
Nome: Robert Downey Jr.
Data
de Nascimento: 04 de Abril de 1965
Local
de Nascimento: Nova York - EUA
Alguns
fatos de sua vida:
Nem mesmo o vício das drogas, que o
acompanha desde os 8 anos de idade, impede-o de interpretar grandes personagens no cinema.
Consagrado com a indicação para o Oscar de Melhor Ator pela impecável atuação no
papel do criador de Carlitos no filme Chaplin/Chaplin (1992), de Richard Attenborough,
não parou mais de trabalhar com importantes cineastas. Filmou Short Cuts - Cenas da
Vida/Short Cuts (1993), com Robert Altman, e Assassinos por Natureza/Natural Born Killers
(1994), com Oliver Stone. Preso na cadeia de Los Angeles por uso e porte de heroína e
cocaína, obteve licença do juiz para finalizar em dezembro do ano passado o
longa-metragem U.S. Marshalls, continuação de O Fugitivo/The Fugitive (1993). E pode ser
novamente indicado pela Academia de Hollywood, desta vez como Melhor Coadjuvante, pelo
excelente desempenho como um homossexual em One Night Stand (1997), de Mike Figgis.
"Parte dos problemas de Downey tem a ver com suas frustrações pessoais e
artísticas", comenta Figgis.
Filho do cineasta underground Robert Downey, o ator nasceu em Nova York e aos 5 anos
estreou nas telas do cinema, no filme Pound (1970), de seu pai. Ainda adolescente, deixou
a escola e passou a trabalhar no teatro e na televisão, no programa Saturday Night Live.
Aos 23 anos, já era um veterano do cinema, com 15 filmes no currículo. Nenhum
memorável, mas a presença dele sempre foi notada e apreciada pelos críticos,
principalmente em Abaixo de Zero/Less Than Zero (1987), no qual interpreta um viciado em
drogas.
Influenciado pela atriz Sarah Jessica Parker, com quem viveu seis anos, decidiu abandonar
os filmes medíocres ou comédias teens, como De Volta às Aulas/Back to School (1986) e
Mulher Nota 1000, que o deixaram famoso ao lado de astros como Rob Lowe. Aliás, o fato de
ser confundido com este ator também contribuiu muito para desistir destas produções.
Ele conta que divulgava o thriller Air América - Loucos pelo Perigo/Air America (1990),
que rodou com Mel Gibson, quando encontrou o ator Arnold Schwarzenegger no Festival de
Cannes. "Eu conversava com ele e sua mulher se aproximou. Então, Arnold disse:
'Maria, tenha o prazer de conhecer Rob Lowe'. Só não desferi um golpe nele porque
poderia quebrar a mão naquela parede de músculos", recorda.
Mas seu grande salto na carreira aconteceu quando foi escolhido entre quarenta atores do
primeiro escalão de Hollywood, como Al Pacino, Robert De Niro, Dustin Hoffman e Billy
Crystal, para viver Chaplin nas telas. Na época trabalhava na promoção da comédia
Segredos de Uma Novela/Soapdish (1991) e sempre comentava entusiasmado durante as
entrevistas: "Você acredita que eu vou ser Charles Chaplin? Chaplin?! É possível
isso?!" O diretor Richard Attenborough diz que escolheu Downey por uma razão muito
simples. "De todos os atores, ele foi o que mais me convenceu como Chaplin. Downey
reúne todos os pré-requisitos: idade, altura e até tamanho de sapatos e chapéu. E teve
uma performance espetacular", afirma Attenborough.
Entusiasmado com o personagem, o ator se preparou meticulosamente durante um ano. Assistiu
a todos os filmes dele várias vezes. Depois, passou dias treinando na frente do espelho
os gestos do cineasta. Antes do início das filmagens, viajou para Londres e conviveu na
Suíça, onde Chaplin nasceu, cresceu e morreu. Em São Francisco, conversou com um
imitador de Carlitos e com um instrutor de voz que trabalhou com o cineasta em seus filmes
falados.
E, por fim, consultou uma médium e foi ela quem mais o motivou: "Só posso dizer que
foi aí que Chaplin ficou claro na minha cabeça. Porque era óbvio: ele não tinha apenas
talento, mas alguma ligação com o inconsciente coletivo da humanidade". Encerradas
as filmagens de Chaplin, Downey só pensava em tirar férias com a mulher, Deborah, com
quem havia se casado pouco antes. Mas mal realizou seu desejo. Passou mais do que nunca a
ser solicitado pelos produtores.
No ano seguinte, estrelou três filmes, incluindo Hean and Souls (1993), em que mais uma
vez provou ser um grande comediante. Com os cabelos despenteados e um ar de enfant
terrible, justificava na época o fato de aceitar muitos papéis: "Preciso trabalhar
porque minha mulher está grávida". Manteve a média de três filmes por ano em 1994
e em 1995. Brilhou no romance de Norman Jewison Só Você, na comédia de Jodie Foster,
Feriados em Família/Home for the Holidays (1995), e no drama épico O Outro Lado da
Nobreza/Restoration (1995), de Michael Hoflman.
Apesar das três prisões consecutivas por uso e porte de drogas, sua carreira continua
indo muito bem. Depois de trabalhar em U.S. Marshalls (continuação de O Fugitivo), The
Gingerbread Man, de Robert Altman, e Two Girls and a Guy, de James Toback, o In Dreams,
dirigido por Neil Jordan e produzido pelo cineasta Steven Spielberg.
Hollywood sempre soube que Downey Jr. era viciado em drogas e muitos diretores se
recusaram a trabalhar com ele por causa disso. Outros, cativados pelo talento do ator,
decidiram ignorar o aviso de companheiros que tiveram problemas com ele.
"Parte dos problemas do ator Downey Jr. tem a ver com suas frustrações pessoais e
artísticas", diz Mike Figgis, que trabalhou com Robert em One Night Stand. Durante
as filmagens de U. S. Marshalls, a urina do ator era testada de três em três horas.
Além da companhia seguradora, um oficial de justiça tinha a incumbência de verificar se
o ator havia consumido alguma droga. A situação era deprimente, mas o próprio ator
admitiu que só assim conseguiu levar o filme adiante.
Quanto a sua recuperação das drogas, ele comenta: "Tenho sorte em estar vivo. Sobre
suas realizações, diz que as maiores são seu casamento com Deborah Falconer e seu
filho. "É uma grande façanha ter fecundado um óvulo, enquanto eu mesmo estou me
desintegrando", afirma.
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