Boston. O fato de Al Pacino, que não recebe uma indicação desde
1993, quando ganhou o prêmio por Perfume de Mulher, e Crowe estarem no mesmo filme, pode
diminuir a chance de ambos. Também estão bem cotados Ralph Fiennes por Fim de Caso, Tom
Hanks por No Corredor da Morte e Matt Damon por O Talentoso Ripley. Correndo por fora,
como possível surpresa, estão Terence Stamp por The Limey, Sean Penn (Sweet and
Londown), Rupert Everett (Um Marido ldeal), o veterano Kirk Douglas (Diamonds), Anthony
Hopkins (Titus), Jim Broadbent (Topsy-Turvy), Tobey Maguire (Regras da Vida) e Robin
Williams, interpretando um andróide que sonha em ser humano em O Homem Bicentenário.

Coadjuvantes
Uma das sensações da
temporada passada, Haley Joel Osment, o garotinho que é assombrado por fantasmas em O
Sexto Sentido, já aparece como um dos favoritos ao Oscar de coadjuvante. Pode ter a
companhia de Michael Caine(Regras da Vida), Tom Cruise (Magnolia), Michael Clarke Duncan
(No Corredor da Morte) ou Jude Law (O Talentoso Ripley), seus adversários no Globo de
Ouro. Chris Cooper (Beleza Americana), o veterano Christopher Plummer (O Informante) e
John Malkovich (prêmio da crítica de Nova York), interpretando ele mesmo em Quero Ser
John Malkovich, são outros nomes fortíssimos. Também não podem ser descartadas as
atuações de Stephen Rea (Fim de Caso), Peter Fonda (Limey), Jeffrey Wright (Ride With
the Devil, épico dirigido por Ang Lee), Albert Finney (Simpatico) e Max von Sydow (Neve
sobre os Cedros). Vale lembrar que Plummer, eleito melhor coadjuvante pela crítica de Los
Angeles, é um nome muito respeitado em Hollywood e jamais concorreu ao Oscar - o que
aumenta as suas chances.
Entre as mulheres, fala-se muito em Cameron Diaz (melhor atriz da critica de Nova York no
ano passado por Quem Vai Ficar com Mary?, mas ignorada pelo Oscar) e Catherine Keener,
ambas por Quero Ser John Malkovich, ou ainda a cada vez mais famosa filha de Jon Voight,
Angelina Jolie (Garota, Interrompida). Outras com grandes chancês: Chloe Sevigny (Meninos
Não Choram), Samantha Morton (Sweet and Lowdown) e Toni Collete (O Sexto Sentido).
Natalie Portman (a princesinha de Star Wars: Episóclio 1 - A Ameaça Continua, por sua
interpretação no drama Em Qualquer Outro Lugar), Laura Dern (O Céu de Outubro), Angela
Bassett (Música do Coração) e Sharon Stone (Simpatico) podem surpreender.

Diretores e
Roteiristas
Ancorados pelo prestigio
de seus respectivos filmes e por premiações da critica, Michael Mann, Sam Mendes (melhor
diretor em Los Angeles), Mike Leigh (Critica de Nova York), Anthony Minghella (National
Board of Review) e Frank Darabont surgem como favoritos para receber a estatueta que foi
para as mãos de Steven Spielberg no ano passado. Cineastas consagrados como Norman
Jewison (Hurricane - O Furacão), Milos Forman (Man of the Moon), Lasse Hallstrom, Neil
Jordan e Alan Parker têm boas chances. Também não será um grande absurdo se Stanley
Kubrick (De Olhos Bem Fechados) receber
Uma indicação póstuma,
ou ainda que o trabalho do estreante Spike Jonze (Quero Ser John Malkovich) seja
reconhecido pela Academia. Jane Campion (Holy Smoke), Barry Levinson (Liberty Heights), M.
Night Shyamalan (O Sexto Sentido), David Lynch, David O. Russell e até Pedro Almodóvar
ficam como possíveis zebras.
A categoria de roteiro,
original e adaptado, costuma reunir candidatos óbvios(autores dos scripts dos filmes que
concorrem ao Oscar de melhor produção do ano) e algumas surpresas, que geralmente servem
de consolo para aqueles filmes geniais que não fazem o "gênero Oscar" (caso de
Boogie Nights Prazeres sem Limites e Desconstruindo Harry dois anos atrás). Beleza
Americana, escrito por Alan Ball, é o favorito para ganhar a estatueta de roteiro
original. As quatro vagas restantes deverão ser preenchidas por Quero Ser John Malkovich
(de Charlie Kaufman), Magnolia (Paul Thomas Anderson), O Sexto Sentido (M. Night
Shyamalan), Sweet and Lowdown Woody Allen) ou Três Reis (David O'Russell e John Ridley).
A briga pelo roteiro adaptado está mais equilibrada, com No Corredor da Morte (Frank
Darabont), O Informante (Eric Roth), O Talentoso Ripley (Minghella) e Regras da Vida (John
lrving).

Agenda do 72º Oscar

Anúncio dos
indicados
Data: 15 de fevereiro
(terça-feira)
Horário: 11h30 da manhâ (5h30 da manhâ, em Los Angeles)
Transmissão pela TV a cabo: ás 11h30 da manhã, ao vivo, pelo canal Telecine 1 (das
operadoras NET e Multicanal)

Cerimônia do
Oscar
Data: 26 de março
(domingo)
Horário: 10h30 a noite (5h30 da tarde, em Los Angeles)
Transmissão pela TV aberta: a partir das 10h30 da noite pela TV Globo
Transmissão pela TV a cabo: no Canal Telecine 1 (das operadoras NET e Multicanal), com
som original em inglés.

A programação: ás 7h30
da noite o ator José Ilker (dos estúdios da emissora) e a jornalista Ana Maria Bahiana
(com flashes ao vivo de Los Angeles) dão informações sobre os concorrentes e o evento;
ás 10h00 da noite o Telecine começa a transmitir o Pré-Oscar, com imagens dos astros
chegando ao Los Angeles Shrine Auditorium, local do evento; e ás 10h30 da noite tem
inicio o 72º Oscar, comandado por Billy Crystal, que será o mestre de cerimônia.
24/01/2000 - A lista dos
filmes e profissionais que vão concorrer na 72ª edição do Oscar ainda demora mais
algumas semanas para ser anunciada, mas a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas
de Hollywood revelou na semana passada o nome de dois vencedores do prêmio, a ser
entregue no dia 26 de março. São os cineastas Warren Beatty e Andrzej Wajda.
Beatty foi o único artista a ser indicado para o Oscar, no mesmo ano, em quatro
categorias diferentes: ator, diretor, roteirista e produtor. E seu feito foi conquistado
em duas ocasiões: por O Céu Pode Esperar, em 1978, e Reds, três anos mais tarde.
Dos nove longas que Beatty produziu, quatro receberam indicações de melhor filme: Bonnie
& Clyde, O Céu Pode Esperar, Reds e Bugsy, mas o ator recebeu apenas um Oscar pela
direção de Reds. No ano passado foi esnobado por sua comédia Politicamente Incorreto,
selecionada como roteiro original. A Academia agora repara o erro.
O maior acerto de contas da instituição é com o cineasta polonês Wajda que, em quase
cinco décadas de carreira, jamais ganhou um Oscar. Wajda recebeu três indicações para
o prêmio, todas elas na categoria de filme estrangeiro: Terra Prometida, em 1974
(perdendo para Dersu Uzala); As Senhoritas de Wilco, de 1979 (o vencedor foi O Tambor); e
O Homem de Ferro, 1981.
Wajda quase não conseguiu sua última indicação. O governo polonês ameaçou tirar da
competição O Homem de Ferro, seqüência do filme O Homem de Mármore, de 1977, que
retrata o surgimento do Partido Solidariedade e do seu líder Lech Walesa, mas a Academia
não sucumbiu à pressão. Naquele ano, Wajda perdeu para Mephisto, de István Szabó.
O diretor polonês vai reveber um Oscar honorário e entrará para um seleto grupo que
inclui Akira Kurosawa, Greta Garbo, Satyajit Ray, Michelangelo Antonioni e Fred Astaire.
Para Robert Rehme, presidente da Academia, "Wajda pertence à Polônia, mas seus
filmes são parte do tesouro cultural de toda a humanidade". Wajda pode sair da
próxima edição do Oscar com uma estatueta extra. É que seu novo filme, Pan Tadeusz,
adaptação do livro do poeta Adam Mickiewicz e considerado o texto mais clássico da
literatura polonesa, é um dos 54 filmes estrangeiros submetidos ao Oscar da categoria
deste ano. O longa foi lançado na sexta-feira em Nova York e tem chances de figurar entre
os cinco finalistas.
17/01/2000 - Com as
votações para a 72.ª edição do Oscar já em andamento, crescem as especulações
sobre quais serão os novos nomes a integrar o seleto clube dos indicados para o mais
badalado prêmio do cinema mundial. Meryl Streep, Jack Nicholson e Warren Beatty já são
membros de carteirinha basta conferir o número de indicações que eles acumulam.
Al Pacino, Dustin Hoffman, Jessica Lange, Anthony Hopkins, Tom Hanks e Emma Thompson
também fazem parte da confraria dos prediletos da Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas de Hollywood. O mesmo não se pode dizer de Sean Penn, Barbra Streisand,
Bruce Willis e Jim Carrey. Popularidade e salários milionários não comovem a academia.
Prova disso é Harrison Ford, que tem no currículo apenas uma indicação ao Oscar.
"A academia respeita o talento e disposição de correr riscos", diz o veterano
produtor David Foster. Mas também valoriza pessoas que acrescentam um toque de classe à
profissão. Ele avisa que chatos e encrenqueiros têm suas chances reduzidas.
"A academia espera que os atores tenham dignidade e que as atrizes tenham decência.
É por isso que Tom Hanks e Meryl Streep sempre estão entre os favoritos", avalia o
crítico David Thomson, autor de A Biographical Dictionary of Film. A excessão à regra
talvez seja Woody Allen, que apesar de não se enquadrar em todos esses parâmetros,
permance como campeão de indicações ao Oscar em diversas categorias.
16/01/2000 - Duzentos e
quarenta e quatro longas-metragens estarão competindo pelo Oscar de melhor filme na 72ª
edição do prêmio, anunciou hoje em Beverly Hills o presidente da Academia de Artes e
Ciências Cinematográficas, Robert Rehme.
Ano passado concorreram 281 filmes. Para poder aspirar a um Oscar nas categorias
principais, um longa-metragem, seja qual for seu país de origem, tem que ser exibido
comercialmente em 35 ou 70 mm num cinema do condado de Los Angeles durante pelo menos uma
semana consecutiva, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 1999.
Estas normas não são aplicadas para os melhores filmes de língua não inglesa, assim
como para os documentários e curtas-metragens, que são regidos por regulamento
específico.
Os nomes dos cinco finalistas selecionados em cada uma das categorias serão anunciados no
próximo dia 15 de fevereiro e os Oscar, entregues numa cerimônia prevista para o dia 26
de março em Los Angeles.(AFP)
13/01/2000 - A Academia de Artes e
Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou que já começou a enviar as cédulas
para que seus integrantes elejam os candidatos ao Oscar. Em sua 72.ª edição, o evento
terá 4.164 eleitores na Califórnia. Somado aos eleitores de fora dos Estados Unidos, o
número supera 5 mil. Entre eles está a atriz brasileira Fernanda Montenegro, que passou
a ter direito ao voto após sua indicação ao Oscar de melhor atriz no ano passado. As
cédulas devem ser devolvidas até o dia 4 de fevereiro. Os resultados serão divulgados
em 15 de fevereiro, em cerimônia transmitida ao vivo.
14/12/1999 - O Oscar vai
começar o ano 2000 de cara nova: com ritmo mais ágil, apresentando profusão ainda maior
de astros e estrelas e sem números de dança. Foi o que anunciaram os produtores Richard
e Lili Fini Zanuck ela, a primeira mulher a produzir a cerimônia. O evento da
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que vai ser realizado em 26
de março, também será mais curto, com três horas de duração. O nome mais cotado para
ser o anfitrião da festa é, novamente, o de Billy Crystal.
13/12/1999 - O actor
Billy Crystal vai voltar a estar à frente da cerimónia da entrega dos Óscares de
Hollywood referentes a este ano, que decorre no dia 26 de Março do ano 2000. A Academia
das Artes e Ciências Cinematográficas já confirmou que Crystal fará a sua sétima
apresentação dos prémios, concretizando uma exigência dos produtores da cerimónia
deste ano, o casal Richard e Lili Fini Zanuck.
Crystal, que foi substituído na edição anterior por Whoopi Goldberg, apresentou os
Óscares entre 1990 e 1993, regressando depois em 1997 e 98, ano em que «Titanic»
dominou os prémios e os Óscares tiveram a sua maior audiência desde 1983, com 34.9
pontos e um «share» de 55 por cento.
Billy Crystal, sem dúvida o mais popular, divertido e desenvolto apresentador da
cerimónia das estatuetas de Hollywood nas últimas décadas, irá comandar o espectáculo
da entrega dos prémios máximos do cinema no Shrine Auditorium de Los Angeles, numa
emissão transmitida para todo o mundo pela cadeia de televisão ABC.
Entretanto, os Zanuck, produtores dos Óscares deste ano, já fizeram saber que a
cerimónia será o mais rápida, curta e bem ritmada possível, contendo um mínimo de
números de música e dança, com os quais aqueles não simpatizam particularmente.
10/12/1999 - As trilhas
sonoras de dois dos maiores sucessos do ano em matéria de desenho animado -
"Tarzan", da Disney, e "South Park", da Paramount Pictures- foram
excluídas da competição pelo Oscar, para decepção de seus compositores.
As músicas dos dois filmes foram derrubadas pela decisão de reduzir de três para duas
as categorias musicais incluídas nos prêmios concedidos pela Academia de Artes e
Ciências do Cinema pelos filmes de 1999. A informação foi dada pela Academia na
terça-feira.
Frustrados por saberem que seus trabalhos não poderão ser reconhecidos com a indicação
ao Oscar, os compositores qualificaram como erradas as normas impostas pela academia, mas
disseram que elas refletem o fato de que os musicais, no passado um dos pontos fortes da
indústria do cinema, viraram raridade em Hollywood. "A notícia me magoou
muito", disse Mark Mancina, autor da trilha básica de "Tarzan", com cinco
canções originais compostas e cantadas por Phil Collins. " Esperava receber uma
indicação ao Oscar. Teria sido bom para mim. É frustrante saber que as pessoas não
vão poder nem cogitar a hipótese.
"Tarzan" e "South Park" foram submetidos à consideração da academia
na categoria de Melhor Trilha Sonora Original, criada em 1995 para diferenciar as trilhas
de musicais e comédias das trilhas sonoras compostas para dramas. Mas a categoria foi
eliminada este ano porque os dois filmes foram os únicos candidatos inscritos.
02/12/1999 - MARCELO
BERNARDES (Especial para o Estado de São Paulo)
O longa-metragem Orfeu, de Cacá Diegues, representante brasileiro na corrida ao Oscar de
filme estrangeiro, terá pela frente mais 46 concorrentes a uma das cinco vagas ao prêmio
que serão anunciadas no dia 15 de fevereiro na sede da Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas, em Beverly Hills. Este ano, o supervisor do comitê de aproximadamente
200 pessoas que assistirão a todos os filmes e depois farão suas escolhas é o produtor
Mark Johnson, vencedor do Oscar por Rain Man.
A academia convidou cerca de 75 países para participar desta pré-seleção ao Oscar de
filme estrangeiro. A inscrição de 47 produções bateu o recorde de 1994, quando 45
países mandaram seus representantes oficiais ao prêmio. Pela primeira vez na história
do Oscar, Butão, Nepal e Tadjiquistão vão ter um filme na competição.
Como no ano passado, quando A Vida É Bela, de Roberto Benigni, e Central do Brasil, de
Walter Salles, despontaram como os grandes favoritos à estatueta, o Oscar 2000 já tem
suas duas barbadas, quase imbatíveis: o longa espanhol Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro
Almodóvar, que leva uma certa vantagem sobre o vietnamita Three Seasons, dirigido pelo
jovem Toni Buy, de 26 anos, e produzido e estrelado pelo ator Harvey Keitel.
As outras vagas devem ser disputadas pelo belga Rosetta, de Luc and Jean-Pierre Dardenne;
Est-Ouest, de Régis Wargnier, que já havia vencido o Oscar da categoria em 1993, por
Indochina; e A Copa, produção do Butão sobre a obsessão de monges budistas pelos jogos
deste evento futebolístico. Mas quem poderá surpreender todos é o cineasta polonês
Andrzej Wajda, que concorreu ao prêmio em três oportunidades, sem jamais ganhar, e está
surgindo com um de seus melhores filmes dos últimos tempos, Pan Tadeusz, a primeira
adaptação cinematográfica do clássico da literatura de seu país.
Orfeu, obviamente, também tem chances nessa disputa. Caso o trabalho de Cacá Diegues
fique entre os cinco finalistas e consiga o tão almejado Oscar para o Brasil, seu filme
entraria para a história da Academia como o segundo remake de uma produção estrangeira
indicada anteriormente a receber uma estatueta. Em 1990, Al Pacino seria eleito o melhor
ator do ano pela refilmagem de Perfume de Mulher, longa de Dino Risi que concorreu ao
Oscar em 1974. Orfeu é um remake de Orfeu de Carnaval, de Marcel Camus, que ganhou a
estatueta para a França em 1959.
Este ano, além de várias adaptações literárias, entre elas as de obras de Mario
Vargas Llosa, Gabriel García Márquez, Dostoievski, Halldor Laxness e H. E. Bates, as
histórias de crianças e jovens marginalizados são maioria entre os concorrentes, como
no ano passado. Conheça, a seguir, os filmes que disputam as cinco vagas para concorrer
ao Oscar de melhor produção estrangeira.
Alemanha - Aimée & Jaguar, de Max Färberböck - Exibido no Festival de Berlim de
1988 e também na 23ª Mostra de São Paulo, este filme narra uma love story gay
ambientada na Berlim de 1943. Em meio ao bombardeio do exército aliado contra a cidade,
Elizabeth, uma dona de casa, mulher de um oficial nazista e mãe de quatro filhos,
apaixona-se por uma judia. A história é verídica e foi adaptada do livro homônimo da
escritora e jornalista Erica Fischer, já lançado no Brasil pela Record.
Argentina - Manuelita, de Manuel García Ferré - Desenho animado inspirado em uma
canção homônima de Maria Elena Walsh, famosa escritora de livros infantis na Argentina,
e que acompanha as aventuras de uma tartaruga em Paris.
Áustria - Nordrand, de Barbara Albert - O título deste longa de estréia da cineasta se
refere a um bairro paupérrimo ao norte de Viena, espécie de gueto dos refugiados da
guerra civil na Iugoslávia. É lá que vivem as personagens principais dessa história,
Jasmin e Tamara. Jovens lutando contra a pobreza e o preconceito racial.
Bélgica - Rosetta, de Luc and Jean-Pierre Dardenne - Vencedor da última Palma de Ouro,
além de um prêmio de interpretação para Emilie Dequenne, Rosetta é um dos favoritos
para uma das cinco vagas de finalistas para o Oscar. Os irmãos Dardennne acompanham a
história da garota-título, obcecada em não ficar desempregada e também fazendo o
difícil rito de passagem para a vida adulta. O filme acabou de estrear nos EUA e Emilie
é a nova darling dos críticos americanos.
Butão - Phörpa (A Copa), de Khyentse Norbu - Budista, consultor religioso do filme O
Pequeno Buda, de Bernardo Bertolucci, faz sua estréia na direção neste longa, o
primeiro a ser filmado inteiramente no Butão, sobre monges apaixonados por futebol. O
filme mostra o sacrifício de alguns desses budistas que percorrem grandes distâncias no
Himalaia para assistir a um jogo da Copa do Mundo. Quando criança, o diretor Norbu foi
considerado a encarnação de um santo do século passado e só foi tomar contato com o
cinema aos 19 anos, quando se apaixonou pelos filmes de Satyajit Ray e Yasujiro Ozu.
Canadá - Emporte-Moi (Liberte-me), de Léa Pool - Outro filme sobre uma garota
atravessando uma atormentada adolescência e também com uma belíssima performance de sua
protagonista, Karine Vanasse. Sucesso no último Festival de Nova York, a história
desenrola-se na Montreal de 1963, onde Hanna é uma garota infeliz que mora com seu pai,
um jornalista judeu desempregado, e a mãe, uma católica com crises de depressão. Para
escapar desse mundo, Hanna descobre o cinema e, em especial, o filme Viver a Vida, de
Godard, tornando-se obcecada pela trágica protagonista do pai da nouvelle vague, Anna
Karina.
China - Lover's Grief Over the Yellow River (A Dor de um Amante sobre o Rio Amarelo), de
Feng Xiaoning - Após seu premiadíssimo Red Story Valley, uma love story tibetana rodado
em 1997, Xiaoning está de volta com uma história passada durante a 2ª Guerra Mundial
sobre um piloto americano que faz um pouso forçado perto da Grande Muralha. Resgatado por
populares, ele volta, décadas mais tarde, ao rio do título para mostrar sua gratidão
pelas pessoas que o salvaram.
Colômbia - Golpe de Estadio (Golpe de Estádio), de Sergio Cabrera - Mais uma comédia
com a Copa do Mundo como pano de fundo. Durante os jogos classificatórios para o evento
de 1994, a Colômbia enfrenta a Argentina. Numa pequena cidade ao sul do país, onde está
instalada uma companhia petrolífera americana, um piloto se assusta com a vibração dos
torcedores quando a Colômbia marca um gol, disparando um tiro que provoca certo estrago
no acampamento militar local, vigiado de perto por guerillheiros. Os dois únicos
televisores da região ficam sem funcionar, provocando um pandemônio.
Croácia - Crvena Prasina (Poeira Vermelha), de Zrinko Ogresta - Exibido fora de
competição no último Festival de Veneza, este filme acompanha a vida de um boxeador de
Zagreb em 1990, antes da Iugoslávia desfacelar-se, que deserta do Exército de seu país,
para logo em seguida ser acusado da morte da ex-namorada.
Dinamarca - Mifune (Mifune Sidste Sang), de Soren Kragh-Jacobsen - Terceiro filme
dinamarquês rodado sob o selo restritivo do Dogma 95, como Os Idiotas (de Lars Von Trier)
e Festa de Família (de Thomas Vinterberg), que foi esnobado entre os cinco finalistas
para o Oscar 99, embora fosse o preferido da crítica. Mifune é a história de um yuppie
de Copenhague cujo mundo vira de ponta cabeça ao receber a notícia de que seu pai morreu
na manhã seguinte à cerimônia de seu casamento. Tanto a noiva quanto a família desta
desconheciam a origem pobre do yuppie, além do suicídio da mãe deste e o fato de seu
irmão ser paralítico.
Eslováquia - Vsichni Moji Bliczi (Todos os Meus Queridos), de Matej Minác - O ator
inglês Rupert Graves, o filho de Jeremy Irons em Perdas e Danos, de Louis Malle, também
integra o elenco desta superprodução sobre uma família aristocrática durante os anos
30 e 40.
Espanha - Tudo Sobre Minha Mãe (Todo Sobre Mi Madre), de Pedro Almódovar - O espanhol
já desponta como favorito, uma vez que, em 1988, havia disputado o prêmio com Mulheres
à Beira de um Ataque de Nervos (perdendo para Pelle, O Conquistador). Como o diretor
prepara finalmente seu primeiro filme americano, esta seria uma forma de Hollywood lhe dar
as boas-vindas. Não que falte méritos para este que talvez venha a ser o melhor
Almodóvar. No último Festival de Cannes o espanhol ganhou o prêmio de direção e
muitos estranharam o fato de Rosetta ter ficado com a Palma de Ouro. O filme, já exibido
no Brasil, foi lançado nos EUA na semana passada.
Filipinas - Saranggola (A Pipa), de Gil Portes - Este filme, como Central do Brasil, já
está sendo comparado aos clássicos do neo-realismo italiano. Garoto flagra o pai, um
policial violento e alcóolatra, matando seu coleguinha, um empinador de pipas. A
história acompanha o dilema da criança em delatar o próprio pai.
Finlândia - Häjyt (Os Durões), de Aleksi Mäkelä - Muito humor negro para contar a
história de uma dupla de jovens delinqüentes que aterroriza pequenas cidades do interior
da Finlândia.
França - Est-Ouest (Leste-Oeste), de Régis Wargnier - Único dos 47 cineastas no páreo
deste ano que já ganhou um Oscar de filme estrangeiro. Foi em 1993, com Indochina, filme
que também rendeu uma indicação a Catherine Deneuve. A atriz está de volta nessa nova
produção, mas a grande estrela do filme de Wargnier é Sandrine Bonnaire, que interpreta
uma francesa casada com um russo (Alexei Golovin, do filme russo O Sol Enganador) que não
consegue ser anistiado e fica preso em seu país na década de 40.
Geórgia - Here Comes the Dawn (Aqui Chega o Amanhecer), de Zaza Urushadze - Novo filme do
jovem cineasta nascido em Tbilisi, este drama familiar é baseado num poema do poeta russo
Mikhail Yurevich Lermontov.
Grécia - Apo Tin Akri Tis Polis (Da Margem da Cidade), de Constantinos Ginnaris -
Considerado a resposta grega a Trainspotting, de Danny Boyle, e O Ódio, de Mathieu
Kassovitz, este segundo filme de Giannaris acompanha a violência e o tráfico de drogas
por entre um grupo de imigrantes russos que vivem na periferia de Atenas.
Holanda - Madelief: Krassen in het Tafelblad (Madelief: Riscos na Mesa), de Ineke Houtman
- Após dirigir vários programas de TV baseados no personagem infantil homônimo criado
pelo escritor holandês Guss Kuijer, Houtman transporta a história de uma garota de 10
anos para o cinema. Madelief fica intrigada por um segredo de sua avó, após a morte
desta.
Hong Kong - Qianyan Wanyu (Heróis Comuns), de Ann Hui - Em estilo documental, valendo-se
de várias imagens de noticiários de TV e fotos jornalísticas, cineasta acompanha um
grupo de jovens idealistas que enfrentam o renascer social no país durante a década de
80.
Hungria - Nekem Lampast Adoot Kezembe az Ur Pesten (O Pastor Colocou uma Lanterna na Minha
Mão em Budapeste), de Miklós Jancsó - O mais importante cineasta da Hungria está de
volta inspirado. Sua comédia de humor negro questiona a recente revolução cultural do
país. Além de fazer uma participação especial como ator, Jancsó utliza em seu filme a
banda mais pop de Budapeste, a Jispal es a Borz. Ele também continua trabalhando com
Gyula Hernandi, roteirista com quem mantém parceria desde Meu Caminho, filme de 1964 que
lhe abriu as portas do mercado internacional.
Índia - Earth (Terra), de Deepa Mehta - Essa é a segunda parte de uma trilogia que
inclui filmes intitulados Água (o primeiro) e Fogo (o próximo). O filme recria um
conflito político entre hindus e muçulmanos em 1947 e já está em cartaz no circuito
americano, o que não o deixa fora do páreo. O último filme indiano a concorrer ao Oscar
foi Salaam Bombay, de Mira Nair, em 1988, ao lado de Mulheres à Beira de um Ataque de
Nervos.
Indonésia - Sri, de Marselli Sumarno - Escritor e correspondente para várias
publicações estrangeiras, incluindo o Variety International Film Guide, Sumarno, de 43
anos, faz sua estréia no cinema com esse filme sobre uma garota de um pequeno vilarejo
casada com um aristocrata japonês de 70 anos, agora enfermo e do qual ela tem de tomar
conta.
Irã - Rang-e Khoda (A Cores do Paraíso) - O cineasta iraniano Majid Majidi tenta fazer
uma dobradinha de indicações, depois de ter aparecido ao lado de Benigni e Salles no
último Oscar, quando seu Crianças do Paraíso fez o corte dos cinco. E ele continua a
abordar a história de uma criança, dessa vez um garoto cego em férias escolares pelo
interior exótico do país.
Islândia - Ungfrúin Góda og Aúsid (A Honra da Casa) - Filme da cineasta e feminista
Gudny Halldórsdóttir recria um drama familiar baseado em livro de seu pai, o escritor
Halldor Laxness, ganhador do Nobel da Literatura em 1955.
Israel - Ha-Chaverim Shel Yana (Os Amigos de Yana), de Arik Kaplun - O filme desse
cineasta nascido na Rússia enfoca três histórias paralelas de imigrantes russos
residentes numa Tel-Aviv em plena Guerra do Golfo. Foi apresentado na 23ª Mostra de
Cinema de São Paulo.
Itália - Fuori dal Mondo (Fora do Mundo), de Giuseppe Piccioni - Filme italiano colheu
recentemente prêmios de júri nos festivais de Montreal e Los Angeles. Ele ainda ganhou
quatro David di Donatello, o Oscar da Itália. Esse drama narra a história de uma jovem
freira, próxima a fazer seus votos, que encontra um bebê abandonado, e também da mãe
desta, que procura desesperadamente a criança rejeitada.
Iugoslávia - Belo Odelo (O Terno Branco), de Lazar Ristovski - Ator do filme Underground,
de Emir Kusturica, faz jornada dupla como diretor e protagonista dessa comédia sobre as
aventuras de um soldado iugoslavo durante viagem para ver sua mãe, que está morrendo.
Japão - Poppoya (O Homem da Ferrovia), de Yasuo Furuhata - Filme explora o drama de um
funcionário-padrão de uma ferrovia que nunca abandonou seu posto, nem ao menos para
visitar sua filha que estava prestes a morrer no hospital ou a mulher agonizante. Quando
as linhas de trem ficam obsoletas e a estação tem de fechar, o trabalhador questiona sua
dedicação profissional. Líbano - Autour de la Maison Rose (Em Volta da Casa Rosa), de
Khalil Joreige & Joana Hadjithomas - Dupla de artistas multímidia cria longa sobre a
reconstrução do Líbano pós-guerra e o conflito de duas amílias sobre o direito de
restaurar a residência do título.
México - El Coronel no Tiene Quien le Escriba (Ninguém Escreve ao Coronel) de Arturo
Ripstein - Maior cineasta mexicano adapta livro de Gabriel García Márquez. No elenco, as
atrizes Marisa Paredes (também em Tudo Sobre Minha Mãe) e Salma Hayek. O filme, que
conta a história de um velho coronel que espera em vão sua aposentadoria oficializar-se,
foi exibido no Festival de Cannes e na 23ª Mostra de São Paulo.
Nepal - Himalaya - L'Enfance d'un Chef, de Eric Valli - Fotógrafo francês especialista
no Nepal (ele foi o diretor de unidade do filme Sete Anos no Tibet, com Brad Pitt) faz sua
estréia na direção nesse longa que retrata os caravaneiros de Dolpo, região ao
nordeste do Nepal, que atravessam as montanhas do Himalaia em busca de sal para a carne
que consomem.
Noruega - Sufflosen (O Ponto), de Hilde Heir - Estréia na direção dessa cineasta
norueguesa que estudou na Universidade de Nova York, esse longa acompanha as aventuras de
um ponto, o profissional de teatro que se esconde, entre orquestra e palco, para ajudar o
ator a lembrar sua fala ou partitura. No caso do filme de Hilde, ele ajuda uma soprano.
País de Gales - Solomon and Gaenor, de Paul Morrison - Psicoterapeuta faz estréia no
cinema com trágico romance entre jovem judeu e católica durante um levante contra o
comércio judaico em 1911, no País de Gales.
Peru - Pantaleão e as Visitadoras (Pantaleón y las Visitadoras), de Francisco J.
Lombardi - Principal cineasta peruano adapta livro de Mario Vargas Llosa para o cinema. E
também faz uma versão maior de quatro horas para a TV dessa história farsesca sobre um
capitão mandado para a Amazônia peruana numa secreta missão de providenciar garotas
para os recrutas.
Polônia - Pan Tadeusz, de Andrzej Wajda - Diretor de O Homem de Mármore faz a primeira
adaptação cinematográfica de Pan Tadeusz, livro escrito pelo poeta Adam Mickiewicz em
1830 e considerado o clássico dos clássicos da literatura polonesa. Wajda pode ter enfim
seu reconhecimento da academia após ter sido indicado três vezes para o prêmio - por
Terra Prometida (perdeu para Dersu Uzala), em 1974; As Senhoritas de Wilco (o vencedor foi
O Tambor), em 1979; e, em 1981, O Homem de Ferro (perdendo para Mephisto).
Portugal - Os Mutantes, de Teresa Villaverde - Cineasta portuguesa faria um documentário
sobre crianças de rua em Lisboa, até decidir-se por transformar o projeto num longa de
ficção. À exceção da personagem principal, todos os outros jovens delinqüentes do
filme são reais.
República Checa - Návrat Idiota (O Retorno do Idiota), de Sasa Gideon - Inspirado no
livro O Idiota, de Dostoievski, o filme conta a história de um homem que passou a sua
vida inteira trancado num asilo e agora foi liberado para viver com os longínquos
parentes que sobraram e, conseqüentemente, não o conheciam.
Romênia - Faimosul Paparazzo (O Famoso Paparazzo), de Nicolae Mãrgineanu - Paparazzo de
Bucareste serve como protagonista dessa comédia dirigida pelo veterano Mãrgineanu.
Rússia - Moloch, de Alexander Sokurov - Melhor roteiro no Festival de Cannes deste ano e
parte da seleção da 23ª Mostra de São Paulo, Sokurov acompanha a visita de Adolf
Hitler a Eva Braun nos Alpes da Bávaria.
Suécia - Under the Sun (Sob o Sol), de Colin Nutley - Cineasta inglês adapta o livro The
Little Farm, de H.E. Bates, sobre a história do relacionamento de um fazendeiro de
meia-idade, virgem, pobre e analfabeto, com uma mulher misteriosa que vai trabalhar em sua
casa.
Suíça - Beresina, de Daniel Schmid - Call girl russa (Elena Panova) quer ganhar a
cidadania suíça e acaba se inflitrando entre pessoas influentes da sociedade local.
Também ingênua, acaba sendo manipulada por eles, quando descobre um grande segredo. A
atriz Geraldine Chaplin faz participação especial.
Tadjiquistão - Luna Papa, de Bakhtiyar Khudojnazarov - Apresentado na Mostra Cinema e
Visão de Veneza, Luna Papa é a história de uma excêntrica família que vive num
vilarejo isolado em alguma parte da Ásia.
Taiwan - March of Happiness (Marcha da Felicidade), de Lin Chen-sheng - Documentarista faz
sua estréia num filme de ficção sobre a busca da identidade de Taiwan, por meio do
complicado amor de uma garota apaixonada por teatro e um estudante de música, que acabam
separados por causa da 2ª Guerra Mundial.
Turquia - Mrs. Salkim's Diamonds (Os Diamantes da Sra. Salkim), de Tomris Gintlioglu -
Thriller que acabou de conquistar o prêmio principal do Festival de Antalya, Turquia.
Venezuela - Huelepega: la Ley de la Calle (Cheirador de Cola), de Elia Schneider - O filme
dessa venezuelana lida com as crianças de rua de Caracas que cheiram cola de sapateiro. A
produção teve vários problemas com a censura em seu país.
Vietnã - Three Seasons (Três Estações), de Tony Bui - Um dos grandes favoritos ao
Oscar, esse filme do cineasta Bui (pronuncia-se buói), que imigrou para os EUA quando
tinha 2 anos, foi protagonista de um fato inédito no Festival de Sundance deste ano, ao
acumular três prêmios. Além do principal, o do júri, ele venceria o do público e sua
belíssima fotografia também foi lembrada. Essa é a primeira produção americana a ser
rodada no Vietnã depois da guerra e seu produtor é o ator Harvey Keitel, que também
interpreta um dos personagens do filme, o de um veterano procurando a filha que teria tido
com uma prostituta local na década de 70. Ambientada nas ruas de Ho Chi Mihn, a trama
mostra o cotidiano de vários personagens. Já lançado no circuito americano em abril, o
filme não chegou a causar grande sensação entre o público.
02/11/1999 - Começou a
corrida rumo ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Esta semana, além do brasileiro Orfeu,
espanhóis, argentinos e franceses lançaram candidatos. Tudo Sobre Minha Mãe desponta
como um dos favoritos à estatueta. Derrotado em 1988 pelo dinamarquês Pelle, o
Conquistador (quando concorreu com Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos), o diretor
Pedro Almodóvar está em alta em Hollywood, onde deve dirigir o próximo filme. O
representante francês é Beirute-Oeste, co-produção com o Líbano dirigida pelo jovem
Ziad Doueiri, assistente dedireção de Quentin Tarantino em Pulp Fiction. Os argentinos
surpreenderam ao apostar no longa-metragem de animação Manuelita, de Manuel García
Ferré.
30/10/1999 - Tudo Sobre
Minha Mãe, de Pedro Almodóvar, foi escolhido ontem pela Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas da Espanha para disputar uma indicação ao Oscar de melhor filme
estrangeiro. Almodóvar já foi um dos finalistas ao prêmio em 1989, quando concorreu com
Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos. Desta vez, o cineasta disputou a indicação com
outros 55 filmes, entre os quais La Niña de Tus Ojos, de Fernando Trueba ganhador
do Oscar de 1994 com Belle Epoque. Ao saber da notícia, Almodóvar declarou à imprensa
espanhola que acredita estar "muito próximo" da vitória. "As críticas
favoráveis nos Estados Unidos nos dão esperanças", disse.
27/10/1999 - O filme
Orfeu, de Cacá Diegues, vai representar o Brasil na disputa com cerca de 40 países para
a seleção dos cinco indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro do ano 2000. O
anúncio foi feito ontem pelo ministro da Cultura, Francisco Weffort, após decisão
unânime da comissão criada pelo governo para fazer a escolha. Concorreram 14 produções
nacionais.
Orfeu já atingiu 1,1 milhão de espectadores e está entre os 15 filmes de maior
bilheteria no País este ano - Central do Brasil, que concorreu ao Oscar no ano passado,
foi visto por 1,5 milhão de pessoas. A academia vai anunciar os finalistas em 15 de
fevereiro e a festa do Oscar está marcada para 25 de março.
25/10/1999 - De acordo
com o regulamento da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, os
filmes que pretendem uma indicação ao Oscar só serão elegíveis se tiverem sido
exibidos nos cinemas americanos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro. Mas é no período
entre setembro a dezembro que os estúdios começam a lançar seus grandes projetos. O
público já pode a partir de agora esperar não só pelas produções milionárias, mas
principalmente pelos filmes mais modestos que sempre causam surpresas. Daqui até o final
do ano mais de 150 filmes chegarão aos cinemas americanos (se a metade disso vier ao
Brasil já é lucro), todos dispostos a entrar na corrida do Oscar 2000. Velhos conhecidos
da Academia poderão ser vistos: de Tom Hanks a Nicholas Cage, Kevin Spacey, Annette
Bening, Julianne Moore, Cate Blanchett e Gwyneth Paltrow estão entre os astros e estrelas
mais cotados. Entre os diretores, Milos Forman, Martin Scorsese, Paul Thomas Anderson,
Jane Campion. Alguns dos filmes que poderão ser indicados: Sleepy Hollow, Holy Smoke,
Magnolia, American Beauty, Bringing Out the Dead, Man on the Moon, Fight Club, The
Talented Mr. Ripley, Green Mile, Tudo Sobre Minha Mãe e Angela's Ashes.
22/10/1999 - A Academia
de Artes Cinematográficas e Ciências, que nos últimos anos ignorou documentários como
"Hoop Dreams" e o fantástico "Crumb", sobre a vida de um dos maiores
cartunistas americanos, está mudando seu processo de seleção. Sob um novo procedimento
anunciado na terça-feira (19), um grupo selecionado de documentaristas escolherá 12
semifinalistas para a categoria documentário de longa-metragem antes do apito final dos
membros da Academia determinando os cinco indicados.
Nos últimos anos, ninguém de nenhuma categoria da Academia podia ajudar a escolher os
cinco indicados a menos que assistisse a uma alta porcentagem dos trabalhos exibidos. As
regras têm mudado com frequência. Até cinco anos atrás, as exibições envolviam uma
infame luz vermelha: os espectadores podiam parar uma exibição depois de 20 minutos se a
maioria dos presentes levantasse uma caneta de luz indicando que já tinham visto o
suficiente para avaliar o filme.
Cerca de 50 documentaristas que também são membros da Academia serão convidados pelos
12 membros do comitê executivo para tomar parte na primeira rodada de votação dos
lançamentos de 1999. Estes 50 se dividirão para ver todas as estréias qualificadas para
competir, o que significa em um ano típico entre 60 e 70 filmes. Depois de peneiradas 12
produções, os semifinalistas serão exibidos em Beverly Hills, Nova York e São
Francisco. Todos os membros nestas áreas - possivelmente milhares deles - votarão então
nos cinco indicados, contanto que assistam à maioria dos 12 documentários escolhidos na
pré-seleção. Outro ponto notável do novo processo é que as exibições iniciais
serão exclusivamente em videoteipe.
22/10/1999 - A comissão
de seleção do Ministério da Cultura apresentará, no próximo dia 26 de outubro, a
produção brasileira que irá disputar com longas de outros países uma das cinco
indicações ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Segundo o Secretário do Audiovisual,
José Alvaro Moisés, o filme selecionado receberá financiamento para a campanha junto à
Academia, com o envio de fitas de vídeo aos membros, jantares de apresentação da equipe
e anúncios da produção na imprensa americana.
Treze filmes estão no páreo, que reúne títulos tão díspares como o constrangedor
Caminho dos Sonhos, de Lucas Amberg, e as super-produções Orfeu, de Cacá Diegues, e
Mauá, de Sérgio Rezende, considerados os favoritos do páreo. Confira os treze títulos
concorrentes:
 - Caminho dos Sonhos, de Lucas Amberg
 - A Hora Mágica, de Guilherme de Almeida
Prado
 - Paixão Perdida, de Walter Hugo Khouri
 - Um Copo de Cólera, e Aluizio Abranches
 - Orfeu, de Cacá Diegues
 - Outras Estórias, de Pedro
Bial
 - Até que a Vida nos Separe, de José
Zaragoza
 - No Coração dos Deuses, de Geraldo
Moraes
 - Dois Córregos, e Carlos Reichenbach
 - Mauá, O Imperador e o Rei, de Sérgio
Rezende
 - O Tronco, de João Batista de Andrade
 - Amor & Cia, de Helvécio Ratton
 - Coração Iluminado" de Hector
Babenco
20/10/1999 - O
Ministério da Cultura (Minc) apresentará no dia 26 o nome do filme nacional que irá
disputar com longas-metragens de outros países uma das cinco indicações ao Oscar de
Melhor Filme Estrangeiro de 2000. "Temos mais chances de ganhar o prêmio porque
nossa produção aumentou muito", afirmou o secretário do Audiovisual, José Álvaro
Moisés, que divulgou a lista dos 13 títulos que concorrem à indicação do governo
brasileiro.
O secretário do Audiovisual afirmou que o Ministério irá apoiar o filme escolhido,
financiando, juntamente com seu produtor, uma campanha para que o longa seja indicado pela
Academia. "Vamos enviar fitas de vídeo aos membros da Academia, fazer jantares para
apresentar a equipe do filme, colocar anúncios na imprensa americana, esse tipo de
coisa", explicou Moisés. Ele não adiantou, no entanto, o valor a ser investido na
campanha.
Para o secretário, o Brasil tem mais chances de ganhar um Oscar de Filme Estrangeiro do
que nos anos anteriores. "Agora temos mais experiência nessas campanhas de
divulgação." Segundo Moisés, haverá uma disputa acirrada entre dois filmes
considerados os favoritos à indicação: Mauá e Orfeu. "Nos anos anteriores houve
unanimidade justamente porque as opções eram poucas. Acho essa concorrência positiva
para a indústria cinematográfica."
07/10/1999 - A
academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood enviou aos divulgadores de
filmes uma espécie de código de ética para o Oscar do ano 2000. O documento revisa
normas que já estão em vigor, mas que não têm sido observadas. Continua proibido
entrar em contato com os membros da academia, assim como mandar presentes e convites para
exibição de filmes. É permitido enviar roteiros e DVDs, mas em pacotes
"discretos".
02/10/1999 - Exatamente
dez anos depois de receber o Oscar de melhor filme por Conduzindo Miss Daisy, os
produtores Richard e Lili Fini Zanuck irão produzir o maior evento da indústria
cinematográfica americana no ano 2000, substituindo Gil Cates, que produziu nove eventos
em 15 anos. É a primeira vez que o casal de produtores irá assumir as rédeas do Oscar,
e Lili será a primeira mulher a fazê-lo em 72 anos de existência da premiação. A
próxima cerimônia deverá acontecer em 26 de março no tradicional Shrine Auditorium, em
Los Angeles.
30/09/1999 - Há um ano,
faltando menos de um mês para o anúncio do candidato brasileiro ao Oscar, o País não
tinha dúvida quanto ao filme que o representaria em Hollywood. Central do Brasil
acumulava prêmios e despontava como um dos cinco concorrentes à estatueta de produção
estrangeira. Na nova safra nacional, com 28 títulos à disposição, não há um grande
favorito. As apostas sobre o filme com mais chance de emplacar uma indicação em 2000, a
quinta nominação brasileira da história, caem sobre Orfeu e Mauá - O Imperador e o
Rei.
O longa que representará o Brasil será anunciado em 26 de outubro, na sede do
Ministério da Cultura, em Brasília. As inscrições estendem-se até o dia 15 e o
candidato só precisa atender a uma exigência: ter sido exibido em circuito comercial no
período de 1.º de novembro de 1998 a 31 de outubro de 1999.
O Ministério da Cultura formou uma comissão especial para escolher o candidato
brasileiro que disputará uma das cinco vagas da categoria com representantes de cerca de
70 países que são anualmente convidados pela Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas. Integram a comissão o produtor Luiz Carlos Barreto, o distribuidor
Jorge Peregrino (da UIP), o jornalista Luiz Zanin e os cineastas Tisuka Yamazaki e Walter
Salles.
A entrada de Salles na comissão impossibilita a inscrição de O Primeiro Dia, novo longa
do diretor em parceria com Daniela Thomas. "Por questões éticas, Salles não
poderia concorrer. Mas só trouxemos o cineasta para a comissão porque ele deixou claro
que não entraria na disputa, apesar de o lançamento do filme estar no prazo (com
previsão de estréia em 29 de outubro), diz Sandra Cipriano Chaves, chefe do
gabinete da Secretaria do Audiovisual.
"Como o filme foi feito para TV, em caráter de urgência e rodado em três semanas,
não temos expectativa em fazer carreira com ele. Trata-se de uma produção independente
despretensiosa. Inscrevê-la para a seleção do Oscar seria perda de tempo e de
energia, conta Daniela Thomas, com quem Salles também co-dirigiu Terra
Estrangeira.
A ausência de um grande favorito nessa leva de filmes não é "um mal
sinal, na opinião de Paulo Sérgio Almeida, especialista em números do
mercado cinematográfico. "Isso não significa que o candidato não terá força
após a indicação. Ele aposta que a comissão escolherá Orfeu, de Carlos
Diegues, ou Mauá, de Sérgio Rezende.
Dos filmes que podem representar o Brasil na próxima edição do Oscar, a 72.ª da
história, títulos como Orfeu, Dois Córregos (de Carlos Reichenbach) e Outras Estórias
(de Pedro Bial) já estão inscritos. Embora nenhum deles demonstre o fôlego de Central,
vencedor de 51 prêmios, essas produções vêm ganhando visibilidade no exterior.
Orfeu esteve em Toronto, Telluride e San Sebastian. Dois Córregos competiu em Locarno, e
Outras Estórias concorre atualmente em Biarritz. "Mas, este ano, não temos filmes
que se encaixam no perfil do Oscar. São produções que se enquadram melhor no panorama
europeu. Acho que vamos ficar fora, afirma Vânia Catani, produtora de Outras
Estórias. "Só fizemos a inscrição no Ministério porque não temos nada a
perder.
Mais otimista, Renata Almeida Magalhães, produtora de Orfeu, acredita que a
"brasilidade do tema e o apoio da Warner (o distribuidor) possam colocar
a produção no Oscar desde que o filme vença os concorrentes nacionais.
"Orfeu traz pedaços do Brasil que andavam afastados das telas: a favela e o
Carnaval. Esse é o seu grande charme.
Joaquim Vaz de Carvalho, produtor de Mauá, diz que os diálogos em inglês podem ajudar o
título a ser o escolhido. "Como o filme é parcialmente falado em inglês e tem 20
minutos rodados na Inglaterra, a identificação por parte dos americanos é mais rápida.
A comissão deve levar em conta esse detalhe na hora de escolher o candidato mais apto a
enfrentar a concorrência", conta Carvalho, que vai inscrever Mauá assim que ele
estrear em circuito nacional, no dia 15 de outubro. "Não queremos perder a chance de
nos candidatar ao Oscar este ano. Com Orfeu no páreo, será uma briga boa.
20/09/1999 - Comissão
escolherá filme para representar Brasil no Oscar. Os cineastas Walter Salles Júnior,
Luiz Carlos Barreto, Tizuka Yamazaki, Jorge Peregrino e o jornalista e crítico de cinema
Luís Zanin Oricchio foram escolhidos para integrar a comissão que irá escolher o filme
que vai representar o Brasil no Oscar em Los Angeles no ano 2000. Outra comissão,
reconhecida pelo Ministério da Cultura, irá acompanhar a política do governo para o
setor audiovisual, constituída pelos produtores Luís Carlos Barreto, Marisa Leão e
Aníbal Massaini Neto, os cineastas José Jofilly e Augusto Sevá, os exibidores Ugo
Mário Augusto Sorrentino e Alexandre Adamiu, o documentarista Leopoldo Nunes e um
representante da área de TV, Evandro do Carmo Guimarães.
Confira os longas
selecionados:
 - A Hora Mágica, de Guilherme de Almeida
Prado
 - São Jerônimo, de Júlio Bressane
 - Uma Aventura do Zico, de Antônio Carlos
Fontoura
 - Zoando na TV , de José Alvarenga Júnior
 - Paixão Perdida, de Walter Hugo Khouri
 - Tiradentes, de Oswaldo Caldeira
 - Um Copo de Cólera, e Aluizio Abranches
 - Orfeu, de Cacá Diegues
 - Outras Estórias, de Pedro
Bial
 - Iremos a Beirute, de Marcus Moura
 - Até que a Vida nos Separe, de José
Zaragoza
 - O Viajante, de Paulo
César Saraceni
 - No Coração dos Deuses, de Geraldo
Moraes
 - Fé, de Ricardo Dias
 - Mário, de Hermano Penna
 - Histórias do Flamengo, de
Alexandre de Niemeyer
 - Dois Córregos, e Carlos Reichenbach
 - Por Trás do Pano, de Luiz Villaça
 - Caminho dos Sonhos, de Lucas Amberg
 - Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos,
de Marcelo Masagão
 - O Dia da Caça, de Alberto Graça
 - Senhorita Simpson, de
Bruno Barreto
 - Mauá, O Imperador e o Rei, de Sérgio
Rezende
 - O Tronco, de João Batista de Andrade
 - Contos de Lygia, de Del
Rangel
 - Um Certo Dorival Caymmi, de Aluisiio
Didier
 - Amor & Cia, de Helvécio Ratton
 - Coração Iluminado" de Hector
Babenco
01/09/1999 - O
Ministério da Cultura começa a receber hoje as inscrições para os filmes brasileiros
candidatos à indicação para o Oscar de 2000. Podem inscrever-se produções brasileiras
em 35 milímetros, lançadas no circuito comercial entre 1º de novembro de 1998 e 31 de
outubro deste ano. Segundo a assessoria de Comunicação do Ministério, estima-se que 28
filmes cumpram esses requisitos e possam habilitar-se à indicação. Os interessados têm
até 15 de outubro para candidatar-se.
A indicação será feita por uma comissão da qual fazem parte os diretores Walter Salles
Júnior e Tizuka Yamazaki, os produtores Luís Carlos Barreto e Jorge Peregrino e o
jornalista do Estado Luiz Zanin Oricchio. O filme escolhido será submetido à seleção
da Academia de Artes Cinematográficas e Ciências de Hollywood, que indicará cinco
finalistas para melhor filme estrangeiro. Nos últimos três anos, sempre houve um filme
brasileiro nessa categoria: O Quatrilho, em 1997; O Que é Isso, Companheiro?, em 1998, e
Central do Brasil, este ano.
Os critérios de avaliação não foram divulgados, mas a comissão tem até 26 de outubro
para decidir o resultado, a ser anunciado no dia seguinte. Os interessados devem enviar
uma cópia do filme ao Ministério da Cultura acompanhado do formulário apropriado.
29/06/1999 - O Oscar vai
ter de esperar mais um ano para ter a própria casa. O teatro que a Academia de Artes e
Ciências está construindo em Hollywood não deve ficar pronto até março de 2001, como
estava previsto anteriormente. A instituição, que financia a construção do teatro na
esquina da Hollywood Boulevard com a Highland Avenue, decidiu este mês ter algum outro
local reservado para a cerimônia de 2001. A festa do ano que vem vai ser realizada em 26
de março no Shrine Auditorium,de 5 mil lugares. A de 2001 deve ficar com o Dorothy
Chandler Pavillion (de 2,8 mil lugares), onde foi feita a deste ano. O teatro da academia
vai ter 3 mil lugares e custar US$ 385 milhões para ser construído.
25/05/1999 - A
próxima entrega do Oscar será novamente num domingo e no Shrine Auditorium de Los
Angeles, anunciou ontem a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood,
com sede em Beverly Hills, Califórnia. Seguno do presidente da Academia, Robert Rehme, a
festa será dia 26 de março de 2000 e mais uma vez será transmitida pela rede de tevê
ABC. Um teatro da própria Academia está em construção e deverá ficar pronto para a
cerimônia de 2001.
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